Suor

Suor Jorge Amado




Resenhas - Suor


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Rafael 06/03/2019

Um tapa-na-cara-social
Romance curto, talvez ate de um período de transição do autor como veremos em suas futuras obras. Embora não pareça, a impressão que tive foi de que o romance muito político; o ambiente podre, cruel e insalubre tem muito mais importância do que seus personagens, que de certa forma fazem parte dele. Jorge Amado explora no Pelourinho do final da década de 30 o que Férrea descreve hoje sobre a marginalização das periferias, no seu caso, do Capão Redondo.
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Luiz 30/11/2017

""
O livro é sobre o prédio da Ladeira Pelourinho,68: "Um mundo. Um mundo fétido, sem higiene e sem moral, com ratos, palavrões e gente".
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Lucas.PetribA 29/08/2016

Dói né?
Difícil descrever tamanha náusea que se sente nesse romance cru do Amado. Texto que já foi banido por Vargas. Mostra a revolta do proletário e a triste realidade que era viver no pelourinho.
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Dan 19/12/2015

Suor - Jorge Amado
Gente sofrida que só passa fome, trabalha como escravos, são exploradas até o fim, moram em um lugar imundo e precário, quase não tem dinheiro pra nada, sem estudo, sem melhoria de vida, sem o direito de usufruir do básico, e por aí vai.Esta é a realidade dos habitantes da Ladeira do Pelourinho, 68.Onde não há motivos para comemoração, nem de casamentos, nem de nascimentos, pois com um ou outro as dificuldades só aumentam.No entanto se casam, se reproduzem, festejam, dando continuidade a um ciclo de vida onde o que prevalece é a miséria.Mas quem pode julgar-los? Todos nós procuramos a felicidade escondida atrás de qualquer canto que possa estar.
Muitos se acomodam na situação em que se encontram e se limitam a fazer suas obrigações, é verdade, mas nenhum deles, porém, se conforma.E aí vem a melhor deste livro, que é o sentimento de fraternidade que vive ali entre eles, capaz de ignorar as suas diferenças em favor de uma causa que todos eles agarram com unhas e dentes.Tão certo quanto a opressão que os espreita e age sem piedade.
A experiência de ler este livro foi boa, só não digo agradável por se tratar de uma realidade que chega a se tornar tão angustiante em alguns momentos quanto o calor forte da Bahia.Mas em suma valeu à pena e gostei.
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MônicaFFreire 22/10/2015

“Suor” traz a história dos moradores do prédio 68 da Ladeira do Pelourinho em Salvador. O livro é escrito a partir de pequenas e diversificadas narrativas de vidas que se entrelaçam ao longo da obra, portanto não há uma personagem central.

O cotidiano dos moradores do sobrado é cercado por miséria, desemprego, vícios, doenças, homossexualidade e prostituição. São operários, sapateiros, costureiras, lavadeiras, prostitutas, anarquistas, mendigos e estrangeiros que dividem o espaço com os ratos - alguns dormem no chão, ao relento, rodeados por poças de urina. Não possuem perspectiva de vida. A luta pela sobrevivência é dividida com os sonhos não realizados.

É nesse ambiente precário que o autor constrói sua narrativa e dá voz aos marginalizados do cortiço.

A produção literária é curta e possui uma linguagem simples, o que torna a leitura agradável e de fácil entendimento.
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Fogui 15/08/2015

Suor - Jorge Amado
Suor
Jorge Amado
Record
1986

Suor mostra a típica visão socialista da grande parte dos autores da época. Extremamente realista, apresenta um grupo de moradores de um prédio na ladeira do Pelourinho, em Salvados, Bahia.

Um cortiço em péssimas condições de higiene, inquilinos famintos, subjugados pelo sistema capitalista, sendo explorados e sem direitos trabalhistas.

O personagem principal é sem dúvida alguma o cortiço, onde vivem homens mulheres, jovens, velhos e crianças. É assim são narradas todas as situações que acontece neste local. As aventuras sexuais dos moradores com prostitutas ou com as duas bichas velhas do prédio...

Quer ler a resenha completa e muito mais, visite o blog Momentos da Fogui:

site: http://foguiii.blogspot.com.br/2015/07/suor-jorge-amado.html
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Vitor 18/07/2013

O povo baiano
Neste livro Jorge Amado transfere a mesma sensibilidade para com seu amado povo que só ele sabe transmitir. Personagens esquecidos e massacrados pela alta sociedade da Bahia, que o escritor poderia seguir o "contrato social" e contar a história dos ricos. Mas sendo ele defensor de sua gente, mostra com cadência e qualidade a vida do povo do 68, e torna-se inevitável não se sensibilizar pela vida daquela gente trabalhadeira e sofrida.
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André Egg 28/03/2013

Uma nova forma para o Romance Brasileiro
Este é um dos primeiros livros que Jorge Amado escreveu, publicado pela primeira vez em 1934.

Ali ele estava experimentando novas formas de romance, impingindo um cunho social à sua literatura, o que neste livro aparece muito bem no tratamento dos personagens. Não há pessoas como personagens principais. O personagem principal é um cortiço em Salvador e suas gentes multifacetadas.

Não é o melhor livro de Jorge Amado, mas eu considero uma das importantes experiências estéticas do modernismo brasileiro.

Escrevi uma resenha bem mais completa para o Amálgama:
http://www.amalgama.blog.br/03/2011/suor-o-romance-socialista-de-jorge-amado/
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Sarah 25/01/2013

Choque de realidade, que infelizmente ainda pode ser reconhecido nos dias de hoje, que o querido Jorge Amado soube descrever com os mínimos detalhes, a humildade, a sofreguidão e os sonhos do povo esquecido da Ladeira do Pelourinho 98.
Personagens que estão longe de chegar ao corriqueiro "felizes para sempre", que aliás não é o que vemos nos romances do escritor, mas com todo sofrimento da realidade em que vivem, aprenderam a se unir e lutar para tentarem conseguir uma vida melhor.
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Gabii 16/11/2012

Muito bom mesmo.
Assim como Capitães da Areia, Suor de Jorge Amado não decepciona e apresenta um panorama amplo da vida em um cortiço de Salvador, mostrando todos os lugares possíveis e impossíveis aonde as pessoas habitam e vivem, seus desejos e suas inclinações.
As obras de Jorge Amado já possuem por natureza cunho social, mas neste livro ele se empenha em mostrar diferentes personagens e histórias se distanciando do modelo tradicional de escrita: normalmente existe um eixo para onde todas as ações dos personagens convergem, criando sempre um núcleo principal; Suor é diferente nesse aspecto, e apresenta uma narração mais curta de cada célula da história, deixando transparecer a antiga casa, não como um de cenário da história, e sim o apresentando como organismo vivo aonde todos os moradores se apresentam como uma parte de um todo que é o cortiço, o verdadeiro “personagem” principal.
Eu realmente recomendo este livro, ele é ótimo e de simples leitura.
Mais em:
http://embuscadelivrosperdidos.blogspot.com.br
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