Nossa Cultura... Ou o Que Restou Dela

Nossa Cultura... Ou o Que Restou Dela Theodore Dalrymple




Resenhas - Nossa Cultura...


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Sam 11/07/2018

Resumo
Nossa Cultura ou o que sobrou dela - Resumo
1ª parte: O mal: Aquela velha historia do mal estar presente no ser humano intrinessicamente, mas nossa atitude imatura com referencia a isso retira a importancia da luta de nossas tradições, o exemplo das fotos na guerra é sensacional, a forma como Dalrymple a vê em constraste com os seculares, a beelza por trás da coragem dos fotografos em comparação com a atitude anti-guerra dos seculares.
2ª parte: Shakespeare: Dalrymple analisa algumas obras dele e como ele pode ser lido por qualquer ser humano por suas questões serem atemporais e universais. Mcbeth por exemplo pode exemplificar qualquer um de nós quando retirado seus escrupulos morais, coisa que a sociedade secularizada faz. Shakes mostra que a linha entre o bem e o mal está dentro de todos, que o mal é inerente e que é impossivel se atingir a perfeição sociealmente, é sempre uma luta interna e normalmente fadada ao fracasso, mas é o que nos faz diferente dos animais, tentarmos controlar nossos instintos é o que nos faz humanos e os arranjos sociais dependem disso. Claro que Shakespeare não é puritano, o puritanismo ainda faz suas vitimas como por exemplo garotas que são mortas pelos pais (acredito que nesse ponto existem mais questões psicologias) por terem feito algo sexualmente "errado". Shakes mostra que a castidade é historicamente uma virtude importante porque civiliza as relações sexuais e uma sociedade que não da valor a castidade também não dá a fidelidade (além de todas as questões neurologias associadas a dependencia em sexo). Cita também que é errado julgar uma ideia de castidade aprovada por alguem, caso esse alguem falhe em sua castidade ou pureza ideologica, reduzindo-a a hipocrisia, isso limita a discussão e também o fato importante que algo feito por um individuo nem sempre é bom quando generalizado a sociedade. Também reduzir o problema a liberação total a todos os individuos como solução do problema é uma forma imatura de solução que nunca deu certo, nem no ambito particular. A vida sexual deve ser sempre vedada pois diferente disso vira apenas uma função animal. "Aquilo que é inerentemente íntimo, e isso quer dizer autoconsciente e humano, não pode ser falado abertamente: a tentativa produz apenas grosseria".
3º parte: Deselegancia: Darymple faz o link entre atitudes deselegantes como palavrão e deturpação e suas consequencias na sociedade. Como Manson faz o que faz apenas para deturpar e não agrega em nada. Cita que se a censura fosse tão ruim para as artes, grandes obrgas não teriam surgido, e numa época livre surgem abominações.
4 parte: Marx: mostra como a obra de Marx é marcada por ignorar a humanidade no humano, o ve-lo apenas como parte de um grande todo, que não se interessa em estudar o homem porque já conehce os Homens. Incita a violencia a todo o momento contra quem ele conhecidera contra a revolução. Coisas como trabalho obrigatório opara todos, exercicios industrias para o campo, etc. Um trecho importante dessa analise é quando ele diz que, segundo Marx, "as ideias que as pessoas tem são determinadas pela posição que opcuam na estrutura economica", ou seja, a violencia contra elas é justificada independente do que pensam.
5 parte: Literatura distopica: antes disso uma passagem por Zweig, que escreve sobre uma mulher que teve umapaixão que a fez viver mais por 24 horas do que por toda sua vida. Parece ir de desacordo com as ideias do autor mas, ao contrário, mostra que uma paixão legitima tem o poder de mudar nossa vida e que, numa sociedade como a nossa em que a histeria é generalizada, sentimentos como esse morrem num mar de sentimentalização por qualquer motivo. Agora ele faz uma analise interessante sobre Admiravel Mundo Novo e 1984, no primeiro ele mostra como Auxley pensava que a busca a gratificar instantamente os seus desejos ao longo de suas vidas nos torna iguais a animais. Mostra que os desejos de adolescentes e velhos se tornam os mesmo. Bestialização devido ao vício em dopamina? Orwell em 1984 demonstra seu medo na sovietização da Inglaterra, mas, mesmo que isso não acontece de fato em politica, já na época dele ocorriam manipulações em massa pela BBC. No livro do mesmo (vale lembrar que Orwell nunca viveu numa sociedade socialista) acontecem coisas como destruição da familia, o mesmo que ocorria na união sovietica. Atitudes como Novalingua em 1984 vão ao encontro da mudança de termos feitos hoje em dia pelo politicamente correto. Faz uma analogia com um trecho do livro em que o personagem faz copia uma cronica sobre capistalisas, esses bem caricatos da mesma forma que movimentos politizados como feministas fazem de seus algozes. Destruição da história vem ocorrendo ao tentar destruir o antigo em tradições artisticas. Esses livros mostram como Shakespeare é uma fuga na imbecialização, o mesmo ocorre na vida real de acordo com o autor ao conversar com um rapaz da Coreia do Norte. Tocqueville dizia que um governo que faz tudo por voce "quer fazer um trabalho benevolente e dar alegria para o publico mas acaba querendo ser o único árbitro dessa felicidade. Se suprir as necessidades e facilitar os prazeres, acaba fazendo a vontade dos homens se amolecer dobrar e ser guiada, não despedaçada. Custine e Tocqueville fizeram analises sobre Russia pré-URSS e EUA, respectivamente, mostraram por fontes dfierentes que os seres humanos tem algo que compatilharam quando associado a arranjos políticos. A Italia se mostrou um lugar que evoluiu mais que a Inglaterra por que nunca dependeu do estado. Cuba diz que tem uma ótima medicina e alfabetização, mas as pessoas não tem remedios, sabão, querem qualquer coisa por dolares, contrabandeam carne para restaurantes ilegais.
6 parte: Vícios: um adendo a o "vício social" que é o sentimentalismo, e suas consequencias. Ele novamente usa o exemplo da morte da princesa Daiana, que era uma figura caricata da época, criticada mas depois foi totalmente beatificada, e se tornou um individuo acima das instituições (o fato da bandeira no castelo ter sido colocada a meio mastro). No capitulo sobre drogas ele deixa claro que o argumento filosófico está longe de fazer sentido, tanto pela questão de Mill cita sobre liberdade é não agir sobre a vida dos outros, afinal de contas um drogado sempre acaba agindo sobre a vida dos outros (homens não são ilhas) e a questão de liberdade não ser apenas fazer o que os seres humanos desejam para se divertir (já dizia Kant). Liberdade economica é diferente de liberdade de usar LSD. E atitudes boas e certas para a sociedade não são necessariamente boas para o individuo, presidio por exemplo é bom para a sociedade mesmo que não seja bom para o individuo. Não ajuda a abrir a mente (Afinal a maioria das pessoas se torna escrava, presa). Liberar uma coisa ruim pode criar o efeito "janela quebrada". Controle de drogas pelo estado também não ajudou muito na diferença de violência. Tirar do controle dos traficantes com um comércio aberto não é bom porque sempre vai haver algum mercado para eles, além disso esses sujeitos sempre continuaram no crime. Diferentemente do que ocorreu na época da Lei Seca, o alcool é uma droga que já está na humanidade a milhares de anos, as drogas proibidas não, além disso elas estão em abundancia. A guerra contra as drogas está perdida, da mesma forma que a guerra contra a morte, mas não é por isso que deve ser parada de lutar. O estado agiria mais sobre nós para o controle como hoje já faz em relação ao alcool no transito por exemplo. Sobre sexo o autor cita que hoje o ato do sexo deixou de ser algo privado, e deixando de ser privado, deixa de ser humano, acaba por se tornar uma busca por prazeres igual a animais: "Todavia, ninguem percebeu qeu a perda do sentido de vergonha significa a perda da privacidade, e que a perd da privacidade significa a perda da intimidade, e que a perda desta última produz a morta da profundidade. Com efeito, não existe maneira mais eficiente de produzir pessoas rasas e superficiais do que as deixar viver vidas completamente expostas, sem a ocultação de nada. Vai ao encontro da famosa frase de Burke: "estabelece-se na eterna constituição das coisas, que homens de mente intemperadanão podem ser livres." ou seja, o ideal Kantiano de liberdade no ato de domar os proprios desejos. Os autores modernos são totalmente contra essa tese, de acordo com eles, se você tem problemas de bem estar, então que o estado de mais bem estar, se você tem problemas sexuais, então sexualize mais sua vida. Nenhum local onde a sexualidade foi mais livre se tornou mais feliz. Experimento feito com pessoas que mudaram seu sexo forçadamente se mostrou desastroso.
7 parte: falta de cuidado dos pais: eles falam sobre o cso dos assassinos ingleses que mataram mutias vitimas por 25 anos. Normalmente eram garotas que não tinham uma familia forte. Fugiam de casa e acabavam pegas por esse casal, o "estado" não foi um bom pai para elas, o que o autor conclui que a familia continua sendo extremamente importante para a construção segura de um adulto. O sentimentalismo reinava nesse casal, mesmo depois de muitos assassinatos, continuava achando que tinham algum tipo de humanidade apenas por demonstrar esse sentimentalismo ridiculo. Esse mesmo fenomeno eles citam no caso do assassino de ex namorada, um cara ciumentos, que namorou varias menores de idade que não tinham familias fortes, este cara as machucava, as mesmas ja sabiam do historico desse rapaz e mesmo assim buscam ficar com ele, o que mostra a consequencia de pessoas que não refletem sobre suas vidas e familias que aceitam esse tipo de coisa como natural.
8 parte: outras culturas: Ele, num capitulo posterior, cita a história de um diretor que afirmou uma obviedade: que pessoas de outra cultura quando tentam se alojar em outro país, devem ter seus filhos ensinados a conviver com aquela cultura como se fosse sua. Este homem sofreu muito por essa afirmação. Ele acreditava que conversa franca e contraditória era possível mas chegou um pono que não era mais, o real proposito daqueles que defendem a denominada diversidade cultural é a imposição da uniformidade ideológica. Vale lembrar que o país alvo de sua analise, o Paquistão, em toda a sua história, não conseguiu obter um regime democrático. O autor cita alguns problemas com o islã, que por mais que existam abusos contra a mulher nessa cultura, as feministas não falam nada, porque o choque entre o multiculturalismo e os problemas de ordem feministas sempre acaba em silencio. O autor cita que esperava que o islã mudasse, mas mudou de ideia porque os mulçumanos viram o efeito da secularização e reforma no cristianismo e não querem isso, tem muitas atitudes para isso não ocorrer por sinal. Problemas caracteristicos no islã são o fato de ele não dividir estado da religião, ou seja, não consegue evoluir sem estar nas costas do cristianismo. Ele cita que essa religião está morrendo, quem vem do Paquistão para Inglaterra está fugindo dos efeitos do islã, não o propagando. Cita problemas na França, o trecho foi escrito em 2002 mas profetizou algo que aconteceu, jovens que são frances mas não amam a França, sem emprego e vivendo em guetos, estariam vulneraveis a uma redençção no islã violento, e foi o que aconteceu vide os atentados recentes.
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Biblioteca Álvaro Guerra 05/04/2018

Quem são os formadores de opinião de hoje? Qual a relação entre a cultura pop e o estilo de vida dos jovens da periferia? Como a academia, o cinema, o jornalismo e a televisão têm influenciado os rumos de nossa sociedade? Theodore Dalrymple, com a lucidez que marca sua escrita, mostra como os “formadores de opinião” nem sempre estão certos do destino a que conduzem as massas.

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Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9788580331639
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Claudio 09/11/2017

Nossa Cultura
Este livro é uma compilação de 26 ensaios sobre a degradação dos valores, escrito por Theodore Dalrymple, mesmo autor de a vida na sarjeta. Dalrymple na verdade é um pseudônimo de Anthony Daniel, médico psiquiatra nascido em Londres no ano de 1949.

Os ensaios, resultados de suas pesquisas e observações do cotidiano, estão divididos em dois blocos ou capítulos, no qual o primeiro “Artes e Letras” aborda justamente a questão cultural do ocidente moderno, principalmente dentro do contexto inglês no qual o autor se encontra. Versa sobre a frivolidade do mal, a banalização da moral e as distopias que povoaram o cenário artístico na segunda metade do século XX.

“Sociedade e Política” fazem parte da segunda metade do livro. Mostra como o politicamente correto se disseminou na sociedade principalmente nas áreas da educação e nos meios de comunicação, trata da banalização da infância, do erotismo infantil precoce, a relativização da violência e o avanço do fundamentalismo em solo europeu, principalmente o islâmico.

Opinião sobre o livro

O autor escreveu a maioria dos ensaios no início do século XXI. Anteviu com singularidade e precisão o estado em que a arte e a cultura se encontrariam anos mais tarde, de gosto duvidoso, sem parâmetros mensuráveis ou aceitáveis pois não se contemplam alguns limites do bom senso comum no modernismo atual.

O ensaio sobre a “Imaginação Distópica” é um dos melhores do livro. Demonstra como a cultura artística promoveu um futuro sombrio e pessimista, aonde a tecnologia e o avanço científico não conseguiram produzir uma sociedade melhor e com mais liberdade, pelo contrário, nos apresentam um presságio apocalíptico, totalitário, no qual o ser humano é escravo de si mesmo.

Versa também sobre os sistemas políticos que deixaram seqüelas como o comunismo e o marxismo cultural que contamina a agenda midiática. Põe o dedo na ferida ao dissertar sobre os modelos econômicos que não conseguiram atenuar as mazelas sociais, as faltas de oportunidades e de inclusão social dos marginalizados, principalmente no contexto francês dos subúrbios de Paris mas que podem ser aplicados em qualquer sociedade em desenvolvimento. È contra o assistencialismo do Estado, entende que o indivíduo deve procurar se desenvolver e crescer por conta própria. Ao Estado caberia apenas dar a oportunidade para que isso se concretize sem se tornar paternalista. Alega que um Estado Social cobrará em breve um custo muito elevado de seus cidadãos para manter as políticas públicas assistencialistas, o que concordo com o autor.

Em “Sexo e Mais Sexo” demonstra como as relações estão objetificadas, denuncia a erotização infantil precoce das crianças e adolescentes e a fragmentação dos relacionamentos amorosos e as interações sociais.

O livro foi escrito e organizado de uma maneira linear. Começa falando de artes e cultura, sua degradação e relativização e por conseqüência sua influência na sociedade e na política. Diria que proposital. Explico!

A lógica é que uma sociedade culturalmente diversa e fragmentada, dissimulada, reflete-se em uma sociedade alienada, moralmente falida e pouco objetiva, suscetível a qualquer mudança que surja, sem ao menos questionar se isso será benéfico ou não. Razão pela qual o livro termina com assuntos envolvendo o fundamentalismo, principalmente o islâmico, sua expansão para o ocidente, sua imposição religiosa, seus usos e costumes sendo impostos em uma Europa que se tornou fraca ou conveniente com o atual crescimento da religião do profeta em suas entranhas. O alerta do autor é para que o Ocidente fortaleça sua cultura, sua liberdade e suas crenças a fim de tornar uma sociedade mais homogênea frente aos desafios deste novo século.

site: https://livrosfilmeseseriados.wordpress.com/
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Marche 15/04/2017

Autoridade
Para falar com autoridade, você precisa ter vivenciado, não lido somente, não apenas ter ouvido falar, mas viver. Theodore Dalrymple ou Anthony Daniels, como preferir, fala com vivência, com fortes ensaios, sobre uma sociedade que não enxerga a lama que está criando e pisando ao mesmo tempo, cada vez mais profunda e aprisionante.

Mas por sorte isto é "só" na Europa e África.

Ele descreve algo que a Biblia já nos alertava, a mãe, pai, avó e avô de todos os livros. "No mundo jaz o maligno"...O amor de muitos se esfriaria..."

Mas há esperança, e a Páscoa nos lembra disso, há esperança!
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Katharina 19/06/2016

Sociedade, arte, cultura, literatura e outros temas da atualidade abordados através de um paralelo ímpar com as obras de cânones da literatura universal como Shakespeare, Alfred Kinsey, Virginia Woolf e outros pensadores que influenciaram a cultura ocidental.
Anthony Daniels, que escreve sob o pseudônimo de Theodore Dalrymple, é um psiquiatra e ensaísta inglês que deixou o conforto da classe média britânica para trabalhar em presídios, asilos, manicômios e hospitais da Inglaterra e de países pobres ao redor do mundo. Seu objetivo é ajudar pessoas de diferentes níveis sociais a lidar com problemas familiares e sociais, cujas origens encontram-se nos próprios sistemas de governo e nos agentes intelectuais que os defendem e embasam sob o manto da “cultura do diferente”. É o que o autor chama de "inversão de valores", as quais estão remodelando as sociedades modernas e, muitas vezes, dão origem a males como violência doméstica, estupro, abuso sexual, licenciosidade, sexo sem compromisso, vício em entorpecentes e a banalização da violência. Uma coletânea de 26 ensaios fenomenais, imprescindíveis para os que buscam entender as complexas e desafiadoras transformações pelas quais passa o mundo moderno.
Livraço!!!!!!
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Ana Saka 26/01/2016

Muito bom. Recomendo.
Livro excelente. Muito bem escrito, é dividido em duas partes - 'Artes e letras', e 'Sociedade e Política'. Seus ensaios analisam as mudanças (rumo à degradação) que ocorreram nas artes, no pensamento, atitudes e no cotidiano do povo britânico e europeu com a introdução das ideias progressistas e do politicamente correto, que trouxe a reboque o multiculturalismo, o paternalismo, a total complacência com a desordem, o feio, vulgar, depravado. Impossível ler os ensaios da segunda parte do livro (que datam mais de dez, quinze anos de publicados) e não lembrar dos massacres de Paris em janeiro e novembro de 2015, ou dos estupros em massa na Alemanha na passagem do ano.
Apesar da atualidade dos ensaios da segunda parte, adorei a primeira parte do livro, que me apresentou a autores em quem não tinha tido interesse até então, como Ivan Turgueniev (num texto muito bom em que é contrastado com Karl Marx) e Stefan Zweig. Fã de Shakespeare, Dalrymple dedica dois ensaios ao dramaturgo - o segundo ensaio termina com uma historieta acontecida na Coréia do Norte que eu pessoalmente nunca vou esquecer. Os ensaios de Dalrymple, mais do que alertar para o que se transformou a sociedade ocidental, nos lembra o tempo todo o valor de tudo o que estamos perdendo: a alta cultura, a beleza, a ordem, a civilidade, a coragem, a dignidade.
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Fidel 05/08/2015

A PERDA DE NOSSOS VALORES, A PERDA DE NOSSAS REFERÊNCIAS
NOSSA CULTURA... OU O QUE RESTOU DELA: Theodore Dalrymple alerta-nos neste livro a situação em que se encontra a sociedade britânica com a degeneração moral dos seus indivíduos.

Ao lançar este olhar para a cultura britânica ele revela de forma preocupante o que está acontecendo com toda as culturas do mundo, sobretudo a cultura europeia e norte-americana.

É uma alerta assustador sobre as inversões de valores, sobre a natureza humana e sobre a desconstrução daquilo que os melhores espíritos foram capazes de criar para a humanidade. Esses valores estão sendo depredados, desmontados, esfacelados, face o surgimento de um "novo mundo" que parece querer destruir passado como meio de criar um futuro glorioso para a humanidade, mas cheio de incertezas. Não há mais limites. Tudo é permitido. O futuro é aqui e agora, e o passado é uma mancha que deve ser esquecida... a todo custo. O mesmo olhar para o Brasil é assustador.

site: http://fideldicasdelivros.blogspot.com.br/
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Rafael 21/06/2015

Os intelectuais fomentam a barbárie civilizacional
Os bárbaros estão tomando espaço, mas não são pessoas comuns (o povo), e sim os intelectuais que disseminam a degradação dos valores ocidentais. Idéias teóricas vão ganhando corpo na sociedade e, assim, o resultado é um tremendo desastre econômico, político e cultural.

A começar pelo estado de bem-estar social, que o autor, por ser médico e ter trabalhado com as camadas populares, conhece muito bem. Um estado que sustenta indivíduos improdutivos, criminosos, parasitando a sociedade. Portanto é um estado que legitima condutas antissociais com o dinheiro do contribuinte.

O campo das “artes” é outra área que a barbárie intelectual relativizou. O pensamento de esquerda legitima que não existem critérios estéticos. Desse modo, qualquer coisa pode ser arte. Já quem não concordar com a retórica deles, é chamado de burguês, elitista. Esse é o jogo do pensamento “progressita”.

Um termo muito utilizado pelos bárbaros é a “desconstrução”. Querem desconstruir a família tradicional, a responsabilidade individual, as artes. Necessitam a todo custo podar a tradição ocidental da qual eles próprios são frutos: as bases ética e morais. Portanto, se não há um norte moral, tudo é válido.

Julgar as políticas públicas pelas emoções é um fator de fácil aceitação por boa parte da população. Com isso as políticas populistas que parecem beneficiar os menos desfavorecidos, resultam sempre em índices maiores de pobreza material e espiritual.

Assim certo “meio” de “intelectuais” que poderiam estar contribuindo para o desenvolvimento da sociedade, não estão cumprindo o seu papel. Estão destruindo de forma lenta e gradual as bases da civilização, através da cultura. O perigo é eminente, e precisamos a priori compreender a causa, para depois tentar resgatar o que fora perdido.
deborap 25/07/2015minha estante
Endosso o que você escreveu e faço um adendo: essa crise de valores é algo arquitetado há pelo menos três séculos. Com a crise, qualquer mudança que queiram implementar tem espaço, porque as pessoas estão tão confusas e desesperadas por "soluções" que aceitam qualquer coisa.


Jordan 18/10/2017minha estante
Resenha muito boa!!! Eu não tenho essa capacidade de síntese.Parabéns!


Ana 21/01/2018minha estante
Amei tua resenha. Sem mais.




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