Dois Garotos Se Beijando

Dois Garotos Se Beijando David Levithan




Resenhas - Dois Garotos se Beijando


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Léo 05/03/2015

Não são apenas dois garotos se beijando...
Como falar de um livro que mexeu extremamente com você? Nada do que eu posso escrever aqui vai se comparar ao que senti durante a leitura. Mas vou tentar passar uma parte disso para vocês.

Dois Garotos se Beijando é um livro sobre dois garotos que se beijam, é claro. Mas também não é. Narra a história de oito adolescentes, em fases diferentes da vida. Todos são gays, mas estão em vários estágios de aceitação perante si mesmos e a sociedade.

Tariq é um jovem resolvido quanto à sua sexualidade. Ele é gay e está bem com isso. Quer dizer, estava. Numa certa noite, enquanto esperava o pai ir buscá-lo na saída do cinema à noite, ele foi abordado por um grupo de jovens que o espancaram simplesmente por ser quem é. Não só seu corpo que foi ferido. Hematomas se curam com o passar do tempo. Depois desse dia, Tariq passou a ter medo. Ele ainda é o mesmo por fora, mas por dentro muita coisa mudou.

Craig conhece Tariq, é claro, mas eles nunca foram amigos. Porém, após o ataque, Craig foi visitá-lo. Ao ver a situação do garoto, seus machucados e sua situação emocional, Craig se revoltou e decidiu que faria alguma coisa contra aquilo. Tendo isso fixado em sua cabeça, Craig tem uma grande ideia. Quando criança, ele sempre foi fascinado pelo Livro dos Recordes e vê nessa sua paixão de infância uma chance de protestar.

Para ajudá-lo, Craig recruta Harry, seu ex-namorado e melhor amigo, única pessoa que aceitaria essa loucura com ele. Craig quer quebrar o recorde de beijo de maior duração e para isso precisará beijar Harry durante 32 horas sem pausa. Imaginem, dois garotos gays no Livro dos Recordes, com uma forma tão pura e ao mesmo tão polêmica de sentir. É ao mesmo tempo um discurso contra a homofobia e uma expressão de amor.

Além disso, também conhecemos o casal Peter e Neil. A família de Peter sabe que ele é gay e o apoia imensamente. Amor é o que não falta para o garoto. Com Neil é um pouco diferente. Sua família também sabe de sua orientação sexual, mas não é algo escancarado como com Peter. Parece que o assunto é um tabu e Neil não se sente à vontade com isso. Seu amparo está em Peter, que sabe exatamente o que ele sente, mesmo sem que ele precise dizer.

Avery é transexual. Ele nasceu menino num corpo de menina e desde cedo seus pais o apoiam para que ele seja feliz, então o levam para fazer diversos tratamentos com hormônios e cirurgias para que possa finalmente ter a vida que merece. Numa festa gay, Avery conhece Ryan, um garoto de cabelo azul que lhe desperta atenção assim que entra no local. O interesse é mútuo e logo os dois estão dançando juntos e se envolvendo, uma promessa de algo bom no ar. Mas será que Ryan entenderia a condição de Avery? Esse medo assombra o garoto, mas ele sabe que a verdade é crucial quando se começa qualquer coisa.

Por fim, conhecemos o Cooper. Ele é um jovem de 17 anos que passa as madrugadas inventando novas personalidades em sites de relacionamento gay. Seu objetivo não é transar com esses homens, ele só se sente poderoso quando os homens o chamam para conversar, sente-se desejado, mesmo sabendo que aquele não é ele e sim um personagem. Porém, uma noite ele adormece sobre o computador e pela manhã, ao entrar no quarto, o pai vê as conversas do filho e não aceita, atacando-o com socos e ofensas. Com isso, Cooper sai de casa e passa a vagar pelas ruas, tentando entender o que se passa consigo e com sua vida.

Como disse anteriormente, esse livro é e ao mesmo tempo não é sobre o beijo. É e ao mesmo tempo não é sobre a homossexualidade. É e ao mesmo tempo não é sobre o preconceito. O que posso afirmar com certeza é que é um livro sobre a vida e do quanto perdemos tentando vivê-la da maneira que os outros julgam certas ou sendo quem não somos de verdade.

David Levithan mais uma vez me surpreendeu. Sempre ouvi Well falar sobre esse livro (seu lindo, obrigado por me apresentar esse cara. Te amarei eternamente), mas não esperava algo assim. O autor criou uma trama envolvente e ao mesmo tempo complexa e intrincada. Além disso, o autor apostou em um estilo de narrativa completamente diferente e que deu muito certo.

Pra começar, o livro não é dividido em capítulos. É um livro único que apenas intercala o foco entre os garotos. O mais interessante é que o livro possui um tipo novo de perspectiva. No decorrer da leitura entendemos que os narradores são homossexuais que morreram devido à AIDS, na época que o tratamento ainda não era eficaz e ter a doença era uma sentença de morte.

Achei isso fascinante, pois há uma intercalação entre o antes e o agora, onde os narradores nos contam como era na sua época, quando a homossexualidade estava começando a ser aceita e apontam as diferenças para os dias de hoje. Além disso, toda a história é contada com uma visão panorâmica dos fatos, de forma que possamos avaliar totalmente a situação. Com isso, temos uma narrativa dividida em primeira, segunda e terceira pessoa, usando nós, vocês e eles.

O livro se passa em um pouco mais de 48 horas e nota-se que uma série de eventos importantes acontece nesse curto espaço de tempo. Assim como na vida, que às vezes não temos tempo para nos prepararmos para o que virá e somos pegos de surpresa por alguma reviravolta.

Os personagens foram muito bem construídos e é impossível não se identificar com ao menos um deles. Eu me vi um pouco em cada um deles, tanto nos protagonistas quanto nos coadjuvantes. Meu favorito sem sombra de dúvidas foi o Craig, que foi o responsável por mobilizar tanta gente pra levantar a bandeira contra o preconceito e mostrar que amor é amor, independente do tipo.

A Galera Record fez um trabalho ótimo com o livro. Eu, particularmente, gosto dessa capa que fizeram, mas gostaria ainda mais se tivessem mantido a original. A revisão está impecável, não encontrei nenhum erro. A tradução também está um show à parte, pois Regiane Winarski conseguiu manter a escrita poética do autor ao fazê-la. A diagramação é simples, a fonte e o espaçamento são ótimos e as folhas são amareladas.

Dois Garotos se Beijando é um livro que deve ser lido por todos, além de ser tratado em escolas para passar sua mensagem de liberdade e amor, que pode ser aplicada além do tema da homossexualidade. O livro tem o poder de te entreter e ao mesmo tempo te fazer pensar. Passei horas após virar a última página pensando em tudo que aconteceu e o quão real isso é. Mesmo agora, um dia depois, ainda estou emocionado e tentando entender o mundo e querendo ajudar a transformá-lo. Com certeza recomendo para vocês.

site: http://www.segredosentreamigas.com.br/2015/03/ta-na-estante-dois-garotos-se-beijando.html
Lucas Lopes 21/03/2015minha estante
Excelente resenha!!! Obrigado por me convencer a ler!


Ceci 22/03/2015minha estante
Aiii quero muito ler!


Janah 13/04/2015minha estante
Olá Leo. Tudo certinho? Acabei de ler este livro, q achei sem querer em um site de livros online e pra minha surpresa se tornou um dos melhores livros q ja li. Mexeu tb cmg e acho q a parte mais perturbadora não é as historias dos seu personagens e sim as vozes q contam e como elas me afetaram e me viram ver coisas q até ontem eu não via. bacana demais


ricardopilatti 26/04/2015minha estante
Gostei do livro. Recomendo a todos ler "Garoto Encontra Garoto", meu favorito dele!


Agatha Christie 21/07/2015minha estante
Esse livro é ótimo. Adorei a resenha. ^^


Ana Claudia Car 15/09/2015minha estante
Livro maravilhoso!! como tudo que o david levithan escreve.
Obs. livro digno de esta nas bibliotecas escolares.


aleitora 23/05/2016minha estante
Sua resenha ficou show. Particularmente, não gostei da narrativa e por isso meio que abandonei a leitura, mas saber que alguém curtiu tanto como você, me anima a voltar a lê-lo.


Givanildo.Batista 18/08/2016minha estante
já gostei só em ler os seus argumentos,
e to ansioso para viver esta emoção,em que vc passou lendo grato amigo.


AW 02/12/2018minha estante
Faz muito tempo que li esse livro, mas se não me engano (vale ressaltar), é nesse livro que o autor nas notas finais fala que Cooper foi inspirado em um rapaz que infelizmente não teve o mesmo final que Cooper no livro. Lembro-me que estava no ônibus enquanto lia, e chorei muito ao saber disso. Fiquei arrasada. (Tenho quase certeza que foi nesse, vou checar e confirmo depois)




CB97 15/06/2020

Leiam Dois Garotos se Beijando
Vai tomar no cu é o melhor livro que eu já li na minha vida.
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Juju 09/07/2020

Uau!!!
Por eu normalmente não ler a sinopse antes, foi uma grande surpresa eu achei que seria um romance clichê e não foi. Que história incrível mano!

"Há o repentino. Há o definitivo.
Mas, entre eles, há a vida."
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JP 26/06/2020

Fiquei perdido nas 40 primeiras páginas mas depois que peguei o jeito foi uma leitura muito gostosa
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Evellyn.Silva 06/07/2020

POSSO DAR MIL ESTRELAS??
Esse livro se tornou meu favorito do David, que nunca cansa de me impressionar... Eu me emocionei DEMAIS com as histórias de todos os meninos, principalmente a forma que é contada, pelos homens gays que lutaram por nós.
Kayck 06/07/2020minha estante
esse livro também é com toda certeza o meu livro favorito dele aaaaa


Evellyn.Silva 06/07/2020minha estante
É um TUDO, não consegui largar




Tracinhas 05/10/2015

por Raquel Santiago
Esse é o melhor livro que li em 2015 e lhes digo o motivo a seguir:

David Levithan é diferente de tudo que já li, ele tem um jeito peculiar de escrever, chega até ser pretensioso e pode não agradar muita gente. Confesso que não gostei de imediato de sua escrita. Veja bem, meu primeiro contato com ele foi em Will & Will que ele co-escreveu com o John Green, e foi meio que um choque, porque tínhamos a leveza da narrativa do Green totalmente quebrada com a narrativa brusca do Levithan que só vim a me acostumar depois de uns três capítulos. Quando peguei Dois Garotos se Beijando já esperava algo inesperado e foi com certo receio que abri na primeira página. A narrativa do livro é complexa, maravilhosa e ao mesmo tempo de uma simplicidade encantadora.

Bom, os narradores Dois Garotos se Beijando não são nenhum dos garotos envolvidos na história. Na realidade, eles estão mortos (não é spoiler pessoal!), nossos narradores são um coro de fantasmas, gays de outra era, especificamente falando a geração da AIDS dos anos 70/80 que, de outro plano como mero espectadores, assistem esses garotos viverem suas vidas, maravilhados em como os tempos mudaram. Quando a minha ficha caiu sobre o que estava acontecendo, sobre quem eram os narradores, fiquei tão surpresa, me senti bombardeada. Me peguei tão conectada com esse coro de fantasmas, totalmente sensibilizada e enamorada pela beleza de suas palavras e suas tristezas.

Com essa narração diferenciada Levithan foi capaz de duas coisas:

1. Universificar a experiência de ser gay em mais do quê os oito garotos tem experimentado, nos mostrando o tanto de progresso que já foi feito em relação à aceitação da homossexualidade. Claro que estamos longe de uma aceitação total, mas os fantasmas ficam maravilhados com o fato de que dois garotos podem se beijar em frete a escola deles por mais de um dia e receber uma grande porcentagem de apoio.

2. Que ser gay não é uma coisa tão reservada como era no passado.

Um fato interessantíssimo que achei no livro foi à diversidade racial e social dos personagens. Tanto os personagens principais quanto os personagens secundários são de status sociais diferentes, mas isso é apenas um fato, não é algo essencial para o desenvolvimento dos personagens. Com esses oito garotos nós temos oito experiências diferentes de como é ser um jovem gay nos EUA. Aqui temos dois garotos se beijando, que passaram por um término de namoro e estão tentando descobrir em como ser amigos novamente. Temos um casal em um relacionamento estável, aceito pelos pais. Um casal em “formação” em que um dos garotos está passando pela transição de gênero de menina para menino. Um garoto que foi surrado por sua sexualidade, determinado em dar apoio e suporte aos amigos durante seu beijo. E por fim, um garoto que tem medo, ele acha que ninguém irá amá-lo e engana pessoas na internet fingindo ser o que quer que elas queiram em uma sala de bate-papo.

Dois Garotos se Beijando, nos mostra essa vasta diversidade de experiências muito bem.

David Levithan aborda múltiplas perspectivas ao longo do curso do livro, algumas mais interessantes que outras algumas mais emocionais, porém todas cativantes. Cada perspectiva seguindo um adolescente em seu dia-a-dia, sendo um adolescente e gay em um mundo onde ser tal coisa é abominável para tanta gente. Esse é um dos maiores problemas, se não maior que um homossexual adolescente sofre hoje, ao ligar a televisão, navegar na internet, em todos os lugares sempre terão “haters”. E com isso, vem à hesitação de quem eles realmente são por medo de desapontar, ou até trazer vergonha aos seus pais, àqueles que deveriam amá-los incondicionalmente. Medo de perder as amizades, que apenas se importam se você for como eles. O medo de se abrir para outras pessoas e se permitir amar.

Cada perspectiva nos dada no livro é cheia de beleza e emoção, em cada página você acaba se vendo, sentindo como um desses adolescentes, Harry, Craig, Ryan, Avery, Neil, Peter, Cooper, Tariq, eles são todos reais. Os problemas enfrentados por esses garotos no livro caracterizam os medos de tantos na vida real, porém o mais importante aqui é que eles irão superar tudo isso com o apoio dos amigos, da família, apoio de estranhos. Sempre existiram os haters sim (uma pena), existiram pessoas opositoras que farão questão de que você saiba que eles te odeiam.

Aprendi muitas coisas lendo Dois Garotos se Beijando, a mais importante delas é que como você, existem milhões de outros com inseguranças e medos como os seus por aí, porém eles não desistiram. Por isso não desista, seja você mesmo, continue verdadeiro à sua essência. Lute!

“Não ignore essas coisas”.



Quote favoritos:

“É difícil parar de ver seu filho como um filho e começar a vê-lo como um ser humano. É difícil parar de ver seus pais como pais e começar a vê-los como seres humanos. É uma transição de dois lados, e poucas pessoas conseguem gerenciá-la graciosamente.”



"A liberdade não é apenas sobre votar, casar e se beijar na rua, apesar de todas estas coisas serem importantes. A liberdade também é sobre o que você vai se permitir fazer.”

site: http://jatracei.com/post/130531608447/resenha-91-dois-garotos-se-beijando
Bárbara 28/05/2016minha estante
Gostei da sua resenha ;)




Matheus.Silva 28/05/2020

Intenso
David Levithan brinca com as palavras e com o nosso coração de um jeito indescritível. Este livro vai contar a vida de alguns jovens gays e um trans, cada um vivendo sua vida do seu jeito, com suas complexidades, problemas e paixões. Vai nos mostrar a imensidão que é esse universo, e que ninguém está sozinho.
A história possui uma narrativa singular, que vai te instigar a cada página passada, e no final vai nos mostrar que este livro é bem mais que dois garotos se beijando.
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Bruno Gueller 28/04/2015

Meu novo livro favorito!
Depois de ter lido "Aristóteles e Dantes - Descobrem os segredos do Universo" e "Menino de Ouro", até achei que iria demorar para ler um livro tão envolvente. Não é a história de dois personagens gays, mas sim, da geração. Espetacular. Nem sei dizer em quais partes que chorei. Emocionante.
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Clube do Farol 24/07/2016

Dois Garotos se Beijando. Clube do Farol
Resenhado: por Samuel Rodrigues ( @modernoliteral )

Julgando o livro pelo título, você deve estar pensando coisas como “mais um livro água com açúcar do David”, “outro romance adolescente” ou como eu pensei “deve ser uma versão gay de algum romance do John Green”...
Posso garantir que quem o julgou pela capa, ou perdeu a chance de ler um ótimo livro ou – no meu caso – teve que engolir o preconceito contra o David.

Confesso que essa minha defensiva contra o autor era, de certa forma, justificada: meu primeiro contato com David Levithan se deu no livro Garoto encontra Garoto (editora Galera). Em breve postarei a resenha deste aqui no blog – fique ligado! ;) – Mas já posso adiantar que achei um livro clichêzão por 152857169 motivos. Já o livro Dois Garotos se beijando, posso garantir, redimiu o nome Levithan 4 ever! (ou até a próxima leitura kkk).
Bem, passados os comentários inicias, minhas dúvidas, preconceitos e angústias literárias, vamos à história:

Logo no começo, um conjunto de espíritos do passado, se apresentam diretamente ao leitor. Não se apresentam um a um, mas como uma coletividade. As situações e cenas do livro são narradas por eles; são os responsáveis por contextualizar, transmitir e explicar grande parte do drama em que os personagens abordados estão imersos. A todo tempo esses espíritos referem-se a eles mesmos como “nós”. Com o desenrolar da história, percebe-se que estes fantasmas, na verdade, são espíritos de gerações de gays do passado, que, assim como muitos de nós, lutaram e morreram lutando pelo direito de amar sem preconceito.

“Acordar é difícil, acordar é glorioso. Observamos vocês se mexerem e saírem cambaleando da cama. Sabemos que a gratidão é a última coisa na sua cabeça. Mas vocês deveriam sentir gratidão. Vocês têm mais um dia”

“Não há nada mais doloroso do que ver alguém desitir de você. Principalmente se for a sua mãe”

“As pessoas gostam de dizer que ser gay não é como a cor da pele, não é uma coisa física. Elas dizem que sempre temos a opção de esconder. Mas se isso for verdade, como é que eles sempre nos descobrem?”

Se você está se perguntando se este livro é difícil de ler, por conta desses fantasmas, situações dos personagens ou da problemática do livro, a resposta é DEFINITIVAMENTE NÃO. O autor teve noção que escreve para um público-alvo jovem, que gosta de leituras leves e sem enrolação ou complicação.

A narrativa é leve e envolvente, mas nem por isso vazia de significados. Não vou me estender caracterizando cada personagem, casal, ou problema em que cada um desses núcleos se encontram, pois estaria correndo o risco de soltar spoilers e deixar esta resesenha enooooorme. Mas posso adiantar que os assuntos aceitação, perseverança, bullying, transexualidade, preconceito e acolhimento familiar, entre outros, são abordados (em boa dosagem) neste livro.

Enfim, minha recomendação é que você não perca tempo e leia URGENTEMENTE este livro lindo e tocante

site: http://clubedofarol.blogspot.com.br/2016/03/dois-garotos-se-beijando.html#more
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Milena.Oliveira 25/03/2020

Vivências
Ler sobre e saber mais sobre a vivência dos outros sempre é bom, pois te torna mais empático. A premissa do livro é espalhar por aí, o respeito, a felicidade, e ressaltar que o preconceito nunca foi e nunca será algo que faça bem, nem pra quem pratica e muito menos pra quem sofre
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ekundera 03/06/2020

Mediano
De forma geral, a forma de escrita cansa um pouco e não traz muito proximidade na maior parte do tempo. Das histórias paralelas, a mais interessante é a de Cooper, com uma direção gradualmente trágica.
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Madu 26/05/2020

Já tinha visto esse livros várias vezes e nunca tinha me interessado realmente pela história, mas agora depois de ter terminado, não me imagino fazendo uma escolha melhor do que ter dado essa chance. Como uma pessoa LGBTQ+, foi difícil alguns momentos da leitura que me fizeram querer entrar naquela história e acolher os personagens, porque ninguém merece passar por diversas situações e as que são relatadas acontecem no dia a dia de muitas pessoas. O tempo passou mas mesmo assim quase nada mudou, algumas pessoas evoluíram, conquistamos direitos que não tínhamos mas mesmo assim, conquistamos pouco. É difícil sair na rua com uma namorada ou namorado e receber olhares de nojo, difícil sair de mãos dadas sabendo que podemos encontrar com alguém que vai nos agredir verbalmente ou fisicamente, mas mesmo assim, somos fortes o bastante para demonstrarmos nosso amor em público, somos fortes o bastante pra mostrar que podemos sim ter medo deles, mas eles não vão nos parar e nos impedir de viver. Hoje mais que nunca, gostaria de abraçar todas as pessoas que infelizmente não tiveram o apoio dos pais, as pessoas que foram expulsas de suas casas, as pessoas que infelizmente se foram desse mundo achando que não eram suficientes, amadas. Esse livro são para todos, assim como a nossa luta. Eu luto por mim e luto por todas as pessoas que vieram antes e que vão vir depois de mim. Espero que cada um de vocês encontrem força para lutarem também e que sejam felizes fazendo a escolha certa.
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viinisuxx 07/06/2020

No começo eu estranhei um pouco a escrita, mas logo me acostumei e amei....mais um romance LGBT do Levithan q me faz chorar hahah
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