Céus Abertos, Mentes Fechadas

Céus Abertos, Mentes Fechadas Nick Pope




Resenhas - Céus Abertos, Mentes Fechadas


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Ricardo1z 04/04/2016

Mistérios da humanidade 11
Quando eu encomendei esse livro pensei que fosse de um agente que trabalhou na famosa área 51. Mas trata-se de Nick Pope, um inglês que trabalhou no ministério de defesa britânico, departamento responsável por dar satisfação as pessoas sobre avistamentos de OVNIS. Um trabalho de fato incomum, onde ele teve acesso a vários casos envolvendo OVNIS. Após pesquisar vários casos, conversar com pesquisadores, e entrevistar abduzidos e pessoas que avistaram, ele, antes um cético, acabou se convencendo que coisas estranhas estavam acontecendo, não apenas isso, estavam machucando e matando pessoas. Sua análise é suscita, razoável e sem devaneios, trazendo conclusões surpreendentes.
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Henrique Fendrich 04/02/2020

Durante alguns anos foi, Nick Pope foi “o homem dos óvnis” no Ministério da Defesa britânico. Havia, e provavelmente ainda há, um setor responsável por lá para tratar de situações estranhas no céu que pudessem colocar em risco o país.

É legal observar que Pope, ao contrário dos seus antecessores, procurou tratar o assunto com a devida seriedade, o que, muitas vezes, significava dar crédito para situações que seriam negadas pelo senso comum.

Ao longo do livro é bastante reforçada a sua postura de ter uma mente “aberta” a todas as possibilidades, inclusive a de que aliens estejam invadindo o espaço aéreo britânico. Tanto viu, leu e estudou a respeito que acabou acreditando que isso de fato é o que está acontecendo.

Para Pope, essas visitas de aliens à Terra não são nada boas para nós. Ele cita vários casos em que a aparição de UFOs teria levado a sérios problemas de saúde, quando não o sumiço ou a morte do observador, sem falar nos casos de mutilação de animais de fazenda, também associados a uma possível ação alienígena. Tudo isso, em sua visão, configura crimes contra a humanidade.

A sugestão dele é que, inicialmente, a questão alienígena seja tratada de forma séria pelos governos, na medida em que pode ameaçar a humanidade. Por “tratar de forma séria” parece se incluir a própria cooperação com grupos de pesquisa ufológica, desde que preservada a identidade dos envolvidos. Uma vez que se pesquisa exaustivamente a questão, Pope considera que uma conclusão provável é a de que os aliens existem e estão nos visitando, além de nos causar uma série de problemas. Então ele sugere que, inicialmente, a humanidade, pacificamente, peça a eles que não cometam as violações que estão sendo cometidas. Caso isso seja ignorado, fatalmente, sustente ele, a coisa irá virar uma guerra contra os alienígenas. Pope acha que a guerra é a solução quando as outras formas de política não derem certo. E ele acha que a humanidade não está tão desfavorecida assim, em um combate eventual contra aliens.

É nesse ponto que a argumentação dele, em vez de favorecer a crença na hipótese extraterrestre dos aliens, a enfraquece. Porque ele dá a entender que a tecnologia dos alienígenas pode ser só um pouco mais avançada do que a nossa, dando como exemplo situações como a dos dirigíveis, que no final dos anos 1800 eram confundidos com UFOs. Por conta disso, os UFOs, naquela época, seriam pouco mais rápidos do que os dirigíveis, ou não seriam confundidos com eles. Depois, com os relatos de abdução nos anos 60, ele ressalta que são feitas referências a painéis de controle, chaves de comutação e gravadores de rolo. “Ninguém falava de leitura de quartzo líquido até que a tivéssemos inventado”.

Ora, aí está um argumento a sugerir que hipótese extraterrestre não seja a explicação para o Fenômeno UFO, pois os relatos sobre ele são associados às invenções do tempo presente. É um fumo muito forte achar que as espaçonaves que atravessavam o Universo, ainda que se valendo de uma “dobra” no espaço-tempo, pudessem estar não muito a frente do que um dirigível na época dos dirigíveis. Pope reconhece que isso possa ter a ver com o fato de os seres humanos só relatarem aquilo que conhecem, mas chega até a levantar a hipótese de que os aliens devem “correr” no seu desenvolvimento tecnológico a fim de ficar sempre um passo à frente da humanidade.

Claro que, como hipótese em assunto tão complicado, tudo pode ser admitido, mas essa é uma das que mais me espantaram.

Embora mais para frente Pope confesse que “essa seria uma guerra que não teríamos chance de vencer”, o que chama a atenção é o seu esforço para levantar a possibilidade de que a humanidade talvez possa “equilibrar” o confronto, se ele for mesmo necessário.

Ora, admitindo que esses aliens façam o que se diz que eles fazem, não há absolutamente nada que o ser humano atual possa fazer para enfrentá-los. Estamos nas mãos deles, se eles existirem e realmente nos visitarem.

Não me agrada também, nem um pouco, a defesa que Pope faz da guerra. É claro que, em condições extremas como essa, a de uma invasão espacial violando direitos de toda a espécie humana, sem falar da animal, um conflito bélico nos parecerá “justo”, ao menos em um primeiro momento. Mas não há um único conflito militar que não tenha parecido justo às pessoas que decidiram empreendê-los. Ao mesmo tempo, não há um único conflito que tenha terminado com todos os outros. Era só que faltava à humanidade mesmo, chegar a uma realidade espacial e continuar se matando igualzinho faz aqui na Terra.

Ademais, se Pope considera que é uma batalha perdida, qual é a razão de defender um confronto? Matar mais humanos só para termos o gostinho de dizer que não nos entregamos tão fácil assim? Infelizmente, há coisas sobre as quais não temos controle, como ele mesmo admite no parágrafo final do livro.

De toda forma, é claro que considero importante que existam mais Nicks Popes nos governos e que essa questão não seja tratada “às escuras”, mas discutida abertamente, a fim de que se chegue o mais próximo possível de uma verdade. Pode ser que, no fim das contas, tudo não passe de certas reações psíquicas mal compreendidas.
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Sabrina 26/09/2021

Poderia ter mais estrelas se não fosse tão eurocêntrico
O livro é bem massa, de leitura fácil e muito interessante, principalmente quando traz relatos de contatos com OVNIS. Mas por se tratar de um livro de 1998 e escrito por um britânico, volta e meia aparecem comentários atravessados sobre outros países e culturas, que não deixam de ser incômodos. É aquilo, europeu só é capaz de enxergar a Europa e os Estados Unidos, e acho que isso empobrece o material e as análises dele, como quando ele ironiza/demoniza a Rússia/URSS ou quando diz todo cheio de moralismo que na América tem muitas seitas satânicas que mutilam animais (ele se refere às religiões de matriz-africana, é isso?). De todo modo, é muito interessante, talvez merecesse uma revisão melhor, porque tem muitos erros de digitação, mas nada que nos descabele.
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