Six of Crows

Six of Crows Leigh Bardugo




Resenhas - Six of Crows


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Bru 25/06/2020

Minha duologia favorita
Durante meses eu ouvi falar sobre a duologia de Six of crows e me arrependo de ter demorado um pouco para começar. Cogitei começar pela trilogia de Shadow and Bone por ocorrer antes dos eventos de SoC mas não era necessário visto que as coisas se desenrolariam num ponto e eu entenderia (e aconteceu).
Eu sempre falo que amo a diversidade que a Leigh criou nesse livro, os personagens são tão diferentes e mesmo assim as coisas se encaixaram perfeitamente e a construção individual das características de cada um foi perfeita.
É uma história com muitos acontecimentos trágicos e pesados com os personagens - que são tão jovens - mas eu acho que isso foi o que fez tudo ficar incrível. Ainda sobre a idade deles (de 16 a 18 anos), eu acho que as coisas se ajustaram muito bem ao fato deles serem novos, afinal eles sabem como sobreviver mas não são criminosos profissionais que a Jurda Parem exigiu e ficaram comprometidos em alguns pontos.
A escrita da Leigh é muito boa e a leitura flui fácil, ela conseguiu criar personagens que são fáceis do leitor se apegar.
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Julieta sem Romeo 01/06/2020

a trilogia grisha possuía minha atenção, six of crows conquistou meu coração

um grupo tão incrivelmente diferenciado, descrito de uma maneira a fazer vc sentir suas preocupações, traumas e alegrias traz uma história para o resgate de uma cientista q apresenta uma ameaça à sociedade
deste modo, a viagem realizada resulta em momentos q fazem perceber como os personagens apresentam pontos de vista diferenciados sem esquecer q os personagens estão no fim de sua adolescência e a todo momento vc deseja apenas o melhor para eles

portanto, recomendo por conta da representação e da estratégia
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Cherry 23/05/2020

UAU! Apenas UAU. Eu nunca li um livro como Six of Crows antes e posso dizer com toda certeza que nunca lerei outro em minha vida que seja igual a SoC e que me faça experimentar metade do que estou sentindo agora que esse livro terminou. Foi muito incrível essa jornada e esse final. Eu mal posso acreditar em tudo que aconteceu e ainda assim mal posso esperar para ler o segundo volume.
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Lara.Bia 12/05/2020

Muito surpreendente
Confesso que depois da trilogia grisha eu estava receosa de ler mais livros dessa autora. No entanto, esse livro foi delicioso de ler, adoro quando histórias independentes são contadas no mesmo universo - teve apenas pequenos easter eggs, mas como tenho péssima memória, praticamente não identifiquei nenhum kkkkkk
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Layla [@laylafromthebooks] 09/05/2020

o livro foi bacana. os personagens são apaixonantes, o enredo é interessante, mas achei enrolado demais e não conseguiu me prender. a maior emoção que senti foi a de alívio quando finalmente terminei de ler. pareceu uma eternidade.
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Karina 23/03/2020

No mourners. No funerals.
Gostei muito do livro! Cada um dos seis narrava um capítulo, explicando o passado e possibilitando que surpresas ocorressem.

Inej maravilhosa, melhor personagem. Mas aquilo que ela disse pro Kaz no final... Ai. Doeu em mim. Espero que ela consiga o que quer no próximo livro. E que final! Ansiosa pra ler Crooked Kingdom.
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Elle 07/03/2020

adorei
quero ler o 2 logo scrr ja tenho uma pastinha toda de de fanart de soc e peguei spoiler
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Thayna 14/11/2019

No mourners. No funerals. Among them, it passed for 'good luck'
Estou impressionada com essa leitura! Em a Trilogia Grisha, Leigh Bardugo já havia chamado minha atenção com sua escrita e riqueza na construção de mundo e criação de personagens. Mas em Six of Crows é como se ela estivesse atingido um nível superior.


Eu amei cada detalhe dessa história desde sua diversidade nos personagens, a construção brilhante de Ketterdam e diversos cenários que aparecem na história e em como a autora se arriscou de forma ambiciosa e brilhante tratar de temas importantes que iam desde racismo, tráfico humano, vício em jogos... etc. Leigh Bardugo YOU DID IT, parabéns!


Os personagens desse livros são absolutamente tudo! Ambos tão diferentes entre si, possuem suas histórias, suas motivações pessoais mas todos eles formam esse grupo perfeito e acompanhar o desenvolvimento deles ao longo da história e ver eles se reconhecendo como um grupo e aliados, foi MARAVILHOSO.


Fazia tempo que eu não pegava um livro de fantasia em que eu me apagava tanto a história e aos seus personagens, e felizmente Six of Crows trouxe isso de volta, durante a leitura eu ficava na expectativa pra ver o que iria acontecer, se eu tinha que fazer alguma pausa na leitura eu ficava pensando na história ou nos personages. Com uma narrativa fluída, reviravoltas inesperadas e muito bem trabalhadas Six of Crows nos entrega um enredo viciante e um amadurecimento incrível na escrita da autora.
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Luiza Helena (@balaiodebabados) 07/12/2017

Originalmente postada em https://balaiodebabados.blogspot.com.br/
“Sem luto”
“Sem funerais” *

O primeiro livro que li da Leigh Bardugo foi Mulher-Maravilha: Sementes da Guerra e gostei muito da escrita dela combinada com a narração em terceira pessoa. Na Trilogia Grisha, temos o prólogo e o epílogo em terceira pessoa, mas o resto da história é narrado em primeira. Não que foi de toda ruim, mas quando terminei de ler Six of Crows percebi que a mulher escreve bem melhor com a narração em terceira pessoa. E esse tipo de narração caiu como uma luva na história. Não sei se ela ficaria legal com narração em primeira pessoa, mas espero que a autora continue na narração em terceira, porque esse é o seu forte

Fora o fato da narração, é muito perceptível a evolução dela como autora. Não sei se influenciou em Grisha o fato do livro ser narrado em primeira pessoa, mas tanto aqui quanto em Sementes da Guerra, percebi a escrita da Leigh mais amadurecida. Amadurecida sim, mas nunca prolixa ou entediante.

“Este não é um trabalho para os soldados e espiões treinados. É um trabalho para assassinos e ladrões.”*

Confesso que eu fiquei super nervousa quando comecei a ler esse livro de tanto que todo mundo falava bem. Tipo, every fucking person e eu até acendi uma velinha para que eu não fosse aquela que não iria curtir. Devo dizer que se tem um livro que eu queria ter escrito, esse é o livro.

“A ganância se curva a mim. É minha serva e minha alavanca.” *

Dessa vez, Leigh Bardugo nos leva a Ketterdam e apresenta seis personagens que tinham tudo para serem odiados, mas que acabam te conquistando justamente por suas personalidades e falhas. O melhor de tudo desse grupo é que todos são diferentes, tanto em personalidade quanto convicções.Eu fiquei aqui matutanto a cabeça e muito de cara como a Leigh conseguiu equilibrar esses criminosos e fazer com que eles realmente funcionassem, sem que ficasse algo forçado ou muito surreal.

Kaz é um personagem que tinha tudo para ganhar meu desprezo, mas a inteligência e sagacidade do cara me conquistou de uma forma que eu nem sei explicar. Inej e Nina com todo girl power e amizade entre as duas é uma das melhores coisas do livro. Morria de deleite com a dupla Wylan e Jesper. Já Mathias é aquele cara que te deixa com os dois pés atrás com ele, mas depois de muita provação tudo fica a mil maravilhas.

"Um apostador, um criminoso condenado, um filho desgarrado, uma Grisha perdida, uma garota Suli que se transformou em assassina, um garoto do Barril que se tornou algo pior."*

Eu vi alguns comentários sobre ser forçado algumas atitudes dos personagens em relação a idade eles. Não vou mentir, no começo eu fiquei sim com um pé atrás, mas depois que Leigh vai mostrando o passado de cada um, eu mudei de ideia. Generalizando, todos passaram pelo pão que o diabo amassou e em certo momento da vida, era aquela de matar ou morrer. Como eu nunca morei na rua, perdi meus pais e/ou vivi num país em guerra civil, pra mim não é difícil acreditar que o passado deles os moldaram no que são agora.

“Eu nunca menti para você. Nunca mentirei.”*

Quanto à tão falada missão na sinopse, gente... Teve hora que pensei “é agora que a casa cai”. Até tudo realmente acontecer, você fica no escuro e só resta torcer pra tudo acabar bem e ninguém aparecer morto. É nessa sequência de acontecimentos que vemos o quanto Bardugo evoluiu desde Sombra e Ossos, por exemplo. Eu não conseguia mais parar de ler e ao mesmo tempo ficava naquela “não quero ver”. Não é à toa que muita gente diz que é Onze Homens e Um Segredo versão Grishaverso. Pois eu digo isso e ainda acrescento que é como se esse filme e Um Truque de Mestre reproduzissem um filho de 465 páginas.

Six of Crows se passa no mesmo universo Grisha; pra ser mais exato, um pouco depois de todos os acontecimentos de Ruína e Ascensão. Não é exatamente necessário ter lido a trilogia para cair de cabeça nessa história, mas, por experiência própria, eu recomendo que leia a trilogia antes para entender melhor sobre os Grisha. Maaas, se não quiser fazer isso, eu acho que essa Grishapedia (é por essas e outras que amo meu país internet) deve cobrir tudo o necessário sobre o Segundo Exército de Ravka.

Ainda bem que eu decidi sair o segundo pra poder comprar os dois juntos porque, depois daquele final, eu acho que não seria gente até ter Crooked Kingdom em mãos.

*Sinopse e quotes retirados da edição da Gutenberg

site: https://balaiodebabados.blogspot.com.br/2017/12/resenha-234-six-of-crows.html
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Lauraa Machado 01/09/2017

Um livro impecável, épico e único
Tenho a leve impressão de que nunca vou estar pronta o suficiente para resenhar esse livro. Nunca li nada parecido, ele realmente parece ter sido muito, mas muito estudado mesmo, criado nos menores detalhes. Talvez eu até esteja exagerando um pouco, dizendo que não dá para descrevê-lo, mas eu tinha as maiores expectativas e ainda me impressionei.

Eu sabia que gostaria dele antes de ler, porque já sabia qual seria seu ponto alto: os personagens. É minha parte favorita de qualquer livro (ou, pelo menos, a que considero a mais importante). Mas a Leigh Bardugo ainda conseguiu me impressionar durante esse livro. Nunca imaginaria que era possível criar tanta história, tanta profundidade para tantos personagens em um livro só. Muitas vezes, na verdade, esse jeito dela de contar um pedaço da história deles no meio de uma cena me incomodou. Mas dá para ver a força que isso trouxe à personalidade deles e às decisões mais essenciais que eles tomariam dali para a frente. Dá para ver todos os milhares de detalhes que ela foi amarrando durante a trama perfeitamente. Acho que eu nunca tinha visto ninguém fazer isso tão bem.

Mas, na verdade, até a metade do livro, eu ainda não sentia que ele entraria para a minha lista de favoritos. A autora - que, na minha opinião, já tinha escrito a trilogia Grisha muito bem, - subiu completamente o nível dos seus livros e do universo Grisha nesse livro. Ela fez tudo maravilhosamente bem, somente as informações necessárias nas horas certas, tudo conectado, sigiloso e intrigante na medida. Acho que nunca li um livro tão bem criado, tão meticuloso e desenvolvido com tanta maestria. Mas, infelizmente, isso não é o suficiente para fazer um leitor amar de verdade um livro.

Quer dizer, alguém realmente ama de paixão Ulysses? (Até deve ter algum louco por aí, né?) E, mesmo assim, a genialidade dele é inegável.

Até a metade do livro, eu sentia a história um pouco pesada. Tive vários momentos em que sentia uma ligação linda pelos personagens, mas não eram tão recorrentes quanto eu queria, em meio à tanta complexidade e tantos detalhes. Mas aí, passando da metade, tudo parece ter se intensificado. A história ficou mais rápida, os detalhes de histórias do passado dos personagens ficaram mais raros e logo passaram a ser inexistentes, mesmo assim provando sua importância nas partes mais cruciais. Aquela leve ligação que eu criei com os personagens só ficou mais forte e eu passei várias e várias páginas seguidas repetindo para mim mesma o quanto amo eles e a história. Aliás, passei várias dezenas de páginas sem nem olhar para o número delas (o que tinha acontecido muito antes). A primeira metade, que eu tinha me esforçado para ler, se transformou na segunda, que eu li em uma madrugada, com sono e dor de cabeça, porque me recusava a não terminar. A história fica emocionante o suficiente para você cancelar o resto do mundo só para ler.

Aí, sim, percebi o carinho e o amor que desenvolvi pelo livro que lhe garantiam um lugar na minha lista de favoritos.

Sem contar com um ritmo um pouco mais arrastado do que eu desejaria no começo (não se engane, não é que nada de interessante acontecia. É só o passado mesmo dos personagens que cortava um pouco os acontecimentos), só tenho uma única outra crítica para a história. Pode falar que eu não estou nunca satisfeita (apesar de que dou cinco estrelas se eu amar o livro, independente de ele ter defeitos ou não), mas em alguns momentos eu senti mesmo que o livro era um pouco perfeitinho demais. As peças encaixaram todas bem demais. Senti um pouco mais de falta de cuidado em alguns momentos (que tipo de crítica é essa?). Nem tudo precisava ser tão bem alinhado, sabe?

Mas isso realmente é crítica de privilegiado, porque o livro é maravilhoso e nada é deslocado de propósito. O ponto alto, além dos personagens, é a relação entre eles. Meu deus, a amizade da Inej com a Nina foi maravilhosa. A última coisa que a Inej fala no livro pro Kaz foi maravilhosa também, o que ela pensa logo antes deveria ser ensinado em escolas para todo mundo - como se dar valor, não aceitar migalhas de atenção, como se amar primeiro. Jesper e Wylan me deixaram completamente curiosa para o segundo livro, me apaixonei pela relação da Nina com o Matthias logo no começo, a complexidade de todas as crenças dos dois e como eles as quebravam, mas as mantinham. Gente, que desenvolvimento incrível. Que capricho, sério!

Até o Kaz, que não caiu tão bem para mim no começo (principalmente por aquilo da perfeição que falei, ele me parecia um pouco gênio demais de vez em quando), se mostrou digno de líder desses seis loucos desvairados que foram para o fim do mundo por luxúria e, vamos admitir, seus próprios sonhos. E o final, meu deus, não vou conseguir relaxar até ler o próximo livro, que promete ser ainda mais perfeito! Pelo menos, espero que seja, agora que a autora não precisa nos ensinar mais quem os personagens são.

Aliás, um último comentário: a escrita da Leigh Bardugo nunca foi nem um pouco ruim, mas, como tudo nesse livro, ela subiu muito de nível desde a trilogia Grisha. Já sei que vou ler qualquer livro que ela escrever daqui para a frente.
Raquel 14/01/2018minha estante
Recomenda/aconselha ler esse livro sem ter lido a trilogia grisha?




Nati Amend @livrosdanati 14/07/2017

Um livro em que os mocinhos são trapaceiros e assassinos.
Para quem conheceu Leigh Bardugo com a trilogia Grisha (primeiro livro “Sombra e Ossos”) e não gostou, já adianto que pode se atirar com todo coração nessa duologia. E para você que nunca leu nada da autora e quer começar por “Six of Crows”, siga tranquilo em sua viagem por Ketterdan.

Confesso que não tinha boas expectativas quando li esse livro em 2016, fruto da minha decepção com “Ruína e Ascensão”. Mas Leigh conseguiu criar uma obra tão impecável e maravilhosamente bem escrita, que novamente me apaixonei por este universo misterioso e pude entender tamanho hype.

O livro traz a jornada de seis personagens essencialmente diferentes, mas que possuem um objetivo em comum: evitar que uma terrível droga caia em mãos erradas. Atrás de recompensa, Kaz Brekker, um trapaceiro descarado e mozão eterno, reúne um grupo de foras da lei, formado por uma espiã acrobata, um perito em explosivos, um atirador viciado em jogos de azar, uma Grisha do tipo Sangradora e um prisioneiro vingativo. Seis histórias complexas, seis personalidades fortes e uma rede de intrigas sem precedentes. Como isso poderia dar certo? É aí que está a beleza dessa estória!

Entre discórdias, mentiras e alguns dentes quebrados, os personagens vão invadir prisões, fazer uma viagem excruciante e aprender a conviver com suas diferenças. Só assim eles poderão concluir a missão que os trará uma verdadeira fortuna. Este é um livro sobre vingança, sobrevivência e luta pela liberdade, em que o romance é sabiamente deixado de lado para dar espaço a uma aventura de tirar o fôlego. Você irá sim se apaixonar. Mas será pelo enredo eletrizante e por personagens tão bem construídos e reais, que ficará impossível não se apegar ao livro. Destaque para o sombrio Kaz, líder do grupo, e para a doce e ágil Inej! Boa leitura, queridos.

site: https://www.instagram.com/livrosdanati/
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Nanda | @bluecandybooks 24/03/2017

No Mourners. No Funerals.
Eu terminei a trilogia grisha morrendo de raiva. Achava que nunca mais seria capaz de ler nada da Leigh porque fiquei decepcionada com Alina e sua turma e aquele final de Ruina e Ascensão. Então quando resolvi dar uma chance para Six of crows pela hype que fizeram em torno desse livro, tive que conter todas as minhas expectativas para não me decepcionar.

E terminei esse livro de queixo caído. Que livro MARAVILHOSO. A decepção que tive lendo a trilogia grisha não chegou nem perto desse livro, a escrita da Leigh amadureceu e muito em Six of Crows, o livro tem uma pegada mais sombria, uma escrita mais adulta e prestar atenção em cada frase é essencial. Elogios a parte...

O livro gira em torno de 6 pessoas, sendo elas ladrões, grishas e prisioneiros, essa inesperada equipe se junta, quando um homem rico os contrata para resgatar um prisioneiro valioso que sabe as fórmulas para uma droga que está controlando grishas, da prisão mais bem vigiada de todos os tempos. A Corte de gelo. Então embarcamos em uma jornada de aventura e tensão em todo o livro.

Kaz Brekker é o líder dessa turma e ele é um garoto de 17 anos que já passou por maus bocados na sua vida, mas cresceu como um criminoso profissional nas ruas de Ketterdam e hoje comando os Dregs, uma gangue forte e temida nas ruas. Kaz tem seus próprios demônios, vemos um garoto frio e calculista, mas ao mesmo tempo um gênio que no fundo no fundo no fundo rs possui um coração. E é ele que comanda toda a operação para fazer sua equipe de 5 pessoas, 6 com ele, invadir a temida Corte de gelo.

Temos também Inej, A Espectro, uma garota que foi tirada de uma casa de prazeres, onde foi abusada por anos desde que fora sequestrada e vendida para trabalhar como uma prostituta, mas que foi comprada por Kaz e agora faz parte da gangue dele. Inej é forte, destemida, assim como Kaz, tem seus medos e suas cicatrizes escondidas no fundo do seu ser. Mas diferente de Kaz que procura vingança contra alguém, Inej procura liberdade, uma forma de pagar a sua dívida e voltar para os seus pais. Mas o que ela não esperava era o sentimento que começa a brotar em seu ser por Kaz e que ela julga ser unilateral.

Temos Jesper, outro membro da gangue de kaz, um atirador perspicaz, um garoto que veio da fazenda e que não sabe parar quieto. Irreverente e hiperativo. Jesper deixa o clima sombrio do livro bem mais leve com suas piadas e tiradas únicas.

Wylan é outro garoto que entra para a equipe que vai invadir a corte, é um filho de um mercante rico, mas que fugiu de casa e encontrou refúgio junto a essa gangue.

E por um último temos Nina e Matthias, uma grisha e um caçador de grishas. Parece uma dupla improvável, mas apesar de suas diferenças, os dois são constantemente atraídos um pelo outro. Nina é uma corporalnik, uma grisha sangradora capaz de matar ou curar, ela também faz parte da gangue de Kaz, e é uma das melhores personagens do livro, suas tiradas são únicas e ela não tem papas na língua. Matthias é um caçador de Grishas Fjerdano, um pouco seco e o que chamo de brutamontes, mas com um enorme coração. E é durante a leitura que vemos como o destino dele e de Nina se entrelaçou mesmo antes de toparem entrar na jornada de Kaz para invadir a corte de gelo.

É essa equipe de ladrões que faz o livro acontecer. Cada um com seus medos, seus demônios interiores e suas cicatrizes, que formam uma aliança para salvar o cientista Shu, que sabe a fórmula para controlar os Grishas. O livro é cheio de ação do começo ao fim, a escrita amadurecida e ousada da Leigh me conquistou de uma forma que a trilogia grisha não foi capaz. Os personagens desse livro são únicos cada um à sua maneira e os acontecimentos são de tirar o fôlego, é o tipo ousado de livro que paro para ler e coloco toda a minha concentração. Com certeza Six of crows entrou para a minha lista de favoritos e graças a Deus que ouvi a minha voz da razão interior e decidi dar uma chance para esse livro.

"Nosso crime é existir, nosso crime é ser o que somos."

Estou ansiosa para ler Crooked Kingdom e espero que mantenha o mesmo ritmo eletrizante desse primeiro livro. O final me deixou em posição fetal no chão, quero saber como essa história vai acabar e já torço para uma vitória dessa equipe e que eles consigam a sua liberdade.
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Dani 26/12/2016

Perfeito!
A trilogia Grisha é uma das minhas trilogias favoritas APESAR dos seus problemas. Já em "Six of Crows", Leigh Bardugo conseguiu criar uma obra espetacular, aprimorando sua escrita , o desenvolvimento do mundo, mas principalmente o desenvolvimento de seus personagens.
Aqui vamos ter uma expansão do universo grisha, conhecendo outros países, outros povos e descobrindo como os acontecimentos em Ravka influenciaram essas pessoas.
A sinopse fala sobre um grande golpe que Kaz e sua gangue irá realizar, mas o livro na verdade é sobre os personagens. A autora conseguiu criar personagens tão reais e complexos que foi difícil não me apaixonar por cada um deles. Inej e Nina , principalmente, são meus bebês e cada vez que eu sabia mais sobre seus passados, tudo que eu queria era abraçá-las protegê-las.
Uma história perfeita que recomendo à todos. Um único ponto que eu mudaria, seria em deixar os personagens um pouco mais velhos, o que deixaria a história mais crível. Confesso que enquanto lia, imaginei todos mais velhos, exceto o Wylan por algum motivo...

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Desi Gusson 23/11/2016

Padrões Elevados
Nem toda calma do mundo é suficiente para falar sobre um livro de Leigh Bardugo. Ainda mais um livro sobre ladrões, espiões e Grishas trabalhando em bordéis.

É complicado encarar algo tão aguardado e tão hypado. Geralmente tenho um, dois, três pés atrás (peço pés emprestados quando o assunto é livro) e só sossego quando viro a última página! Juro que tento não ser tão arisca assim, mas quem nunca teve uma experiência decepcionante com um livro cultuado antes mesmo de ser lançado?

Acontece que no quesito Leigh Bardugo ela teria que na verdade fazer força pra escrever algo ruim! Tipo, realmente querer ferrar as coisas, e ainda assim seus personagens acabariam sendo melhores dos que os de muitos autores famosinhos por aí…

É, é nesse nível que minha adoração por essa mulher anda.

Estou tentando seriamente não contribuir para a piscina de excitação que o precede, mas sinto que estou falhando miseravelmente. Li Six of Crows junto com uma amiga (também doente por Leigh Bardugo) e sei que não sou só eu idolatrando esse livro.

Aqui vamos nós para um lado pouco explorado do mundo Grisha, lugares que só sabíamos que existiam por que sempre estiveram no mapa e por algumas menções enquanto mergulhávamos em Ravka. E mesmo com todo o cenário maravilhoso, os detalhes intrincados que fazem qualquer um sentir como é estar nas ruas de Ketterdan, a maior realização desse livro são os personagens. Eu sei, eu seeeei que foco muito nisso, mas gente! É maravilhoso demais alguém botar NO PAPEL pessoas tão reais!! Eu sinto como se conhecesse cada um deles, como se, caso eu tivesse sorte (ou azar) suficiente para me ver em Ketterdan, facilmente trombaria com Mathias, ou teria minha carteira afanada por Kaz.

Os personagens principais não poderiam ser mais diferentes um do outro, mas um objetivo em comum os une e a partir daí coisas incríveis acontecem!

O objetivo? Bufunfa.

Todos os seis, o ladrão estrategista; a espiã acrobata; a Grisha capaz de parar corações; o atirador viciado; o fugitivo privilegiado e o injustamente condenado precisam desesperadamente de dinheiro. O que cada um vai fazer com sua parte no prêmio milionário, só enfrentando Kettterdan pra saber.

Outro ponto de tirar o folego, além de toda a ação-que-não-paras-um-segundo e os problemas-cabeludos-que-podem-matar-um-personagem-a-qualquer-momento, é a falta de romance.

Não, não estou usando drogas. Existem interações românticas sim, mas só estou avisando meus leitores incautos para esperaram muito mais que isso. A tempos a literatura YA foca demais no melodrama adolescente, na NECESSIDADE de ter um par romântico pra cada um dos malditos personagens! Nem que tenham que tirar uma atração misteriosa e inexplicável da manga. Six of Crows dá espaço pra coisas tão importantes quanto o l’amour: integridade, ética, honestidade e principalmente liberdade.

Os personagens aqui vão ter que lidar com coisas bem mais densas que um triangulo amoroso previsível.

Só pra compartilhar com vocês, o final me deixou ansiosa. Não ansiosa tipo “Que livro legal, lerei o próximo quando puder.” Ansiosa num nível além da recuperação.

Para essa e outras reações exageradas, acesse o blog!

site: www.desigusson.wordpress.com
Gio 23/11/2016minha estante
Que resenha linda!


Desi Gusson 23/11/2016minha estante
Obrigada! *-*


Dani 23/11/2016minha estante
Adorei sua resenha!! Tb adoro a Leigh Bardugo. Tô ansiosa pra ler esse livro.


Nalice 24/11/2016minha estante
Leigh rainha!!!!! ?
Estava ansiosa pra ler esse livro, agora mais ainda!




Clara 04/08/2016

Resenha Six of Crows: Sangue e Mentiras
Six of Crows: Sangue e Mentiras é o primeiro livro da nova trilogia da Leigh Bardugo. Não sei vocês, mas eu amei e fiquei muito feliz que ela retornou ao universo da trilogia grisha. A editora Gutenberg caprichou na capa e na diagramação.

Algo que me chamou atenção é que a autora criou um personagem que lida com sintomas semelhantes aos dela, pois ela tem uma condição degenerativa chamada osteonecrose, algo como a “morte dos ossos” e andar é muito doloroso, tendo momentos que ela precisa usar uma bengala. Fique bem triste.

Estamos em Ketterdam capital portuária de Kerch, a oeste de Ravka, onde foi habituada a trilogia anterior. Como todo bom porto, o barril, é repleto de casas de apostas e de prazer, um antro para foras da lei, gangues, mercadores e apostadores. Gente da melhor espécie. Hehehehe.

A história se desenvolve ao redor de uma droga perigosa que está sendo usada para aumentar e potencializar o poder dos Grishas. O problema que a jurda parem é altamente viciante e uma dose já é suficiente para tornar o usuário dependente e seu uso consome o corpo do Grisha.

O ambicioso Kaz Brekker, um dos nossos protagonistas, é dono do Clube do Corvo e é um negociador nato, sabe de todos os podres de seus inimigos e utiliza essas informações para crescer em sua posição de braço direito de Per Haskell, sem contar com a sua busca por lucros. É um órfão sombrio e solitário. Perdeu seu irmão de uma forma abrupta e cruel, fazendo-o crescer nas ruas e se virar da forma que deu. Após uma queda se tornou manco e sente muitas dores por isso.

Foi oferecido ao ele uma recompensa exorbitante para juntar um grupo e invadir a corte mais fortificada do mundo, a Corte de Gelo, e resgatar da prisão o inventor da jurda parem para tentar “salvar o mundo”. Veja bem, salvar o mundo era o de menos ali, o mais importante para eles era a chance de recomeçar que o dinheiro proporcionaria. Sem pestanejar Kaz aceita o risco.

Sua equipe é a mais diversificada possível, tanto com suas habilidades como em suas origens. Bardugo teve um trabalho impecável na construção de cada um deles.  Um dos pontos mais altos foi a relação entre eles e como seus relacionamentos foram ganhando peso no decorrer da historia.

As personagens femininas são fortes, corajosas e obstinadas. Inej, a Espectro, foi vendida como escrava e trabalhou em uma casa de prazeres, foi comprada pelo Per Haskell e se tornou os olhos e ouvidos de Kaz. Uma ladra silenciosa e muito habilidosa com facas. Nina, apesar de seu pouco treinamento, é uma sangradora que trabalha em uma casa de prazeres, ficou no barril, devido a um amor complicado. É uma personagem cheia de nuances, muito sensual e independente, porem sensível.

Matthias é o guia da missão, vive sempre em contradição sobre seus sentimentos e sua fé. Tem um passado tumultuado com Nina, pois seu povo caça Grishas e a forma que eles se conheceram não foi muito amistosa. Eles se amam, mas as circunstancias os distanciaram. Afinal ela quase morreu por ele e ele foi preso por causa dela.

Uma coisa muito legal é que o amor, apesar de não ser o foco, esta muito presente. Tem o companheirismo da equipe, que apesar de alguns segredos aqui e ali tem uma unidade e o love story que vão se desenrolando pelo caminho.

Os outros dois membros da equipe e não mesmo importantes são: Jesper e Wylan. Jesper era um menino do interior que veio para capital para estudar, a coisa não deu muito certo. Viciado em jogos de azar acabou entrando para a gangue do Kaz. É o melhor pistoleiro de Kerch. Já Wylan é o filho de mercador que nunca teve o amor do pai e resolveu se jogar no mundo. Muito habilidoso com explosivos. Eles ficam o tempo todo implicado um com o outro. É o alivio cômico.

Cada um no grupo tem o seu contraponto, tipo: o Kaz tem a Inej, a Nina tem o Matthias e o Jesper tem o Wylan.

Uma historia muito bem escrita e rica em detalhes, com cenas de ação de tirar o fôlego. Bardugo cresceu bastante em sua escrita e o seu gancho para o próximo livro foi genial. Aguardando ansiosamente pelo Crooked Kingdom!

site: https://nomeumundo.com/2016/08/03/resenha-six-of-crows-sangue-e-mentiras-trilogia-six-of-crows/
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