Six of Crows

Six of Crows Leigh Bardugo




Resenhas - Six of Crows


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Lara.Bia 12/05/2020

Muito surpreendente
Confesso que depois da trilogia grisha eu estava receosa de ler mais livros dessa autora. No entanto, esse livro foi delicioso de ler, adoro quando histórias independentes são contadas no mesmo universo - teve apenas pequenos easter eggs, mas como tenho péssima memória, praticamente não identifiquei nenhum kkkkkk
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Elle 07/03/2020

adorei
quero ler o 2 logo scrr ja tenho uma pastinha toda de de fanart de soc e peguei spoiler
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Karina 23/03/2020

No mourners. No funerals.
Gostei muito do livro! Cada um dos seis narrava um capítulo, explicando o passado e possibilitando que surpresas ocorressem.

Inej maravilhosa, melhor personagem. Mas aquilo que ela disse pro Kaz no final... Ai. Doeu em mim. Espero que ela consiga o que quer no próximo livro. E que final! Ansiosa pra ler Crooked Kingdom.
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Livros e Citações 09/01/2016

Definitivamente um favorito
Autora: Leigh Bardugo
Editora: Henry Holt and Company
Páginas: 465
Classificação: 5/5 estrelas

http://www.livrosecitacoes.com/?p=148832

A trilogia Grisha, que veio antes dessa nova série de Leigh Bardugo, não só em criação, mas também no mesmo universo, não foi a melhor coisa que eu li. De fato, eu até passei o meu Sombra e Ossos pra frente e terminei de ler a série emprestando de uma amiga. Achei o primeiro livro morno, com personagens previsíveis e um enredo que poderia ser interessante, se bem desenvolvido, mas mesmo em suas sequências não achei que a autora entregou todo o potencial que tinha. Six of Crows me pegou de surpresa justamente porque eu fiz o caminho reverso: não tinha grandes expectativas e ele foi perfeito.

"A água ouve e compreende. O gelo não perdoa."

A premissa aqui é bem diferente da série anterior. Kaz Brekker, trapaceiro e ladrão que cresceu na região pobre de Ketterdam, recebe uma proposta enervante: montar uma equipe capaz de resgatar um prisioneiro da Corte de Gelo de Djerholm, em Fjerda e, se for bem-sucedido, receberá milhões pela tarefa. A palavra chave é enervante porque, embora o dinheiro seja suficiente para tranquilamente viver o resto de seus dias sem se preocupar com gastos, ninguém nunca antes foi capaz de escapar da Corte de Gelo — e no caso deles, ainda tem a questão de se infiltrar primeiro e só depois escapar. Mas Kaz tem grandes ambições e não se intimida facilmente. De fato, montar a equipe ideal nem leva muito tempo: ele tem Inej, seu Espectro, aquela que desafia a gravidade e percorre ruas e telhados com furtividade e maestria em seu nome; Jesper, o atirador muito eficiente e muito viciado em apostas; Wylan, especializado em demolição (e com utilidades variadas, por assim dizer); Nina, uma Grisha Sangradora que deixou Ravka pouco depois do fim da Guerra Civil por forças maiores; e, com um pouco de esforço, também tem Matthias, um Drüskelle – caçadores de bruxas que capturam e executam Grishas –, que conhece a Corte de Gelo por dentro e é uma peça fundamental para o plano dar certo. E Kaz não tem dúvidas de que pode fazer dar certo.

“Eu sou um homem de negócios”, ele lhe disse. “Nem mais, nem menos.”
“Você é um ladrão, Kaz.”
“Não foi isso que acabei de dizer?”

São seis personagens principais num livro narrado com pontos de vistas alternantes escrito de maneira muito mais adulta e madura do que a trilogia original. Bardugo me surpreendeu muito com a sua capacidade de criar personagens que parecem tão vivos, tão reais, sem se prender a estereótipos nem de personalidades nem de papéis. Cada um tem seus pontos fortes e seus defeitos, todos são pessoas com quem você pode sentir afinidade, com motivos e desejos próprios, pessoas por quem você realmente se pega torcendo, por mais louca e impossível que seja a empreitada deles — e, acredite, ela é louca e totalmente impossível.

“Não é natural que mulheres lutem.”
“Não é natural que alguém seja tão estúpido quanto é alto, no entanto aí está você.”

Claro que também acabei torcendo pela resolução dos romances, porque não dá para não querer ver os casais se entenderem, o que é muito mais do que eu posso dizer que sentia com relação a Sombra e Ossos e seus derivados, mas o romance nesse livro não é intrusivo e não atrapalha nem atrasa o desenvolvimento da trama.

Se o leitor gostou da trilogia Grisha, tenho certeza de que vai gostar de Six of Crows também. A mão que escreve essa história é a mesma, mas com muito mais maestria, de uma maneira que faz você querer saber o que vem em seguida com urgência, mas com as vantagens de que dessa vez não é previsível, e a emoção está sempre viva, com um cenário mais vasto e interessante.

Six of Crows é definitivamente um favorito e mal posso esperar pelo lançamento no Brasil, assim como pela continuação, Crooked Kingdom, prevista para setembro (!!!) de 2016. Que a Bardugo continue sempre evoluindo assim, porque é impressionante e mágico. Tiro o chapéu.

"Muitos garotos lhe trarão flores. Mas algum dia você encontrará um garoto que vai aprender sua flor favorita, sua canção favorita, seu doce favorito. E mesmo se ele for muito pobre para te dar algo, não vai importar, porque ele terá tomado o tempo de conhecer você como ninguém mais conhece. Só esse garoto merece seu coração."

Resenha por: Hanna

site: http://www.livrosecitacoes.com/
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Layla [@laylafromthebooks] 09/05/2020

o livro foi bacana. os personagens são apaixonantes, o enredo é interessante, mas achei enrolado demais e não conseguiu me prender. a maior emoção que senti foi a de alívio quando finalmente terminei de ler. pareceu uma eternidade.
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Julieta sem Romeo 01/06/2020

a trilogia grisha possuía minha atenção, six of crows conquistou meu coração

um grupo tão incrivelmente diferenciado, descrito de uma maneira a fazer vc sentir suas preocupações, traumas e alegrias traz uma história para o resgate de uma cientista q apresenta uma ameaça à sociedade
deste modo, a viagem realizada resulta em momentos q fazem perceber como os personagens apresentam pontos de vista diferenciados sem esquecer q os personagens estão no fim de sua adolescência e a todo momento vc deseja apenas o melhor para eles

portanto, recomendo por conta da representação e da estratégia
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Harabel 22/07/2016

Dando a volta por cima!
Confesso que peguei esse livro para ler com praticamente os dois pés atrás. Apesar da sinopse ser bastante convidativa, ainda estava muito traumatizada com a Bardugo e a série dos Grishas. Tinha terminado o último da trilogia jurando que nunca mais pegava mais nada dela para ler. E no entanto...

Fiquei encantada e tão positivamente surpresa com Six of Crows! Todos os erros e coisas que me incomodaram nos Grishas não notei nesse. É mais do que visível o amadurecimento dela para escrever. Ela conseguiu dar um bom desenvolvimento para os personagens protagonistas dessa vez. Mesclar suas histórias e mostrar a relação entre eles. Nada soou superficial e forçado, plano e sem graça, como os personagens da trilogia dos Grishas me soaram. E isso é muito bom! Principalmente se considerar que foram seis protagonistas.

Intercalar os capítulos sobre o ponto de vista de cada um deles foi uma boa sacada. Ela conseguiu aprofundar cada um, nos mostrar um pouco dos seus passados, o que os tornou o que são agora. Podemos sentir mais empatia com cada um, nos apegar mais à eles e à história. Senti falta apenas de capítulos do Wylan.. Espero que no último volume possamos ver mais dele e o que se passa nessa cabecinha.

O universo dos Grishas é o plano de fundo mas ela não fica presa nele. Podemos ver algumas menções à fatos que aconteceram na série anterior mas não é nada excessivo. Tanto que acredito que quem não tenha lido a trilogia anterior dela, possa perfeitamente começar por esse livro. No começo temos o mapa e as explicações sobre os rankings dos grishas, de modo que dá para entender o suficiente para apreciar a história. E a história, por sua vez, não tem nada a ver com a da série anterior. E isso é muito bom! Histórias com anti heróis sempre me chamam muito a atenção e me conquistam!

Por fim, a Bardugo realmente conseguiu dar a volta por cima, criar uma história dinâmica, densa, sombria por muitas vezes, nos mostrar mais do seu incrível universo sem repetir os erros que me incomodaram tanto nos outros livros, manter o romance mas não exagerar e não se prender só a ele e ainda nos deixar morrendo de vontade para ver o que vem em seguida, depois desse final! Mal posso esperar para ler! Estou realmente muito feliz por ela e pelo seu amadurecimento! Que venham mais séries e mais livros!
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Clara 04/08/2016

Resenha Six of Crows: Sangue e Mentiras
Six of Crows: Sangue e Mentiras é o primeiro livro da nova trilogia da Leigh Bardugo. Não sei vocês, mas eu amei e fiquei muito feliz que ela retornou ao universo da trilogia grisha. A editora Gutenberg caprichou na capa e na diagramação.

Algo que me chamou atenção é que a autora criou um personagem que lida com sintomas semelhantes aos dela, pois ela tem uma condição degenerativa chamada osteonecrose, algo como a “morte dos ossos” e andar é muito doloroso, tendo momentos que ela precisa usar uma bengala. Fique bem triste.

Estamos em Ketterdam capital portuária de Kerch, a oeste de Ravka, onde foi habituada a trilogia anterior. Como todo bom porto, o barril, é repleto de casas de apostas e de prazer, um antro para foras da lei, gangues, mercadores e apostadores. Gente da melhor espécie. Hehehehe.

A história se desenvolve ao redor de uma droga perigosa que está sendo usada para aumentar e potencializar o poder dos Grishas. O problema que a jurda parem é altamente viciante e uma dose já é suficiente para tornar o usuário dependente e seu uso consome o corpo do Grisha.

O ambicioso Kaz Brekker, um dos nossos protagonistas, é dono do Clube do Corvo e é um negociador nato, sabe de todos os podres de seus inimigos e utiliza essas informações para crescer em sua posição de braço direito de Per Haskell, sem contar com a sua busca por lucros. É um órfão sombrio e solitário. Perdeu seu irmão de uma forma abrupta e cruel, fazendo-o crescer nas ruas e se virar da forma que deu. Após uma queda se tornou manco e sente muitas dores por isso.

Foi oferecido ao ele uma recompensa exorbitante para juntar um grupo e invadir a corte mais fortificada do mundo, a Corte de Gelo, e resgatar da prisão o inventor da jurda parem para tentar “salvar o mundo”. Veja bem, salvar o mundo era o de menos ali, o mais importante para eles era a chance de recomeçar que o dinheiro proporcionaria. Sem pestanejar Kaz aceita o risco.

Sua equipe é a mais diversificada possível, tanto com suas habilidades como em suas origens. Bardugo teve um trabalho impecável na construção de cada um deles.  Um dos pontos mais altos foi a relação entre eles e como seus relacionamentos foram ganhando peso no decorrer da historia.

As personagens femininas são fortes, corajosas e obstinadas. Inej, a Espectro, foi vendida como escrava e trabalhou em uma casa de prazeres, foi comprada pelo Per Haskell e se tornou os olhos e ouvidos de Kaz. Uma ladra silenciosa e muito habilidosa com facas. Nina, apesar de seu pouco treinamento, é uma sangradora que trabalha em uma casa de prazeres, ficou no barril, devido a um amor complicado. É uma personagem cheia de nuances, muito sensual e independente, porem sensível.

Matthias é o guia da missão, vive sempre em contradição sobre seus sentimentos e sua fé. Tem um passado tumultuado com Nina, pois seu povo caça Grishas e a forma que eles se conheceram não foi muito amistosa. Eles se amam, mas as circunstancias os distanciaram. Afinal ela quase morreu por ele e ele foi preso por causa dela.

Uma coisa muito legal é que o amor, apesar de não ser o foco, esta muito presente. Tem o companheirismo da equipe, que apesar de alguns segredos aqui e ali tem uma unidade e o love story que vão se desenrolando pelo caminho.

Os outros dois membros da equipe e não mesmo importantes são: Jesper e Wylan. Jesper era um menino do interior que veio para capital para estudar, a coisa não deu muito certo. Viciado em jogos de azar acabou entrando para a gangue do Kaz. É o melhor pistoleiro de Kerch. Já Wylan é o filho de mercador que nunca teve o amor do pai e resolveu se jogar no mundo. Muito habilidoso com explosivos. Eles ficam o tempo todo implicado um com o outro. É o alivio cômico.

Cada um no grupo tem o seu contraponto, tipo: o Kaz tem a Inej, a Nina tem o Matthias e o Jesper tem o Wylan.

Uma historia muito bem escrita e rica em detalhes, com cenas de ação de tirar o fôlego. Bardugo cresceu bastante em sua escrita e o seu gancho para o próximo livro foi genial. Aguardando ansiosamente pelo Crooked Kingdom!

site: https://nomeumundo.com/2016/08/03/resenha-six-of-crows-sangue-e-mentiras-trilogia-six-of-crows/
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Desi Gusson 23/11/2016

Padrões Elevados
Nem toda calma do mundo é suficiente para falar sobre um livro de Leigh Bardugo. Ainda mais um livro sobre ladrões, espiões e Grishas trabalhando em bordéis.

É complicado encarar algo tão aguardado e tão hypado. Geralmente tenho um, dois, três pés atrás (peço pés emprestados quando o assunto é livro) e só sossego quando viro a última página! Juro que tento não ser tão arisca assim, mas quem nunca teve uma experiência decepcionante com um livro cultuado antes mesmo de ser lançado?

Acontece que no quesito Leigh Bardugo ela teria que na verdade fazer força pra escrever algo ruim! Tipo, realmente querer ferrar as coisas, e ainda assim seus personagens acabariam sendo melhores dos que os de muitos autores famosinhos por aí…

É, é nesse nível que minha adoração por essa mulher anda.

Estou tentando seriamente não contribuir para a piscina de excitação que o precede, mas sinto que estou falhando miseravelmente. Li Six of Crows junto com uma amiga (também doente por Leigh Bardugo) e sei que não sou só eu idolatrando esse livro.

Aqui vamos nós para um lado pouco explorado do mundo Grisha, lugares que só sabíamos que existiam por que sempre estiveram no mapa e por algumas menções enquanto mergulhávamos em Ravka. E mesmo com todo o cenário maravilhoso, os detalhes intrincados que fazem qualquer um sentir como é estar nas ruas de Ketterdan, a maior realização desse livro são os personagens. Eu sei, eu seeeei que foco muito nisso, mas gente! É maravilhoso demais alguém botar NO PAPEL pessoas tão reais!! Eu sinto como se conhecesse cada um deles, como se, caso eu tivesse sorte (ou azar) suficiente para me ver em Ketterdan, facilmente trombaria com Mathias, ou teria minha carteira afanada por Kaz.

Os personagens principais não poderiam ser mais diferentes um do outro, mas um objetivo em comum os une e a partir daí coisas incríveis acontecem!

O objetivo? Bufunfa.

Todos os seis, o ladrão estrategista; a espiã acrobata; a Grisha capaz de parar corações; o atirador viciado; o fugitivo privilegiado e o injustamente condenado precisam desesperadamente de dinheiro. O que cada um vai fazer com sua parte no prêmio milionário, só enfrentando Kettterdan pra saber.

Outro ponto de tirar o folego, além de toda a ação-que-não-paras-um-segundo e os problemas-cabeludos-que-podem-matar-um-personagem-a-qualquer-momento, é a falta de romance.

Não, não estou usando drogas. Existem interações românticas sim, mas só estou avisando meus leitores incautos para esperaram muito mais que isso. A tempos a literatura YA foca demais no melodrama adolescente, na NECESSIDADE de ter um par romântico pra cada um dos malditos personagens! Nem que tenham que tirar uma atração misteriosa e inexplicável da manga. Six of Crows dá espaço pra coisas tão importantes quanto o l’amour: integridade, ética, honestidade e principalmente liberdade.

Os personagens aqui vão ter que lidar com coisas bem mais densas que um triangulo amoroso previsível.

Só pra compartilhar com vocês, o final me deixou ansiosa. Não ansiosa tipo “Que livro legal, lerei o próximo quando puder.” Ansiosa num nível além da recuperação.

Para essa e outras reações exageradas, acesse o blog!

site: www.desigusson.wordpress.com
Gio 23/11/2016minha estante
Que resenha linda!


Desi Gusson 23/11/2016minha estante
Obrigada! *-*


Dani 23/11/2016minha estante
Adorei sua resenha!! Tb adoro a Leigh Bardugo. Tô ansiosa pra ler esse livro.


Nalice 24/11/2016minha estante
Leigh rainha!!!!! ?
Estava ansiosa pra ler esse livro, agora mais ainda!




Cherry 23/05/2020

UAU! Apenas UAU. Eu nunca li um livro como Six of Crows antes e posso dizer com toda certeza que nunca lerei outro em minha vida que seja igual a SoC e que me faça experimentar metade do que estou sentindo agora que esse livro terminou. Foi muito incrível essa jornada e esse final. Eu mal posso acreditar em tudo que aconteceu e ainda assim mal posso esperar para ler o segundo volume.
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Bru 25/06/2020

Minha duologia favorita
Durante meses eu ouvi falar sobre a duologia de Six of crows e me arrependo de ter demorado um pouco para começar. Cogitei começar pela trilogia de Shadow and Bone por ocorrer antes dos eventos de SoC mas não era necessário visto que as coisas se desenrolariam num ponto e eu entenderia (e aconteceu).
Eu sempre falo que amo a diversidade que a Leigh criou nesse livro, os personagens são tão diferentes e mesmo assim as coisas se encaixaram perfeitamente e a construção individual das características de cada um foi perfeita.
É uma história com muitos acontecimentos trágicos e pesados com os personagens - que são tão jovens - mas eu acho que isso foi o que fez tudo ficar incrível. Ainda sobre a idade deles (de 16 a 18 anos), eu acho que as coisas se ajustaram muito bem ao fato deles serem novos, afinal eles sabem como sobreviver mas não são criminosos profissionais que a Jurda Parem exigiu e ficaram comprometidos em alguns pontos.
A escrita da Leigh é muito boa e a leitura flui fácil, ela conseguiu criar personagens que são fáceis do leitor se apegar.
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Sarah Warman/ @travelholic_sarah 30/09/2015

Eu estava super ansiosa por esse livro e tenho que dizer que estou completamente impressionada. Eu amei a história, amei os personagens e mal posso esperar para ver o que acontecer no próximo livro.
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neo 09/12/2015

Depois de ler o primeiro volume da trilogia Grisha, Sombra e Ossos, da mesma autora, eu estava determinada a jamais ler outra coisa da Leigh Bardugo. Quase tudo que eu mais odeio em literatura YA pode ser encontrado nesse primeiro livro dela; worldbuilding falho e um tanto desrespeitoso, personagens mornos e sem graça, e um romance tedioso. Mas quando Six of Crows, o início de uma nova série que se passa no mesmo mundo de Sombra e Ossos, foi lançado, as resenhas positivas foram tantas que finalmente me rendi e peguei o livro pra ler. E devo dizer: não me arrependi.

Six of Crows é um livro que parece ter sido escrito por uma pessoa completamente diferente daquela que publicou Sombra e Ossos. A diferença é, sinceramente, absurda; o plot de Six of Crows é muito mais elaborado, o ritmo é muito melhor e os personagens bem mais reais. Enquanto praticamente nenhum de Sombra e Ossos me convenceu, os de Six of Crows se mostraram complexos e marcantes. Bardugo criou personagens e relacionamentos tão naturais que nem mesmo o romance - que não aparece tanto, mas que ainda está presente - me incomodou, e olha que o livro tem três casais que são mais ou menos principais.

O livro é narrado do ponto de vista de seis personagens, o que eu pensei que acabaria não funcionando (afinal, eles estão juntos a maior parte do tempo e como uma pessoa que está sofrendo para escrever três em seu primeiro livro no momento, tenho que dizer: não é fácil), mas que serviu perfeitamente à história. Meu preferido foi Kaz, o líder do grupo e um ladrão muito interessante (que, além disso, tem uma deficiência física que não desaparece do nada - se eu não me engano a própria autora tem que usar uma bengala, como ele, então sim, é um aspecto bem retratado) e Inej, a Wraith, a Fantasma, uma espiã excelente que trabalha para Kaz e seu patrão, mas todos são ótimos (só o Matthias mesmo que me deu um tanto de sono, mas né, nenhum livro é perfeito).

Para falar a verdade, Six of Crows quase não parece ser um livro YA. Ele é bem mais sombrio e tem um tom completamente diferente da maior parte dos livros YA que eu já li. Isso se deve em parte, acredito, ao próprio Kaz; a voz dele meio que torna a história mais... amarga, por assim dizer, e nem mesmo a natureza menos ácida dos outros personagens consegue diluir isso.

Also, Six of Crows tem pessoas de cor e pessoas queer, o que me fez lembrar de algo que eu talvez venha a discutir aqui no blog em um rant literário: como autores querem ganhar pontos com os leitores ao inserirem personagens queer e de cor, mas sem nunca ter a coragem de fazer um deles o principal ou pelo menos não tão secundário. Ao contrário do que acontece em séries que eu gosto até mesmo mais do que Six of Crows (cof Trono de Vidro cof Snow Like Ashes cof), Bardugo não faz isso nesse primeiro volume, felizmente.

Enfim, a única razão de Six of Crows não receber cinco estrelas de mim é que não é o tipo de fantasia que eu curto, e por isso mesmo que eu tenha gostado da leitura, não foi uma obra que me deixou fascinada. Em termos técnicos, porém, Six of Crows é um livro, na minha opinião, perfeito. 4.0 estrelas.

site: http://chimeriane.blogspot.com.br/
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raposisses 30/06/2016

11 homens e um segredo em versão fantasia YA
Six of Crows conta a história de seis adolescentes que se juntam para realizar o roubo perfeito. Kaz Bretter, criminoso prodígio e dono do Clube do Corvo, aceita um trabalho impossível: infiltrar a prisão mais segura do mundo. Para isso, reúne um grupo de desajustados, cada um com suas razões para aceitar o trabalho: Nina, uma Grisha em fuga; Matthias, um Drüskelle preso por um crime que não cometeu; Jesper, um ladrão com um amor por armas e jogos de azar; Wylan, um fugitivo da elite comerciante e com um talento para matemática; e Inej, uma ladra e espiã silenciosa, que é a única pessoa em quem Kaz confia.

O livro, como a própria autora afirma, é escrito de modo que não seja necessário ler a série Grisha para entendê-lo. Fãs da série irão perceber vários hidden eggs, detalhes para quem leu a trilogia original, espalhados pelo livro; mas fãs novos não terão a sensação de terem pego a história no meio do caminho. Em nenhum momento o mundo de Six of Crowns se torna confuso.

E é justamente o mundo que é um dos pontos mais fortes da série, e da autora. Leigh Bardugo cria um mundo envolvente, vasto e encantador. Os personagens que habitam esse mundo são formados por ele: têm suas próprias culturas, hábitos, e aspirações que não seriam possíveis em nenhum lugar além do mundo Grisha. Tanto o mundo quanto os personagens de Six of Crows deixarão o leitor encantado.

Grande parte do foco do livro, porém, está no enredo: em como realizarão esse crime impossível. A maior parte de Six of Crows é composta de cenas de planejamento de planos de ação, cenas de ação, e cenas desses planos dando errado. Como sou uma leitora mais interessada nos personagens, senti um certa falta de cenas em que todo o grupo principal interage. Mesmo com todas as cenas de ação, Leigh Bardugo consegue desenvolver os personagens individualmente, e as relações amorosas do livro; mas as relações de amizade entre todo o grupo poderiam ter tido um pouco mais de atenção. Senti falta de ver como esses personagens passam de indivíduos com um objetivo em comum para um grupo de amigos; parece que conseguimos ver o ponto de início e o ponto final, mas pouco de como essa jornada se desenvolve.

O que me irritou no livro, porém, foi o final. Sim, termina em um cliffhanger, mas não é esse o problema. Hás livros que sabem usar cliffhangers nos finais do livro para deixar o leitor animado para a continuação (A Saga dos Corvos imediatamente vem a mente): concluem parte da história do livro, mas inserem um novo problema que sirva como gancho para a próxima história. Esse cliffhanger de Six of Crows, porém, não fez nada além de me deixar irritada; ele não apenas não conclui parte da história, como torna grande parte dela obsoleta. Não causa aquele sentimento gostoso de “mal posso esperar pela continuação”, mas sim um irritado “então tudo o que eu li não serviu pra nada?”.

Mas apesar do final irritante, eu realmente mal posso esperar pela continuação. Os personagens me encantaram, e preciso saber o que irá acontecer com Wylan, Jesper, e Nina (e preciso saber se algum dia a Inej vai parar de sofrer #JustiçaParaInej).

site: raposisses.wordpress.com
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Nanda | @bluecandybooks 24/03/2017

No Mourners. No Funerals.
Eu terminei a trilogia grisha morrendo de raiva. Achava que nunca mais seria capaz de ler nada da Leigh porque fiquei decepcionada com Alina e sua turma e aquele final de Ruina e Ascensão. Então quando resolvi dar uma chance para Six of crows pela hype que fizeram em torno desse livro, tive que conter todas as minhas expectativas para não me decepcionar.

E terminei esse livro de queixo caído. Que livro MARAVILHOSO. A decepção que tive lendo a trilogia grisha não chegou nem perto desse livro, a escrita da Leigh amadureceu e muito em Six of Crows, o livro tem uma pegada mais sombria, uma escrita mais adulta e prestar atenção em cada frase é essencial. Elogios a parte...

O livro gira em torno de 6 pessoas, sendo elas ladrões, grishas e prisioneiros, essa inesperada equipe se junta, quando um homem rico os contrata para resgatar um prisioneiro valioso que sabe as fórmulas para uma droga que está controlando grishas, da prisão mais bem vigiada de todos os tempos. A Corte de gelo. Então embarcamos em uma jornada de aventura e tensão em todo o livro.

Kaz Brekker é o líder dessa turma e ele é um garoto de 17 anos que já passou por maus bocados na sua vida, mas cresceu como um criminoso profissional nas ruas de Ketterdam e hoje comando os Dregs, uma gangue forte e temida nas ruas. Kaz tem seus próprios demônios, vemos um garoto frio e calculista, mas ao mesmo tempo um gênio que no fundo no fundo no fundo rs possui um coração. E é ele que comanda toda a operação para fazer sua equipe de 5 pessoas, 6 com ele, invadir a temida Corte de gelo.

Temos também Inej, A Espectro, uma garota que foi tirada de uma casa de prazeres, onde foi abusada por anos desde que fora sequestrada e vendida para trabalhar como uma prostituta, mas que foi comprada por Kaz e agora faz parte da gangue dele. Inej é forte, destemida, assim como Kaz, tem seus medos e suas cicatrizes escondidas no fundo do seu ser. Mas diferente de Kaz que procura vingança contra alguém, Inej procura liberdade, uma forma de pagar a sua dívida e voltar para os seus pais. Mas o que ela não esperava era o sentimento que começa a brotar em seu ser por Kaz e que ela julga ser unilateral.

Temos Jesper, outro membro da gangue de kaz, um atirador perspicaz, um garoto que veio da fazenda e que não sabe parar quieto. Irreverente e hiperativo. Jesper deixa o clima sombrio do livro bem mais leve com suas piadas e tiradas únicas.

Wylan é outro garoto que entra para a equipe que vai invadir a corte, é um filho de um mercante rico, mas que fugiu de casa e encontrou refúgio junto a essa gangue.

E por um último temos Nina e Matthias, uma grisha e um caçador de grishas. Parece uma dupla improvável, mas apesar de suas diferenças, os dois são constantemente atraídos um pelo outro. Nina é uma corporalnik, uma grisha sangradora capaz de matar ou curar, ela também faz parte da gangue de Kaz, e é uma das melhores personagens do livro, suas tiradas são únicas e ela não tem papas na língua. Matthias é um caçador de Grishas Fjerdano, um pouco seco e o que chamo de brutamontes, mas com um enorme coração. E é durante a leitura que vemos como o destino dele e de Nina se entrelaçou mesmo antes de toparem entrar na jornada de Kaz para invadir a corte de gelo.

É essa equipe de ladrões que faz o livro acontecer. Cada um com seus medos, seus demônios interiores e suas cicatrizes, que formam uma aliança para salvar o cientista Shu, que sabe a fórmula para controlar os Grishas. O livro é cheio de ação do começo ao fim, a escrita amadurecida e ousada da Leigh me conquistou de uma forma que a trilogia grisha não foi capaz. Os personagens desse livro são únicos cada um à sua maneira e os acontecimentos são de tirar o fôlego, é o tipo ousado de livro que paro para ler e coloco toda a minha concentração. Com certeza Six of crows entrou para a minha lista de favoritos e graças a Deus que ouvi a minha voz da razão interior e decidi dar uma chance para esse livro.

"Nosso crime é existir, nosso crime é ser o que somos."

Estou ansiosa para ler Crooked Kingdom e espero que mantenha o mesmo ritmo eletrizante desse primeiro livro. O final me deixou em posição fetal no chão, quero saber como essa história vai acabar e já torço para uma vitória dessa equipe e que eles consigam a sua liberdade.
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