Brasil: Uma Biografia

Brasil: Uma Biografia Lilia Moritz Schwarcz
Heloisa Murgel Starling
Heloisa Murgel Starling




Resenhas - Brasil: Uma Biografia


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Gustota 23/07/2015

Um livro de história clássico atualizado
O livro "Brasil: Uma Biografia" é uma abordagem culturalista da história do Brasil com devidas atualizações históricas e novas confrontações de velhos fatos. O trabalho das autoras traz aquilo que gostamos nos livros de história clássicos: fartas gravuras, detalhamentos da vida social, paralelos da vida pessoal de figuras notórias com suas trajetórias com a nação. Aliás, para esse livro, a máxima de que "a história nada mais é que a biografia de figuras notórias" cabe como uma luva.

O período analisado vai da ideia de viagem ao Brasil (não da "descoberta", mas de um planejamento para a consciência da Coroa Portuguesa de que havia algo lá e não eram as Índias) para mais ou menos a eleição de Fernando Henrique em 1994, resumindo em menos de um parágrafo as três sequências eleitorais de reeleições. Isso é deveras frustrante, visto que nas imagens é destacado o momento das Jornadas de Junho. Acho que faltou um pouco de coragem e ousadia das autoras em analisar esse momento, perdendo a oportunidade de serem pioneiras em inserir uma análise dessas num livro de história do Brasil. Talvez foi feito em termos de se manterem neutras em relação à política contemporânea. Novamente é uma pena, pois o período não incluído de análise (todo o pós ditadura) é muito rico em questões sociais e culturais e foi tratado com menor cuidado.

Esse livro é muito feliz em montar um mapa da história que não une só política e economia, como joga também no lado dos costumes sociais e produções culturais. Não pretende criar teorias totalizantes que explicam de forma radicalmente inovadora nosso país nem tentam redimir novos grupos sociais culpabilizando velhos inimigos. Tem um forte espírito do padrinho Gilberto Freyre e do Sérgio Buarque de Hollanda, sem entretanto querer amenizar as rusgas raciais ou fixar um temperamento histórico para o brasileiro.
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Jivago 16/08/2020

Leitura obrigatória?
A alguns o título da resenha pode soar como um contrassenso. Não os culpo. Pela maneira como somos apresentados à História (enquanto disciplina) em boa parte de nossas vidas como estudantes, acabamos por desenvolver certa repulsa. Leitura nenhuma, e portanto, saber nenhum, se apresenta como atraente se vem prensado sob o peso do dever, da obrigatoriedade. Assim o é com a História, assim o é com os demais campos do saber. É dessa forma que, em grande medida, Lilia Schwarcz e Heloisa Starling são exitosas ao nos apresentarem, num calhamaço de mais de 500 páginas, uma prazerosa história do brasil. O livro é um chance de reencontro: de certo modo, todos já vimos ou ouvimos o que nele se relata, mas o conjunto da obra nos escapa justamente porque lembramos desse encontro com a história como sendo uma coisa do passado, algo que ficou pra época da escola, que aprendíamos por pura obrigação. A proposta das autoras não é simples: passar em revista 500 anos da história do brasil, da chegada dos portugueses à redemocratização. Acompanhamos esse percurso e o livro nos saúda, ainda, com 4 seções de imagens que ajudam a visualizar os acontecimentos narrados. Lilia e Heloisa conseguem dar relevo a eventos, nomes, datas que de algum modo representaram pontos de inflexão na vida da nação por se constituir. Sem repetições desnecessárias ou linguagem rebuscada, porém sem prescindir do rigor metodológico, logram apontar para as contradições e as marcas particulares desse processo histórico. No caso do Brasil vejamos: nenhum outro país ocidental abrigou, durante sua história, toda a família real e seu séquito, como fez o Brasil quando da vinda de D. João VI, fugindo das guerras napoleônicas e da intensificação das ameaças inglesas; nenhum outro país das Américas parece ter registrado a proclamação de sua independência em relação às suas metrópoles para continuar filiado a um regimento de governo monárquico; além disso, é gritante a contradição de um país que proclama sua república e é governado por líderes do exército; por fim, parece trágico nomearmos nossa constituição de 1988 de "Cidadã" e continuamos a testemunhar desigualdade social galopante, concentração de renda elevada, e grupos marginalizados serem injustiçados de várias maneiras. A linha de raciocínio que guia a escrita das autoras é a tentativa de desvendar as amarras e os entraves que impedem, reiteradamente ao longo de nossa história, a possibilidade de nos entendermos como nação e efetivar a potencialidade oferecida por um regime democrático real. Nossa história é, em verdade, a história de uma luta para entender o que significa, de fato, República: res pública, ou coisa pública. Somos o resultado de forças que lutam para acomodar visões diferentes e, na maioria das vezes, contraditórias, do que significa o trato com a coisa pública. As autoras entendem que os que hoje vivem a história precisarão primeiro entender como chegaram até aqui, para daí serem capazes de imbuírem-se do dever cívico de zelar pela coisa pública e assim garantir a efetivação das potencialidades da democracia. É nesse sentindo que, além de prazerosa, a leitura do livro pode ser entendida como obrigatória ainda mais se levamos em consideração o tempo em que vivemos onde pululam publicações fajutas de pseudo-historiadores a contar uma história sem fontes seguras, sem evidências, sem rigor acadêmico-metodológico. Brasil: uma biografia é um alento nesse sentido, e uma possibilidade de nos reencontrarmos de maneira responsável com nossa própria história.
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almeidalewis 27/10/2020

Brasil mostra a tua cara !
Brasil,meu Brasil ! Mesmo lendo histórias bem longe parece que foi ontem porque temos muita dificuldade de nos desvincular de algumas coisas do passado,passado este marcado principalmente pela escravidão e pelo autoritarismo. queremos passar para o exterior uma imagem de um povo pacato e sereno,porém a nossa história mostra o contrário dessa imagem. Naturalizamos a escravidão a violência quatro do cinco séculos da nossa história foi assinada por uma prática de escravidão que tem por consequência gerado um Racismo institucional.
Temos ainda hoje muita dificuldade de consolidar nossa República e os valores firmados na constituinte de 1988.É uma constituição de certa forma fragilizada em que o bem público é pensado que é privado.

Alguns assuntos abordados no livro tive conhecimento prévio pelo professor Loryel Rocha do IMUB ( Instituto Mukharajj Brasilian )

Registrado em 27/10/20
Alexsandro G.de Almeida
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Priscila (@priafonsinha) 18/07/2017

Leiam!
Quando estávamos no colégio geralmente estudávamos para passar nas provas e não pegar recuperação rs. E quando crescemos parece que queremos voltar no tempo e recuperar esse conhecimento que não demos tanto valor na época, e eis um excelente livro para isso! Maduro, com fontes bem selecionadas e muito bem escrito. Desde 1500 até um pouco além da era Collor, somos apresentados com detalhes/fotos/notas à história do Brasil.
A desigualdade social, a escravidão, a violência; enfim, são abordados uma série de fatores que nos acompanham até hoje. Devemos conhecer o processo civilizatório brasileiro, principalmente por conta do momento em que vivemos, já que olhando para o passado encontramos respostas sobre como viemos parar nesta atual situação.
Ao final do livro as autoras montaram uma linha do tempo com fatos ocorridos no Brasil e no mundo.
Um calhamaço para ler sem pressa e estudarmos sempre.
Recomendadíssimo para todos!
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Edna ⢠@bagagem.literaria 07/09/2020

Brasil, mostra tua cara
Alguns trechos curiosos da história dessa Biografia que recomendo para todo brasileiro.

Sete de Setembro 1822 ? 198 anos Independencia política do Brasil.

"A 12 de outubro do mesmo ano - data que a princípio os brasileiros consideraram mais importante que o Sete de Setembro. Diz o refrão português que "bosa molhada, boda abençoada", e o casamento do imperador com a nação brasileira, a julgar pelas fortes pancadas de chuva que quase estragaram a cerimônia da aclamação, não deveria desmentir o dito."

"Para marcar a data e a continuidade da realeza, num ato carregado de significados, logo que o tempo serenou. d. Pedro e d. Leopoldina achegaram-se à varanda do Palacete do Campo de Santana _ cenário de tantas manifestações da época de João e juntos mostraram à multidão, espremida diante do Palácio, a princesa d.Maria da Glória, erguida nos braços paternos e simbolizando a continuidade do Império e, no limite, da dinastia."

"As mudanças vinham rápido....emblemas e símbolos. (...) uma nova bandeira no Brasil. O verde representava a casa dos Bragança, o amarelo a casa de Lorena usada pela familia imperial austríaca.(...)Em destaque, ainda, o losango da bandeira imperial, indisfarçável e incômoda homenagem que d. Pedro I resolvera fazer a Napoleão, apenas introduzindo sob ele o brasão monárquico, com as armas imperiais aplicadas sob as plantas do Brasil."

A data foi seguida de um ambiente nervoso, demonstrações de xenofobismo, um império dividido. aberta e insidiosa contra o fim do tráfico e questões pertinentes que duraria até 1888.

"(...) a alegria que trouxe à cidade a lei da abolição de 1888, (...) São boas essas recordações; elas tem um perfume de saudade e fazem com que sintamos a eternidade do tempo. O tempo inflexível, o tempo que, como o moço é irmão da morte, vai matando aspirações, tirando perempções, trazendo desalento, e só nos deixa na alma essa saudade do passado, às vezes composto de fúteis acontecimentos, mas que é bom sempre relembrar." Lima Barreto

"A sanha dos meus inimigos deixo o legado de minha morte: Levo o pesar de não ter podido fazer pelos humildes tudo aquilo que eu desejava." 1954 Getúlio Vargas

"Eu sei que vou te amar ?Por toda a minha vida eu vou te amar?. Essa música também foi feita por Vinicius de Moraes e Tom Jobim e se tornou a primeira canção popular no Rio de Janeiro em 1956 Tom Jobim e Vinicius de Moraes

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Alexandre Kovacs / Mundo de K 12/08/2015

Brasil: Uma Biografia - Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling
Editora Companhia das Letras - 792 páginas - Lançamento: 27/04/2015.

Não há dúvidas sobre o fato de estarmos vivendo um momento crítico e, talvez, transformador da nossa postura política, tanto por parte da sociedade quanto dos nossos representantes no Congresso. A urgência de saber mais sobre o Brasil e a trajetória que percorremos para chegar até aqui, torna a leitura desta "biografia" não autorizada muito oportuna. A interpretação do nosso passado, sendo ele remoto ou recente, muitas vezes se confunde com a ficção e o conhecimento de certas peculiaridades que influenciaram a formação da identidade nacional e do patrimônio artístico e cultural do nosso país não se apresenta como tarefa simples, mesmo para historiadores experientes, quanto mais para o leitor leigo que carrega na sua bagagem um conhecimento superficial aprendido na escola e muitas vezes manipulado ou produzido de acordo com interesses políticos e econômicos. As autoras, para contar uma nova história entre muitas outras possíveis, reuniram vasto material de referência, incluindo imagens, sem tornar o livro excessivamente acadêmico, seguindo um estilo iniciado por Boris Fausto e mais recentemente por Laurentino Gomes, autores que facilitam o entendimento do grande público, sem comprometer o rigor do fato histórico.

O período coberto pelo livro tem início antes do descobrimento — ou "invasão" em uma interpretação mais moderna — e procura interpretar os principais ciclos econômicos ao longo de mais de quinhentos anos de história, o ciclo da cana, por exemplo, que estabeleceu o sistema escravocrata, também conhecido como "infame comércio de almas", como base do sistema produtivo que possibilitou o desenvolvimento da colônia no período seiscentista, mas deixou marcas profundas e uma herança de violência em nossa sociedade que já nascia em um ambiente formado por contrastes brutais, uma mistura de paraíso e inferno na terra, representado pela "civilização do açúcar" e suas etapas produtivas nos engenhos: processamento da cana, transporte, manutenção e administração. Esta dependência da mão de obra escrava fez com que o Brasil fosse o último país a abolir a escravidão no Ocidente em 1888, uma das muitas razões para o racismo dissimulado que ainda persiste em nossa sociedade até o presente momento.

"A essas alturas, o tráfico negreiro constituía um negócio dos mais lucrativos, e alguns senhores tinham mais interesse em 'repor' um escravo morto que em ajudar na longa e dispendiosa criação de sua 'propriedade'. Por sinal, a imagem difundida de que a escravidão brasileira teria sido mais amena que a norte-americana, uma vez que por lá teriam existido engenhos especializados na 'criação de escravos', é mais teórica do que real. Os motivos que explicam tal conduta nada têm de humanitários, e são o mais das vezes de ordem pragmática e comercial. Era custoso manter um escravo criança até que atingisse a idade produtiva. Portanto, melhor comprar um 'novo' nos mercados abertos das cidades, os quais expunham os africanos como peças, coisas e bens. Os preços também variavam conforme o 'uso': mulheres e crianças eram menos bem avaliadas que homens e adultos. Antes dos oito anos eram crianças, depois dos 35, velhos, pouco aproveitáveis no trabalho pesado da cana. O 'envelhecimento' ocorria cedo, assim como o fim da adolescência: a partir de oito anos e até os doze um escravo já era classificado como adulto (...) a civilização do açucar originou um local de extremos: o doce da cana se fez às custas do travo da escravidão. Um mundo verdadeiramente novo, no sentido de diferente, ia sendo criado. Amargo açúcar, ardida doçura." (págs. 77 e 78).

A transferência da família real, ameaçada por Napoleão na Europa e, consequentemente, a mudança da própria administração da metrópole para o Brasil, promovido à categoria de Reino Unido de Portugal e Algarves, é um dos fatos políticos mais marcantes da formação de nossa identidade nacional. Em 1808, a colônia transformava-se em sede do império português, uma inversão de valores nunca antes vista na história, e que provocou uma série de ações progressistas como a criação do Banco do Brasil no mesmo ano, além do banho de civilização recebido pela cidade do Rio de Janeiro. No entanto a logística para a mudança da corte e todo o aparato da monarquia não foi nada simples, envolvendo o transporte de aproximadamente 15 mil pessoas, assim como os transtornos decorrentes desta verdadeira população que enfrentou todo o tipo de problemas durante a travessia do Atlântico, desde a falta de acomodações e condições precárias de higiene a bordo das naus da esquadra portuguesa até a insuficiência de provisões.

"E o plano era complexo. Afinal seguiriam viagem, junto com os Bragança, alguns poucos funcionários selecionados, mas também várias famílias — as dos conselheiros e ministros de Estado, da nobreza, da corte e dos servidores da casa real. Não eram indivíduos isolados que fugiam às pressas, e sim a sede do Estado português que mudava de endereço, com seu aparelho administrativo e burocrático, seu tesouro, suas repartições, secretarias, tribunais, arquivos e funcionários. Acompanhava a rainha e o príncipe regente tudo aquilo que representasse a monarquia: os personagens, os paramentos, os costumeiros rituais de corte e cerimoniais religiosos, as instituições, o erário, os emblemas... Enfim todo o arsenal necessário para sustentar a dinastia e os negócios do governo de Portugal e a eles dar continuidade" (pág. 163).

A independência do Brasil, declarada por d. Pedro I em 1822, e o fim da monarquia foram eventos conduzidos surpreendentemente pela própria monarquia, como resultado de uma estratégia política de manutenção do poder, procedimento inusitado e inédito na história das colônias. A solução de continuidade "parecia uma contradição em seus próprios termos, dado que na conjuntura era difícil imaginar um processo de emancipação nas Américas sem prever, como decorrência, a instalação de um regime republicano". De qualquer forma, através de uma transição gradual e da implementação de uma "monarquia constitucional representativa", que ainda durou 67 anos, acabamos chegando à proclamação da república somente em 1889, encerrando a soberania de d. Pedro II e instituindo o marechal Deodoro da Fonseca como o primeiro presidente da república.

Outros marcos importantes foram os sucessivos governos da era Getúlio Vargas, o primeiro período de 1930 a 1945 que culminou na ditadura do Estado Novo e o período em que foi eleito democraticamente, de 1951 até o seu suicídio em 1954, fato que o eternizou na memória do povo como um herói da pátria. Não há como não admitir a importância dos avanços sociais (principalmente na área trabalhista) e entre os maiores feitos de Getúlio podemos destacar a criação da carteira de trabalho em 1932, os direitos trabalhistas da Constituição de 1934, a Companhia Siderúrgica Nacional em 1941, a Companhia Vale do Rio Doce em 1942, a CLT (Consolidação das Leis do trabalho) em 1943, o BNDES em 1952 e finalmente o monopólio estatal do petróleo com a fundação da Petrobras em 1953.

O Plano de Metas, "cinquenta anos em cinco", de Juscelino Kubitscheck, foi certamente fundamental para o desenvolvimento do país e a inauguração de Brasília em 1960 o fruto de "uma conjunção rara de quatro loucuras: a de JK, de Israel Pinheiro, Niemeyer e Lúcio Costa" como bem resumiu Otto Lara Resende, mas o que definitivamente não poderia faltar em uma obra como esta foi o sofrido processo de redemocratização iniciado em 1985 com a eleição de Tancredo Neves pelo Colégio eleitoral, a posse forçada de José Sarney devido à inesperada morte de Tancredo e, finalmente, a eleição direta de Fernando Collor em 1989 — a primeira realizada pelo voto popular desde 1961 — encerrando o longo período de governo dos militares que se alternaram no comando do poder Executivo, através dos generais: Castello Branco (1964-67), Costa e Silva (1967-69), Garrastazu Médici (1969-74), Ernesto Geisel (1974-79) e João Figueiredo (1979-85).

"Em 1975, as versões de suicídio divulgadas pelos militares tinham virado rotina: quase cinco meses antes da morte de Herzog, o tenente José Ferreira de Almeida também teria se suicidado na mesma cela, com outra tira de pano que não existia e na mesma posição. Pouco mas de dois meses após o assassinato de Herzog, a morte do operário Manoel Fiel Filho, nas dependências do Codi-DOI paulista, produziu versão idêntica. Fiel Filho foi o 39° caso de suicídio de prisioneiro político da ditadura e o 19º a se enforcar — em dois desses casos, os presos teriam se enforcados sentados." (pág. 472)

A história é contada até a eleição de 1994, conquistada por Fernando Henrique Cardoso devido ao plano Real (o livro oferece uma tabela cronológica muito prática em seu final que compara importantes marcos históricos do Brasil e do mundo) e chegamos finalmente aos eventos mais recentes com os governos sucessivos do PT, à partir da primeira eleição de Lula em 2003, sua reeleição em 2006 e os dois mandatos de Dilma Rousseff, desde 2011 até a crise de popularidade atual devido às investigações sobre o mensalão e da operação lava jato, escândalos que atingiram as lideranças do PT, Diretores da Petrobras e as principais empresas construtoras brasileiras. Um livro assim ficará sempre incompleto, mas por outro lado nos leva a refletir sobre a importância do momento histórico que estamos vivendo e a responsabilidade de preservar os valores democráticos.
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Thiago Martins 16/03/2020

A História é sempre necessária
Sempre gostei de ler sobre a História desde a epoca da escola. E depois de algum tempo longe da leitura, procurava um livro que me reapresentasse um panorama geral, antes de eu me aprofundar em temas mais específicos.
E este livro gostoso de ler cumpriu esse papel. E não digo que seja superficial, pelo contrario. De uma maneira fluída e analítica, vai passando e contando as diversas fases da biografia do nosso querido país.
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Luana.Rayalla 16/09/2020

Muito interessante!!
eu gostei bastante do livro mas confesso que demorou para me entreter com o livro, mas sem duvida uma obra muito importante. Conhecia, acredito eu, que a maioria de vários fatos entretanto me trouxe alguns conhecimentos novos: do Padre Feijó - por defender o fim do celibato perdeu o apoio da igreja, a revolta dos malés, a figura do Cosme Bento, a Lei de Terras que me fez refletir o quanto a mesma contribuiu para vários problemas agrários brasileiros - ainda mais comparando com EUA - e por fim me fez analisar mais profundamente o período regencial que segundo o Gilberto Freyre: “um período de tão frequentes conflitos sociais e de cultura entre grupos da população”
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Cleiton.Duarte 31/03/2020

Conhecer nossa história e também sobre politica um que já li a um tempo atras valeu apena e indico a leitura!
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Fábio Perrucci 12/07/2020

Leitura obrigatória para entender o momento atual
A obra traz um raio-x bastante detalhado das trapalhadas que o Brasil cometeu ao longo de sua história.
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Rodriguinho @literario.rojo 31/07/2020

Começo esse breve relato com uma frase das autoras em sua introdução desta obra que diz: "treinar a imaginação para sair em visita". Pós um mês de leitura dessa obra obrigatória sobre a história do Brasil que busca contar nossa jovem trajetória quanto formação de nação, as autoras abordam de maneira prática muitos pontos principalmente no período colonial do nosso país de forma que obtive maior compreensão em algumas passagens da história o que me fez ficar mais inteirado nesse relato e que instigou na continuação e tentar interpretar alguns pontos ainda incompreendidos por mim. A frase em questão é uma deixa para que se possa buscar mais fontes referentes algumas questões abordadas no livro que despertou minha curiosidade na compreensão histórica no que condiz ao preconceito silencioso e perverso enraizado no nosso cotidiano durante a formação quanto nação e as transformações que construíram o "fazendão" em questão. 
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Mauricio 08/05/2020

Hoje é sempre ontem
O título desta resenha, (Hoje é sempre ontem) vem de uma obra de 1972 de Weslei Duke Lee exposta no MAM do Rio, onde há a foto colorida da bandeira do Brasil com a imagem do que parece ser uma família tradicional no círculo da bandeira e abaixo essa frase contrastando em preto e branco: HOJE É SEMPRE ONTEM. Toda a imagem está com aspecto sujo com um material que parece ser algo dourado, terra ou areia e sobre a imagem também há uma figura que parece ser uma linha de costura com alguns botões. Diz bem sobre a imagem do Brasil que vi nesse livro, um país contrastante, do colorido com o preto e branco, do novo com o velho, da sujeira-pobreza com a riqueza.
A narrativa é bem envolvente, além dos desdobramentos políticos e econômicos principais, as autoras abordam os movimentos culturais, os costumes, tendências e as grandes influências de cada período o que nos faz de certa maneira entrar na mentalidade das pessoas daquelas épocas e assim entendemos melhor os acontecimentos de suas perspectivas. Nos períodos após a República Velha o livro fica bem interessante e na medida que o período se torna mais recente, mais sentimos os reflexos nos dias atuais.
Livro extenso, cheio de imagens ao final, mas uma verdadeira biografia do Brasil.
O livro foi finalizado em 2015, no calor das manifestações anti corrupção e pelo impeachment da Dilma. Não aborda os anos do PT e mesmo os do FHC. Achei prudente, por serem eventos mais recentes, talvez ainda não deixaram suas marcas principais, até por que para além da fumaça diária dos noticiários, na história o que fica é o legado e esse legado recente talvez ainda esteja em formação na concepção das autoras. Mas com a historia bem fundamentada nos períodos anteriores, é bem fácil tirarmos as nossas conclusões.
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Marney.Garrido 22/03/2020

Excelente
Na obra, as autoras, Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, se propõem a fazer "do Brasil uma história" relatando as ambiguidades e contradições da nação na medida em que se desenvolve seu processo de afirmação frente ao mundo e o que significaria ser brasileiro.
Tais contradições e ambiguidades estariam presentes desde a formação populacional da nação, de como o brasileiro gosta de se reconhecer, até sua forma de fazer política, economia e de interação social.
O livro tem a qualidade de reunir ainda o rigor acadêmico, com muitas referências e consultas a arquivos diverso, com uma linguagem acessível ao público de várias áreas, tornando sua leitura agradável. Porém não sem causar, por vezes, angústia e frustração no que diz respeito à nossa própria trajetória como nação. Mas, ao mesmo tempo, traz um fato que pode ser tido como positivo no que diz respeito ao protagonismo dos brasileiros, que é a sua capacidade de articulação; indo de encontro com a ideia que se tem de um povo brasileiro sempre passivo e pacífico.
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Laura 10/06/2020

Angustiante e necessário.
Nessa obra de cunho político e social, Brasil: Uma Biografia nos conduz aos momentos cruciais do Brasil desde a sua "descoberta", até o mandato de FHC, além de uma minúscula pincelada no governo Lula e Dilma no capítulo de conclusão.
Manifesto aqui a infeliz observação de escassez de participação (reconhecida) de mulheres na construção da história. Assim como a insistência angustiante dos relatos normatizados ao se esforçarem por fazerem do passado do Brasil uma história pacífica.
É verdade que verificamos a extrema desigualdade desde o princípio da chegada do homem branco, assim como a manutenção dos privilégios da elite, não importa o quê. Mas é igualmente verdade a luta dos oprimidos por uma melhoria. Não achem que nossos direitos foram dados de bom grado.
Você, leitor, peço que divulgue as revoluções, os motins e todas as manifestações feitas pela população pobre, preta e indígena. Que seus nomes sejam conhecidos e seus exemplos transmitidos. Que suas mortes não tenham sido em vão. Que sejamos conscientes da fragilidade da nossa democracia.
Sim, frágil. Especialmente na atual conjuntura política. Medidas autoritárias e violentas estão sendo repetidas. Informações manipuladas. Fiquemos atentos!
Vigiem os que detêm o poder, e se vigiem também. Que não sejamos massa de manobra para a contínua corrupção. Vamos por fim a essa história de "jeitinho brasileiro" vamos parar de naturalizar a corrupção, o autoritarismo e a quebra de direitos civis e humanos. Tomemos conhecimento da nossa história e defendamos a nossa democracia.
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Juliana Tavares 08/05/2018

Pente-fino na história do Brasil
É indiscutível que este livro, de fato, possui um trabalho de pesquisa formidável. A linguagem também não fica para trás. Quem quiser mergulhar na história desse país tão gigante na sua complexidade é só recorrer à esta obra.

No entanto, teve um detalhe que me deixou um pouco insatisfeita com o livro. A disposição das imagens acabou cortando o clima da leitura e deixou a experiência por muitas vezes enfadonha.

Sendo esta uma obra densa, com parágrafos enormes e totalizando mais de 600 páginas, eu acredito que as imagens poderiam ter sido utilizadas para trazer mais leveza para a experiência literária.

Para pessoas que, assim como eu, têm o hábito de ler no metrô, é muito desconfortável parar na página 16 para ir até meados da página 140 onde está a foto mencionada na página 16. Isso não faz sentido para mim.

Acho que foi um tiro no pé o fato de os editores não terem tido essa preocupação em explorar as imagens no decorrer do livro. Sem dúvida eu teria aproveitado mais a leitura.
Filipe Dias (Canal Filiperama) 05/06/2018minha estante
Estou lendo o livro e estou tenho a mesma opinião que você. Sem contar que as imagens são citadas fora de ordem. Isso também atrapalha um pouco.




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