Brasil: Uma Biografia

Brasil: Uma Biografia Lilia Moritz Schwarcz




Resenhas - Brasil: Uma Biografia


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Gustota 23/07/2015

Um livro de história clássico atualizado
O livro "Brasil: Uma Biografia" é uma abordagem culturalista da história do Brasil com devidas atualizações históricas e novas confrontações de velhos fatos. O trabalho das autoras traz aquilo que gostamos nos livros de história clássicos: fartas gravuras, detalhamentos da vida social, paralelos da vida pessoal de figuras notórias com suas trajetórias com a nação. Aliás, para esse livro, a máxima de que "a história nada mais é que a biografia de figuras notórias" cabe como uma luva.

O período analisado vai da ideia de viagem ao Brasil (não da "descoberta", mas de um planejamento para a consciência da Coroa Portuguesa de que havia algo lá e não eram as Índias) para mais ou menos a eleição de Fernando Henrique em 1994, resumindo em menos de um parágrafo as três sequências eleitorais de reeleições. Isso é deveras frustrante, visto que nas imagens é destacado o momento das Jornadas de Junho. Acho que faltou um pouco de coragem e ousadia das autoras em analisar esse momento, perdendo a oportunidade de serem pioneiras em inserir uma análise dessas num livro de história do Brasil. Talvez foi feito em termos de se manterem neutras em relação à política contemporânea. Novamente é uma pena, pois o período não incluído de análise (todo o pós ditadura) é muito rico em questões sociais e culturais e foi tratado com menor cuidado.

Esse livro é muito feliz em montar um mapa da história que não une só política e economia, como joga também no lado dos costumes sociais e produções culturais. Não pretende criar teorias totalizantes que explicam de forma radicalmente inovadora nosso país nem tentam redimir novos grupos sociais culpabilizando velhos inimigos. Tem um forte espírito do padrinho Gilberto Freyre e do Sérgio Buarque de Hollanda, sem entretanto querer amenizar as rusgas raciais ou fixar um temperamento histórico para o brasileiro.
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Alexandre Kovacs / Mundo de K 12/08/2015

Brasil: Uma Biografia - Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling
Editora Companhia das Letras - 792 páginas - Lançamento: 27/04/2015.

Não há dúvidas sobre o fato de estarmos vivendo um momento crítico e, talvez, transformador da nossa postura política, tanto por parte da sociedade quanto dos nossos representantes no Congresso. A urgência de saber mais sobre o Brasil e a trajetória que percorremos para chegar até aqui, torna a leitura desta "biografia" não autorizada muito oportuna. A interpretação do nosso passado, sendo ele remoto ou recente, muitas vezes se confunde com a ficção e o conhecimento de certas peculiaridades que influenciaram a formação da identidade nacional e do patrimônio artístico e cultural do nosso país não se apresenta como tarefa simples, mesmo para historiadores experientes, quanto mais para o leitor leigo que carrega na sua bagagem um conhecimento superficial aprendido na escola e muitas vezes manipulado ou produzido de acordo com interesses políticos e econômicos. As autoras, para contar uma nova história entre muitas outras possíveis, reuniram vasto material de referência, incluindo imagens, sem tornar o livro excessivamente acadêmico, seguindo um estilo iniciado por Boris Fausto e mais recentemente por Laurentino Gomes, autores que facilitam o entendimento do grande público, sem comprometer o rigor do fato histórico.

O período coberto pelo livro tem início antes do descobrimento — ou "invasão" em uma interpretação mais moderna — e procura interpretar os principais ciclos econômicos ao longo de mais de quinhentos anos de história, o ciclo da cana, por exemplo, que estabeleceu o sistema escravocrata, também conhecido como "infame comércio de almas", como base do sistema produtivo que possibilitou o desenvolvimento da colônia no período seiscentista, mas deixou marcas profundas e uma herança de violência em nossa sociedade que já nascia em um ambiente formado por contrastes brutais, uma mistura de paraíso e inferno na terra, representado pela "civilização do açúcar" e suas etapas produtivas nos engenhos: processamento da cana, transporte, manutenção e administração. Esta dependência da mão de obra escrava fez com que o Brasil fosse o último país a abolir a escravidão no Ocidente em 1888, uma das muitas razões para o racismo dissimulado que ainda persiste em nossa sociedade até o presente momento.

"A essas alturas, o tráfico negreiro constituía um negócio dos mais lucrativos, e alguns senhores tinham mais interesse em 'repor' um escravo morto que em ajudar na longa e dispendiosa criação de sua 'propriedade'. Por sinal, a imagem difundida de que a escravidão brasileira teria sido mais amena que a norte-americana, uma vez que por lá teriam existido engenhos especializados na 'criação de escravos', é mais teórica do que real. Os motivos que explicam tal conduta nada têm de humanitários, e são o mais das vezes de ordem pragmática e comercial. Era custoso manter um escravo criança até que atingisse a idade produtiva. Portanto, melhor comprar um 'novo' nos mercados abertos das cidades, os quais expunham os africanos como peças, coisas e bens. Os preços também variavam conforme o 'uso': mulheres e crianças eram menos bem avaliadas que homens e adultos. Antes dos oito anos eram crianças, depois dos 35, velhos, pouco aproveitáveis no trabalho pesado da cana. O 'envelhecimento' ocorria cedo, assim como o fim da adolescência: a partir de oito anos e até os doze um escravo já era classificado como adulto (...) a civilização do açucar originou um local de extremos: o doce da cana se fez às custas do travo da escravidão. Um mundo verdadeiramente novo, no sentido de diferente, ia sendo criado. Amargo açúcar, ardida doçura." (págs. 77 e 78).

A transferência da família real, ameaçada por Napoleão na Europa e, consequentemente, a mudança da própria administração da metrópole para o Brasil, promovido à categoria de Reino Unido de Portugal e Algarves, é um dos fatos políticos mais marcantes da formação de nossa identidade nacional. Em 1808, a colônia transformava-se em sede do império português, uma inversão de valores nunca antes vista na história, e que provocou uma série de ações progressistas como a criação do Banco do Brasil no mesmo ano, além do banho de civilização recebido pela cidade do Rio de Janeiro. No entanto a logística para a mudança da corte e todo o aparato da monarquia não foi nada simples, envolvendo o transporte de aproximadamente 15 mil pessoas, assim como os transtornos decorrentes desta verdadeira população que enfrentou todo o tipo de problemas durante a travessia do Atlântico, desde a falta de acomodações e condições precárias de higiene a bordo das naus da esquadra portuguesa até a insuficiência de provisões.

"E o plano era complexo. Afinal seguiriam viagem, junto com os Bragança, alguns poucos funcionários selecionados, mas também várias famílias — as dos conselheiros e ministros de Estado, da nobreza, da corte e dos servidores da casa real. Não eram indivíduos isolados que fugiam às pressas, e sim a sede do Estado português que mudava de endereço, com seu aparelho administrativo e burocrático, seu tesouro, suas repartições, secretarias, tribunais, arquivos e funcionários. Acompanhava a rainha e o príncipe regente tudo aquilo que representasse a monarquia: os personagens, os paramentos, os costumeiros rituais de corte e cerimoniais religiosos, as instituições, o erário, os emblemas... Enfim todo o arsenal necessário para sustentar a dinastia e os negócios do governo de Portugal e a eles dar continuidade" (pág. 163).

A independência do Brasil, declarada por d. Pedro I em 1822, e o fim da monarquia foram eventos conduzidos surpreendentemente pela própria monarquia, como resultado de uma estratégia política de manutenção do poder, procedimento inusitado e inédito na história das colônias. A solução de continuidade "parecia uma contradição em seus próprios termos, dado que na conjuntura era difícil imaginar um processo de emancipação nas Américas sem prever, como decorrência, a instalação de um regime republicano". De qualquer forma, através de uma transição gradual e da implementação de uma "monarquia constitucional representativa", que ainda durou 67 anos, acabamos chegando à proclamação da república somente em 1889, encerrando a soberania de d. Pedro II e instituindo o marechal Deodoro da Fonseca como o primeiro presidente da república.

Outros marcos importantes foram os sucessivos governos da era Getúlio Vargas, o primeiro período de 1930 a 1945 que culminou na ditadura do Estado Novo e o período em que foi eleito democraticamente, de 1951 até o seu suicídio em 1954, fato que o eternizou na memória do povo como um herói da pátria. Não há como não admitir a importância dos avanços sociais (principalmente na área trabalhista) e entre os maiores feitos de Getúlio podemos destacar a criação da carteira de trabalho em 1932, os direitos trabalhistas da Constituição de 1934, a Companhia Siderúrgica Nacional em 1941, a Companhia Vale do Rio Doce em 1942, a CLT (Consolidação das Leis do trabalho) em 1943, o BNDES em 1952 e finalmente o monopólio estatal do petróleo com a fundação da Petrobras em 1953.

O Plano de Metas, "cinquenta anos em cinco", de Juscelino Kubitscheck, foi certamente fundamental para o desenvolvimento do país e a inauguração de Brasília em 1960 o fruto de "uma conjunção rara de quatro loucuras: a de JK, de Israel Pinheiro, Niemeyer e Lúcio Costa" como bem resumiu Otto Lara Resende, mas o que definitivamente não poderia faltar em uma obra como esta foi o sofrido processo de redemocratização iniciado em 1985 com a eleição de Tancredo Neves pelo Colégio eleitoral, a posse forçada de José Sarney devido à inesperada morte de Tancredo e, finalmente, a eleição direta de Fernando Collor em 1989 — a primeira realizada pelo voto popular desde 1961 — encerrando o longo período de governo dos militares que se alternaram no comando do poder Executivo, através dos generais: Castello Branco (1964-67), Costa e Silva (1967-69), Garrastazu Médici (1969-74), Ernesto Geisel (1974-79) e João Figueiredo (1979-85).

"Em 1975, as versões de suicídio divulgadas pelos militares tinham virado rotina: quase cinco meses antes da morte de Herzog, o tenente José Ferreira de Almeida também teria se suicidado na mesma cela, com outra tira de pano que não existia e na mesma posição. Pouco mas de dois meses após o assassinato de Herzog, a morte do operário Manoel Fiel Filho, nas dependências do Codi-DOI paulista, produziu versão idêntica. Fiel Filho foi o 39° caso de suicídio de prisioneiro político da ditadura e o 19º a se enforcar — em dois desses casos, os presos teriam se enforcados sentados." (pág. 472)

A história é contada até a eleição de 1994, conquistada por Fernando Henrique Cardoso devido ao plano Real (o livro oferece uma tabela cronológica muito prática em seu final que compara importantes marcos históricos do Brasil e do mundo) e chegamos finalmente aos eventos mais recentes com os governos sucessivos do PT, à partir da primeira eleição de Lula em 2003, sua reeleição em 2006 e os dois mandatos de Dilma Rousseff, desde 2011 até a crise de popularidade atual devido às investigações sobre o mensalão e da operação lava jato, escândalos que atingiram as lideranças do PT, Diretores da Petrobras e as principais empresas construtoras brasileiras. Um livro assim ficará sempre incompleto, mas por outro lado nos leva a refletir sobre a importância do momento histórico que estamos vivendo e a responsabilidade de preservar os valores democráticos.
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Priscila (@priafonsinha) 18/07/2017

Leiam!
Quando estávamos no colégio geralmente estudávamos para passar nas provas e não pegar recuperação rs. E quando crescemos parece que queremos voltar no tempo e recuperar esse conhecimento que não demos tanto valor na época, e eis um excelente livro para isso! Maduro, com fontes bem selecionadas e muito bem escrito. Desde 1500 até um pouco além da era Collor, somos apresentados com detalhes/fotos/notas à história do Brasil.
A desigualdade social, a escravidão, a violência; enfim, são abordados uma série de fatores que nos acompanham até hoje. Devemos conhecer o processo civilizatório brasileiro, principalmente por conta do momento em que vivemos, já que olhando para o passado encontramos respostas sobre como viemos parar nesta atual situação.
Ao final do livro as autoras montaram uma linha do tempo com fatos ocorridos no Brasil e no mundo.
Um calhamaço para ler sem pressa e estudarmos sempre.
Recomendadíssimo para todos!
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Igor13 18/07/2018

Visão feminina bem vinda
O livro não vai agradar a todos. Ao escrever sobre um período tão longo e diverso, é impossível não ser muito seletivo (nesse caso seletiva) no foco dado para cada 'macro' época, digamos assim.

Achei o estilo diferente do que estava acostumado e foi interessante.

Não acho que seja um livro somente para ser lido uma vez e deixado de lado. Serve como referência de pesquisa.
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Dayse Lima 22/03/2017

Essencial...
Belo livro. Uma jornada interessantíssima pelos caminhos e descaminhos da história do país e, nestes tempos tão turbulentos, uma necessária visita à formação dos partidos e quadros da política nacional. A era Vargas, em especial, mostra-se fundamental para entender os alinhamentos politicos que ainda hoje assombram eleitores.
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iviegas 24/12/2015

Terminei
Finalmente terminei esse livro, o gostinho de terminar um livro é sempre muito bom, e esse então... foram meses de leitura acompanhado de leituras paralelas, na verdade foi um grande estudo onde eu tive que recorrer constantemente ao wikipédia, dicionários. Na verdade a proposta das autoras é relatar os acontecimento sempre dando uma conciência e reflexão. Algumas coisas me surpreenderam, pelo fato de ser ignorante ao assunto, como a causa escrava do índio e o negro, que são nosso verdadeiro passado e as marcas estão aí, outros assuntos descordei pois já tinha um conhecimento prévio. É um livro preciso nos fatos mas as reflexões das escritoras faz jus ao nome do livro, Brasil: uma biografia, fazendo-se uma leitura agradável e quase inesquecível. Esse foi o primeiro passo que dei e que continuarei em 2016 (depois mostro a lista dos livros que irei ler, tangendo pro lado histórico brasileiro). Depois desse livro meu interesse por Brasil aumentou, naturalmente, e fico cogitando várias coisas que não caberiam aqui. Indico, por vários motivos, esse livro. E certamente recorrerei várias vezes ao seu aprendizado. Nasce, hoje, um ativista que ano que vem vai traçar e confirmar suas causas e caminhos a seguir. A culpa toda foi da história do meu país que, embora pouco tenha me aprofundado, desde já, me comoveu profundamente.
Eddington 05/05/2016minha estante
Ao concluir o livro também tive um interesse em aumentar o conhecimento sobre a história brasileira. Se puder, me passe as obras que tem interesse em ler no futuro.




Juliana Tavares 08/05/2018

Pente-fino na história do Brasil
É indiscutível que este livro, de fato, possui um trabalho de pesquisa formidável. A linguagem também não fica para trás. Quem quiser mergulhar na história desse país tão gigante na sua complexidade é só recorrer à esta obra.

No entanto, teve um detalhe que me deixou um pouco insatisfeita com o livro. A disposição das imagens acabou cortando o clima da leitura e deixou a experiência por muitas vezes enfadonha.

Sendo esta uma obra densa, com parágrafos enormes e totalizando mais de 600 páginas, eu acredito que as imagens poderiam ter sido utilizadas para trazer mais leveza para a experiência literária.

Para pessoas que, assim como eu, têm o hábito de ler no metrô, é muito desconfortável parar na página 16 para ir até meados da página 140 onde está a foto mencionada na página 16. Isso não faz sentido para mim.

Acho que foi um tiro no pé o fato de os editores não terem tido essa preocupação em explorar as imagens no decorrer do livro. Sem dúvida eu teria aproveitado mais a leitura.
Filipe Dias (Canal Filiperama) 05/06/2018minha estante
Estou lendo o livro e estou tenho a mesma opinião que você. Sem contar que as imagens são citadas fora de ordem. Isso também atrapalha um pouco.




Jessé 10/09/2015

Livro de Cabeceira
Leitura indispensável para quem conhecer e entender sobra a história do Brasil.
Em forma de ensaio, aborda de forma clara, simples, objetiva e agradável praticamente 500 anos de história.

Óbvio que não se pode achar que este livro dará conta de detalhar com riqueza toda a história de um país e seu povo, mas ele apresenta um panorama excepcional dos principais acontecimentos e etapas da formação da sociedade brasileira.


Apresenta fotos de uma riqueza enorme e, traz em anexo uma linha do tempo marcando os principais fatos ocorridos no Brasil e no Mundo.
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Igor 09/05/2016

Brasile sua eterna construção
Há Quatro meses atrás ao começar a leitura do livro,não imaginava que ao fim do livro a sensação seria tão boa,as autoras mergulham a fundo na formação de um Brasil que de certo,só a sua interminada formação,sem se prender a uma narrativa cansativa e nem a uma linguagem erudita,nos presenteiam com um passeio de forma cronológica pelos eventos mais marcantes que formaram os alicerces necessários para nos situarmos onde hoje estamos,uma obra essencial para quem deseja um olhar atento,rico em detalhes e informações e crítico,sobre como nossa sociedade foi sendo moldada por esses "5 séculos de descobrimento".Com um belo acervo de fotos que ajudam a ilustrar os fatos descritos no livro,e um projeto editorial caprichado,Brasil:Uma Biografia é um livro que merece um olhar atencioso,um prato cheio para quem gosta de história.
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Nélio 24/05/2016

Com tanta coisa acontecendo e sendo dita sobre o Brasil e o momento político pelo qual estamos passando, fiquei muito curioso sobre muitos pontos da nossa história. É claro que sempre sabemos algumas coisas dos fatos que se passaram, mas sentia falta de algo mais concreto sobre, principalmente, a história a partir de Vargas. Eis o motivo da escolha do livro, pois, na verdade, ler um livro “de história” nunca me apeteceu...... mas decidi por ele... e...
Gostei muito!
Que coisa legal de se ler! As autoras construíram uma narrativa muito prazerosa de se ler. É claro que minha vontade em saber sobre deve ter contribuído, mas acredito que elas narraram com maestria os fatos históricos e foram criando um ar de “o que contamos está acontecendo ali, do outro lado da página, veja você mesmo”... adorei, pois fui “vislumbrando” os acontecimentos, as tramoias dos políticos de plantão...
E como foi bom poder traçar paralelos entre o passado e personagens e fatos atuais! Gostaria, inclusive, de aponta-los, mas estou correndo de polêmicas e mimimis. Vou deixar para depois...
Só quero citar o papel dos vice-presidentes (diferenças e semelhanças!), as lutas de classes, as “conquistas” sociais e trabalhistas e a atuação dos meios de comunicação como exemplos do muito que podemos buscar analisar por um viés histórico-social com o intuito de compreender o hoje...
Meu desejo, agora, é voltar-me para a literatura (de autores “clássicos”) produzida sobre e durante o século XX. Já escolhi alguns...
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Lais.Dutra 22/11/2015

Completo
Ótimo livro pra quem quer entender em detalhes a história do Brasil em ordem cronológica até os dias de hoje. É longo, mas vale a pena.
MARIO 21/06/2016minha estante
Interessante é observar que no livro, as autores não se prendem completamente à cronologia. Por vezes tratam de um assunto em um determinado contexto temporal, mas se permitem avançar ou retroceder alguns anos ou décadas para mostrar origens e impactos.




Davi.Lima 25/11/2017

Brasil...
Essa obra alimentou mais ainda meu fascínio pela história do Brasil.
A junção da antropologia com a história resulta nessa fascinante demonstração da história do Brasil.
O retrato político, social e cultural do país, é demonstrado de uma maneira fascinante.
Em cada parte do livro dedicada a um determinado período da história do Brasil, é mostrado a situação social e política do Brasil naquele período, gerando então, uma reflexão sobre o Brasil contemporâneo.
A escravidão no império, o autoritarismo na 1° República, a política de Vargas, a tortura na ditadura e o pequeno período de democracia no Brasil é abordado no livro de uma forma profunda para levar o leitor ao período.
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Peter 03/06/2019

Não funcionou como biografia
Primeiro, tenho que confessar que nunca li uma biografia, então criei algumas expectativas, principalmente que as autoras trariam um diálogo dos eventos e como eles marcaram a população e as estruturas e instituições sociais, já que Lilia é também antropóloga, e Heloisa, cientista política.
Assim, o livro dividido em 18 capítulos, e cada um com "artigos", faz um excelente panorama histórico do país desde o descobrimento até o fim da década de 90 (os eventos de 2015-2017 são abordados no pós-escrito), mas acaba ficando em "evento histórico por evento histórico" e pra mim que já nos gosta muito de história, não trouxe nenhuma novidade surpreendente. Vejo como um excelente livro de história, quem gosta vai amar, mas elas poderiam ter trazido mais esse análise crítica, mesmo que num capítulo final.
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@moisesffelipe 02/05/2019

Leitura envolvente
Esse livro é simplesmente apaixonante. Com uma precisão impressionante, me envolvi de tal maneira que terminei a leitura em tempo recorde. A história do Brasil é extremamente complexa e esse livro vem iluminar um pouco mais o caminho que estamos trilhando. Muitos dos problemas e conflitos nacionais tem raízes profundas e entender os fatos é de fundamental importância. As autoras trabalham com 99% de isenção política, o que é raro em uma sociedade extremamente polarizada na atualidade.
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Leituras do Sam 01/02/2018

Para o Brazil conhecer o Brasil
Biografar um personagem tão ambíguo, multifacetado e que se transformou ao longo dos seus mais de cinco séculos de vida não é tarefa fácil, ainda mais em um país em que a história parece nao ser muito valorizada. O desafio das autoras Lilia M Schwarcz e Heloísa M. Starling era enorme, mas com competência elas conseguiram tornar a história do Brasil atraente mesmo para aqueles que não querem saber nada do Brasil.
Usando uma linguagem acessível e ao mesmo tempo densa, as autoras em sua narrativa abrangem a política, os aspectos sociais e culturais , utilizando-se da música, literatura e artes no geral para tentar montar o quebra-cabeça que é a formação do Brasil.
Sinceras, assumem o que sabem e o que ainda é dúvida sobre muitos fatos históricos; não se furtam a dar nomes e de firmarem seus pontos de vistas principalmente em questões sociais como a escravidão e ditadura política/militar.
Nas mais de 500 páginas temos então um panorama bem costurado dos fatos históricos com o cotidiano do povo brasileiro e sua cultura, resistência, luta e contradições inerentes a um povo nascido da mistura de muitos outros povos.

@leiturasdosamm
Hellen.Olliver 01/02/2018minha estante
To enteressada em ler , e a culpa não é das estrelas é sua haha


Leituras do Sam 03/02/2018minha estante
Hahaha.
Que ótimo!
Leia e vc não vai se arrepender e sim só adquirir conhecimento. Abraços.


Carlos 03/02/2018minha estante
Bela, resenha. Tô com esse calhamaço aqui do lado. Você leu de uma vez ou dividiu a leitura?


Carlos 03/02/2018minha estante
Belíssima resenha. Tô com esse calhamaço aqui do lado e você acabou me motivando a lê -lo. Você leu de uma vez ou fez alguma divisão?


Leituras do Sam 03/02/2018minha estante
Valeu Carlos.
Eu li de uma vez, os capítulos são até que curtos e abrangem alguma fase importante e já fazendo introdução para o próximo, então a leitura é bem fluida.


Filipe Dias (Canal Filiperama) 05/06/2018minha estante
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