Garota Oculta

Garota Oculta Shyima Hall
Lisa Wysocky




Resenhas - Garota Oculta


10 encontrados | exibindo 1 a 10


bawbara 11/06/2019

Inspirador!
Posso dizer sem medo de errar que esse livro mudou minha vida e o que eu pensava sobre livro biográficos.
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LisboaPB 29/04/2019

Recomendo!
Recomendo este livro pois lhe trará bastante informação que carregará por toda a vida. Leitura obrigatória!
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Cami 15/01/2019

Uns dos meus favoritos.
Esse foi a primeira biografia que eu li e amei. A história me chocou na época, me cativou muito e acredito que me mudou a forma de ser e pensar e ter como ter empatia é importante. Uma história no qual me marcou.
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Brenda 21/12/2018

Garota Oculta: um convite à luta contra a exploração de pessoas.
A autobiografia é um gênero literário no qual um alguém narra sua própria trajetória, escrevendo uma biografia de si mesmo. Dentre tantos alguéns que decidiram pôr em palavras a própria história e contá-la ao mundo, dediquei o tempo de leitura à Shyima Hall e sua produção autobiográfica intitulada “Garota Oculta: a história real de uma menina escrava nos dias de hoje”.
Em um livro de 248 páginas distribuídas entre dezessete capítulos, um epílogo, uma receita de charutos de folhas de uva e agradecimentos da autora e de sua coautora, respectivamente, somos apresentados a um período da vida de Shyima que se dá desde os 8 até seus 22 anos de idade, aproximadamente.
Shyima, assim como seus irmãos, com exceção da irmã que estudava porque foi criada em melhores condições de vida pelos seus avós maternos, não ia à escola. Ela apresenta, em meio às memórias que constituem a narrativa, características do Egito no que diz respeito à educação, trabalho infantil e à escravidão e conta, por exemplo, que no Egito é normal as crianças não irem à escola pois a lei permite que, assim que completos os 14 anos de vida, elas deixem os estudos e comecem a trabalhar. Isso acontece, segundo ela, quando as crianças têm essa oportunidade, pois nas famílias com maiores dificuldades, como era o caso da família dela, as crianças sequer chegam a estudar.
De suas duas irmãs gêmeas — as mais velhas dos onze filhos —, uma casou assim que teve a oportunidade, indo embora de casa. A outra, Zahra, a mais rebelde, foi mandada para trabalhar na casa de uma família rica pelos próprios pais. Quando Zahra rouba dinheiro e pertences de seus patrões, deixa sua família não só com uma dívida em dinheiro, mas também com uma dívida de honra. A família de Zahra, pobre e sem condições de pagar o dinheiro necessário para quitar tais dívidas oferece a filha Shyima como escrava.
Aos 8 anos, quando este conflito acontece, Shyima é introduzida a uma mudança drástica na sua vida que culminou na mordaz perda de sua liberdade e de sua infância: foi forçada a deixar de lado todas as descobertas que fazem parte do processo de desenvolvimento de uma criança para ser a escrava — por tempo até então indefinido — de uma família rica do Cairo, no Egito.
Sem acesso à escola, amigos e nem família, a garota viveu por anos sob o poder de pessoas que a exigiam que limpasse, lavasse, guardasse, passasse tudo além de tomar conta dos cinco filhos do casal. Era ela a responsável por colocar as crianças para dormir, levá-las ao parque, ajudá-las a escovar os dentes... prezar pela infância, aquilo que ela mal soube significar e havia, então, perdido para a vida de escrava.
Depois de passar um bom tempo como escrava no Cairo, a família para a qual Shyima servia decidiu se mudar para os Estados Unidos, levando-a com eles sob um disfarce e usando um visto falso. Mantiveram-na como escrava nos Estados Unidos por, aproximadamente, 28 meses servindo-os 18 horas por dia, durante os 7 dias da semana. Shyima foi resgatada pela ICE - U.S. Immigration and Customs Enforcement (Agência de Imigração e Alfândega dos EUA) a seis meses de completar 13 anos. Foi, então, Lar para Crianças Orangewood, na Califórnia.
Este não foi o ponto final, sua chegada à liberdade, mas foi o primeiro passo rumo a uma vida que ela talvez demorasse muito a descobrir que era possível — caso um dia descobrisse! — por conta da lavagem cerebral que seus raptores faziam dizendo-a que a polícia fazia mal às pessoas e que fariam mal a ela e do peso psicológico que a escravidão causa nas pessoas. O livro ainda narra acontecimentos da vida dela até o ano em que ela consegue sua cidadania norte americana e descobre estar grávida.
Todo este intervalo de tempo é narrado no livro através de um enredo linear que passa como se cada lugar (espaço) pelo qual Shyima passa fosse um ano de sua vida. Essa característica faz com que o leitor se questione “Para onde ela vai ser levada dessa vez?” numa angustiante busca por solução dessa real e perturbadora história.
A história de Shyima é um convite à luta contra o tráfico de pessoas, a escravidão e o trabalho infantil. Ela é uma ativista dos direitos humanos que faz daquilo que lhe foi arrancado por criminosos sua arma contra os próprios. Seu ativismo é inspirador. Shyima decidiu fazer das tristes linhas da sua história força para continuar sua vida e, acima de tudo, salvar as vítimas desses crimes que, ainda hoje, acontecem redor do mundo.
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Débora 17/05/2017

Impressionante como um relato tão real pode ser literarura, ela provavelmente não almeja ser escritora, só conta o que a aconteceu com ela, não sei se é pela história ou pela linguagem mas é uma leitura difícil de parar quando começa
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Aline Marques 30/11/2016

Essa também é uma história sobre sinais. Atente-se. [IG @ousejalivros]
Estima-se que 45,8 milhões de pessoas vivem em regime escravo. Aproximadamente 161 mil, no Brasil.

Assim como o preconceito, a escravidão depende exclusivamente de escolhas para ser extinto. Não é uma doença ou um desastre natural. Você opta em ser humano, não apenas biologicamente, mas no sentido mais puro da palavra.

Quão difícil pode ser?
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"Eu era Shyima, a garota estúpida, a escrava."
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Shyima nasceu no Egito e, até os seus oito anos, viveu com sua numerosa família na mais profunda pobreza. Seu pai um alcoólatra violento, sua mãe uma submissa com saúde frágil. Mesmo assim ela era feliz. Pelo menos até eles decidirem vendê-la como escrava.

Acordar antes do sol nascer, dormir perto da hora de acordar. Limpar, lavar, passar, cozinhar, cuidar das crianças, passar fome, apanhar... sem direito à roupas ou remédios, sem poder usar o próprio nome, sem saber onde está ou que dia é... Sem ser humana.

Uma rotina inimaginável, desprezível e REAL.

A escrita é surpreendentemente envolvente e fluída, tornando quase impossível colocar a história de lado, até que, lá pelos seus 35?, é tudo tão igual que o ritmo despenca.
Não sei se foi o intuito da(s) autora(s), mas, depois de muito refletir, notei que não houve uma queda na qualidade. O problema foi o meu cérebro.

Após conhecer e memorizar o cotidiano de Shyima, eu parei de me surpreender. Eu antecipava os golpes e xingamentos, as dúvidas e os sentimentos, tornando a leitura monótona.

Quão errado é isso? Ler sobre algo inaceitável repetidamente, até ele se tornar normal?

Então eu reli, calmamente, me forçando a identificar cada ato inumano, fazendo pausas para compreender o que estava acontecendo e quais os sentimentos envolvidos... cheguei a conclusão de que, mesmo tendo lido outros livros sobre escravidão, não posso compará-los.

Uma vida é uma vida, e qualquer uma delas merece nota máxima.
Nedja 15/12/2016minha estante
Foi exatamente assim q me senti. A leitura foi ficando monótona, mas não foi a qualidade q caiu, eu q me "acostumei" à narrativa sofrida dela


Aline Marques 15/12/2016minha estante
Foi um grande (e necessário) tapa na cara, né, Nedja. Precisamos de mais livros assim!


Aline Marques 15/12/2016minha estante
Um grande e necessário tapa na cara, né, Nedja? Precisamos de mais livros assim!




Simone de Cássia 10/11/2016

Assim como fico estarrecida com as histórias da cultura do Oriente Médio no trato com as mulheres, também me choca esse câncer comportamental que é o tráfico humano. Imaginar que pessoas comercializam vidas humanas é algo brutal... e quando esses "comerciantes" são pais e mães, fica ainda pior... pra nós fica difícil de acreditar e pros "escravos" fica impossível superar. Ótima leitura, apesar da maldade que traduz.. Nota "T" de "todo mundo tem que ler e lutar contra"!
Riva 28/05/2018minha estante
Nem Freud e todos os psiquiatras, psicólogos e terapeutas do mundo conseguem suavizar todos os traumas pelas quais essa criança passou.
No caso, há o agravante de ter sido ?autorizado? pelos próprios pais.
Temos de respeitar as culturas e suas diferenças, desde que isso não afronte a dignidade humana.




Prof. Angélica Zanin 28/09/2016

Enquanto houver desigualdade, haverá escravidão
Shyima Hall, uma garota egípcia foi vendida pelos pais paupérrimos por 20 dólares por mês. Levada, ilegalmente, aos Estados Unidos, servia a uma família também egípcia como escrava. Trabalhava cerca de 18 horas por dia e não tinha direito a nada. Ela mesma narra esta história triste e real, infelizmente, mais comum do que supomos. Bom ver um final feliz para esta garota oculta durante tanto tempo, hoje, naturalizada americana, ela intervém para que outras garotas, na mesma situação, sejam libertadas pelo mundo. Uma lição, uma inspiração! Shyima apostou na educação e se dedicou a aprender. Teve apoio de amigos e da justiça, mas nada, nem ninguém conseguirão apagar da mente e do coração desta jovem o sentimento de abandono e de desamor.
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Lourena 20/09/2015

Garota Oculta!
Shyima, tinha 8 anos quando foi vendida pelos seus pais, para poder pagar uma dívida que eles tinham com seus raptores, por conta de sua irmã que trabalha lá dê-los roubado. Chega a ser revoltante saber que ainda exista tráfico de pessoa e o pior os próprios pais contribuírem para isso acontecer, Shyima trabalhava como escrava sem descanso, e sem ter direito a folgas e o pouco dinheiro que ganha ia para seus pais e mais “A Mãe’’ e “O Pai’’ como ela os chama, agrediam ela fisicamente e verbalmente, ela era uma criança tinha direito de brincar e estudar e de estar com sua família, mas infelizmente estava trabalhando como escrava. Mesmo em ter passado por tudo isso Shyima, conseguiu superar tudo e hoje mora com sua filha Athena e seu namorado na Califórnia.
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