Um Poema Para Bárbara

Um Poema Para Bárbara Mônica Sifuentes




Resenhas - Um poema para Bárbara


10 encontrados | exibindo 1 a 10


Kelly 18/09/2020

Foi uma leitura leve e cheia de surpresas boas. Adorei acompanhar os saraus e os declames de poemas de figuras históricas, tanto de Portugal quanto os do Brasil. Me divertir com os arroubos de Inácio e me apaixonei pela inspiradora Bárbara Heliodora, assim como sofri junto com esses personagens. Gente, que história linda de amor e liberdade! Quem conhece a história dos Inconfidentes, sabe o que esperar no final. Porém a escritora nós leva de forma incrivelmente cativante a cada frase até o fim do livro.
Merece uma minissérie!!
Jana 05/11/2020minha estante
Eu tbm achei lindo ?


Kelly 05/11/2020minha estante
Jana, deixa seus vídeos de resenhas aqui no Skoob ?




Ana SPV 29/05/2020

Bom. Uma história apaixonante.
Depois que Inácio Alvarenga Peixoto faz parte da família de sua mulher Bárbara Eliodora parece que a vida deles vira de cabeça para o ar. De um jeito bom e de jeito ruim.
Vale a pena ler para quem tem curiosidade em saber de séculos passados que envolveu o grande famoso Tiradentes. Além de ser um romance é uma história que nos cativa e nos envolve do começo ao fim.
Nos primeiros capítulos conta a história de Inácio, história que eu nem sabia que existia a respeito dele.
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Cris Paiva 15/08/2017

Um poema para Barbara vai contar a história de amor do poeta e inconfidente Alvarenga Peixoto e a sua amada Barbara Eliodora, primeira poetisa brasileira.
A autora, Monica Sinfuentes, na verdade, vai fazer uma grande reconstituição histórica romanceada da vida do Alvarenga, desde seus tempos de estudante em Portugal, o trabalho como juiz e sua volta para o Brasil, para onde veio trabalhar como juiz de fora em Vila Rica, onde conheceu e se apaixonou pela Barbara, e se envolveu, por razões financeiras com a causa inconfidente.

A reconstituição histórica minuciosa, inclusive com vários poemas no texto, é perfeita. Ela realmente buscou informações em várias fontes históricas e fez um trabalho maravilhoso, mas isso também tornou o texto muito descritivo e cansativo, pecando muito, ao meu ver, na parte do romance, que podia ser melhor explorada, mas também não achei que tirou muito o brilho da obra. Para mim, que sempre reclamei da falta de romance de época passados no Brasil, foi uma ótima leitura e serviu para matar um pouco a vontade.
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Liza 21/06/2016

Encantador
Livro simplesmente maravilhoso! Além de emocionante e surpreendente, esse livro me trouxe muitos ensinamentos, e o principal deles é: se acreditamos em alguma coisa, por mais difícil e improvável que pareça ser, por mais que seja sacrificante, devemos lutar. Além disso, tive a oportunidade de conhecer uma história de amor verdadeiro e aprender que os momentos que passamos ao lado de quem amamos são preciosos.
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Mariana Cardoso 16/05/2016

Libertas quae sera Babe
"À nossa história milenarmente tóxica, a nós, que escalamos ladeiras com as mãos manchadas pelo amor fugido à costa além mar, e os pés calejados pelo sapato que se agarra pedra-a-pedra pela vida que nos suicida aos poucos. Somos o pó, o farelo da história passada." A dedicatória escrita por minha irmã de alma no pórtico deste livro era já o aviso do que me esperava dentro das quatrocentas e tantas páginas. Desanimada com amores açucarados, depois de namorar durante toda uma adolescência incontáveis livros sobre a saga dos inconfidentes e há pouco ingressar na faculdade de História, eu agradeci o presente com uma esperança quase infantil. Sofri antecipadamente por todos os anacronismos e deslizes históricos que imaginei encontrar quando começasse a leitura, sem falar na aura de heroísmo imaculado que muitos romancistas insistem em jogar naquele fúnebre 1789. Mas Monica Sifuentes surpreendeu esta rabugenta estudante de ontens que insistia, quando menina, em dizer que era a reencarnação de dona Bárbara.

Um Inácio Alvarenga espevitado e gastador dá as boas vindas ao leitor na Coimbra animada pela vida estudantil. Até a sua chegada ao Brasil, para assumir o cargo de ouvidor em São João del Rei, lá se vão muitos capítulos, brindes, chamegos femininos, e principalmente contos de réis. A flor que o poeta conheceria na pacata São João, tão distante do cotidiano da metrópole, mudaria para sempre sua vida, e para sempre exerceria sobre ele certo efeito hipnótico – era ela Bárbara Eliodora, a Babe dos Silveira, impetuosa, bela, brava e revolucionária. A trama transcorre com muita fluidez e mel. Como é de se esperar em obras de ficção que abraçam a conjuração mineira, Um Poema Para Bárbara não deixa de pintar com cores gentis até demais o movimento de homens da elite da capitania mais rica do país (que, aliás, ainda não era nação como hoje entendemos, nada de “libertar o Brasil” ou “o Brasil para os brasileiros” poderia sair de suas bocas).

O amor sempre haverá de enternecer quem lê, especialmente através das palavras de autores como Sifuentes, que soube emocionar. Mas é preciso, e esse é um apelo a todos os artistas, que se encare o passado com olhares variados Não deixo de torcer pelo dia em que escreveremos mais sobre os afetos, sobre a vida em todas as partes, não só no círculo fechado de ricos reinóis e fazendeiros da terra; mas entre a “arraia miúda” e os escravos, entre os criados e os zés ninguém que viram e fizeram muita coisa enquanto Inácios e Bárbaras, amando-se, mandavam e desmandavam em suas casas grandes. Há narrativas ocultas nas senzalas e nos casebres com paixões também bonitas que ajudaram também a história ainda desconhecida do Brasil. Dos Brasis.
S@m 19/07/2016minha estante
Que linda resenha!




Tamara 24/02/2016

Perfeito
O que falar desse livro cativante, emocionante e maravilhoso? Só consigo encontrar elogios para uma obra tão bem escrita que nos mergulha profundamente na história do Brasil, no âmago das Minas Gerais e nos transporta para o século XVIII, em plena inconfidência mineira. É um romance, mas bem poderia ser uma biografia, pela precisão dos fatos que a autora cita e por toda a sua ambientação, além do fato de que muitos episódios que aparecem no livro são verdadeiros, Inácio e Bárbara também existiram e fizeram parte da nossa história. Eu mantinha uma expectativa enorme em cima desse enredo desde que o conheci, mas o livro se mostrou ainda melhor.
Um ponto dessa história que pode se tornar bastante incômodo para alguns leitores, mas que para mim deixou ainda mais especial, é o fato de a linguagem ser a da época do século XVIII, então, quando temos um português falando a grafia utilizada será a de Portugal na época, quando temos um escravo falando algumas palavras são escritas de maneira incorreta, mas dessa maneira consegui imaginar cada personagem falando. Há ainda outros pontos que penso que merecem destaque, entre eles está o fato de a autora nos inserir culturalmente em Minas Gerais no século em que tudo se passa, apresentando-nos as comidas que eram degustadas, as festas, a organização das casas e das famílias, as amizades... Ainda podemos acompanhar nessa história a criação do famoso arcadismo, escola literária hoje muito conhecida e estudada, esta é inserida no livro através dos sarais que Inácio promovia e frequentava, onde ele e outros poetas recitavam poesias que atualmente se tornaram famosas.
Encontramos também a presença de personagens que existiram e que fizeram parte da história do Brasil, como o pintor Aleijadinho, o Tiradentes, Marquês de Pombal e Basílio da Gama, dentre muitos outros. O casal principal é bastante cativante: Inácio é um homem que muitas vezes comete erros mas é muito interessante e inteligente, e Bárbara Eliodora é o estereótipo de mulher admirável, forte, destemida e que tem ideias muito além do seu tempo.
Um ponto que acabou me perturbando um pouco foi o fato de Inácio ter mais destaque do que Bárbara na história. Enquanto podemos acompanhar a vida dele em Portugal, a dela só passamos a conhecer após a chegada de Inácio em Minas, e Bárbara foi uma personagem de quem fiquei querendo muito mais informações. Mas isso não atrapalhou nem um pouco no andamento do enredo e em sua beleza.
Li o livro em ebook e a revisão está muito bem feita. Não é um livro dividido em capítulos numerados, e sim em várias partes que falam de cada momento da vida do Ouvidor e da esposa.
O título Um poema para Bárbara é muito bonito, romântico e expressa todo o amor que Inácio sentiu pela moça. A capa, segundo descrições que recebi, também é muito bonita, representando um típico cenário mineiro antigo, que fiquei com muito desejo de conhecer após a leitura desse livro.
Recomendo essa leitura de forma incondicional. Deve ser conhecido por aqueles que gostam de romance, de história, que querem conhecer um pouco mais do país onde vivem.
Torço para que a escritora continue por muito tempo em sua carreira literária, tendo sido tão bem sucedida em sua primeira obra. Eu adoraria conhecer um pouco mais da nossa história através das palavras da incrível Mônica Sifuentes.


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kika 12/02/2016

um poema para Barbara
Bem escrito e atraente. A mistura de romance com fatos históricos é bem feita e nos leva a uma viagem no tempo entre Portugal e Brasil. Recomendo!
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Raquel 12/11/2015

Uma história de amor que ajudou a escrever a história do Brasil.

Foi exatamente essa frase que chamou minha atenção ao livro quando ele ainda era um pré-lançamento, além da abordagem romanceada ser parte da história brasileira. Como fã de um romance histórico, a obra tornou-se uma das minhas prioridades para a meta de leitura. Dizer que o livro conquista pela fluidez da escrita, numa mistura entre uma linguagem do século XXI e os fatos datados utilizados para o enredo para uma descrição a contento da sociedade portuguesa do século dezoito e o delineamento de um Brasil divido em capitânias que escreveu sua trajetória por meio da coragem e ousadia de alguns idealistas.
A genialidade em entremear ficção e fatos ocorridos durante a inconfidência mineira com base em documentos históricos resultou em uma obra impecável que alcança um equilíbrio que particularmente beira a perfeição onde é possível encontrar traços lírico através da poesia, já q seu personagem principal era amigo de grandes poetas portugueses como Basílio da Gama, além de apreciar compor e recitar sonetos; épico por obedecer a ordem dos fatos históricos ocorridos e dramático pelo papel da morte indubitável no destino dos nossos heróis.
Os personagens são bem delineados, possibilitando ao leitor um vínculo emocional, comprazendo como um romance que encanta e canta um amor poético entre Bárbara Eliodora Guilhermina da Silveira e Inácio José de Alvarenga, importantes figuras na inconfidência mineira.
Cinco estrelas são insuficientes para classificar o resultado de tamanha dedicação em nos aproximar de mártires que acreditavam em um Brasil independente e progressista e como a autora bem colocou:
?-os verdadeiros donos dessa narrativa, personagens (tão cativantes) que apostaram em um sonho e deram a sua vida pela liberdade com o lema ? libertas quae será tamen? eternizou aquilo pelo qual lutaram, mas que o destino não quis que conhecessem.? (Monica Sifuentes)
Enfim, posso apenas parabeniza-la pela colocação tão fluída dos fatos garimpados. SUPER RECOMENDO. Melhor livro nacional lido em 2015 tanto pela qualidade na escrita,a temática abordada e a estrutura adotada durante a construção. Um livro que conquista desde a epígrafe da capa; para ler e ter na sua estante!
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Barbie 12/10/2015

Uma inebriante história de amor
Este livro foi empréstimo de uma amiga na qual havia se apaixonado pelo enredo e sua empolgação me contagiou. Não obstante, o título já me chamou a atenção por ter como título o meu nome, não demasiado, o livro é contagiante do início ao fim. Tendo como plano de fundo a Inconfidência Mineira e seus contratos de poder e submissão a Portugal. Nesse meio termo, a construção histórica do Brasil e sua liberdade tão almejada, nasce um amor puro de um jovem enrolado em dívidas e noitadas e uma moça recatada interiorana (São João Del Rei - MG). Seus negócios e ambições o levam a uma vida de glórias porém com final entristecedor cheio de amor e compreensão.
Tal enredo trouxe anos mais tarde liberdade ao nosso país e que hoje estampa a bandeira mineira: LIBERTAS QUÆ SERA TAMEN.
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PorEssasPáginas 08/10/2015

O livro começa mostrando a juventude de José Inácio de Alvarenga Peixoto, sua vida de bon vivant, seus gastos desmedidos com bebida e diversões, parte de sua formação profissional, até sua indicação como ouvidor de uma comarca nas Minas Gerais no século XVIII. Em São João Del Rei ele conhece essa moça linda, inteligente e de temperamento forte, a Srta. Bárbara Eliodora que passa a ser o grande amor de sua vida.

Vemos os altos e baixos de seu relacionamento, a chegada dos filhos, a mudança de José Inácio de ouvidor para administrador de suas terras. A influência de D. Bárbara nas decisões administrativas e políticas do marido. O envolvimento de José Inácio com a Inconfidência Mineira e seu triste resultado.

O livro é bastante interessante, principalmente as últimas 60 páginas. Dá pra perceber que o trabalho de pesquisa foi muito bem feito e que houve uma preocupação com a precisão dos dados.

Meu único problema foi que levei 1 mês para ler um livro que eu leria em uma semana. O que me atrapalhou bastante foram os diálogos, por serem fiéis ao português falado na época (o que por um lado é bom para levar o leitor para dentro da história e da época; mas por outro, fica um pouco cansativo) com seus “tus” e “vosmecês”, e os nomes gigantes dos personagens históricos (creio que todos os personagens do livro), como, por exemplo, Dr. Feliciano Gomes Neves, D. Lourença Filipa Gonzaga, Cláudio Manoel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, e por aí vai. São muitos nomes. Acho que por isso tive uma certa dificuldade em me conectar com o livro e, consequentemente, levei este tempo todo para lê-lo.

O livro retrata bem a vida em São João Del Rei, principalmente, e outras comarcas de Minas Gerais, no Século XVIII, os saraus e festas. O livro trás também muitos poemas, que eu confesso que não são muito meu tipo de leitura. O legal é que são poemas reais de autores do século XVIII, não foram criados para este livro; eles foram pesquisados e adicionados a momentos da história.

O livro também faz menção ao Arcadismo (uma escola literária que surgiu na Europa no século XVIII. O nome “arcadismo” é uma referência à Arcádia, região campestre do Peloponeso, na Grécia antiga, tida como ideal de inspiração poética.
A principal característica desta escola é a exaltação da natureza e de tudo o que lhe diz respeito. Por essa razão muitos poetas do arcadismo adotaram pseudônimos de pastores gregos ou latinos (Wikipédia)) e aos pseudônimos utilizados pelos poetas.

Ao longo do livro todo vamos tendo pinceladas de momentos de corrupção e abuso de poder. Mas o final do livro, quando os planos da inconfidência são descobertos e os inconfidentes começam a ser presos e interrogados mostram de uma forma clara e revoltante a corrupção, a injustiça e o abuso de poder. E acho impossível o leitor brasileiro não se identificar com um pedaço de sua própria história. E são estes momentos do livro que trazem mais empatia e envolvimento do leitor. Momentos que causam angústia e indignação. E apesar da Inconfidência Mineira não ter trazido resultados imediatos e ter parecido uma derrota para aqueles que queriam se ver livres do governo “sangue-suga” de Portugal, naqueles momento foi plantada uma semente, que mais tarde gerou frutos.

O livro é excelente em sua pesquisa e relato, trata de um momento de nossa história que não se vê em muitos romances. Há momentos em que temos que lembrar que apesar de toda a pesquisa este é um romance histórico e não uma biografia.

Eu estava pensando em três estrelas na avaliação, mas as 60 últimas páginas me fizeram mudar de ideia. Ele mereceria 5 estrelas se eu não tivesse me enrolado tanto com ele.

Para aqueles que querem saber um pouco mais da nossa própria história e que curtem poemas, recomendo!

site: http://poressaspaginas.com/resenha-um-poema-para-barbara#more-20410
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