Le Chevalier e a Exposição Universal

Le Chevalier e a Exposição Universal A.Z.Cordenonsi




Resenhas - Le Chevalier e a Exposição Universal


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Luis.Henrique 27/07/2020

É isso
Fiquei extremamente insatisfeito com o descomprometimento da edição de texto para e-book. Algumas palavras em muitos momentos aparecem todas juntas sem motivo ou relevância narrativa, como não há uma unidade em diversas partes da edição do texto.
Ao mimetizar livros da época A.Z. desenvolve uma história interessante, porém muito previsível e personagens iconicos, porém sem profundidade em um texto altamente expositivo.
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CT dos Livros 14/07/2020

Resenha do @ctdoslivros !
Obra: Le Chevalier e a exposição universal
Editora: @aveceditora
Autora: @azcordenonsi
Gênero: Sci-Fi Steampunk

UM ASSASSINATO! UMA CONSPIRAÇÃO INTERNACIONAL! UM ESPIÃO SEM NOME!

O ano é o de 1867 e Paris prepara-se para celebrar a Exposição Universal, consolidando-se como a capital do mundo moderno! Impulsionada pela tecnologia a vapor do “professeur” Verne, Paris se tornou o epicentro de uma renovada Europa. Ferro, fumaça e óleo lubrificam o caminho do Império Francês enquanto drozdes mecânicos saltitam entre a multidão. Mas uma ameaça paira sobre a cabeça de Napoleão. Dos campos de batalha para os becos sujos da capital, dos jantares nababescos a catacumbas infestadas de ratos, assassinos e chantagistas se espalham no submundo da espionagem internacional.

Mergulhado nas trevas, o Bureau convoca o seu melhor homem. Um espião sem passado. Sem nome. A serviço da sua Majestade, ele é conhecido apenas como: Le Chevalier!

Apesar da história se passar em 1867 a civilização já é bem avançada tecnologicamente para a época, temos robôs autômatos (drozdes), temos locomotivas que percorrem toda a cidade de Paris, essa cidade que tem um toque de Veneza com seus canais e trafego de barcos, a sociedade é extremamente segregada sendo visto claramente a divisão entre ricos e pobres.

Com uma descrição voraz dos cenários, o leitor é capaz de se sentir caminhando pelas ruas dessa Paris semi distopica, a cenas narradas na medida certa para poder guiar a mente do leitor para o caminho correto, sem tirar dele a sua liberdade para imaginar as coisas.

Os personagens são bem marcantes, com personalidades bem específicas, as vezes até estereotipados, mas isso ajuda a criar um clima clássico de livro ou filme de espionagem, por algumas vezes enquanto lia eu conseguia pensar que talvez o James Bond poderia usar alguns dos apetrechos narrados.

O único problema desse livro é que por mais dinâmico que ele seja, as vezes ele divaga em alguns detalhes não tão relevantes deixando o real mistério um pouco de lado.

• Livro disponível na Amazon e no Kindle Unlimited •

Avaliação: ★★★★✩

site: https://www.instagram.com/p/CCTp-eABAAC/
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Ricardo 16/06/2020

Um steampunk interessante.
Le Chevalier é um steampunk situado na Europa com alguns fatores muito interessantes: enredo cheio de mistérios e reviravoltas, crítica social intensa e personagens divertidíssimas. A. Z. Cordenonsi trabalhou muito bem a imersão no cenário proposto e conseguiu criar um clima de instigante do início ao fim.

Os mistérios começam já no início, com um assassinato cometido pelo homem conhecido como "Acrobata". Com a proximidade da grandiosa Exposição Universal, o Bureau não tem outra alternativa senão chamar o — não muito benquisto — Le Chevalier. A cada capítulo, a investigação segue adiante com novas pistas e decisões que vão guiando a história.

Ao longo da nossa jornada pelo livro, além de Le Chevalier, somos levados a conhecer duas personagens genuinamente interessantes. Juliette e Persa.

A primeira — minha favorita no livro inteiro — é uma jovem de apenas doze anos que vive sozinha na rua por conta de seu trágico passado. A mocinha é muito habilidosa com mecânica e sabe ser furtiva como poucos na multidão. Honestamente, se A. Z. Cordenonsi tiver a intensão de retornar a esse universo no futuro, eu ia amar ler uma história que tivesse a Juliette como protagonista.

Já a segunda — de longe a mais engraçada — é marcante pelo jeito afobado e explosivo, isso sem mencionar a fome incontrolável e interminável que o abate. Persa é o codinome deste homem que ocupa muito bem seu espaço como braço direito do Le Chevalier. Pessoalmente, gostei muito do tanto de personalidade que o autor conseguiu inserir nele. Se alguém lesse para mim as falas deste livro e não me dissesse qual personagem as disse, garanto que eu acertaria pelo menos metade das do Persa.

A resenha completa está no meu site.

site: https://ricardorpresende.wixsite.com/escritor/post/2018/09/11/resenha-le-chevalier-e-a-exposi%C3%A7%C3%A3o-universal
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P. H. de Aragão 15/05/2020

O Cavaleiro et Exposition Universelle
Le Chevalier e a Exposição Universal é uma interessantíssima aventura juvenil escrita pelo A. Z. Cordenonsi. Apesar de este ser o primeiro livro do personagem, já o encontramos no alto de suas aventuras, sendo esta mais uma dentre tantas outras missões mencionadas ao longo das páginas.

Isso evidencia a paixão do escritor pelo personagem, e o cuidado que teve na criação da biografia do Le Chevalier, na imaginação de seu mundo retrofuturista e na posição de cada um dos coadjuvantes. Um trabalho sério de engenharia narrativa, aliado a uma escrita eficiente, que te faz sempre querer saber o que está por vir.

Entretanto creio que há algumas situações não muito bem desenvolvidas, que dão a impressão que vão engrenar mas acabam sendo descartadas, causando alguns anticlímax. Também não engoli muito bem os drozdes, animais autômatos, e a importância atribuída a eles. Entendo a escolha de tê-los como caracterização do universo fictício, mas acho que não fariam falta se não existissem.

Nota 7/10

site: https://www.instagram.com/phdearagao/
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Paulo 18/12/2018

O livro de A.Z. Cordenonsi é um dos publicados pela Avec que eu estava de olho desde que iniciei minha parceria com a editora. Vários conhecidos elogiaram o trabalho do autor e comentaram que o livro era muito divertido. Depois de ter devorado o livro só tenho a concordar. Eu sou fã de histórias de espionagem, abordagens mais vintage e o trabalho de construir um universo criativo e fascinante. Cordenonsi conseguiu construir isso e muito mais em sua narrativa.

Só tenho a elogiar um livro bem escrito. Pouquíssimos problemas de revisão e uma narrativa bem tranquila de ser acompanhada. Uma narrativa que acaba se desenvolvendo rapidamente e ganha velocidade em capítulos curtos que fazem com que o leitor prossiga sem parar no livro. A escrita é bem encadeada e o autor vai presentando pouco a pouco o estranho no universo criado por ele. O livro é pequeno, porém muito divertido. Acho ele divertido justamente por isso. Me parece aquela escrita despretensiosa, mas cativante. A narrativa é em terceira pessoa, mais focada na figura do Le Chevalier. Mesmo o jeito erudito e pomposo de falar de alguns personagens combina com a característica do mesmo. Dá uma bela de uma coerência e a fala ajuda a fazer a construção do personagem. Me diverti muito com as dezenas de xingamentos divertidos do Persa.

Porém, e aí eu vou ser chato mesmo e já peço desculpas ao autor por ser um velho resmungão, eu tenho uma crítica a fazer. Infelizmente eu não gosto de notas de rodapé em obras literárias. Entendo se tratar de uma explicação por conta das expressões que os personagens usam. Mas, para mim, notas de rodapé pertencem mais a obras acadêmicas ou de não-ficção. Elas sempre ocasionam uma quebra na leitura porque o leitor acaba precisando desfocar sua atenção para saber qual é o significado ou o propósito daquela nota. É um artifício que funciona mais contra a narrativa do que a seu favor. Nesse caso aqui, não incomodou tanto porque a obra não é tão grande. Mas, se fosse maior iria ser um belo de um entrave.

A construção de personagens é muito boa. Até o final da jornada a gente já começa a se acostumar com os personagens e como eles se enquadram dentro do círculo de influências do Le Chevalier. Somos apresentados a cada um deles, mas como este círculo é bem extenso como amigos, aliados, rivais, amores, demora um pouco até que possamos apreender todos. Ou seja, temos um elenco muito interessante de personagens que apenas começaram a ser explorados. Eu queria ver um pouco mais deles e sei que Cordenonsi vai levá-los às sequências do seu universo. Por exemplo, o autor remete a algumas aventuras passadas do personagem que ajudaram a compor a sua personalidade. A gente fica com várias dessas pulgas atrás da orelha, querendo saber mais.

Entretanto, o Le Chevalier, para mim, é como se fosse um James Bond dentro de um universo steampunk. Um cara estiloso, que se aventura por situações impossíveis e consegue dar algum jeito para sair delas. Ao lado do Persa, eles formam uma bela equipe. As investigações internacionais aliadas ao jogo político no meio daquilo tudo dá uma pitada de iminência a tudo o que o personagem faz, Achei interessante essa relação do protagonista com o famoso agente secreto porque é como se o Cordenonsi atravessasse o canal da Mancha para criar um personagem semelhante.

Juliette representa um pouco do que era a Paris do século XIX (apesar de todo o fantasioso e ficcional presente no universo steampunk). A cidade era o ícone da desigualdade social. Trabalhadores sendo explorados por empresários ricos, direitos trabalhistas inexistentes e uma população pobre vivendo à sombra de uma Paris que tentava se modernizar. Que passava a ideia de capital do desenvolvimento. A Exposição Universal é o símbolo de tudo isso. Claro que descobrimos depois as condições específicas do abandono de Juliette, mas um cara como o Le Corne que ajuda os desfavorecidos era um tipo bem comum naquela época. Não parece ser um foco na história do autor, mas o fato de ele trazer à tona esse problema social é um plus para aqueles que souberem observar bem à história. ​

A atmosfera steampunk combinou como uma luva para o que foi proposto pelo autor. É impossível não comparar com o trabalho feito pelo Eneias Tavares em A Lição de Anatomia do Dr. Louison. Enquanto que Eneias explora mais o lado decadentista do século XIX, Cordenonsi faz uma brincadeira com as luzes do desenvolvimento europeu, as tensões entre os países pré-imperialistas e a desigualdade social premente no período. O steampunk dá o charme à ambientação e permite explorar elementos fantasiosos curiosos como os drozdes, os inventos chamativos. Aliás, fica aquela observação básica para os leitores que veem no steampunk algo divertido e luminoso. O gênero surgiu a partir de uma abordagem crítica sobre a sociedade em um estilo mais retrô. Steampunk é crítica social, sim. E o Cordenonsi conseguiu aproveitar muito bem essa contradição do gênero ao criar uma narrativa despretensiosa, mas que se você for atento vai pinçar coisas aqui e ali entre as linhas.

​Muitos detalhes interessantes e homenagens foram feitas pelo autor a outras influências a ele. Como os drozdes. Eles parecem terem sido inspirados na noção dos daemons do Philip Pullman na trilogia Fronteiras do Universo. Quero ver o autor explorar mais essa relação entre humanos e drozdes. Outros envolvem menções a obras do período como Edgar Allan Poe e outros autores. O mundo criado por Cordenonsi é repleto de pequenos detalhes e complexidades que precisam ser retomados posteriormente. A obra sofre com a síndrome de primeiro volume. Foi necessário apresentar muita coisa ao leitor para que ele não se sentisse perdido. Como as coisas funcionam, quem manda, como é a divisão social, como vivem as pessoas, como os personagens se relacionam com o mundo em que vivem. Tudo isso precisou fazer parte do roteiro da narrativa o que deixou um espaço menor para trabalhar a narrativa e os personagens. Isso é algo que em um segundo volume ou uma continuação não precisará ser o foco. Então será uma preocupação a menos.

Gostei bastante da história e achei o universo criado interessante. Sabe aquele interessante de "eu quero ver mais disso"? É isso o que eu senti. O gênero steampunk combinou com a narrativa e tornou o Le Chevalier um homem de muitos recursos. No fim, a trama por trás da história é criativa, porém bem simples. Ou seja, não é necessário nenhum plano de dominação global para tornar uma história legal.

site: www.ficcoeshumanas.com
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Taverneiro 17/06/2017

Texto muito bem construído. Um 007 Steampunk e bem humorado. ^^
O personagem principal é um super espião servindo ao império francês em um mundo steampunk! Aventura, bom humor e um mundo fascinante dão o tom dessas histórias!

Le Chevalier (que significa O Cavaleiro em francês) na verdade não é o nome real do personagem, e sim um posto no Bureau, uma agencia de investigação a serviço da França. Quem é escolhido para ser um Chevalier tem o seu nome e seu passado apagados dos registros para melhor servir aos interesses do império como espião ou agente de campo. Se fosse para definir, eu diria que o Le Chevalier é uma versão mais divertida do 007, só que francês e em um mundo steampunk. XD

O mundo criado pelo autor é tão legal! Ele é recheado de tecnologia steampunk de diversos tipos como dirigíveis, armas estilizadas, pequenos robôs com mecanismos de um relógio… E tudo isso em um mundo historicamente o mais parecido possível com o nosso! O autor faz uso do estilo “ficção cientifica” de criação para fazer essa tecnologia parecer possível. Alguns exemplos são os Drozde, pequenos construtos movidos a corda que simulam animais de estimação e que o Cordenonzi conseguiu fazer com que eles parecessem reais, quase palpáveis, com um pouco de bom uso de pesquisa histórica. Até mesmo o nome dos pequenos autômatos nasceu disso, inspirados pelo relojoeiro Pierre Jaquet-Droz que existiu no mundo real e aqui foi o responsável pela criação desses robôs.

“Construídos em latão ou zinco, ainda havia alguns de segunda mão, mas esses eram raros. Depois que o cristal de quartzo vibrava pela força das molas pela primeira vez, as minúsculas engrenagens reorientavam-se automaticamente, garantindo um comportamento individual e único para cada autômato. Para os poetas, esta era a centelha de vida mecânica: sua personalidade era definida e o drozde afeiçoava-se ao amo, permanecendo eternamente ligado a ele. ”

Essa mesma pesquisa histórica rendeu um mundo steampunk que beira a ficção científica hard XD. A quantidade de referências àquela época gerou easter eggs aos montes, além de uma quantidade muito grande de conhecimento histórico que é “puxado” pela curiosidade do leitor enquanto ele passeia por essa França alternativa.

Eu imagino que a intenção do autor aqui era criar uma “história alternativa” pensando em como essa tecnologia retro futurista afetaria o mundo real. Alguns exemplos são o império de Napoleão e o atentado mal sucedido a Abraham Lincoln no Teatro Ford. É um mundo extremamente bem trabalhado em todos os detalhes, e isso é muito impressionante. Tanto na HQ quanto no livro são histórias aparentemente simples, mas que, com uma leitura mais atenta, revelam textos metodicamente bem trabalhados! É algo que me deixou sinceramente de queixo caído.

E o texto de A. Z. Cordenonzi é muito bem-humorado! Ele escreve de maneira bem fluida e leve, fazendo tanto a leitura da HQ quanto do livro extremamente agradáveis. ^^

A Dupla Dinâmica Le Chevalier e Persa! XD

Essa história é cheia de personagens um pouco caricatos e muito carismáticos. A dupla principal é formada pelo Próprio Le Chevalier e por Persa, seu fiel ajudante. Além, é claro, de muitos coadjuvantes.

Todos que aparecem na história acabam caindo em algum arquétipo conhecido à primeira vista: o espião habilidoso, o parceiro bonachão, a linda e perigosa espiã, o vilão maquiavélico e seu capanga estiloso… Essa familiaridade que vem junto do arquétipo acabou caindo bem com o tamanho reduzido da história. O autor pode combinar sua própria construção de personagens tendo esse ponto inicial, criando personagens divertidos e interessantes.

O meu maior problema com personagens aqui foi o próprio protagonista. Parece que em meio a personalidades tão fortes do “elenco de apoio” o Chevalier fica um pouco acuado. Ele é uma pessoa mais séria e muito mais focada, isso o deixa meio sem intensidade na história. Parece que o fato de ele ter abandonado o antigo nome para ser apenas Le Chevalier foi literal, e ele deixou de ser humano. Ele não é um personagem ruim, mais eu senti muita falta de algum detalhe do passado dele, ou algo para me apegar de alguma outra forma. A sensação que eu tive foi de alguém com um potencial muito grande desperdiçado. Ainda assim os bons coadjuvantes conseguem conduzir a história de maneira excelente.

Um agente da Bureau é assassinado misteriosamente enquanto vigiava o suspeito conde Dempewolf. Todos temem que um plano para assassinar o imperador esteja em andamento e, com a Exposição Universal de Paris chegando, os olhos do mundo inteiro estão voltados para o império francês. Sem poder colocar muitas pessoas para trabalhar no caso e precisando do máximo de discrição possível, apenas uma pessoa parecia ideal para essa investigação: Le Chevalier!

Uma chuva de referências históricas!

A Exposição Universal de Paris (Exposition Universelle) foi um evento onde as maiores potências do mundo se uniram para exibir inovações de diversos tipos, mas principalmente da área de tecnologia. No nosso mundo ela foi realizada em 1889 e foi ai que a famosa Torre Eiffel foi erguida.

No livro essa importância mundial é mantida. Qualquer coisa que aconteça ali vai ter uma escala muito alta, ou seja, não pode haver falhas!

Nesse caso o Le Chevalier está responsável por descobrir o que pode estar ameaçando a vida do imperador Napoleão III

Tendo mais espaço para criar a narrativa o autor entrega uma imersão completa nesse incrível mundo steampunk.

Aqui conhecemos varias pessoas que sentimos ter um peso no passado misterioso do Cavaleiro. Alexandra, uma espiã russa que (ao que parece) tem uma história conturbada com Chevalier. Além do próprio Conde Dempewolf que, embora não tenha muito “tempo de tela”, mostra todo o carisma de vilão maquiavélico que a história pede. XD

O ritmo da história é bom, alternando entre cenas de investigação e ação, ambas usando bem todo o potencial do mundo a sua volta.

Os pontos fracos são os que eu já falei né, o protagonista, embora muito estiloso, acaba sendo só o personagem “olhos” no meio de diversos personagens mais carismáticos.

O ponto alto é a aventura cientifica, o que me lembra muito coisas como os antigos clássicos de Jules Verne, só que bombados pelo steampunk! XD

Uma aventura muito gostosa de ler, com um texto que carrega a facilidade de um texto simples e ao mesmo tempo todo o peso de uma obra literária extremamente bem trabalhada.

site: https://tavernablog.com/2017/06/15/le-chevalier-de-a-z-cordenonsi-resenha/
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Camila 11/02/2016

Espetacular!
[Resenha completa no blog The Nerd Bubble]

Como a sinopse mostra, a história se passa na França de 1867 e Paris está prestes a sediar a grandiosa Exposição Universal, onde todas as grandes potências do mundo mostrarão suas maiores e melhores invenções. Muito mais que uma mostra de tecnologia, a Exposição é uma ferramenta para mostrar aos amigos e inimigos de Napoleão III, o Imperador, que a França é a maior potência da Terra. Antes mesmo da Exposição começar, porém, um assassinato ocorre no campo de marte - sabe, onde toda a estrutura está sendo montada. E é aí que entram em cena Le Chevalier, o Espião Sem Nome, e seu fiel companheiro, Persa (que é da Tunísia, na verdade). A dupla estava meio afastada da vida política devido a um pequeno (grande) deslize que aconteceu na América antes da nossa história começar, mas, devido à importância e complexidade da missão, Major Volois ignora todos os conselhos do Comissário Simonet e, assim, Le Chevalier tem que correr contra o tempo para descobrir quem orquestrou o assassinato do agente do Bureau e talvez queira matar também o Imperador (ou não).

Pois bem, esse é o começo da aventura de espionagem de Cordenonsi - e é um excelente começo para essa história envolvente e divertida. O humor do livro, aliás, se deve em grande parte a Persa, um personagem fácil de gostar: é engraçado (sem ser idiota ou forçado), tem uma personalidade forte e briguenta, e, por ser estrangeiro, sofre certo preconceito de alguns personagens - o que ele devolve com insultos e ameaças à integridade física do preconceituoso. Como fazia o Robin no seriado Batman da década de 60, Persa cria suas próprias interjeições (maravilhosas) de acordo com o momento, como "por mil bailarinas pirulitantes!" ou "pelos bigodes negros de Laffite!" (um famoso pirata). Enfim, o Legionário e seu drodze mico (já falaremos sobre os drodzes) são excelentes sidekicks para o nosso protagonista.

Falando nele, Le Chevalier, um espião sherlockiano, é um personagem difícil de definir, uma vez que não se sabe seu nome ou qualquer outra informação sobre sua identidade verdadeira; ao assumir o título de Cavaleiro, o homem que ele era deixou de existir para dar vida ao espião a serviço do Império francês. Isso faz com que sua personalidade seja tão desconhecida quanto seu nome e, talvez por isso, ele seja menos carismático que seu companheiro cheio de rompantes e emoções - ou mesmo a pequena Juliette, a punguista que é um prodígio para construir artefatos mecânicos e que (teimosamente) se mete na investigação do espião. Juliette é, aliás, o maior motivo da minha ansiedade pelo próximo livro: PRECISO saber mais sobre ela.

Agora que já falei um pouco sobre os personagens (ou, pelo menos, sobre meus favoritos), vamos nos dedicar ao background da história - o worldbuilding. Pode não parecer tão difícil quanto criar um mundo novo (como fazemos na Alta Fantasia), mas acredito que transformar a Paris do século XIX em um cenário retrofuturista crível e consistente é tão complexo quanto - e exige uma pesquisa muito minuciosa. Como comentei na resenha de Lobo de Rua, o que mais me agrada em uma história é a verossimilhança; e Le Chevalier esbanja realismo, seja nas descrições da cidade, nas personagens ou mesmo nos costumes. Graças às pesquisas e a hábil escrita de Cordenonsi, consegui imaginar e me transportar para o seu cenário, mesmo sem conhecer Paris ou entender nada de engenharia (mas saber História deixou a experiência mais interessante).

A propósito, sendo este meu passaporte de entrada para o mundo do steampunk, eu não poderia estar mais grata ao autor por ser tão conciso em relação à parte de mecânica e tecnologia. Embora presente e importante, o foco da história não está nos equipamentos movidos à vapor, mas, sim, na investigação e na ação. A participação mais presente da tecnologia retrofuturista na história são os drodzes, pequenos autômatos em forma de animais movidos à corda e cristal de quartzo (o que lhes garante personalidade e afeição a seu amo), que se tornaram uma febre na Europa; cada personagem tem o seu drodze de estimação e todos demonstram grande apego a eles, levando-os consigo para todos os lados. Não ter um drodze é ser anormal (ou pobre, porque nem todos nas classes mais baixas tiveram acesso aos autômatos). Seja como for, terminei o livro querendo um.

Enfim, recomendo Le Chevalier e a Exposição Universal a todos que se interessam por mistérios e investigações à la Sherlock Holmes com grandes doses de ação e humor. Àqueles que, como eu, nunca se aventuraram pelo gênero ou aos entusiastas do steampunk, esta é uma ótima pedida!

site: http://mynerdbubble.blogspot.com.br/2016/01/review-le-chevalier-e-exposicao.html
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Thais 09/01/2016

Suspense, ação, steampunk e crítica social em uma obra só
Em Le Chevalier e a Exposição Universal drozdes mecânicos acompanham os humanos em seus dias iguais e enfadonhos, lutando por mais um dia de sobrevivência enquanto o Imperador da França mede a força política em uma Exposição de avanços científicos – bélicos ou não. Sob essa atmosfera, está a tensão de um assassinato e um possível novo império à espreita.

Com essa situação hostil somos apresentados ao Chevalier, o Cavaleiro do Império, exímio detetive, e seu parceiro, Persa, que são chamados oficialmente para investigar um assassinato peculiar, que pode ter desdobramentos políticos.

Confira a resenha completa no site Experimento42

site: http://www.experimento42.com.br/le-chevalier-exposicao-universal-resenha/
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Aline Prates 12/11/2015

Le Chevalier e a Exposição Universal foi uma excelente surpresa, me vi completamente envolvida com o livro.

A história começa com o assassinato de um agente do Boreau, porém não é apenas uma questão simples ou uma morte aleatória, mas algo muito mais impactante, pois pode estar relacionado com a segurança do próprio imperador francês e também com a Exposição Universal. Devido ao caso ser de grande importância o major decide colocar o seu melhor espião para trabalhar nele: o Le Chevalier,. No entanto Le Chevalier está suspenso por conta de alguns acontecimentos no México e isso vai causar um certo desconforto entre vários personagens. E é a partir daí que a trama se desenrola de forma excepcional.

Le Chevalier é um livro formidável e muito completo, tanto no quesito de conquistar e divertir o leitor, quanto em ambientação, desenvolvimento da trama e pesquisas históricas. É um livro recheado de ação e com personagens muito cativantes.

O enredo é fabuloso, pois é uma mistura perfeita de thriller policial com steampunk e tem como pano de fundo a Exposição Universal de Paris de 1867, também conhecida como A Segunda Exposição Universal, que para quem não sabe aconteceu no reinado de Napoleão III.

O autor soube conduzir muito bem a história, que é cheia de detalhes, mas não cansa o leitor em momento algum, trabalhou muitíssimo bem o gênero do steampunk, essa mistura de tecnologia com uma época antiga, ele foi muito talentoso nesse quesito e também soube incluir muitos elementos originais como os drozde (animais mecânicos), além de ter várias referências interessantes como o Julio Verne sendo um inventor e a menção a rua Morgue do Edgar Allan Poe.

A narrativa do autor também é maravilhosa, muito envolvente, acho que o A. Z. Cordenosi tem um grande talento como escritor, espero muito poder ler mais coisas dele, ele tem uma habilidade incrível para conectar tudo e construir bons personagens, tanto o protagonista como os outros são excelentes, enfim é um livro que eu amei e recomendo muitíssimo.

A edição também está fabulosa, a AVEC é um editora que está apostando nos nacionais e ela é muito caprichosa. A diagramação está ótima, o texto está perfeito, as ilustração são maravilhosas.

Farei também uma resenha em vídeo, por que o livro merece destaque. Estou com alguns problemas na minha câmera, mas assim que eu resolver, eu faço um complemento e posto no blog.


site: http://alinenerd.blogspot.com.br/2015/11/le-chevalier-e-exposicao-universal-z.html
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Leitor Sagaz 23/08/2015

Steampunk nacional de excelente qualidade
Resenha postada no blog Leitor Sagaz

O livro nos transporta para Paris em 1867, mas não da maneira que conhecemos a cidade, uma tecnologia rústica baseada em vapor e engrenagens domina esta época.

A história já começa com um assassinato, um agente do Bureau foi pego de surpresa e não houve tempo para reagir, até mesmo seu drozde (espécie de pequeno autômato companheiro, possui várias formas distintas) foi destruído.

Então não tiveram escolha a não ser convocar seu melhor e mais controverso agente para investigar este caso, Le Chevalier e seu parceiro Persa.

Devo dizer que estes dois personagens foram muito bem elaborados, a perspicácia de um e o impeto e fome incontrolável do outro se completam, passando por cenas hilárias e muita aventura esses dois realmente conseguem se destacar.

Mas voltando a história, em Paris será promovida a Exposição Universal, onde as grandes potências mundiais iram mostrar seus avanços tecnológicos. Detalhe vai para a investigação que aponta para algo relacionado a esta exposição, Le Chevalier e Persa terão que se esforçar ao máximo para descobrir o que esta sendo tramado.

Vou parar por aqui com os detalhes do enredo, e vamos para alguns dos pontos que garantiram as 5 estrelas para essa história:

Capa - trabalho gráfico excelente, a arte até nos remete a um HQ, confesso que deu vontade de ver essas aventuras em um HQ.

Enredo - empolgante, um ritmo de história que nos faz querer ler tudo de uma vez só.

Personagens - todos muito bem desenvolvidos, garanto que vocês iram bolar de rir com as tiradas de Persa.

Steampunk - a ideia dos Drozdes foi muito interessante, não foi preciso se aprofundar tanto na tecnologia em si, bastou uma pequena explicação para já entendermos o funcionamento destes autômatos.

Ação, investigação e humor - tudo na medida certa para construir um contexto bem harmônico.

Então é isso, um conjunto excelente e que me deixou com vontade de conhecer mais histórias de Le Chevalier e Persa.

Parabéns ao autor e a editora AVEC pelo excelente trabalho, agradeço por ter tido a oportunidade de ler esta obra e com certeza recomendo este livro para todos vocês amigos leitores, um abraço e até a próxima.

Diego de França

site: http://www.leitorsagaz.com.br/2015/08/resenha-le-chevalier-e-exposicao.html
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Telma 18/08/2015

SURPREENDENTEMENTE BOM!
Queridos,
Tudo bem por aí?

Por aqui tudo ótimo! Acabei de ler um livro excelente!

A Avec vem me impressionando mais e mais com suas edições.

Desta vez trata-se de um speampunk¹ nacional, do autor Andre Zanki Cordenonsi, que veio ao mundo para fazer algumas pessoas crerem que nossos brasileiros podem ser melhores do que os outros... no mínimo, podem ser tão bons quanto!

WOW!
André (posso te chamar assim, monsieur Cordenonsi?) me impressionou demais!

Steampunk está longe de ser meu gênero favorito e eu me empolguei na leitura (que me fez ficar curiosa e dar risadas, como costuma acontecer nas leituras de Sir Arthur Conan Doyle e seu famoso personagem Sherlock Holmes).

Fatos históricos são tão bem traçados e entremeados com a ficção, que acreditamos piamente que tudo aconteceu.

Fiquei o tempo todo me perguntando se André tinha alguma formação em História ou o trabalho de pesquisa é uma paixão que o tornou um expert no assunto. Na verdade, quis muito ser um neurônio do autor pra ver como toda essa maquinaria funciona. Juro!

A história passa-se em 1867 em Paris, onde está para acontecer a Exposição Universal. Nessa exposição (que eu comparei mentalmente à Copa do Mundo em nossos tempos), cada país tem chance de sair com fama e prestígio, ou com o nome enlameado, portanto o acontecimento é de mobilização geral.

O contraste sócio-econômico (ruas sujas X moradias suntuosas; extrema pobreza X extrema riqueza) chamou demais minha atenção, nessa sociedade paralela.

A ambientação é perfeita: muito vapor, latão, zinco, cristal de quartzo, cobre, etc., pelas cidades e os drozdes (pelos quais me apaixonei perdidamente), que, como animais de estimação, acompanham seus donos no dia a dia do local. Cada um deles têm um comportamento individual (que tem muito a ver com seus donos, como notei) que lhes permite um certo grau de raciocínio e personalidade.

Logo no início temos uma morte brutal, onde o assassino fez questão de matar também o drozde (seria uma modus operandis de algum matador conhecido?):

"Um sorriso malvado surgiu entre seus lábios finos e, com um salto atlético, ele alcançou o pequeno drozde coruja, que piava desesperado, sem entender o que estava acontecendo. Ele acariciou lentamente o pequeno artefato de cobre, como se o acalantasse da perda do amo.
Então uma raiva corrosiva relampejou em seus olhos, e trouxe um brilho obscuro às suas faces escorridas. Com os dentes trincados, ele destruiu o drozde, socando-o repetidamente no chão, até vê-lo desmantelado entre seus dedos."

Como era possível que Napoleão III corresse perigo, mas a exposição não podia ser adiada ou interrompida (para que a supremacia francesa reverberasse pela Europa contineltal - The Show Must Go On), resolveram chamar o homem que era conhecido por "Le Chevalier" (O Cavaleiro, em Português) para solucionar o caso.

Le Chevalier havia sido afastado de seu posto de agente secreto do Império Francês, mas sua eficiência e eficácia eram grandes demais, assim sendo, voltou-se atrás na decisão do afastamento e ele foi designado para descobrir que país e quem, encomendara aquele assassinato.

Le Chevalier era sempre acompanhado de Persa (seu leal escudeiro assistente) e Persa me fez rir demais com seus jargões acertadíssimos para a época e local.

Outros personagens também roubaram meu coração, como é o caso de Juliette. Uma criança espertíssima e pobre, que dentre outras coisas, construía seus artefatos para furtar a população (em especial em época de festas) para seu sustento.

Descobrir quem matou e porque, tornou-se minha missão e eu me descobri ajudando O Cavaleiro a descobrir toda a trama e a escapar impune das tentativas de assassinato nessa conspiração internacional.

Que tal envolver-se nessa missão também?

Termino dizendo que a diagramação da Editora Avec está maravilhosa, as ilustrações dos personagens que aparecem ao final do livro foram o que vi primeiro, para desenhá-los (na minha mente) nas cenas bem descritas.

Algumas pessoas podem incomodar-se um pouco com as notas de rodapé que o autor coloca em abundância, já eu gostei demais de tê-las como referência para o que eu não conhecia.

A escrita fluída, inteligente e rebuscada (na medida certa) me impressionaram muito e me deixaram ansiosa para a próxima obra. O conhecimento de Cordenonsi sobre o que escreve é notável e me senti aprendendo enquanto me divertia.

Super recomendo!
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¹ Steampunk é um subgênero da ficção científica, ou ficção especulativa, que ganhou fama no final dosanos 1980 e início dos anos 1990. Trata-se de obras ambientadas no passado, no qual os paradigmas tecnológicos modernos ocorreram mais cedo do que na História real (ou em um universo com características similares), mas foram obtidos por meio da ciência já disponível naquela época - como, por exemplo, computadores de madeira e aviões movidos a vapor. É um estilo normalmente associado ao futurista cyberpunk e, assim como este, tem uma base de fãs semelhante, mas distinta.
O gênero steampunk pode ser explicado de maneira muito simples, comparando-o a literatura que lhe deu origem. Baseado num universo de ficção cientifica criado por autores consagrados como Júlio Verneno fim do século XIX, ele mostra uma realidade espaço-temporal na qual a tecnologia mecânica a vapor teria evoluído até níveis impossíveis (ou pelo menos improváveis), com automóveis, aviões e até mesmo robôs movidos a vapor já naquela época.
fonte: Wikipedia



site: http://surtosliterarios.blogspot.com.br/2015/08/resenha-le-chevalier.html
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Marcos Pinto 11/08/2015

Um bom Steampunk nacional
Quem acreditava que o Steampunk estava extinto aqui no Brasil se enganou de forma magnânima. A. Z. Cordenonsi mostra que o gênero está vivo e ainda pode gerar excelentes obras e com ambientes variados. Se você não acredita, aperte o cinto, abra a mente e vamos viajar diretamente para Paris, no começo do século XX.

Paris está bem diferente do que você imagina. É apenas o início do século, mas a cidade está repleta de tecnologias movidas a vapor. Temos armas poderosas, barcos potentes, alguns robôs, mãos mecânicas, drozdes – animais mecânicos capazes de alguns truques – e um grande problema: a Exposição Universal do ano, que ocorrerá na França, está seriamente ameaçada. Motivo? Interesses econômicos e bélicos.

A Exposição Universal é o arroto de ego das potências mundiais. Lá é onde os grandes países apresentam seus avanços tecnológicos, suas armas mais poderosas e sua força intimidadora. E essa edição, em especial, há outro ingrediente: existe uma tensão no ar por causa da expansão territorial germânica. Ou seja: armas + promessas de guerra + disputas de egos = confusão.

“As estrelas mais brilhantes já pontilhavam no firmamento, enquanto tons de turquesa e anil desapareçam no horizonte encoberto pelos telhados de tijolos avermelhados e pela fumaça que escapava dos fogões e lareiras. Pouco a pouco, os acendedores de lampiões deixavam as suas residências, ocupando-se com os seus cajados compridos e iluminando o passei público”.

Para evitar que tudo dê errado e para fortalecer a França, o imperador Napoleão III mobilizou o espião Le Chevalier e seu fiel escudeiro, o legionário Persa. O objetivo deles é simples: descobrir qualquer possibilidade de sabotagem e evitá-la. Porém, ambos não imaginavam que poderiam ter tanto trabalho.

A. Z. Cordenonsi construiu o livro com uma habilidade incrível, demonstrando uma narrativa madura e uma escrita envolvente. A tecnologia a base de vapor funciona bem e sem grandes problemas. Contudo, para explicá-la corretamente, algumas vezes recorre a descrições mais longas, o que pode incomodar a alguns leitores.

Os personagens, por sua vez, são bons e bem desenvolvidos. Persa, apesar de não ser o grande protagonista, é quem rouba a cena, mostrando-se divertido e cativante. Seu amigo e “chefe”, Le Chevalier, mostra-se menos envolvente. Apesar de ter uma inteligência incrível, seu carisma não convence o leitor por completo e não o torna inesquecível. Entretanto, isso não impede uma boa leitura.

“Le Chevalier andou calmamente por entre os convidados, notando o comportamento destes ao tomar seus assentos previamente marcados. Havia condes, marqueses e barões para todos os gostos; provavelmente, metade da realeza europeia estava por ali”.

Além do bom conteúdo, a editora AVEC caprichou na parte visual da obra. A capa é bonita e em perfeita sintonia com o conteúdo do livro. Além disso, no final há ilustração dos principais personagens, o que faz mais vívida a experiência literária. Além disso, a revisão está boa: encontrei pouquíssimos erros, o que torna a leitura ainda mais rápida.

De uma maneira geral, apesar de não ser perfeita, Le Chevalier e a Exposição Universal é uma excelente leitura e que possui tudo para agradar a quem adquirir a obra. Sem falar que há potencial para melhorar ainda mais nas possíveis sequências. Leitura recomendada!

site: http://www.desbravadordemundos.com.br/2016/09/resenha-le-chevalier-e-exposicao.html
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Portal JuLund 16/07/2015

Le Chevalier e a Exposição Universal, Resenha, @AVEC_EDITORA
Le Chevalier e a Exposição Universal foi uma grata surpresa para mim, recebi ele como cortesia da editora e logo comecei a ler. Vou dizer que nunca tive muito contato com o mundo steampunk, já li uma versão dos contos de Edgar Allan Poe no estilo mas nunca li uma obra inteira, posso dizer agora que me arrependo de não ter começado antes.

Le Chevalier é um cavalheiro muito inteligente, um agente secreto, ao inicio do livro temos a sua convocação, e de seu fiel companheiro Persa, para uma missão, eles vão retomar a missão de um colega espião que foi assassinado. Apesar de ser um grande espião, podemos notar um certo “receio” do bureau ao convoca-lo.

Leia a resenha completa em nosso portal!

site: http://portal.julund.com.br/resenhas/le-chevalier-e-a-exposicao-universal-resenha-avec_editora
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Café & Espadas 26/03/2015

Resenha Le Chevalier e a Exposição Universal
Dentre os lançamentos literários marcados para o mês de março, este foi um dos que me despertou muito interesse.

A escolha do autor A. Z. Cordenonsi de fazer a história do seu habilidoso espião, que encara o crime e vai a fundo nas investigações mais perigosas, se passar em uma Paris localizada nos primórdios do século XX e ricamente ilustrada pela tecnologia baseada no vapor, latão e nos cristais de quartzo foi algo bem audacioso e que – apesar de alguns leves problemas – funcionou muito bem.

Le Chevalier e a Exposição Universal, publicado pela Editora AVEC, carrega consigo todas as características clássicas do gênero steampunk, e isso é mais que notório. Essas facetas podem ser observadas nas descrições precisas de cenários e maquinários feitas pelo autor e também em todo o trabalho gráfico da edição: desde a capa às ilustrações da galeria – trabalhos feitos pelos já conhecidos e talentosos Diego Cunha e Marina Avila.

A história de Le Chevalier começa com a capital francesa fervilhando em preparação para mais uma edição do maior evento cultural e tecnológico mundial: a Exposição Universal. Neste evento, cada uma das superpotências mundiais pode mostrar seus maiores avanços no ramo da tecnologia e mostrar mais da sua cultura para os olhos do mundo. A importância desse evento é tamanha que o imperador francês Napoleão III conta com o seu completo sucesso para consolidar a hegemonia da França sobre a Europa, ampliando o poderio e a influência do império sobre o mundo.

Mas isso não será algo fácil de se conseguir, visto que outros países se empenham para que tudo seja um grande fracasso e a França perca todo o seu prestígio. Não demora muito para que um misterioso assassinato aconteça, desencadeando uma cadeia de acontecimentos que irão pôr em risco toda a população francesa. E é nesse clima denso de espionagem que somos apresentados ao “cavaleiro” Le Chevalier e o seu parceiro legionário e birrento conhecido como Persa.

Cordenonsi conduz a narrativa com muita destreza. Constrói sua história, interliga os acontecimentos, aos poucos apresenta todos os personagens e suas principais nuances, ambienta o leitor em seu mundo pulsante e de movimento ininterrupto sem resfolegar ou perder a cadência que o steampunk lhe exige.

Há vários elementos interessantes e que devem ser observados em Le Chevalier. Um deles é a crítica social que o autor conseguiu incorporar em seu mundo ficcional. Por meio do manuseio do “high tech, low life” – oriundo do cyberpunk – a contradição entre o constante progresso tecnológico e condição de vida miserável da grande massa é retratada sutilmente em alguns momentos. Isso fica mais evidente quando vamos analisar o papel dos Drozdes na narrativa.

A primeira vista, eles aparentam ser somente autômatos em forma de animais que acompanham os seus donos e são capazes de pequenos truques, e que é uma tecnologia acessível a todos. Porém o que vemos é que esses pequenos artefatos traçam a linha sólida que separa os afortunados e poderosos do grande proletariado. O dito “civilizado” do “selvagem”. E isso foi um ótimo recurso narrativo que deu um caráter mais maduro a aventura do cavaleiro espião e seu escudeiro legionário.

O protagonista esconde um passado nebuloso, marcado por um fracasso que não é descrito com exatidão no livro. Apesar do grande potencial, a personalidade e a essência de Le Chevalier não é completamente cativante. Falta algo mais, um traço chave para torna-lo mais memorável. Esse carisma tenta ser empregado em Persa, o até mesmo na ladra – que é um prodígio da engenharia – Juliette, mas não chega a convencer de todo. Alguns ajustes que com certeza serão feitos nas próximas histórias do espião.

Há a existência de vários ganchos para continuações – sobre tudo no desfecho que faz menção a Rua Morgue, da obra do célebre Edgar Alan Poe. E não é só essa referência que vemos em Le Chevalier. Vários nomes da intelectualidade francesa são mencionados durante a narrativa, entre eles Júlio Verne – o pai dos romances de ficção científica – e o químico e médico Louis Pasteur.

Le Chevalier e a Exposição Universal é uma obra bem despretensiosa. Divertida, ligeira e com uma trama que se desengrena até a última página. Pra quem acha que o steampunk estava parado por aqui no Brasil, Le Chevalier irá provar o contrário. Ele está vivo, em pleno movimento e a todo vapor!

site: http://cafeespadas.com/?p=2743
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