culpa e graça

culpa e graça Paul Tournier



Resenhas - culpa e graça


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Karol 18/06/2013

Culpa e Graça...
Como está escrito no inicio da quarta parte do livro, na primeira parte determinamos a extensão da culpa humana. Na segunda parte reconhecemos o perigo de discutir objetivamente e de imaginar que podemos julgar quem é culpado e quem não é. Na terceira parte vimos como Cristo recebeu com uma palavra de perdão aqueles a quem o mundo despreza e estão conscientes de sua culpa e por outro lado como falou com severidade aqueles satisfeitos em si mesmo e quem reprimem qualquer sentimento de culpa. Porém vemos na pratica estas duas atitudes são menos distintas do que se pode pensar e que ambas estão presentes em nós ao mesmo tempo, de forma que corremos o risco de nos desviarmos para um lado ou para o outro.
O que buscamos então é uma linha mestra que nos leve a solução e nos deixe a salvo de qualquer um desses excessos.
O que separa o homem da salvação não é a culpa, mas sim a repressão da culpa, a autojustificação, a justiça própria. Em termos de relacionamento interpessoal, é a diferença entre começar a solucionar algum conflito e simplesmente adiar a solução aguardando que o problema seja esquecido, ou tentar transferir a responsabilidade ao outro, como no caso de Adão e Eva.
A pessoa convertida e redimida por Deus não está abrigada do pecado culpa. Talvez seja plano de Deus que tenhamos essa fragilidade e saibamos nos reconhecer frágeis e totalmente dependentes que nos arrependermos constantemente que tenhamos ciência da nossa miséria e da santidade e poder de Deus.
A culpa que nos separa dos outros por causa dos julgamentos pode nos mostrar o sentido verdadeiro da ação de Deus em nosso favor: a culpa de todos os homens é inata, e estão todos os seres humanos na mesma calamitosa situação.
Essa culpa do “ser”, ao contrário da culpa do “fazer” é o que pode unir as pessoas, facilitar seu relacionamento, abrir caminhos para o testemunho, fazer uma sociedade mais justa, uma igreja mais receptiva e acolhedora entre tantas coisas.
Karol 18/06/2013minha estante
Eu gostei muito do livro. Sou apaixonada pela Psicologia, e esse livro é sensacional!




Sally 09/08/2013

Culpa e Graça: uma análise do sentimento de culpa e o ensino do Evangelho
Psiquiatra suíço, começou sua vida profissional como médico em Genebra em 1928. A primeira parte do livro aborda a extensão da culpa humana e a segunda, o perigo de discutir o julgamento de quem pode ser culpado ou não. A terceira parte, já que o livro é uma análise do sentimento de culpa e o ensino do Evangelho, é sobre a forma como Cristo ofereceu o perdão aos desprezados e a severidade àqueles satisfeitos em si mesmo.
A culpa em alguns casos pode ser patológica, talvez fruto de uma educação onde pais e mestres projetaram os seus próprios preconceitos, problemas e culpas na educação das crianças. A busca pela aprovação e a fuga da rejeição do outro também está relacionada à culpa. No contexto atual, os complexos influenciam as pessoas na leitura do Evangelho, onde uma palavra de condenação alivia mais que uma palavra de consolo e esperança.
Para o autor, a questão não é a culpa, toda a trajetória condenatória e doutrinária da Lei, fez-se para que todos fossem culpados e condenados, cumprindo assim um projeto de Salvação. Essa consciência de culpa sadia, aproxima aquele que crê de Deus. O problema não é sentir culpa, é sentir-se condenado e fazer dessa condenação um karma necessário para alívio de uma culpa patológica, imposta ou doutrinária.
Fazer parte de uma sociedade onde todos condenam e todos se defendem acentua o sofrimento para quem tem problemas com a culpa, sendo quase impossível reconhecer a falsa culpa da culpa moralista e cultural. A última parte são citadas várias passagens bíblicas que negam as doutrinas legalistas e moralistas. Também cita a importância da psicanálise como auxílio para a cura possível do ser humano. Indico!
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