Matando Borboletas

Matando Borboletas M. Anjelais




Resenhas - Matando Borboletas


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Maygeek7 24/02/2020

Enfim o fim
Um tema de doença mental. Cadence é uma peste, uma pessoal muito ruim, mas ele é doente. Sphinx faz tudo que ele quer, é uma boa e boba pessoa, mas também é forte. É ela que conta a história e achei que ficou bom assim. Recomendo!
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Renata 23/05/2020

Cada página, uma aflição.
Sarah e Leigh, são amigas desde a infância e fizeram um "pacto", de amizade, jamais se afastariam uma da outra, e quando tivessem filhos, estes se casariam, tornando-se um dia uma família.
Na fase adulta, ambas conseguiram alcançar suas metas, Sarah teve uma menina, Leigh um menino, porém as coisas não saem da maneira tão perfeita e sonhadora como foi planejado.
Sphinxie, filha de Sarah, menina boa, mas ingênua que se deixa ser manipulada por Cadence filho de Leigh, menino que por trás do rosto angelical, e olhos gélidos não mede esforços para prejudicar quem cruzar seu caminho.
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Mad Lil'Duck 21/11/2020

Terminei de ler agora e preciso de uns dias pra assimilar tudo que li. Foi doloroso e tão cru tudo que Cadence e Sphinx fizeram e sentiram ao longo de todo o livro.
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Camilla 31/05/2015

Resenha do blog Segredos e Sussurros entre Livros
Matando Borboletas (título original: Breaking Butterflies), escrito por M. Anjelais, lançamento da Verus Editora, é um romance juvenil que aborda temáticas como transtornos antissociais e relacionamento familiar. Não chega a ser um livro pesado, mas não é cores e borboletas, como a capa poderia sugerir.

Encontrei esse livro numa livraria; nunca tinha ouvido falar da história, visto a capa ou qualquer coisa relacionada, mas foi amor à primeira vista. Um amor bem bizarro, pois para quem não sabe, sofro de motefobia, isto é, tenho pavor das inofensivas (para vocês) borboletas/mariposas. O que isso tem a ver? Bem, foi justamente a capa com essa borboleta em tons de tinta roxa e azul que me atraiu. A sinopse também ajudou, claro, e saber que a capa escondia a verdadeira e brilhante temática da história foi o ponto de partida para minha certeza: eu precisava desse livro. Passada toda a euforia da compra, descobri que o livro era completamente diferente de qualquer coisa que eu poderia ter imaginado. Para quem gosta de psicologia, psiquiatria ou qualquer assunto ligado aos transtornos da mente humana, o livro é, certamente, uma ótima pedida de ficçãoxpsique. Agora, chega de enrolação e vamos à resenha.

Sphinx e Cadence cresceram juntos sendo filhos de duas melhores amigas. Antes mesmo de serem concebidos, suas mães já haviam prometido um ao outro, de forma que o nascimento de ambos, com diferença de meses, só veio a confirmar tal ideia. Enquanto Sphinx foi uma garotinha tranquila e nada excepcional, Cadence foi o menininho brilhante, perfeito em tudo o que fazia e autosuficiente em matéria de sentimentos. Aos 5 anos, um episódio com uma bela borboleta deixou uma pista para quem quisesse ver: a frieza nos olhos azuis de Cadence poderia ser algo mais…

“Ele era um excelente artista mesmo quando pequeno. Enquanto eu estava apenas começando a desenhar pessoas de palito, ele desenhava retratos incríveis, como uma criança prodígio. (...)enquanto eu ainda balbuciava e falava como bebê, ele surpreendia as pessoas com longas frases e fala perfeita; enquanto eu me agarrava à minha mãe, ele era totalmente independente e sempre conseguia o que queria.”


A narrativa se apresenta em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Sphinx. Após um evento terrível, que forçou a separação dos personagens, a vida da garota vai bem, na medida do possível. Ela ainda luta para esconder a cicatriz que a demarcou como a uma cabeça de gado, e ainda é a pessoa nada excepcional de sempre. Ela não vê Cadence há muito tempo, o que é interessante, pois suas lembranças lhe obrigam a pensar nele com mágoa, ainda que uma parte dela sempre pareça desejar algo daquele garoto cheio de luz e trevas. Tudo muda quando ela decide atravessar o oceano para encontrá-lo, agora que ele está extremamente doente. Só então começamos a pensar no grau de anormalidade que ela esconde…

Cadence ainda é frio, não sente remorso, apatia ou conhece qualquer emoção a fundo, mas algo está acontecendo. De alguma forma, a presença de Sphinx é crucial para o que quer que ele esteja desejando encontrar. Mesmo doente, ele consegue subjugar Sphinx a ponto de não restar muito dela, a não ser medo. Mas o ponto é: ela jamais foi obrigada a tolerá-lo. Tudo o que ela precisa fazer é voltar para a segurança de sua casa, ao lado de seus pais. Simples, mas não para ela. Sphinx quer estar ao lado de Cadence; quer vê-lo reagir a ela ao tentar copiar suas emoções. Mesmo sabendo o grau de periculosidade do garoto, ela ainda se mantém ali, sob o mesmo teto, aceitando as migalhas de seu olhar ocasional. Esquisitíssimo, mas brilhante. Para mim, não é a condição patológica/psicológica de Cadence que impressiona no livro, mas a resposta de Sphinx a tudo o que ela vive ao lado dele.

Quando terminei o livro, não sabia muito o que pensar. O final não foi o que eu esperava, definitivamente. Ele foi o que eu chamaria de água-com-açúcar, pois a história tinha muito mais a oferecer. Entretanto, as atitudes de Cadence conseguiram passar tudo o que a caracterização do personagem exigia. O livro não é nenhum thriller, algo que até o finalzinho eu esperava que fosse. Na verdade, é mesmo uma história juvenil abordando um assunto um tanto polêmico, de forma mais leve, sem que se cause um grande mal-estar. Provavelmente, será um daqueles livros nos quais você passa toda a leitura sussurrando: sai daí, guria; ficou louca?; no que você está pensando, Sphinx?; e por aí vai...

A diagramação está linda, sem dúvida. Além da figura da capa, as cores utilizadas na lombada e nas orelhas possuem uma importante ligação com a história, que só o leitor irá perceber. Borboletinhas estão espalhadas por todo o livro; até mesmo nas páginas. Considero este livro, em termos de arte de capa e diagramação, um dos mais bonitos que conheço.

“Todo mundo adorava os olhos de Cadence, as pessoas sempre diziam como eles eram lindos, como eram diferentes. Como eram completamente fora do comum. Às vezes, pensei, ser comum é melhor. Foi a primeira vez na vida que eu percebi que algo pode ser tão incomum a ponto de estar quebrado, tão extraordinário que significa que há algo errado ali.”

Leia também o post musical referente ao livro:

site: http://ssentrelivros.blogspot.com.br/2015/05/ssong-matando-borboletas-x-miss-you-love.html
Reeh 02/06/2015minha estante
amei sua resenha




Cah 06/08/2020

Muito interessante
Esse foi verdadeiramente um livro que me marcou muito. Li quando estava no ensino médio, e com certeza considero uma obra muito bem escrita e igualmente bem desenvolvida em questão de enredo.
Os personagens possuem personalidade, marcando presença. E Cadence em minha opinião, é um personagem super bem construído, verdadeiramente psicopata e demonstrando uma frieza esmagadora.
Minha nota não foi cinco, porque ao mesmo tempo que acontecem coisas interessantes, deixa um gostinho de "quero mais", do qual não acontece. São momentos de tensão, mas nada é encerrado completamente, com reviravoltas e surpresas.
O livro conta com um final bom/médio, que ao meu ver, não foi clichê. Não é uma obra para ser romantizada, isso fica óbvio, mas é sempre bom lembrar.
Resumindo, vale a pena a leitura.
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Suh Oliveira 28/10/2020

Que livro foi esse? Gostei muito. É um livro que me chamou a atenção pela capa no início. Nunca tinha ouvido falar sobre ele ou sobre a M. Anjelais. Foi uma grata surpresa. Um enredo muito interessante. Queria chegar ao final logo pra descobrir o que ia acontecer mas quando chegou fiquei triste por ter acabado. Este não será um dos meus livros favoritos mas eu o indicaria com certeza!
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Pâm 21/11/2020

Livro maluco
Comecei esse livro sem ler a sinopse, achei o começo bem legal, te prende, a forma como a autora escreve é bem boa, simples e fácil de entender. Porém já de início achei que fosse ser um romance dramático com problemas e essas coisas. Mas não poderia estar mais enganada, não tem nada de romance, até da pra ver que a mocinha é apaixonada pelo mocinho( que nesse livro essa descrição de mocinho está tão longe da verdade, o candence é o ruim, e é mais vilao que mocinho) então tem o desenrolar da história, o tal Candence é um sociopata, ele não sente nada, e é muito cruel com todos( eu o odiei) qd fala que ele está morrendo doente de câncer, sério pensei, que bom! Menos uma pessoa ruim no mundo. Mas aí tem a mocinha com nome estranho, que quer tentar salvar ele mesmo depois dele ter torturado ela qd criança e ter ferido ela fisicamente a deixando com uma cicatriz no rosto, ela quer salvá-lo, no começo achei que ela era apaixonada por ele, mas ao decorrer da estória você começa a ver que é uma obsessão por salvá-lo. Amo não nasce de coisas ruins, e tudo que o tal Candence faz é ser um embuste, ele não sente nada. E todos ao redor ficam tentando ajudar. É um livro triste, pesado, você fica o tempo todo querendo que esse tal Candence se vá logo, ou a mocinha de nome estranho, o deixe, mas nada disso acontece, e quando acontece é bem chato, não sei o que esperei do final, mas me senti frustrada. Todas as estrelas que dei pra esse livro, foi com certeza pela escrita da autora, ela te transporta para dentro do livro. E você sente tudo, todas as coisas são bem esclarecidas, porém a estória é terrível, e no final é decepcionante. Não sei se recomendo. É um livro psicológico, dramático, não tem romance (apenas uma pequena indução a isso e nada mais).
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Diana 30/06/2020

"Um último esforço para sentir alguma coisa."
É um livro lindo, gostei bastante, estava com muita vontade de lê-lo pela capa que é lindaaaa.
É um livro bem forte psicologicamente falando, ele meche com vc, apesar disso, ele é emocionante pra mim, indico sem ressentimentos.
Ele tem uma parte tediante, mas que dá pra ler, pois quando passar esse tédio, se apresenta uma ansiedade sem igual ...
Sinta o livro.
Leiam, por favor
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Aione 27/05/2015

Foi a temática de Matando borboletas, aliada a sua belíssima capa, que me chamou a atenção para a leitura. O livro me pareceu ser intenso, permeado por um drama, no mínimo, interessante.

Tais características supostas por mim foram facilmente identificadas na escrita de M. Anjelais, sua jovem autora. Em primeira pessoa, temos a visão de Sphinx, adolescente de 16 anos cuja vida é marcada por um plano feito entre sua mãe e a melhor amiga dela ainda quando crianças, e pela presença do brilhante e perturbado Cadence. Sphinx traz ao leitor acontecimentos de sua infância e adolescência, extremamente influentes em sua vida, ao mesmo tempo em que se aprofunda em todos os conflituosos sentimentos que a tomam.

Foi interessante observar como a autora faz uso de imagens fortemente visuais para criar suas metáforas, de forma a tornar a obra mais sensível. O livro, ao mesmo tempo em que é dotado de um ar artístico, também se utiliza dessa aura para transmitir suas impressões e pistas; analisando as metáforas dadas pela autora, é possível compreender melhor as personagens e o rumo tomado pela trama. Ainda, é nítida a presença de sua linguagem poética, considerando-se as tantas figuras de linguagem que aparecem na narrativa.

Também, foram seus personagens os principais fatores para o desenvolvimento do enredo. Enquanto Cadence cativa por sua luz e perversidade, Sphinx traz suas emoções conflitantes. A história, principalmente, fala da descoberta de Sphinx sobre si mesma, do estabelecimento e da afirmação de sua própria identidade.

Embora dotado de diversas características notáveis, Matando borboletas, infelizmente, não conseguiu me tocar como imaginei. Fui capaz de me envolver com a leitura, de apreciar suas características, mas não fiz uma leitura emocional como, provavelmente, seria o ideal. Foi como se houvesse uma barreira entre meus sentimentos e os da personagem e, mesmo que eu fosse capaz de compreender os dela, não os senti em mim.

Ao mesmo tempo em que não vejo uma explicação para esse distanciamento, sei também que ele afetou minha experiência com a leitura: considero os melhores livros aqueles capazes de mexer com minhas emoções. Dessa maneira, por mais que Matando borboletas tenha configurado como uma leitura interessante, não foi capaz de deixar sua marca em mim, de forma a fazer dela inesquecível.

site: http://minhavidaliteraria.com.br/2015/05/27/resenha-matando-borboletas-m-anjelais/
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Leitora Viciada 15/06/2015

Resenha para o blog Leitora Viciada
Aos dezoito anos de idade, M. Anjelais foi finalista da competição de ficção juvenil do jornal londrino The Times, com Breaking Butterflies. A obra foi publicada em 2014 e A Verus Editora (do Grupo Editorial Record) a trouxe ao Brasil em maio de 2015, sob o título Matando Borboletas.
É um young adult (jovem adulto) contemporâneo e também literatura sick-lit.
A capa mostra uma figura com manchas, pingos e traços rebeldes compondo uma borboleta. Em suas asas, que são inversas e antagônicas, vemos rostos; de um lado um rapaz e no outro uma moça: São os protagonistas da história, Cadence e Sphinx. São amigos e inimigos, porém parte um do outro. As cores têm significado. Cadence é o azul, mais forte e predominante, além de ser a cor que ele usa em suas pinturas. E o porquê da borboleta o leitor descobre logo no começo do livro, quando ocorre o primeiro incidente importante que inicia os conflitos da trama.
Matando Borboletas é uma obra controversa e geradora de inúmeras e opiniões. Um livro para amar ou odiar e confesso que sinto por ele ambos os sentimentos. É bem escrito, breve e estruturado.
As personagens mostram comportamentos variados, em sua maioria, estranhos, descuidados, inconsequentes. Não critico os adolescentes, porque Cadence é duplamente doente e Sphinx, mesmo que oficialmente saudável, mostra mais para frente através de pensamentos e ações que também tem seus problemas.
Eles sofrem por causa de seus pais. Os adultos, perante minha visão, fazem tudo errado em relação aos adolescentes. Humanos sempre são passíveis de erros, principalmente quando se trata de seus entes queridos mais amados. Mas colocar planos infantis acima da integridade física e psicológica dos filhos não me pareceu um “erro comum de pais”. O pior: Os pais repetem os erros, ligados a coisas gravíssimas, e insistem em uma situação negativa para todos os envolvidos. Gostei muito do livro, a leitura me arrebatou e praticamente o li de uma vez. Mas me senti incomodada com os pais e com muitas cenas difíceis de apreciar. Especialmente os pais de Sphinx.

Ela á a narradora de Matando Borboletas e somente o seu ponto de vista é mostrado. Então Cadence é a incógnita, não sabemos o que ele pensa, acompanhamos apenas o que faz e o que Sphinx imagina e conclui. Aliado a isso, Cadence possui estranhos comportamentos desde a infância, do tipo que os pais não deveriam ignorar.

Para ler toda a resenha acesse o Leitora Viciada.
Faço isso para me proteger de plágios, pois lá o texto não pode ser copiado devido a proteção no script. Obrigada pela compreensão.

site: http://www.leitoraviciada.com/2015/06/MatandoBorboletas.html
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Iris Figueiredo 27/09/2016

Perturbador e desconfortante
Se pudesse definir esse livro em uma palavra seria “perturbador”. A história de “Matando Borboletas” é sobre Sphinx e Cadence, dois opostos que a vida tratou de juntar. As mães deles são amigas desde muito novas e fizeram uma promessa ainda na infância – criaram um plano de vida, imaginaram como seriam seus filhos e projetaram um futuro para eles. Tudo estava saindo como o combinado até que Cadence, ainda criança, machuca Sphinx com uma faca. Naquele momento, tudo muda.

Cadence e Sphinx seguem vidas separadas por um oceano. Ela, nos Estados Unidos. Ele, na Inglaterra. O comportamento estranho do menino se agrava, mas Sphinx ainda pensa nele. Até que, anos depois, recebe um pedido: que vá até a Europa reencontrar aquele a quem chamava de amigo na infância, que agora tem uma doença terminal e vai morrer.

“Matando Borboletas” é um romance Young Adult que fala sobre psicopatia. Narrado pela ótica de Sphinx, a menina demonstra como é difícil amar alguém que não demonstra sentimento algum e faz as coisas mais assustadoras para conseguir sentir alguma coisa. É um livro denso e acompanhar tudo que Cadence faz ao longo do livro é doloroso.

Como se sente uma mãe que jamais saberia o que era ser amada pelo filho? Como convivem as pessoas ao redor de alguém que não consegue ser contrariado?

É uma história polêmica. Todo o fio da narrativa deixa o leitor preso em uma tensão e desespero pelo que está por vir. Eu temi por Sphinx e senti pena de Cadence, que sequer sabia o que era pena. Nem mesmo diante da própria morte eminente ele conseguia sentir alguma emoção como reação.

Alguns atos de Cadence me deixaram perturbada. E, confesso, em alguns momentos perdi a paciência com Sphinx, que parecia buscar que as situações acontecessem com ela. Mas a autora é hábil em mostrar como um psicopata consegue emular emoções e pode ser persuasivo. Como conheço pouco sobre psicopatia, não sei dizer se o retrato traçado pela autora é mais ou menos parecido com a realidade. Mas como obra de ficção, a história me prendeu e me causou desconforto, de um jeito que os bons livros costumam fazer.

site: http://irisfigueiredo.com.br
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Carla 12/07/2015

Chocante!
Confesso que eu esperava um pouco mais desse livro, apesar da história me prender logo no início. Mas existe o tal do "porém, entretanto e todavia" que faz toda a diferença no enredo e no fascínio de uma leitura. Pois bem, "Matando Borboletas" é um livro bastante chocante, que vai relatar o quão profunda pode ser uma amizade verdadeira e até que ponto essa amizade pode vencer uma "doença incurável". Uma história bonita, mas também carregada de tragédias, traumas e indiferenças... E tudo começou com um plano que nem era o seu!
12/07/2015minha estante
Nossa, já quero ler!




sweetillusionss 16/04/2019

Um livro arrastado e melancólico que estudantes e profissionais de Psicologia mais exigentes se entediaria lendo
O que me fez ler esse livro - apesar de ter sido indicação e que, facilmente, me deu o acesso direto a ele e um interesse prévio na leitura - foi a capa que caracteriza, de forma romantizada e confusa, o teste psicológico de Rorschach que permite identificar a personalidade inconsciente de um indivíduo. É uma sacada interessante pois se perceber com mais atenção, existem duas faces dispostas nas laterais superiores de cada asa da borboleta, as faces dos protagonistas Sphinx e Cadence, simbolizando a união fantasmagórica, intrigante e ao mesmo tempo libertadora de ambos.

A narrativa deste livro é quase um laudo psicológico minuciosamente feito. São explicações, análises de fatos e situações a todo instante - legal pois é um livro que aborda o universo patológico mental de forma acessível, porém com erros. O protagonista da história, Cadence, é descrito como sendo um sociopata, embora inicialmente eu tenha tido minhas suspeitas de sua condição narcisista. Cadence pode vir, sim, a ser um sociopata, mas suas ações são estudadas e precisas demais para configurá-lo como um. Além do que, um sociopata é construído, ele não nasce conforme o livro afirma. A história foi criada por uma pessoa jovem, que claramente inseriu a primeira pesquisa que encontrou na internet sobre sociopatia no livro.

Sphinx, uma das protagonistas, é uma vítima das próprias crenças, um receptáculo vazio de decisão, um baú enferrujado e lotado de vidas e sentimentos que não são dela. Tudo isso a torna uma pessoa melancólica e ansiosa por culpa e detalhes - é possível ler mais de 10x o mesmo sentimento, com as mesmas palavras. Para ter-se uma ideia, consegui acabar com 100 páginas em 10 minutos pois o que teve de descrições repetidas e irrelevantes para a história... Já o Cadence é um tremendo imprudente. Aprendeu a copiar Sphinx em todos os aspectos, desde sensações até ações. Sua esperteza em manipular é assustadora e típica de um sociopata "feliz", sua frieza é deprimente. Sua sociopatia é duvidosa demais para mim. A autora deveria explorar essa condição com mais cuidado e sabedoria, pois existem muitas confusões psicológicas envolvidas na história que alguém sem preparo poderia facilmente imergir ou se aproveitar da maneira errada. De qualquer forma, a precisão com que explicou os sentimentos de Sphinx em relação a Cadence e deste em relação a Sphinx foi válido e detalhisticamente rico.

É um livro que eu não leria novamente pelos detalhes apresentados, e também por ser em primeira pessoa pois acho que a história acaba se perdendo em detalhes em vez de se concentrar nas ações, que foi o que aconteceu parcialmente com o livro "Matando Borboletas".
Diana 28/06/2020minha estante
Muito difícil de entender sua resenha do livro




Quel 17/03/2016

Borboletas, passarinhos ..

Conheci " Matando Borboletas " por acaso, sua sinopse me atraiu, e quando a li sinceramente eu achei que fosse um romance entre dois jovens predestinados a ficarem juntos como costumamos ver em diversos romances, porém é uma leitura completamente diferente, poderia ser sim um romance simples e a certo ponto clichê, mas a temática é muito louca e isso quase me fez desistir da leitura, porque realmente não era o que eu esperava.

Primeiramente tenho que esclarecer que este livro teve uma forte repercussão negativa entre os leitores ingleses, e a respeito dos brasileiros não sei se o seu acolhimento foi negativo ou positivo quando lançado, porém até onde eu sei suas avaliações na rede social internacional Goodreads são bastante negativas e eu não compreendi exatamente os pontos negativos em que esses leitores não se agradaram, porque está é uma leitura muito interessante se tratando no contexto de uma doença muito misteriosa e assustadora, no meu ver é um leitura educativa e merece destaque.

Você já se imaginou casada com o seu melhor amigo de infância? Ou mesmo quis que sua filha(o) namorasse com o amigo(a) de infância?

Em " Matando Borboletas " conhecemos duas amigas de infância que selaram um pacto ainda enquanto crianças e desde muito cedo planejaram o casamento de seus filhos, sendo eles, Sphinx e Cadence.

Sphinx e Cadence cresceram juntos assim como suas mães e sabem a respeito do pacto que foi selado a muitos anos atrás. Porém devido a diversos acontecimentos enquanto ainda eram crianças, se veem serem separados aos 10 anos de idade após um incidente que deixou Sphinx com uma enorme cicatriz no rosto.

Confesso que de início a leitura não cativou, e somente após o reencontro dos personagens que fui atraída e me vi extremamente curiosa e temerosa sobre suas reações.

" Às vezes, pensei, ser comum é melhor. Foi a primeira vez na vida que eu percebi que algo pode ser tão incomum a ponto de estar quebrado, tão extraordinário que significa que há algo estragado ali. "

O personagem Cadence é um mistério, tudo a respeito dele me fascinou e ao mesmo tempo me deixou extremamente assustada, por diversas vezes me vi questionando sobre os seus sentimentos, certo ele não demonstrou sentir absolutamente nada e isso me assustou, mas assim como a Sphinx eu sentir que deveria dar oportunidades para que ele se redimisse sobre suas atitudes, sobre suas ações e esperei sim que ele demonstrasse uma falha em sua personalidade e que eu pudesse ver algo digno de admiração.
Sphinx é uma garota doce e carinhosa, e eu sentir na pele tudo que ela sentiu, todas as suas emoções, todos os seus medos e como ela eu me vi quase perdendo a sanidade por estar tão próxima de alguém especial, educado e extremamente bonito cujo o encanto se quebra assim que se olha diretamente nos incríveis olhos azuis e percebe que não há nada de encantador ao contrário, existe uma falta de insensibilidade assombrosa que faz até a alma se arrepiar.

Sphinx ver seu melhor amigo Cadence e sua família se mudarem para Londres, e apesar das cicatrizes que sempre a lembrariam de seus medos viveu uma pré-adolescência como qualquer outro jovem, porém após completar 16 anos recebe uma ligação e a sua realidade é afetada, todos os receios e medos retornam intensamente. Seu melhor amigo de infância Cadence se encontra muito doente e almeja passar os últimos dias de sua vida ao seu lado, sem saber como recusar ao pedido faz as malas e parte para Londres.

Sphinx esperava encontrar um Cadence diferente, após anos sem se ver a interação e o medo continua o mesmo e pior, Candence. O garoto que se recorda continua incrivelmente lindo, um anjos aos olhos de qualquer pessoa, obviamente que sua beleza é tão chamativa, atraente que é capaz de ofuscar a percepção de um observador nato, mas não Sphinx, para ela ele continua frio e maldoso como antes mesmo em seu atual estado ele é capaz de tudo, até mesmo de tentar matá-la.

" Era alguma coisa nos olhos dele. Eles estavam acessos, brilhando muito, tão brilhantes e tão frios, como a reflexo do sol em uma paisagem gelada. "

Passei a entender o personagem Cadence nas últimas paginas antes do termino da leitura, é estranho e engraçado como isso só fez com que eu ficasse mais assustada e fascinada, é incrível como a narração foi capaz de me fazer sentir tantos sentimentos, e na maioria contraditórios. As justificativas, acho que posso as chamar assim sobre as atitudes do personagem em relação a sua doença e a sua amizade com a personagem Sphinx me amoleceu e confesso que chorei muito. Foram tantas informações que foi insuportável somente ver tudo que estava ocorrendo na narração final e não poder interferir e comentar, ou mesmo dizer algo a eles, isso foi muito frustrante. Terminei está leitura muito triste e aliviada por ter entendido Cadence perfeitamente mesmo em sua falta de sanidade, e fiquei muito triste por ver sua incapacidade em ser humano e amar ao próximo como deve ser, eu sei que não há uma justificativa, é uma doença e ele é doente.


M. Anjelais me conquistou e em pouquíssimas paginas ele foi capaz de me levar ao meu limite como leitor, isso foi admirável.


site: http://raquel-ebooks.blogspot.com/
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Rk 25/05/2020

Recomendo
Tem uma leitura dinâmica, uma escrita boa o suficiente pra te fazer gostar de um personagem detestável (sabemos o poder da escrita quando isso acontece) e uma história cativante e emocionante. Tinha tudo pra ser um romance água com açúcar clichê, mas foi uma história sobre uma vivência dolorosa e cheia de camadas. Você enxerga uma história cheia de cores sem nem precisar vê-las. É uma linda dor.
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