Por Um Toque de Ouro

Por Um Toque de Ouro Carolina Munhóz




Resenhas - Por Um Toque de Ouro


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Triz 02/08/2015

O que NÃO ler
Inicialmente eu deveria comentar que mal terminei de ler o livro, em certa parte dele eu já supunha um final (meio óbvio) e como eu já estava perdendo a paciência, pulei logo para as últimas páginas e (ahá) foi exatamente como eu imaginava.

Emily é uma irlandesa que durante a narrativa você só se lembra disso quando é comentado ou quando ela bebe drinques irlandeses, o que me decepcionou muito já que adoro detalhes de países diferentes, coisa que teve bem escassamente. Sem noção, afinal ela parecia mais brasileira com todo aquele papo de "bixa má", "bofe", "amore" (bleargh), enfim. Ela é uma garota riquinha, mimada, arrogante, infantil, e tão irritantemente fútil que eu passei a leitura toda querendo dar uns tapas nela. O que eu aprendi? Que não dá pra dar uns tapas em personagens fictícios. Emily conhece esse cara que é o típico bad boy que supostamente todas as riquinhas adoram, Aaron Locky. Primeiro ela "odeia" ele, aquele típico ódio clichê que não é ódio, e sim tesão, depois ela entra em um estado de dependência.

Todos os personagens foram muito sem sal ou extremamente irritantes pra mim. O melhor amigo gay dela (que era aquele tipo estereotipado de gay - bleeeeeargh², vamos variar amiga, nem todo gay gosta de fazer compras) soou mega forçado, clichê e sinceramente eu não suportava o cara, e toda vez que aparecia alguma gíria no diálogo deles eu fazia aquela careta de quem chupou limão. Os amigos dela eram bem fúteis como ela, Aaron foi o bad boy mais chato que eu já tinha visto, já que a tentativa de fazê-lo parecer misterioso e sexy foi falha.

A narrativa é lenta, chatinha, e basicamente não acontece quase nada. Eu realmente esperei que nem uma idiota que a personagem tivesse uma evolução... não aconteceu. Passei a maior parte do livro revirando os olhos e me irritando com toda aquela pinta de riquinha que se chama melhor que todo mundo da protagonista, na verdade, nunca encontrei protagonista pior. Pra mim é muito estressante ler um livro em que não gosto do protagonista e não me identifico com nenhum dos personagens, afinal, pra quem eu vou torcer se tiver briga? (E teve. Torci pra que o carro explodisse nessa parte).

Porém, apesar de todos esses pontos negativos que fazem a história parecer um pontilhismo (escrito, não pintado), o livro deve ser ótimo em dias frios... para alimentar sua fogueira, é claro.
Yuri 23/06/2016minha estante
Me senti representado na parte "nem todo gay gosta de fazer compras", hashashashashasha...Pelo menos já sei de um livro que devo passar longe.


mundinho jogos vorazes br 25/02/2017minha estante
Nunca achei resenha que me representa-se de tal maneira :v


Ketlynn 16/05/2020minha estante
Eu sinceramente acho que era melhor se tivessem escrito o livro da Aoife pq tem todo um suspense ao redor do "noivo fantasma" kkkk meu personagem preferido foi o Darren pela lealdade e amizade deles e só...


Liv 20/05/2020minha estante
Passei pela mesma coisa! Gosto muito da autora, mas o livro foi tão ruim q eu tive vontade de chorar Kkkkkkk




Alana Gabriela 01/08/2015

Perdi meu Tempo...
Essa é uma resenha diferente, pois é sobre um livro que abandonei. Quem confere a minha conta no Skoob já deve ter visto que larguei cinco livros. Não queria fazer isso, mas foi absurdamente necessário. Não tem aquelas obras sem sentido que você lê e pensa: porque estou lendo esse negócio? Pois é. Foi isso que senti ao ler Por Um Toque de Ouro. Completa perda de tempo. Eu já tinha chegado em 65% do livro, mas não sentia vontade nenhuma de continuar e saber o que aconteceria com a personagem. Nada me fisgou. Nada me chamou a atenção (além é claro dos pontos ruins que foram muitos). E nada me fez tentar não larga-lo de vez.

Como leio muitos livros de autores estrangeiros sempre acho que é uma boa ler autores nacionais, prestigiar e reconhecer os seus trabalhos. Eu queria ler algo de um autor brasileiro. Nesse ano li algumas obras que me decepcionaram profundamente e estava procurando alguém que emplacasse e eu pensasse: Hum, isso é realmente bom.

Peguei o livro da Carolina com expectativas lá em cima. E isso só aconteceu porque estava rolando comentários na faculdade sobre como estavam decepcionados com a escrita dela em “ O Reino das Vozes que Não se Calam”. Como nunca tinha lido nada dela resolvi que queria dar uma chance. Queria gostar do livro dela. Então resolvi ler Por Um Toque de Ouro porque achei a capa bonitinha e era o mais novo lançamento dela. Comecei a ler de madrugada e acho que parei na página 10. Ainda não estava decepcionada até que de repente entendi a personagem e queria seriamente que ela se ferrasse para tirar toda pompa ridícula e perdesse naquele cassino.

Com o desenrolar dos fatos achei que tudo era injusto e não conseguia sentir empatia por ela. Na verdade não consegui desde o começo do livro. Nunca conheci um personagem tão antipático na minha vida. Tive uma cota elevada de livros regulares e ruins este ano, mas esse foi o pior deles. Inefável de tão ruim. A escrita não era boa. Estava forçada e não fluía nem uma vez. Tipo, numa linha ela falava de um personagem, na outra de outro e tudo isso no mesmo parágrafo. E ficava forçado. O problema era que ela não conseguia fazer ligações entre eles e ficava solto e cansativo.

Outro ponto: Parecia que estava vendo um catalogo turístico do que lendo um livro em si. Fiquei bastante incomodada porque parecia que a autora não sabia falar sobre os lugares e de tempos em tempos os ressaltava do nada num jeito tão... caramba, não sei nem dizer as palavras corretas sobre isso. Eram soltas as menções dos lugares. Como se ela não tivesse trabalhado direito num jeito de mesclar e deixar tão óbvio que ela não é de lá.

As gírias usadas pelo amigo dela realmente me tiraram do sério. Amore, por exemplo. Abrasileiraram todo o conteúdo e por isso volto a repetir que parecia mais uma história forçada onde a autora se esforçava para realoca-la em outro lugar numa tentativa falha de “mudança de cenário”.

Deixou muito a desejar. Ficou tudo muito forçado como se ela não conseguisse se inteirar com o que estava propondo.

Fico bastante chateada em ter que fazer um comentário enorme desses. Gosto de ler livros brasileiros e realmente gostar deles. Fico chateada e demorei muito para escrever isso aqui porque estava irritada. Tentei deixar de lado por um tempo para retomá-lo de novo, mas não rolou a catarse (só usei essa palavra por não encontrar outra menos intricada e séria, até porque é um livro de romance YA não vai ter necessariamente mensagens de mudança de vida e essas coisas.) esperada.

Achei toda a obra até onde li o cúmulo da futilidade. É óbvio que nem sempre um livro vai nos passar uma lição de moral e tals, mas esse livro me ensinou que existe personagens ruins, personagens maus e a Emily (a personagem principal.). Fútil é o sobrenome da garota. E irritada, é claro. A primeira vez que decidi que queria abandonar o livro foi quando Emily estava numa festa e se esbarrou num cara. E esse simples esbarrão foi o suficiente para ela se irritar e fica fora do sério durante toda a festa numa maneira estratosférica. Tipo, sério? Por causa de um simples esbarrão ela ficou no limite e os pais correram atrás dela, preocupados, como se fosse o fim do mundo. Como se a vida dela tivesse sido estragada para sempre.

Quando isso aconteceu eu parei um instante e pensei comigo mesmo (na verdade torci): vai melhorar. Vai melhorar. Não melhorou. O problema é que entendo de personagens principais irritantes porque já criei alguns e sabia bem o ponto em que queria que mudassem de atitude. Mas Emily era pioneira em ser fútil, postar fotos em redes sociais toda hora, mostrar como ser uma boa vagal na faculdade e surtar quando não tinha o que queria.

A roda de “amigos” dela era igualmente irritante. Acho que ela os esnobava e não os tolerava tanto assim porque eram iguais a ela. É a aquela musiquinha. Um elefante incomoda muita gente. Dois elefantes incomodam muito mais... e assim vai. As coisas “anormais” que aconteceram não foram bem exploradas pela autora a meu ver e não me convenceram. Gosto muito de mitologia, lendas, mas ela conseguiu me fazer detestar essa.

Enfim, tinha muito mais para falar sobre esse livro (sobre os inúmeros pontos ruins), mas não quero mais porque me sinto chateada em ter que descreditar um autor brasileiro e porque toda vez que me lembro dos pontos ruins fico irritada. Como devem ter percebido não lerei as próximas obras e muito menos outro livro da autora porque tenho medo de desabafar novamente dessa maneira. Não recomendo o livro nem para você ler se estiver de bobeira e não tiver nada para ler. É melhor relaxar olhando o céu e depois dormir!
Lua @epigraph9 01/08/2015minha estante
Oi, Alana! Eu também quase não leio livros nacionais, já tinha ouvido falar mal desse livro em algumas resenhas e um colega de grupo falou que era horrível. Outra coisa que detesto é encher o livro de gírias. Nunca li nada dessa autora mas depois de todas os comentários ruins eu nem me interesso mais. Li um livro nacional muito bom e não sei se você já tenha lido. É o livro O pássaro da Samanta Holtz. Depois se quiser dar uma chance pra mais uma autora nacional kkkk




gessy.ross 19/07/2015

Fujam para as montanhas quando alguém indicar esse livro para vocês.
Cansativo, a história demora a deslanchar. A descrição tanto da personagem principal e dos que a cercam chega a ser enfadonha.
O livro peca em ficar descrevendo o luxo e a riqueza que cerca a personagem em forma de looping, fazendo você enxergar somente futilidades e querer pular diversas linhas.
O final é aquela deixa para uma continuação. Enfim, se você preza pelo seu tempo desvie dessa catástrofe.
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Flavia 01/06/2015

A sorte é pra pode, não pra quem quer...
Emily O´Connell tem dinheiro e fama, mas mais do que isso, tem sorte. Ganha em apostas, jogos e faz fortuna fácil sem nunca se perguntar por que tem esse talento nato. Emily vive sob holofotes e é referência quando o assunto é moda e glamour.
Até que ela conhece Aaron Locky, um rapaz misterioso, e mesmo teimoso, consegue ser encantador. Atraída por ele, Emily se deixa levar e acaba descobrindo que está envolvida em algo que acreditava nem existir: O que ela não sabe é que toda essa sorte vem de um dom passado através de gerações, que está no sangue da família mas não havia sido comprovado por não passar de mera lenda. Emily possui o toque de ouro e sua sorte e riqueza não são obras do acaso, e Aaron lhe mostra o que seus pais haviam lhe escondido durante toda a sua vida...

Por um Toque de Ouro possui uma narrativa fácil e fluída, feita em terceira pessoa com foco principal na protagonista, Emily. As descrições dos cenários e locais são muito bem feitas e ricas em detalhes e a impressão é de que estamos visitando a Irlanda e seus pontos turísticos. A mitologia acerca dos Leprechauns, assim como os perigos que rodam esse mundo, também foi explorada de forma convincente, mas alguns furos e pontos na escrita me incomodaram um pouco e por causa deles não consegui acreditar plenamente e nem me conectar ao universo criado pela autora. A história se passa na Irlanda, os personagens são irlandeses, mas em nenhum momento eu senti que eles realmente fizessem juz a nacionalidade a qual pertencem devido aos diálogos que eles mantém. Termos como "amore", "babado", "bicha má", "amiga" e "momento magia" (se referindo a pegação entre os boys) foram responsáveis por "abrasileirar" os personagens, o que acabou estragando meu envolvimento com a história.
A referência à protagonista como "a ruiva" de forma constante também não me agradou muito, pois não tratá-la sempre pelo nome ou por um simples "ela" à sua menção me fez ficar com a impressão de que se trata de uma personagem/figurante qualquer que possui uma característica física que só serve pra diferenciá-la dos demais, mesmo que a maioria dos irlandeses sejam conhecidos mundialmente por terem essa característica em comum.
Emily é uma personagem egocêntrica, mimada ao extremo, bebe, vai pra balada, apronta todas e se acha uma diva superior ao demais. Ela é uma personagem que foge do tradicional e isso me agrada por eu já estar meio saturada de mocinhas frágeis e inocentes, mas confesso que seu comportamento me irritou algumas vezes por ela ser petulante e intragável. Ela é sortuda mas parece não saber aproveitar esse dom com a sabedoria que deveria. Por seus pais serem donos de um império da alta costura, a O'C, eles são bilionários, mas as evidências disso através de nomes das grifes glamourosas, caríssimas e finas de roupas, bolsas e sapatos que eles usam, ou que a conta da boate é paga com cartões "American Express Black Centurion" forçaram um pouco a barra.
Aaron faz o estilo bad boy, misterioso e sedutor e o relacionamento dele com Emily é daquele tipo que começa na briga e parte pro amor de forma inexplicável e até bem rápida. A atração é irresistível, a química parece perfeita e o relacionamento provoca mudanças positivas em Emily. Ela passa a se conhecer melhor e a partir daí amadurece e começa a se preocupar com coisas mais importantes e dignas de se valorizar na vida.
Darren é o melhor amigo de Emily e foi, de longe, meu personagem preferido. Ele age como um verdadeiro irmão, protetor e cúmplice dela, está com ela nos momentos de alegria e tristeza e a entende como ninguém. A amizade sólida e verdadeira que eles cultivam foi algo super positivo e que me surpreendeu muito. Só achei que a caracterização dele foi exagerada. Mesmo que o personagem seja gay, ele não precisa ser obrigatoriamente "do babado", daquele tipo espalhafatoso e super afeminado, e Darren é bem aparecido. Acho que os próximos livros ainda reservam algo de especial pra ele levando em consideração o desfecho que a história teve...
Talvez pela escassez de personagens, a história ficou bastante previsível desde a entrada de Aaron, então o desfecho, mesmo que tenha sido satisfatório, não foi uma surpresa pra mim. Ele fica em aberto e realmente rola uma ansiedade pra saber como o problema trágico que surge será resolvido.

Sobre a parte impressa, como não amar a capa e os detalhes em dourado que ela tem? A personagem é retratada com bastante fidelidade, mostrando os cabelos longos, ruivos e o corpo escultural de Emily numa posição que dá a impressão de que ela, enfim, está se libertando de algo que a prendia rumo a algo novo.
A diagramação também é muito caprichada, trazendo ornamentos em cada início de capítulo e alguns "documentos" de controle de seres dotados com o toque de ouro ao fim, e é interessante se ater aos detalhes que há neles, mesmo que de início pareçam confusos. É até interessante saber que a tradição secular e o dom da sorte dos Leprechauns não se concentra apenas na Irlanda (o que me fez pensar que a história não tinha que se passar necessariamente lá), mas em todo o mundo e, mesmo que não muito aprofundado, há uma "sociedade secreta" que visa o controle dos que são dotados com o toque, assim como parecem ter a intenção de impedir aqueles que são mal intencionados de roubarem, e até matarem, pelo toque de ouro alheio.
As páginas são amarelas e a fonte tem um tamanho agradável. Li o livro tranquilamente em um único dia.

O enredo em si é bacana, prende a atenção, tem momentos de tensão, emoção e reviravoltas, mostra a cultura irlandesa e sua geografia com bastante riqueza, se aprofunda nos dons de um tipo de ser mágico que foge dos que estamos acostumados e isso torna a história inovadora e muito boa de forma geral.
Por um Toque de Ouro é um livro que mostra alguns lados do poder e da riqueza e como os envolvidos tem suas vidas afetadas pelo dinheiro em excesso. Até traz algumas reflexões sobre confiança, ambições e segundas intenções. Até onde alguém vai pra conseguir o que tanto deseja? No fim, posso afirmar que a sorte é pra poucos... Pra quem pode, e não pra quem quer...

site: http://www.livrosechocolate.com.br/2015/06/por-um-toque-de-ouro-carolina-munhoz.html
Andrea 10/06/2015minha estante
Adorei, confesso que nunca interessei-me pelos livros dessa autora, mas sua resenha foi tão boa, que estou pensando em ler esse livro! Parabéns!!


Eduardo Andrade 14/06/2015minha estante
Muito bom seu texto Flávia!


Lis 25/06/2015minha estante
Só eu achei muito parecido com o filme Sorte no Amor? Sem falar na cor do cabelo das personagens.




Ana 17/09/2015

Por um toque de ouro, Carolina Munhóz
Bem, eu ganhei esse livro há pouco tempo e deixei ele lá na minha lista infinita de “vou ler”. Como neste final de semana estava querendo uma leitura rápida, de um dia, peguei e joguei pra rolo.

Esse livro é o primeiro de uma trilogia (que não continuarei lendo, que fique claro) sobre a mitológica história dos Leprechauns.

Nesse livro, ambientado na Irlanda, uma princesinha rica, estilo Paris Hilton, vive sua vida regada a dinheiro, bebidas, baladas e sorte. Muita sorte! Sua família tem um império, do qual se levantaram praticamente do nada e Emily, consegue sempre tudo o que quer.

Em uma festa em comemoração ao dia de St. Patrick, Emily acaba ganhando uma bolada significativa na mesa de Pocker e para comemorar, se esbalda em bebida e música, ao lado de seu amigo e fiel escudeiro, Darren.

Em algum momento dessa festa, Emily se vê sendo imprensada na parede por um rapaz ao qual chama de “barbicha”, e o mesmo a segura de forma agressiva e arranca sua calcinha. É um estupro. Emily se desespera, mesmo morta de bêbada e no momento em que ela grita um “NÃO!”, o barbicha voa e se encontra arremessado ao outro lado da parede.

Emily fica intrigada, mas deixa passar, afinal estava bêbada. Pode ter sido coisa de sua imaginação. Alguns dias se passam e ela vai ao casamento de uma amiga e conhece Aaron. Aaron é um britânico que a trata de modo grosseiro e não está nem aí pra ela. Emily de cara o acha arrogante. Mas mesmo assim, não consegue tirar aquele homem lindo, charmoso e gostoso de sua cabeça.

E é nesse dia que sua sorte começa a mudar, quem sabe, para sempre?! O engraçado desse livro é que Emily encontra um semelhante. Aaron tem as mesmas características de Emily. Emily é uma personagem tão chata, que eu fiz uma listinha das qualidades dela...

Emily é: mimada, fútil, se acha melhor que os outros, quer sempre ser o centro das atenções, vazia, irresponsável, inconsequente, egoísta, não se importa com o sentimento dos outros, esnobe e burra.

E o Aaron é bem parecido. Só não é burro. Isso ele não é nem um pouco!

Pra vocês terem noção, eu sempre coloco alguns trechos do livro. Mas dessa vez eu resolvi colocar só um, mas esse um vai dar a ideia do que eu estou querendo dizer...

“O professor , porém, chamou-a de lado:
– A senhorita pretende voltar amanhã?
Emily se viu pega de surpresa.
– Não gosto de pensar no amanhã. Prefiro sempre viver o momento, mas acredito que sim, professor.
– Você é uma das melhores atrizes desta turma, srta. O”Connell. Um verdadeiro talento. Adoraria coloca-la no papel principal para a apresentação de final de semestre, mas, se continuar faltando desse jeito, não poderei decidir a seu favor.
Emily sentiu-se lisonjeada com o convite, mas estava acostumada demais com elogios e não soube expressar seu interesse de modo apropriado.
– Se o senhor concorda que sou a melhor desta turma, então por que não? Não é mais fácil me dar o texto e eu apenas aparecer?
Seu tom arrogante tocou em algum ponto do professor. Ela notou o espasmo subindo pela coluna dele e o punho sendo fechado.
– A senhorita realmente acha que esta instituição é uma piada? Que por causa do seu sobrenome vai passar na frente de pessoas realmente interessadas? Seu comportamento me revolta, srta. O’Connell! Estou profundamente decepcionado. Se este curso não lhe interessa de verdade, você está apenas ocupando a vaga de alguém.
A explosão do mestre a deixou constrangida, mas Emily não quis demonstrar fraqueza. Precisava preservar sua reputação.
– Já mostrei a minha paixão pela arte neste tablado, senhor! Não teria entrado neste curso se não fosse por isso. Todos sabem que não preciso de formação para ter um futuro, mas mesmo assim estou aqui. Isso deveria dizer alguma coisa sobre o meu interesse.
– Isso me diz que continua se apoiando de mais em seu sobrenome – bufou ele. –Se você quer ser a protagonista da peça, terá que vir para as aulas e também para os ensaios gerais fora do horário da disciplina. Vai precisar se esforçar.
–Quem vê acha que essa peça de teatro universitário poderia me dar um Oscar – ironizou a garota.
O professor se manteve em silencio. Muitas alunas como aquela haviam passado por sua sala durante seus vinte e cinco anos de ensino. Considerando um dos melhores atores de tablado da Irlanda, ser-se desrespeitado daquela maneira era cruel.
– É triste ver você desvalorizar uma arte tão sensível como essa – resmungou o homem. – Eu me decidi: a senhorita não participará mais de minhas aulas. Se não trancar a disciplina, será reprovada. Tenha uma boa vida srta. O’Connell.
Emily não soube como reagir. Esperou o professor deixar a classe e colocou de volta os óculos de sol, saindo o mais rápido possível. Por que mesmo tinha se levantado da cama? Perdera horas de sono e mais tarde ainda teria que ir a um casamento estúpido. Agora, demoraria horas se arrumando e provavelmente estaria acabada com apenas duas taças de Veuve Clicquot. Quem se casava em dia de semana? Ao menos sua amiga Aoife estaria lá e, finalmente, teria alguém com quem dividir Darren. O amigo surtaria quando descobrisse sobre a briga com o professor renomado, e ela andava cansada de seus ataques.”

Eu não sei se a intenção da autora era esse mesmo, deixar a gente com raiva dela, ou não. Se essa era a intenção, beleza! Ela conseguiu! Emily é um ser insuportável.

Eu achei o livro bem chato, e um dos maiores motivos foi o fato da autora fazer questão de mostrar pra gente que ela sabe muito bem sobre o lugar que ela está escrevendo. É muito detalhe de lugares, pontes, restaurantes, boates, nossa, de tudo. Chegou ao cúmulo de levar uma página frente e verso só para descrever um castelo ao qual a Emily foi pra se encontrar com o namorado. É chato!

Outra coisa a me deixar muito confusa, foi a narrativa em terceira pessoa. É muito confuso. Simplesmente às vezes eu não sabia sobre quem estavam falando no momento. Complicado....

Também senti que em certos momentos a história se perdia. Perdia o foco. Ficava dando muitas voltas para chegar no ponto principal, e aí, mais uma vez, dispersava a minha atenção. E pra piorar tudo, no meio do livro eu já sabia o final. A história é extremamente previsível. Acho que eu ando tendo uma maré de azar bem grande com leituras ultimamente. Esse não é o primeiro livro que não gostei. E em menos de um mês!!

Tá aí um livro que não vou dar continuidade a leitura. Estou aceitando trocas! Huauhauhhua!

Bem, essa foi a minha opinião sobre o livro... E vocês?? Alguém aí já leu? O que acharam??

site: http://www.viciadosemleitura.blog.br/2015/09/resenha-88-por-um-toque-de-ouro.html#more
Dudu 11/01/2017minha estante
Você me convenceu na parte em que falou da descrição dos lugares. Também odeio quando tem quantidade excessiva de detalhes (quero dizer, uma vez ou outra não tem problema, mas se ficar nisso o livro inteiro ele fica maçante e tedioso, pelo menos para mim). Se você quiser uma indicação, leia Trono de Vidro ou a série Interligados, posso atestar que são ótimos livros e muitas de minhas amigas gostam deles. Se não se interessar só ignore :) e obrigado pela resenha.




Victor Antonio 26/02/2020

um livro fraco
Sinceramente achei o livro bem fraco e duvido que continuarei a ler ou reler a série.
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Canto de Estante 07/07/2015

Um livro com um toque de ouro
" Herdeira de uma das marcas mais luxuosas de sapatos e bolsas houte couture do mundo, sucesso, dinheiro e glamour praticamente correm no sangue da Irlandesa Emily O’Connell. Tudo dá certo na vida dela. Um dia, porém, Emily percebe que tanta sorte talvez não seja mera coincidência.
Nas comemorações do feriado de St. Patrick, após ganhar milhões em uma noite de pôquer, a sorte e o azar se confrontam. No banheiro da festa, a garota se vê vítima de uma tentativa de estupro. O que a salva das estatísticas policiais, no entanto, é a forma como ela consegue se livrar magicamente do perigo.
Dias mais tarde, Emily conhece o misterioso e encantador Aaron Locky, e entre eles surge uma atração irresistível, como se uma aura de poder os cercasse e os unisse. No entanto, Aaron parece esconder alguns segredos por trás de seus cabelos compridos e de sua risada irônica. Ele tem muito a ensinar a Emily, mas, entre todas as coisas, ela jamais sonharia estar envolvida em uma tradição secular lendária.
Será que a sorte vai dar a Emily o poder de guiar o próprio destino?"

Em primeiro lugar eu preciso falar que já no começo do livro, pude comprovar uma coisa que a própria Carol falou durante o lançamento de “Por um toque de Ouro” aqui em Recife, “A minha escrita evoluiu bastante” e eu realmente percebi isso. É tão gratificante ver como uma autora cresce entre seus livros e saber que vão se passar muitos anos e poderá falar “eu estive aqui desde o começo”


A história é envolvente de tantas maneiras diferentes e tão magicamente incríveis que eu não consegui largar dele mesmo depois de terminar. É como se estivesse realmente envolvida com os personagens, podia me sentir como eles, ria quando tinha de rir e chorávamos juntos. Porque um toque de ouro é o tipo de livro que vou ler para o resto de minha vida e sei que sempre será como da primeira vez... mágico.

Os personagens são incrivelmente bem descritos, como a Emily que me encantou desde o começo, apesar de sua crosta que esconde tudo o que tem por dentro. Uma garota cercada de luxo, riquezas e tudo o que sempre desejou, é mimada e sem limites que realmente dá a razão a uma das frases no livro: “Sorte no jogo, azar no amor”.

E o que falar do Darren? O personagem que me divertiu e que me fez desejar um melhor amigo exatamente como ele, na verdade é como se fossemos próximos, daria qualquer coisa para passar um dia ao seu lado. Ele conseguiu ser o personagem que mais me fez rir e querer bater na Emily por deixá-lo magoado ou com raiva OLHA AQUI EMILY NÃO MEXE COM MEU MACHO (ou não macho). Se bem que está mais para uma bonequinha de porcelana que quero guardar em um pote e proteger do mundo.

Resenha completa no blog

site: http://www.cantodeestante.com/2015/07/resenha-por-um-toque-de-ouro-carolina.html
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Camilla.Luzzin 26/10/2015

Previsível
Achei o livro bem chatinho e no meio da história já tinha sacado o final.
Achei massante, a autora foca demais em coisas como "a fulana usa bolsa chanel, sapato louboutin, mala luis vuiton" e foca pouco em poderes, magias... uma pena já que o foco do livro é justamente esse. Detalhes demais onde não precisava e pouquissimo aonde merecia.
A personagem principal é mimada, chata, quer ser o centro das atenções de tudo e no fundo eu achei foi bem feito pra ela rs.
Terminei o livro apenas por terminar.
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Isabelle 23/07/2016

Por um toque de ouro
Estou começando esta resenha nada satisfeita. Sabe, eu não fico muito feliz falando mal de livros, mas, infelizmente, eu preciso colocar isso para fora. Eu já tentei ler outro livro da Carolina, O Inverno das Fadas. Nele eu fui completamente enganada por um capa espetacular e uma sinopse meia-boca. Nem consegui terminar. Mas, ganhei Por um toque de ouro e tentei dar outra chance a autora e foi num nível bem bem beeeeem pior que O Inverno das Fadas.
A personagem principal é Emily O'Connell uma herdeira de uma grande grife, mimada, enjoada e grossa. E olha, esse nem é o problema do livro para mim. Como vocês viram (ou não) na resenha de A Arma Escarlate, eu odiei o protagonista, mas amei a história. Enfim, ela adora se embebedar, festejar e basicamente ela pode fazer tudo que ela quiser. E ela conta com uma sorte de dar inveja, qualquer jogo, qualquer aposta, Emily vence. Depois de vários acontecimentos estranhos, Emily conhece Aaron e descobre que a sorte dela é muito mais do que um acaso da natureza e está ligada as antigas lendas irlandesas.
Bom, eu nem sei por onde começo. A premissa é realmente interessante, e por isso eu dei 2 estrelas. O problema aqui é o resto da história. Temos um combo de coisas ruins: personagens rasos e que não causam qualquer empatia, é mal escrito, com mudanças de POV na mesma linha trazendo confusão, as falas dos personagens não remetem em nada a Irlanda, tendo frequentemente conversas repletas de gírias brasileiras e enredo previsível (o que nem é tão problemático, na verdade). Sem contar os relatórios aleatórios no meio do livro que a gente deduz o que é, porém, nunca é mencionado na narrativa.
Eu ia largar o livro e, basicamente, só continuei pela entrada do Aaron no enredo, o que tornou a personagem principal um pouquinho mais suportável. Eu realmente não recomendo esse livro de modo algum e acredito que seja uma das minhas piores leituras depois do traumatizante Finale.

P.s.: Fico bem chateada que a maioria dos livros da Carolina tenham essas capas maravilhosas. Desperdício.
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Bia 15/06/2015

Mergulhe no Universo Leprechaun da atualidade
Há alguns dias, eu postei que tinha chegado à página cem e terminei nele mesmo, porém só hoje pude trazer a resenha.

O que você faria se possuísse uma sorte inexplicavelmente grande e ela aos poucos parecesse falhar? Além disso acontecer com Emily, ela ainda descobre que pode estar ligada a uma tradição secular lendária que motivador.

A escrita da Carol flui bem e recebeu uma revisão impecável. Em alguns momentos, porém, eu achei que faltava alguma coisa, e surpreendentemente isso foi bom ao final do livro. Acredito que algumas cenas deixem o final claro para alguns leitores, para aqueles que se forçam muito a achar a parte cruel da história (e mesmo assim serão surpreendidos).

Sobre os personagens: eu gostei bastante de Emily, apesar de ter sido um afeto a ser desenvolvido no desenrolar da história. Aaron tinha um ar clichê que me fazia perguntar o que tinha de errado com ele, pois sabia que destoava da história.
E, nesta parte vamos esquecer todos os personagens Darren, sem duvidas o personagem que mais me cativou, se mostrando um amigo maravilhoso e um rapaz super divertido. Pra mim, ele seria facilmente o protagonista e eu quero mais dele nos próximos livros.

Um detalhe que não poderia esquecer: a capa é maravilhosa. Quando o livro chegou eu fiquei alguns minutos apenas a admirando e passando a mão pelo relevo do titulo. É impossível passar pelo livro sem reparar em sua luxuosa existência.

Minha ansiedade para o próximo livro é tanta, que já estou pensando em reler em breve. E, mesmo com meu pouco conhecimento sobre os mesmo, mal posso esperar por mergulhar ainda mais no universo Leprechaun dos dias atuais.

site: http://www.borboletasnopapel.com/2015/06/resenha-por-um-toque-de-ouro-de.html
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Camila.Alcantara 11/05/2020

Por um toque de Ouro
Tudo da certo de uma maneira surpreendente na vida de Emily. É herdeira de bilhões, tem pais incríveis e todo mundo quer ser como ela. No entanto conhece alguém que a revela que o que ela possui não é apenas sorte, é além de Emily se apaixonar perdidamente por essa pessoa também passa a confiar cegamente.
Acho que o livro é bom e a leitura é fluída e fácil, porém as coisas demora um pouco demais pra acontecer.
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pilarmmello 27/08/2015

Abandonar ou continuar lendo? Eis a questão
Não sei muito o que dizer sobre esse livro.

Vou avisa-los apenas que se você parou de ler no meio e abandonou, pega para ler! Nem que seja para ver só o final!

O começo e o meio do livro são horríveis , achei a personagem principal irritante e FIQUEI COM ÓDIO DAS GÍRIAS DO DARREN!

Mas eu gostei tanto mas taaaanto do final! Eu me senti tão trouxa cr..! Eu fiquei em um choque que ...mds!

Dei só três estrelas porque não gostei da personagem principal(achei ela mimada, e totalmente insuportável) odiei as gírias do Darren, e achei alguns outros personagens, muito mau construídos.

Eu pensei em abandonar muitas vezes, porém continuei e fico feliz por isso:)
Luana C. 19/12/2015minha estante
Exatamente como eu me sinto :v hauhauha




Helder :) 19/09/2016

Car***o
Jesuiz, que livro foda, eu sou suspeito pra falar algo mas esse livro é demais! A historis é muito envolvente e diferenciada, nunca tinha lido nada sobre o tema.
A trama nos deixa envolvidos do começo ao fim, cada capitulo você se surpreende mais com a Emily e com a autora.
Fiquei chocado quando algo que esperava acontecer a cada paginas acabou acontecendo nos ultimas duas. Meu deus, Carol conseguiu abalar minhas estruturas com esse final, maguinifico! Estou indo correndo ler o segundo!
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