Nós

Nós David Nicholls




Resenhas - Nós


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Nathalia 17/07/2015

2.5 estrelas
Esse livro tinha tudo para ser ótimo, mas só conseguiu ser ok.
Apesar de focar em personagens que são muito mais velhos do que eu, nunca tive problemas em me relacionar e em me colocar no lugar de personagens dessa faixa etária. Contudo, desta vez não consegui criar um laço mínimo de afeição.
O livro é um tanto arrastado, mas tudo bem, isso eu já esperava desde a sinopse, não é deste tipo de livro que eu vou esperar ação e aventura. O problema é quando você tem uma narrativa em primeira pessoa, em que o personagem principal é uma mala, e uma mala que gosta de descrever tudo em seus mínimos detalhes, coisas sem significância, ou então, coisas que só me faziam entender menos como ele chegou até o ponto do início do livro.
Não consegui gostar nem um pouco do personagem principal, para mim a intenção do autor era construir um personagem inteligente, tímido, um tanto antissocial, mas com requintes de um senso de humor peculiar que deveria fazê-lo agradável como narrador. E foi justamente aí que encontrei o maior desfalque. Douglas é simplesmente inteligente, chato e passivo, não tem nada de engraçado, peculiar, fofo, ou qualquer que seja a palavra. Tampouco ele me foi relacionável.
Ele tem problemas com a esposa, que é um porre diga-se de passagem, e quanto mais eu lia do livro, menos eu conseguia compreender do porque eles estavam juntos por tanto tempo.
Quanto ao filho, claro um adolescente super problemático, para mim era nada mais nada menos do que uma vítima das esquisitices e manias do pai, que de divertido e especial não possui nada.
O livro não é ruim, apesar de eu estar fazendo parecer. É que a ideia que eu tenho é de que a intenção do autor na construção dos personagens, principalmente com Douglas, não era esta. O tempo todo eu percebia o autor tentando fazer de Douglas um de vários homens de meia idade que não se encaixam no que a sociedade entende por bonito,sociável, bom partido, etc; que se encontra hoje por livros deste gênero, mas que são suaves, agradáveis de se estar junto, e de sua própria forma divertidos, apesar de não sempre compreendidos.
janaynah29 20/07/2015minha estante
Sua resenha está perfeira. Exatamente o que pensei.


Juliana.Ramos 23/07/2015minha estante
Graças a Deus alguém que pensa como eu! Nem consegui terminar.... Descartei logo... ??


Tamara 27/09/2015minha estante
Resenha perfeita, exatamente o que pensei. Além de que em várias críticas boas eu percebi o pessoal dizendo: "ah, um ótimo livro para conhecermos mais sobre museus da europa e etc", e não vi nada disso, a parte da viagem e seus lugares foi muito pouco explorada


Keylla 19/10/2015minha estante
É assim que estou me sentindo com a leitura desse livro. Achei que eu era a única, pois a maioria das resenhas são maravilhosas.... Não vejo a hora de terminar essa leitura (pra me livrar logo desse livro!)


Erico.Lima 05/10/2017minha estante
Gostei da sinceridade, pois concordo plenamente. A escrita do autor é ótima, fato este que chega a ser irritante durante todo o livro, porque só parece que o livro tem a oferecer isso. O personagem fica todo tempo descrevendo coisas minimas, desnecessárias, que de tantas delongas, você acaba esquecendo fácil da história. enquanto aos personagens concordo em todos os pontos com sua resenha.




fernanda.alves. 30/05/2015

Apaixonante
Tenho que confessar, sou apaixonada David Nicholls. Já li todos os outros três livros dele: 'Um Dia', 'O Substituto' e 'Resposta Certa'. Quando 'Nós' foi lançado no Brasil, sabia que ele ia furar a minha fila de leitura. Assim foi! E mais uma vez, me apaixonei por David Nicholls. Seus personagens tem sempre uma leveza, um humor inteligente e sarcástico, sabem rir de si mesmos. E essa é uma qualidade que eu gosto nas pessoas, logo, admiro também em protagonistas de livros. Douglas é dos meus, desses que preferem rir do que chorar. Um pai de família que é acordado no meio da noite com um pedido inesperado de sua esposa, Connie. Tudo começa com um fim, com um possível divórcio. Mas uma já planejada viagem em família com o filho do casal, Albie, faz você se envolver na história dessas três pessoas comuns. Tudo de mais inesperado acontece, intercalado com lembranças nostálgicas dos 25 anos de casados dos Petersens, levantando reflexões sobre família, amor, companheirismo, respeito e mil outros temas que muitas vezes nos passam despercebidos no cotidiano. Recomendo muito!
Nanda 30/05/2015minha estante
Vou colocar na minha meta de leitura, " um Dia" foi um dos livros mais bem escrito que já li, espero que esse goste tmb.


Daniel 28/07/2015minha estante
Fernanda, vc descreveu muito bem: David Nicholls sabe escrever com leveza sobre assuntos pesados, como um casamento falido - mesmo que só para uma parte do casal. O personagem principal é de uma humanidade comovente! Em outra resenha algumas garotas comentaram sobre a não identificação com o Douglas e seus dramas, e é exatamente isso um dos principais ganchos do livro: a impossibilidade de diálogo entre gerações diferentes, entre pai e filho. Achei muito bom, surpreendente até, melhor que o best seller "Um Dia".


Danilo 14/10/2016minha estante
qual seu favorito dele?




Keylla 20/10/2015

Maçante
Guardem as pedras fãs do David Nicholls!
Este foi mais um livro comprado na empolgação pelo lançamento e pela capa e, como diz o ditado, não julgue o livro pela capa. O enredo tinha tudo para ser um livro incrível e sensível:

" Certa noite, Douglas Petersen, um bioquímico de 54 anos apaixonado pela profissão, por organização e limpeza, é acordado por Connie, sua esposa há 25 anos, e ela lhe diz que quer o divórcio.
O momento não poderia ser pior. Com o objetivo de estimular os talentos artísticos do filho, Albie, que acabou de entrar para a faculdade de fotografia, Connie planejou uma viagem de um mês pela Europa, uma chance de conhecerem em família as grandes obras de arte do continente. Ela imagina se não seria o caso de desistirem da viagem. Douglas, porém, está secretamente convencido de que as férias vão reacender o romance no casamento e, quem sabe, também fortalecer os laços entre ele e o filho."

Mas não. O autor não aproveitou o gancho da sinopse sobre relações familiares e adentrou num universo minuciosamente detalhado de situações e lugares que não te levavam pra lugar algum. Durante a leitura eu pulei algumas folhas para ver se interferiria na compreensão do texto e para minha surpresa (grata, por sinal) não mudou em nada.

Livro com narrativa cansativa, leitura arrastada e com muita perseverança consegui terminar a leitura desse livro.

O livro não é de todo ruim. Gostei das reflexões e alguns diálogos do casal, mas é muito pouco para te prender num livro de quase 400 páginas. Acredito que a vida é muito curta para ler livros ruins e esse, infelizmente, foi perda de tempo.
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Laila @entrelivros 31/03/2017

Nós
Quando comprei esse livro, comprei achando que iria me apaixonar por Douglas e Connie assim como foi com Dexter e Emma. Mas para minha decepção, isso não aconteceu.

Eu gosto muito das narrativas do David e esperava me envolver e acabar o livro no máximo em dois dias. Porém, achei o livro tão chato que levei uma semana para acabar e só acabei porque estava participando de uma leitura coletiva e todos eram só elogios, então achei que estava "lendo errado" e continuei. Mas não, a leitura não fluiu nada.

Na minha opinião Douglas é um personagem super carente de auto estima e vive das sobras do amor de sua mulher. Quanto ao seu filho, ele tem uma ligação tão direta e exclusiva com a mãe que passou a não ver o pai que tinha. Okay, o Douglas teve muitas falhas em relação ao filho, mas isso não que dizer que Albie deveria trata-lo com tanto desprezo assim.

O fato do personagem querer manter o casamento sozinho mostra que ele não deveria querer fazer isso. Uma vez que sua mulher já decretou que quer se divorciar, ele tenta a todo custo mostra-la o que isso não vale a pena, quando na verdade é seu próprio esforço que não vale. Connie já está decidida!
Aproveitando a situação dos pais, Albie foge durante o Grand Tour por achar que o pai o humilhou publicamente, o que só mostra o quanto ele ainda é um adolescente irritante e irresponsável.

Particularmente eu não gostei da história. fiquei todo o tempo esperando que Douglas se desse conta da situação de sua vida e deixasse de ser melancólico e passasse a viver de verdade. O até mesmo que arrumasse um novo amor,

A única parte que eu achei realmente boa, foi o itinerário relatado durante o Tour, me deu ate uma vontadezinha de arrumar uma mochila e sair pela Europa...


site: https://entretodososlivros.blogspot.com.br/2017/02/nos-autor-david-nicholls-editora.html
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Carissinha 07/08/2015

Há quem goste de livros recheados de ação, com muitos acontecimentos surpreendentes e surreais, com fatos distantes da realidade da vida. Eu mesma tenho meus momentos de leitura desse tipo, que me fazem fugir da realidade. Ainda assim a maioria das minhas leituras mais marcantes são de histórias que são tão "realistas" que chegam a deixar o leitor com uma dorzinha no coração, porque na vida real as coisas não são sempre satisfatórias. A vida não é um conto de fadas com felizes para sempre. A cada dia é uma nova luta e após uma realização acontecem fracassos.

Os livros do David Nicholls são assim. Histórias de pessoas comuns que tem inúmeros defeitos e, muitas vezes, qualidades não apreciadas. Que sorriem e choram como você e eu.

Em "Nós" conhecemos Douglas, o narrador do livro. Um homem de 54 anos que com a proximidade da ida de Albie, seu filho adolescente, à faculdade, resolve fazer uma viagem em família antes do garoto se mudar. Apenas ele, Albie e sua esposa, Connie. Detalhe: um dia, no meio da noite ela decidiu dizer a Douglas que deseja se separar após o filho sair de casa.

Douglas, com um otimismo que chega a ser irritante, parte com os dois e acaba descobrindo muito sobre seus relacionamentos durante a viagem.

Virei fã do David ao ler "Um Dia". "Nós" só confirma meu amor por este escritor. Com um tom que me soa mais leve que o do livro anterior, ele cria um personagem que apesar de pessoalmente não ter nada a ver comigo, eu acabei me apegando. Douglas é cientista, metódico, extremamente organizado, sem imaginação e sem muito entendimento artístico, o que é um problema para Connie e Albie. E talvez, na vida real, pudesse ser um problema para mim, já que tenho uma formação artística e não compreendo bem quem não tem apego à arte. Curiosamente não foi. Acabei achando Douglas bastante carismático. o mesmo não posso afirmar de Connie. Apesar de, ao terminar a história, não detestá-la, não posso dizer que gostei dela. Muito bem construída, a personagem é o oposto do marido. É artista, festeira, bastante sociável e muito egoísta. E o Albie segue a mesma linha.

O livro segue esses personagens pela Europa, alternando a viagem e o passado, desde quando Douglas e Connie se conheceram. Assim ficamos sabendo de cada acontecimento importante nos vinte anos que os dois passaram juntos.

Acredito que o autor consegue ter uma fluidez na escrita. Valeu a pena esperar cinco longos anos por um livro novo. Com capítulos bem curtos, a história passa rápido, mas faz você pensar, sem jamais perder o tom de "vida".

Pessoalmente foi uma excelente experiência. Agora espero não ter que passar mais cinco anos para ter um novo livro do Nicholls.

site: http://www.sopaprimordial.com.br/2015/07/nos-david-nicholls.html
Nay 16/09/2015minha estante
"Ainda assim a maioria das minhas leituras mais marcantes são de histórias que são tão "realistas" que chegam a deixar o leitor com uma dorzinha no coração, porque na vida real as coisas não são sempre satisfatórias. A vida não é um conto de fadas com felizes para sempre. A cada dia é uma nova luta e após uma realização acontecem fracassos.

Os livros do David Nicholls são assim. "

Suas palavras descreveram absolutamente tudo que sinto em relação ao Nicholls e as histórias dele... excelente resenha!




Ma 15/01/2017

Por que 3.5
Sim, tem spoiler. Achei a história bem enrolada, parecia que o objetivo final era encontrar o filho (que inclusive era um pé no saco) e depois que ele consegue, a mulher ferra tudo e fica com outro cara (bem babaca) enquanto o Douglas comeu merda o livro inteiro por ela. Enfim, não gostei do final e o desenrolar teve altos e baixos. Esperava mais. De qualquer forma a parte gráfica é incrível, o livro em si é lindo, mas o que importa mesmo (a história) não me convenceu.
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Katia 03/09/2015

Chato
Puxa, não gostei do livro. Esperava algo parecido com 'Um dia', porém no meu ponto de vista não foi nadinha parecido, as vezes tinha a impressão que nem era do mesmo autor. Os personagens são todos uns chatos, o adolescente rebelde demais que não sabe dar valor ao que tem, em parte acredito que devido a mãe, pois a Connie passa a mão na cabeça do rapaz em tudo. O Douglas muito chato também, em certos momentos tive um pouco de dó, pois dava para ver que ele se esforçava dentro de suas limitações pessoais, mas tanto ele quanto Connie, vivem num aspecto do tipo: "Não estou feliz, mas deixa a vida me levar... " que simplesmente não concordo. Logo por esse motivo o livro me parece exatamente isso: "Vou lendo até o livro acabar e só".... Nada além disso, nenhuma frase memorável, nenhum personagem marcante. NADA ! Para mim só perda de tempo.
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Mari 25/07/2015

Maçante
David Nicholls tem a sua forma ímpar de escrita na qual eu gostei bastante no outro livro que li dele - Um dia, mas nesse livro achei a narrativa um tanto cansativa. A história de um casal que tinha nada para dar certo, Connie uma amante da arte, no estilo drogas e rock n roll e Douglas um cientista nerd, que passa seus dias tentando fazer experimentos. A história é narrada em primeira pessoa pelo Douglas que é apaixonado pela sua mulher mas não sabe se ela pode dizer o mesmo por ele. Achei a história um tanto sem graça, com o personagem principal tentando constantemente ser aceito e admirado por sua mulher e filho, um personagem um tanto piegas e que conta tudo nos seus mínimos detalhes. Em uma parte do livro eu consegui me afeiçoar pelo Douglas mas chegando no final do livro tudo que eu queria era acabar logo com a leitura e partir pra uma próxima. O que consegui absorver da história é essa constante vontade dos seres humanos de fazer de tudo para agradar quem ama, independente do que sentem ou de suas vontades. Não é um livro de todo o ruim mas em certo momento da leitura me fez querer abandonar o livro.
Nica 01/08/2015minha estante
Descreveu perfeitamente o livro, realmente a leitura é arrastada.


Dani 29/08/2015minha estante
Concordo! Muito cansativo... Não via a hora de terminar logo o livro...




Helen 29/10/2016

A realidade
Fico decepcionada quando as pessoas não gostam de livros assim, tão reais.
David tem o dom de trazer a realidade para suas obras, Douglas é um personagem ranzinza, que dificulta a simpatia do leitor, mas Connie e Ovo também não são fáceis, são uma família como muitas outras, cheia de desentendimentos.
A história é sobre tentar reconquista, mudar e salvar algo perdido e o final não é clichê, nem novidade, mas é um final reconfortante, sobre superação, mudanças e como a vida realmente é.
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Fernanda Turino 02/06/2015

Para continuar a amar David Nicholls
Desde que li ‘Um dia’, já sabia que viraria fã de David Nicholls, depois da minha ‘estreia’ li os outros livros do autor: ‘O substituto’ e ‘Resposta certa’ que, apesar de não se igualarem à história de Dexter e Emma, são incrivelmente divertidos e bons de ler. Assim, quando soube que ele ia lançar um novo livro logo fiquei animada para lê-lo. Admito que o enredo não me atraiu logo de cara, mas logo fui fisgada pela história e terminei de ler o livro com uma sensação de saudade dos personagens.
E, e se tem uma qualidade que David Nicholls possui, é a de fazer o leitor se identificar com personagens que, em geral, nada tem a ver com quem está lendo o livro. Afinal, o que eu teria em comum com um bioquímico de 54 anos, sem trejeitos sociais e viciado em organização? Muita coisa.

O livro começa com um fim, na verdade a possibilidade de um fim. No meio de uma noite qualquer, Douglas Petersen é acordado pela esposa Connie com um pedido inesperado: ela quer se separar. O momento não podia ser pior: o casal tinha uma grande viagem programada pela Europa com o intuito de levar o filho Albie para conhecer grandes obras de arte. No roteiro França, Holanda, Itália e Espanha. Mesmo com muitos motivos para não embarcar na viagem, os três decidem seguir o roteiro.
Connie e Douglas não podiam ser mais diferentes, ela é uma artista, um tanto quanto desorganizada, ela é o esteriótipo do ‘espírito livre’. Connie viajou por diversos países na juventude e namorou muitos caras, enquanto Douglas era o típico nerd com um TOC aqui e outro acolá. Os dois se conhecem em uma festa e, contra todas as expectativas, se dão bem, começam a namorar. Anos mais tarde se casam e têm um filho juntos: Albie que herdou sua personalidade apenas da mãe.
A história é contada, intercalando momentos do presente e do passado do casal e expondo a relação de Douglas com o filho. Percebemos que Douglas ainda é apaixonado pela esposa, é mais previsível do que final de comédia romântica e como tem uma relação um pouco distante e complicada com Albie.

Em meio a situações e reviravoltas alegres, tristes, cômicas e um ou outro momento pastelão vamos nos identificando cada vez mais com os personagens, principalmente com Douglas. Eu me via em diversas atitudes dele, principalmente nas ranzinzas! Me senti uma chata, mas também uma incompreendida.
No fim senti um quê de tristeza e outro de alegria. A história do casal é simples e bonita. E no final das contas o livro me deixou a mensagem de que se apaixonar é algo lindo, e é mais lindo ainda quando o amor vem na rabeira da paixão, criando laços que podem até mudar e se afrouxar, mas não se desfazem nunca.

site: https://cultsemserpedante.wordpress.com/2015/06/01/eu-li-nos/
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Mariély 08/07/2017

Nós é aquele livro sincerão que você precisa ler uma vez ou outra. A escrita do David fez com que eu me sentisse em uma conversa, como se alguém estivesse me contando sobre sua vida, e nesse caso eu tive o prazer (e desprazer) de conhecer mais sobre a vida do Douglas. Justamente por ser um livro muito pé no chão, eu odeio e amei os personagens com intensidade semelhante e de uma hora pra outra, como acontece na vida real.
Ouvir o Douglas contar a experiência de vida dele foi incrível porque ele não poupa palavras e os acontecimentos são 100% relacionáveis e é isso que eu amo na escrita deste autor. Fico muito satisfeita por ter completado essa leitura, foi um livro muito maravilhoso e muito ruim, assim como a vida é, com seus altos e baixos.
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pelamente.wordpress.com 27/03/2017

Nós - David Nicholls
Eis aqui um exemplar que foi difícil alcançar o fim! Confesso que achei esse livro chato demais! Mas, havia lido críticas tão positivas sobre o livro e o autor que teimei em chegar ao final e o final surpreendeu!!!..
Em "Nós", Douglas Petersen nos conta sua história intercalando passado e presente. Um bioquímico apaixonado pela esposa e com o filho chegando na fase adulta, enfrenta uma crise em seu relacionamento e vê sua vida monótona (mas pra ele feliz) desabar..
O casal tem uma viagem para a Europa marcada e ele usa com todas as suas forças essa ocasião para salvar seu casamento. A viagem é feita à 3 (pai, mãe e filho).
Trata-se de uma história extremamente sensível e bem próxima da realidade de muitos casais. É positiva a forma como o autor revela pequenas coisas do dia-a-dia que são importantíssimas para cultivar e conquistar diariamente o amor.
As aventuras da viagem e as descobertas sobre si e sobre o outro, a família, o amor fraterno são recheios dessa história.
Fica a lição que nem tudo é perfeito e o "para sempre" só existe para aqueles que acreditam e batalham por isso. Boa leitura!
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Diane Ramos 31/10/2015

Nós ( David Nicholls )
Sempre gostei muito da escrita de David Nicholls , então , quando a Intrínseca lançou "Nós " , fiquei bastante animada e comprei o meu exemplar cheia de expectativas . Infelizmente o livro não foi tudo aquilo que imaginei , creio que esperava algo dos livros anteriores , como "Um Dia " que é um dos meus livros favoritos .
O livro tem como protagonista Douglas Petersen , um bioquímico super reservado , mas , que possui um excelente senso de humor que inclusive anos atrás foi capaz de conquistar Connie , sua esposa , ela é totalmente diferente dele , mas , conseguiu render um casamento por quase três décadas .

Apesar de viverem uma vidinha mais ou menos no subúrbio de Londres , Connie pede o divórcio nas vésperas de uma grande viagem feita para tentar estimular a criatividade de Albie , filho do casal , que foi aprovado em uma faculdade de fotografia . Mesmo passando por dificuldades emocionais Connie e Douglas decidem esconder o problema e embarcam no Grand Tour pela Europa . Desta forma Douglas com um imenso otimismo aproveita a situação para tentar reconquistar a esposa e também tentar ganhar um lugar no coração do filho que á anos o despreza .
Não é novidade que imprevistos acontecem , então , eis que durante a viagem Douglas e Albie tem uma discussão feia e Albie resolve fugir pela Europa . Logo , Douglas fica muito preocupado e com remorso pela direção que as coisas tomaram , então , ele parte em busca do filho com apenas alguns euros , um celular e uma escova de dentes no bolso .


Estou me sentindo meio cruel de falar mal do Nicholls , mas , tenho que dizer que a leitura por muitos momentos foi arrastada e a todo momento ficava esperando alguma reviravolta em que me apaixonaria de vez pela história , mas , infelizmente isso não aconteceu e a consequência foi que a frustração me pegou e as páginas não fluíam de maneira alguma .
Gostei um pouco do personagem de Douglas , mas , a sua obsessão por Connie as vezes era muito exagerada . Por outro lado acho que Connie e Albie diversas vezes foram rudes demais com Douglas quando a sua intenção era ajudar e se aproximar deles .
Minha experiência com "Nós" não foi uma das melhores , então , não vou indicar para vocês .


site: http://coisasdediane.blogspot.com.br/
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Raffafust 22/07/2015

Conhecido por Um Dia , o autor britânico ficou com aquele estigma de que se espera dele livros tristes, com finais trágicos. Ledo engano, Nós é sobre um homem na casa dos cinquenta, Douglas, que leva um susto quando sua esposa Connie lhe diz calmamente como quem diz " passe a manteiga" que irá se separar dele depois de anos de casamento.
Pais de Albie, ou " Ovo", como lhe chamam, o casal se prepara para a síndrome do ninho vazio ,quando o único filho de 17 anos diz adeus ao ensino médio e se prepara para a faculdade de fotografia.
Douglas diz à esposa que sempre sonhou em envelhecer e morrer ao lado dela, e que esperava ansioso por esse momento. Em uma frase dele e na resposta dela já vemos que eles nunca almejaram o mesmo, Connie diz que isso não pode ser o sonho de ninguém.
Mesmo com a dor no peito de saber que sua esposa do nada quer se separar dele e que pelo jeito somente ele era feliz no seu casamento, ele aceita viajar com ela e o filho por outros países europeus - eles moram no subúrbio londrino - , no fundo com a esperança de que possa reverter essa situação.
Ao leitor cabe conhecer melhor a vida do casal, já que Douglas nos conta desde que se conheceram, até os dias atuais onde viajam pela última vez em família. Um olhar mais apurado, nota que Connie sempre se sentiu acima de Douglas, que como um coadjuvante aceitou sua condição, grato por ela ter aceitado ser sua namorada e ter se casado com ele. Perdoo traição, não notou o como ela era insuportável muitas das vezes e achou que poderia amar pelos dois, o que sabemos que nunca dá certo. Ou como Connie prefer acreditar, deu por 20 anos, agora não dá mais, eles tem mesmo que se separar.
A viagem que para muitos pode parecer um conto de fadas, pelo menos na minha visão foi um verdadeiro pesadelo. Quem consegue ser feliz e dormir ao lado de uma mulher que sabe que não lhe quer mais e que a decisão de se separar foi totalmente dela?
O filho é outro caso à parte, rebelde, respondão e com um ódio desnecessário do pai , ele age como se tivesse 10 anos, é egoísta, mesmo vendo a situação de seus pais , em seu mundo " selfie" acha que só sua vida vazia importa, eu odiei tanto a mãe quanto o filho. Desculpem, mas tive que dar minha opinião.
O autor é soberbo em nos envolver em um mundo sem futuro, em nos mostrar a dor e as saudades de um homem que se apaixonou, casou, teve 2 filhos ( eles perderam um dos filhos) e que tem uma paixão imensa pela família, mas que a todo momento a família mostra não ser recíproca. Connie não o culpa por nada, na verdade ela vê o homem bom que ele é, ali, tentando reaver o que ela sabe que não tem volta, entre jardins parisienses, relembrando locais que foram importantes para os dois no passado .
Albie irrita ainda mais quando resolve arrumar uma namoradinha cheia de traumas vinda da Nova Zelândia mas que é artista de rua na Europa, foge com ela, dá dor de cabeça aos pais, e Douglas ganha ainda mais nossa admiração ao invés de ter raiva, compreender a todos e tentar ser melhor do que já é.
O defeito do protagonista é ser bom demais, e isso, muitos de nós nos vemos nele.
Quando uma personagem nova, tão sofrida quanto ele, entra na história achamos que Douglas vai dar o troco na fingida Connie, mas ali a preocupação é o filho, e ele não tem tempo para pensar nele pois mais uma vez em primeiro lugar está sua família.
Poderia ser mais um livro , mas a escrita de Nicholls faz dele uma história que apesar das dores é deliciosa de ser lida, tal qual a vida, onde há muita dor mas há momentos bons, a gente termina o livro amando o protagonista e desejando que dias melhores venham para ele. Sempre!

site: http://www.meninaquecompravalivros.com.br/2015/07/resenha-nos-intrinseca.html
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