Jóquei

Jóquei Matilde Campilho




Resenhas - Jóquei


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Rodrigo Tejada 22/07/2015

Apaixonante
Apaixonante. Poesia revigorante, em ritmo beat, em substância, com destaque para aqueles poemas mais proseados.... Anda faltando substância no mundo poético por aí a fora (muito formalismo, estilismo, construtos vazios) e, de certa forma, Matilde Campilho me renovou a fé na poesia.
João Lucas Dusi 04/09/2015minha estante
eita, tá aí uma resenha que realmente te faz querer ler o livro.


anacazzuni 04/05/2020minha estante
Rodrigo, eu concordo com você! ?




Peleteiro 14/06/2020

Com um notório domínio narrativo, o livro se destaca pelas reminiscências e pela sensibilidade da autora. Apesar de ter curtido muito alguns dos últimos poemas, o que me encantou foram alguns dos textos em prosa, como ?notícias escrevinhadas a beira de estrada?, e ?Tiger balm?.
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Fafi 09/12/2020

Não entendi nada
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Neylyara 23/03/2017

RESENHA QUE ME FEZ LER
Resenha retirada do instagram @coletivoleituras , qual me fez querer ler esse livro.
[Avarandado

Quarta nota para a manhã infinita:
Afinal o grande amor
Não garante nada mais
Do que as 12 graças
Desdobradas pelos
Corredores do mundo
agora isso é mais
Do que suficiente
E apesar dos bofetões
Do tempo invertido
Apesar das visitas
Breves do pavor
A beleza é tudo
O que permanece]
Jóquei é o livro mais solar que pode passar pela vida de um leitor.

Longe do pessimismo de uma poesia maldita, não menos distante de um encantamento superficial pela vida, este livro é um monumento de resistência aos homens sisudos e à mecânica cinza dos dias iguais.

Jóquei tem a fluidez e a espontaneidade de um passeio em que se é livre para apreciar as expressões dos rostos de desconhecidos; sentir o pulso de uma saudade latente; saudar as lembranças e o suor da infância; ver o amor surgir sem exigências e ser desfeito sem perder o otimismo – Matilde Campilho é a deusa de uma letra de beleza bruta e selvagem, pois escancara, em suas páginas, as sensações mais nebulosas e causticantes que oprimem os corações dos homens, mas sua poesia é uma resposta ao mundo: repleta de amor, esperança e luz.

Em tempo: vale conferir no YouTube os vídeos com a poesia recitada pela própria autora, são paisagens de verão, foguetes e rodas-gigantes, a experiência é inefável e transcendental.
Resenha: @lucianalisss
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Alyne Lima 14/02/2020

Poesia ?
Ler mais mulheres é uma das minhas metas para a vida! E esse livro foi uma grande descoberta para mim.
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Marie 23/03/2021

Amei o livro
Amei o livro. Poesias lindas que nos levam para vários lugares diferentes, vários sentimentos do dia a dia. Diz sobre o amor, sobre o verão. Uma viagem pura. Agora eu entendo o porque chamam a Matilde Campilho de ?poeta nômade?.
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anacazzuni 26/05/2020

Livro sensacional, muito bonito!
Desde que meu amigo me apresentou as poesias dela eu babo pelo trabalho dessa escritora. Ela escreve de uma forma muito sensível, bonita e diferente. Você fica sem ar.
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Luds 30/12/2020

"É tudo uma questão de amor e prisma"
Livro lindíssimo, pra devorar e se deliciar com cada palavra. Fiz uma leitura em voz alta de alguns dos poemas e foi um deleite! Vai ficar na minha cabeceira pra consultas recorrentes e releitura de muitos dos textos.
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Alexandre Kovacs / Mundo de K 14/04/2016

Matilde Campilho - Jóquei
Editora 34 - Coleção Poesia - 152 páginas - Lançamento 2015.

Matilde Campilho nasceu em Lisboa em 1982 e viveu no Rio de Janeiro entre 2010 e 2013 onde escreveu este seu primeiro livro de poemas que comprova a importância da preservação e utilização das culturas locais na literatura (prosa e poesia). O terrível Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e, em caráter mais geral, o uso indiscriminado da Internet, ajudaram a transformar o nosso mundo em uma Aldeia Global, como chamado pelo filósofo canadense Marshall McLuhan, um mundo tristemente padronizado, igual em todos os lugares e muito sem graça, principalmente para os poetas.

Não tenho conhecimento de outros escritores que souberam integrar de forma tão criativa, em uma mesma obra, as diferenças linguísticas entre o português falado no Brasil e em Portugal, sem mencionar os países africanos e as particularidades regionais desses países lusófonos. Por outro lado, a poesia de Matilde também está repleta de referências globalizadas (inclusive em inglês) e nunca sabemos em que lugar do mundo o próximo poema irá nos levar, seja ele real ou imaginário: New Jersey, Maracanã, arrozal de Vang Vieng, Tavizkam, Itaparica ou Sevilha, sempre existe uma nova poesia para ser descoberta.

Na verdade, "poeta nômade" é uma excelente definição para a jovem autora lisboeta que estudou em Milão, trabalhou em Madri e Moçambique, veio ao Rio de Janeiro para ficar apenas quinze dias e acabou ficando três anos, trabalhando como jornalista e redatora. Em 2015, com o sucesso do livro que foi lançado primeiramente em Portugal, ela retornou ao Rio para participar da FLIP em Paraty e comentou, com sotaque carioca, sobre a desconstrução dos modelos tradicionais de fazer poesia e da cadência musical dos seus poemas, encantando o público presente que a apelidou de musa daquela edição do evento.

Assim, os poemas de Matilde, muitos deles verdadeiros textos em prosa, ganham uma dinâmica e colorido que justificam a palavra "Jóquei" como título do livro. A sua obra reflete "o ritmo de caminhada na avenida, de conversa travada na rua, de repetições, saltos bruscos e retomadas", tudo isso graças "a uma fome de mundo rara, a uma curiosidade que é marca dos vorazes" como bem definiu Carlito Azevedo (que sabe tudo) na apresentação desta edição brasileira da Editora 34. Peço licença à autora para apresentar aqui o poema que definitivamente me conquistou, a carta-poema que eu sempre quis escrever para o meu próprio filho e nunca consegui. Leiam devagar este belo exemplo de poesia.

A Primeira Hora Em que o Filho do Sol Brincou com Chumbinhos
(Matilde Campilho)

para o Francisco, aos nove anos

Não é que eu queira que você saiba manejar armas
mas quero sim que se prepare para afinar sua pontaria.

Meu querido, as árvores falam. Os tigres correm olimpíadas em pistas muito mais incríveis do que aquelas feitas de cimento laranja. Usain Bolt vezes cem, o sorriso de Usain Bolt vezes mil. A matemática não é difícil se você comparar tudo ao aparecimento de um cardume. Alguns frutos nascem no chão, outros caem dos ramos. É preciso estar atento. Certas canções despertam em nós a vontade de uma história que já aconteceu mas que não vai acontecer mais. Algumas histórias têm a duração exata de uma música rock, outras se dividem em cantos. No intervalo dá para comprar pipocas. Poucas pessoas contaram as riscas de uma zebra, mas todos os que o fizeram regressaram diferentes. O alvo de um humano está no terceiro olho e um dia alguém vai explicar para você como o afagar e onde ele fica. Nunca aponte ao terceiro olho, com aquilo é só cuidados. Algumas vezes vão te empurrar e você vai empurrar de volta, provavelmente vai até querer pegar uma pedra para jogar no peito de quem te feriu. Isso não está certo, mas é humano. Quase tudo o que é humano é justo, não deixe que ninguém te diga o contrário só não vale enfiar o dedo no tal olho porque isso é igual a matar. A morte é o contrário de justiça. Os peixes respiram debaixo de água e se você mergulhar entre as rochas e se concentrar muito também vai conseguir. Ah é: os peixes brilham mais que as chamas, e alguns deles vão morar dentro de seus pulmões. Segure-se. Faça por polir seu riso, principalmente ao entardecer. Afine diariamente a pontaria e reze para que nunca seja necessário o disparo. Não existe proteção melhor do que a consciência de que podemos decidir atirar ao lado. Sim, daqui a muitos anos você vai conseguir acertar direitinho nessa lata de coca-cola que a gente suspendeu no sobreiro. Só acho que não vai querer. Também vai saber por que razão é melhor segurar uma arma descalço é que é na terra que está a consciência do mundo, e é preciso escutar o seu ruído para agir em verdade. Saiba também, querido, que muitas vezes a sombra de um desenho é bem mais bonita do que o desenho que está à vista. É preciso estar atento, e descobrir o bichinho que se mexe debaixo da folhagem. Não o mate: se cubra de flores e entre para brincar com ele.
Nanci 14/04/2016minha estante
Também gostei muito de Jóquei.
Sua resenha ficou excelente.


Alexandre Kovacs / Mundo de K 14/04/2016minha estante
Obrigado Nanci!




Chá 06/01/2018

Desvio da realidade ardente
Há de se compreender que quando encontramos alguém que olha atentamente para o mundo e enriquece de imagens-palavras a sua escrita a gente se envolve, transborda-se, apaixona-se. Foi assim com "Jóquei". Foi assim comigo.

Matilde só publicou esse livro. Ele é único, ele é daqueles que a gente cria uma relação afetiva, amorosa, de proximidade, daqueles que nos faltam palavras para explicar para o outro o porquê do apreço. A gente só quer apresentar para o mundo. É o nosso benzinho, a gente quer poetizar para os amigos, para os amores.

Compreender o desvio da realidade ardente, num livro que se intitula "Jóquei", aquele que monta o cavalo numa corrida e acaba, pois, criando um laço maior, um laço que o faz seguir adiante com o animal, assim como Matilde nos faz com sua poesia.

É um universo a guardar poemas e prosas poéticas escritos num português híbrido, um mundo todo aí para ser descoberto, amar açaí, a beleza do ácido desoxirribonucleico. Matilde tira a poesia desse patamar elevado e rebuscado. É uma poética simples, sem deixar de ser complexa. Um vento de pura selvageria como afirmou o crítico literário Gustavo Rubim.

O livro foi lançado pela editora 34 no Brasil e pela Tinta da China em Portugal e tem musicalidade própria. É para ser lido em voz alta, para o seu amor, para você, para um amigo. A obra traz várias referências poéticas, como Whitman e Eliot e alguns textos são apresentados em inglês.

Um carrocel de emoções, cheio de impulsividade e de amor. Para mim, um dos livros de poesia mais deliciosos que já li. Resta-nos saber quando teremos a nova obra da minha mais nova paixão literária.
Talles Azigon 06/01/2018minha estante
Aaaaaaaaaaaaa que resenha maravilhosa, fico ainda com mais vontade de ler, espero poder ter essa experiência esse ano ainda


Chá 07/01/2018minha estante
É um presente, amigo. Creio que você vai gostar bastante.




cintilanti 24/04/2018

Incrível
Um livro de poesia que não é meloso, mas que alegra o coração. Pra ler numa tarde na praia ;)
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Mari Gil 24/04/2020

Único!
Esse livro fez eu me reconectar com a poesia dos outros e com a minha.
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Diego Cruz 12/05/2020

Matilde Campilho é maravilhosa e faz a gente enxergar tudo mais bonito com seus detalhes em suas poesias arrebatadoras. Livro excelente!
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Sancha 27/10/2020

Cotidiano
A poesia do cotidiano que Matilde Campilho nos apresenta é extremamente detalhista e em algumas situações bastante reflexivas sobre como percebemos e interagindo com o nosso dia a dia.
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Bell_016 05/04/2016

Coqueiral
A saudade é um batimento que rebenta assim
vinte e oito vezes desde o meu ombro tatuado
de desastre até a rosa pendurada em sua boca

E o amor, nete caso específico, é um mergulho
destemido que deriva quase sempre de uma nota
climática apenas para convergir no osso frontal
do crânio do rei da ilusão - terno é o seu rosto.

Senhor, os ossinhos do mundo são de mel e ouro.
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