Kiki de Montparnasse

Kiki de Montparnasse Catel & Bocquet



Resenhas - Kiki de Montparnasse


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C r i s 07/07/2011

Quadrinhos muito bem desenhados por Catel Muller, a história não se perde em nenhum momento, como a pincípio eu achei que aconteceria.
Sempre delicado escrever sobre a vida de uma figura polêmica, nesse caso, Kiki de Montparnasse nos é apresentada do ponto de vista artístico e também humano. Gostei muito de ler, principalmente por me transportar à velha Paris dos anos 20.
Talvez algumas cenas possam ferir a sensibilidade de algumas pessoas, mas na minha opinião, ainda assim não vulgarizaram a obra.
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Bruno 10/09/2012

Enquanto o mercado dos quadrinhos mais populares (leia-se super-heróis) parece entrar mais uma vez numa crise, o nicho dedicado às graphic novels parece que vai de vento em popa, com muitos lançamentos de qualidade, visando atingir um público mais exigente e de gosto mais variado. Um destes lançamentos é o álbum da editora Record que conta a biografia de Kiki de Montparnasse, mulher que serviu de modelo para vários artistas de vanguarda na Paris do início do século 20.

Seu nome verdadeiro era Alice Prin. Nasceu em 1901 numa vila do interior da França, sendo filha bastarda de uma tipógrafa. Após uma infância humilde,aos doze passa a morar com a mãe em Paris. Aos 14, posa nua pela primeira vez para um escultor, e é expulsa de casa pela mãe. A partir daí, Alice se envolve com os vários artistas que viviam em Paris, e que mais tarde revolucionariam as artes plásticas. De um namorado, também pintor, ganha o apelido de Kiki, nome pelo qual acaba sendo conhecida. E isto é apenas o começo da biografia de uma mulher que sempre se envolveu em polêmicas, não tanto voluntariamente ou pelo desejo de "causar" - era apenas o seu jeito de ser, uma mistura de ingenuidade, audácia e malícia.

Kiki era modelo viva de pintores, fotógrafos e escultores. Assim, acabou conhecendo praticamente todos os artistas importantes que viviam - ou visitaram - Paris naquela época: Picasso, Modigliani, Tristan Tzara (criador do dadaísmo), Chaïm Soutine, Jean Cocteau, o escritor Ernest Hemingway, e aquele com quem teria um caso duradouro, o fotógrafo Man Ray. Este álbum foca bastante na relação entre Kiki e Ray: se por um lado o casal era bastante liberal - pois os dois se envolveram com várias outras pessoas enquanto estavam juntos - houveram também muitas brigas decorrentes do ciúme. Em dado momento, Kiki o larga para viver com um amante nos Estados Unidos. Depois que ela volta, os dois tem uma briga e se reconciliam. Kiki também sofria: ela se declara a Man, dizendo que o ama, e ele responde: "A gente não se ama, a gente trepa".

Há muitos momentos dramáticos. Kiki é muito passional, e se envolve em várias brigas. Seu estilo de vida liberal causa muita polêmica, sendo tachada de "puta" por setores da sociedade, ao mesmo tempo que cria uma boa reputação entre os artistas. Chega a ser presa sem uma acusação específica ao visitar uma cidade do litoral francês. No fim da vida, começa abusar das drogas, o que leva à sua decadência. É bom enfatizar que a dupla de criadores da HQ optou contar a história com um olhar bem-humorado, fazendo com que a leitura se tornasse, até certo ponto, leve e divertida. É impossível não simpatizar com Kiki, personagem cheia de carisma. O desenhos de Catel Muller são ao mesmo tempo simples e eficientes, conseguindo dar expressividade às figuras humanas e retratando fielmente as personagens históricas. Os cenários criados por Muller são bem feitos, concebidos num traço bem solto.

A interação entre o roteiro e o desenho é tão bem feita que dá a impressão de ambas terem sido feitas por uma só pessoa. Cada trecho da história de Kiki é contada em episódios, contribuindo ainda mais para a leveza da leitura. Alguns destes episódios são emocionantes, como quando morre a avó de Kiki, ou na última conversa com Man Ray, quando ela reafirma o otimismo e o bom humor que sempre manteve durante toda a vida. No fim do álbum, existe ainda uma linha do tempo contando a vida da francesa, com alguns detalhes não abordados na HQ.

É bom lembrar que o erotismo permeia todo o álbum, inclusive com nudez frontal (embora não haja sexo explícito). Este erotismo é mostrado de forma bem natural, pois era uma parte indissociável da vida de Kiki. Eis a vantagem desta história ter sido contada em quadrinhos: se fosse um filme, haveria a possibilidade de ter sido fortemente censurado, ou ter seu sua distribuição limitada a certos circuitos alternativos. Mas Kiki de Montparnasse é uma HQ, e das melhores, e irá satisfazer a não apenas aos apreciadores da nona arte, mas também aos estudiosos da arte. Não é à toa que este álbum ganhou três dos mais importantes prêmios do quadrinho europeu. Recomendado.


Originalmente escrito para o site Almanaque Virtual: http://almanaquevirtual.com.br/ler.php?id=24024&tipo=&ANALISE:+KIKI+DE+MONTPARNASSE
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Dose Literária 02/08/2013

Kiki, a Rainha de Montparnasse
A biografia em quadrinhos retrata desde seu nascimento, o período em que passou fome, ao auge de sua existência e carreira, além dos escândalos, decadência em drogas e seu final triste e solitário... Foi modelo, cantora, pintora, amante do fotógrafo Man Ray, frequentou os cabarés parisienses do pós-guerra. Sua vida repleta de altos e baixos é ricamente trabalhada na Graphic Novel, publicada em 2010, pela Editora Record. São mais de 400 páginas contando sua história, incluindo uma Cronologia, dados biográficos e minibiografias de alguns artistas com quem conviveu...

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site: http://www.doseliteraria.com.br/2013/07/kiki-rainha-de-montparnasse.html
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Na Literatura Selvagem 21/06/2014

Quadrinhos - Kiki de Montparnasse
Talvez você nunca tenha ouvido falar em Alice Ernestine Prin, nascida em 1901, em Châtillon-sur-Seine, mas se eu falar Kiki de Montparnasse talvez a personagem desse quadrinho lhe soe familiar... Escrito e desenhado por José-Louis Bocquet e Catel Muller, Kiki de Montparnasse é uma biografia em quadrinhos de uma das mais famosas personagens femininas do século XX: Alice Prin, conhecida por seu pseudônimo Kiki. Foi companheira/amiga de figuras célebres do período entre guerras, tais como Man Ray, Pablo Picasso, Jean Cocteau, Amadeo Modigliani, entre outros... Viveu na Paris boêmia dos anos 20, eternizada em quadros, curtas e fotografias... Além de musa daquela geração, Kiki foi uma das primeiras figuras femininas emancipadas do século.

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site: http://torporniilista.blogspot.com.br/2013/04/quadrinhos-kiki-de-montparnasse.html
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