Eu Te Darei o Sol

Eu Te Darei o Sol Jandy Nelson




Resenhas - Eu te darei o sol


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Queria Estar Lendo 15/09/2015

Resenha: Eu te darei o Sol
Sempre fico abismada com a força que os livros possuem. Eu os escrevo, eu os leio, eu os devoro e eu os vivo, e ainda assim, ainda assim aparecem histórias que conseguem me tocar de tal maneira que não existe mais nada na minha cabeça além do que os personagens me contaram e de como eles me contaram. Eu te darei o Sol foi um desses livros.

Noah e Jude são gêmeos. Quando estamos vendo a história pelos olhos de Noah, Jude não poderia ser mais diferente dele; aos treze anos, o menino é introspecto, excluído e bem esquisito, com um mundo cheio de paletas de cores que ele pinta em sua mente enquanto vive. Tudo que ele encontra é arte. Sua mãe, uma mulher complexada e meio fora da caixinha, quer colocar os filhos numa renomada escola de artes - mas fica claro o seu favoritismo por Noah, uma vez que, ainda que talentosa, Jude não tenha toda a atenção que a mãe dedica ao filho. Quando vemos a história pelos olhos de Jude, três anos depois, no entanto, Noah não é mais o artista cuja mente está sempre voando através do imaginário, e a normalidade faz parte dele. Jude não tem mais isso. Por conta de uma tragédia que a persegue todos os dias e pelo arrependimento e a vontade de consertar as coisas que sempre se quebram quando ela as toca, Jude está tentando mudar o seu presente para que seu futuro seja menos preto e branco; para conhecer a história desses dois irmãos, um mundo de telas e estátuas e cores não é o suficiente, já que uma imagem vale por mil palavras.

"Talvez uma pessoa seja feita de várias pessoas. Talvez estejamos acumulando novas personalidades o tempo todo. Carregando-as ao fazermos nossas escolhas, boas e más, enquanto erramos, organizamos, perdemos a cabeça, encontramos nossa cabeça, desabamos, nos apaixonamos, sofremos, crescemos, nos retiramos do mundo, mergulhados no mundo, ao criarmos coisas e destruirmos coisas."

Noah e Jude buscam a aprovação dos pais de maneiras diferentes. Noah e Jude estão vivendo amores complicados de maneiras diferentes. Noah e Jude são tão semelhantes e tão diferentes.

A narrativa do Noah é gostosa e inocente e absolutamente cheia de vida. Ele é um artista, um artista solitário com várias artes em sua cabeça, pinturas que ele cria em meio a uma conversa civilizada, quadros que ele colore conforme olha para alguém, mundos que ele cria quando observa o garoto que acabou de se mudar para a casa ao lado da sua, o garoto que vai roubar o seu coração; Noah e Brian são parecidos pelas estranhezas, mas aquele receio de se revelarem apaixonados e se deixarem amar existe muito fortemente, o que faz Noah se questionar o tempo todo. Brian está mesmo amando ele ou é só outra fantasia da sua cabeça? É ok amá-lo tanto quanto está amando ou é tão bizarro que ele deveria sentir vergonha? A história de um adolescente de treze anos e meio se descobrindo apaixonado por um rapaz, especialmente na cidade onde o Noah vive, especialmente com os seus medos e suas hesitações que foi lindamente bem trabalhada pela Jandy. Você sente pelo Noah e junto com o Noah e quer abraçá-lo e chorar com ele e sorrir com ele, e tudo ao mesmo tempo de novo quando chega um capítulo novo dele. Sua arte é viva, seus quadros são inspiradores, e ele tem um jeitinho único de contar a história, com muito humor e sagacidade e medo. Um medo real e espontâneo e apaixonado.

"Ele está perto o suficiente para que eu possa tocá-lo, perto o suficiente para que eu possa contar suas sardas. Estou com um problema com as mãos. Como é possível que todas as pessoas pareçam saber exatamente o que fazer com elas? Bolsos, lembro, aliviado, bolsos, amo bolsos! Guardo as mãos em segurança nos bolsos, evitando os olhos dele. Os olhos dele têm aquela coisa."

Jude, por outro lado, já passou da adolescência, já viveu a maior tragédia que poderia acontecer à sua família, e agora nos conta o que está acontecendo no presente dela. Noah não é o mesmo garoto de antes, ele parou de pintar e parou de amar e parou de ser estranho. Jude é a estranha. Jude é a artista. Jude é a garota perdida sem rumo que precisa muito se encontrar; ela precisa ganhar o perdão de uma pessoa muito importante para ela, para que essa "pessoa" pare de assombrá-la e quebrar suas artes por alguma coisa que ela fez. Para isso, Jude procura ajuda de um escultor de pedras, o famoso Guillermo Garcia, e junto dele, encontra o moço inglês que faz todas as suas estruturas tremerem gloriosamente. Mas ela criou uma barreira anti-meninos depois de vários tumultos do seu passado, e não vai deixá-la cair fácil assim, certo? Erradíssima. Oscar, o rapaz com sotaque inglês e jaqueta de couro e um jeito de se encostar em paredes digno de James Dean vai testar completamente o autocontrole da garota. O romance deles é bem mais discreto e quase inexistente, mas está ali e é tão palpável que me fez querer mordê-los!

"- Eu abdiquei de praticamente todo o mundo por sua causa. O sol, as estrelas, os oceanos, as árvores, tudo. Desisti de tudo por você."

A escrita da Jandy é inesquecível, e ela entrou para a minha lista de autoras que eu quero ser quando crescer. Jude e Noah são tão reais, tão vivos. Eles são adolescentes e crianças perdidas, pessoas precisando de amor e de encontrar o seu caminho, eles são gêmeos separados por sentimentos e traições que disputam pelo mundo e por tudo dentro dele, são irmãos que se amam tanto quanto o sol e as estrelas. Além do romance, eles vivem várias conturbações com a família - Noah e o pai, que nunca se encontram emocionalmente, e Jude e sua mãe, que agem como desconhecidas.

"Como sou capaz de ver as almas das pessoas às vezes, ao desenhá-las, sei o seguinte: a mamãe tem uma enorme alma de girassol, tão grande que mal sobra lugar para os órgãos. Jude e eu temos uma alma em comum que compartilhamos: uma árvore com as folhas em chamas. E o papai tem um prato de larvas como alma."

É toda uma relação verdadeira, que pode existir em qualquer família, e guarda um segredo bem grande que vai se revelando através das páginas; quando cheguei ao fim, não suspeitava muito do que era o tal "acontecimento", mas fiquei surpresa e feliz por como a Jandy conduziu a aceitação e a revelação disso.

A magia desse livro é em como a Jandy consegue criar tanta realidade dentro de uma ficção e misturar isso de tal maneira que você ame os personagens e sinta-se parte deles, de cada um deles e de cada momento que eles vivem. Eu sou apaixonada pela escrita da Rainbow Rowell e da Stephanie Perkins por isso, porque seus romances juvenis são verdadeiros, verossímeis e ao mesmo tempo fantasiosos a ponto de nos deixar mergulhar na ficção e nas pontinhas marcantes de realidade dentro delas. A Jandy fez exatamente isso; ela te dá a narrativa marcante dos gêmeos, ela te dá os acontecimentos e como eles reagem a eles, e em algumas páginas você está caindo de amores porque é tudo tão perfeito e bem detalhado e você só quer sentar no chão e chorar.

"Talvez algumas pessoas simplesmente tenham sido feitas para estar na mesma história."

Eu te darei o Sol se tornou um dos meu YA's favoritos de todos os tempos, e com certeza vai continuar assim até o fim deles. Jandy Nelson é uma pintora e escultora de palavras, e eu mal posso esperar para conhecer outras obras de arte criadas por ela.
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Jul 25/06/2015

E o sol era mais belo do que eu imaginava...
Eu Te Darei o Sol é um daqueles livros únicos que me fazem tremer na hora de fazer a resenha. Tenho medo de não escolher as palavras certas para descrever essa história e passar para vocês um pouco da grande emoção que é lê-lo.

Simplesmente me encantei com esse livro desde que recebi um e-mail da editora falando sobre ele, tempos atrás. Quando finalmente o recebi, tive que abandonar as outras leituras da parceria e me jogar nas aventuras criadas por Jandy Nelson.

Noah e Jude são o tipo clássico de gêmeos: iguais, mas diferentes e às vezes até completamente opostos. Filhos de um médico e de uma professora de História da Arte, os irmãos competem por tudo: pela atenção dos pais, pelo talento (Noah na pintura, Jude na escultura), por Brian (o novo vizinho) e, consequentemente, por todo o mundo: das flores ao céu, do oceano às estrelas, das árvores ao sol. Sem dúvidas o título maravilhoso veio daí, como sugere a história.

A relação dos irmãos é sempre muito intensa, dividida entre o amor explosivo e o ódio mortal. Competição e inveja se inflam quando a mãe dos gêmeos passa a desejar que eles estudem em uma escola de artes famosa. Obviamente Noah seria o aluno ideal, com todo seu talento nato para a pintura e Jude uma concorrente menos ameaçadora para a vaga. Mas, nesse livro nada é o que parece.


" -Você é artista?
-Sou uma confusão, é isso que eu sou (...) uma confusão insuportável. "

Aos treze anos, ambos estão descobrindo a paixão e amor. Jude, rebelde e popular, vive rodeada de garotos e, obviamente, se envolve com o mais errado possível. Noah, revolucionário e emotivo, se apaixona perdidamente por Brian, com quem desenvolve uma amizade forte e que se torna conturbada em certos momentos em razão da sempre presente competição entre os gêmeos.

Então, em meio às experiências e rebeldias dos jovens, a família entra em crise e um acidente trágico a abala profundamente.

"Ela se transformou nos meus olhos de verdade. É como se eu não desenhasse nem pintasse nada antes de ela ver, como se tudo fosse invisível até que ela ficasse com aquela expressão no olhar e dissesse: você está refazendo o mundo, Noah. Desenho a desenho." (Noa sobre sua mãe)

O livro é narrado alternadamente com Jude contando o presente (aos 16 anos) e Noah o passado (aos 13). As duas versões se encontram "no tempo" justamente quando as mentiras e os mistérios que envolvem a família no antes e no depois passam a se esclarecer. Ao longo do livro, já pude ir observando sutis revelações do enredo, mas, sem dúvidas, é por volta desse momento de encontro que as grandes revelações são feitas e se torna quase impossível não ficar olhando para o livro, sem realmente ler, tentando acalmar o coração.

"Tudo é verdade ao mesmo tempo. A vida é uma contradição. Aprendemos todas as lições."

Depois de tanta explicação, vamos ao que realmente interessa: você tem que ler esse livro, ponto final. Esses parágrafos enormes que escrevi não revelam quase nada do que você vai encontrar quando realmente estiver se deliciando com a leitura de Eu te Darei o Sol. Diferente de todas as minhas outras leituras, esse livro é o mais surpreendente que já li em 2015 (e saiba que a concorrência não é fraca). E entre os vários motivos que me levaram a idolatrar a história estão: 1) A personalidade marcante dos gêmeos, 2) A trajetória de Noah para assumir que é gay e 3) Os mistérios que se desenvolveram e que eu realmente não esperava.

Sem mais, apenas leia, leia, leia e e se encante com mais esse lançamento da Novo Conceito.

site: http://jupseds.blogspot.com.br/2015/06/resenha-eu-te-darei-o-sol.html
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Douglas 24/11/2016

Penso em como a mamãe disse a Noah que era responsabilidade dele ser fiel ao seu coração. Nenhum de nós tem sido. Por que é tão difícil? Por que é tão difícil saber o que significa essa fidelidade?
Tenho pela noção de que a escrita da autora, por ser diferente e não seguir os padrões comumente utilizados nesse tipo de livro, pode não agradar todos os leitores. Contudo, aqueles que decidirem abrir seus olhos e o coração para essa história, não tenho dúvida, irão se apaixonar ou não..
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Jana 14/04/2016

"Sou uma confusão, é isso o que eu sou. Uma confusão insuportável."
Ah, meu Clarke Gable, como eu queria ter lido esse livro há muito mais tempo! Sem brincadeira, eu não sabia que já tinha sido lançada a versão em português de I'll Give You The Sun. Desligada? Só um pouco. E assim que percebi que poderia ler em português, fui correndo comprar. Não sei o porquê, mas desde que li a sinopse desse livro fiquei louca para lê-lo. Alguma coisa me dizia que ele seria maravilhoso. Ah, se eu soubesse!

Noah e Jude são gêmeos inseparáveis. Até mais ou menos os 13 anos eles são NoaheJude e compartilham de uma ligação muito forte. Noah sendo o estranho, introvertido, e Jude sendo a normal. Mas a vida começa a separá-los de uma maneira aparentemente irrevogável.

Noah não tem uma relação boa com pai, que sempre preferiu Jude e parece estar decepcionado com o tipo de pessoa que o filho é. Noah é sozinho, sensível, tem um talento incrível e absurdo para a arte desenha maravilhosamente bem até mesmo em sua mente e, claro, Noah gosta de meninos. Não que o pai dele saiba dessa parte. Já Jude é cheia de amigos, falante, extrovertida e vive em guerra com a mãe. Primeiro o conflito é silencioso e parece acontecer só dentro dela. A mãe, professora e autora de livros sobre arte, tem uma devoção maior por Noah, o filho artista, e Jude não consegue não se sentir frustrada ou nutrir um pouco de inveja. Seus desenhos não são tão bons quanto o de Noah, nem mesmo suas mulheres de areia parecem ser o suficiente para atrair a atenção da mãe. Com o passar do tempo e depois de um acontecimento que a traumatizou, Jude passa a por para fora os sentimentos ruins tanto para a mãe quanto para o irmão. Ela se torna esse tipo de garota, como a mãe diz. O tipo que sai todos os dias, usa saias curtas, batons escuros e beija quantos garotos puder.

O tempo não é nada amigável com os dois protagonistas, e após uma tragédia NoaheJude passam definitivamente a ser Noah e Jude. Separados e se falando apenas quando necessário, os dois parecem trocar de personalidade. Trancam dentro de si mesmos seus verdadeiros eu, cujo acham que foram os causadores da tragédia que atingiu a família Sweetwine.

Essa história tem tantas vertentes, tantos abismos que é completamente difícil dar um resumo que valha a pena, por isso eu não culpo a sinopse e o fato de ela não dar nem 1% do que o livro realmente é. Não tem como resumir essa obra-prima. Sim, o livro é uma obra-prima. Percebi que estava prendendo a respiração em várias partes, várias cenas. Vi na orelha do livro que Jandy Nelson é poetisa, e eu posso falar pra vocês, o texto dela é uma poesia em forma de prosa. É incrível! Quantas metáforas boas para transmitir as coisas mais difíceis: cores, sentimentos, o clima. Tudo. Como ela mesma diz nos agradecimentos, essa é "uma história sobre paixão, prazer artístico, sobre o impulso arrebatador, sobre metades".

Ela brincou com a narrativa. Os capítulos são alternados entre os pontos de vista de Noah e Jude. Só que Noah narra a época em que eles têm 13 anos, e Jude a época dos 16. Nós vemos os dois lados, mas está faltando algo. Está faltando o meio, está faltando uma peça no quebra-cabeça que é a atual vida dos irmãos, contada por Jude. Lentamente, a história vai sendo construída e é sensacional, por exemplo, ver o desenrolar da tal tragédia nos capítulos de Jude, onde ela já aconteceu, mas nos capítulos de Noah ver o que aconteceu antes.

A dose de romance é muito bem servida para os dois irmãos. No caso de Noah, o amor mora na casa ao lado, e é um garoto beijado pelo sol. No caso de Jude, já mais velha, ela vem em forma de uma confusão insuportável. Um inglês de 19 anos cujo rosto ela tem certeza que já viu antes. Nenhum deles sabe como lidar com o sentimento, mas os dois aprendem que o amor é complicado. Mais complicado ainda é o amor entre irmãos, ainda por cima gêmeos!

"Viro-me, lembrando novamente que fomos feitos juntos, célula a célula. Somos a companhia um do outro desde quando não tínhamos olhos ou mãos. Antes mesmo de termos alma." (pág. 87)

Os gêmeos se perderam e nós vamos assistindo como isso se desenrolou e ao mesmo tempo torcemos para que tenha um jeito de tudo voltar a ser como antes. Aparentemente não tem. Torcemos para que eles encontrem tanto a si mesmo, quanto um ao outro. Eles estão enrolados em mentiras, medos, superstições, segredos enormes, e mágoas tão profundas quanto uma pode ser. Viraram pessoas sem rumo, vazias, sem esperança. Mas o mais bonito é ver que, apesar de seus olhares se encontrarem muito pouco agora, eles ainda se protegem com unhas e dentes.


Acho que não estou conseguindo fazer uma resenha decente. Nunca vou conseguir transmitir o que é esse livro. Ele é poderoso, ele é cheio de sentimentos e cores. Senti-me na história 100% do tempo. Meu coração ficou tingindo pelas tintas e pelo medo de Noah, pela dor de Jude. Fiquei sufocada com todas as sensações que Jandy Nelson me ofereceu a cada página. Essa mulher tem um dom feroz e ele me atropelou magicamente.

"Arrisque-se (uma, duas, três, quatro vezes).
Reeconstrua o mundo."

site: www.aquelaborralheira.com.br
Marcela @ler_sim_ler_sempre 27/04/2016minha estante
Esse livro é perfeito. Minha leitura favorita de 2015. Sou extremamente apaixonada por essa historia e ler sua resenha me fez lembrar todos aqueles sentimentos que tive ao ler cada palavra e frase desse livro. 100% recomendado


Jana 28/04/2016minha estante
Sim, ele é maravilhoso. Um dos melhores livro que li. Já quero lê-lo de novo!




Glaucia @blogmaisquelivros 24/06/2015

Eu te darei o sol
Narrado pelo ponto de vista dos gêmeos Noah e Jude Sweetwine em tempos diferentes, Eu te darei o sol, aborda a disputa entre irmãos para conseguir atenção e favoritismo na família e na vida.

A história inicia-se pela visão de Noah aos 13 anos. Fechado dentro de si mesmo, o menino expõe seus sentimentos através de seus desenhos muito bem elaborados. Desde muito novo, Noah já demonstra ser um grande desenhista e sua mente é um turbilhão de traços e cores. Seus desenhos enchem a mãe de orgulho e geram inveja na irmã, mas sem amigos, o garoto se fecha apenas para a arte e para o sonho de fazer parte de uma famosa escola de arte. Mas é com a chegada do novo vizinho, que Noah começa a descobrir não somente como é ter um amigo, mas como é estar apaixonado.

Mudando para o ponto de vista de Jude aos 16 anos, que diferente do irmão gêmeo, tem popularidade, surfa e tem uma turminha que a “idolatra”, conhecemos uma menina cheia de mágoas, dores e arrependimentos. Após a perda da avó, Jude perdeu a pessoa que acreditava mais amá-la no mundo, e desde então, vem seguindo a vida com um livro de superstições deixado pela avó que acredita que irá curá-la de qualquer dor física ou espiritual. Ela não tem o mesmo talento para o desenho como o irmão, pelo contrário, Jude faz esculturas de areia, mas diferente de Noah que acredita no próprio trabalho, Jude é insegura, e acredita estar sempre em segundo plano da vida da mãe.
Em meio a cada ponto de vista, vamos descobrindo como Jude e Noah se completavam e competiam desde a infância, chegando a dividir o mundo, decidindo quem seria dono das árvores, do sol, das estrelas e do oceano. Mas cegos por atenção, Noah e Jude viviam machucando um ao outro. Porém quando um grave acidente acontece, abalando as estruturas da família, é que percebemos um maior declínio na vida dos irmãos. E a dor que deveria uni-los, acaba separando-os ainda mais.

No decorrer da história vamos descobrindo alguns segredos sobre a família Sweetwine. E percebendo como certos conflitos e mentiras são capazes de destruir sonhos. Em meio a toda a tragédia, Noah e Jude perderam não somente uma pessoa querida, mas o encanto pela vida e pela a arte. Tornaram-se pessoas vazias e solitárias, precisando de ajuda e inspiração para seguir adiante. E enquanto Noah se fechava cada vez mais, não permitindo que Jude ultrapassasse as barreiras criadas por ele. Jude buscava ajuda para esculpir uma nova escultura de pedra que pudesse agradar a mãe.

A história de Noah e Jude mostra que a vida é como uma pedra bruta, que precisamos esculpir com cuidado, para chegar a um resultado satisfatório e não permitir que com um simples descuido, tudo construído ao longo de tempo desmorone. Eu te darei o sol me fez compreender que a vida é curta demais para perdermos tempo, preocupados com a análise dos outros. A verdade é que se estamos bem conosco e com aqueles que amamos, não precisamos de muita coisa. E independente do rumo que a vida faça com que as coisas ocorram, algumas pessoas simplesmente foram feitas para estar na nossa história.
Para aqueles que procuram uma história focada em conflitos familiares, descoberta da sexualidade e um pouco de romance. A leitura é mais do que indicada.


site: http://www.maisquelivros.com/2015/06/resenha-eu-te-darei-o-sol-jandy-nelson.html
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Naty 11/07/2015

Eu te darei o Sol é um livro forte e que prenderá a atenção do leitor por sua característica marcante. A obra é narrada pelo ponto de vista dos gêmeos Noah e Jude, intercalando a narração entre eles e em tempos distintos. Eles competem a afeição dos pais, tanto para conseguir a atenção quanto o favoritismo.

Na verdade, os gêmeos trilham caminhos distintos, mesmo vivendo no mesmo lugar. Contudo, ambos lutam contra fatos que não têm coragem de revelar. Mesmo sendo inseparáveis, existe algo que ambos guardam e que pode mudar a história de cada um. Eles se apaixonarão por pessoas que não foram feitos para eles; há quem diga que o amor é complicado – Jandy Nelson é categórica ao afirmar isso. Alguém discorda?

O fato é que as pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar. Acredito que não seja uma atitude proposital, mas geralmente esperamos demasiadamente de quem não consegue ou até mesmo não imaginou que seria capaz de fazer. Muitos se machucam, são machucados e se decepcionam. Colocam expectativas onde deveria diminuir a dosagem, evitar a esperança exacerbada e deixar que a surpresa venha à tona. Afinal, como diria Clarice Lispector, é melhor se surpreender do que se decepcionar.

O início da obra é narrado por Noah, ele tem apenas 13 anos e vive fechado em seu mundo. Para expor seus sentimentos, ele desenha com carvão, faz grandes obras e está prestes a ingressar na Escola de Artes CSA. Os trabalhos do garoto são motivos de orgulho à sua mãe, no entanto, gera o sentimento de inveja em sua irmã. Através de uma nova chegada, Noah descobre o sentimento da paixão e tudo pode mudar em sua vida.
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Sua irmã, Jude, tem uma personalidade diferente. Ela é popular, além de praticar esporte e de ser adorada pela turma no colégio. Embora ela esteja no auge, existe algo dentro de si que não é capaz de apagar simplesmente com pessoas ao seu redor. Jude é uma garota cheia de mágoas e arrependimentos. Com a perda da avó, a menina passa a seguir uma vida regada de superstições contidas num livro em que ela deixou antes de partir. A garota não herdou o mesmo talento do irmão, mas faz algumas obras esculturais na areia. No entanto, sua insegurança sempre a deixa para trás, imaginando que está sempre em segundo plano quando se refere à mãe.

Através do ponto de vista dos irmãos, é possível analisar como o egoísmo, o orgulho e, acima de tudo, a mágoa, são capazes de separar os meninos que eram tão unidos. Mesmo competindo, eles se completavam e se divertiam com isso; escolhiam as formas de morrer, a quem salvar primeiro. A amizade era algo forte entre eles. Eles decidiam quem seria o dono das árvores, das estrelas, o oceano e até mesmo, como origina o nome do livro, do Sol.

A criatividade da autora é algo que passa longe de ser discutido. Foi algo bem explorado e que até conseguiu elaborar um livro para os leitores pintarem – já que a moda agora é essa. Embora possua os elementos característicos da emoção, da realidade e da perda, a história não me envolveu tanto quanto poderia imaginar. O sentimento carregado no livro é forte e de envolver o leitor, porém, acredito que pelo fato de ficar sempre na mesma história, na mesma luta, intriga e arte, a obra não atingiu o que esperava. Parece contraditório dizer, mas a autora trabalhou muitos elementos, no entanto, pareceu uma colcha de retalhos em que alguns não ganharam absoluta forma para ser concluído com maestria.

Diferente do que observei, indico a obra a quem gosta desse gênero literário, pois sei que agradará muitas pessoas – como está agradando. A narrativa fluida proporciona uma leitura rápida e você sequer vê o tempo passar. Talvez eu tenha ido com muita sede ao pote e acabei finalizando a leitura com sede.

Quotes:
“Ele era o tipo de homem que entra numa sala e todas as paredes desabam” (p.46).

“Sério, se alguém me dissesse que eu podia ficar no estúdio de Da Vinci enquanto ele pintava a Mona Lisa ou subir no telhado com Brian à noite, eu subiria no telhado” (p.108).

“- [...] talvez uma pessoa seja feita de várias pessoas – digo. – Talvez estejamos acumulando novas personalidades o tempo todo. – Carregando-as ao fazermos nossas escolhas, boas e más, enquanto erramos, organizamos, perdemos a cabeça, encontramos nossa cabeça, desabamos, nos apaixonamos, sofremos, crescemos, nos retiramos do mundo, mergulhamos no mundo, ao criarmos coisas e destruirmos coisas” (p.360).

site: http://revelandosentimentos.blogspot.com.br/2015/07/resenha-eu-te-darei-o-sol.html
Eduarda Rozemberg 06/12/2016minha estante
Adoro livros familiares igual esse. E pelo jeito a criatividade da autora foi bem grande mesmo.


Lana Wesley 23/01/2017minha estante
Também tenho uma queda e tanta por livros que falem sobre relacionamentos familiares principalmente com irmãos, por isso esse foi o primeiro elemento que me chamou a atenção. Vejo que a autora não polpou esforços e criatividade para desenvolver um livro com a leitura envolvente, apesar de ter uma carga emocional maior. Quero muito ler esse livro, espero ter a oportunidade de adquiri-lo.


Marta 28/01/2017minha estante
Gostei de conhecer esse livro!! Fiquei bem interessada pela a história!!
Beijoss




Carol D. Torre 06/07/2015

Eu Te Darei O Sol é um daqueles livros difíceis de resenhar, que você sabe que nunca vai conseguir dizer o suficiente não importa o quanto diga. Desde seu lançamento lá fora, no ano passado, eu estava maluca por esse livro, já que só teve comentários incríveis, e quando finalmente peguei ele na mão para ler não tinha como ter maiores expectativas do que as minhas. E agora vou tentar passar um pouquinho para vocês de todas as coisas incríveis que fazem esse livro tão bom e tão único.

O livro conta a estória do Noah e da Jude, os dois eram irmãos gêmeos inseparáveis, que sempre sabiam o que o outro estava pensando ou sentindo. Mas tudo mudou quando eles tinham treze anos e os dois passaram a competir por tudo, desde a atenção dos pais até uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia. Três anos depois, eles não poderiam estar mais distantes. Mesmo vivendo na mesma casa, mal-entendidos, mágoas e uma grande perda fizeram com que eles se separassem mais do que nunca e se tornassem pessoas completamente diferentes.
Noah narra a estória de quando eles tinham treze anos e Jude narra a vida deles três anos depois, quando já estão com dezesseis.

É difícil pontuar o que mais se destaca em Eu Te Darei O Sol. Sério. Mas se preciso começar de algum lugar, acredito que preciso começar pela narrativa. Esse não é o primeiro livro que li da Jandy Nelson, também li O Céu Está Em Todo Lugar, mas não me lembro de na época a autora ter um narrativa tão marcante e única. É difícil escolher um palavra para descrever, o termo "poética" não parece ser o suficiente. É como se a narrativa tomasse a forma e a personalidade de quem está narrando no momento, as partes do Noah são repletas de descrições subjetivas, como se ele estivesse realmente pintando e desenhando cada um dos momentos da sua vida, tanto que em algumas partes até são citadas os nomes dessas pinturas imaginárias. Já as passagens narradas pela Jude são completamente diferentes, são mais diretas e "limpas", mas repletas de citações da bíblia da sua avó que são incríveis e fazem toda a diferença. Confesso que sou muito mais fã das partes do Noah da estória, muito pela narrativa maravilhosa (Sério, não to exagerando. É incrível!) e muito também pelo personagem em si.
Também quero destacar que amei as narrativas que se passam em momentos diferentes, mas se completam e se encaixam de todas as maneiras certas. Adorei poder acompanhar a estória dessa maneira que é extremamente interessante, mas, principalmente, muito bem executada.

Agora, é claro, que outro ponto alto do livro está na sua estória. É interessante perceber que ela não tem um tema principal, ela trata de tudo e de nada ao mesmo tempo. Fala da relação dos irmãos, fala de família, de perda, de luto, de amor, de paixão, de autodescoberta, de aceitação, de dor e de todas as pequenas - e grandes - coisas que compõem a vida de um pessoa. E isso é o mais incrível do livro para mim, porque a Jandy Nelson conseguiu dar uma vida completa e complexa para cada um de seus personagens e que por mais que a espinha dorsal da estória seja a relação quebrada e desgastada dos gêmeos, ela se torna algo muito maior do que apenas isso.
É por isso que ler Eu Te Darei O Sol é como estar em uma montanha-russa de emoções, em um momento as coisas estão péssimas e, de repente, algo incrível acontece para logo depois tudo desabar novamente, mas aí, quando você menos espera, tudo fica mais do que bem de novo... e dessa forma a estória se desenrola, como acontece na vida real, como acontece com cada um de nós.

Preciso confessar, porém, que o Noah é de longe o meu personagem preferido. Como já disse, muito por causa da sua narrativa que é absolutamente linda, mas também pela sua personalidade, pela forma como ele encara o mundo e ok, confesso, muito também pela sua história de amor. Não que a da Jude também não seja boa, mas eu consegui sentir tudo o que o Noah estava sentindo, sabem? Era algo tão puro, sincero e inocente de certas maneiras que eu simplesmente não consegui evitar.
Isso não quer dizer que eu não goste da Jude e da sua estória, ela é igualmente interessante, emocionante e incrível de se acompanhar. Ela só não conseguiu ter aquela coisa a mais que a gente espera - ou eu simplesmente não me simpatizei tanto assim como ela, não posso afirmar com certeza.
Mas se posso dizer algo é que não tem como não se relacionar com pelo menos um deles, ou com pelo menos um aspecto da vida de cada um deles, dos seus sentimentos, das suas dúvidas, incertezas e paixões.

Acho que não tenho como comparar Eu Te Darei O Sol como mais nada que já tenha lido, ele é tão único nos seus detalhes e eu peço desculpas por não ser capaz de passar isso para vocês como queria e deveria, É impossível colocar em palavras tudo o que senti lendo esse livro ou explicar o que faz a narrativa da Jandy Nelson tão especial. É uma estória sensível, forte, linda e que se relaciona muito intimamente com a vida real. Ele se tornou um daqueles livros que vou recomendar para todo mundo, o tempo todo!

"Amor, penso e penso e penso, mas não digo. Não digo. Não diga. Não lhe diga que você o ama. Mas digo. Eu o amo mais do que tudo, Fecho meus olhos e mergulho nas cores, abro-os e mergulho na luz porque bilhões e bilhões de baldes de luz são derramados sobre nossas cabeças."

"Encontrar sua alma gêmea é como entrar numa casa onde você já esteve - você vai reconhecer a mobília, os quadros na parede, os livros nas prateleiras, as coisas nas gavetas: você é capaz de se localizar no escuro se precisar. "

site: http://rehabliteraria.blogspot.com.br/
Dri 25/11/2016minha estante
Sua resenha está perfeita! Senti exatamente todas as mesmas coisas que você!?


vanessa 16/02/2018minha estante
Eu também gostei mais de Noah




spoiler visualizar
Elaine Cris 28/02/2016minha estante
Ainda bem que não sou a única que detestou o livro... rs




Plínio 25/01/2016

"Arrisque-se (uma, duas, três, quatro vezes). Reconstrua o mundo."
Eu tentei escrever algo sobre essa história assim que finalizei a leitura, mas foi impossível. É um desafio descrever os sentimentos e os ensinamentos que esse livro carrega, mas sem dúvidas entrou para a lista de melhores leituras da minha vida. Experiência sensacional!
A autora nos apresenta um enredo delicado, e que parece ser sua zona de conforto: relações familiares.
Neste romance, acompanhamos as perspectivas dos irmãos gêmeos Noah e Jude em diferentes linhas de tempo. Ele narra o passado, e ela descreve o presente.
Através do olhar de Noah somos apresentados a uma família de artistas aparentemente perfeita; uma mãe carinhosa governa um lar que, inicialmente parece ideal, mas que logo se mostra como um castelo de vidro, frágil e instável.
Noah é o típico pré-adolescente invisível. Desde pequeno ele demonstrou amor pela arte e como a maioria dos artistas, acredito eu, sempre foi uma pessoa sensível e emotiva. Ao contrário de Jude, que sempre possuiu a atenção de todos, mas mesmo também tendo interesse pela arte, se mostrou uma menina fria.
Os irmãos viveram disputando a atenção dos pais. A relação entre eles sempre foi muito forte e complicada, pois ao mesmo tempo que eles queriam mostrar superioridade para os demais, contavam com o apoio um do outro.
Até que uma tragédia muda a vida dos dois, fazendo com que toda a arte, toda a felicidade, toda a luz que eles transmitiam, cessasse.

Noah nos introduz o elemento sonhador do enredo. É ele que inicialmente constrói o ambiente e faz com que o leitor se apegue aos personagens e a suas respectivas histórias. Por isso é completamente compreensível se identificar e gostar dele, pois é sob sua visão que nós torcemos para que tudo dê certo na vida dessa família.
A genialidade dessa trama talvez esteja na crueldade da autora, quando ela faz o leitor acompanhar duas linhas de tempo, sendo elas marcadas pela tragédia. Então, cabe a Jude a responsabilidade de destruir todas as expectativas que nós criamos com Noah. Cabe a ela, nos contar que a história tomou um rumo diferente, que os sonhos não se realizaram. Por esse motivo, os capítulos de Jude provavelmente serão incômodos, já que ela nos diz tudo que não queríamos saber.
É nesse ambiente que vemos Noah descobrir sua opção sexual e se apaixonar pela primeira vez. É nesse ambiente que vemos seu coração ser partido por suas próprias escolhas. É angustiante ver como ele precisa esconder seus sentimentos e se retrair, privando-se de sua felicidade.
Por outro lado, acompanhamos Jude em sua tentativa de redenção, tentando reencontrar a paz que a muito tempo se perdeu. Ela se apaixonou. Errou. Se decepcionou. E é através de um novo amor, que a garota encontra sentido para sua existência.

Encontramos com coadjuvantes essenciais que ajudaram a intensificar a relação dos protagonistas: Brian, que aparentemente gostava de Jude era o interesse amoroso de Noah que conheceu um britânico, que posteriormente se tornou o grande amor da vida de Jude, que o conheceu através de sua busca por Guillermo, um escultor que ela acreditava ser o salvador de sua vida. (Desafio vocês a lerem isso três vezes seguidas. Rapidamente. hehe).
Acreditem, tudo isso é narrado da maneira mais dramática e triste possível.

"Você tem de ver os milagres para que haja milagres."

É incrível como a Jandy Nelson conseguiu criar duas narrativas onde os mesmos personagens se conectam, tornando a leitura muito mais emocionante. Por ser poetisa, sua história apresenta um tom delicado e poético ótimo de ser lido, que dá singularidade a seu livro.
Pouco a pouco desvendamos os mistérios que envolvem a tragédia, e praticamente presenciamos a dor e o desespero dos personagens nessa trajetória em busca de respostas.

Eu Te Darei o Sol não deve ser somente lido, deve ser sentido.

site: http://entreserieselivros.blogspot.com.br
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Nati' Fagundes 31/08/2015

RESENHA "Eu Te Darei o Sol"
A narrativa de “Eu Te Darei o Sol” se divide em dois tempos, contada a partir do ponto de vista dos gêmeos protagonistas – Noah, quando está com idade entre treze e quatorze anos, e Jude em seus dezesseis anos.

Noah tem um grande talento para arte e torna o mundo um lugar melhor para si através dos desenhos que faz em sua mente, expressando-se depois através das linhas e cores no papel. Aos treze anos ele não tem amigos e está descobrindo sobre sua sexualidade. Noah não sabe como se comportar diante de sua atração por meninos e teme a reação das pessoas ao seu redor se elas descobrirem sobre seu segredo.

Jude também é artisticamente talentosa, embora não tenha a mesma paixão por desenhos que seu irmão. Sendo a preferida do pai, ela é uma garota ousada e esbanja popularidade.

Como os típicos gêmeos das histórias, Noah e Jude sempre foram muito apegados e sempre protegeram um ao outro, tendo aquela estranha ligação de gêmeos que conseguem se entender sem palavras, que escolhem as mesmas posições de mãos no jokenpô, etc.

“Jude me olha do desenho, ensolarada, sábia. Obrigado, eu lhe digo em minha mente. Ela está sempre me resgatando...”

As coisas começam a mudar quando os jovens entram na adolescência e iniciam uma série de disputas entre si, sobretudo pela atenção dos pais. Inveja, ciúmes e traições destroem o bom relacionamento dos irmãos, que se afastam ainda mais depois que uma tragédia cai em suas vidas.

“- E o que esperava? Tive que fazer outros amigos. Você só fica escondido com seus desenhos bregas e sua obsessão por aquela escola idiota com a mamãe.
Desenhos bregas?
Aqui vou eu. Três, dois, um: detono com a única coisa que tenho.
- Você tem inveja, Jude. – digo. – O tempo todo você só tem inveja.”

Cerca de dois anos depois Noah e Jude estão completamente irreconhecíveis, considerando suas personalidades. Noah está na turma de cross-country, tem um grupo de amigos barulhentos e não desenha mais, enquanto Jude cortou seus longos cabelos, trocou os vestidos e salto alto por roupas largas que mascaram seu corpo feminino e é socialmente isolada.

As sabotagens que faziam um ao outro acabaram, mas agora eles quase não se falam e vivem uma vida de mentiras. Há dois anos ambos fizeram (diferentes) coisas do qual atualmente se envergonham e guardam em segredo. Logo em seguida alguém que eles amavam muito morreu e é por isso que os irmãos consideram suas ações o motivo, o que, consequentemente, os tornam culpados.

O maior problema entre os irmãos foi a inveja, que em certos casos realmente não dá para evitar. Assim como você não escolhe quem amar, também não escolhe o momento em que a inveja vai aparecer, mas Noah e Jude ultrapassaram os limites com suas ações ciumentas. Eles mentiram, trapacearam e colocaram outras pessoas à frente um do outro e no final nada valeu a pena.

“Nunca vamos ficar bem. Nunca seremos nós novamente.
[...]
Como Noah e eu nos envolvemos tanto em segredos e mentiras?”

Mas a vida dá voltas e tem maneiras engraçadas de dar lições. Apesar dos gêmeos terem se afastado seus caminhos continuam se cruzando e entrelaçando-se com o de outros indivíduos que eles amam, levando-os em direção as pessoas ao futuro que os aguardava se a tragédia não tivesse acontecido.

Noah e Jude tornaram-se dois estranhos e sofrem sozinhos. Todos os acontecimentos de quando eram mais jovens acabou com a confiança entre irmãos e agora eles nem sequer sabem como se reaproximar um do outro. No entanto o destino faz seu papel e dá uma força para juntá-los novamente, fazendo com que a chama de amor entre os irmãos se reacenda. Como se fosse o desejo do ente querido morto de uma força superior, vários eventos acontecem na vida dos protagonistas e lhes ensina a importância de serem verdadeiros consigo mesmos e com as pessoas que eles amam.

“Eu Te Darei o Sol” é um livro intenso e conquistador. Jandy Nelson criou uma história sobre descobertas, intrigas e perdão, e é tudo tão bom que eu não tive vontade de largar o livro enquanto não o finalizasse. Benditas sejam essas férias que me deram tempo para ler com calma e apreciar uma narrativa tão emocionante e envolvente.

Achei inteligente a forma como a autora conduziu tal narrativa, inserindo os personagens secundários aos poucos e cada um no seu tempo, contando suas histórias só para fazer com que seus caminhos se colidissem no final. Não foi surpreendente, mas fiquei ansiosa para chegar a parte onde as revelações que tinham que ser feitas vinham à tona. Eu queria ver as reações de cada um.

“Penso em como mamãe disse a Noah que era responsabilidade dele ser fiel ao seu coração. Nenhum de nós tem sido. Por que é tão difícil? Por que é tão difícil saber o que significa essa fidelidade?”

A Editora Novo Conceito fez um excelente trabalho com a diagramação. As letras possuem um bom tamanho, espaçamento e fonte que são confortáveis para leitura. Achei alguns erros de revisão, mas nada tão grotesco que tirasse o brilho da história. A capa possui uma ilustração fofa que lembra um desenho no papel e me conquistaria por completo se não fosse o amarelo predominante (entendo a escolha da cor e sei que ficaria estranho se fosse outra, mas eu pessoalmente odeio amarelo).

“Era certo e errado ao mesmo tempo. O amor faz e desfaz. Ele persegue com a mesma tenacidade: alegria e sofrimento.”

site: http://paixonitesliterarias.blogspot.com.br/2015/08/resenha-eu-te-darei-o-sol-jandy-nelson-editora-novo-conceito.html
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Raffafust 23/06/2015

O sol não é algo que me atraia, curto os dias nublados quando ele não aparece. Por esse motivo o nome - como vi que aconteceu com outras pessoas - não me encantou em nada, mas a narrativa de dois irmãos gêmeos que se amam/ odeiam veio no momento certo e como um livro de auto-ajuda me fez refletir bastante.
A autora optou por nos mostrar no início do livro a infância dos irmãos Jude e Noah, desde os tempos de bullying até a adolescência, quando tem 16 anos e é quando descobrimos as dores e as delícias que ser o que somos.
Entre eles há inveja, ciúmes e disputa. Um acha que a mãe gosta mais de um, o outro acredita que o irmão se destaca por causa da pintura...e o leitor fica ali no meio entendendo que não há um certo ou errado mas que nem sempre a relação entre irmão é algo sadio. Eu mesma sempre achei lindo amigas que tem irmãos amigos, nunca tive isso com meu irmão que nem parece ser filho dos meus pais, e foi algo que sempre me incomodou muito. Entendo o lado deles porque nem sempre ter irmãos é uma relação sadia, muitas das vezes nos perguntamos porque mesmo precisamos ter alguém com tal vínculo em nossas vidas que nem demonstre muito carinho com você ou com seus pais?
Voltando a história, após um acidente os ânimos entre eles pioram , e Noah ainda revela que gosta de meninos. E que está apaixonado pelo mesmo garoto que Jude gosta. Tem como ficar pior? Imaginem : você já não curte muito seu irmão, vive aquela relação turbulenta e ainda tem medo de perder o bofe para para ele? Achei que a autora complicou nosso lado, e agora torcer para quem?
Noah narra muito mais que Jude - e aqui confesso que não sei de qual personagem gostei mais - e é do ponto de vista deles que temos a imagem de que a família normal nem sempre é feliz. Ah, sim, o menino além de guardar seu segredo até onde pode também descobre o de sua mãe o que o deixa com os nervos a flor da pele e sem saber como lidar com tantas questões.
Acho que a autora acertou em muitos pontos, mas não me encantei pela forma que ela escreve, achei um tanto quanto cansativa. Como se parar o livro e voltar a lê-lo não fosse uma urgência e isso me faz medir o quanto gosto da leitura, diria que é um livro mediano com temas sempre atuais e bem abordados mas que poderiam ter sido contados de uma forma mais animadora, o ritmo é lento e chega a ser cansativo .

Acredito que a autora quis tocar em vários assuntos : conflitos entre irmãos, descoberta da sexualidade, separação dos pais, etc Com tantos tópicos fica fácil se perder , seria melhor ter abordado somente um.

site: http://www.meninaquecompravalivros.com.br/2015/06/resenha-eu-te-darei-o-sol-novoconceito.html
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Livro e Neblina 12/09/2015

História envolvente e maravilhosa!
Preciso começar falando para vocês sobre como o livro me conquistou desde a sinopse. Quem nunca se sentiu em disputa com alguém próximo? Quem nunca amou e odiou alguém ao mesmo tempo? Essas pessoas são as que mais marcam nossas vidas e Jandy Nelson soube trabalhar com isso em sua obra muito bem.
A história é contada sobre dois pontos de vista diferentes: Ora Noah narra os acontecidos e ora é Jude, sua irmã gêmea. O tempo em que a história é contada também varia, conforme os pontos de vista se alternam, mas isso surpreendentemente não deixa a obra confusa.
Noah é um artista nato, razoavelmente introspectivo e sozinho. Jude é a típica garota popular, cheia de amigas e cobiçada por todos os garotos da região. Os gêmeos tem comportamentos diferentes, mas pensam da mesma forma. Eles tem aquela lendária conexão de gêmeos que sempre ouvimos falar. Apesar da história se iniciar com os mesmos tendo apenas 13 anos em momento algum a escrita se torna infantil. Pelo contrário. A autora trabalha muito bem toda a problemática que vai surgindo no decorrer da obra.
Através destes conhecemos ainda seus pais e seus respectivos amores. Ah, o amor! Como adoro toda a intensidade dramática de Noah e toda a onda de boicote de Jude! Tem como se identificar com as duas coisas? Tem sim! Estou só amores pela história. Só amores!
Os dois vivem competindo pela atenção dos pais, uma vez que Noah se sente desprezado pela pai e Jude acha que a mãe gosta mais de Noah, mas nada afeta a conexão entre os irmãos. Contudo, quando a mãe deles decide que os dois devem entrar para uma escola de arte tudo começa a mudar. Os segredos que cada membro da família Sweetwine guarda para si colaboram para isso e uma catástrofe é o toque que faltava para tudo mudar entre os irmãos, mas como dizem, família é para sempre, não é?
Eu confesso a vocês que não consigo escolher. Simples assim. Não consigo escolher qual protagonista me cativou mais. Não consigo decidir qual gêmeo me ganhou! Os dois personagens são únicos e fascinantes!
Eu te darei o sol é uma das melhores obras que li esse ano. Sério. A escrita de Jandy Nelson é cativante, envolvente. Viciante. Ela te leva até o mundo dos personagens. Em um segundo você é Jude e em outro é Noah. Adorei a forma como a autora conseguiu trabalhar com situações sérias, dramas familiares e acontecimentos chocantes sob a perspectiva ora de duas crianças, ora de dois adolescentes, e mesmo assim o tema não ficou mal colocado, não foi forçado. Você entende os personagens, você é Jude ou Noah. Você é JudeeNoah durante toda a maravilhosa criação de Jandy Nelson.
A forma como a história de todos os personagens está entrelaçada com toda certeza é algo a se mencionar. Meu Deus, Jandy cria uma trama envolvente e completamente interligada de forma admirável. Todos os pontos se encontram antes do final da história, sem lacunas ou pontos obscuros mal resolvidos.
Há reis do drama e rainhas do mistério, mas Jandy Nelson é os dois. A imperatriz do dramistério! Em Eu te darei o sol você se depara com fatos minuciosamente conectados, dignos de famosas histórias de suspense policial, a dose certa de drama e a pitada ideal de uma loucura divertida que domina a mente dos personagens. Eu te darei o sol é surrealmente bom.
Por falar no assunto...Adoro personagens com pequenos níveis de insanidades como Noah se mostra desde o inicio e posteriormente, Jude. Como a mesma menciona na trama, parece que em certo ponto dos rumos os dois trocam de lugar, mas isso só te instiga mais a descobrir o porque disso. Você se vicia mais na história, se afeiçoa mais a eles, se é que isso é possível. A mudança de personalidade dos personagens existe, mas não é nada estranha ou imprópria. Super aprovado!!
Agora vamos ao meu comentário frívolo do dia: eu posso dizer que nunca achei que gostaria de um personagem chamado Oscar? Meu Deus – ou melhor, meu Clark Gable! – mas é isso que acontece. Ela usa o nome para batizar um curioso personagem que durante o decorrer da trama se mostra o melhor par romântico de 2015, meus caros!!!
Vou dizer uma coisa para vocês. Eu tenho um papagaio também. Será que ele pode começar a chamar o Ralph pra mim? Há-Há Eu quero!

Adorei os sóis usados para separar as cenas no livro.

Voltando a falar sério, a sagacidade da autora te surpreende com o final do livro e fiquei louca para uma continuação. Não estava pronta para desapegar dos personagens! Eu afirmo com toda a certeza que minha mente maluca tem que Eu te darei o sol é totalmente capaz de agradar os fãs de mistério, drama, Young Adult e romances. Poderia ser melhor?
Sim! Ainda não mencionei as ótimas frases da bíblia da vovó Sweetwine! Quero seguir aquilo pra vida! É muito divertido!!! Tô contigo, Jude!!

site: http://www.livroeneblina.com/2015/09/eu-te-darei-o-sol-jandy-nelson.html
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Larissa 15/09/2015

Eu te darei o sol
Eu até agora não consigo descrever o que esse livro causou em mim, ao lê-lo em menos de uma semana eu entrei no mundo do NoaheJude de uma forma que mesmo depois de tê-lo terminado eu ainda me sinto dentro dele. O modo como Noah narra, o dom dele de ver a aura das pessoas, a forma com que a Jude te mostra o presente a realidade atual que eles estão vivendo me prendeu de uma forma intensa, a mistura do passado e do presente, de tudo que os dois viveram, o modo em que tudo está interligado é mágico, confesso que o Noah amei logo de cara, acho que porque a personalidade dele me lembrou meu personagem de livro favorito, o Charlie das "vantagens de ser invisível" eu não sei o que exatamente mas tive a mesma vontade de cuidar, de dizer que tudo ficaria bem, aquele personagem que você tem vontade de abraçar e não soltar mais ... o mesmo sentimento que tive pelo charlie, no instante em que conheci o Noah imediatamente relacionei ele ao Charlie. A Jude tão linda, era tão encantador o modo como o Noah a descrevia, descrevia seus cabelos rs Achei a narrativa do livro beeeem diferente, no começo estranhei um pouco mas logo depois me acostumei e pensei que esse livro não poderia ser narrado de outra forma senão essa, se eu pudesse dar todas as estrelas do céu para esse livro, pra essa história, eu daria, sem hesitar!!!
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Camz 23/02/2016

Destino...
No começo eu realmente não estava entendendo NADA do que acontecia. Era engraçado porque eu me lembro que uns dois dias atrás quando comecei a ler o livro, eu disse que iria desistir, porque não estava conseguindo sacar o livro. Eu decidi insistir na leitura e me vi presa em acontecimentos que me geravam cada vez mais curiosidade. Acho que li muito rápido 200 páginas na madrugada. E o restante do dia foi apenas para terminá-lo e entender como a vida é peculiar. Acontecem coisas distintas, mas no fim tudo estava tão interligado que chega a dar arrepios. A história é muito agradável, cheia de reviravoltas. Não há como deixar passar batido a intensidade do amor, e o quanto ele está presente de forma verdadeira e única em todo o livro. E não só em uma história, mas eu poderia dizer que em todas as histórias apresentadas. Se formam ao longo do livro vários casais, e o amor familiar entre Dianna, Noah e Jude. O amor verdadeiro é tão incrível de se conhecer.
O casal que mais me encanta é Jude e Oscar. A forma como tudo estava tão predestinado me deixou tão apaixonada.
É um livro cheio de ensinamentos. Um daqueles inesquecíveis e que levarei de lição para o resto da vida. Essa conexão, que começa desde os irmãos gêmeos, até o amor de alma. É esse tipo de amor que sempre busquei, talvez seja por isso que o livro tenha me encantado tanto. O amor, o destino e a vida, estão todos ali para mostrar que não importa o que aconteça, o que tiver de ser será...
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Henri B. Neto 07/11/2015

Resenha: Eu Te Darei o Sol
Existem livros densos, que você demora para ler pois a história exige isto. Existem livros chatos, que você demora para ler, pois não consegue se conectar a história, ou ao personagem, ou a narrativa do autor, ou a todas as opções. E também existem livros maravilhosos, que te pegam tanto pelo pé, que sem você perceber, você mesmo sabota a sua leitura, lendo ele extremamente devagar - só para que ele não acabe. "Eu Te Darei o Sol", de Jandy Nelson, se encaixou completamente na terceira opção. Mas desde já eu digo: Quase NUNCA isto aconteceu comigo. Geralmente, quando estou apaixonado por um livro, eu quero terminá-lo o quanto antes. Mas, como este novo romance da autora de "O Céu Está em Todo Lugar", eu não queria que ele chegasse ao fim... O que é bem engraçado, pois - começando deste jeito - parece que eu amei o livro de estreia de Jandy Nelson. Mas, quem me acompanha já a um tempo, sabe que achei o antecessor apenas "ok". Algo que, sinceramente, está longe de externar os meus sentimentos para com esta nova história.
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Pois "Eu te Darei o Sol" é um livro de altos, e baixos, e picos de alegria, e revoltas - tudo narrado de forma incrivelmente poética, metafórica, visceral e explicitamente sensorial. Existe uma senhora evolução de "O Céu Está em Todo Lugar" para este, e ela é GRITANTE. Em caixa alta mesmo. Entretanto, é engraçado perceber que - mesmo assim - não parece ser outra autora. Pois você reconhece os maneirismos dela, e a forte ligação com a família das histórias, e o toque de superstição característico, assim como é em seu antecessor. Mas tudo nos é apresentado em uma embalagem 2.0, melhorada e madura. Diria até que ler ele é como um passeio de montanha russa! Ou melhor dizendo, um mergulho em um oceano em dia de tempestade, onde cada onda que te atinge é um sentimento diferente, que te empurra para baixo e que te afoga.
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O mais engraçado disto tudo é que, mesmo ele obviamente entrando com pé e tudo no meu seleto hall de Bookcrushes de 2015, eu não posso - nem por um minuto - dizer que ele é perfeito. A história não é perfeita, e os personagens não são perfeitos. Eles erram, e tropeçam, e fazem coisas absurdas em momentos impensáveis... Mesmo assim, eles te marcam. E isto é que é o mais incrível. Jandy Nelson foi extremamente ambiciosa ao contar uma história como a de "Eu Te Darei o Sol", da forma como ela contou: Dois pontos de vista, mas em dois tempos diferentes. Passado e presente, pré-adolescência e adolescência, cada um com sua parte. Como se o leitor lesse dois livros diferentes ao mesmo tempo. Com características diferentes, e climas diferentes - apesar de terem a mesma ambientação, e as mesmas pessoas. Mas, no fim, tudo se junta... E você percebe o quanto isto deu certo. E o quanto a trama não ficou cansativa, ou arrastada. E o quanto ela conseguiu não se perder ao lançar mão deste artifício.
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Por ele ser narrado tanto pelo Noah, quanto pela Jude, nós conhecemos bastante os dos irmãos. Sendo bem sincero, o meu favorito foi o Noah, e a forma como ele vê o mundo como cenas em quadros de uma galeria, desenhando tudo em sua cabeça com cores vivas, e como ele respira arte - o que é irônico pois não posso dizer nem por um momento que sou um grande apreciador de arte. Mas enfim, mesmo quando ele era "cruel", ou insensato, não conseguia ficar com raiva dele. E esta dualidade se expande para cada personagem que aparece no decorrer das páginas. Eu entendia a Jude, a gêmea, melhor amiga e nêmesis do rapaz... Por mais que houvessem momentos em que me irritava com ela, e que suas paranoias me cansavam. Mas esta era ela. É complexo ver como comecei a leitura apaixonado pela mãe dos dois, e não gostando do pai deles, para no final o sentimento ser invertido. É complexo ver que tenho todos os motivos do mundo para odiar o Guilhermo, o Oscar, e até mesmo o Brian, mas que não consigo fazer isto... Mesmo que tenha odiado momentos deles, e partes de suas histórias. Pois é isto que "Eu Te Darei o Sol" é: uma complexidade de sentimentos.
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Mas é aí que está a beleza do livro. É todo este mar de sentimentos que ele transborda. É a narrativa poética da autora, e a forma como ela transmite todo este ritmo lúdico na sua prosa sem parecer pretensioso. Eu poderia odiar "Eu Te Darei o Sol" por todas as suas metáforas, e narrativa não linear, e personagens imperfeitos... Mas ele fala magistralmente sobre Bullying, e relações familiares, e Sexualidade, e Dependência, e muito mais coisas, sem ficar pedante ou raso - algo que, em outro livro, seria exatamente isto o que aconteceria. Pois é isto que deixa o livro único, diferente. E é por isso que este livro merece ser lido por todos. E ganhar hype. E virar modinha. Pois "Eu Te Darei o Sol" merece. Eu daria o Sol, e as flores, e as estrelas por ele. Daria metade do meu mundo, ou além, assim como Noah e Jude.
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Henri B. Neto
''Na Minha Estante''

site: http://naestante-henribneto.blogspot.com.br/2015/09/blog-post.html
Dri 27/11/2015minha estante
Que resenha mais perfeita!
Esse livro é fantástico e Noah é tão único que é impossível odiá-lo, nem por um segundo.
"Ou melhor dizendo, um mergulho em um oceano em dia de tempestade, onde cada onda que te atinge é um sentimento diferente, que te empurra para baixo e que te afoga." (perfeito)




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