A História do Ladrão de Corpos

A História do Ladrão de Corpos Anne Rice




Resenhas - A História Do Ladrão De Corpos


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dumbodaddy 29/10/2020

amei
Não consigo explicar o quanto eu amo as crônicas vampirescas. Anne Rice pode não me agradar totalmente com as bruxas Mayfair, mas quando se trata de lestat e seu caráter questionável, ela escreve tudo o que eu preciso ler.
Sempre fiz muitos questionamentos sobre a personalidade do lestat, ele ser retratado como vilão no primeiro livro e no segundo parecer o contrário ou muito diferente. Porém após ler este livro, ao qual faço resenha, percebi que ele é as duas coisas, uma entidade impulsiva e destruidora, Akasha já tinha me avisado, e uma personalidade muito afetuosa e empática.
Emfim, a ausência da Claudia deixou marcas em todos os leitores, gostaria que ela voltasse em algum momento. Já que foi revelado que a alma de todos os vampiros fica presa á alma da vampira que possui o núcleo do espírito no coração, antes era a Akasha, agora Mekare.
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Ramon 19/10/2020

...
"O que é a vida humana sem dificuldades? [...] É o mesmo que deixar garrafas de vinho por toda a parte para um alcoólatra [...]" - Raglan
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spoiler visualizar
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AllenCastro 31/08/2020

Lento no início
Um livro que melhora demais do meio pro final, e o Lestat se reencontra e volta a ser o Demônio que tanto amo.
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B E L A 02/08/2020

É o primeiro livro das crônicas vampirescas que não tem uma volta ao passado, revelando histórias ou mistérios antigos (o que eu particularmente gosto muito por trazer mais profundidade para a história), na introdução já somos avisados de que se trata de uma história puramente atual, só por isso é o que menos gostei até agora na saga dos vampiros. Mas a leitura é dinâmica, apesar de detalhada, e ficamos curiosos para saber o que vai acontecer (em alguns momentos já imaginamos, mas em outros somos surpreendidos).
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Gei. Silva 13/05/2020

Anne Rice ponta a ponta.
Eu não sabia direito o que esperar desse volume, apenas que supostamente seria algo mais leve e até engraçado. Porém a minha experiencia de leitura não foi essa.
Diferente de todos os outros livros perfeitos das crônicas até agora, O ladrão de corpos traz uma história única dentro da série. Nova e esplendidamente narrada pelo Lestat - claro - temos aqui uma história que passeia livremente por tópicos já abordados e que aparentemente são de grande característica não só Das crônicas Vampirescas, mas de muitos livros da Anne.
Como havia dito para a maioria dos fãs e leitores esse livro é mais leve, e realmente em relação aos outros neste temos menos filosofias e mais ações. Mas elas não deixam de estar lá povoando as páginas e reverberando por toda a leitura assuntos principalmente religiosos como sempre. Também é um livro com bastante foco no erotismo, bem mais claro e constante que nos outros livros. Há cenas de sexo nesse livro como acredito que todos já esperavam desde o primeiro.
Como fã foi uma leitura deleitável. Anne Rice explora mais seus personagens que nós tantos amamos; a relação de Lestat com David e com Louis além de grandes participações com Claudia (ou sua memória).
Outra coisa é que esse livro está repleto também de referências: H.P Lovecraft, O fausto dentre outras coisas citadas ao longo da leitura.
A História do Ladrão de Corpos é um reflexo claro da literatura maravilhosa de Anne Rice, marcada por todas suas principais características de maneira crua e ao mesmo singela. Além de filosofias ricas que nos fazem pensar de uma maneira que só Anne Rice consegue fazer em sua série inigualável - pessoalmente a melhor que já foi escrita em todo o mundo. Um livro para os fãs de Anne Rice, para os fãs do Lestat que aqui está mais "Lestat" do que nunca e uma literatura essencial para quem procura alta qualidade em qualquer quesito possível.
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Lipe 20/02/2020

Seja você mesmo e nunca se arrependa
Talvez esta seja a mensagem principal da obra, que é cheia de discussões e diálogos sobre vários assuntos relacionados.
O que é ser bom? O que é se aceitar e se amar? Deus existe? Devemos sempre remoer os erros do passado?
Pra quem está buscando um livro repleto de ação como "A Rainha dos Condenados", talvez irá se decepcionar. Indico pra quem tem interesse nos vampiros da Anne Rice e pretende continuar a acompanhar as aventuras de Lestat.
Para o leitor desavisado ou que não "ama" os personagens seria um livro bem chato.
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Guacira 24/01/2020

Uma história inebriante, principalmente, para aqueles que gostam do vampiro Lestat. Ele narra com muitos detalhes uma experiência fora de seus corpo de vampiro e dentro do corpo de um homem jovem.
Conhecemos com detalhes o passado e o futuro do amigo humano David e acompanhamos ambos numa frenética busca para a recuperação do corpo do vampiro mais poderoso d de todos os tempos.
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mitsuiko 29/08/2018

Experiências controversas
Uma história gostosa e envolvente, se demorando um pouco em sua estruturação inicial, mas nada que chegue a desanimar um leitor a continuar a aventura. O protagonista e narrador da vez é Lestat De Lioncourt, com uma breve apresentação inicial. O livro traz também diversas referências sobre o primeiro livro da série As Crônicas Vampirescas, “Entrevista Com O Vampiro” expondo os pontos de vista de Lestat sobre toda a história, alguns “poquês” sendo revelados.
Temos a aparição de Louis, Marius e a breve citação de Armand e outros vampiros, entretanto a participação mais importante que teremos ao lado do nosso estimável vampiro é David Talbot, o grande amigo mortal de Lestat.
A história em si passa-se em diversos Países, Cidades, tendo até mesmo uma breve passagem pelo Rio De Janeiro.
Tendo um contato intenso sobre diversas dúvidas, medos e opiniões que passam pela mente vampiríca do nosso herói, em algum ponto chegamos a uma controversa, onde a estória nos mostra o quão ruim é ser uma criatura sobrenatural, e, em contrapartida como a humanidade pode ser horrível ( há também momentos em que vemos o melhor em ser humano, calma rsrs).
Se tratando de uma obra de Anne Rice, não poderia faltar críticas e teorias teológicas, que serão essenciais para a sequência do quinto livro, “Memnoch”.
Tendo dito tudo isso, falta falar sobre o principal assunto! A bela, e por que não, suspeita proposta feita por Raglan James algo que segundo ele, se trata de uma oportunidade única e esplêndida, qual será a resposta de Lestat De Lioncourt?
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Guynaciria 02/06/2018

É incrível como cada novo volume das Crônicas Vampirescas de Anne Rice, é ainda melhor do que o anterior, é dessa vez não foi diferente. 

A trama em si é simples, por diversas vezes o leitor pode vir a acreditar que Lestat está deixando fatos importantes passarem batido, mas levem em conta que o príncipe moleque se encontra fragilizado após a morte da mãe de todos os vampiros. 

O vampiro mais amado de Anne Rice, está sofrendo uma crise existencial sem precedente. Já tivemos a oportunidade de ver Lestat  recolhendo-se do mundo,  enterrando-se vivo em uma tentativa de se refazer ( segundo volume), mas agora tudo ganha uma nova dimensão, afinal ele bebeu o sangue mais puro existente e o seu poder é quase ilimitado.

Diante desse cenário, uma proposta quase irresistível surge, e como todos já temos conhecimento, Lestat adora quebrar regras. O que seria melhor para sair do marasmo do que fazer algo proibido?

Lestat aceita uma nova aventura, é nos mostra que o ponto de vista de um mortal é sempre frágil e incompleto, isso se deve a incapacidade que temos de usar todos os nossos dons. 

O ponto forte do livro é a tomada de consciência da passagem do tempo, de como o corpo se deteriora, mas a mente permanece jovem e cheia de desejos intensos. Mesmo um vampiro sofre ao perceber que está preso a um passado que existe apenas em sua lembrança.
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Douglas 20/01/2018

A História do Ladrão de Corpos
Como já é uma tradição pessoal, minha primeira leitura anual é um título da Anne Rice. Desta vez, este quarto volume das crônicas vampirescas. Crônicas estas, que desde seu primeiro volume vieram num crescente de leitura incrível.

Como disse em resenhas anteriores aqui, Anne Rice além de criativa, se mostrava destemida e segura do que fazia. Ela teve o peito de desconstruir seu principal personagem somente para refazê-lo melhor, reinventou a origem do mito dos vampiros e trouxa para sua história uma sorte imensa de variedades dessas criaturas.

Este livro, no entanto, é o mais fraco da série até agora. A história é simples, o que já é um diferencial para com seus predecessores, que sempre tinham tramas instigantes. O conflito vem e vai com muitos poucos pontos de real tensão.

É um livro onde, majoritariamente estamos dentro da mente de Lestat em sua mais nova aventura, e sim há questões existenciais interessantes na cabeça do vampiro mas ela se repetem à exaustão. O leitor anseia para que alguma coisa realmente aconteça.

E infelizmente, só nas últimas 100 páginas do livro temos alguma ação de fato, aliada a toda essa reflexão. E quando acontece essa união, aí sim, temos lampejos da Anne Rice dos três primeiros livros.

"A História do Ladrão de Corpos" não é ruim. É medíocre.

E isso é uma coisa que o Vampiro Lestat nunca foi.
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Breno Torres 21/04/2017

Surpreendente, brutal e chocante
Absurdado com o final alternativo... E novamente chocado com o quanto Anne Rice consegue nos fazer, de verdade, possuir uma relação de real amor e ódio com Lestat. No meu caso, confesso, mais ódio -- Lestat não me desce muito a garganta, e quase se tornou um personagem valoroso para mim se não houvesse provado de novo que é a própria definição da maldade. Ou da inconsequência, ainda não refleti bem sobre isso.

Seja como for, sem dúvidas esse volume das Crônicas Vampirescas me fez APAIXONAR por David Talbot, talvez até mais que por Louis, quem costumava ser meu grande amor dessa série de Anne Rice. A personagem Gretchen, puxa vida, que cintilante -- e que brutal, no fim de tudo. Sua última cena me arrepiou inteiro, assim como sempre me arrepiam os diálogos das obras de Anne Rice com a cosmologia cristã.

Também é óbvio, depois que li, se tratar de um livro OBRIGATÓRIO, de fato, das Crônicas Vampirescas. É aqui que vamos novamente à essência de Lestat, desde "O Vampiro Lestat", mas aqui muito mais... Poeticamente, ao meu ver. Nesse sentido, por vezes pode ser um livro caótico, de escrita e personagem verdadeiramente transtornado, que me lembrou muitas vezes o estilo irrefreável de outras obras da autora, como "Violino" e "Servo dos Ossos".

Além, é claro, de se tratar de outro banho de reflexões que, apesar de estarem ambientadas nos obscuro mundo dos vampiros, se referem muito diretamente a nós, vampiros. Afinal: todos sabemos serem os vampiros metáforas humanas.

Lindo e surpreendente livro. E surpreendente consecutivamente, não apenas no fim. Poderia ser mais interessante se Lestat no começo não fosse tão... argh. Mas, esplêndido ainda assim.
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Anne 21/03/2017

Uma história de Lestat
"Louis ficou outra vez pensativo e muito triste. Era quase doloroso olhar para ele. Eu queria sacudi-lo pelos ombros, mas isso só serviria para enfurecê-lo.
— Eu o amo — disse ele, suavemente. Fiquei atônito. — Você está sempre procurando o triunfo — continuou ele. — Nunca desiste. Mas não há nenhum caminho para o triunfo. Nós dois estamos no purgatório. Tudo que podemos fazer é dar graças por não ser o inferno."


Temos que pensar nesse livro como um episódio filler. Conta uma história de Lestat e é bem diferente dos livros anteriores. Nos dois primeiros livros tivemos biografias e no terceiro tivemos um grande evento, como se fosse o apocalipse dos bebedores de sangue. Esse livro é diferente porque nada assim acontece, é apenas uma história de algo que aconteceu com Lestat.

"[...] E também não vão encontrar aqui o elenco de milhares de figurantes que superlotaram A rainha dos condenados. A civilização ocidental nem por um segundo vai oscilar à margem do abismo. E não haverá revelações de tempos remotos, nem meias-verdades e adivinhações apresentadas pelos velhos, nem promessas de respostas que de fato não existem e jamais existiram. Não, eu já fiz tudo isso antes. Esta é uma história contemporânea. É um volume das Crônicas Vampirescas, não tenham dúvida. Mas é um primeiro volume realmente moderno, pois aceita o absurdo assustador da existência desde o começo e nos leva à mente e à alma do seu herói — adivinhem quem? — para suas descobertas. "

É uma história simples, conta a transformação de Lestat, nem que seja por alguns dias, em humano novamente. Isso não é spoiler se você leu os livros anteriores. No início mostra que ele tem umas dúvidas se vai fazer o procedimento, mas conhecendo Lestat, é óbvio para nós que ele vai trocar de corpo, afinal essa é uma proposta:
1) Louca
2) Arriscada
3) E que tem tudo para dar errado

Nunca Lestat ficaria fora dessa.

A História do Ladrão de Corpos pode não ser meu livro preferido das Crônicas, mas é muito bom de se ler. O ponto positivo do livro é mostrar o Lestat como um mortal. Engraçado ver ele se lembrando de como ir ao banheiro, tomar banho, comer... Coisas normais, mas que ele não fazia a séculos e nem se lembrava como era.

Outro ponto super positivo se chama Gretchen. Durante a leitura dos livros, nos tornamos fãs de diversos personagens. Nós os admiramos por diferentes aspectos de suas personalidades, ou talvez nem isso. Gostamos deles porque sim, apesar de ser um péssimo humano/vampiro gostamos deles.

Na minha opinião, Gretchen é a personagem mais admirável das Crônicas. Uma enfermeira empática e altruísta que você olha e pensa: Nossa, que mulher incrível! Ela é uma enfermeira que trabalha em missões pela América do Sul e Central. Admiro muito sua entrega e compaixão. Bem, em determinado momento, ela e Lestat acabam se encontrando. Engraçado que ela e Lestat são totalmente diferentes, mas mesmo assim se dão muito bem.

" — Gretchen, nunca tem medo de ter desperdiçado sua vida... de que a doença e o sofrimento simplesmente continuarão a existir muito tempo depois de você ter deixado esta terra e o que você fez não terá nenhum significado num plano maior?
— Lestat, é o plano maior que não tem significado. — Seus olhos estavam muito claros. — O que importa são os pequenos atos. É claro que a doença e o sofrimento continuarão a existir depois que eu me for. Mas o importante foi eu ter feito tudo que podia. Esse é o meu triunfo e a minha vaidade. Minha vocação e meu pecado de orgulho. Esse é o meu tipo de heroísmo. "

" [...] — Mas, chérie, só funciona assim se alguém estiver marcando os pontos, se o Ente Supremo ratificar sua decisão, se você for recompensada pelo que fez ou pelo menos se seu trabalho for reconhecido.
— Não — disse ela, escolhendo cuidadosamente as palavras. — Nada está mais longe da verdade. Deus pode existir ou não. Na verdade não é o que mais importa Mas o sofrimento é real. É absolutamente real e inegável. Nessa realidade está o meu compromisso, o âmago da minha fé. Tenho de fazer alguma coisa a respeito!
— E na hora da sua morte, se Deus não existir...
— Que seja. Eu saberei que fiz o possível. A hora da minha morte pode ser agora — deu de ombros. — Eu não pensaria de modo diferente."


Como era já de se esperar, o Ladrão de Corpos não devolveu o corpo imortal de Lestat no devido tempo. Lestat passa a se sentir abandonado por outros imortais, especialmente Marius e Louis. Isso o deixa muito entristecido e é claro, também abalou meu coraçãozinho.

"É o que há de mais simples a meu respeito, ao que parece. Eu sempre mereço o pior. A pior deslealdade, a pior traição, o pior abandono! Lestat, o patife."

"Todos os outros invejam meu gênio forte, minha impetuosidade, minha força de vontade! Adoram isso. Mas quando demonstro fraqueza, me abandonam."


Não poderia deixar de falar dos pontos negativos do livro. No início ele tem muitas divagações sobre deus e o diabo. Achei muito maçante tudo isso. Pode até ter quem goste, mas eu passo. O outro ponto está no final, que não gostei nenhum pouco.

~ Sobre o final ~

Fatos sobre Lestat:
Vive numa eterna adolescência;
Faz besteiras pelo simples prazer de quebrar regras e mostrar o quanto é rebelde.
Isso tudo são fatos incontestáveis sobre ele e que são aspectos centrais de sua personalidade. Bem, por mais que eu o ame, as vezes isso cansa demais. Cansa porque fica algo repetitivo, e que não tem um sentido ou objetivo: Fazer uma besteira enorme apenas para mostrar o quanto é rebelde.

No final ele fez algo a David. Achei a cena bem bizarra e me deixou um sentimento bem ruim ao ler. Foi péssimo e grotesco. Pareceu claro para mim que ele começou tudo apenas para mostrar o quanto era mau, um demônio em que não se podia confiar. Após isso, David o perdoou facilmente como se não tivesse acontecido nada. Achei tudo bem desnecessário. Eu nunca critiquei a escrita da Anne Rice, mas sinceramente eu queria que ela tivesse escrito de uma forma diferente.


Para terminar, vou deixar uma citação do meu otp supremo: Louis + Lestat

" — Por que você me ama? — perguntei.
— Você sabe, sempre soube. Eu queria ser você. Queria sentir a alegria que você sente o tempo todo.
— E a dor, quer também?
— A dor que você sente? — ele sorriu. — É claro. Aceito compartilhar na dor e na alegria, como dizem."

Leia mais no site::

site: https://eradistopica.wixsite.com/eradistopica/single-post/2017/07/01/A-Hist%C3%B3ria-do-Ladr%C3%A3o-de-Corpos---Resenha
Jack Zack 31/07/2017minha estante
Super resenha a sua!


Anne 31/07/2017minha estante
Obrigada! Eu escrevo também para o meu blog de livros, Era Distópica. Nesse post tem uma lista com todas as resenhas que já escrevi dos livros das Crônicas Vampirescas https://eradistopica.wixsite.com/eradistopica/single-post/2017/05/08/Ordem-das-Cr%C3%B4nicas-Vampirescas .


Agulha3al 20/09/2017minha estante
muito boa!




Valéria 02/12/2016

Amor define!!!
Confesso que eu estava um pouco decepcionada com os livros da Anne, principalmente em relação as crônicas, até ler esse neném aqui. Eu não tenho palavras pra descrever o que é essa leitura, que só perde para o Interview, na minha opinião.

Achei o Lestat um pouquinho choroso demais nesse livro, mas isso não afeta em quase nada na história, e nem no meu eterno amor por esse personagem diabólico.

O livro fala basicamente de uma troca de corpos com um desconhecido, este, querendo saber como é ser um vampiro, propondo então a Lestat a oportunidade de ser humano novamente. E é extremamente divertido ver como o Lestat sofre com os "rituais humanos", e tudo aquilo que ele não precisa enfrentar sendo um vampiro, como sono, doenças e necessidades fisiológicas haha.

A leitura se passa bem a frente, pois David Talbot j á tem 74 anos, bem mais velho de quando entrevistou Louis pela primeira vez... E seu papel nesse livro é de extrema importância, com um final que me deixou arrepiada e puta da cara ao mesmo tempo.
Gabriela.Ambrós 10/01/2017minha estante
Esse com certeza também é um dos meus preferidos da Anne Rice, principalmente pelas trapalhadas que o Lestat passa quando humano, são impagáveis! Haha Quem entrevista o Louis no primeiro livro é o Daniel Molloy. O David Talbot só surge depois como líder aposentado da Talamasca.




Renan Barcelos 07/10/2016

Um Vampiro em Busca de Recuperar sua Humanidade
A história de Louis, Lestat e de outros seres das trevas que foi iniciada em Entrevista com o Vampiro foi finalizada com um ótimo desfecho em A Rainha dos Condenados. Todos os ganchos haviam sido fechados e nenhuma ponta solta parecia restar. Contudo, Anne Rice não terminou aí as suas famosas Crônicas Vampirescas; quatro anos depois, após flertar com outros temas sobrenaturais em Hora das Bruxas, deu seguimento à série com A História do Ladrão de Corpos.

À primeira vista, a sequência parece fora de propósito, sua própria existência lançando a pergunta de se existe necessidade, e, mais do que isso, assunto, para voltar a explorar a não-vida e a psique do vampiro Lestat. A autora, sim, consegue trazer uma obra que justifica a própria existência e, apesar de parecer muito com um spin-off, traz detalhes e situações interessantes para as crônicas. No entanto, a despeito do que ela – e o vampiro Lestat – afirmam, o livro só pode ser aproveitado por quem já leu as obras anteriores.

A História do Ladrão de Corpos se passa alguns anos após A Rainha dos Condenados, e como se tornou hábito desde o segundo livro das Crônicas Vampirescas, o protagonista e narrador é o vampiro Lestat. Mais do que isso, novamente a autora apresenta um livro que é escrito pelo próprio personagem, como uma peça de autobiografia ficcional – estilo que, nas mãos de Rice, tem todo um charme. Sanguessugas já apresentados em livros anteriores novamente aparecem, como Louis e Marius, mas a comunidade vampírica não é o tema da obra. Enquanto desfruta de seus poderes, lamenta e regozija da própria maldade e a da condição vampírica e discursa sobre Deus e o Diabo, Lestat descobre a existência de um homem chamado James Laglan, um humano capaz de trocar a alma de dois corpos. Diante da oportunidade de voltar a experimentar as sensações de um mortal e – talvez – de até mesmo alcançar a redenção, o vampiro não poderia deixar de aceitar tal “acordo com o diabo”, e decide aproveitar a oferta, desde que seu próprio corpo, vampírico e super-poderoso, fosse devolvido dentro de vinte e quatro horas. Padecendo do próprio orgulho, Lestat não imaginou o óbvio, que Laglan nunca pretendeu devolver a ele sua carne imortal.

Apesar de parecer óbvio o mau negócio que o vampiro estava fazendo, Rice conseguiu criar uma situação, uma verdadeira armadilha para Lestat, em que ele não poderia deixar de arriscar a oferta. James Laglan é um trapaceiro hábil, e consegue seduzir o protagonista não com riquezas ou poder, mas pela fraqueza do corpo de um ser humano, uma experiência que, em toda sua não-vida, Lestat jamais poderia experimentar. E é justamente devido a sua personalidade intempestiva, egocêntrica e cruel que ele resolve aceitar o acordo. O próprio bebedor de sangue mais de uma vez fala como ele vê a si mesmo como um herói, não no sentido de alguém que promove o bem e derrota malfeitores, mas como um protagonista garboso, refinado, poderoso e invencível. Para o vampiro rockstar, não teria como as coisas saírem errado, pois ele, e mais ninguém, era o vampiro Lestat.

Entretanto, a busca que se segue, do vampiro em corpo humano para reaver o que é seu e se vingar de Laglan, não chega a ser tão interessante quanto outras partes do livro. Apesar de se chamar A História do Ladrão de Corpos, a troca de almas e o roubo acabam ficando um pouco em segundo plano, com a busca de Lestat por recuperar o que perdeu ocupando menos da metade do livro. Ainda assim, é o ladrão de corpos que marca os acontecimentos e temas que são utilizados na história. É como se a existência de James Laglan e seu encontro com Lestat fossem apenas um artifício para criar motivos para um novo livro sobre a (não) vida do vampiro rockstar e justificar algumas das discussões filosóficas dos personagens e explorar um ponto de vista que ainda não havia sido abordado nos livros anteriores.

Fosse outro tipo de história e tivesse uma outra narrativa que não o estilo de “autobiografia ficcional” é bem possível que as conversas e discussões tidas por Lestat, que ocupam se não a maior, ao menos boa parte do livro, poderiam ser um tanto enfadonhas. No entanto, nas mãos de Rice, e aos olhos de um leitor veterano de suas obras, deve-se se salientar, cenas como o vampiro conversando com seu amigo humano da organização que estuda fenômenos sobrenaturais, a Talamasca, ou então se lamentando e agredindo verbalmente Louis – protagonista de entrevista com o vampiro – têm todo um atrativo.

Ainda assim, o brilho da obra está não nos momentos de diálogo, mas sim nas passagens de introspecção em que o vampiro Lestat está redescobrindo como é ser e se sentir humano. Todas as sensações boas e ruins que ele havia esquecido, e como para ele, que já há duzentos anos era imortal, se manifestam a fragilidade e a mortalidade da condição humana. Talvez existam alguns exageros da parte de Rice, mas mesmos esses momentos parecem condizentes com a afetação e a pompa de Lestat. Neste período de experiência em corpo alheio, o vampiro também flerta com temas bastante reconhecíveis ao ser humano, como as discussões do que configuram o eu e a própria identidade, além de ideias mais próprias à tragédia e ao eterno confronto do bem e do mal, como a possibilidade de redenção – talvez um dos maiores desejos do personagem.

É interessante notar que, apesar de ter toda a cara de um spin-off e ser completamente alheio às histórias passadas, o livro acaba fechando um ciclo com Entrevista com o Vampiro e O Vampiro Lestat. No primeiro, o protagonista Louis mostra como foi a sua vida, a existência do vampiro mais humanizado e mais detrator de sua condição, enquanto no segundo Lestat toma a dianteira, mostrando como é um ser sobrenatural arrogante e orgulhoso que aceita e adora a sua condição. Já em a História do Ladrão de Corpos, há o ponto de vista do vampiro nato que buscou explorar novamente o ser humano e talvez buscar a própria salvação. E é por isso mesmo que, apesar da qualidade da obra, apesar do próprio Lestat dizer que ela pode ser lida por qualquer um, esta história de Anne Rice não tem apelo nenhum aos leigos no universo ficcional da autora. Os que já são íntimos de Lestat, Louis e companhia, contudo, dificilmente se arrependerão de mais uma vez se embrenhar nas Crônicas Vampirescas.

site: http://ovicio.com.br
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