A História do Ladrão de Corpos

A História do Ladrão de Corpos Anne Rice




Resenhas - A História Do Ladrão De Corpos


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Nessa 08/01/2011

Ah, o Lestat! Me apaixonei pela história. Absolutmente envolvente mesmo que você não tenha lido os livros citados por ele, nada fica a desejar. É uma conversa, Leitor e Lestat, e tudo é explicado e detalhado. Simplesmente um vampiro com conciência, medos, sonhos, desejos e frustrações. É quase gente! Adorando.
Gei. Silva 06/01/2020minha estante
Pergunta: quem narra o livro?


Camila.Santos 16/06/2020minha estante
Respondendo a pergunta, quem narra o livro é o Lestat, portanto o estilo lembra o segundo livro da série.




Geanne 26/05/2011

Lestat, sempre Lestat...
Lestat de Lioncourt, meu vampiro favorito. Meio anjo meio demônio... um charme irresistível e por vezes tão infantil que é impossível não se apaixonar por esta criatura impossível!
Neste livro maravilhoso que é imperdível para todos os fãs de Lestat e Anne Rice, nosso herói-vampiro demonstra ainda mais este encantador lado de menino mimado, que quando quer algo não há nada que o impeça de obter. Não mede muito as consequências e quando mede não se importa muito, mesmo que elas fujam ao seu controle (o que invariavelmente acontece) e se transforme num verdadeiro desastre.
Empolgado pela oportunidade de sentir todas as sensações humanas novamente, Lestat se deixa convencer por Raglan James, um mortal desconhecido, que lhe propõe uma troca de corpos. Mesmo os avisos de Louis e as desesperadas advertências de David Talbot não o impedem de embarcar nessa nova travessura.
Logo nos primeiros momentos como mortal e humano, Lestat se depara com as dificuldades de não ter mais seus poderes e a invulnerabilidade. Ultrapassando cada um dos revezes que aparece, começa a perceber que foi enganado por James e que nunca mais terá seu corpo de volta.
É hilário as situações em que ele se mete a medida em que vai descobrindo que odeia ser humano, que não suporta as limitações, as excreções e fragilidade dos mortais. Para piorar tudo ele se vê com pneumonia, num hospital cheio de doentes, muito parecido com os nossos hospitais públicos aqui no Brasil, dependendo unicamente da bondade de uma freira. Lestat, como qualquer criança mimada ao ser privada de seus brinquedos preferidos e do conforto a que está acostumada, se dá conta da grande besteira que fez e resolve que terá de conseguir seu maravilhoso corpo de volta de qualquer jeito.
Louis se recusa a ajudá-lo, Marius o deixa a mercê das consequências de seus atos e os antigos não vêm em seu socorro. A única pessoa que está ao seu lado neste empreitada é David Talbot, superior geral da misteriosa e, aparentemente, onisciente Ordem de Talamasca. Mesmo sem seus poderes e força sobrenatural e contando apenas com a engenhosidade de seu amigo humano e sua própria determinação, nosso herói parte atrás de Raglan James.
Isto é uma das coisas que me encanta em Lestat: sua persistência. Ele nunca se dá por vencido, nunca se vê derrotado e nunca aceita o fracasso. Esse é o segredo de seu sucesso: autoconfiança. E um tanto de vaidade, devo dizer. Afinal, ele não acredita que possa ser derrotado.

Sam 06/01/2013minha estante
Concordo plenamente (Meio anjo meio demônio) - Assustador e encantador... xD




Aline Mendes 13/09/2013

Essa história é sensacional.Realmente o livro é cheio de detalhes.A história é super envolvente e excepcionalmente bem escrita.
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Rangel Chan 23/03/2010

"Algumas vezes o amor e o ódio servem ao mesmo propósito." Lestat. p.433.

Eu não posso dizer que amei este livro porque estaria repetindo o comentário de algum outro livro de Anne Rice. Então deixo uma parte que comprova que LESTAT é EMO!!!!! kkkkk

"- Eu gosto de chorar. Preciso. Do contrário, por que acha que choro tanto?" Lestat disse isto para David Talbot com Louis de testemunha. pág.459.


Então não há dúvidas e eu ri muuuuuuuuuitooooo!!! kkkkk
Sam 06/01/2013minha estante
Lestat está certíssimo todos precisam chorar...




SakuraUchiha 01/04/2015

"Lestat, você só tem que amá-lo."
Este livro vai fazer os fãs de Anne Rice repensar tudo o que acha que ela ensinou-lhes sobre seu novo vampiros . Um interessante olhar para o lado "humano" de Lestat, nunca se esperaria ver Lestat ter sentimentos muito menos fraquezas.
Lestat tem a chance de ser mortal novamente. Não é algo que ele está louco para ser e eu acho que ele percebe o quão pouco ele está preparado para lidar com esta nova aventura . Este livro centra-se na relação entre Lestat & David Talbot.
Em 'A História do Ladrão de Corpos' temos uma história inteiramente nova com um enredo totalmente original e uma resolução que irá surpreendê-lo. Alguns leitores mais "conservadores" pode achar que é muito difícil aceitar as partes onde Lestat mostra tendências homossexuais em relação a seu melhor amigo, David. Bom, a autora não inclui quaisquer passagens de sexo , representado graficamente ou de outra forma. Então, podem ler sem medo.
Também existe um final alternativo para o livro que é mais desolador e horripilante. Mas Anne Rice forneceu os devidos avisos para isso. Se você continuar com o próximo livro da série, então certamente você lerá isso, e não ficará confuso com algumas partes em Memnoch.
Trata-se de um bom livro. Eu gostei dessa história por causa da mensagem geral que ele transmite. "Tenha cuidado com o que deseja, você pode conseguir", e não ser capaz de lidar com as repercussões. Recomendo!
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Anne 21/03/2017

Uma história de Lestat
"Louis ficou outra vez pensativo e muito triste. Era quase doloroso olhar para ele. Eu queria sacudi-lo pelos ombros, mas isso só serviria para enfurecê-lo.
— Eu o amo — disse ele, suavemente. Fiquei atônito. — Você está sempre procurando o triunfo — continuou ele. — Nunca desiste. Mas não há nenhum caminho para o triunfo. Nós dois estamos no purgatório. Tudo que podemos fazer é dar graças por não ser o inferno."


Temos que pensar nesse livro como um episódio filler. Conta uma história de Lestat e é bem diferente dos livros anteriores. Nos dois primeiros livros tivemos biografias e no terceiro tivemos um grande evento, como se fosse o apocalipse dos bebedores de sangue. Esse livro é diferente porque nada assim acontece, é apenas uma história de algo que aconteceu com Lestat.

"[...] E também não vão encontrar aqui o elenco de milhares de figurantes que superlotaram A rainha dos condenados. A civilização ocidental nem por um segundo vai oscilar à margem do abismo. E não haverá revelações de tempos remotos, nem meias-verdades e adivinhações apresentadas pelos velhos, nem promessas de respostas que de fato não existem e jamais existiram. Não, eu já fiz tudo isso antes. Esta é uma história contemporânea. É um volume das Crônicas Vampirescas, não tenham dúvida. Mas é um primeiro volume realmente moderno, pois aceita o absurdo assustador da existência desde o começo e nos leva à mente e à alma do seu herói — adivinhem quem? — para suas descobertas. "

É uma história simples, conta a transformação de Lestat, nem que seja por alguns dias, em humano novamente. Isso não é spoiler se você leu os livros anteriores. No início mostra que ele tem umas dúvidas se vai fazer o procedimento, mas conhecendo Lestat, é óbvio para nós que ele vai trocar de corpo, afinal essa é uma proposta:
1) Louca
2) Arriscada
3) E que tem tudo para dar errado

Nunca Lestat ficaria fora dessa.

A História do Ladrão de Corpos pode não ser meu livro preferido das Crônicas, mas é muito bom de se ler. O ponto positivo do livro é mostrar o Lestat como um mortal. Engraçado ver ele se lembrando de como ir ao banheiro, tomar banho, comer... Coisas normais, mas que ele não fazia a séculos e nem se lembrava como era.

Outro ponto super positivo se chama Gretchen. Durante a leitura dos livros, nos tornamos fãs de diversos personagens. Nós os admiramos por diferentes aspectos de suas personalidades, ou talvez nem isso. Gostamos deles porque sim, apesar de ser um péssimo humano/vampiro gostamos deles.

Na minha opinião, Gretchen é a personagem mais admirável das Crônicas. Uma enfermeira empática e altruísta que você olha e pensa: Nossa, que mulher incrível! Ela é uma enfermeira que trabalha em missões pela América do Sul e Central. Admiro muito sua entrega e compaixão. Bem, em determinado momento, ela e Lestat acabam se encontrando. Engraçado que ela e Lestat são totalmente diferentes, mas mesmo assim se dão muito bem.

" — Gretchen, nunca tem medo de ter desperdiçado sua vida... de que a doença e o sofrimento simplesmente continuarão a existir muito tempo depois de você ter deixado esta terra e o que você fez não terá nenhum significado num plano maior?
— Lestat, é o plano maior que não tem significado. — Seus olhos estavam muito claros. — O que importa são os pequenos atos. É claro que a doença e o sofrimento continuarão a existir depois que eu me for. Mas o importante foi eu ter feito tudo que podia. Esse é o meu triunfo e a minha vaidade. Minha vocação e meu pecado de orgulho. Esse é o meu tipo de heroísmo. "

" [...] — Mas, chérie, só funciona assim se alguém estiver marcando os pontos, se o Ente Supremo ratificar sua decisão, se você for recompensada pelo que fez ou pelo menos se seu trabalho for reconhecido.
— Não — disse ela, escolhendo cuidadosamente as palavras. — Nada está mais longe da verdade. Deus pode existir ou não. Na verdade não é o que mais importa Mas o sofrimento é real. É absolutamente real e inegável. Nessa realidade está o meu compromisso, o âmago da minha fé. Tenho de fazer alguma coisa a respeito!
— E na hora da sua morte, se Deus não existir...
— Que seja. Eu saberei que fiz o possível. A hora da minha morte pode ser agora — deu de ombros. — Eu não pensaria de modo diferente."


Como era já de se esperar, o Ladrão de Corpos não devolveu o corpo imortal de Lestat no devido tempo. Lestat passa a se sentir abandonado por outros imortais, especialmente Marius e Louis. Isso o deixa muito entristecido e é claro, também abalou meu coraçãozinho.

"É o que há de mais simples a meu respeito, ao que parece. Eu sempre mereço o pior. A pior deslealdade, a pior traição, o pior abandono! Lestat, o patife."

"Todos os outros invejam meu gênio forte, minha impetuosidade, minha força de vontade! Adoram isso. Mas quando demonstro fraqueza, me abandonam."


Não poderia deixar de falar dos pontos negativos do livro. No início ele tem muitas divagações sobre deus e o diabo. Achei muito maçante tudo isso. Pode até ter quem goste, mas eu passo. O outro ponto está no final, que não gostei nenhum pouco.

~ Sobre o final ~

Fatos sobre Lestat:
Vive numa eterna adolescência;
Faz besteiras pelo simples prazer de quebrar regras e mostrar o quanto é rebelde.
Isso tudo são fatos incontestáveis sobre ele e que são aspectos centrais de sua personalidade. Bem, por mais que eu o ame, as vezes isso cansa demais. Cansa porque fica algo repetitivo, e que não tem um sentido ou objetivo: Fazer uma besteira enorme apenas para mostrar o quanto é rebelde.

No final ele fez algo a David. Achei a cena bem bizarra e me deixou um sentimento bem ruim ao ler. Foi péssimo e grotesco. Pareceu claro para mim que ele começou tudo apenas para mostrar o quanto era mau, um demônio em que não se podia confiar. Após isso, David o perdoou facilmente como se não tivesse acontecido nada. Achei tudo bem desnecessário. Eu nunca critiquei a escrita da Anne Rice, mas sinceramente eu queria que ela tivesse escrito de uma forma diferente.


Para terminar, vou deixar uma citação do meu otp supremo: Louis + Lestat

" — Por que você me ama? — perguntei.
— Você sabe, sempre soube. Eu queria ser você. Queria sentir a alegria que você sente o tempo todo.
— E a dor, quer também?
— A dor que você sente? — ele sorriu. — É claro. Aceito compartilhar na dor e na alegria, como dizem."

Leia mais no site::

site: https://eradistopica.wixsite.com/eradistopica/single-post/2017/07/01/A-Hist%C3%B3ria-do-Ladr%C3%A3o-de-Corpos---Resenha
Jack Zack 31/07/2017minha estante
Super resenha a sua!


Anne 31/07/2017minha estante
Obrigada! Eu escrevo também para o meu blog de livros, Era Distópica. Nesse post tem uma lista com todas as resenhas que já escrevi dos livros das Crônicas Vampirescas https://eradistopica.wixsite.com/eradistopica/single-post/2017/05/08/Ordem-das-Cr%C3%B4nicas-Vampirescas .


Agulha3al 20/09/2017minha estante
muito boa!




Ramon 19/10/2020

...
"O que é a vida humana sem dificuldades? [...] É o mesmo que deixar garrafas de vinho por toda a parte para um alcoólatra [...]" - Raglan
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Brúh 04/05/2010

Um dos meus favoritos! Delicioso ^^

O mais cômico das Crônicas ^^

Eu amei todos os encontros do Lestat com o Louis...e eu amei ele botando fogo na casa do Louis! HAHAHA

Eu achei que o Lestat ia bater nele quando recuperasse o corpo por algumas coisas que ele diz na narrativa... bom, mas adorei o encontro deles na igreja... ótimo!

A perseguição ao Ladrão também foi ótima... toda a parte do navio, e quando o Ladrão está no corpo de David, e Lestat o mata...e também a transformação de David em vampiro, uma traição de Lestat depois de tudo que ele fez para ajudá-lo... mas ele faria isso cedo ou tarde, com toda a certeza.

O relacionamento do Lestat com a Gretchen também foi um dos melhores pontos do livro.

Adorei também o Mojo!
Mas o Lestat humano era cômico... ele ficou muuito chato, reclamava de tudo, da comida com gosto de areia, das necessidades, blábláblá...

Perfeito, um dos melhores das Crônicas \o/
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Jacy Coelho 23/01/2013

Desafio Literário - Janeiro (Tema Livre)
Lestat seu fanfarrão!

É muito bom revisitar as Crônicas vampirescas, mesmo quando você leu o último há um bom tempo a ponto de sentir uma certa saudade ao retomar as histórias do Vampiro Lestat.

Confesso que demorei a entrar de vez nesse livro. Até agora, dos livros da Anne Rice, esse foi o único que não me arrebatou do início ao fim. Em contrapartida, é uma leitura bem mais leve, descontraída e rápida, bem diferente dos primeiros três livros.

Nesse reencontramos Lestat um tempo depois de sua última aventura. Conhecemos também Raglan James, um homem que tem o dom de roubar os corpos de outras pessoas e está agora interessado no corpo poderoso do Lestat. Adianto que Lestat ficará fascinado com a possibilidade de voltar a ser mortal por um dia. Mas não vou contar mais do que isso. Se você conhece o impetuoso, teimoso (e sem princípios morais) Lestat, vai ter que ler pra saber o resto da história.

Senti falta de um aprofundamento mais detalhado do David (um grande amigo de Lestat) e do Raglan James, como geralmente acontece nos livros da Anne, mas confesso que ia comprometer bastante o andamento linear desse livro.

A história é bem envolvente, e mesmo quem não leu “Entrevista com o Vampiro”, “O Vampiro Lestat” e “A Rainha dos Condenados”, não vai se perder.

Não é o meu livro preferido da Anne Rice, mas é super recomendado.
Flávia 23/01/2013minha estante
Acredita que nunca li nada dela...? Rsrsr, mas não me bata, eu assisti aos filmes!!!
Tem uma ordem para ler? Acho que um dia eu arrisco. Um dia porque participando de dois desafios literários, não estou podendo prometer mais nada, heheheheh


Jacy Coelho 23/01/2013minha estante
Flávia, acho que começar pelos primeiros três livros é o melhor: "Entrevista com o vampiro", "O Vampiro Lestat" e "A Rainha dos Condenados". formam uma boa trilogia...


Michelle Gimene 24/01/2013minha estante
Sua resenha me deixou nostálgica, Jacy. Li as crônicas vampirescas na adolescência, muuuuuuito tempo atrás. Fiquei até com vontade de reencontrar o convencido do Lestat.


Jacy Coelho 24/01/2013minha estante
Ai Michele que bom!! Ainda não sei escrever resenhas eu acho, to achando as duas o ó! hahahah

Você já leu As Bruxas Mayfair da Tia Anne??? Olha, se não leu, eu recomendo viu? já é minha série favorita dela. Não tem Lestat, mas tem outros personagens fascinantes!


Dih 31/01/2013minha estante
Oi Jacy! Lestat é impagável não é?
Eu gostei bastante de A História do Ladrão de Corpos. Mas lembro que estava lendo na ordem certinha, intercalando as Bruxas Mayfair com as Crônicas, mas não conseguia Lasher e pulei. Peguei um big big spoiler! rsrsrs
Desde então, li tudinho dela na ordem.

Parabéns pela resenha!
Bjos.


Polyana 11/04/2013minha estante
Eu li "Entrevista com Vampiro" e depois os dois livros "As Bruxas Mayfair", você acha que a ordem é fundamental, pq daí já vou ler " A história do ladrão de corpos"




Carissinha 13/12/2013

Este livro é a maior prova de como Lestat é um personagem cativante, que apesar – e talvez até por conta – de todos os seus defeitos faz o leitor se apaixonar.
Esta história se passa depois dos acontecimentos do terceiro livro, e nos deparamos com diversos personagens já conhecidos do leitor das “Crônicas Vampirescas”. Desta vez Lestat, cansado e entediado com a sua vida imortal, resolve trocar de corpo com um surpreendente humano que tem a habilidade de sair do seu próprio corpo e habitar nos de outras pessoas. Obviamente isso é ponto de partida para toda uma discussão acerca da vida, da mortalidade, da existência em si.

“Eu acabava de comprar a juventude. Mas a parte mais estranha é que... não vendi a minha alma!”

Os questionamentos da Anne me agradam. Por mais que muitas vezes não concorde com algumas coisas, gosto de como ela faz com que nós, leitores, nos envolvamos com os personagens sem jamais deixar de ter um pensamento crítico sobre o que está sendo exposto na história. E isso se aplica até a maneira com que ela desenvolve seus personagens. Eles não são bons ou maus, são seres que seguem seus próprios princípios e conceitos, dúbios e que inspiram sentimentos diversos no leitor.


“Algumas vezes, o amor e o ódio servem aos mesmos propósitos.”

Lestat é um personagem incrível, jamais me cansarei de dizer isso. Ele inspira uma paixão forte e é cheio de nuances. Mesmo quando faz coisas odiáveis, ainda é gostável. Sempre torcemos por ele. Adoro seu relacionamento com Louis, porque ambos são muito diferentes e ainda assim – do jeito absurdo deles – se amam. O ladrão de corpos também é um personagem curioso. É por causa dele que vislumbramos os momentos mais interessantes de dúvida que o vampiro Lestat tem. Não é exatamente um personagem que eu tenho “carinho”, mas é interessante.

Mais uma vez gosto de um livro da série vampiresca da Anne Rice, me encanto com a forma profunda e questionadora da sua escrita. Apesar de não conhecer todos os vampiros da ficção, dos que eu conheço, provavelmente ela criou os que mais me agradam na ficção.

site: www.carissavieira.com
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Douglas 20/01/2018

A História do Ladrão de Corpos
Como já é uma tradição pessoal, minha primeira leitura anual é um título da Anne Rice. Desta vez, este quarto volume das crônicas vampirescas. Crônicas estas, que desde seu primeiro volume vieram num crescente de leitura incrível.

Como disse em resenhas anteriores aqui, Anne Rice além de criativa, se mostrava destemida e segura do que fazia. Ela teve o peito de desconstruir seu principal personagem somente para refazê-lo melhor, reinventou a origem do mito dos vampiros e trouxa para sua história uma sorte imensa de variedades dessas criaturas.

Este livro, no entanto, é o mais fraco da série até agora. A história é simples, o que já é um diferencial para com seus predecessores, que sempre tinham tramas instigantes. O conflito vem e vai com muitos poucos pontos de real tensão.

É um livro onde, majoritariamente estamos dentro da mente de Lestat em sua mais nova aventura, e sim há questões existenciais interessantes na cabeça do vampiro mas ela se repetem à exaustão. O leitor anseia para que alguma coisa realmente aconteça.

E infelizmente, só nas últimas 100 páginas do livro temos alguma ação de fato, aliada a toda essa reflexão. E quando acontece essa união, aí sim, temos lampejos da Anne Rice dos três primeiros livros.

"A História do Ladrão de Corpos" não é ruim. É medíocre.

E isso é uma coisa que o Vampiro Lestat nunca foi.
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JH 28/04/2011

Lestat x Lestat
Poucos são aqueles que têm a oportunidade de desvendar os seus mitos e alcançar o ideal mais elevado de sua vida. Para Lestat, acostumado a sempre consumar sua vontade e arcar com as conseqüências dos seus atos, por mais negativas que fossem, a possibilidade da “troca de corpos” significava apenas uma coisa: resgatar um pouco do jovem humano que um dia fora há mais de 200 anos, antes que um monstro como aquele que ele mesmo era agora o arrebatasse do caminho natural de sua mortalidade e o lançasse na Trilha do Diabo. Pouco importava que tivesse de ceder seu poderoso corpo de vampiro para um ladrão mesquinho e vulgar. Ser humano novamente seria readquirir a redenção que todos os vampiros almejam, para viver uma vida sem culpa, sem a necessidade de matar.
Mas a experiência não fora o que Lestat idealizara; voltar a ser humano não era simplesmente dar continuidade àquela vida fabularizada que havia sido deixada para trás, mas sim aprender a lidar com a realidade da fragilidade e de todas as outras limitações humanas, tão aquém do poder dos olhos de vampiro. Então, mesmo depois de reencontrar a divina luz da manhã, e mesmo tendo provado da bondade pura e simples de uma freira missionária, Lestat não resistiu às duras provações de sua recém-adquirida humanidade: o homem desejava mais uma vez o poder do vampiro.

A estória começa numa fase apática da existência de Lestat. Depois de tantos percalços, de uma vida cheia de altos e baixos, o vampiro agora encarava uma rotina de luxos e prazeres efêmeros desconexos, já distantes da arrebatação que sempre buscava. E neste momento, ele passa a questionar-se sobre o sentindo de seus atos e o significado das mortes que impunha aos humanos. O passado vem atormentá-lo na forma de Cláudia que, como um fantasma vingativo, surge em seus sonhos e espreita-o em momentos de pressão, símbolo da culpa que Lestat carregava por todos os atos impulsivos e perversos que acompanhavam sua existência. Por outro lado, a relação de amizade e admiração que nutria por David Talbot, unido à sua recusa em aceitar o Sangue Negro que Lestat constantemente oferecia-lhe, contribuíam para criar no vampiro um sentimento muito próximo da baixo-estima. Ora, então o poder e a existência do vampiro não eram suficientemente sedutores para levar alguém a abdicar de sua humanidade? Se para David, aquele ser admirável, a imortalidade e eterna juventude não valiam o custo de perder a bondade da qual os humanos eram capazes, então realmente, naquele momento, Lestat estava pronto para dar fim à sua existência sem valor.

Se até então acompanhamos a batalha de Lestat contra o mundo, em A História do Ladrão de Corpos o vemos travar uma intensa batalha contra si mesmo, e disto resulta que este é segundo livro mais dramático e intenso das Crônicas Vampirescas. Nos últimos momentos da estória, pode-se ainda ter o prazer de ver um Lestat muito semelhante àquele de Entrevista Com O Vampiro ressurgir, mais cruel e louco, como se, após atravessar a provação dos últimos acontecimentos, e por isso ter-se auto-redimido dos seus pecados, ele estivesse pronto para ressurgir, mais corajoso, mais ousado, removido de toda culpa.
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Ana Nery * Deus 03/01/2010

O destino de David Talbot traçado pelas mãos de Lestat De Lioncourt (O agradescimento pela ajuda)
Bem,Lestat e seguido de canto a canto em suas andanças pelo mundo.De modo notório recebe a change de trocar de corpo,é isso em prol de uma pequena parcela do emprestino de seu corpo imortal dotado de poderes infinitos.

Bem!Não deixou de ser avisado,não deixou de ser sacaneado pelo querido é amado Louis De Pointe Du Lac,o que não me leva a lamentar de modo algum pelo sofrimento em reaver seu corpo (Quem com ferro fere,com ferro será ferido)

Acho que esse é o melhor termi ou ditado popular que podemos aplicar a esse imenso problema.

Só lamento que no fim de toda ajuda que David Talbot deu,tenha recebido como agradecimento,a paixão queimante de Lestat,o levando entregar o sangue negro ao David Talbot (Isso com David em seu novo corpo).

Modo egoista de agradescer,porém,belo de se vê! Afinal é o querido David Talbot trezido para a imortalidade,paixão meramente boa e linda de se vê.
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