A Invenção de Morel

A Invenção de Morel Adolfo Bioy Casares




Resenhas - A Invenção de Morel


48 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4


Emilia.Andrea 06/09/2019

Do DNA ao Pixel
Primeiro estive em "Ano Passado em Marienbad" (1961): encontrei Morel em Resnais. Para chegar em Casares (1940) foi apenas um passo. Em Casares reencontrei Borges que me apresentou a Dante Gabriel Rossetti. Eis a conclusão:
" I have been here before.
But when or how I cannot tell:
I know the grass beyond the door,
The sweet keen smell,
The sighing sound, the lights around the shore..."
Que a sua estada em "A Invenção de Morel" seja tão fantástica como a minha foi, é ou será?
comentários(0)comente



jessyhehe 25/08/2019

Complexo e viajante
O livro é pequeno mais quebrou muita a minha cabeça. A história começa confusa, mas entrando na viagem você começa a compreender e perceber temas filosóficos e existencialista sobre a triste e solitária vida.
comentários(0)comente



Elgarte 09/08/2019

Novela de Ficcion, muy interesante! ?
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Carol | @carolreads 11/07/2019

A Invenção de Morel
Um livro fantástico!

“Um cidadão venezuelano se recolhe em uma ilha deserta para fugir de uma condenação legal. Entretanto, em pouco tempo o local se mostra povoado de figuras humanas distantes. Seriam turistas de férias ou fantasmas do museu abandonado encontrado pelo narrador? Enquanto se alimenta de raízes de efeitos desconhecidos, o expatriado vê se apagar cada vez mais o contorno entre realidade e imaginação: o clima na ilha rompe as leis das estações e a moça que ao longe observa o pôr do sol aparece e some de repente. Além da estranha incomunicabilidade que os mantêm impassíveis diante das tentativas de contato, os turistas parecem repetir cenas como se estivessem presos a uma dimensão cinematográfica num universo projetado. Nesse ambiente inóspito, o exilado faz notas de suas impressões - depoimentos cuja reunião compõe A invenção de Morel.”

O livro é curtinho, tem menos de 150 páginas, mas é denso. Logo nas primeiras páginas, quando o narrador nos apresenta a ilha e suas peculiaridades, o sentimento é de confusão, a todo momento me perguntava se a ilha era real ou fruto da imaginação do narrador.

Confesso que, pelo estranhamento, pensei em deixar a história de lado algumas vezes, mas ainda bem que não o fiz! O livro me prendeu justamente quando a curiosidade do narrador fica mais forte que seu medo e ele começa a explorar a ilha.

Além de continuar me perguntando que lugar era aquele, é nesse ponto que novos questionamentos surgem: Quem são essas pessoas? Porque estão na ilha? Para que serve a invenção de Morel?

São muitas perguntas a serem respondidas, e o que eu mais gostei nesse livro foi o fato de que não há nenhuma resposta. A única certeza que temos quando terminamos a leitura é que acabamos de ler uma história fantástica.

E vocês, já leram a invenção de Morel? O que acharam? Recomendam outro livro do autor

site: https://www.instagram.com/carolreads
comentários(0)comente



Fernando 07/06/2019

O triste papel da edição da Biblioteca Azul da Editora Globo...
Que tristeza eu sinto pelo fato de a Editora Globo ter ficado com as obras do Bioy Casares na divisão do espólio da Cosac. Que triste a editora dedicar às edições de um autor tão elegante e inteligente, parceiro de Borges, papel Norbrite 66 g/m. Aquele papel triste, que não vai longe, que mofa na sua estante em pouco tempo e transforma uma obra eterna em algo descartável, que acabará no lixo reciclável. Lamentável a editora entender que um autor do porte e calibre de Bioy Casares não merecia, ao menos, um papel off white ou polén soft. As obras do Bioy são fantásticas, mas procurem por outras edições que não as da Editora Globo, para que possam tê-las por muitos e muitos anos em suas estantes. Papelão da Editora Globo. Não entendo como justo com Bioy Casares decidem fazer umas edições em papel de baixa qualidade. Tivessem ao menos deixado o autor para outra editora que tivesse mais estima por ele e sua obra... :-(
Yara 10/06/2019minha estante
Oi Fernando, bem lembrado, mas confesso minha ignorância em papéis, quais são os bons? Fiquei curiosa. Obrigada


Fernando 10/06/2019minha estante
O pólen soft é quase que um padrão do mercado para um livro que vai durar sem que o papel embolore depois de alguns anos. O pólen bold idem. Esse norbrite, na minha opinião, não presta. É como guardar um jornal... :-(


Yara 10/06/2019minha estante
Obrigada Fernando, vou ficar de olho nos próximos livros que eu comprar, quero guardar por muito tempo...




Maria - Blog Pétalas de Liberdade 13/03/2019

Resenha para o blog Pétalas de Liberdade
Narrada em primeira pessoa, a história é uma espécie de diário onde um homem condenado à prisão perpétua relata seus dias na ilha deserta para onde fugiu. Na ilha havia três construções abandonadas: um museu, uma igreja e uma piscina. Havia rumores sobre uma misteriosa doença na ilha, mas tudo o que o fugitivo queria era escapar da prisão e ele não deu ouvido a esses rumores.

"A vida de fugitivo deixou meu sono mais leve: tenho certeza de que não chegou nenhum barco, nenhum avião, nenhum dirigível. No entanto, de uma hora para o outra, nesta abafada noite de verão, o capinzal do morro se cobriu de pessoas que dançam, passeiam e nadam na piscina como veranistas que estivessem instalados faz tempo em Los Teques ou em Marienbad." (página 8)

O narrador estava lidando como podia com as dificuldades do local isolado, até que, um dia, misteriosamente, apareceram pessoas na ilha. O fugitivo ficou desesperado com a possibilidade de ser descoberto por elas e enviado para a prisão, imaginando que o fato de aquelas pessoas parecerem não estar procurando-o poderia ser uma armadilha para que se aproximasse. Será que o narrador vai conseguir se manter escondido? Por quanto tempo aqueles visitantes permanecerão na ilha? O fugitivo será vencido pela solidão e sucumbirá a vontade de se aproximar? E, principalmente, quem são aqueles visitantes tão peculiares?

Comprei esse livro pelo fato de alguns canais que acompanho terem falado sobre ele (embora eu não me lembrasse se bem ou mal) e pela sinopse que o descreve como "clássico da ficção científica latino-americana que inspirou Lost" (seriado que não cheguei a assistir, mas a sinopse do livro me deixou curiosa).

Imaginei mil e uma possibilidades que justificassem o aparecimento das pessoas na ilha e o fato de elas não notarem a presença do fugitivo. Minha primeira hipótese foi a de que as pessoas seriam uma alucinação causada por raízes que o fugitivo usava para se alimentar. Mas, como é dito na sinopse, tudo está relacionado com uma máquina inventada por um tal de Morel e uma espécie de imortalidade por meio de imagens. Talvez vocês também já estejam criando suas próprias teorias ou até tenham descoberto o motivo de as outras pessoas na ilha estarem alheios aos narrador, mas lhes garanto que serão muito surpreendidos ao compreenderem a história toda. Eu fiquei chocada com a invenção que dá nome ao livro, discordo fortemente da validade do tipo de imortalidade mostrado na obra e não queria de forma alguma ser amiga desse tal de Morel, é apavorante o que ele foi capaz de fazer, ainda que tenha certa lógica.

"Já é hábito de minhas mais lúcidas teorias se desfazerem no dia seguinte, ficando apenas como provas de uma espantosa combinação de inépcia e entusiasmo (ou desespero). Talvez minha ideia, uma vez escrita, perca a força." (página 78, o leitor também vê cada uma de suas teorias sendo desfeitas juntamente com as do narrador)

É um livro curto, com menos de cem páginas, mas talvez por eu ter lido antes de dormir, tenha me dado sono (agora tenho um livro para usar como resposta em tags que peçam "livro que deu sono"). A linguagem é um pouquinho difícil, com algumas palavras pouco comuns, mas é uma leitura cativante. É uma história onde somos conduzidos pelo narrador de forma a ficarmos mais curiosos a cada página, imaginando mil e uma teorias que expliquem o que está acontecendo, torcendo para que nossas piores previsões não se concretizem, e quando a verdade vem à tona, é impossível ficar indiferente. Então, é sim uma leitura que recomendo, tanto para quem gosta de ficção científica quanto para quem não leu nada do tipo ainda.

A edição tem uma capa com uma ilustração abstrata, páginas amareladas, boa revisão, diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho.

"Talvez todo esse empenho higiênico em não esperar seja um pouco ridículo. Não esperar da vida, para não arriscá-la; dar-se por morto, para não morrer. De repente isso me pareceu um letargo pavoroso, inquietíssimo; quero que acabe. Depois da fuga, depois de ter vivido sem atentar a um cansaço que me destruía, conquistei a calma; minhas decisões talvez me devolvam a esse passado ou aos juízes; são preferíveis a este longo purgatório." (página 20)

site: https://petalasdeliberdade.blogspot.com/2019/02/resenha-livro-invencao-de-morel-adolfo.html
Ferraz 18/05/2019minha estante
Gostei muito da resenha. Li o livro e achei o final surpreendente, profundo, bem ao estilo da melhor ficção científica com pegada existencialista. Quem quer viver para sempre? Será que vale a pena viver se não for para conquistar um amor? Viver sofrendo ou construir um futuro fictício que nos satisfaça? Muito interessante.




spoiler visualizar
comentários(0)comente



spoiler visualizar
Ferraz 18/05/2019minha estante
Gostei muito da resenha. Li o livro e achei o final surpreendente, profundo, bem ao estilo da melhor ficção científica com pegada existencialista. Quem quer viver para sempre? Será que vale a pena viver se não for para conquistar um amor? Viver sofrendo ou construir um futuro fictício que nos satisfaça? Muito interessante.




Deghety 05/02/2019

A Invenção de Morel
Um fugitivo se refugia em uma ilha cercada de mistérios.
Essa primeira fase é só pra não ficar muito sem sentido o resto do texto.
O livro é narrado em primeira pessoa, na concepção de um diário.
Seu narrador descreve suas emoções bem detalhadas, assim como os acontecimentos ocorridos na ilha. Isso torna a história um pouco angustiante, tipo em O Processo do Kafka, deixando o leitor com a curiosidade a flor da pele e desenvolvendo possíveis teorias, no entanto, o próprio narrador age como o leitor a esse respeito.
O livro trata-se de uma ficção científica mesclada a realismo fantástico e thriller psicológico.
É uma boa leitura, mas, ainda que, com os mistérios revelados, ao meu ver, restam dúvidas e merecia mais algumas páginas.
comentários(0)comente



Italo.Teixeira 21/09/2018

Livro bem interessante. Inspirou a série Lost. Trata um pouco da perseguição política sofrida por intelectuais da época, questiona sobre a humanidade e imortalidade, tudo em uma escrita bastante poética e fluida.
comentários(0)comente



Junior 19/09/2018

Perfeito
Trata-se um livro curto (111 págs), mas que cada palavra é colocada de forma milimétrica na narrativa. Contar tanto em poucas palavras é atributo dos gênios.

Adolfo Bioy nos oferece uma trama na qual aborda, de forma satírica, a existência humana. Para quê vivemos? O que aprendemos na vida? A vida vale a pena? São algumas das perguntas tratadas nos pensamentos e situações pelas quais passa o narrador.

Impressionante como no meio do livro o autor nos leva numa direção completamente contrário a que imaginamos (duvido que alguém anteveja a solução dos "turistas" que aparecem na ilha até então desabitada). Tem também um final fascinante. Contudo não se enganem; a meu ver há muito pouco do seriado "lost" no livro. Creio tenha servido como inspiração para o seriado.

A linguagem do autor, como já dito, é precisa, e o relato contém partes poéticas e altamente filosóficas, que só a solidão e o isolamento podem trazer. A releitura vale a pena e pretendo fazê-la para mergulhar ainda mais nestas questões e adentrar nos pormenores.

Se a releitura vale a pena, que dirá a leitura! Vale a pena descobrir "a invenção de Morel".



comentários(0)comente



cid 17/07/2018

Sudden light (Luz repentina)
Pretendo reler "A invenção de Morel", para entender melhor. Mas, por enquanto devo dizer que a história não me cativou. Penso e repenso, e aparece aquele mas... E ficção voce tem que comprar a historia. Tem que aceitar sem mas ...Mas, amei demais a introdução de Borges , e fiquei grata por conhecer o poema Sudden light, de Dante Gabriel Rossetti . Borges nos diz que "Bioy renova literariamente um conceito , que Rossetti sintetizou com memorável música ." E o poema é lindo. O trecho citado por Borges :
I have been here before.
But when or how I cannot tell :
I know the grass beyond the door;
The sweet keen smell,
The sighing sound, the lights around the shore ...
Marcelly 17/07/2018minha estante
Que pena q vc n gostou tanto assim. :(


cid 21/07/2018minha estante
Pretendo reler, mas ficção tem que ser aceita e fiquei com muitas dúvidas.




Daniel 12/07/2018

Bem interessante
No começo o livro é bem confuso, no desenrolar na história começa a compreender o que se passa, gostei o livro é curtinho, como é ainda uma das minhas primeiras literatura nesse início de vida literária, ainda não sei bem explicar em palavras toda a experiência do livro, pretendo reler pois fiquei meio confuso algumas vezes no livro!
comentários(0)comente



48 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4