A Garota na Teia de Aranha

A Garota na Teia de Aranha Stieg Larsson
David Lagercrantz


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Resenhas - A Garota na Teia da Aranha


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GETTUB 10/12/2018

http://gettub.com.br/2018/12/07/a-garota-na-teia-de-aranha/
A trilogia Millennium, não era uma trilogia? E o autor original já não tinha falecido? Sim para ambas as perguntas, mas, depois de anos, a editora dos livros parece que viu necessidade de continuar a trama de Lisbeth e Mikael. Aqui vamos discutir se isso era necessário ou não.

A GAROTA NA TEIA DE ARANHA se passa anos depois do final do último volume e embarca num novo mistério, porém com os mesmos personagens. Um importante professor é assassinado e, aparentemente, sua pesquisa foi roubada, que, basicamente, consistia na criação de uma sofisticada inteligência artificial. Seu filho foi o único sobrevivente e, infelizmente, sofre autismo, não fala e, obviamente, quase não consegue se comunicar. Enquanto isso, Mikael e sua revista “Millennium” estão passando por uma crise e sofrendo nas mãos de investidores que querem controlar seu conteúdo. E para piorar, Lisbeth está novamente isolada em sua própria busca pessoal, que leva a hackear a NSA, voltando para si a irá dos americanos.

É uma trama nova, com um pezinho na antiga, então não é extremamente necessário ter lido a trilogia original. Claro que se você quiser entender tudo com exatidão, o conhecimento dos livros anteriores é necessário. Desta vez, Lisbeth não aparece tanto, mesmo tendo importância na trama, e acompanhamos mais o ponto de vista de Mikael, que era próximo à vítima. Junto com o lado dos investigadores, extremamente perdidos no caso que não conseguiram resolver sozinhos.

O jornalista David Lagercrantz assume a escrita, e sua prosa realmente se parece muito com a original dos livros anteriores. Pequenos pontos de vista para todos os personagens, um mistério grandioso e muitos suspeitos. Não parece apenas uma leitura que busca se escorar na fama da “Trilogia Millennium”, ele até cria arcos bem interessantes e o mistério é intrigante. Porém, o autor perde a mão bonito quando o assunto é Lisbeth, não conseguindo em nenhum momento trazer a alma da personagem em seus diálogos. Qualquer um que tenha lido a trilogia vai estranhar alguns traços dessa nova Lisbeth, não chega a ser intragável, mas a todo momento essa frase está na cabeça do leitor: Lisbeth jamais falaria isso!

O destaque do livro vai para o menino autista que mal aparece, porém que encanta o leitor. Com pais malucos e uma infância complicada, acabou recebendo pouca ajuda médica no momento certo. Seu pequeno arco com Lisbeth são, com certeza, as melhores páginas do livro. A nova rede de criminosos é interessante, porém um pouco genérica, promete mais desenvolvimento nos próximos volumes, mas o gosto que fica pro leitor aqui é um pouco amargo. Um desses criminosos, o assassino principal, é desenvolvido de uma forma curiosa, seu ponto de vista, além de ser profundo, consegue passar pro leitor certa empatia.

Lançado em 2015, esse volume mal resolve seu próprio mistério, deixando quase tudo para as sequências, uma já lançada em 2017 e outra prevista para 2019. É quase uma pausa, “olha vamos parar aqui a história, voltamos em dois anos”. É um pouco irritante, sim, mas nada muito revoltante. Quase metade das questões são respondidas e fica difícil se importar com a outra parte, já que o arco dos criminosos é meio insosso. Não fica muito claro o objetivo do roubo da tecnologia e nem sua utilidade, mas o livro consegue preparar bem o caminho para sua continuação. Já temos nome da vilã e sabemos quem ela é. Só falta descobrir o que ela faz, pra quem ela trabalha, quem ela comanda e com que objetivo ela faz tudo isso, quase nada né?

A nova trama é de fato interessante, mas não podemos negar o sentimento de que todo o poder se foi com a morte de Stieg Larsson, autor da trilogia original. O fogo na escrita é quase nulo e, para piorar, os desfechos são muito preguiçosos. As últimas vinte páginas são uma lástima de tão clichê. Mas é legal ver os personagens que tanto amamos de volta, mesmo que não tenha sido tão necessário uma nova aventura com eles.

site: http://gettub.com.br/2018/12/07/a-garota-na-teia-de-aranha/
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Silvio 02/12/2018

Gostei do livro, achei que o autor foi bem criativo. Contudo me pareceu um pouco forçado, personagens inúteis, acontecimentos irrelevantes, detalhes insignificantes; linguagem prolixa, encheção de linguiça. Camila foi o que me pareceu mais forçado, uma "enfeitiçadora"!
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Diogo Matos 06/11/2018

500 páginas que poderiam ser 300.
É nítida a diferença de escrita desse novo autor da série Millennium, principalmente no que diz respeito ao número de coadjuvantes que tem uma participação mínima, ou nenhuma participação na história, e mesmo assim as suas atividades cotidianas são descritas em diversas páginas. Além do autor optar por descrever a mesma cena pelo ponto de vista de outro personagem, e essa outra visão não acrescentar nada na trama.
Em suma, devido ao elevado número de páginas da trilogia escrita por Stieg Larsson, o novo autor parece que se sentiu na obrigação de entregar um calhamaço para os leitores, no entanto, não há história para tantas páginas. A trama caberia perfeitamente em 300 páginas, no máximo.
E mesmo o livro sendo grande, o final é corrido demais, o que não faz o menor sentido.
Como um livro policial solto, a história é satisfatória, nada de novo, nada que o faça ter algum destaque. Agora, como continuação direta da trilogia Millennium, se trata de um livro bem fraco.
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Daphne (@eumelivro) 15/09/2018

Nada a ver...
Ruim
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Raynara 02/09/2018

Saudades, Larsson...
Foi a muito contragosto que decidi ir adiante na série Millenium assumida pelo David Lagercrantz, as críticas não eram das mais animadoras. Mas como poderia deixar de saber o que aconteceu com Lisbeth e Mikael depois do ótimo A Rainha do Castelo de Ar? Pois bem, eu li. Do início até o meio, a raiva foi grande. Mikael estava diferente do cara que comprou a maior briga com o estado sueco no livro 3, chegando até cogitar em abandonar a Millenium. Lisbeth, por sua vez, está mais falante, bem diferente da garota de olhos inexpressivos que só respondia a uma pergunta uns 10 minutos depois. Até o inspetor Bublanski não parecia ele mesmo. Apesar dessas descaracterizações, o livro entrega uma história ágil e razoável, além de nos dar boas revelações sobre o passado conturbado de Lisbeth.
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Jaitan 21/08/2018

Excelente
Bela continuação da história de Stieg Larsson... Muito boa.
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leila.goncalves 16/07/2018

A Saga Continua!
Onze anos após a morte de Stieg Larsson, criador da trilogia Millenium, e constantes divergências familiares quanto a divisão do seu espólio, finalmente, chega às livrarias o quarto livro da saga protagonizada pela excêntrica hacker Lisbeth Salander e o exemplar jornalista Mikael Blomkvist.

Escrito por Daniel Lagercrantz, com certeza, trata-se de uma obra polêmica. Muitos leitores questionam encará-la como continuidade da série, projetada para reunir dez volumes, e alguns estão dispostos a rejeitá-la mesmo sem ler.

No entanto, quem se aproximar disposto a conhecê-la sem maiores preconceitos, ficará surpreso: "A Garota na Teia de Aranha" é um ótimo suspense. Lagercrantz mergulhou fundo na trilogia e soube captar o estilo de Larsson, sendo possível reconhecer a mesma estrutura narrativa, os capítulos identificados por data ou sequência de dias assim como as epígrafes no início de cada parte do texto.

Quanto ao enredo, logo nas primeiras páginas, fica claro que os problemas econômicos da revista "Millenium" ainda não foram resolvidos. Atrás de uma boa história, capaz de sacudir o mercado atraindo novos leitores e anunciantes, Blomkvist é procurado por um famoso cientista disposto a revelar um segredo envolvendo alta tecnologia e espionagem industrial, mas é a menção de uma misteriosa hacker que chama sua atenção. Já faz algum que ele desconhece o paradeiro de Salander.

Esse homem é Frans Balder, um gênio da computação que acaba de largar sem maiores explicações suas pesquisas nos Estados Unidos e voltar para Suécia, país onde nasceu. Entretanto, minutos antes do encontro com Michael, ele é assassinado, seu computador desaparece e a única testemunha do que houve é seu filho, uma criança autista que passa a ser o principal alvo de uma organização criminosa.

Discutindo temas como privacidade e inteligência artificial numa trama marcada pela corrupção, violência e abuso de poder, o livro apresenta a NSA, a Agência Norte-Ameticana de Segurança, atuando a serviço de interesses privados em conluio com grupos criminosos do leste europeu. Também revela detalhes sobre a infância de Lizbet como a origem de seu interesse por computadores e a complexa relação com Camila, sua irmã gêmea.

Eviscerando o lado sinistro da Escandinávia, aparentemente um reduto paradisíaco de prosperidade sobre o frio ártico, o livro mantém a linha mestra deixada por Larsson que além de escritor e jornalista, era um respeitado ativista político na defesa das minorias e no combate das forças neo-fascistas.

Em sua entrevista durante o lançamento da obra, Lagercrantz afirma ainda que gostaria de escrever o quinto volume, mas não existe nada de concreto até o momento. Sinceramente, adoraria que houvesse, é um prazer poder acompanhar a mais icônica protagonista da literatura contemporânea e seu fiel escudeiro, disposto a tudo para protegê-la. Enfim, a saga continua!
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Carlos 04/07/2018

Gostei da leitura... é sempre bom rever a Lisbeth. Não mantém exatamente o mesmo nível dos anteriores, parece mais superficial, as personagens novas (embora tenham carisma, não vou negar), parecem também serem construídas mais rapidamente. A impressão é que foi "americanizado" o roteiro, assim como os filmes atuais, que privilegiam muita mais a ação do que o enredo.
Ainda assim, acho que vale a leitura, se mantém relativamente fiel a trilogia original.
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Bruno T. 05/06/2018

Decepção
Anunciado como a continuação da excelente "Trilogia Millenium" do falecido Stieg Larsson, o livro é uma decepção. A história é banal e arrastada, os diálogos são fracos e as personagens, ruins, com destaque para a super-heroína Lisbeth Sallander, que, mesmo pesando quarenta e poucos quilos, é dotada de força e velocidades extraordinárias, sendo praticamente imune a tiros e socos. A tentativa de tornar a trama mais interessante com um confuso pano de fundo tecnológico é um fracasso total. O tal David Lagercrantz, biografo de Zlatan Ibraimovich, não escreve mal, mas, definitivamente, romances policiais não são seu forte. Stieg Larsson, certamente revirado em seu caixão, que o diga.
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pelamente.wordpress.com 03/06/2018

(Resenha) Livro – Trilogia Millenium Livro 04 – A Garota Na Teia de Aranha – David Lagercrantz
Lisbeth está de volta.. mas agora pelas mãos de David Lagercrantz e a dúvida era se o escritor e jornalista sueco seria capaz de dar conta da responsabilidade que é prosseguir com a trilogia iniciada por Stieg.

A resposta é sim! David não só conseguiu magistralmente dar continuidade à história de Salander e e Mikael, como nos deixou aflitos tal qual o mestre Stieg.

Stieg Larsson foi vítima de um infarto fulminante após entregar seus livros na editora mas antes mesmo de serem vendidos em livrarias.. ou seja, não acompanhou o fato de ter 80 milhões de exemplares vendidos pelo mundo em sua estreia.. seu sonho de 12 livros para a saga de Lisbeth e Mikael não seria alcançada, mas David se mostrou afiado e capaz de dar continuidade a uma das histórias mais famosas do "estilo policial".

Ainda sobre David, acho que ele deu um toque pessoal que acrescentou um ponto a seu favor... percebi um tom mais rápido e objetivo (sutis) que favoreceram a história, um foco menor na violência contra a mulher, abusos e estupros e um tom mais leve que acompanhou a trama.

A história começa um pouco distante de onde "paramos" em A Rainha do Castelo do Ar.. mas temos mais uma vez a Millennium em crise e o jornalista Blomkvist em busca de um grande furo.

Ele é acionado pelo professor Frans Balder que deseja contar sua história e tudo o que sabe à Mikael mas é assassinado antes de esclarecer o que seria o grande furo.

Começa então aquela investigação particular de Mikael, que percebe que o filho de Balder é um savant, assim como Lisbeth, um gênio que aos 8 anos pode ajudar a esclarecer por onde começar a desenrolar essa grande teia de mistérios que envolviam seu pai e a NSA.

Frans trabalha na empresa do pai de Salander e não demora pra ela entrar na trama e investigar junto com Blomkvist o que poderia ligar a máfia russa e a NSA e vir a descobrir que sua irmã gêmea é o olho deste furacão.

Recomendo! Boa Leitura!
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Rosana 27/05/2018

A garota na teia de aranha
Particularmente melhor que o livro 3 da série Millennium... intrigante, explosivo, direto, uma leitura que prende o leitor ....
De início achei muito detalhando nas questões de informática mais quando a coisa começou a pegar foi difícil largar o livro que termina com gosto de quero mais...
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Cinthya 28/02/2018

Já faz muito tempo que eu li a trilogia Millennium original do Stieg Larsson e confesso que não me lembro de detalhes da história ou características dos personagens para fazer uma comparação adequada com este livro que o David Lagercrantz escreveu.

O que eu posso dizer é que eu me lembro de ter amado o primeiro livro "Os Homens que não Amavam as Mulheres", vivia indicando o livro para todo mundo e não via a hora de ler os outros dois. Eu tinha adorado a Lisbeth Salander e me importei com os personagens durante a leitura do livro, queria saber o que iria acontecer com eles.

Infelizmente esta sensação não se repetiu com a leitura de ?A Garota na Teia de Aranha?. Em nenhum momento eu me importei com a Lisbeth ou com Mikael. Uma coisa que me incomodou foi o modo como o ator escreveu o livro, a todo momento ele mesmo soltava spoiler então o leitor já sabia o que iria acontecer, não senti aquele momento de surpresa com a história.

A leitura do livro é bem rápida, pois os capítulos são curtos e a todo momento acontece alguma coisa (me lembrei do estilo dos livros do Dan Brown) e é óbvio que o leitor vai quer saber como a história vai acabar. Sim, eu quis saber como o livro iria terminar, mas só para saber mesmo e não pq eu me importei com algum personagem (como já falei anteriormente).

O livro é bom como um livro policial, investigativo para ler para passar o tempo e se divertir, mas não como uma continuação da verdadeira trilogia Millennium.
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Guto 01/01/2018

Bom livro policial, se não comparar David Lagergrantz com Stieg Larsson
Acho que o segredo para gostar do livro A garota na teia de aranha é estar ciente que não é Stieg Larsson que o escreveu. Parece que é algo simples e óbvio porem não é o que acontece no geral.
Particularmente eu gostei muito do livro, talvez por ser fã da serie e por não colocar grandes expectativas, o que eu esperava realmente é reencontrar meus personagens favoritos da série e reencontrar a minha personagem favorita na literatura: Lisbeth Salander.
Em minha opinião David Lagergrantz constrói muito bem os novos personagens que foram introduzidos neste quarto volume, ele não despende muito tempo contextualizando antigos personagens, sinceramente não sei se é algo bom ou ruim, para mim a experiência foi boa, mas no fundo penso que o livro tem que ser independente e poder ser lido sem o conhecimento do s demais. Só achei falta de personagens comuns e medíocres, todos no universo de David Lagergrantz são super profissionais, super boas pessoas ou super vilões.
David Lagergrantz consegue introduzir a série em uma nova era, nos faz sentir que a historia se passa no momento em que vivemos. Em A Garota na teia de Aranha Lisbeth Salander e a Millenium estão de volta para desvendar um crime cometido, o crime envolve pessoas importantes e o mercado da espionagem industrial.
Uma das coisas que não me agradou no começo do livro, e isto é algo muito pessoal porque sou Analista de sistemas, são os momentos que ele tenta descrever técnicas hacker de invasão, me parece que ele tenha pesquisado um pouco e consegue usar isso no livro, mas para quem é da área é algo que “desce quadrado” na garganta.
Outra coisa que eu senti falta neste livro, e talvez eu seja o único leitor que sentiu falta de um pouco de sexo. Temos Salander e Blonkist dois predadores, alem de vários outros personagens.
No geral eu gostei do livro, é um bom livro policial que agradaria a maioria das pessoas que gostam do gênero, basta estar ciente que não é Stieg Larsson quem o escreveu.
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Vanessa.Garcia 23/11/2017

É um livro mediano, talvez não por insuficiência do autor, mas sim pela grande responsabilidade deste em relação aos livros anteriores, escritos por Larsson. Destarte, percebe-se a incapacidade de David Lagercrantz em dar sequência à brilhante trilogia Millennium, o que prejudicou a sua obra e, sem dúvidas, não contentou os fãs de Larsson. Contudo, não culpabilizo o autor do livro, pois ele não cumpriu tarefa fácil. Em verdade, deve-se agradecê-lo, visto que proporcionou aos fãs da saga um reencontro com a icônica Lisbeth Salander. Por último, quero fazer um adendo. Os livros da trilogia Millennium, assim como o subsequente livro "A garota na teia de aranha", visam indubitavelmente trazer pautas feministas para o debate. Neste último livro, porém, observei uma objetificação e sexualização de personagens femininas - em especial de Lisbeth e Erika -, situação a qual as leitoras mulheres estão cansadas de se deparar, além de contrariar o propósito do livro em si. Apesar disso, tais episódios não retiram o mérito do livro. O que me faz falta, e sei que não ocorre só a mim, são livros escritos por mulheres, em especial mulheres feministas.
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Thiago 08/11/2017

Não é mais o mesmo...
Millennium é a consagrada trilogia do escritor sueco Stieg Larsson. Com a morte do criador, assume a caneta David Lagercrantz, e, mesmo sem nenhum material deixado por Larsson, resolve escrever uma nova trilogia da consagrada obra.
O primeiro livro de Stieg é sensacional. Um livro policial de investigação, no estilo gato e rato - instigante -, com personagens marcantes, como o protagonista Michael Blomkvist e a inusitada e peculiar Lisbeth Salender como coadjuvante.
Mas o sucesso (inusitado?) da anti-heroina, Salender, mexeu no trilhos e fez a obra seguir outro rumo. Agora os outros dois livros da trilogia original passaram a ser dela o protagonismo, dando a Blomkvist o papel de coadjuvante de luxo; resultado: dois livros inferiores ao primeiro .
Necessário esse preâmbulo para analisar a obra de Lagercrantz. Sem a mesma excelência de Larsson, David mantém o protagonismo de Lisbeth, transformando o livro em uma peça típica de Dan Brown, mas sem a mão virtuosa de John Grisham. O livro é uma correria só, com capítulos bem curtos e com muito pouco desenvolvimento dos personagens. A protagonista agora faz de tudo e melhor que qualquer outro personagem, desde racker o computadores da CIA, vencer, seja na luta física ou no confronto armado, homens altamente treinados pelo exército, ou se curar, sozinha, de tiros(!) que leva no decorrer da ação. Não dá pra se importar com ela. Qualquer perigo ou necessidade de invadir um local, por mais difícil que o livro faça parecer, o leitor sabe que ela conseguirá.
Não existe dificuldade para nenhum personagem. Qualquer problema que aparece, que necessitaria investigação, pesquisa ou encontrar a pessoa certa para interrogá-lo, Blomkvist ou Salender resolverão ali, na, próxima página. Isto é horrível, problemas precisavam de formas mais inteligentes para serem resolvidos e que o leitor sentisse a dificuldade dos personagens para resolvê-los.
Outra coisa que o autor peca é em trazer personagens consagrados da trilogia original apenas para a história seguir. Holger Palmgren, advogado e ex-tutor de Lisbeth, é atirado no livro quando a trama empaca e precisa de alguém com a resposta para o obra prosseguir. É assim, ele aparece, entrega a reposta de mão beijada, e a história continua.
Livro abaixo da trilogia original, no qual os dois últimos eram inferiores ao primeiro. Não espere a magistral obra de Stieg Larsson nesse livro escrito por David Lagercrantz.
Claudio.Passos 19/02/2018minha estante
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Lah 25/03/2018minha estante
Concordo, mas apenas em parte. A tomada da dianteira feita por David foi equivocada. É uma enorme responsabilidade alavancar a carreira de outro autor para poder manter o ritmo ? e arriscado. Stieg Larsson é o tipo de autor que qualquer e mera substituição é facilmente notada.

Agora quanto a introdução de Lisbeth como protogonista principal, não me oponho, e não por ser mulher ? isto está fora de questão. Veja bem, nos deparamos com heróis imbatíveis o tempo todo dentro de livros e filmes, sempre masculinos, enquanto as mulheres fazem o papel das fragilizadas mocinhas que não sabem se defender ? e é bem a cara da mídia transmitir isso. Encontramos personagens como Batman, Superman, Homem Aranha e decerto que cada um deles também têm um pouco de aspecto da invulnerabilidade como vimos em Lisbeth, mas como estão dentro da categoria ficcional, então deixamos passar.

Porém gostaria de ressaltar: Lisbeth também é ficcional. E se você leu com muito atenção, julgo que o tenha feito, percebeu que a intenção de Stieg foi justamente quebrar alguns paradigmas sobre a visão feminina, tratando assuntos que ocorrem muito em nosso cotidiano. Portanto, estava dentro de sua aspiração tornar Lisbeth assim, com essa força e imagem, justamente para destacá-la e chocar o público com o que uma heroína ? já não um herói ? também é capaz de fazer.

Sem querer, Stieg também quebrou a mitificação de que góticos e punks são pessoas desequilibradas e desprovidas de inteligência, como muitos vêem esse tipo de personalidade. Reforçou os clássicos ditos populares "as aparências enganam" pois "quem vê cara, não vê coração".

Isto é tudo.


mai 06/09/2018minha estante
Nossa, eu acho o segundo muito melhor que o primeiro! O terceiro realmente sa um pouco de soninho e saudades do Blomkvist




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