Um Romance Grego

Um Romance Grego Yvette Manassis Corporon




Resenhas - Um Romance Grego


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Carolina DC 07/08/2015

Alguns livros não necessitam de uma história mirabolante para ganhar o coração do leitor. Às vezes, um cenário paradisíaco, personagens bem construídos e uma trama que aborda valores é a melhor das leituras. "Um romance grego" entra nessa categoria.

Conforme a sinopse explica, Daphne é uma chef, dona de restaurante, viúva que cria sua filhinha de cinco anos, Evie. Ela se adaptou bem em Manhattan, tem uma carreira sólida e irá se casar novamente. É quando ela decide retornar à ilha onde passou os melhores momentos de sua vida, Erikousa. Em Erikousa, a vida é simples e paradisíaca. Sua yia-yia, Evangelia, mora lá e rever antigos amigos não é uma má ideia.

Retornar à Erikousa é relembrar um passado feliz e se abrir totalmente a verdadeira felicidade. Não leva muito tempo para Daphne se encantar com as pessoas, o local e a comida. Rever a prima Popi, seus tios e tias e ser acolhida com muito carinho, muda a perspectiva da protagonista em encarar a vida.

Daphne é a protagonista, mas não é a personagem mais cativante. Sua yia-yia, com os conselhos e a sabedoria que só a idade podem fornecer rouba as cenas.


"Era Yia-yia e não Daphne que mostrara o que era ser uma mulher; corajosa, forte, invencível, divina. Ao dar a mão a Stephen e caminhar com ele na direção da saída do aeroporto, Daphne não sentia nada disso. Ela se sentia uma covarde." (p. 152)

Stephen é o noivo de Daphne. É um banqueiro bem sucedido que chega à ilha poucos dias antes do casamento. É um personagem que acaba se tornando antipático, pois tem aquela personalidade mais fria e impessoal. É um homem de negócios que fica ofuscado diante de tanto calor humano.

Sim, várias situações são conversadas com muita comida e amigos envolvidos. É uma leitura tão leve e envolvente que um sentimento de melancolia surge ao chegar na última frase.

Em relação à revisão, diagramação e layout a Editora realizou um trabalho excepcional. A capa combina perfeitamente com o enredo e tem aquele ar de tranquilidade e paz, como Erikousa deve ser.

"Era verdade - ela havia esquecido como era maravilhoso passar o dia sem fazer nada. Mas, agora, Daphne pensou, enquanto ela tivesse Evie ao lado dela, não havia um dia realmente vazio. Mesmo os prazeres simples da vida - um piquenique, um castelo de areia, um passeio nas costas de um burro velho e cansado - eram motivo de enorme alegria." (p. 120)

site: http://www.viajenaleitura.com.br/
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Clã 05/10/2015

Clã dos Livros - Um Romance Grego
Daphne perde seu amado marido Alex em um acidente de carro e acaba ficando desolada e sozinha com sua pequena Evie, uma menina de cinco anos de idade muito doce e meiga. Para ocupar-se ela decidi abrir seu próprio restaurante, Koukla, tornando-se uma brilhante chef quatro estrelas em Nova York.

“Na entrada da estação do metrô da rua Oito, ele levantou o queixo dela com os dedos e a beijou pela primeira vez.
Quando ela finalmente abriu os olhos, encontrou os dele, de um azul brilhante, olhando para ela. Daquele momento em diante, Daphne sempre amou contemplar aquele olhos.
Ela sentia saudades daqueles olhos.”

Quando conhece Stephen, um empresário bem sucedido, com uma vida estável, muito sistemático, pensa ter a chance de um recomeço. Os dois noivos começam a organizar os preparativos para seu casamento, que seria realizado na ilha paradisíaca de Erikousa na Grécia, onde estavam as mais lindas lembranças de infância de Daphne e onde morava sua querida avó Evangelia, a quem se referia carinhosamente como Yia-yia.

“Daphne não teve certeza a princípio, não teve certeza de estar preparada para dividir mais com aquele homem, com qualquer homem. Mas aquela voz grave tinha um jeito de deixá-la à vontade, de tornar mais fácil dizer sim.

O primeiro sim foi o mais difícil, depois ele tornou muito mais fácil dizer sim de novo... e de novo e de novo."

Um lugar que mais parece parte de outro mundo. Lindo, cheio de mistérios e segredos de família. Remetendo a todo o momento ao passado, descrevendo as lembranças. E ao presente em construção, com muitas dúvidas. Ela precisava ter a certeza de seu futuro.

“Daphne avançou até ficar com a água pelo meio das coxas esbeltas. Levantou os braços acima da cabeça, balançando os dedos, dobrou os joelhos, depois ficou na ponta dos pés, impulsionando o corpo num arco perfeito. Finalmente, com o corpo todo submerso na água clara e calma, ela abriu os olhos.”

Chegando a ilha com Evie, Daphne é aguardada ansiosamente por sua prima maluquinha Popi que sonha em encontrar o cara certo e conseguir realizar seus sonhos e projetos, se tornar bem sucedida, com uma vida confortável e rica. Reencontra na ilha Nitsa e outros parentes e conhecidos que há muito tempo não via. Enquanto Stephen demora alguns dias para chegar ela aproveita para mergulhar nas memórias, se reaproximar de sua Yia-yia e ver sua pequena Evie cada dia mais radiante diante do cenário de tirar o fôlego.

“— Daphne – Yia-yia disse. — Daphne, isto não é uma criança. É um anjo enviado do céu. – Yia-yia segurou o queixo de Evie com seus dedos de anciã. A mão da velha senhora tremeu ligeiramente, mas ficou firme ao tocar o rosto da menina.

— Sim, ela é um anjo. E você também – Daphne disse, inclinando-se para entregar a bengala de Yia-yia.”

Sua avó acreditava que a ilha falava com ela através de murmúrios do vento. Aquele era seu templo, havia magia em cada canto e era tudo o que ela precisava e Daphne precisava aprender a confiar nela. Precisava estar pronta para ouvir sobre os segredos que guardava todos esses anos. Yianni um amigo de Yia-yia inicialmente bateu de frente com ela, sendo grosseiro e irritadiço, chamando-a de Amerikanida teimosa.

“— Yianni – Yia-yia anunciou enquanto colocava um prato na frente de Popi sem esperar para saber se Popi já tinha comido. — Sua prima quer dar um tapa em Yianni.

— Ah, sim, o pescador sexy. – Popi balanço a cabeça, sorrindo. — Eu também gostaria de dar uns tapas nele, mas não no rosto. – Popi se debruçou sobre a mesa e se serviu de uma porção generosa de spanakopita enquanto Daphne e Yia-yia caíam na gargalhada.

Um jovem misterioso, solteiro, sem mais amigos, um pescador instruído que ama livros e que vive sua vida sem perturbar ninguém. Mas ele conseguia irritar Daphne muito facilmente, com qualquer palavra rude que saia de seus lábios. Curiosa quanto a não o conhecer, já que a maioria das pessoas dali eram seus conhecidos antigos, ela resolveu fazer algumas perguntas as pessoas sobre ele para tentar conhecê-lo através delas.

“Yianni nunca pôs os pés na ilha até alguns anos atrás. Ele não passou a infância aqui, como você. Mas ele ama este lugar tanto quanto você. Tanto quanto qualquer um de nós. – Yia-yia despejou o café grosso em duas xícaras e estendeu uma para Daphne.”

Com a aproximação do casamento Daphne se sentia cada vez mais agitada, tudo isso pelo fato de ter que ir embora daquele lugar, deixar a ilha para trás e com ela Yia-yia. Começar uma nova vida repleta de tudo que ela havia ansiado durante os anos solitários.

“Daphne não conseguia tirar uma ideia da cabeça. O começo de uma vida nova significava o fim de outra.”

Eu li Um Romance Grego em apenas duas horas e meia, apesar das 286 páginas. É simplesmente incrível, encantador. Uma história surpreendente, leve, que faz com que o leitor se apegue de imediato e vivencie os acontecimentos como se estivesse lá. As palavras nos fazem refletir muito e transmitem os sentimentos, conflitos, decisões que ocorrem ao decorrer dos acontecimentos. O amor nos relacionamentos em geral, à busca pelo real significado desse amor nas pequenas coisas da vida, em cada ação do dia a dia, em tudo ao redor.

Apesar de o título remeter a romance, o foco não é esse, mas a necessidade de se ter a sensibilidade para ouvir o som do coração, seguir seus instintos, se deixar levar sem planos e esquemas pré-determinados. Com personagens despretensiosos e especiais, cada um da sua maneira peculiar. Tive surpresas ao longo da leitura, mas gostei muito do desfecho, foi mais do que eu esperava. Recomendo a leitura.

site: http://cladoslivros.blogspot.com.br/2015/08/resenha-um-romance-grego-de-yvette.html
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Ana Coleoni 12/09/2015

Descobertas
ncantadora ilha grega de Erikousa é o cenário de Um romance grego. Era no lugarejo que Daphne costumava passar todas as férias na infância e na adolescência. Agora, adulta, viúva e prestes a se casar novamente, a renomada chef retorna à ilha. Ela reencontra Yia-yia, a avó com quem dividiu os melhores verões de sua vida. Acompanhada da filha Evie e da prima Popi, que mora na ilha vizinha, Daphne aos poucos deixa para trás a atribulada rotina de Nova York e entrega-se à vida tranquila de Erikousa e às velhas histórias de família.

Daphne nasceu e cresceu nos Estados Unidos, para onde os pais mudaram-se para tentar uma vida melhor. Mesmo morando na América, eram gregos os hábitos e costumes mantidos tanto em casa quanto na lanchonete dos pais. Quando se envolveu com o americano Alex, Daphne sentiu como se os pais tivessem reunido toda a ira dos deuses da terra de seus ancestrais. Apesar das ameaças, ela não abriu mão do relacionamento e ganhou os pais pelo cansaço – e pela dedicação de Alex, que aprendeu o idioma e tudo que conseguiu sobre a cultura grega.

Isto tudo, porém, fazia parte do passado. Tanto os pais quanto Alex estavam mortos. Daphne estava em Erikousa para se casar novamente, desta vez com Stephen. Ele havia insistido para que o casamento fosse realizado em Nova York, com tudo que tinham direito, mas Daphne quis que a avó estivesse presente e isso só seria possível se o casamento fosse realizado na ilha. Como se tivesse se livrado da vida sonâmbula que leva em Nova York, Daphne volta a sentir graça nas coisas simples da vida, como os almoços preparados pela avó e servidos sob a oliveira no pátio de casa.

A leveza da rotina de férias só é interrompida quando a protagonista encontra o novo morador de Erikousa, Yianni, um pescador quarentão, cheio de mistérios e que demonstra ter sua avó como melhor amiga e conselheira. Em segundos ele consegue deixar Daphne furiosa com seus comentários. Ela não consegue entender por que a avó gosta tanto de um sujeito tão grosseiro. Ironicamente, é justamente Yianni que vai revelar a Daphne o único segredo que a avó nunca lhe contou.
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cris.leal.12 27/06/2017

Embora americana de nascimento, Daphne passou muitos verões de sua infância feliz na ilha grega de Erikousa, na casa de sua yia-yia (avó) que lhe transmitiu a paixão pela culinária (prepare-se para muitas receitas deliciosas!) e pela vida vibrante na ilha, repleta de antigos mitos e lendas amorosamente transmitidas através de gerações.

Vivendo em Nova York, Daphne ficou viúva muito cedo e, ao contrário das viúvas da ilha de sua avó, que lamentavam o infortúnio pelo resto de seus dias, seguiu em frente. Continuou sua bem sucedida vida como chef, encontrou um novo amor e decidiu voltar à Grécia para casar-se.

Ao se reconectar com a simpática senhora, com a beleza e a simplicidade da vida na ilha, o passado e o presente se misturaram trazendo à tona segredos e sentimentos que mudaram para sempre a sua maneira de agir e pensar.

O ponto negativo vai para o desfecho. Só perdoo o final rápido e meio descuidado se houver continuação da história em um novo livro.

site: http://www.newsdacris.com.br/2016/01/eu-li-um-romance-grego.html
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Rafaelle 02/01/2018

Decepção
Em primeiro lugar gostaria de deixar claro que não sei resenhar, apenas despejar minhas opiniões, amores e revoltas de forma desordenada.
Em segundo lugar, caso seu dia esteja lindo e ensolarado, pare de ler por aqui para não ser contagiado pelo meu azedume.

Vamos lá: EU NÃO ACREDITO QUE MINHA PRIMEIRA LEITURA FINALIZADA EM 2018 FOI TÃO RUIM!
Eu peguei esse livro para ler há alguns dias. Já no início tive dificuldade em me conectar com a Daphne e com os sentimentos dela. Achei que fosse ressaca do livro anterior, mas não! Falta um quê nela mesmo, ela simplesmente não convence! Fora a lista de reclamações que vem a seguir.

A premissa do livro é boa. Poderia ser incrível mas foi mal executada. Os personagens não cativam e várias vezes me obriguei a continuar a leitura ao invés de pegar outro livro para ler.

Um dos defeitos que me frustou é que existe uma certa dose de misticismo na história porém a autora não consegue criar um clima convincente para tal. As vezes parecia mais que a Yia-yia de Daphne estava delirando mesmo, sem conseguir transmitir a sensação de que aquilo era real de fato. Ficou forçado demais ao invés de trazer aquela sensação de encantamento que o místico normalmente traz.

Também existe um segredo no passado da yia-yia e que é a melhor parte do livro MAS ao invés da autora narrar a história detalhadamente, dando capítulos próprios para fatos tão incríveis, ela apenas coloca Yianni pra narrar em alguns parágrafos uma história que merecia capítulos inteiros. Erro gravíssimo isso.

E falando no Yianni, as primeiras interações dele com a Daphne só pela misericórdia heim! Parecia aquelas birras de adolescente! QUE TROÇO CHATO! Apesar deles terem motivos para antipatizarem um com o outro, ainda assim foi muito exagerado.

O Stephen, noivo da Daphne também é um serzinho insuportável viu? Eu só queria gritar para ele várias vezes: LARGA A PORCARIA DO NOTEBOOK E DOS NEGÓCIOS IMBECIL! VOCÊS VÃO CASAR!

Existe uma dose de romance no livro muito mal executada também. Tudo foi muito repentino e jogado. Faltou química, emoção, suspiros e mais um monte de coisa. Péssimo.

Mas depois de tantas reclamações, eu até perdoaria os erros desse livro se não fosse por um detalhe: QUE RAIOS DE FINAL FOI AQUELE?
Não, sério mesmo! Que porcaria foi aquela?
Eu estou muito fora de mim com aquele final!
Pela primeira vez na vida terminei um livro falando palavrões!!!
HORRÍVEL! TENEBROSO!
NÃO FEZ SENTIDO NENHUM AQUELE EPÍLOGO!
Repito: N-E-N-H-U-M S-E-N-T-I-D-O

Me lembrei o porquê na adolescência eu sempre dava uma espiada nas últimas páginas antes de decidir ler um livro. Eu era sábia e não sabia.
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