O Refúgio do Marquês

O Refúgio do Marquês Lucy Vargas




Resenhas - O Refúgio do Marquês


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Vânia 15/08/2015

O Refúgio do Marquês
Lady Hilde Preston, marquesa viúva de Bridington, era uma mulher de atitude. Ela sabia exatamente o que queria e como fazê-lo; e por isso, ela não pensou duas vezes em mexer uns pauzinhos para revirar de cabeça para baixo a vida de seu filho.

É claro que o destino deu uma mãozinha ao fazê-la receber há alguns meses a carta de uma parente distante, se é que poderia classificar Caroline Mooren como parente já que ela era filha de um primo em segundo grau da marquesa. Mas isso era um mero detalhe. Usar o parentesco como desculpa para o que ela planejava fazer era perfeito.

(Continue lendo no link abaixo)

site: http://aborboletaquele.blogspot.com.br/2015/08/esquenta-bienal-lucy-vargas-o-refugio.html
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Carolina DC 07/08/2015

O local: Inglaterra, 1804

Os personagens: Caroline Mooren é uma viúva, que por conta dos excessos do marido não se encontra em uma condição financeira favorável. Ela é jovem, gentil e inteligente, mas a vida tirou o seu ânimo precocemente. Ela encontra-se sem esperanças até receber uma proposta da marquesa.

A viúva Hilde, marquesa de Brindigton é uma daquelas senhoras que se fazem de boba, mas são muito inteligentes. Quando oferece ajuda à Caroline, tem seus próprios planos. Durante a leitura, foi possível observar que muitas das situações engraçadas ou constrangedoras, ocorreram por conta de uma de suas ideias.

Henrik é um homem atormentado pelo passado, que vive de modo "selvagem", não cumprindo os deveres de seu título e deixando sua residência cair aos pedaços. Acabou se tornando um pouco amargo e desiludido, mas é um homem bom e justo.

Lydia - é uma garotinha fofa que não teve a melhor das infâncias por causa da sua estrutura familiar. Ela é carinhosa ao extremo e tenta ganhar a afeição de todos ao seu redor. É o exemplo perfeito do que um pouco de amor é capaz de fazer.

Enredo/ Trama/ Narrativa e História: O foco central da trama está na ida de Caroline para a propriedade de Bright Hall. Ela começa a gerir e ordenar a casa e aos poucos também o coração dessa família, que encontra-se despedaçado. Vemos claramente o reflexo de Henrik em sua propriedade, o abandono deixa um aspecto sombrio e solitário, combinando perfeitamente com o personagem. Existe um importante detalhe na trama que muda a dinâmica da casa. Uma pequena "omissão" da marquesa à Caroline que acaba causando muitos transtornos e confusão.

A história é narrada em terceira pessoa e o enredo é muito bem desenvolvido. É possível observar claramente a evolução dos personagens e o crescimento dos sentimentos. Não apenas o romance, mas também o afeto, a amizade e a lealdade entre os moradores da propriedade, empregados e amigos.

"Caroline soltou o ar, apesar de o marquês passar a maior parte de seu tempo do lado de fora, dava-lhe uma estranha sensação de vazio vê-lo partir." (p. 91)


A escrita da autora: A escrita da autora é fluida e dinâmica. Lucy Vargas conseguiu inserir o toque certo de romantismo, mesclado com as personalidades fortes dos protagonistas.

Revisão/ Diagramação/Layout e Capa: A Editora Charme realizou um ótimo trabalho na revisão, diagramação e layout. A capa é muito bonita e remete aos grandes eventos de época.

"O refúgio do Marquês" é uma linda história de superação e perdão. Fala de aprendermos com os nossos erros e nos tornarmos pessoas melhores.

"O que ele estava pensando? Queria que ela ficasse só mais um pouco." (p. 143)


site: http://www.viajenaleitura.com.br/
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Cris Paiva 25/05/2018

Foi a minha experiência com a escrita da autora, e posso dizer que no geral eu gostei.
O Refúgio do Marques é uma reescritura de Jane Eyre, dá para reconhecer vários elementos, como o mocinho sorumbático, a criança largada, e a esposa louca no sótão.
Caroline é a parente pobre que foi contratada pela Lady Preston para retirar o filho do buraco onde ele se enfiou e reformar sua mansão caindo aos pedaços, e arrumar uma pretendente para ele, enquanto espera a sua atual esposa, a louca do sótão, morrer.
E ela assume a sua obrigação mesmo que precise passar por cima das vontades do Marques, Henrik, se valendo de sua situação de “convidada” (mesmo que esteja recebendo um salário). E é claro, que durante a sua estada na mansão ela também vai acabar se apaixonando perdidamente pelo marquês, mesmo ele sendo casado.

Eu gostei da história, mas algumas coisas me incomodaram. A autora escreveu um romance de época inglês, mas não tomou os cuidados necessários com a ambientação. A mocinha é muito despachada, todos se tratam pelo primeiro nome há outras coisas que acontecem que são muito fora do lugar para um romance desse tipo, mesmo é claro, que não se trate de uma reconstituição nem nada assim. Só achei fora do lugar para o tipo de história a ser contada. Acho que autora poderia tomar mais cuidado com esses elementos na próxima história da série.
Monica 25/05/2018minha estante
E vc adora mocinhos sorumbáticos né? kkk


Cris Paiva 25/05/2018minha estante
Adooorooo!!! Mas achei esse povo moderninho demais pro meu gosto.


Neide 28/05/2018minha estante
a Lucy Vargas tem problemas com ambientação mesmo, já li outros dela que senti a mesma coisa em relação ao 'despachamento' do povo. Esse tá na minha lista...


Deacon 14/03/2019minha estante
Sua avaliação é interessante.




Lay 18/04/2017

Minha primeira impressão com a escrita da Lucy foi com O refúgio do Marquês. Confesso que fui com muita sede ao pote, ao me deparar com uma boa nota no Skoob, além da autora ser tão famosa. Mas acontece que tive uma quebra de expectativas. Eu amei o livro, mas ainda assim dei 3 estrelas. Acho que teve de tudo um pouco nesse livro. 1- Marquesa louca e assassina? Confere. 2- Marquês que trabalha na terra todo maromba? Confere. 3- Protagonista da língua afiada? Confere. 4- Marquesa-Mãe pirada? Confere. Eu devo admitir que é um ótimo livro, mas o enredo dele é muito arrastado, o romance vem a acontecer no final e isso me deixava ansiosa demais. Eu sempre falo como eu adoro ver romances sendo construídos, sem pressa e sem superficialidades, mas não precisa demorar tanto, e chegar na hora pra ser mais do mesmo de sempre.

As cenas de amor são leves e românticas, os beijos deles são em momentos de dor, são a ligação de duas almas que estão tentando se encontrar em um cenário totalmente louco. Nunca que esse livro poderia ser considerado HOT, mas eu queria ter lido mais ação e mais química entre o Henrik e a Caroline. Achei linda e me apaixonei perdidamente pela relação do Henrik e da sua filha, eles eram um fofos juntos. Portanto, é apenas um bom livro: clichê, fofo, e divertido. Nada de diferente, apenas mais um do gênero.
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Tainara 06/08/2016

Eu quero um amor sensato assim <3
Essa livro eu ganhei da minha amiga linda e carioca Jéssica Andrade e ele veio direto da Bienal do ano passado que ocorreu la na terra dela.
Eu queria muitoooooooooo esse livro e ela me presenteou com ele. Obrigada amiga. Você me da os melhores presentes.
Mas voltando ao livro. Eu comecei a ler ele depois que terminei uma série, se não me engano foi Os Bedways e depois de ler 6 livros de época seguidos em menos de 4 dias eu peguei maisnum de época e bateu aquela ressaca no meio do livro O Refúgio do marquês e larguei o livro de mão. Mas não tinha me esquecido dele. É quando foi essa semana eu peguei ele para conclui-lo. Virei uma noite terminando ele. E simplesmente não me arrependo.
Eu ja tinha dito que as escritoras nacionais não me decepcionam quando o assunto é enredo de época e com a Lucy nao foi diferente. Serio cara, que MARAVILHOSO, volto a repetir, MARAVILHOSO.
Simplesmente magnífico, cada peça se encaixou perfeitamente, eu particularmente não achei nenhuma ponta solta, quer dizer na verdade teve uma que vou comentar mais la para frente.
Eu não vou dar resumo nem sinopse, para isso o skoob existe, so vou expor meus pontos de vista.
Primeiramente sebo dizer que achava que a marquesa viúva iria ser uma bruxinha mas ela achou que sendo uma excelente surpresa. Super necessária á história.
Todos os personagens secundários fizeram da história ainda melhor. Cada um faz seu papel ainda mais importante na coisa toda.
A Caroline foi bem "intrusa" em primeiro momento, ao chegar na cá e do marquês, mas depois eunpercebi porque a Lucy faz ela assim. O marquês precisava de alguém que sacudisse a rotina dele e da casa e só alguém de pulso firma para fazer isso, então a Lady veio muito bem a calhar.
O Marquês, depois de eu ter tido conhecimento da vida dele com a atual marquesa, entendi o porque dele se privar de tanta coisa e eu no lugar dele faria o mesmo.
E que marquesa encapetada era aquela? Jesus tenha misericórdia. Eu que naonteria coragem de dormir com ela no mesmo andar, ela com o espírito de vingança.
Teve dias coisas que me incomodaram no livro. Primeira porque aquela cuidadora da marquesa (esqueci o nome dela agora) ajudava a marquesa a fazer as suas maldades? Tipo a Lucy nao deixou evidente o motivo para ela fazer isso e segundo. Como é marquesa era irmão da Sra. Eliot e isso não foi mencionado por ninguém durante a história? Tipo a Lucy estava querendo fazer uma surpresa? Só acho que isso não se encaixou legal na história em si.
Mas no todo o livro foi maravilhoso. Uma coisa que eu amei foi que a Lucy simplesmente não apressou as coisas. A marquesa morreu no tempo dela e o marquês ficou "ao lado dela" até a morte, mesmo ela sendo um monstro. Existe o tempo para isso, para que tudo é resolva.
Eu dou minhas 5 estrelas para esse livro e se tivesse mais eu daria.
Está super recomendado.
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Leilane 08/07/2015

Um refúgio para chamar de seu… “O Refúgio do Marquês” é um romance de época nacional com muito Charme
Caroline Mooren é uma jovem viúva que foi convocada por uma parente distante a cuidar de todos os problemas da propriedade do Marquês de Bridington. Já que sua viuvez a deixou com poucas opções de para onde ir e cada uma menos atraente que a outra, ela aceita. Mas além dos aspectos estruturais e de funcionamento da propriedade, Caroline também deve ajudar o marquês, Henrik, a retomar seus hábitos sociais, já que uma sucessão de fatos o transformou em alguém que só quer fugir de seu passado, incluindo a sociedade inglesa. Mas é incrível como uma convivência forçada pode se transformar numa cumplicidade, que se torna paixão, que se converte em algo que eles acharam que nunca mais teriam…

Nos últimos quatro anos, virei uma grande fã de romances de época e tive a sorte de que justamente nesse mesmo período as editoras começaram a investir cada vez mais nesse gênero, dando-lhe uma nova roupagem, e a cada mês há pelo menos um livro publicado no formato brochura, o que felizmente proporciona minha dose mensal de romance de época – já não vivo sem, já é o meu gênero favorito – e aumenta minha coleção que estou cada vez mais orgulhosa de ter. Vibro a cada um que descubro que será lançado, então vibrei muito quando descobri que a Charme iria publicar um e ainda de uma autora nacional!

Até o momento, já li 35 romances de época de autoras internacionais e de nacional li “A Promessa da Rosa” de Babi A. Sette, os dois da série “Perdida” da Carina Rissi – sei que tem uma lado meio ficção científica nesse por causa da viagem no tempo, mas a maior parte da história é no século XIX – e agora o da Lucy Vargas, de quem já me tornei fã instantânea, pois o livro “O Refúgio do Marquês” teve muitos elementos diferentes, mas ao mesmo tempo manteve toda a estrutura encantadora do gênero, então lógico que amei essa história.

A Lucy criou uma base que até então não tinha lido, uma jovem viúva, Caroline, com poucas opções, mas que preza sua independência, aceita a missão de colocar um nobre com passado traumático, que se tornou uma aberração para a sociedade da época, nos eixos a pedido da mãe dele e parente distante de Caroline. Essa base foi algo muito atraente na história porque ela marcou o tom dos acontecimentos, mas o que mais amei na trama foi o fato de que a autora não segura os segredos dos personagens até as últimas páginas, ela na verdade os revela em momentos chave da história e desenvolve o enredo com isso, revelando novos sentimentos nos personagens e trazendo novas problemáticas para o enredo. Achei isso genial, pois ela teve tempo de dar um destino certeiro para tudo – de dar tempo ao tempo –, e não resolver tudo em poucas páginas como muitos autores fazem.

Outro aspecto deste livro que me conquistou foi seu conjunto de personagens. A Caroline é uma personagem que aceita seu destino, mas mantém a cabeça erguida e não abre mão de suas conquistas, mesmo que isso represente ser julgada pelos outros. Henrik é muito focado e se refugia ao ar livre para não ter de enfrentar a sensação de abandono e pesar que reina em sua casa. A interação dos dois é incrível, um jogo estratégico que nenhum esperava jogar, mas com o qual sentem o maior prazer. Também adorei os outros personagens, principalmente toda a equipe que a Caroline formou, pois foram todos muito bem construídos e não vou mencionar mais nomes, pois adorei descobrir cada um junto com a Caroline. Entretanto, teve uma que deu vontade de chacoalhar, ela também foi muito bem construída, pois representa muitas pessoas por aí que se permitem subjulgar seja por uma subserviência intrínseca ou por um medo incapacitante, então foi uma personagem bem enervante e bem perigosa se pensarmos já que o que ela deixa acontecer quase no final foi horrível de se ler.

Recomendo para todos os fãs do gênero e para quem está com vontade de conhecer mais uma autora nacional talentosa. Mal posso esperar pelo próximo romance de época da Lucy, espero que saia logo!

site: http://lerimaginar.com.br/blog/2015/07/06/um-refugio-para-chamar-de-seu-o-refugio-do-marques-e-um-romance-de-epoca-nacional-com-muito-charme/
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Livros e Citações 25/08/2015

Se gosta de romance de época, vai com tudo!
Autora: Lucy Vargas
Editora: Charme
Páginas: 310
Classificação: 5/5 estrelas

http://www.livrosecitacoes.com/resenha-charme-o-refugio-do-marques-lucy-vargas/

Tem coisa mais gostosa do que começar um livro sem saber muito o que esperar e se surpreender a cada página? Logo no primeiro capítulo de O Refúgio do Marquês eu estava tomada pela história. A escrita, personagens, o cenário, tudo me cativou.

"Agora, você é meu escândalo."

A história começa com a viúva Caroline Mooren, Baronesa de Clarington, que recebe a missão de reformar o lar do Marquês de Bridington, um homem selvagem (leia-se gostoso, bronzeado e protagonista dos meus sonhos calientes) e repleto de segredos sombrios.

E assim que o marquês encontra Caroline, ele sabe que sua vida não será mais a mesma. Ela não está disposta a ser condescendente com birras e negativas, e agora livre de seu casamento, Caroline sente-se livre para ser ela mesmo e dessa vez não aceitar desaforos.

Quando essas duas pessoas com personalidades tão fortes são obrigadas a conviver e lidar um com o outro diariamente, o resultado só poderia catastrófico — e delicioso!

Antes de falar mais sobre o livro, deixo claro que não, essa não é uma história de amor intensa, mas a história de duas vidas diferentes, e de certa forma iguais, e como elas se complementaram para formar algo gostoso de se conferir e torcer a favor.

“Partindo agora ou depois, que diferença faria?”
“Dor. Doeria menos.”

E não se engane, essa é uma história complexa. Nosso marquês sofreu com seu casamento conturbado, sabe o que é amar e perder e não deseja nada disso novamente, enquanto Caroline sabe o que é ser forçada pelos ditames da sociedade; ela é mais uma mulher onde muito foi imposto e pouco lhe foi dado alegremente. E agora como viúva ela só quer decidir por si mesma e não ir com a corrente novamente.

Superficialmente, a trama pode parecer clichê, mas não é parecido com nada que já li. Não há amor a primeira vista, cupidos e pássaros cantando. Tudo é construído no tempo certo e tão bem ao ponto de eu acreditar e viver a história. Vibrei, chorei e sofri. Sim, Lucy Vargas me fez suspirar, tremer e ate querer dar uns safanões em um ou outro personagem. E, claro, tornei-me fã e qualquer outro livro assinado por essa autora será mais do que bem vindo no meu coração e estante. Só posso torcer que essa resenha também passe um pouco do que senti e mais pessoas tenham curiosidade de conhecer O Refúgio do Marquês. Gosta da romance de época? Então vai com tudo, aqui jaz um pote de ouro.

“Não sei como pode me aceitar depois de tudo que aconteceu.”
“Chama-se amor, Milorde. Aprendi com você.”

Resenha por: Gabrielle

site: http://www.livrosecitacoes.com
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Nív 22/09/2017

Tô muito apaixonada pela escrita da Lucy Vargas. Pela primeira vez, em muuuuuito tempo, que eu não devorava cada pedacinho de um romance de época. A ultima vez foi com O chá do amor (QUE É LINDO E O FAVORITO DA MINHA VIDA, LEIAM!!!)
Sabe, não foi aquela coisa irracional que acontece na maioria das vezes e que em TODAS as vezes me fazem revirar os olhos de PREGUIÇA, tipo, ahh a mocinha viu o mocinho e dane-se o resto blabla o mundo parou blabla o cabelo dele ao vento blabla... NÃO! Foi um amor como deve ser: construído com o tempo, com ações, demonstrações etc, não foi uma coisa irracional e possessiva (como os mocinhos costumam ser). Gostei muito de como a razão foi levada em conta e por isso apaixonei tanto pelo livro ;)

QUERO TODOS OS LIVROS DESSA MULHER
dclp to nervouser
Bruna 23/09/2017minha estante
Fiquei curiosa, quando estiver no clima pra romance de época, lerei :)


Nív 23/09/2017minha estante
Bruna, é um livro gostosinho de ler! Espero que goste (:




Taty Assis 26/06/2015

Caroline Mooren casou-se com um Barão, mas o mesmo acabou falecendo precocemente e não deixando muito para as despesas de sua esposa. Depois de um ano em luto, Caroline é convidada a visitar uma parenta muito, muito distante, a viúva Hilde, a marquesa de Bridington.
Sabendo que a situação de sua parenta não é das melhores, a marquesa acaba por elaborar planos para a permanência de Caroline em Bright Hall, a propriedade do Marquês de Brindington, Henrik.

Henrik há cinco anos nunca mais foi o mesmo, ele vive refugiado em suas terras e ocupa seu tempo cuidando delas, mesmo quando não o deveria fazer. A mansão Bright Hall a cada ano que se passa se deteriora mais, já que não há ninguém para cuidar e dar ordens. Conforme os anos se passaram, Henrik foi se tornando mais selvagem e fechado, já não recebia mais visitas em Bright Hall, não que ele fizesse questão, mas sua mãe sim, e é então que Caroline aparece para colocar ordem na mansão e quem sabe, também colocar ordem no selvagem e lindo Marquês Henrik?

“Mas depois de cinco anos assim, já não conseguia mais se reconhecer. Sentia-se oprimido sob um peso que nunca ficava mais leve. Não carregava os céus, como Atlas, mas já não sabia se a pesada opressão vinha da idade, do tempo, dos seus erros ou daquele segredo que morreria com eles.”

Henrik inicialmente não pareceu contente com a presença de Caroline, até chegou a mandá-la embora, mas ela está empenhada em sua função de coordenar a casa, e se nega a partir. Em poucos dias na propriedade dos Bridington ela consegue fazer mudanças notáveis, e acaba se apegando a todos muito rápido, principalmente a pequena Lydia, a filha do Marquês.

A única coisa que restou a Henrik foi sua filha, seu passado e segredos não lhe permitem ser feliz, ele é atormentado pelos fantasmas do passado e por sua esposa. Mas com a chegada de Caroline, sua vida que tinha se tornando tão obscura e vazia, acaba ganhando cor, e com a convivência ele acaba criando certo apresso por ela. O sentimento é recíproco, e resistir ao que sentem se tornará impossível.

“Enquanto eles se beijavam, seu corpo se arrepiou e ela se sentiu fora dali, como se ambos tivessem ido a um lugar distante. Mesmo que o interior solitário de um
bosque já fosse perfeito para isso.”




Mas Henrik acha que é errado se envolver com Caroline, já que, ela tem um futuro todo pela frente e ele não se vê capaz de conseguir fazer parte dele, por achar que não a merece.

“Mas é verdade que, além do meu traquejo social, eu perdi outras habilidades ou ao menos as esqueci. E essa foi uma delas. Eu não fui capaz de deixá-la notar, mas gosto muito de você, Caroline. Sou mais culpado do que aparento e não apenas por meus erros passados. O que eu descobri que sinto por você pode ser condenável, mas é tão precioso para mim que prefiro continuar sentindo.
(...)
– O motivo para eu não poder ficar não é nenhum complexo moral tolo ou um comprometimento inútil. Não posso prendê-la. Nem condená-la a nada disso. Eu quero que você possa ir e recomeçar.”

Conseguir ficar juntos se tornará uma provação, já que algumas senhoras insistem em humilhar e difamar Caroline pela região, sem contar as emboscadas e planos para acabar com a reputação dela. Sobreviver a Bright Hall não será fácil, mas estaria Caroline disposta a se refugiar nos braços do seu Marquês? Estaria o Marquês disposto a deixar seus fantasmas e culpa para trás e viver esse amor pleno, intenso, e criar uma nova família ao lado de Caroline?

Esse é o primeiro livro que leio da Lucy Vargas, e só posso dizer que estou completamente encantada, eufórica, apaixonada, extasiada. O Refúgio do Marquês chegou ontem, e quando iniciei a leitura não consegui mais deixá-lo de lado. O livro é incrível, a estória é linda e emocionante, me fez ficar com um sorriso bobo no rosto em muitos momentos, e em outros, me fez ficar apreensiva, mas o resultado final não poderia ter sido melhor.

Quem me conhece sabe que sou apaixonada por romances de época; me pego viajando e desejando ter vivido na época em que se era cortejada, que reservava danças, que usava vestidos pomposos... apesar das regras e tudo o mais rsrs E lendo O Refúgio do Marquês me vi tão encantada e envolvida, que me peguei imaginando as cenas descritas, e não tem coisa melhor quando isso acontece, não é mesmo? Parece que nos tornamos expectadores, pequenos intrusos curiosos que ficam escondidos vendo tudo acontecer, e eu não poderia ter ficado mais feliz como tudo aconteceu.

Caroline me encantou com seu jeito todo autoritário, que repreende Henrik por causa de seus maus modos, que não exita em falar verdades mesmo quando se sente mal julgada, que não abaixa a cabeça para qualquer insulto, que dá carinho e cuida da pequena Lydia, que sabe recuar quando necessário, mas que acima de tudo é paciente, e que sabe esperar. É amável, mesmo tendo tido um passado doloroso, com más lembranças. É ou não é para ficar encantada com uma mocinha assim?

Já o mocinho, bem, por ele eu fiquei COMPLETAMENTE apaixonada!!!
O Marquês é lindo com seu jeito todo selvagem fora dos padrões exigidos pela sociedade. Depois de cinco anos se sentido destruído, se refugiando em sua fazenda, acreditando que nunca mais poderia amar outra mulher, ele acaba sendo surpreendido por encontrar amor nos braços de Caroline. E eu achei isso tão lindo, a forma como eles se envolveram aos poucos, em como eles se completavam, é impossível não torcer para que os dois fiquem juntos e encontrem refúgio que tanto precisam nos braços um do outro.

Os personagens secundários são um caso a parte. Alguns personagens encantam, e outros apenas não encantam, na verdade irritam e despertam raiva e ira. Mas o destaque vai para ardilosa marquesa viúva e sua neta Lydia. Gostei tanto de Lydia que adoraria ler um livro com a estória dela, porque tenho certeza que será tão encantador quanto O Refúgio do Marquês.


Amei o livro infinitamente, e claro que agora quero mais e mais livros de Lucy Vargas.

“– Eu já li tanta coisa na vida, Caroline. Para alguém como eu, sempre à procura de um refúgio, a leitura é o mais alto castelo existente.”


http://www.aculpaedosleitores.com/2015/06/resenha-o-refugio-do-marques.html

site: http://www.aculpaedosleitores.com/
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Mari - Pequenos Retalhos 30/01/2016

Eu gostei do livro, achei as personagens bem desenvolvidas e fui envolvida pela história ao ponto de me importar em saber o destino dos personagens e quais as surpresas que poderiam vir em seu caminho.
Porém, acredito que alguns pontos foram falhos. Faltou um pouco de aprofundamento na história, que pareceu simples demais em vários momentos. Também senti falta de algo surpreendente, porque consegui visualizar o desfecho do enredo muito antes do final.
Mas no geral gostei do livro sim e gostaria que mais pessoas dessem oportunidade para autores brasileiros.

site: http://www.pequenosretalhos.com/2016/02/17/acabei-de-ler-o-refugio-do-marques-lucy-vargas/
Emi 17/02/2016minha estante
Exatamente como me senti lendo o livro.... Parecia que estava faltando alguma coisa acontecer e nunca acontecia... Mas concordo que não é uma história ruim... Leitura leve.




Lizzy 09/11/2015

“Ou parto, e vivo, ou morrerei, ficando. Ficar é para mim grande aventura; partir é dor” (...) Romeu e Julieta
Foi praticamente impossível não associar o Marquês de Bridington ao viril e igualmente inapropriado Edward Fairfax Rochester, de Jane Eyre, o precursor dos heróis sombrios e melancólicos tão idolatrados nos livros atuais. Além disso, outros pontos semelhantes, como um protagonista preso a um casamento infeliz cuja esposa é mentalmente enferma remete ao mencionado clássico, meu favorito de todos os tempos.

Eu adorei a forma como a autora conduziu a trama, a maneira como Caroline ingressou na vida de Henrik, em seu refúgio, com uma ajuda mais do que evidente da mãe do herói que, aliás, rouba muitas cenas.

Uma casa decrépita, um lar negligenciado, uma criança desprezada pela mãe anoréxica e louca, um ambiente mais do que propício para uma jovem viúva sem dinheiro e solitária, com uma mente sagaz e cheia de autenticidade, simplesmente colocar ordem no local e ainda por cima roubar o coração de um homem que já não acreditava no amor. Ah, e sem falar no bronzeado escandaloso do lorde, seus músculos evidentes, e aqueles botões que ficavam inapropiadamente abertos (risos). Quem resiste!

Também achei que a paixão que surge entre Henrik e Caroline não foi tratada com leviandade. A história desse amor proibido foi desenvolvida com maturidade e sutileza. Torcer pela felicidade desses dois não escapará ao leitor, pois são perfeitos um para o outro.

Acredito que para não recair na vulgaridade diante da polêmica que envolve a traição, a autora foi um tanto comedida e explorou menos do que eu gostaria as cenas sensuais. Penso que um pouco mais de erotismo tornaria o livro perfeito. Apesar do enredo ser uma areia movediça e difícil de tratar, a previsibilidade não retira o brilho do romantismo do livro, certamente o seu ponto forte, um presente para as amantes do gênero.

Trecho:

“- O que eu deveria lhe dizer agora? – ela perguntou.
Henrik sorriu, inclinou-se e lhe deu um beijo nos lábios.
- Você só precisa continuar sorrindo”.

Muito romântico! Recomendo!

4.5/5 estrelas.
Lucila 09/11/2015minha estante
Sua indicação já é um bálsamo nos livros recomendados. Com uma resenha assim, é leitura garantida.
Vou ler.
Obrigada.
beijo


Lizzy 09/11/2015minha estante
Obrigada, Lucila, sempre generosa. Eu achei o livro uma graça, romântico, um tanto previsível, mas muito agradável de ler. Espero que goste. Bjs


Lucila 09/11/2015minha estante
Quando é que vc indica livro ruim? NUNCA!!!
Já comprei.
beijinho


Lizzy 09/11/2015minha estante
Ai Lucila rsrs, torcendo para ter sido uma ótima compra para você. Bjs


Jessica A. 09/11/2015minha estante
Ahhhhh Lizzy, já tô morrendo aqui de vontade de ler esse livro e vc faz essa resenha maravilhosa! Ohhh mulher, vou ter que vender meu rim no final do mês pra pagar minha fatura do cartão kkkkkkkkk


Lizzy 09/11/2015minha estante
kkkkk, Jessica, vou usar uma frase do Marquês do livro: ?Para alguém como eu, sempre à procura de um refúgio, a leitura é o mais alto castelo existente..." Vale a pena!!!! Bjs


Menina com Livros 09/11/2015minha estante
Já tava ansiosa para fazer essa leitura agora então... Senha preferencal na lista dos desejados!


Alessandra 10/11/2015minha estante
Já tava ansiosa para fazer essa leitura agora então... Senha preferencal na lista dos desejados!² rsrs


Jessica A. 10/11/2015minha estante
Mulheeeerrr! Pare de me atiçar kkkkkkkkk comprando em 3...2...1
Que frase linda *-*


Jessica A. 10/11/2015minha estante
E tu acredita que eu comprei 3 livros desse na bienal pra dar de presente e nao comprei nenhum pra mim?! É, sou mto lerda


Lizzy 10/11/2015minha estante
Meninas, o livro é cativante, espero que gostem =)


Lana 10/11/2015minha estante
Flor, você leu o livro em formato físico ou em outro formato?


Lizzy 10/11/2015minha estante
E-book kindle.


Lucila 10/11/2015minha estante
Livro é mega fofo...... estou adorando.


Lizzy 10/11/2015minha estante
Lucila, e o lorde! Como ele se atreve a ter músculos, um escândalo! rsrs


Helen 10/11/2015minha estante
Que lindinho !!




Larissa 15/11/2015

Apaixonante!
Lady Caroline, a baronesa empobrecida de Clarington, parente distante da marquesa viúva de Bridington, já tinha passado poucas e boas. Casou-se com um homem que não amava (obrigada, claro!) e ficou viúva cedo. Nunca amou ninguém, até conhecer Henrik, o Marquês.
Henrik Preston, o Marquês de Bridington, casado com Lady Roseane e pai da pequena Lidya, era o filho de Hilde, a tal marquesa viúva.
Lady Roseane era a marquesa. Uma verdadeira víbora! Ela estava acamada desde que quase morrera no parto de seu herdeiro, que não resistiu. Mas não inspira nenhuma pena. Só lendo pra ver.
Hilde Preston, a mãe do Marquês, é muito espirituosa. Uma matrona impagável! Um dos meus personagens favoritos, sem dúvida.
A pequena Lydia, Bertha, Telma, a Sra. Daniels, o Sr. Roberson e alguns outros compõem o rol de personagens, juntamente com as maldosas Lady Elliot e Lady Calder. Todos apaixonantes!
A história é ótima. Eu li sempre que pude. E ininterruptamente! Recomendo mil vezes.
Estou superfeliz com os autores brasileiros. Dou 5 estrelas! Nota 1000!!!!!!
Espero que tenha uma sequência com a história da Lidya! Será magnífico!!!
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Mari Scotti 04/02/2016

Resenha Blog Coração de Papel
LEIA COMPLETA EM: mariscotti.blogspot.com.br e comente, por favor!!

Henrik é um homem atormentado pelo passado e isso se reflete diretamente na propriedade do marquesado onde ele reside. A casa está um nojo só. Mato para todos os lados, paredes desgastadas, móveis empoeirados e empregados desmotivados e preguiçosos. Ninguém comanda a casa, estão todos completamente abandonados. Nem mesmo uma refeição é posta à mesa, ele se alimenta indo na cozinha, que ultraje! Haha.
A Marquesa está inválida desde que perdeu o filho há alguns anos (eu achei que ela estivesse fingindo! #ProntoFalei). É uma mulher amarga, vingativa, perturbada e eu acredito que louca. Louca de pedra. Psicopata talvez.
Quando ela se casou com Henrik ele mantinha uma atriz como sua amante, mas o romance se desfez assim que ele se comprometeu em matrimônio. No entanto, Roseane jamais esqueceu esse fato e nunca confiou que o marido era fiel. O único objetivo da Marquesa era dar um herdeiro ao marquesado e, depois que o filho homem morreu, ela ficou ainda mais megera e maluca, afrontando o marido, acusando-o com mentiras, perturbando a paz de todos os moradores daquela casa.
A Marquesa viúva, lady Hilde, mãe do Henrik, decide interferir, pois teme que o filho definhe até não haver forma de reerguê-lo e, apesar da esposa dele ainda estar viva, inicia uma campanha nada discreta, para arranjar uma nova esposa para ele, pois tem absoluta fé que a atual irá morrer em breve (também fiquei torcendo, que feio!).
Hilde é divertida e uma senhora danada. Ela contrata a viúva Caroline Mooren, a Baronesa de Clarington, para colocar a casa de seu filho em ordem, reformar e o fazer voltar a ter os modos de um Marquês. Apesar de achar a proposta louca, a única opção da baronesa é aceitar.
Caroline também tem um passado conturbado. Ela se casou contra sua vontade, depois que o Barão falecido a comprometeu. O casamento foi horrível e, para a sorte dela, ele morreu jovem e sem deixar filhos. O novo barão era tão horrendo quanto o primeiro e ela se viu obrigada a se mudar para ter alguma paz.
Essa paz é colocada em prova quando vai para a casa do Marquês. Tudo ali é estranho, abandonado e ela não entende o motivo de um homem tão lindo e com uma filha tão especial, deixar suas responsabilidades e a sociedade de lado.
Caroline é tão danada quanto a Marquesa viúva e logo percebemos porque foi escolhida para a tarefa. Ela é tão teimosa e firme quanto a Hilde, única pessoa capaz de colocar algum juízo na cabeça de Henrik.
Apesar de tudo parecer correr para um fim esperado, temos um acontecimento sinistro no meio da trama. Alguém empurra a nova preceptora de Ligia da escada e ninguém sabe se o culpado veio de fora ou vive entre eles. Começamos a temer pela vida de Caroline, Henrik e da própria Ligia, filha do Marquês.

Gente, a história não é focada no erótico como eu imaginei ao ler o título. E é muito bem desenvolvida. A narrativa mistura o personagem-narrador em alguns momentos, confundindo o leitor quanto a quem está contando a história, mas é uma narrativa comum até demais em livros desse gênero, então eu me encontrei na história rapidamente.
A Lucy se preocupou em ambientar o leitor antes de jogar o romance na trama. Conhecemos a Caroline e seus problemas e nos envolvemos com a sua personalidade logo nas primeiras páginas. Hilde também conquista fácil com sua teimosia e respostas irônicas. E o Marquês arranca suspiros de imediato.
Ele é diferente dos nobres que conhecemos nesse gênero. Não está preocupado em se manter asseado ou de acordo com o que seu título impõe. Ele é queimado demais porque vive debaixo do sol. Ele se esquece de fechar o colarinho ou de usar lenços para esconder a nudez do tronco e pescoço. Vive com os sapatos sujos ou com a barba por fazer. O cabelo está longo demais para a época e é irresistível mesmo assim.
A Caroline, por ser pobre, usa vestidos fora de moda, mas faz o possível para estar sempre apresentável. São dois extremos que, com certeza, desejamos que se atraiam.
Fiquei o livro todo pensando em que momento a Roseane iria morrer, porque, é meio obvio que isso precisa acontecer para ele ficar com a Caroline no final (eu torço por eles!! Shiuu).

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site: http://mariscotti.blogspot.com.br/2016/02/resenha-o-refugio-do-marques.html
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May Tashiro | @slcontagiante 21/03/2017

A leitura como maior refúgio
Não queria começar esta resenha revelando o meu lado psico-fanática, mas é impossível não agir assim com a simples menção do nome Lucy Vargas. Existem N motivos, multiplicados por 1804, que me fazem tão louca por essa escritora. Vou mostrar hoje o principal, um lindo, doloroso e delicado romance de época…

"Agora você é meu refúgio e, com certeza, o mais belo."
– Henrik, Marquês de Bridington

Henrik e Caroline não poderiam ser mais diferentes.

Ele, o Marquês de Bridington, é um homem selvagem e inapropriado, que vive há anos no campo, fugindo dos fantasmas do seu passado obscuro e repleto de segredos.

Ela, Caroline Mooren, a Baronesa de Clarington, é uma jovem destemida, com um passado doloroso, que recebe a missão de reformar a mansão e talvez o marquês, ao menos é o que a marquesa viúva espera.

Ele é um caso perdido. Ela é uma mulher com um futuro incerto. Mas juntos, eles se completam e acendem a chama da paixão, que ambos acreditavam estar completamente extinguida, trazendo à tona segredos e temores que ambos escondem.

Se reerguer sob o peso do passado será uma batalha que ultrapassará os limites do refúgio que o marquês pensa ter construído, mas será que o amor é capaz de ultrapassar tantas barreiras e vencer, ou eles perderão tudo outra vez?

"– Lydia, está é Lady Caroline. Ela é uma parente distante de sua avó. E ela resolveu se instalar aqui em casa porque é completamente insana e nunca para de falar. Mas é uma dama, então a trate como tal." – Henrik, Marquês de Bridington

Caroline é uma viúva pobre, casou-se com um barão que não se preocupou em lhe garantir sustento e, olha que interessante, armou para se casar com ela. Após a morte de seu marido, Caroline recorre a única parente, inclusive bem distante, com bens, a marquesa-viúva de Bridington. Hilde, a tal marquesa-viúva, convoca Caroline um bom tempo depois para dá um jeito na propriedade Bright Hall e, se possível, no marquês também.

O atual Marquês de Bridington, Henrik, é um homem da terra, com um bronzeado escandaloso, selvagem em todos os termos e carrega uma tristeza profunda na alma. Uma coisa que Hilde faz questão de criticar no filho é sua escolha de esposa, afinal, ele se casou com uma megera. E a criatura não morre de jeito nenhum! Apesar de todo mundo achar que ela está por um fio…

"– O que eu descobri que sinto por você pode ser condenável, mas é tão precioso para mim que prefiro continuar sentido." – Henrik, Marquês de Bridington

A princípio, Henrik não gosta nada da mulher determinada e firme se enfiando em sua casa, mas aos poucos começa a ver como é bom tê-la por perto. Para o benefício de Lydia, sua filha, para o benefício da mansão e das terras e, claro, para seu próprio benefício, mesmo que ele pense não merecer sequer um raio de sol. Aquela mansão, Lydia, o marquês, os empregados, tudo começa a despertar em Lydia a sensação de lar, mas os sentimentos que o marquês desperta nela… ah…

"– Meu passado é uma caixa amaldiçoada que eu não consigo trancar, mas tampouco quero abrir." – Henrik, Marquês de Bridington

Uma mansão caindo aos pedaços, uma viúva pobre e um marquês selvagem, e um mistério para temperar. Sempre tem que ter algo a mais em uma estória para ela poder me conquistar, a metáfora da mansão em ruínas para expressar o segredo doloroso que mancha o Herik é perfeita. Sabe quando algo está ruim por dentro, e começa a se tornar um peso maior a cada dia, e acaba refletido no exterior? E é a mesma decadência que leva Caroline a se encontrar com o marquês, ela que aos poucos revitaliza o lugar e o homem que a habita.

Queria falar para vocês detalhadamente minha experiência de leitura, mas eu li esse livro em 2015 e reli em setembro do ano passado. Eu tinha a maior pretensão de resenhar o livro, contudo, fiquei bem enrolada por causa da faculdade e de ter ido pra Bienal tancando o foda-se e cantando o hino do ‘Eu vou nessa porra e ninguém me segura’. Toda delicadeza do mundo… Okay, nem tanta, mas valeu a pena resolver as besteiras da faculdade só por ter conhecido a Lucy ❤ Prometo voltar e fazer uma baita resenha de Uma dama imperfeita, segundo volume da série.

"– Eu já li tanta coisa na vida, Caroline. Para alguém como eu, sempre à procura de um refúgio, a leitura é o mais alto castelo existente." – Henrik, Marquês de Bridington

O que eu posso dizer é que, de fato, o livro me marcou. Ainda senti, na minha releitura, uma revoada de borboletas no meu estomago. Aquela sensação maravilhosa que eu senti ao ler o livro a primeira vez, um misto de encantamento e surpresa. A forma em que eu me pendurei em cada frase, fiquei extasiada em várias cenas e me emocionei. Senti tudo de novo e um pouco mais. A vontade de colocar o Henrik no colo não passou, ficou maior. Quero tanto que vocês sintam tudo isso e muito mais também!

Beijos, May

P.S.: Acho que consegui me segurar um pouco, só estejam preparados para o meu lado obsessivo na entrevista com a autora amanhã.

site: https://silenciocontagiante.wordpress.com/2017/02/17/resenha-o-refugio-do-marques-de-lucy-vargas/
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Ana Caroline 15/11/2015

Eu decidi solicitar O Refúgio do Marquês para ler porque eu estou adorando ler romances de época e também porque a autora é nacional e eu ainda não tinha lido nenhum romance de época nacional. E ao ler o livro descobri que a Editora Charme foi muito esperta ao resolver publicar essa história, pois além de ser um ótimo livro com uma ótima história, ele também vai trazer novos leitores para a editora. Já li diversas vezes nos comentários que algum leitora ainda não leu nada da Charme porque não gosta muito de romances eróticos e agora com este lançamento essas pessoas estão sendo presenteados com um livro que vai agradá-las e vai agradar muito.

Neste livro vamos conhecer a história de duas pessoas que tinham sonhos para as suas vidas, mas que por diversos motivos acabaram não vivendo esses sonhos e agora sentem-se infelizes com a vida que levam.



Henrik, o Marquês de Bridington já foi um homem conhecido com um grande libertino, mas agora é somente um homem amargurado que se trancou na sua casa de campo. O único motivo de alegria na sua vida é a sua pequena filha, a única pessoa para quem ele ainda reserva um pouco da sua humanidade, pois Henrik sente-se morto por dentro, morto para os sentimentos e tudo o que resta é o amor pela sua filha e o desejo de que ela seja feliz apesar tudo.

Caroline Mooren tornou-se uma viúva muito cedo, mas isso não a deixou infeliz, tudo o que ela consegue sentir é o prazer da liberdade. Ela pode não saber o que vai ser do seu futuro, mas o que ela tem certeza é que nunca mais ela vai ser a prisioneira de ninguém e que nunca mais vai fazer nada que não queira.

O destino de Caroline e Henrik se unem quando a Marquesa viúva de Bridington e também mãe de Henrik a convida para trabalhar para ela. Porém ela não vai trabalhar diretamente para Hilde e sim na casa de campo de Henrik. A tarefa que ela atribui a Caroline é reformar a casa e tornar aquele lugar novamente em um lar, mas por trás dessa pequena tarefa Hilde tem um plano bem maior, que vai alterar o destino desses dois.

Lucy Vargas conseguiu escrever uma história delicada e emocionante, que vai levar o leitor as lágrimas, mas também ao riso em certos momentos. Henrik se tornou tão bruto e sem jeito com as mulheres que é engraçado de ver sua maneira de interagir com Caroline e essa por sua vez é uma mulher forte que mesmo vivendo com um homem que perdeu todo o traquejo social não se deixa intimidar. Esses dois leva qualquer um ao riso e ao choro. São duas pessoas que não tinham mais esperanças, mas que juntos aprenderam como é viver novamente, como é ser dono da própria vida.

Essa é uma história que vai ter mostrar que por mais que você tenha feito escolhas erradas ou que por algum motivo foi privado do seu direito de escolha na sua própria vida, que mesmo que tudo dê muito errado ainda existe uma chance de que dê tudo certo.

site: http://livrosleituraseafins.blogspot.com.br/
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