The Forbidden Wish

The Forbidden Wish Jessica Khoury




Resenhas - The Forbidden Wish


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Ivy (De repente, no último livro) 11/10/2018

Resenha do blog "De repente no último livro..."
The Forbidden Wish é um retelling delicioso da história de Aladdin e seu gênio. O livro me conquistou desde sua precuela, The Jinni (recomendo ler essa antes de começar o livro pra entender bem a história prévia de Zahra) e eu estava buscando um livro do gênero que pudesse me cativar (já que minha última leitura de retelling, To kill a Kingdom, foi bastante morna).

O grande protagonista da vez será o gênio, que aqui é uma menina chamada Zahra, uma vez humana há 4 mil anos atrás, Zahra foi transformada em gênio e aprisionada na lâmpada por Nardukah, o Shaitan, a espécie mais poderosa de gênio que comanda todos os outros.
Desde então Zahra só vê o passar dos séculos quando sua lâmpada é encontrada por algum humano, que recebe o direito de fazer 3 desejos.
A última vez que Zahra e sua lâmpada foram encontrados, foi há 500 anos, quando a Rainha Roshana a teve como serva. Roshana pediu o mais lindo jardim que os olhos humanos pudessem ver, e foi nesse mesmo jardim que ambas pereceram, quando Roshana quis se rebelar contra o líder dos gênios. Zahra foi assim esquecida, soterrada, fadada a uma eternidade esquecida dentro da pequena lâmpada. Mas, quando um ladrão chamado Aladdin encontra as ruínas do tal jardim e avista a lâmpada, ao seu toque Zahra é outra vez libertada. Agora Aladdin terá 3 desejos, mas em meio à tudo isso ele certamente não esperava ganhar o coração de Zahra, que ajudará Aladdin a vingar-se da poderosa monarquia de Pathernia, que assassinou seus pais, enquanto Zahra luta pra escolher entre a chance de ter sua liberdade cumprindo uma ordem de Nardukha, ou trair o líder dos gênios por amor à Aladdin, mas condenando a si mesma a perecer outra vez dentro de sua lâmpada.

Eu estou apaixonada por essa história. Sabe aquele livro que termina e a gente se lamenta por ter chegado ao fim? The Forbidden Wish foi assim. Eu me apeguei demais não apenas à Zahra, mas todos os outros personagens também me cativaram. Aladdin é maravilhoso, a princesa Caspida, que se revela cheia de facetas e cartas na manga foi um presente de ler, e Zahra é fenomenal, uma protagonista fora do comum, cheia de personalidade, que foge do previsível. Zahra é um gênio da lâmpada com poder para criar exércitos e fazer homens comuns se tornarem príncipes, mas apesar de seus 4 mil anos ela ainda carrega consigo uma pureza latente para o leitor, ela é divertida, irônica, inteligente e astuta, sabe quando agir e é leal. Acompanhar a narrativa toda através do ponto de vista de Zahra foi viciante. Além disso, há uma enorme aura de mistério por trás da garota, até o final o leitor se pergunta o que realmente aconteceu com Roshana, sua última mestre, que foi tragicamente assassinada, e a versão de Zahra sobre o ocorrido só virá perto do final, até lá o leitor fica formulando 1001 teorias do porquê de tudo.

Os vilões da história também são tão maravilhosamente bem escritos! Temos dois núcleos distintos de vilões: os gênios maus liderados por Nardukah que aterrorizam Zahra, e os malvados humanos que mataram os pais de Aladdin, esses encabeçados pelo vizir Sulifer, braço direito do rei, e seu filho, Darian, primo e noivo da princesa Cáspida.
Os dois núcleos são cheios de surpresas e atitudes inesperadas, surpreendendo em muitos momentos e mantendo o leitor imerso por completo na leitura.

As interações entre Cáspida e Zahra foram meus momentos favoritos. Ambas são mulheres fortes, condenadas a destinos que querem mudar, tentam resistir como podem. Cáspida é uma força da natureza, sua valentia e audácia são estimulantes, certamente esse novo retrato da princesa Jasmine dado pela autora Jessica Khoury conquista em cheio o leitor.

A ambientação me encantou. Eu amo livros que trazem esse ar do Oriente, esse misticismo lendário típico da região. Parthênia retrata bem toda a magia do Oriente, pelas descrições oferecidas o leitor consegue visualizar e sentir-se parte do lugar. Conheceremos bem Parthênia, suas lendas e lutas, seus costumes também. A vida no palácio é retratada com exatidão também e eu amei toda a suntuosidade e maestria de cada lugar descrito.

Jessica Khoury possuí uma narrativa leve, fácil de entender e que prende o leitor. Ela sabe quando despejar informações necessárias e quando deve manter o suspense, e consegue trazer uma trama imprevisível, cujo final é difícil de deduzir. Eu imaginei tantas possibilidades, e mesmo assim, vibrei com cada momento.

O final é fechadinho e muito bonito. Foi legal porque foi coerente. Nada espetacular, irreal. Mas um final cheio de altos e baixos, onde o leitor prende o fôlego, sem imaginar o que ocorrerá e temendo pelo pior. É um final que prende bastante, não deu pra larguar o livro até chegar na última página e valeu a pena cada segundo em que estive capturada por essa historia tão cheia de beleza e magia.

The Forbidden Wish é ótimo, apaixonante e incrível. Bem escrito, com uma ambientação de luxo que transporta o leitor às longinquas e vastas terras do Oriente Médio, e personagens que vão cativar imensamente, é aquele tipo de livro que indico para todos, pois possuí todos os elementos para agradar à vários tipos de leitor. Um retelling de Aladdin que, apesar de suas enormes semelhanças com o clássico original, consegue destacar-se por adquirir suas próprias nuances, traçando uma nova história vibrante e original.


site: http://www.derepentenoultimolivro.com/2018/09/review-242-forbidden-wish.html
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Lauraa Machado 10/04/2018

Não desaponta em momento algum
Minhas expectativas para esse livro não estavam baixas. As duas pessoas em quem eu mais confio para resenhar livros tinham adorado, e a ideia da história me parecia boa demais para ser desperdiçada. Esperava tanto que fosse ótimo, que o escolhi quando precisava de um livro incrível para me fazer superar a decepção do que li antes dele. E ele foi tão perfeito quanto eu precisava que fosse.

A começar pela protagonista narradora, Zahra, que é maravilhosa, bem resolvida, tem sua vulnerabilidade e sua força, cujos defeitos (como um certo prazer em ver o circo pegar fogo) só fazem a história ficar ainda mais interessante. Amei o jeito que foi narrado, como se ela contasse a história a uma outra personagem, e o desenvolvimento da personagem por ele.
Amei também o romance. O Aladdin é tão divertido! Com seu jeito irreverente, criminoso, claro, mas ainda tão verdadeiramente bom, que não tem como não amá-lo! O romance poderia ter sido instantâneo, mas foi gradual, o que ajudou muito a me convencer. E, melhor ainda, não teve qualquer competição de triângulo amoroso, mesmo quando poderia ter. Não consigo pensar em nada que poderia ter sido melhor em questão de romance!

O que eu não esperava e me surpreendeu mais nesse livro foi o enredo, que tinha mais detalhes do que achei que teria, mais história e muito mais ação! Não dá para ficar nem um pouco entendiado durante a leitura, porque em nenhum momento o ritmo cai. Tudo foi explicado, até mesmo detalhes que eu achava que a autora teria se esquecido de amarrar. Foi maravilhoso, sério. Li tantas partes tensa, devorando as frases como se minha vida dependesse disso, que estou bem triste agora do livro ter acabado.

A atmosfera e a ambientação do livro também são encantadoras! A atenção da autora para os detalhes sensoriais e para as palavras usadas para descrever as coisas foi essencial! Foi muito fácil me transportar para esse mundo, e incrivelmente nunca duvidei do realismo da Zahra, mesmo quando ela nem tinha uma forma oficial, indo de garota a tigre a pavão a lagarto e por aí vai. Além disso, a releitura da história do Aladdin foi, na minha opinião, brilhante. Se você prestar bastante atenção nisso, vai perceber vários detalhes sutis que fazem referência à história da Disney. Isso foi mágico!

E nem falei ainda da melhor parte: existem outras personagens femininas na história, em especial uma delas, Caspida. E não existe rivalidade entre elas. Pelo contrário, em nenhum momento elas se vêem como competição em qualquer sentido, e isso é tão incrível! A união entre elas e as outras personagens femininas é muito linda também, e rara, infelizmente. Tão rara, aliás, que eu nem sabia que era possível ter duas garotas teoricamente interessadas no mesmo cara sem se verem como rivais. Deu vontade de bater palma, vou admitir.

Achei esse livro tão bem planejado e narrado, tão divertido e apaixonante, que dá vontade de sair distribuindo para todo mundo. Não tenho ideia de como nenhuma editora no Brasil ainda não publicou! Eu estaria correndo loucamente atrás de um contrato desses! E pensar que livros como "A Fúria e a Aurora" são publicados aqui antes de um desses! Fica difícil assim.
Ket 11/04/2018minha estante
Ele é único? ou série?


Lauraa Machado 11/04/2018minha estante
É livro único


DESATIVADO 11/04/2018minha estante
Nossa mt bom saber que é bom msm. Torcendo p chegar logo aki


Andréa Araújo 13/04/2018minha estante
Nossa, que pena que ainda não tem aqui. Espero que alguém se interesse. E as editoras deveriam começar a ler as suas resenhas. Vou abrir até uma hastag para isso hahah




Fernanda.Granzotto 01/11/2017

Adorei este livro.
Eu recomendo que você pare tudo o que está fazendo agora e vá lê-lo.
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Bia 10/08/2016

Quando nada dá certo
Repitam comigo: "Não comprarei livro novo, sem antes ler amostra do primeiro capítulo online" Amém.
"The Forbidden Wish" foi um livro que eu estava juntando as economias para comprar, tamanha certeza eu tinha de que amaria com todo o meu coração essa obra, porém ao iniciar sua leitura aconteceu o oposto (ou seja o ódio tomou conta da minha pessoa).
Antes de fazer as críticas e lamentações, deixe-me contar à vocês o enredo da obra, que por sinal eu abandonei a leitura na página 270. O livro de Jessica Khoury, conta a história de Zahra uma gênia que está presa em sua lâmpada há quase 500 anos, até ser libertada por Aladdin.
Aladdin era o típico ladrão do reino e justamente por ter roubado um anel mágico que pertencia a princesa do castelo, ele consegue localizar e libertar Zahra de sua lâmpada. Após ver-se livre de sua prisão, nossa heroína depara-se com um mundo onde os gênios são caçados e o seu nome aterroriza milhares de humanos.
Acontece que Zahra tornou-se um mito e ficou conhecida como a gênia que matou e traiu a antiga rainha Roshana, além de causar uma enorme guerra entre os humanos e os gênios, por isso o Rei dos Gênios puniu a moça aprisionando-a por quase meio milênio.
Então quando o "poderoso chefão" dos gênios descobre que a menina foi libertada, ele logo envia um recado a garota propondo um acordo que caso ela consiga cumprir, irá garantir sua liberdade eterna. Caso contrário ela seria morta, sem dó nem piedade.
E assim resume-se o enredo dessa obra que é uma releitura da história de "Aladdin". Aparentemente o livro teria os elementos necessários para ser uma ótima leitura, mas no meu caso ele poderia ter sido utilizado como instrumento de tortura.
Quais foram meus problemas com a obra? Em primeiro lugar, o que me incomodou foi a previsibilidade do enredo. A autora apresenta toda a trama central nas páginas iniciais e depois disso nada novo é apresentado ao leitor, vemos os personagens tentando apenas conseguir seus objetivos centrais sem nenhum outro tipo de problema paralelo para dar uma animada nas coisas.
Confesso que lá pela página 200 acontecem algumas coisas novas para criar umas dificuldades, mas nesse ponto da leitura o leitor já consegue identificar todos os caminhos que a autora irá "percorrer" até o desfecho e isso deixa a obra tediosa, pois fica claro a conclusão de "final feliz" que a obra irá apresentar.
O livro não é mal escrito e nem apresenta um enredo ruim, tendo em vista que ele é uma releitura, a autora conseguiu até inovar em alguns quesitos, mas essa inovação não é suficiente para surpreender o leitor.
Além disso outra coisa que me impediu de gostar da obra foi a falta de empatia e conexão com a personagem principal que é a Zahra e também com os personagens secundários. Como já dizia Antônio Candido, as personagens desse livro são planas do início ao fim ou seja "São construídas em torno de uma única ideia ou qualidade, podendo ser expressa numa frase." (já que é para criticar, vamos fazer isso com teoria e fundamento literário).
Portanto, Zahra era a gênia com fama de má que na realidade era fiel e amava Roshana; Aladdin era o ladrão que buscava vingança; a princesa Caspida era a monarca/justiceira e assim sucessivamente. Ou seja, os personagens não apresentavam nuances, eles eram extremamente estereotipados e contribuíam ainda mais para a questão da previsibilidade já citada anteriormente.
Além disso, tive um sério problema com a questão romântica desse livro, por culpa da Zahra não ser humana, e sim uma fumaça que pode transformar-se em qualquer coisa ou pessoa. As cenas do casal protagonista são até bonitinhas e leves, porém para mim essa falta de humanidade da nossa heroína tirou toda a credibilidade do relacionamento deles. Esse conceito de gênio criado pela autora foi a gota d´água na narrativa.
Para piorar ainda mais as coisas, a cada página eu ficava pensando: "Eu gastei dinheiro nesse livro. Agora o que eu irei fazer com esse "elefante branco" no meio da minha estante?". Então o resultado da soma: livro fraco + ódio de myself por ter feito essa burrada foi = desgosto eterno que provavelmente perdurará durante 500 anos.
Apesar de toda a negatividade, acho que se você gosta desse ambiente "Mil e Uma Noites" que invadiu completamente o mundo YA e quer ler alguma coisa descompromissada, esse livro é o ideal (tem até um pouco de feminismo no meio do enredo para tentar alegrar as coisas).
No meu caso a obra não funcionou, pois eu criei uma expectativa enorme em cima desse livro e fiz uma ideia totalmente errada do enredo, pensava que Zhara seria uma gênia engraçadinha como a Jeannie do seriado "Jeannie é um Gênio" e ela não é nem um pouco parecida com essa personagem.
Pelo menos "The Forbidden Wish" serviu para mostrar-me que eu realmente não gosto desse ambiente de gênios e sultões, portanto agora posso riscar da minha lista de leitura metade dos lançamentos desse ano.

+ para mais resenhas acesse o blog abaixo

site: beahreads.blogspot.com.br
Joice (Jojo) 11/08/2016minha estante
Ótima resenha, Bia! Pena que o livro não correspondeu às expectativas, mas adorei o mantra inicial. Rs...


Bia 11/08/2016minha estante
Obg Joice, estou repetindo esse mantra diariamente, porque estou tentando ser uma moça controlada (mas é tão difícil) rs




Dani 23/07/2016

Mágico!!
Excelente reconto da história de Aladin.
Ótimos personagens, com elementos da história que já conhecemos do Aladin da Disney, mas, ao mesmo tempo, completamente diferente. Queria que a autora tivesse focado um pouco mais no personagem do Aladin, com o qual acabei não conectando muito. Mas acaba sendo compreensível, já que a história é contada apenas do ponto de vista da genia.
Mágico e apaixonante, recomendo para todos que gostam da história de Aladin.
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