Big Sur

Big Sur Jack Kerouac




Resenhas - Big Sur


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Cheetara 09/08/2010

Há pessoas que não gostaram desse livro. Para elas Kerouac é aquele meninão de trinta e tantos anos rebelde, sujo, chapado, relativamente feliz e caroneiro. Que se apaixona pela Mexicana Terry (Beatrice na verdade) e viaja de carro pro Texas com Neal Cassady.

Infelizmente esse Kerouac existiu por pouco tempo. E a culpa da morte do mito foi de todos vocês (nós, em certa medida) que acreditaram que ele era apenas isso. Kerouac em Big Sur é assustadoramente doentio, um poço de confusão e auto desespero, um suicida em sua propria genialidade. Um homem se encolhendo cada vez mais para a bebida, mas numa derrota que em nenhum momento nos causa pena, pois ele antes de tudo buscava unicamente sua própria beatitude (e devemos ter pena sim, daqueles que nem tentam a encontrar).

Talvez ele a tenha encontrado. Possivelmente não. Mas o caminho para Kerouac sempre foi o mais importante.
Maura 12/04/2019minha estante
Não acho que a culpa da morte do Jack tenha que ser jogada toda nas nossas costas, eu sei que ele se sentia pressionado, mas o fato dele intensificar o consumo da bebida e não ter quem o ajudase a se libertar desse vicio, foi uma das principais causas desse declínio, eu me pergunto o que Jack queria dizer ao mundo, ele tinha consciência que era bêbado, talvez o que ele quisesse era apenas sentar no bar e beber em paz enquanto seus manuscritos estão lá no seu quarto.




Leonardo 08/01/2013

Kerouac narra uma viagem, entre São Francisco e a costa, alimentada a álcool, drogas e divagações mais ou menos dispersas (por vezes lunáticas) sobre literatura, sobre a vida, sobre as vivências caóticas das personagens. Mas a escrita (tendo em conta o alcoolismo do escritor na época, e mesmo o seu desencanto com o movimento beat) é extremamente fluida, ágil, quer na descrição dos espaços percorridos, ou das personagens, quer na verbalização dos pensamentos do narrador e das suas alucinações ou prenúncios de loucura. Nesse sentido, a narrativa assume um carácter premonitório para o narrador, que não deixa de ir assinalando os vários momentos que interpreta como indícios da demência que acredita começar a germinar dentro de si.
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Sammy 30/08/2014

Achei incrível,meio perturbador também. Doente. Enquanto On the road é esperançoso e poético e Os Vagabundos Iluminados uma espécie de cura (me curou da insônia de Clube da Luta),Big Sur parece que carrega uma carga de desespero e cansaço.É bem sincero,talvez seja a expressão máxima da alma do velho Jack,mostra bem como ele se sente quando não tem mais a liberdade e juventude do "Sal Paradise".

site: https://discursosemmetodo.wordpress.com/
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arthur 30/06/2020

"porque se eu não escrever o que eu vejo acontecer nesse globo infeliz arredondado pelos contornos da minha caveira eu acho que posso ter sido mandado à terra pelo pobre deus a troco de nada."
depois de on the road esse foi o kerouac que eu mais gostei. tem o mesmo espirito jack-triste de tristessa, mas narrado no estilo jack-feliz de vagabundos iluminados. muito triste ler os últimos paragrafos esperançosos sabendo que depois disso a vida dele só piorou, mas mesmo assim amei.
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Keroway 31/01/2013

O retrato do artista quando desolado
O romance Big Sur mostra um Jack Duluoz (alter-ego de Kerouac) mais maduro do que no seu irmão de maior sucesso, On The Road; um Kerouac um tanto desiludido e cansado da vida, desolado e cheio de tudo que existe e que parece não ter sentido algum. Depois do lançamento do bem-sucedido On The Road, o rei dos Beats não teve mais paz e para onde fosse era abordado por grupos de beatniks e hippies que buscavam se enturmar com o escritor e, em sua companhia, viver o sonho americano. No entanto, o definhado e maduro Kerouac está cansado da imagem que lhe atribuíram e procura por paz, descobrindo finalmente a cabana de seu amigo Mosanto (Lawrence Ferlinghetti), um lugar isolado e recluso na costa do Pacífico, em um lugar chamado Big Sur, ideal para seu isolamento, suas leituras e seus novos poemas ao som das ondas quebrando nas paredes rochosas. Neste honesto e confessional romance, Jack Kerouac mostra como foi este momento em que se entregou à solidão, ao alcoolismo e como encontrou dificuldade em voltar para a vida social, sem entender o que as pessoas querem da vida, sem entender qual o sentido para a vida, sem entender nada mais que acontece em seu redor.
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isabelle 02/04/2021

é hora de refletir e observar e de se manter concentrado no fato de que afinal toda a superfície do mundo que nós conhecemos vai acabar soterrada pela poeira de um bilhão de anos... sim, mais solidão então
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Marte 29/10/2020

Big Sur
Aqui eu consegui enxergar o lado oposto do Kerouac de "On the road". Quando se passaram aqueles anos juvenis de estrada e descobrimos um lado mais sombrio e triste de sua vida.
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Fábio 22/07/2013

A parte mais escura da estrada
Prepare-se para um mergulho obscuro e doentio, oh aquele acostumado com Kerouac on the road.
Big Sur é o produto da decadência mental de Kerouac, iniciada com o enorme sucesso de On the road e regada pela bebida. Mesmo que muitos dizem que este livro é um retrato do fim de um ideal, do próprio avatar da geração beat avaliando os efeitos de sua obra, acredito que mesmo com a crueza e a ressaca de Big Sur, o Kerouac aventureiro e alegre continua presente em nosso imaginário. E por isso mesmo pode ser difícil ler Big Sur, um livro confidencial louco embalado pelos efeitos do alcoolismo avançado do autor.
Gostei do romance, mesmo que sob efeito do "baque" de um Kerouac mais obscuro. Há uma tristeza no modo como os personagens se encontram, no Dean Moriarty pós-Road, em Billie, a loira bonita e perdida.
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Natacha 11/08/2016

Meu primeiro contato com o Kerouac foi com o On the road e como não terminei ainda de ler, resolvi começar logo Big Sur. Olha, é um livro beeeeeeem cansativo no começo e no meio, no final você fica meio envolvido com o Jack, as reflexões dele, as paranóias, e teve momentos em que li alguns pensamentos dele e senti que tinham algo em comum comigo. By the way, aquela imagem do Jack fodão que viaja de carro e vive uma vida maravilinda,acaba, ele mostra um lado diferente dele, quem não leu, lê aí e descubram,mas tenham paciência.
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Diogo Madeira 16/10/2016

Honesto e bêbado.
Quem está acostumado com a escrita do Kerouac enquanto bêbado consegue acompanhar da linha pra linha, ou seja, esse livro é um pré requisito. Pode ser lido somente por quem tem conhecimento do escritor beat por questões de contexto. O que falar do livro lido? Terminei a leitura em pouco tempo, pois são 192 páginas. A prosa livre dele nisso é nítida. Sem vírgulas, o que isso, no entanto, não comprometeu minha interpretação. Seria injusto se afirmar que é inferior ao On the Road, já que são épocas diferentes. Eu particularmente gostei muito desse e não sei vocês. No livro o personagem do Kerouac fez questão de reclamar da fama que desmoronou a vida dele em todos os aspectos e salientou que o negócio de escritor nem sempre é dos melhores. Por isso que o alcoolismo lhe tomou de vez. As poesias brevíssimas que ele escreveu bêbado foram suficientes para mexer comigo. A relação entre ele e Big Sur é bastante interessante e mostra o quão a conexão com a natureza é importante. Botei quatro estrelas pelo excesso de desabafos desnecessários (alguns!).
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mari 07/09/2020

Jack Kerouac, primeira obra lida do autor, já desejosa por outras.
Autor/personagem que me cativou desde o primeiro capítulo, que inspirou outros artistas e os atraiu para si , queriam e gostavam de sua presença,amigos esses, que nos momentos de desesperança, solidão,já não preenchiam o vazio que encontrava aquela pobre alma atormentada, achavam que algumas mulheres, bebidas trariam alegria e traria de volta o velho Jack.Fico me pergunto o porquê de tanta desorientação; Um corpo doente, que via, tudo a sua volta morrer: o gato,a lontra,o rato,os peixinhos, e...a dele era iminente.
Big Sur fora o refúgio,o esconderijo,podia se despir,todos os elementos ali estavam em harmonia com sua caótica vida,podia ouvir o que o mar dizia e escreveu isso, que língua aquela?? O autor fez a gente amar aquele lugar, o córrego,aquela cabana.
No final ,parece questionar as amizades ,as intenções delas, queriam e desejar as coisas simples que o faziam feliz.
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Zeka.Sixx 07/12/2020

Um duro choque de realidade: o homem por trás do mito
Lançado em 1962, este livro tem como inspiração um breve período em que Kerouac esteve hospedado, dois anos antes, na cabana de seu amigo Lawrence Ferlinghetti, na belíssima região do Big Sur, na Califórnia (lugar onde, durante muitos anos, Henry Miller também morou).

O romance começa em um ritmo um pouco monótono, a princípio dando a entender que será apenas uma descrição da estadia de Kerouac (aqui representado pelo alter-ego "Jack Duluoz") no meio do mato: passeios pela floresta, longas caminhadas, jantares solitários à luz de um lampião, tentativas de escrever um poema inspirado no som das ondas...

De repente, a história ganha outro ritmo, quando o narrador resolve dar um pulo em São Francisco para rever os velhos amigos, e tudo começa a sair espetacularmente fora dos trilhos. A partir daí, e até o final do romance, Kerouac se desnuda para o leitor de maneira impressionante. Somos apresentados ao "homem por trás do mito": àquela altura, três anos após o lançamento de "On the Road", ele já ostentava um status de celebridade literária, e era visto como um verdadeiro super-herói beat. E, claramente, já sentia a pressão de ter de fazer jus à lenda: estar 24 horas em farras homéricas, noitadas homéricas, bebedeiras homéricas.

O que o leitor encontra em "Big Sur", contudo, é um homem seriamente atormentado, derrotado pelo alcoolismo, sofrendo severas crises de abstinência, com delírios paranoicos, dividido entre a repulsa pela "persona" que criou e a imensa dificuldade em abandonar tal estilo de vida. É um livro pesadíssimo, depressivo, mas um brilhante retrato de um homem à beira do precipício. Escrito em um estilo de certa maneira mais contido para os padrões de Kerouac, arrisco dizer que ombreia com seus trabalhos mais célebres, como o já citado "On the Road" ou "Os Subterrâneos".
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André 19/07/2014

Minha análise no Café Macaca
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Marcus 22/03/2015

A angústia de Jack Kerouac
Jack Kerouac esperou sete anos para que sua maior obra, On the road, fosse publicada, o que foi feito em 1957. Apenas três anos depois, o “rei dos beatniks” não era um autor realizado com o sucesso de seu livro, mas um homem de menos de 40 anos com a saúde destruída pelo alcoolismo e espírito atormentado. Foi nessa condição que aceitou o convite do amigo e poeta beat Lawrence Ferlinghetti para um período de descanso e retiro em sua cabana em Big Sur, área de beleza selvagem na costa da Califórnia, ao sul de São Francisco.
Da experiência resultou o livro considerado mais intimista de Kerouac, Big Sur. Escrito com o estilo que o autor chamava de prosa espontânea, que lembra a técnica do fluxo de consciência, narrativa e reflexões fluem sem muita elaboração, em meio a onomatopéias e pontuação caótica.
Big Sur é também um relato amargo e triste. Jack Duluoz (alter ego de Kerouac) passa pela cabana de Ferlinghetti (Lorenzo Monsanto no livro) em três ocasiões. A primeira, quando fica sozinho, resulta no terço da obra em que a força da natureza e a paisagem impressionante da região são marcantes.
De volta a São Francisco, Duluoz/Kerouac recebe uma notícia que o deixa arrasado. O trecho em que fala sobre a dor de sua perda é lancinante. Reencontra seu grande parceiro de estrada, Neal Cassady, que havia sido Dean Moriarty em On the road e é apresentado como Cody Pomeray em Big Sur. Ressurgem também outros amigos e amores: Carolyn Cassady (Evelyn), Gary Snyder (Jarry Wagner), Philip Whalen (Ben Fagan), Michael McClure (Pat McLear), Lenore Kandel (Romana Swartz) e Robert La Vigne (Robert Browning).
Vários momentos “On the road” se sucedem, e a paixão pela liberdade de um carro na estrada é celebrada com manobras arrojadas e muita velocidade. E o atormentado autor bebe muito, bebidas de baixa qualidade em grandes quantidades. E antigas paixões são reacesas, e há sexo, e um porre contínuo. A decadência física de Duluoz/Kerouac é angustiante, com crises de delirium tremens e paranóia.
Por que ler um livro assim? Porque Kerouac é visceral, sua prosa é ágil, Big Sur é um lugar fascinante e Ferlinghetti foi um dos fundadores da livraria e editora City Lights Books, em São Francisco, responsável pelo impulso editorial da Geração Beat. O autor está se consumindo, mas escreve um livro irresistível e vertiginoso.
Big Sur foi lançado em 1962, e tem edição no Brasil pela L&PM, com tradução de Guilherme da Silva Braga e prefácio de Aram Saroyan. O livro é oferecido na edição impressa, com 192 páginas (R$ 17,90), e ebook (R$ 12,00).
O livro ganhou uma versão para o cinema em 2013. Foi recebido com alguma indiferença nos EUA, e não foi lançado no Brasil nem em DVD.

site: blogbeatnik.blogspot.com
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HEVELYS 14/03/2017

Um poeta de extremos
O livro mostra uma grande reviravolta na vida do poeta Kerouac incrível ver um outro ponto de percepção na cabana, rodeado dos amigos!
Embora eu prefira o livro "On The Road" esse também foi bom, recomendo aqui a leitura, acho que Kerouac foi um poeta com a alma vagando os extremos! abraço a todos! HAUX
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