Bambi

Bambi Felix Salten




Resenhas - Bambi


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Ana Luiza 03/08/2020

Realista e mágico
Bambi, a famosa história que se transformou em um maravilhoso filme da Disney. As partes que não se encontram no clássico da Disney são alguns momentos sobre a realidade na floresta, a cadeia alimentar e os sentimentos variados dos animais com os humanos.
O lidar com o desconhecido e a forma de encarar as perdas e a morte são de grande ensinamento.
A leitura corre suave e é capaz de te levar para floresta e sentir o cheiro da natureza.
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T 09/08/2020

Gostaria de ter lido sem ver o filme
Li com a expectativa de quem conhece o filme e espera algo "Disney"... O livro está muito longe deste universo ! Acho que não poderia ter melhor surpresa :) acompanhamos a evolução de Bambi, seu amadurecimento e compreensão do mundo. Em um contexto onde o medo do perigo se aprende desde cedo percebemos que só o olhar distanciamento pode promover maior reflexão e entendimento do todo.
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Ohaninha 12/02/2021

Impressionante
Quando comecei a ler bambi eu esperava algo mais idealista, mágico, algo que me fizesse lembrar da infância por causa do filme da Disney. O livro me surpreendeu de todas as formas, ele faz uma metáfora de relações em uma sociedade, o medo do desconhecido, o poder do homem acima dos animais, importância da preservação da floresta e mostra claramente a dor que as caçadas da época faziam em uma floresta.

A leitura é fluida, escrita impecável e a edição da Editoria Wish é lindíssima.

O final me trouxe inúmeras reflexões e acabou de se tornar meu livro favorito.
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Andreia Santana 15/06/2016

Uma fábula sobre a solidão da existência
Um cervo nasce no meio da floresta e dá os primeiros passos vacilantes. Metáfora para a própria vida, com sua cota de delícias e dificuldades,Bambi, fábula escrita em 1923 pelo austríaco Felix Salten (pseudônimo de Siegmund Salzmann), é mais conhecida pela adaptação de Walt Disney, de 1942. O livro, que chegou a ser banido da Alemanha durante o III Reich sob acusação de fazer uma analogia com a situação dos judeus perseguidos pelo nazismo, é uma bela alegoria para a conquista da independência e da sabedoria, um libelo a maturidade e a experiência adquiridas nos embates do cotidiano. Um delicado conto sobre a solidão da existência.

A edição brasileira feita pela extinta e saudosa Cosac Naify, em capa dura, traz ilustrações de Nino Cais, que com desenhos cheios de sombras e silhuetas, cria a atmosfera ideal para o texto de Salten, ao mesmo tempo belo, delicado e triste. Se você tem na memória afetiva as cores alegres do desenho da Disney, prepare-se para enxergar a vida de Bambi por uma paleta mais sóbria e menos vibrante, mas nem por isso de menor impacto. Em certa medida, a história do pequeno cervo é a prima europeia do exuberante e intenso Livro da Selva (Mogli - O menino lobo) de Rudyard Kipling.

Nesse caso, a relação de parentesco quase próximo é com a história agressiva e até certo ponto cruel do livro original de Kipling, que se passa numa voluptuosa floresta tropical (no "jângal" indiano) e não com o fofo desenho também adaptado pelos estúdios Disney nos anos 60 (o desenho de Mogli é de 1967 e foi o último em que Walt Disney se envolveu pessoalmente no projeto. Ele morreu em dezembro de 1966, meses antes do lançamento da animação). Enquanto o Bambi e o Mogli dos desenhos animados se assemelham pelo açúcar que a Disney coloca nas histórias ao adaptá-las; os dois livros tem um parentesco por oposição. Se igualam ao usar a vida selvagem como metáfora para os aprendizados humanos, com as jornadas de crescimento dos protagonistas; mas enquanto na história de Kipling existe uma fúria intensa como o rosnado de Shere Kan, na de Salten há uma profunda melancolia.

A história começa com o nascimento de Bambi e segue a existência dele até a maturidade, mostrando sua relação com a mãe e os demais cervos do seu grupo, bem como com os animais do bosque e com aquela criatura misteriosa e aparentemente invencível, detentor do poder de vida e morte sobre todos os demais: o caçador. As estações do ano e suas influências no ciclo de vida, morte e renascimento da vegetação e dos bichos da floresta criam o cenário onde o leitor acompanha a jornada de Bambi rumo a sabedoria.

Felix Salten usa o instinto de sobrevivência das espécies selvagens e a própria atmosfera livre e pulsante da floresta como espelhos que refletem a trajetória humana. Os passos de Bambi, desde a curiosidade cheia de fascínio da infância até uma certa resignação na maturidade ensinam muito sobre autodescoberta e busca por equilíbrio.

De certa forma, somos todos como Bambi ao nascer, inocentes, curiosos, desengonçados e confiantes. Com o passar dos anos e das experiências acumuladas, alguns de nós aprende a ser mais precavidos e desconfiados; e ainda que generosos e afetuosos, nos tornamos bem menos ingênuos. As passagens dramáticas do livro, principalmente aquelas envolvendo o caçador e a apreensão dos outros animais por sentir sua presença na mata, metaforizam a sensação de impotência do ser humano diante da existência de um destino que desconhecemos, tentamos adivinhar com frequência e quase nunca corresponde aos nossos anseios.

Cheio de lições profundas marcadas pelos diálogos curtos, porém reveladores e precisos, do jovem e descuidado Bambi com o velho e calejado Príncipe da Floresta (o cervo mais nobre e antigo de todos), o livrinho de Salten ensina a ouvir a intuição e a reconectar o animal humano com seu lado instintivo. Como bônus, aprendemos ainda como fazer as pazes com a solidão inerente à nossa condição de seres pensantes, abraçando-a não como um fardo, mas como aquela velha amiga (uns chamam de sexto sentido) cheia de bons conselhos...

site: https://mardehistorias.wordpress.com/
Renata CCS 24/06/2016minha estante
Adorei a resenha!


Andreia Santana 26/06/2016minha estante
Obrigada :)


Dudi 29/07/2016minha estante
O título da sua resenha diz tudo! Amei!


Andreia Santana 31/07/2016minha estante
Obrigada :)




Bianca 25/01/2021

Muito bommmm
Clássico muito diferente da adaptação Disney. No final é um livro bem triste que fala sobre os perigos que o ser humano trás pra natureza, o quanto eles sentem medo quando entramos no habitat dele. É triste de muitas formas...
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Blog MDL 02/07/2016

Iniciando a história do cervo mais famoso das animações, acompanhamos o nascimento de Bambi no coração de uma floresta. Ao contrário do que o filme nos traz, seu nascimento foi um acontecimento isolado, observado apenas por uma gralha-azul bastante inconveniente.A partir de então vamos seguir a vida e rotina de Bambi. Sua infância com a mãe, seus primos, Gobo e Falina e diversos outros animais da floresta, o afastamento da mãe por conta do inicio da maturidade do pequeno cervo, até aquele fatídico inverno, o primeiro amor, a maturidade e seu relacionamento com o misterioso príncipe dos cervos.

A característica mais evidente desse livro é o antropomorfismo de seus personagens. Sendo um recurso deveras utilizado, principalmente em fábulas e contos de fadas, trata-se de atribuir traços, emoções e intenções humanas para seres e entidades não humanos, sejam animais, objetos, ou mesmo divindades. Essa forma de escrita existe desde os primórdios da antiguidade, seja em um contextos religiosos, atribuindo sensações e emoções humanas à deuses, seja por meio de fábulas para dar lições de moral.

A questão é que aqui, o antropomorfismo está tão bem desenvolvido e intrincado, que por diversas vezes me esqueci completamente que esse era um livro sobre um reino animal! No livro, temos uma sociedade que funciona um tanto sutilmente como uma monarquia: Todos cuidando cada um de seus afazeres, seja colhendo comida para um longo inverno, seja sobrevivendo à cada dia, enquanto temos uma raça que é reconhecida por seu porta ágil, elegante e régio. E se, na savana, é o leão que é considerado o rei dos animais, aqui os cervos são admirados por todas as características antes faladas, e ser considerado amigo de um deles era sempre uma honra. Algo que reforça esse meu argumento é o fato de que, entra os cervos, todos detém um nome próprio (Bambi, Falina, Gobo, etc...), com exceção de um ou outro que o nome não é mencionado, mas entre os outros animais, eles sempre são "o coelho", "a borboleta", "a Coruja", e assim sucessivamente.

Outro exemplo de como as características humanas são muito bem exploradas, uma de minhas cenas favoritas na história é quando Bambi, já crescido e com sua coroa de chifres em desenvolvimento se vê cara a cara com um de seus parente distantes, o alce. Ambos, em suas mentes admiram um ao outro, por sua força, porte, entre outras características, porém, eles não se dirigem um única palavra, o primeiro por considerar o parente convencido e arrogante, o segundo por achar o outro tão belo e inteligente, que faria papel de bobo falando sobre o que quer que fosse. Quem nunca?

Mas o que norteia toda a história não é os relacionamentos das raças e a fusão criativamente brilhante da vida selvagem com a sociedade humana. O grande cerne do livro trata-se da relação do Homem com a natureza. Sendo uma floresta cheia de vida selvagem, provavelmente situada nos Estados Unidos, nada mais natural que o local seja periodicamente alvo de caçadores, isso cria uma discussão entre os animais sobre o Homem: suas motivações, poderes, frieza e o temor que todos os animais tem dele. Dois dos personagens mais importantes para o aprofundamento dessa discussão são Gobo e o príncipe.

Gobo desapareceu no mesmo dia do ocorrido à mãe do Bambi, tendo sido considerado por muito morto. porém, tempos depois, ele retorna à floresta e conta que foi tratado pelo Homem. Tudo seria ótimo, só que agora Gobo é um animal doméstico em meio a animais selvagens, aderindo a hábitos totalmente estranhos e nocivos à sobrevivência. Uma clara demonstração do que ocorre quando nós libertamos um animal já domesticado na natureza.

O príncipe é o mais antigo e sábio alce da floresta, uma figura quase mística, que pouquíssimos vêem, tanto que já o consideram falecido. Obviamente, ele tem um interesse bastante particular por Bambi, e sua presença na vida do cervo terá uma importância gigantesca para esse debate.

Mais que uma meiga e fofa história sobre um ser na natureza, Bambi é um apelo para que tenhamos consciência que nossas ações podem machucar e prejudicar todo um ecossistema. Portanto, pensem muito bem sobre alimentar animis selvagem, ou usar os mesmos para posar em fotos com tochas de eventos patéticos.

site: http://www.mundodoslivros.com/2016/06/resenha-bambi-por-felix-salten.html
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Ana 24/07/2020

É uma história bem triste, me pareceu linda de uma forma melancólica. Enquanto a adaptação da Disney geralmente emociona os expectadores pelo apelo visual de animais fofinhos em situações de sofrimento, o livro toca mais embaixo; lá nas dores da alma. Como foi dito no prefácio do tradutor, a trajetória do Bambi é a nossa trajetória como seres humanos.
Amei a experiência de conhecer essa história na íntegra, aprender que o livro foi considerado a primeira obra ambientalista e também conhecer mais sobre o autor. Grata a Wish por essa públicação ?
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Catarina 21/01/2017

Lindo e interessante
Em poucas palavras defino como lindo e interessante.

Conta a história, desde o nascimento, do mais famoso cervo, Bambi. Seus aprendizados de palavras, animais diferentes que se tornam seus amigos, de sobrevivência na floresta, etc. Mas o mais importante, o foco da história que o autor quis mostrar, é o ponto de vista do animal em relação ao homem. Como ele, autor, acredita que os animais nos veem.

Uma curiosidade triste é que esse livro foi proibido por Hitler. Esse maluco achava que o autor, nas entrelinhas, estava contando as barbáries que aconteciam com os judeus. O autor era judeu. Nasceu na Hungria, mas desde pequeno viveu na Áustria. Quando Hitler "deu as caras" foi viver na Suíça até seu falecimento.
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Jack 12/02/2021

Maravilhoso
Uma história bem diferente da animação, é cheia de mensagens sobre: luto, respeito, enfrentar os medos, sobre a cegueira da arrogância e sobre o que os humanos fazem com os animais.
É uma história triste, mas que trás esperança.
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Leo^^ 28/06/2020

Uma fábula cativante e realista, sobre os detalhes que rodeiam a vida na floresta, e como se segue o ciclo natural da vida, onde tudo e todos estão entrelaçados, e subordinados a alguém maior...
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Renata 07/02/2021

Um pouco decepcionante, principalmente o final!
Foi muito difícil engrenar essa leitura! Mas primeira 100 páginas foram um sofrimento, não consegui me conectar de maneira nenhuma. Passada essas 100 paginas, virou outro livro, muita ação, apesar de na minha opinião ser repetitivo, mas o final...

Achei bem triste na verdade, tbm é bem diferente da animação.

Resumindo, fico com a animação.
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Ruan.Oliveira 28/02/2021

Ainda processando a grandeza desse livro
Li Bambi num momento em que eu tava realmente precisando de uma leitura que me envolvesse e impactasse, o que veio a calhar perfeitamente com minha escolha. É um livro tão... NOSSA, sério, eu ainda tô tentando processar as palavras e o que eu senti durante a leitura, a gente se envolve de um jeito tão natural, a realidade da brutalidade é transmitida de um jeito tão específicos, por vezes faz a gente parar e refletir sobre vários assuntos e a pensar o quanto o ser humano é cruel e cria sua própria superioridade ilusória.

Definitivamente se tornou um dos meus livros preferidos.
Ohaninha 28/02/2021minha estante
Bambi se tornou um dos meus favoritos também ??




J.C. Marangoni 13/12/2020

Bambi: a história de uma vida na floresta, de Felix Salten (1923). Pela primeira vez, chega ao Brasil a tradução do original dessa história que não se assemelha em nada com a animação da #Disney . Pra começar é um corço e não um veado.
...
Bambi, a história que atravessou gerações, é na verdade uma grande metáfora das nossas próprias vidas, tratando temas como amadurecimento, perdas, amizade e primeiro amor.
Tudo começa com o nascimento de Bambi na floresta e a primeira infância, cheia de descobertas e aventuras ao lado de seus amigos e primos - o frágil Gobo e a bela Faline. Mas o inverno chega e Bambi descobre que a floresta está em perigo; a primeira nevasca torna a comida difícil de encontrar, e o pai de Bambi, um belo corço, desaparece na mata, deixando Bambi e sua mãe sozinhos. E então há o homem, que vem para a floresta com suas armas de fogo.
Em uma narrativa emocionante, adulta e encantadora, Bambi precisará enfrentar uma jornada cheia de dificuldades para se tornar o Príncipe da Floresta.
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Ana Carol 29/10/2020

Dois motivos pra ler esse livro
Os livros da Wish são, via de regra, sempre lindos, feitos com esmero e passam por todo o cuidado com ótimos profissionais da cadeia do livro. Nenhuma novidade até aí. Aliás, parabéns a todo mundo envolvido!
Mesmo assim, essa edição de Bambi em especial vale muito a pena ser lida, por quem quer que seja, com qualquer idade.
Poderia dar vários motivos, mas vou enumerar apenas dois: primeiro porque é um clássico atemporal que merece que sua versão original seja lida. Não tem aquele negócio que o livro é sempre melhor que o filme? Pois é.
O segundo motivo eu não vou contar. "Ué, Carol, mas por que você não vai contar? Que resenha doida é essa?", você deve estar se perguntando. O segundo motivo eu não conto porque não são palavras minhas: você tem que ler o Prefácio do Tradutor, Petê Rissatti, pois ele escreve tão bem que não tem nem como eu fazer igual.
A minha única dica é: leia o Prefácio antes e depois de ler o livro todo. De nada e boa leitura!
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vanessamf 02/09/2020

Realidade crua contada com singeleza
Bambi é uma viagem espiritual, tendo como cenário a floresta e seus ciclos de vida e morte. O homem é o grande antagonista e é muito interessante acompanhar as reflexões dos animais a seu respeito. Acaba sendo uma metáfora sobre opressão, religião e superstição.
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