Misery

Misery Stephen King




Resenhas - Angústia


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João 16/05/2014

Paul Sheldon é um famoso escritor que ao sofrer um acidente de carro é socorrido por Annie Wilkes.
Depois de vários dias desacordado,Paul enfim desperta para encarar sua salvadora.Annie, além de uma ótima enfermeira é também a fã número um dos livros de Paul Sheldon.
Quando Annie descobre que "Misery",a moça da famosa série de livros escritos por Paul morre no último livro as coisas se complicam.Paul começa a notar que sua fã número um tem sérios distúrbios psicóticos e está disposta a tudo para que ele "ressuscite " Misery.As limitações de Paul são muitas pois está com as pernas quebradas e isolado na cada de Annie no Colorado.Chuva e neve tornam tudo ainda pior,e fugir é impossível.Em pouco tempo,Paul Sheldon vai descobrir que Annie é perigosamente louca.

Falar de livros do Stephen King pra mim é sempre um prazer imenso,pois é o meu escritor favorito.
É incrível a capacidade que o King tem de nos prender à uma leitura.Em Misery já iniciamos o livro com Paul acordando no quarto de hóspedes de Annie.Diferente de outros livros do autor em que as coisas demoram a acontecer,aqui de imediato já nos vemos de frente com o "depois" do acidente de Paul onde as coisas já começam a ficar pretas.O livro se passa praticamente na casa de Annie,mais precisamente no quarto de hóspedes.E isso por si só já é algo complicado pois como manter o interesse de um leitor sem uma mudança de cenário,em grande partes só com os pensamentos do protagonista?É ai que entra a magia do grande mestre.Ele consegue nos levar à uma angústia e um desespero tão grande sem que em nenhuma parte do livro o leitor perca o interesse.E tudo isso só com dois personagens interagindo.
Misery é diferente da maioria dos livros do King pois aqui nada de sobrenatural.Tudo é de uma realidade tão crua que chega a assustar..É um suspense psicológico onde o autor mais uma vez nos choca com as coisas que Annie faz com Paul.Em certo ponto do livro eu me perguntava será que vale a pena Paul sobreviver depois disso?Houve partes em que Paul e eu só queríamos que a morte viesse e desse um fim aquele suplício.
Uma leitura excelente, não dá pra parar de ler.Por muitas vezes eu passava do desespero ao alívio sem nem perceber que eu era apenas o leitor do livro e não Paul Sheldon tanto que atmosfera do livro ficou impregnada em mim.Misery é um livro que há muito eu desejava ler mas infelizmente havia deixado de ser publicado no Brasil há anos.Era um livro raro de se encontrar até que a Suma de Letras resolveu republica-lo para a minha grande alegria e de outros fãs do Stephen King.A Suma e Letras está de parabéns tanto pela capa como o miolo e a tradução do livro.Leitura de primeira!!!
Luiz Claudio 23/08/2018minha estante
Algumas partes causam desespero. Como na parte em que Annie, de repente, diz que vai ter que cortar a perna de Paul. Ainda consigo me lembrar da minha expressão, quando ela levantou da cama, e disse aquelas palavras. Me senti na pele do escritor, caindo na realidade do que estava prestes a acontecer.




Queria Estar Lendo 17/07/2016

Resenha: Misery
FAZ CINQUENTA E SETE MINUTOS QUE ESTOU TENTANDO REDIGIR ESSA RESENHA e nada. Porque esse livro. Cara, esse livro! Eu já conhecia a história de Misery, assisto o filme há muitos anos, mas a MLI deste ano me convenceu a parar a enrolação e ler, enfim. E eu li. Não, eu devorei. E a história acabou e eu fiquei olhando para as páginas pensando Stephen King, me ensine a ser você.

Paul Sheldon é um escritor renomado e acaba de terminar seu novo romance; conhecido pela série de Misery, seu sucesso de vendas, Paul decidiu que era hora de mudar. O resultado? No recente e último lançamento de Misery, ele deu um fim à personagem querida, libertando-se para novas histórias. Voltando para casa com o livro novo finalizado durante uma nevasca, Paul sofre um acidente de carro e acorda na casa da sua fã número um. Annie Wilkies promete que cuidará dele até que as estradas sejam liberadas, assim como promete que vai ajudá-lo a escrever a sua obra-prima. Com o tempo, no entanto, o que parecia uma ajuda se torna um cativeiro, e a mulher que se dizia fã se mostra uma carcereira obsessiva.

"Ele era Paul Sheldon, que escrevia dois tipos de romance: romances bons e romances campeões de venda."

Eu e meus resumos ruins sobre livros que amei demais. Fazer o que?

Misery é aterrorizante, incrivelmente real e de uma tensão desesperadora. É um terror psicológico, muito mais sobre o suspense a respeito das ações da Annie do que um terror de fato. O que mais amedronta nesse livro é ele parecer tão real, coisa que o King sempre faz muito bem em seus romances. Os personagens são vivos. Eles saltam das páginas, com seus defeitos e seus medos e seus problemas. Paul e Annie são os protagonistas e 90% do livro gira em torno das interações entre eles. Paul está completamente submisso à sua salvadora, uma vez que suas pernas estão em frangalhos pelo acidente. Num primeiro momento, Annie é só uma fã adorável, solitária e apaixonada, mas conforme a trama cresce, as sombras na mente dela se expandem até o conhecimento de Paul. De mulher estável para uma surtada psicótica, Annie é tão desequilibrada quanto genial. Tudo é bem orquestrado, tudo é milimetricamente desenvolvido. Paul não está só preso, ele está condenado.

"Ele se recostou, cobriu os olhos e tentou agarrar-se à raiva que sentia, pois a raiva o deixava valente. Um homem valente conseguia pensar. Um covarde, não."

Uma vez que Annie lê o último volume de Misery e descobre sobre a morte da mesma, as coisas perdem o controle. A obsessão dela transpassa as páginas, te deixa agoniada. Annie quer que Misery retorne, e Paul tem a missão de escrever um novo volume. Sua obra-prima. E, se depender da Annie, seu último livro.

"A voz insolente de pistoleiro da máquina de escrever sussurrou naquele sonho cada vez mais denso.
O que nós temos aqui, pessoal, é muita conversa e muitas páginas em branco. Sai dessa?"

A mulher é assombrosa. Maníaca obsessiva, psicótica ao extremo. Ela tem surtos e tem momentos de calmaria, e os surtos sempre vêm acompanhado de alguma ação horrenda. Annie tem um passado perturbado e um presente incerto. O livro consegue carregar muito bem esses momentos instáveis de tal modo que você acaba se assustando junto com o Paul; Annie perde o controle por coisas simples ou por coisas grandiosas. Uma sopa derramada ou uma reclamação. E pobre do Paul por estar encarcerado na casa da sua fã número um...

O machado citado na sinopse? Ah, que cena desesperadora!

A loucura da Annie afeta o Paul, assim como a solidão da casa em meio à floresta. Ele não pode fugir, não pode se mexer e não pode pedir ajuda. Paul sabe que, com o tempo, vão começar a procurá-lo, e ele interpela Annie através da escrita do livro para ganhar esse tempo. O problema é que Annie não é burra, e ela tem tudo orquestrado. O tique taque do relógio e as páginas do Retorno de Misery marcam a proximidade do fim; eu amei como o King trabalhou a ânsia do Paul para escapar. Ele poderia muito bem ter se deixado levar pela solidão enlouquecedora, mas ele quer viver. Em alguns momentos, Paul percebe como seria muito mais fácil seguir os planos de Annie, mas há outra voz dentro dele que anseia pela liberdade, pela fuga, pela vida.

"A ironia é que Annie o forçara a escrever o que sem dúvida era o seu melhor romance de Misery."

Outra coisa interessante no desenvolvimento da história foi como o novo romance de Misery trouxe cor à mente do Paul. Apesar de detestar a personagem, de tê-la matado no outro livro para se livrar da série, Paul ainda está conectado com ela. Ele percebe, com assombro, que toda aquela situação talvez o ajude a escrever o melhor livro de sua carreira. O modo como o King coloca todas as inseguranças, trejeitos e problemáticas que um escritor enfrenta na vida me fez identificar muito com o Paul. A ansiedade e o planejamento, os bloqueios e o processo criativo. Ok que o Paul está sob a mira de uma fã maníaca, sentenciado a sentar e escrever para salvar a própria vida, mas ainda assim é identificável. O cativeiro e o retorno da personagem se intercalam em meio à narrativa, e ambos seguem o mesmo preceito; "sai dessa". Como Paul usa essa artimanha para arrumar a morte criada ao fim do romance, ele também usa a artimanha para salvar a si mesmo. E o final! O FINAL! Que final magistral, que cena linda, que JKASNFUIASBGOABA.

"Porque escritores se lembram de tudo, Paul. Especialmente o que dói. Tire toda a roupa de um escritor, aponte para as cicatrizes e ele vai contar a história de todas, até as menores. As maiores rendem romances, não amnésia. É bom ter algum talento se você quer ser escritor, mas o único requerimento real é a habilidade de lembrar a história de cada cicatriz. Arte é a persistência da memória."

Ah, e eu aproveitei a onda de Misery para assistir ao filme logo que terminei o livro. Que adaptação! O King comumente não dá sorte quando se trata de livros adaptados, mas acho que Misery foi a mais fiel à obra original. Kathy Bates, no papel da Annie, foi visceral. Você via a personagem que tinha lido em seus olhares maníacos e seus sorrisos doentios. Annie é muito sobre delicadeza e repentina fúria, e a Kathy tirou isso de letra - não é a toa que a mulher ganhou o Oscar de "melhor atriz" por esse papel.

No mais, para interessados em um bom terror psicológico, um thriller que vai te arrepiar dos pés à cabeça, Misery é uma boa pedida. A narrativa, os poucos personagens incrivelmente bem construídos, a ânsia pela fuga de Paul e por sua vingança por todo o martírio que Annie o faz passar, tudo foi escrito com a maestria de um grande escritor. Stephen King, senhoras e senhores...
Jéssica - @cjessferreira 17/07/2016minha estante
Uhuuuul! Adorei o que escreveu. Estou muito mais curiosa e muito mais tentada a conhecer essa história. Ainda não vi o filme, mas quero ver pq Kathy Bates é incrível!


Natália Tomazeli 27/12/2016minha estante
Sua resenha está maravilhosa! Adorei, realmente vindo desse autor, não poderia ser um livro ruim, 5 estrelas muito bem dadas!




Flávio 02/03/2011

O escritor Paul Sheldon está radiante ao terminar seu novo livro, intitulado "Carros Velozes". A felicidade dele não é para menos: após diversos anos escrevendo apenas uma série de livros chamada "Misery" (nome da personagem principal) e que lhe deu toda a reputação que tem, a liberdade o pegou de jeito e pretende agora iniciar um novo momento longe desta série.

Mas tudo é posto a perder quando um terrível acidente de carro o faz ficar seriamente machucado. O problema, é que o acidente não é nada comparado ao que viria em seguida. Ao ser "salvo" por Annie Wilkes, uma pessoa que se auto-intitula "fã número um" de Paul, ele percebe o verdadeiro sentido da dor. Annie é uma pessoa doente, esquizofrênica e assassina. Vai fazer de tudo para manter Paul em cativeiro, fazendo-o passar pelas mais diversas barbaridades. Mas quando ela descobre que Paul "matou" a personagem Misery e que com isso a série chegou ao fim, a crueldade em essência se inicia.

Stephen King, mestre do terror contemporâneo, cria mais uma história soberba e de tirar o fôlego. Como o próprio nome já diz, é angústia pura! Contado sempre do ponto de vista de Paul, o leitor sente na pele todas as atrocidades por quais passa o personagem, sentindo sua dor, seu medo, o nojo de Annie e todos os sentimentos mais repulsivos existentes.

"Angústia" não é um livro fácil de se encontrar. E, quando encontrado, os altos valores cobrados assustam. Porém, é um livro tão magistralmente escrito e tão bom, que o valor não é nada comparado com a satisfação de tê-lo lido. A obra fica marcado em nossas mentes por tudo o que representa e sem dúvida deve agradar a todos.

Aproveitando a deixa, indico que assistam ao filme "Louca Obsessão", baseado nesta obra. Embora não seja tão fiel e tenham cortado as partes mais fortes, Kathy Bates dá um show como Annie Wilkes, tendo inclusive vencido o Oscar de melhor atriz na época.
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Anderson 22/08/2015

Sou seu fã número um, King!
Paul Sheldon é um famoso escritor, mais conhecido pela série Misery, seu romance de maior sucesso.
Annie Wilkes é a fã número um de Paul, não só de Paul, mas de Misery. Paul sofre um acidente, e adivinhem quem resgata ele? Ah, sua fã número um, é claro. Annie. Ah, Paul, uma pena você não ter morrido no acidente, sabe por quê? Annie tem dois problemas, 1. ela é louca, quando digo louca, é louca mesmo, perturbada; 2. ela detestou o final que você deu pra sua amada Misery.

Então, galera, li esse thriller do REI STEPHEN KING! King, sou seu fã número um(mas não do estilo Annie, ok?). Minha vontade era de entrar no livro e resgatar Paul da louca da Annie. Coitado, gente. O livro é muito tenso. Teve algumas partes que eu ria muito, Annie é má, mas às vezes é tão engraçada. O que achei desnecessário em alguns momentos, fazendo o livro ficar extenuante, foi o fato de King narrar fatos irrelevantes para a trama, mas tirando isso o livro é maravilhoso! Toma quatro estrelas!

Olhem só alguns diálogos de Paul e Annie:

"Não. Não mesmo, porra. Talvez eu morra, mas juro por Deus que não vou morrer até ter uma chance de mostrar à minha fã número um o quanto eu gostei de conhecê-la. E não é uma promessa, é um juramento sagrado."

"Paul, eu estou avisando. Se essa pessoa ouvir algum barulho, ou se eu ouvir algum barulho e pensar que ela ouviu, eu mato seja lá quem for, quantos forem, depois mato você, e aí me mato."

#Recomendo

Ada 22/08/2015minha estante
Você gostou?


Anderson 22/08/2015minha estante
Ada, sim, gostei muito! King sabe como deixar o leitor roendo as unhas, sabe como deixar o leitor ansioso para o final! Pode ler, você vai gostar. ?


Ada 26/08/2015minha estante
Ainda não li nenhum livro do King, mas pretendo começar logo! Qual você me indica? Misery mesmo?


Anderson 26/08/2015minha estante
Ada, também nunca tinha lido King, então comecei por Misey. Recomendo Misery, sim, é um terror psicológico dos bons.




Craotchky 01/12/2016

Annie Wilkes
Reza a lenda que Misery, publicado em 1987, foi escrito em apenas um mês; seria assim o livro mais rápido escrito pelo autor. Reza a lenda que Misery era para ser um livro de Richard Bachman. Supostamente a fã lunática que deseja a todo custo que seu autor favorito não abandone a linha dos livros que está escrevendo seja uma analogia de Steve e sua situação quando ele é/era colocado como um autor exclusivamente de terror, e que não poderia, ou não deveria escrever outros gêneros.

(Annie Wilkes)

Preciso dizer que fiquei toda a leitura sem conseguir mergulhar totalmente na história, sem conseguir sentir as angústias de Paul Sheldon; fiquei meio que à deriva. O livro é ótimo, tem uma ideia muito interessante e narração das mais diretas e cruas do autor. Porém acho que teria sido melhor, e aqui vai a opinião de um leigo, se a história tivesse sido desenvolvida em primeira pessoa do ponto de vista de Sheldon. Acho que ficaria mais latente para o leitor os tormentos pelos quais a vítima passa. Um livro parecido é O colecionador de John Fowles, tão citado por Steve neste, e que é narrado em primeira pessoa e funciona muito bem.

(Annie Wilkes)

Christine - o carro assassino, Barlow - o vampiro de Salem, Pennywise - o palhaço de It, Randall Flagg - o homem de preto. Grandes vilões de King. Para mim, Annie Wilkes deixa todos no chinelo quando o assunto é meter medo, aterrorizar. Eu já sabia da fama de Annie Wilkes mas ela superou todas as minhas expectativas. O mais aterrorizante é que ela pode ser real.

(Annie Wilkes. Annie Wilkes. Annie Wilkes. Annie Wilkes)

Annie Wilkes, aí está uma personagem que você não esquecerá nunca mais após terminar esta leitura. Talvez a personagem mais aterrorizante criada por King. Quase todos os adjetivos relacionados a insanidade podem ser atribuídos a ela. Louca, esquizofrênica, paranoica, psicótica, insana... Ela é extremamente perigosa, não há como prever como ela vai (re)agir, não há limites para o que ela pode fazer. Annie Wilkes é vazia, desprovida de remorso, pena, misericórdia; incapaz de ter quaisquer sentimentos.

"Ela não batia bem; dava pra ouvir os parafusos soltos chacoalhando quando ela mexia a cabeça."

Assim acabei mais um livro de Stephen King, o nono do ano, o quadragésimo quarto da vida, o último de 2016. Apesar disso eu não sou seu fã número um.
Felipe Lamerck 01/12/2016minha estante
Resenha muito boa, concordo com quase tudo dito sobre a Annie. Discordo apenas em relação ao personagem mais aterrorizante de King.


Craotchky 01/12/2016minha estante
Fellipe, em sua opinião qual é o vilão mais amedrontador de Steve?


Lidi 01/12/2016minha estante
Eu nem lembrava que o livro havia sido escrito em terceira pessoa, mas não achei que isso atrapalhou muito. Sobre a Annie concordo com tudo, cada página lida reforçava o quão louca ela era. Enfim, ótima resenha!


Craotchky 01/12/2016minha estante
Lidi, este é o principal ponto que eu desejava abordar na resenha. Não é que ter sido escrito em terceira pessoa tenha atrapalhado, mas acho que se fosse narrado em primeira pessoa do ponto de vista de Paul Sheldon iria ficar bem melhor, acho que ia intensificar as sensações do leitor e, ao mesmo tempo, possibilitar uma imersão mais completa.


Felipe Lamerck 02/12/2016minha estante
Acho que não consigo escolher, mas particularmente achei a vovó do conto "Vovó" ( do livro Tripulação de Esqueletos ) bem mais amedrontadora que Annie.


Samara 03/12/2016minha estante
Eu li O colecionador e é meu livro preferido, não existe outro acima dele, e eu não conseguiria escrever uma resenha digna de tal livro, o autor entra dentro da cabeça dos personagens, aquele personagem, ai, sou sei que é meu livro preferido


Agatha Christie 05/12/2016minha estante
O primeiro livro do King que eu li e fiquei maravilhado e aterrorizado ao mesmo tempo. Annie Wilkes é a minha vilã preferida!




Gabriel 01/12/2018

Publicada em www.365coresdouniverso.com.br
Stephen King: Ou você ama ou você odeia. A opinião dos leitores com relação as obras do mestre do terror são tão opostas quanto o branco e o preto. Uns consideram King como um gênio inacalcável, outros não gostam de suas histórias e de sua narrativa. Opiniões à parte, devemos dar os devidos créditos a essa máquina de fazer livros que atende pelo nome de Stephen King. Suas obras já venderam em torno de 400 milhões de cópias ao redor do mundo, além de serem massivamente adaptadas para o cinema e televisão e servirem como inspiração para escritores ao redor do mundo.  

Em Misery, somos apresentados a Paul Sheldon, um escritor famoso e autor de uma série de livros de romance cuja protagonista é a Misery. Após uma forte nevasca, Paul sofre um acidente na estrada e é encontrado por Anne Wilkes, uma excêntrica enfermeira que o leva para casa para cuidar de seus ferimentos. Anne se considera fã número 1 de Paul e das aventuras vividas por Misery. As coisas começam a mudar após Anne adquirir uma cópia da última aventura de Misery em que a personagem morre. Ela então mantém Paul em cativeiro e obriga o debilitado autor a reescrever o livro, criando assim um novo final para a personagem. Annie é totalmente louca e o subtítulo do livro "louca obsessão" ilustra bem a personagem. Durante as 320 páginas em que Misery é narrada, Anne é capaz de cometer as mais diversas atrocidades e abusos físicos e psicólogios contra Paul.


Não sou um grande expert acerca de King; li apenas algumas de suas obras, das quais cito a série Torre Negra (li 90% dela, faltam os dois últimos), IT e seu livro de contos, Escuridão Total Sem Estrelas. Todos eles são muito bons, inclusive A Coisa se tornou um dos meus livros favoritos na vida, contudo, acho que suas obras não são muito fáceis para ler. Fiquei supreso com a simplicidade com que Misery foi escrita e isso ajudou muito com o processo de imersão na história de Paul e Anne. Falando da escrita, existe muita identidade em sua narrativa, e mesmo que Misery não tenha sido escrita da maneira habitual que King utiliza, você sabe que o texto é dele.

Outro fato super interessante em Misery é que a narrativa do livro já é iniciada no ponto alto da história: Ao contrário dos outros livros do autor em que King utiliza a primeira parte do livro para construir sua narrativa, situar seus personagens e imergir o leitor no universo criado para a história, em Misery, Paul já começa a história preso na casa de Anne e conforme a história se desenvolve, King vai construindo o cenário através de devaneios do personagem, narrando eventos do passado desde a terrível tempestade de neve que culmina no sequestro de Paul. O misterioso passado de Anne também é explorado em um determinado ponto da narrativa e realmente gostei da divisão temporal do livro.Anne, é, como ela costuma dizer em diversos momentos, sua fã número 1, e eu juro: Toda vez que ela falava isso eu ficava arrepiado. A personagem é bem sombria e sofre de diversos transtornos mentais que são amplamente explorados na história: Em seus momentos de raiva extrema, Anne perde totalmente o senso de certo e errado e é capaz das piores atrocidades contra Paul (físicos e psicológicos), com pequenos intervalos de lucidez e calmaria. Nessa parte da narrativa é bem interessante observar a forma como os pensamentos de Paul a respeito de Anne são colocados na história e o que não faltam são exemplos do quão instável e agressiva Anne consegue ser. Mesmo totalmente debilitado e viciado em Novril (uma droga fictícia semelhante a Morfina), o escritor começa a planejar uma forma de escapar do cativeiro de Anne enquanto luta para reescrever a história de Misery de forma a enganar a louca e garantir mais alguns dias de vida. O vício da substância muito se assemelha a um episódio vivido pelo próprio King (descrito em sua biografia) em que após sofrer um acidente de carro e se ferir gravemente, acabou se tornando viciado da susbtância. King conta que durante episódios de abstinência era tomado por pensamentos homicidas e tais eventos são bem retratados no livro a partir do momento em que Paul acredita que a única chance de se ver livre das garras de Anne é a morte.

Apesar da boa dose de suspense e terror presentes em Misery (não poderíamos esperar algo diferente do autor, não é mesmo?), ao longo da leitura desenvolvi uma teoria própria sobre a história. A narrativa de Misery permeia todo o processo criativo de um autor durante a construção de um novo livro. Ao meu ver, Anne pode representar na mente de Paul um episódio de bloqueio criativo e sua luta para enfim conseguir transpassá-lo e ir adiante com a criação da história. Não sei se quem leu percebeu esse detalhe, mas Paul consegue escrever a história a uma velocidade extraordiánaria a partir do momento que vence o medo de ser morto por Anne. Como disse, é uma teoria minha, não existe nada confirmado, contudo, acho que é uma interpretação interessante e totalmente plausível.


- Acho que você pensa em escapar. Como um rato na ratoeira, não é? Mas você não vai escapar, Paul. Se essa fosse uma de suas histórias, talvez você conseguisse, mas não é. Eu não posso deixar você ir embora... mas posso ir com você.


Misery possui tudo que um amante do gênero procura e Anne é a vilã instável que nós leitores amamos odiar. Existem algumas cenas particulares no livros (que envolvem partes do corpo amputadas e muito sangue), que são capazes de provocarem arrepios até nos leitores mais fortes. O final não foi lá o dos melhores, mas mesmo assim não foi capaz de tirar o brilho da história que traz um King extremamente livre e insano, bem do jeitinho que a gente gosta.
Eduardo 01/12/2018minha estante
Mais uma resenha maravilhosa para a coleção :D


Gustavo Igor 06/12/2018minha estante
Excelente resenha!


Gabriel 07/12/2018minha estante
Muito obrigado, Edu e Gustavo! Fico muito feliz que tenham gostado! ??


Matheus.Souza 13/01/2019minha estante
essa teoria omg, faz todo sentido!




Susie 05/11/2015

Não é como se ele pudesse trapacear, é?
Julguem-me, mas foram provavelmente 48 horas. 2880 minutos. 172800 segundos. Não que eu tenha feito riscos no meu braço em quarteto, com uma linha no centro para fechar o ciclo a cada badalada do relógio ou preenchesse "n"s que faltavam na página. Entre essas horas, eu cheguei a contestar a presença de quatro "Capitulos 6", mas ainda sim estava incapacitada de parar. Misery, "Louca obsessão" se apoderou de mim como a necessidade de Paul pelo Novril, e, assim como ele, eu não consegui me afastar do vício nem mesmo quando tudo chegou ao fim.
De início, vale ressaltar que não se pode esperar pouco do livro, até porquê foi escrito pelo mestre Mr King, assim como também não se pode medir o teor de envolvimento dos leitores a partir do momento onde Paul se dá conta de sua situação:
Acidentado.
Dolorido.
Incrédulo.
E ainda por cima um escritor. Que deveria se lembrar dos motivos pelos quais o trio acima o afetavam simultaneamente. Afinal "Escritores lembram de cada detalhe", bem, neste caso não.
Paul olha ao redor, após acordar ainda grogue e se depara com um ambiente mais doente que ele próprio, cercado pelos cuidados de uma mulher que se diz sua fã número um, apesar de ele já ter ouvido falar de outras mulheres auto-intituladas da mesma forma. Seus músculos doem, principalmente na região abaixo do abdômen compreendendo a virilha, coxas e pernas que o faz acreditar - e temer - tê-las perdido. Após proferir as típicas perguntas que alguém faz após acordar em um lugar desconhecido, passa a questionar a si próprio porquê não se tratava de um hospital. Paul anseia constantemente pelo remédio com o qual a mulher o presenteia se está de bom humor e é a partir dessas pílulas que temos o primeiro vislumbre dos acontecimentos antecedentes, mas também um olhar interno sobre Paul.
Ele deixa seu pensamento fluir como ondas até os mourões e navegamos com ele tanto nos sonhos, quanto nas denominações que ele despeja em Annie Wilkins, desde " a presença lunar" que o dava comprimidos á Deusa - sendo o segundo apelido contrário a verdadeira concepção que ele criou dela-.
Annie revela ter o resgatado e têm um desejo: Ler o ultimo livro da série mais adorada do público feminino: Misery. Contudo, o autor do livro via a série como maçante, e a mocinha era retratada por "cabeça de vento sensual" e, considerando que o próprio Paul havia comemorado a morte dela em " O filho de Misery", não estava nos seus planos ressuscitá-la. Mas foi exatamente oque o Srta Wilkins passou a obrigá-lo a fazer! Ela queria um exemplar novo, dedicado a ela, um aglomerado de palavras que deveriam trazer Misery Charstain de volta, independente do preço. E o mais importante de tudo: Ele não poderia trapacear.
Mas bastou a uma recusa, para que a megalomaníaca-depressiva desse as caras. Foi com o início da série de abstinências que incluía comprimidos, banho e alimentação; até antes mesmo da aparição dos machados, facas, suturas e iodo; Paul percebeu:
Aquilo custaria a sua vida.
E ele não estava voando para casa.
A menos que ele custasse a vida dela.
A resenha foi escrita ao som de Hands, da banda Four Tet. Porque esta composição me lembrava a fantasiosa felicidade vezes mostrada pela Srta Wilkins. E Plastic People, bem... vocês descobrirão porque!
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Cami 20/06/2014

Resenha do Blog | Descafeinadas
Desde que li "A Desconstrução de Mara Dyer" (não se compara a Misery, mas fiquei igualmente animada quando o terminei) não havia ficado tão perdida em como devia começar uma resenha enquanto sentia aqueles tremores pelo corpo de pura animação e felicidade. Uma vontade louca de chorar e agradecer pelo King ser tão genial.

Minha loucura e admiração pelo King só aumentou quando finalizei Misery, o livro é assustador em tantos pontos que prendemos a respiração e esperamos para ler o próximo parágrafo com medo de que algo terrível aconteça.

Annie Wilkes é a fã número um de Paul Sheldon, ele é escritor do best seller protagonizados pela jovem Misery. Ele sofre um acidente de carro e quebra (quebra mesmo, as descrições são tão realistas e agoniantes que você sente dor) as pernas. Annie, como uma boa moça e sua fã número um, o leva para sua casa a fim de cuidar dele.

Até então o livro tem tudo para ser comum, apenas mais um "thriller" bem mediano. Estava me decepcionando nos primeiros capítulos. As descrições são realistas demais, sentimos toda a dor de Paul. Adorei como mescla a narração em terceira pessoa e em primeiro, torna tudo tão real e assustador ao mesmo tempo.

Annie é totalmente louca, você entra na pele de Paul e começa a querer negociar com ela também. Ela é extremamente assustadora, sempre com mudanças de humor e palavras estranhas e irritante também. Mas, é o tipo de irritante que você suportaria para sair vivo.

Os dias vão passando e as coisas vão ficando cada vez mais agoniantes para Paul, Annie é sinistra e tem sempre um jeito maluco de "castiga" ele pelo que quer que tenha feito. As acusações que ela faz contra ele são sem cabimento, o que só instiga mais sua insanidade.

Paul tem um conversa bastante "maluca" com ele mesmo, transformando todos os seus medos em narrações de um livro imaginário. Há discussões bem estranhas entre eles, acredita-se que ele está a beira da loucura, assim como Annie.

O que mais gostei nesse livro é o fato de que tudo é imprevisível. Nunca da para dizer o que esperar dela ou do Paul, ele se mostra no começo um covarde, o que é totalmente compreensível, visto que ele está com as duas pernas quebradas. Aos poucos o "Paul interior" vai dando forças para que ele enfrente Annie.

E então chega o grande e tenso momento, não é spoiler, Annie lê o último livro sobre Misery e então ela morre. Embora Annie seja louca me identifiquei com ela nessa parte após o término de Divergente e até imaginei que a Veronica não deveria escrever finais assim, embora eu ame eles.

Annie, como eu não imaginei, surtou. Quase quebrou novamente os joelhos do Paul e até bateu nele. Perante isso começa o calvário do pobre escritor. Ela o obriga a escrever um novo livro sobre Misery. Annie é tão perturbada que queima um rascunho de um novo romance de Paul, por ela achar que é ruim.

Paul não quer mais saber da Misery, ele se cansou e sente nojo da personagem porém, tem que amá-la novamente se quiser sobreviver, e pior não pode escrever qualquer coisa. Suas palavras tem que agradar Annie e não a tirar do sério, o que acontece sempre.

É um livro assustador de fato, um cenário horripilante e imprevisível. Paul fica se perguntando como pode matar Annie e como pode sair dali. Conforme o livro vai chegando a fim e todas as possibilidades dele fugir desaparecem você se agonia junto dele.

Annie tem um longo e horrível histórico de assassinatos, quando ele descobre eu quase fiquei sem ar, temendo que ela chegasse bem naquele momento. Não vejo a hora de ver o filme e sentir o medo como senti lendo.

É tudo tão fantástico que como diria Hazel Grace, eu leria a lista de supermercados do Stephen King. É uma pena que seus livros seja tão caros. Sem dúvida deixarei de comprar outros livros para comprar mais dele, porque são ótimos. Misery é um livro incrível e perfeito. Sem dúvida um dos melhores que li esse ano.

Sinta o medo, porque sim, o King consegue fazer você sentir medo com a escrita. Lendo sozinha parece que a Annie está observando. O final é incerto ao meu ponto de vista, sim ele concluí o livro mas, mesmo com tudo ainda sentimos o medo dele.

Em suma, o livro é incrível e eu leria qualquer outra coisa dele.

site: http://descafeinadass.blogspot.com.br/
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Clube do Farol 05/08/2016

Misery. Clube do Farol
Resenhado por: Callebe Coelho ( @callebe_barreto )

Nessa obra King nós transforma em prisioneiros.
Somos o próprio Paul Sheldon que está mantido preso por nada mais, nada menos que Annie Wilkes. Paul Sheldon é um escritor reconhecido por seu mais aclamado romance - Misery- que traz Misery Chastain, e quem é sua fã número um?

O autor mostra o quanto podemos ficar apegados aos personagens literários, assim como Annie que criou um grande afeto pela mocinha Misery Chastain. Além disso ela obriga Paul a continuar a saga de Misery, mesmo que essa tenha sido finalizada.
Ao decorrer do livro, o leitor sente na pele toda a agonia, as dúvidas que se passam pela mente de Paul, como ele foi parar ali, quando ele vai parar de ser torturado, quando ele vai ser libertado?

Diferente de outras obras de King está não envolve nada sobrenatural, e sim a capacidade que um corpo pode aguentar por ser controlado por uma mente doentia.
É um livro que te prende, literalmente, e você quer escapar assim como Paul. Além disse é um livro pela qual muitos julgam pela capa porém isso é um tremendo erro.

site: https://clubedofarol.blogspot.com.br/search/label/%40Callebe
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Drianis 05/12/2009

Escritores
Outro livro onde Stephen King descreve um autor às voltas com as misérias provocadas por seus personagens. Assim como em "A metade negra", um homem se vê atormentado por causa de sua obra literária.

Entretanto, neste livro, a razão de seu tormento não é Misery, sua personagem, mas sim a fã número um, inconformada com o desfecho do último livro.

É um livro perturbador e sinistramente verossímil, uma vez que não existe nenhum tipo de fenômeno que desafie a nossa credulidade. Pessoas como a enfermeira sádica e solitária existem, coincidências infelizes acontecem e Stephen King é mestre em explorar combinações como essa.
Anne A. 14/10/2012minha estante
acho esse livro fantástico, por duas razões: por fazer uma análise (ou crítica, ou reflexão, sei lá) a essa obsessão que alguns fãs têm por certas obras. também, e principalmente, por ser tão assustador mesmo não tendo nenhum elemento sobrenatural. tá no meu top5 do autor (na segunda posição ;) )




Vitor.Hofstetter 19/11/2018

Esse cara é bom mesmo hein
Primeiro livro que eu leio do mestre. E descubro que não é a toa o sucesso todo do cara,

Ele escreve muito bem mesmo. Uma coisa que posso destacar de peculiar é a frequência com a qual ele aplica comparações certeiras. "Frio como na antártica" "Sentiu-se acuado como um poodle filhote com os rabo entre as pernas quando o dono vinha ralhar", esse tipo de coisa só as dele são excelente.

O livro transmite credulidade, o mundo que ele cria é plausível e até me fez ficar tenso alguns momentos, já em outros eu ficava feliz por ter saúde.

Final bom de mais. Enfim, Stephen King é o cara.
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mariana m. 10/10/2016

Um dos melhores livros do Rei
Sou muito suspeita para resenhar os livros do Stephen King, pois ele sem dúvidas é meu escritor favorito. Tenho uma singela coleção dele, e até o fim da vida pretendo ter lido todas as suas obras.

"Ele descobrira três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após ter emergido da nuvem escura. A primeira era que Annie Wilkes tinha bastante Novril (na verdade, tinha muitos remédios de vários tipos). A segunda era que ela era viciada em Novril. A terceira era que Annie Wilkes era perigosamente louca.” p. 17

O livro já começa com uma paulada, o acidente do escritor Paul Sheldon, reconhecido pela sua série de best-sellers estrelados pela protagonista Misery Chastain. Sheldon fica gravemente debilitado, com suas pernas estilhaçadas dos joelhos para baixo e completamente incapacitado. Após o grave acidente ocorrido no meio da nevasca, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que o hospeda em sua casa.

Annie, aparentemente é uma ex-enfermeira simpática que se intitula sua fã número um... mas acaba se mostrando uma psicótica instável no decorrer das páginas, submetendo Paul a uma tortura atrás da outra, para que ele realize seu maior desejo: reviver Misery Chastain, sua protagonista favorita.

Ao longo do livro, Annie vai se revelando uma das piores vilãs de King, inclusive mais aterrorizante que vilões consagrados como Jack Torrence, de “O Iluminado” ou Pennywise de “It”.

O livro foge da premissa de muitos livros do rei do terror, onde o sobrenatural é sempre o foco. Em “Misery”, o terror psicológico causado por Annie Wilkes é arrebatador, fazendo com que o leitor fique alucinado diante do que ela submete Paul, que acaba perdendo toda a confiança em si, e ansiando a morte para se ver livre do sofrimento causado pela sua fã número um. Confesso que em certos momentos do livro também desejei que Paul finalmente morresse para obter descaso e se ver livre das amarras de Annie.

A leitura de "Misery" é crua, nua, despida de qualquer pudor, com aquele toque doentio que só o King sabe fazer. Em certas partes do livro me senti enojada, mas incapaz de pausar a leitura para recobrar o fôlego.

E mesmo depois do final ESTARRECEDOR, o terror psicológico imposto por Annie Wilkes continua pairando, aposto que você também vai ficar sentindo isso após de terminar de ler a última página.

Fora o livro que é na minha humilde opinião um dos melhores do autor, temos também a adaptação para o cinema, onde a espetacular Kathy Bates representou maravilhosamente bem o papel de Annie, sendo inclusive a vencedora do Oscar na época. Era exatamente como eu a imaginava lendo o livro. Como toda adaptação, há algumas mudanças, mas não deixa de ser um filme incrível. Recomendo que seja assistido depois da leitura.

Leitura de primeira, obrigatória para quem gosta dos livros do autor.
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Eru 25/09/2015

bom livro, mal leitor.
Como livro é ótimo.
Aprendi algumas coisas legais, é gostoso de ler, o King sabe fazer um suspense e horror, alguns momentos são angustiantes só pela maneira que é descrita, isso é inegável: o cara sabe o que faz.
Paul Sheldon é um escritor que faz alguns romances que ele mesmo não gosta para ganhar dinheiro, e quando finalmente escreve o livro que ele denomina como "bom", bebeu além da conta e capotou o carro, mas é socorrido pela sua fã número um. Ela o mantém em cárcere e o força a escrever mais um romance dos quais ele odeia; e assim a trama segue com um bom fluxo de leitura, mas nenhum dos dois personagens nem a situação me convenceu a gostar deles.
No decorrer do livro Sheldon compara algumas situações com a vida real, o que me fez muitas vezes comparar o próprio livro com a vida real e me fez perceber como a situação e os personagens poderiam, mas não são reias, e isso acabou quebrando a magia de ler um livro como esse.
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Carol 07/02/2010

Psicose e tortura
Este livro é empolgante não só pelas inúmeras e sangrentas torturas as quais a maluca e “fã número um”, Anne Wilkes, submete o autor de livros Paul Sheldon, mas principalmente pelos conflitos psicológicos que tais torturas causam nos dois.
É claro que as torturas são bem descritas e apavorantes, mas ao longo da história percebe-se que o terror psicológico que o autor sofre é pior que estar preso em um quarto com duas pernas e a bacia quebrada (os ossos das pernas praticamente viraram pó, após um acidente de carro do qual foi "salvo" pela ex-enfermeira Annie), pior que ser drogado todos os dias e necessitar desesperadamente por tal alívio as dores, pior que ser obrigado a escrever uma continuação para um livro que ele esperava jamais voltar a pensar, pior até mesmo que ter seu pé amputado por um machado, porque toda essa tortura foi fazendo com que ele enlouquece-se lentamente, e tal coisa para ele era pior que toda a dor que aquela mulher psicótica pude-se lhe provocar pois sem seus momentos de lucidez ele não poderia continuar a escrever seu livro que mesmo tendo sido no início detestável foi se tornando sua única arma para a sobrevivência.
O final do livro é mais empolgante ainda, dá até vontade de ser o personagem por alguns instantes só pra poder surrar um pouco aquela louca e perversa mulher.
Como sempre Stephen King transporta o leitor a uma horripilante e incrível história.
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Marcola 08/07/2015

King dando medo como sempre, e sem usar o sobrenatural!
"Misery - Louca Obsessão" narra a história de Paul Sheldon (será alguma homenagem a Sidney Sheldon?), um famoso escritor de romances hot de época, que busca escrever algo diferente, com mais conteúdo. A trama comeca com Paul finalizando o primeiro e único rascunho do que poderia ser sua obra prima. Muito feliz por isso, apesar dos problemas pessoais, ele sai dirigindo e bebendo até entrar numa tempestade de neve e se encontrar com a proteção da estrada numa batida forte. Paul é salvo por uma fã, que se diz a "número 1". Quando desperta, descobre que suas pernas foram estraçalhadas e começa a entender que não foi levado a um hospital, e sim virou prisioneiro de Annie Wilkes.

A maior parte do livro se passa na casa de Annie e com apenas os dois protagonistas "interagindo". Nem por isso a leitura se torna enfadonha. A ordem temporal da trama é um pouco alterada. No início me confundi, mas depois entendi que aquilo fazia parte da magia para me fazer sentir como Paul, que por estar sendo drogado acabava confuso, perdendo a noção de tempo. Genial!!!

Mas o que realmente chama a atenção no livro é a vilã/protagonista. Annie é uma maníaca depressiva extrema que tem controle sobre Paul devido seu delicado estado físico, obrigando-o (através de tortura) a escrever um novo romance de Misery Chastain (a personagem odiada por Paul).

Conforme o tempo passa, ela vai mostrando toda sua capacidade para fazer coisas muito inteligentes ou cruéis. Esta é uma personagem incrível, para mim, melhor até que Jack Torrance de "O Iluminado " que é citado no livro, segundo Annie como "o zelador maluco que tocou fogo no hotel Overlook". Senti um medo extremo dela e o livro faz você imaginar que ela está espreitando com seu machado atrás de cada porta ou móvel, mesmo com ela parecendo já ter morrido. Prometo que você também sentirá essa sensação, até a última página.

Se você já leu o livro deve saber o que é ser peado. Eu não sabia e nunca mais esquecerei!!!

Pra quem conhece e gosta do autor é uma obra imperdivel. Pra quem quer conhecer e não tem medo de se sujar de sangue (sim, ele voa de algumas páginas!) é uma ótima opção!
Augusto 15/01/2016minha estante
Bela resenha, Marcola! Deixou-me curioso.


Jonathas 29/08/2016minha estante
Annie Wilkies é uma das melhores personagens que li, pelos motivos errados, fazer o quê? hahaha Esse é um dos melhores do King, já li e reli, e nunca me canso desse livro tão vívido, como diria certo personagem dessa obra-prima.




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