O Órfão de Hitler

O Órfão de Hitler Paul Dowswell




Resenhas - O Órfão de Hitler


28 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2


beka 23/09/2009

Histórias de segunda guerra são sempre tristes...
Conta a história de Piotr, um menino de 13 anos que tem a família morta pelos nazistas. A ironia é que a família de Piotr era alemã e vivia na Polônia por causa de uma fazenda que a mãe havia herdado dos pais. Durante o caos da invasão alemã na Polônia, o menino tem os pais assassinados e é levado para um orfanato onde as crianças órfãs passam por uma triagem na qual são selecionadas aquelas com características arianas marcantes e, apenas esses “modelos”, são salvos e levados para a adoção.

Isso é o que acontece com o nosso menino, que uma vez adotado, passa a se chamar Peter e a viver num mundo diferente do que conhecera. Proibido de falar o polonês, ele vive com sua nova família e tem uma visão extremamente realista dos acontecimentos de sua época. Apesar do sofrimento no qual foi exposto, Peter tem ideais fortes e dignos e identifica aquelas pessoas que, apesar da atmosfera do fanatismo de Hitler que impera em todo o país, têm como objetivo ajudar os perseguidos.

È uma decisão corajosa e madura para uma criança, manter suas crenças e, ao invés de optar pela vingança, manter a dignidade de seu caráter intacta.
Pritt 06/04/2017minha estante
Adorei! Fiquei com mais vontade de ler! Ótima resenha! :)




Erika 12/05/2010

Achei o livro muito bem escrito, mas, na minha opinião, a história só pegou ritmo mesmo a partir do capítulo 25. Até então, a narrativa se funda mais na adaptação do protagonista, seu posicionamento ante a sua nova realidade e seus relacionamentos com os colegas, com Anna e com a família adotiva.
Destaco que o autor consegue nos situar com muita precisão no cenário do enredo. Embora ele admita, no final, ter adaptado alguns acontecimentos reais à época da trama, vê-se que ele pesquisou muito sobre a ideologia e costumes daquele contexto. Ponto positivo!
Não sei se há projeto de adaptar o livro para o cinema, mas creio que daria um bom filme.
Enfim, recomendo a leitura, mas sem expectativas enormes.
comentários(0)comente

cid 17/05/2010minha estante
Concordo com você Érika quanto a pesquisa histórica. Mas, acho que faltou imaginação. Ele podia ter ousado mais.




Rafa 14/03/2015

O órfão de Hitler
Uma das coisas que me fascina é assuntos referentes à história da 2° Guerra Mundial, o livro O órfão de Hitler por mais que seja ficção, o autor se preocupou com relatos e fatos históricos sobre a monstruosidade do Nazismo.

Piotr Bruck é o principal personagem da história, seus pais foram mortos pelos nazistas e Piotr foi levado para um orfanato, sofrendo as maiores privações e humilhações.
Tudo muda quando ele é selecionado para morar em uma casa de família culta e seguidores do nazismo, por ter fisionomias de acordos com os ideais da raça ariana, Piotr vai parar na casa dos Kaltenbach, a partir daí o seu passa a ser Peter.

O autor possui uma forma bem madura e fluida na escrita, mantendo real e intacto os fatos históricos ocorridos na Segunda Guerra Mundial.

O livro é recheado de aventura e várias partes de completo drama e sofrimento. O leitor também passa a conhecer o pesquisador Franz Kaltenbach que tem como objetivo estudar e proliferar os ideais nazistas para o Mundo.

O blog Livreando recomenda a leitura desse incrível livro e que nos da uma grande lição de esperança.
Taty Oliver 05/02/2017minha estante
Estou querendo adicionar este na minha lista das compras que vou fazer. O que você m3 dia Rafael sobre esse livro... posso comprar de olhos fechados? Kkk




Egídio Pizarro 22/03/2010

Para quem é fascinado por assuntos históricos como o período Entre-Guerras, Nazismo e Segunda Guerra Mundial, esse livro é um prato cheio.

A narrativa não tem nada de diferencial, porém os detalhes que Paul Dowswell inseriu neste romance fazem com que o leitor se veja dentro dos fatos narrados.

Um livro e tanto.
comentários(0)comente



Paulinho 08/06/2010

Resenha Sobre O Órfão de Hitler
O Órfão de Hitler, cujo o título original é AUSLANDER,que significa estrangeiro, portanto a trama nada tem a ver com a convivencia do garoto Piotr Bruck com Hitler, a imagem da capa tambem nos leva a uma interpretação equivocada, mas erros a parte, o livro é bom, nada de sensacional ou fantastico como A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS ou O MENINO DO PIJAMA LISTRADO, mas traz informações interessantes, é facil de ler pois os cápitulos são curtos.

O livro expõe toda ideologia Nazista, suas experiencias vis, os ataques, as perseguições, a alienação e a coerção.

A prosa de Paul Downsell tambem carece de certa força.

3 ESTRELAS.
Erika 30/08/2010minha estante
Também fui levada a erro pelo título e pela capa. Achei que era alguma ficção envolvendo um órfão que conviveu com Hitler.




cid 13/02/2010

Setembro em Estocolmo
O livro é interessante mas, decepcionante. O que acontece com uma sociedade dominada por uma ideologia racista?Porque parar a estória de Peter Bruck , em setembro de 1943 em Estocolmo ? Havia tanto a dizer. Como os orgulhos Kaltenback viveram a derrota final da Alemanha, o inferno representado pelos soviéticos entrando em Berlim. O que fizeram quando suas supostas crenças caíram por terra?A fuga de Peter da Alemanha junto com Anna é um pouco forçada, e o final é morno demais. Um belo dia de setembro de 1943 na bela e segura Estocolmo.
comentários(0)comente

Egídio Pizarro 22/03/2010minha estante
Concordo com algumas partes do que disseste. Mas tua resenha podia ter menos spoilers, né?




Ronaldo 21/11/2016

Diferente de todos os livros que li sobre a Segunda Guerra Mundial, este mostra não o ponto de vista das vítimas ou dos oponentes do nazismo, mas dos cidadãos alemães que simpatizavam com a ideologia do terceiro reich. Fiquei abismado com a intensidade com a qual aquelas pessoas acreditavam estar fazendo a coisa certa seguindo os princípios de superioridade ariana que o ditador lhes incutia. Mas é claro que nem todos partilhavam desse fanatismo, uma dessas pessoas é o protagonista Piotr, um órfão polonês que, retirado de um orfanato onde vivia em condições degradantes, é acolhido por uma família alemã e passa a viver como um deles. E isso significa ser um adepto fanático do nazismo. Porém, sua personalidade forte, sua coragem e boa índole entram em conflito com o que está acontecendo ao seu redor. Conforme ele cresce, sua nobreza de caráter começa a falar mais alto, fazendo com que questione se ser um herói nos campos de batalha é mais importante que ajudar as vítimas indefesas que se esgueiram pela sua cidade. Muita coisa no livro me deixou chocado, tanto em relação à hipnose coletiva que o povo alemão parecia estar sofrendo, idolatrando um monstro, quanto à maneira como os judeus eram tratados, mas o que me deixou enojado foi saber o que médicos alemães faziam com as crianças que sofriam de algum tipo do que eles chamavam de anormalidade. É doloroso saber que há apenas setenta e poucos anos as pessoas poderiam acreditar em algo tão absurdo e cometer crimes tão bárbaros em nome disso. Uma história que mostra que heróis de guerra não são apenas aqueles que são condecorados. Podem ser qualquer um. E criminosos de guerra não são apenas aqueles execrados publicamente. Podem ser cidadãos aparentemente inofensivos.

Resenha completa no blog:
http://porquelivronuncaenguica.blogspot.com.br/2016/11/o-orfao-de-hitler-paul-dowswell.html?m=1
Paula.Paiva 27/11/2016minha estante
Ótima resenha. Quero ler esse livro.




Mabel 19/09/2013

E se você fosse um exemplar da então considerada 'raça pura'? E se, diante de você estivesse a oportunidade de viver uma vida tranquila e, claro, escapar da morte? O órfão de Hitler é muito mais que mais um livro que fala sobre o nazismo; é a história de vida de um garoto polonês, descendente de alemães 'puros', a quem foi dada a oportunidade de vivenciar os dois lados de uma mesma história.
comentários(0)comente



Angela Grazi 11/11/2010

http://pocketlibro.blogspot.com/2010/08/o-orfao-de-hitler.html
comentários(0)comente



Nubi 19/06/2016

O Orfão de Hitler
Escrito por Paul Dowswell, O Órfão de Hitler, é uma magnífica obra inspirada nas condições de vida em meio ao auge do nazismo.
Uma história envolvente, detalhada e devidamente embasada em fatos verídicos, no caso de alterações, o autor tomou o cuidado de explicar ao final do livro.
Demonstra o quão difícil é ser divergente aos pensamentos e atitutes que te cercam!
Um jovem polonês, sem nenhuma atração pelos ideários Nazistas, acolhido por uma família devota ao Fürer. Uma bela história, recomendo sua leitura, ainda mais para os apaixonados por relatos e histórias envolvendo a Segunda Guerra Mundial, como eu!!!!
comentários(0)comente



Verônica 24/01/2017

O órfão de Hilter - No blog Cantinho para Livro
Os fatos históricos apresentam os massacres cometidos contra diversos povos, tendo como desculpa a busca por ideais considerados princípios básicos para um “mundo melhor”. Nessa repetição constante o egocentrismo dos líderes e a devoção de seus súditos são inquestionáveis, gerando transgressões desumanas e impactos brutais em todos os aspectos imagináveis: físicos, mentais, sociais e emocionais.
Geralmente quando lemos um livro sobre a II guerra mundial a narrativa ocorre através das vítimas do nazismo, os judeus, e mesmo quando aparecem os alemães que o ajudaram esses não ganham muito destaque. Claro que isso não é uma verdade absoluta e têm livros que mudam esse fator. Sendo assim, a história (opinião pessoal) é a manivela do mundo, pois essa nos proporciona análises de fatos importantes para que os erros do passado não sejam repetidos no presente. Nem sempre tal perspectiva e cumprida e por falta de informação ou mesmo por uma índole perversa indivíduos negligenciam as memórias bibliográficas e apoiam governos com convicções errôneas e cruéis. O que se pretende ressaltar é que seus anseios precisam sempre ser filtrados, já que através dos marcos históricos vimos culturas inteiras sendo massacradas, tendo como desculpas um futuro melhor. Povos foram escravizados, mortos e torturados por déspotas com as mais diversas justificativas.
Tal obra é contada através da visão de um menino. A inocência deste o limitava a compreender o ódio destilado para uma raça que para esse não era em momento algum ameaçadora. A cólera e preconceito que Hitler exalava contra os judeus eram surreais para essa criança. A assimilação da crise econômica enfrentada pela Alemanha e o rancor mesclado com o sentimento da culpa ser dos judeus por monopolizarem seus empregos e dinheiro eram características do fascismo sem pilar ou lógica alguma. Dessa forma, em 1939 a Alemanha invadiu a Polônia e nessa ocasião que esse exemplar tem início.
Entre 1939 a 1941 foram marcados pelas vitórias alemãs. É no ano de 1941 que conhecemos Piotr Bruck que estava sendo avaliado assim como outros órfãos poloneses da sua faixa etária pelo Departamento de Raça e Povoamento. Todos os que eram considerados Volksdeutsche, sangue alemão, seriam adotados por famílias alemães. E Piotr passou com muito louvor por todos os testes, dessa maneira esse é adotado pelos Kaltenbach que alteraram seu nome para Peter. Através desse ponto adentramos o mundo de um polonês considerado um ariano perfeito pelo governo nazista, sendo incluído no seio de uma sociedade preconceituosa que usava de todos os subsídios disponíveis para que todas as gerações acreditassem fielmente que eram superiores a qualquer outra raça.
Após ser adotado por uma família tradicional nacional-socialista e ter que frequentar a escola e os grupos destinados para sua idade, a Hiltler-Jugend conhecida como HJ, e mesmo com espirito de gratidão para a família que o acolheu, esse não deixava de questionar o porquê até os exercícios escolares girarem entorno da politica*. Conforme ia crescendo e amadurecendo o entendimento do quão surreal era essa realidade preconceituosa o fizeram cometer pequenos delitos aos olhos alemães e se empenhar para ajudar da sua forma os judeus. Nesse momento, percebemos que assim como nem todo alemão era mau, assim também nem todos compactuavam com a versão militante e cruel de seu líder. Em meio a todas as atrocidades cometidas pelos militares e pela parte do povo que se identificava e apoiava tal crueldade, também acompanhamos uma parcela da população sensível e que em nenhum momento concordou com esse genocídio.
Amo livros com essa temática, e não tenho palavras para descrever o quanto o autor me conquistou ao misturar a ficção com a realidade. A profundidade de sua pesquisa é relatada através das formações das frases, dos marcos históricos e especialmente na veracidade de seus argumentos, mesmo tendo que antecipar alguns acontecimentos para adaptar o enredo na obra. A explicação no final para os fatos, a ficção e as fontes apenas destacou ainda mais a responsabilidade e empenho para a construção desse exemplar. Sendo assim, é impossível não ficar arrepiado com a crueldade que alimentamos ou não comparar a nossa atual politica com equívocos cometidos pelos nossos antepassados e ao mesmo tempo se assustar com a sucessão de eventos que levaram a tal holocausto.
Por fim, posso dizer que o autor superou todas as minhas expectativas e me apresentou outra face da história, com episódios desconhecidos e versões diferentes de todos os lados, e só para constar a empolgação já indiquei o livro para três pessoas diferentes, e que elas sejam cativadas assim como eu fui.

site: http://cantinhoparalivro.blogspot.com.br/2017/01/resenha-o-orfao-de-hitler-paul-dowswell.html
comentários(0)comente



11/09/2011

Simplesmente, um máximo!
Bem, o que eu posso falar sobre esse livro maravilhoso? Ele mostra outra perspectiva, outra visão dos diabólicos nazistas e locuso do Reich. O autor retrata os estudos científicos realizados para detectar os verdadeiros arianos, aqueles que não tem nenhuma mancha judaica e que pode representar e dar a Alemanha filhos sadios, fortes e com as qualidades de um ariano legítimo. Um horror, uma desgraça.


A sensação que me deu em cada capítulo, cada página, cada diálogo e perversidades eu sentia a mesma coisa: um peso tremendo, um nojo horrivel e uma pena sem tamanha de todas aquelas pessoas que sofreram porque eram imperfeitas ou porque eram judias ou que não tinham as caracteristicas de um ariano legítimo. Tantas pessoas morreram por causa de um fascínio incompreensível! Como a Alemanha pôde render-se a um cara tão perverso? Li nos capítulos finais e guardei para todo o sempre a frase de uma das personagens " ...O Hitler nos salvou de uma Alemanha decadente, de um país que deixava seu povo passar fome e necessidade e nos mostrou como somos capazes..." Eu fico me questionando que gente foi aquela que se cegou completamente e acreditou que o problema eram os judeus..


Enfim , eu poderia passar tanto tempo aqui falando sobre o que eu acho sobre tudo isso, sobre minhas impressões e sobre tudo. Entretanto, tô aqui para falar do livro, não vamos disvirtuar..hehe


Peter, o protagonista de nossa história, é um polaco que foi enviado a um orfanato depois que seus pais morreram em um ataque nazista em sua fazenda. Um dia qualquer levaram-no para um centro de "diagnosticos de arianos legítimos" para " repatriá-lo" se ele tivesse todas as "específicidades" de um ariano puro. Peter Bruck é um jovem loiro, olhos azuis, estatura mediana e os oficiais não precisaram fazer nenhum esforço para identificá-lo como um "deles". Enquanto os outros garotos, que não passavam pelos testes de medição de crânio, inspeção de íris, altura e tantas outras coisas grotescas e nojentas, eram levados para a morte, Peter foi repatriado e recebido no berço de uma família com alma nazista-socialista que lutava pela causa até a morte. Doentes de dar nojo (tudo me deu nojo..)


Bem, Peter no inicio desejava voltar a Alemanha porque desde pequenino ele não sentia-se polonês e sabia que em Berlim ele poderia mostrar que ele sim era um deles e lutaria ao lado de Hitler se possível. Entrou para o grupo jovem hitlerista, aprendeu tudo sobre tanques, aviões, armas e etc.


Mas.....


.... no fundinho ele sentia que aquilo não era certo, que tinha alguma coisa errada naquilo tudo, naquele fanatismo, naquela alegria de batalhas ganhas..enfim...ele começou a não se encaixar 90%. E era dificil seguir mostrando que estava do lado certo, qualquer deslizes ele podia morrer, ir para a Gestapo, ser deletado. Foi quando conheceu Anna uma guria que comportava-se como umas das meninas de Hitler, mas no fundo não era bem isso...


Bem, não posso continuar contando mais...A história muda, as tormentas começam e vcoê fica ali ligado no qe vaia contecer depois e pensa sempre que vira a página " é agora que pegam ele, é agora que ele morre". O friozinho na barriga aumenta e aumenta..é ótimo!


Um livro emocionante que mostra os dois lados da moeda que mostra não só judeus escondendo-se, mas outra realidade da busca por arianos perfeitos e que conta um pouquinho das experiencias que houveram na época sobre esterilização dos impuros, estudo sobre a pureza encontrada na íris ou até no sangue..


Só sei que acabei o livro triste, me sentindo pesada, com pena de todas as pessoas que morreram por uma coisa que não deu em nada...Dureza total...


Leiam porque certamente não vaão se arrepender. E outra coisa que levo comigo é: nunca julgar um livro pelo autor ou capa, você nunca sabe que história inacreditável irá encontrar...
comentários(0)comente



Aline Cavalcante 25/03/2017

Para amantes da segunda guerra
Comprei esse livro sem saber o que se tratava direito, não pesquisei sobre e simplesmente comprei. Ao ler você se envolve nessa história de uma certa forma inexplicável. Um dos meus livros favoritos sobre 2º guerra, me fez chorar e eu recomendo a todos que passam na minha vida (risos)
comentários(0)comente



Ana Paula 18/12/2016

Impactante
Livros e histórias sobre esse período vergonhoso da história da humanidade são sempre tristes e impactantes. São em momentos de leitura como a desse livro de Paul Dowswell que nos aproximamos do pensamento nazista e ficamos chocados com ações e posturas de famílias inteiras que seguiram as diretrizes de Hitler. O órfão de Hitler é uma história de ficção, mas baseada em fatos reais estudados pelo autor.

Peter, nascido Piotr na Polônia, viu seus pais serem assassinados na Guerra e levado como órfão para uma instituição de crianças. De lá, foi levado para uma seleção racial, onde viram nele um exemplar da raça ariana. Encaminhado para uma família alemã em Berlim, Peter começa uma nova vida como alemão e começa já de início a sentir as diferenças e fortes preconceitos que os povos sofrem.

" Proibida a entrada de poloneses, judeus e cães"
Placa em um estação de trem

Peter começa a estudar e a tentar se enquadrar ao máximo na rotina da família alemã, mas não consegue evitar de sentir-se estranho ao ver o fanatismo das irmãs adotivas, a adoração a Hitler como se fosse uma entidade religiosa e a repreensão a qualquer expressão de questionamento ou dúvida ao que é pregado na escola e na família. E esse sentimento vai crescendo cada vez mais...

Lendo essa história, eu me choquei diversas vezes com passagens que defino como repugnantes. A doutrina utilizada para formar os jovens, impregnada dos conceitos de superioridade e da proibição de relacionar com não puros (a inaceitável forma de sujar a raça e gerar seres inferiores). Termos usados para nomear os não alemães, pais e mães acreditando na normalidade do tratamento sub-humano dado aos judeus, crianças cantando versões de adoração a Hitler e até árvores de Natal orgulhosamente decoradas com suásticas brilhantes.

"Noite feliz, noite feliz,
Eis que o ar, vem cantar
Adolf Hitler ergueu o país
Ouçam bem o que Führer diz...

Olhando para os rostos compenetrados dos outros cantores, via que acreditavam naquilo no fundo de suas almas. De repente, ele se sentiu muito solitário. Quanto mais pensava naquilo, mais o incomodava.(...) Alguma coisa nele não podia aceitar a adoração inquestionável, essa perturbadora fé cega que tinham em Hitler e nos nazistas.

O que traz um pouco de alívio é quando Peter encontra alemães que se arriscaram para ajudar os perseguidos. É bom imaginar que dentro de toda aquela insanidade, haviam pessoas que mantiveram a clareza de pensamento e sua humanidade e correram severos riscos com suas atitudes. Como a história é relatada do ponto de vista de Peter, temos a oportunidade de conhecer lados diferentes da história. Durante a leitura, você fica apreensivo com as ações de Peter, com medo dele ser pego e das consequências de seus atos. Você torce por ele como se fosse algo real acontecendo agora.

Esse é o tipo de livro que precisamos ler de vez em quando para sempre nos lembrarmos do perigo da fé cega, da aceitação plena e do não questionamento. Eu indico O órfão de Hitler para todos.. aos que gostam de ler sobre o tema e também ao que não se interessam por ele, pois juntando ficção com situações históricas, o autor consegue nos passar a mensagem de uma forma mais fácil, mas sem perder seu impacto.

site: http://estante-da-ana.blogspot.com.br/2016/11/resenha-o-orfao-de-hitler.html
comentários(0)comente



@camaliteraria 04/08/2017

Resenha: O Órfão de Hitler
"Alguns de vocês vão fracassar e serão enviados de volta para seu povo. Aqueles que forem considerados Volksdeutsche, de sangue alemão, serão levados para a mãe-pátria... e serão encontrados para vocês boas famílias e lares alemães."

Como é possível perceber a partir do título, O Órfão de Hitler é mais um dos muitos livros que tem como pano de fundo fatos sobre a segunda guerra mundial, mas, mesmo tendo algumas curiosidades verídicas na história que é fictícia, o livro não chegou a me causar encantamento, talvez porque há muitas outras histórias escritas e filmadas com esta premissa e também porque não tenha sentido profundidade na vida dos personagens centrais, porém, tenho que concordar que apesar disso, Paul Dowswell não escreveu um livro prolixo, pois a leitura não foi cansativa, constatei isso ao perceber que a li de forma fluída em dois dias sem sentir enfado apesar do que já citei acima.

"Reconheceu vários rostos, mas não havia ninguém que chamasse de amigo."

O livro retrata toda a trajetória do órfão Piotr Bruck, um adolescente polonês com sua “pureza racial”, nomenclatura criada pelos alemães para diferenciar sua raça perfeita (loiro, de pele clara e olhos azuis) diferente das demais que segundo eles era “deficiente” e “suja”. Sua fisionomia admirável deu-lhe o escape para salvá-lo de uma vida que consequentemente o levaria à morte, pelas mãos inimigas que também assassinaram seus pais. Sua oportunidade de sobreviver surgiu não só por sua aparência física, mas também porque dominava o idioma da pátria, fluentemente, naquele momento ele se ofereceu como intérprete para os oficiais que precisavam se comunicar com outros órfãos, que assim como ele, foram retirados de um orfanato em Varsóvia.

"Ontem estava passando fome em um orfanato miserável, dormindo em um alojamento com quatro fileiras de vinte camas cada uma. Agora estavam lhe oferecendo uma vida completamente nova."

Após as descobertas que foram de grande eficácia em sua vida, Piotr Bruck, tem sua história radicalmente modificada, pois por meio de um dos médicos oficiais, ele é designado a viver em Berlim sob os cuidados do casal Franz e Liese Kaltenbach. A família oferece-lhe não só um lar, como também todos os “privilégios” possíveis, para que ele começasse a se sentir fidedignamente parte do mesmo clã, afastando de suas lembranças a dor e a realidade de ser um órfão da guerra.

"Não posso deixar de lembrar as palavras do Reichsminister Goebbels durante o Congresso do Partido em 1938. “Nosso ponto de partida não é o indivíduo, e não concordamos com a visão de que é preciso alimentar os famintos e vestir os despidos... nossos objetivos são totalmente diferentes. Eles podem ser expressos de modo extremamente claro na frase: precisamos ter um povo saudável para prevalecer no mundo.”

Contudo a chance de deixar de ser um pária na nação poderosamente liderada por Hitler, foi pouco a pouco deixando de ser um sonho real, pois durante alguns anos naquele lugar, vivenciando o cotidiano daquela nação, o fez pressentir que a esperança de uma nova vida transformada não passaria de uma ilusão, pois se não viesse a ser um fiel seguidor das leis, com a visão de um nacional-socialista, um alto preço ele teria que pagar.

"Ele não tem a atitude nacional-socialista correta. Sempre reluta em usar o “Heil Hitler” quando nos encontramos. É uma bobagem, mas isso revela seus pensamentos interiores."

Mesmo que não tenha sentido intensidade nos personagens de Paul Dowswell, nem em sua inspiração central, me prendi nos pontos que ficaram expostos nas entrelinhas da história e que me fizeram sentir que ele compartilhou alguns resquícios dignos sobre valores humanos, sonhos e a liberdade de ser quem é, independente da nação\lugar onde reside e com que pessoas terá que conviver e lidar constantemente. Por estas razões avaliei o livro com três estrelas, pois para mim ele não deixou de ser uma boa leitura, e também indico até mesmo para quem não gosta de histórias sobre a guerra, por conta do alto índice de violência que nós sabemos que foi notório, mas, pelo que acompanhei na escrita, não me senti com o emocional dilacerado, como sempre acontece quando leio e assisto filmes com histórias fictícias referente a esta premissa. Enfim, conheçam a história deste órfão que lutou até o fim para continuar a ser mais um dos muitos sobreviventes do holocausto e da maldade humana sempre presente nos livros e na vida diariamente.

site: http://www.leiturasdapaty.com.br/2017/08/resenha-o-orfao-de-hitler.html#more
comentários(0)comente



28 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2