O Existencialismo é um Humanismo

O Existencialismo é um Humanismo Jean-Paul Sartre
Vergílio Ferreira




Resenhas - O Existencialismo é um Humanismo


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monique.gerke 06/09/2018

A classificação de três estrelas é pela forma esclarecedora como foi explicado o existencialismo, e não pela corrente filosófica propriamente dita.
Sempre fui muito curiosa em relação ao que propõe a filosofia existencialista, tanto no conceito intrínseco da teoria, quanto no conceito aplicado às outras artes. Neste livro, Sartre foi extremamente didático na definição e nos conceitos, buscando realmente se fazer entendido.
Quanto ao conteúdo, Sartre esclarece o existencialismo na perspectiva do ateísmo, portanto difere muito do que entendo como verdade; alguns pontos vou reler, pois não consegui definir com base no cristianismo, se concordo ou não com o autor; pretendo ler mais livros dele.
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Fernanda.Kaschuk 31/07/2018

Mesmo se Deus existe, tudo é permitido.
O Existencialismo é Um Humanismo é uma conferência onde Sartre resume sua teoria existencialista com base em variadas críticas feitas a ela, a fim de elucidar seu caráter propriamente humanista, no sentido de não excluir ou fechar qualquer expressão de possível unidade humana, mas transferir ao imaginário social a condição de liberdade em que o homem, de acordo com ele, involuntariamente se encontra. Isso porque, a existência precede a essência. Quer dizer, antes de nos intitularmos homem ou mulher, socialista ou fascista, crente ou ateu, escolhemos agir como tal.
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Antônio 17/01/2018

Faça-se você mesmo
Neste livro, Sarte nos mostra as raízes do existencialismo em sua forma mais objetiva, apresentando-as de forma direta com base no processo de construção do homem, o qual se molda e se define por meio de suas próprias escolhas.

A filosofia sartriana, de certa forma, nos mostra que somos os responsáveis por nossas próprias decisões e não estamos pré-destinados a nada. Quando nascemos, somos uma folha de papel em branco, e, durante nossa existência, essa folha vai sendo preenchida pela história de nossa vida. Contudo, o que importa de fato é o "aqui" e o "agora", o momento presente é o que de fato nos conduz ao princípio da existência. Nossa essência vai sendo apreendida pelo nosso "eu" no plano existencial partindo do campo de nossa própria subjetividade.

Acho que a máxima da filosofia de Sarte no plano existencialista e também humanista (da forma como o autor o define) é que, se você quer mudar sua vida ou alcançar algum sonho, nunca espere pelos outros e suas opiniões, aja por conta própria e faça-os realizáveis por meio de suas próprias ações.

Um livro pra vida.
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Hofschneider 23/08/2017

partindo do subjetivismo cartesiano
eu penso, logo existo, se tornou: existo, logo penso.
este livro na realidade, é uma conferência que sartre anunciou para defender seu existencialismo das criticas e tirar duvidas dos curiosos, porque na época sua filosofia ganhou as ruas e seu sentido real foi se perdendo.
alguns conceitos dele:
"a existência precede a essência", ou seja, o ser nada é antes de viver, nós nos definimos depois que nascemos, e vamos nos definindo, como um projeto inacabado.
o homem em sua individualidade está sozinho, desamparado e perdido. mas em seu coletivo ele é constantemente observado e responsável por todos, pois ele dá o exemplo de humano moral aos outros e também é julgado moralmente por todos: os outros nos definem também.

seu existencialismo é subjetivo do ponto de partida, mas termina com uma exposição do homem para fora de si mesmo, pois, se sua moral não se encontra no mundo, ela não existe de fato ao mundo.
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Victor 10/03/2017

SARTRE, J. P. O existencialismo é um humanismo. Petrópolis: Vozes, 2014.
"O existencialismo ateu que eu represento é mais coerente. Ele declara que, mesmo que Deus não exista, há ao menos um ser cuja existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por algum conceito, e que tal ser é o homem ou, como diz Heidegger, a realidade humana. Que significa, aqui, que a existência precede a essência? Significa que o homem existe primeiro, se encontra, surge no mundo, e se define em seguida." (p. 19)

"Assim, sou responsável por mim e por todos e crio uma determinada imagem do homem que escolho ser; ao escolher a mim, estou escolhendo o homem." (p. 21)

"O existencialista, ao contrário, vê como extremamente incômodo o fato de Deus não existir, pois com ele desaparece toda possibilidade de encontrar valores em um céu inteligível; não é mais possível existir bem algum a priori, uma vez que não existe uma consciência infinita e perfeita para concebê-lo, não está escrito em lugar algum que o bem existe, que é preciso ser honesto, que não se deve mentir, pois estamos exatamente em um plano onde há somente homens. Dostoievski escrevera: 'Se Deus não existisse, tudo seria permitido'. É este o ponto de partida do existencialismo." (p. 24)

"Vocês veem que ele não pode ser considerado uma filosofia do quietismo, uma vez que define o homem pela ação; tampouco pode ser considerado uma descrição pessimista do homem: não há doutrina mais otimista, pois ela coloca o destino do homem nele mesmo; também não pode ser considerado uma tentativa de desencorajar o homem de agir, já que afirma que não existe esperança senão em sua ação, e a única coisa que permite ao homem viver é o ato." (p. 33)

" Escolha é possível em um sentido, mas o que não é possível é não escolher. Eu sempre posso escolher, mas tenho que saber que se não escolho, isso também é uma escolha." (p. 37)
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Ana Paula 20/02/2017

Acredite! Você é livre!
Em "O Existencialismo é um Humanismo", Sartre apresenta a ideia de que o homem é livre e que por isso não importa o que fora feito com esse homem, mas o que ele faz com aquilo que fizeram dele. O livro reforça a ideia de que somos responsáveis por nossas próprias vidas.
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Brenda Cobain 26/08/2016

Sartre busca esclarecer do que se trata sua corrente filosófica de modo a responder todas as negativas que o publico vem enaltecendo durante as escritas de suas obras
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Nicolas 05/02/2016

Sartre explica de forma eloquente e contundente do que se trata o existencialismo, partindo da premissa básica; "A existência precede a essência." Dessa forma não estamos constituídos e designados a priori, escolhendo de tal maneira, livremente, aquilo que irá consonar nossa subjetividade, no entanto, como é explicitado, nossa liberdade é condicionada, engajada, assim quando escolho, escolho não só por mim, mas pela humanidade como um todo.
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Brnoliver 11/01/2016

Excelente e fácil de ler
Para quem já está acostumado com textos e livros de filosofia esse parece ser muito fácil, Sartre descomplica o pensamento deixando fácil e claro para mais pessoas, mesmo aquelas fora do círculo da filosofia.
O livro traz uma explicação do pensamento existencialista, e ao mesmo tempo o defende de diversas críticas feitas a essa linha da filosofia. Eu mesmo considerava os existencialista muito pessimistas, e esse texto esclarece o porque temos essa impressão. Também traz uma crítica ao materialismo e ao mesmo tempo Sartre encaixa suas ideias sobre liberdade, moral, verdade, etc. Apesar de pequeno, vale muito a pena e é excelente para quem está lendo os primeiros textos de filosofia.

Citação: "O homem está condenado a ser livre. Condenado, pois ele não se criou a si mesmo, e, por outro lado, contudo, é livre, já que, uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo que faz."
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Laís Motta 03/09/2015

Jean-paul sartre
O primeiro texto que li de Sartre e nele, me esclareceu conceitos como de humanismo e existencialismo, coisas importantes para entender filosofias de tal século. Leitura encantadora, paciente e cativante.
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Mariana 14/10/2014

Existencialismo e plano do engajamento livre
Em texto circunstancial, acessível e descomplicado, Sartre defende o existencialismo de acusações que lhes eram atribuídas, sobretudo por comunistas e cristãos. O francês inicia sua argumentação com o seguinte raciocínio:

"A existência precede a essência"

Vulgarizando o pensamento para torná-lo mais compreensível, Sartre relaciona a concepção de existência humana à existência de um corta-papel. Ora, antes de existir como objeto, o corta-papel possuía conceito e objetivo. O utensílio já dispunha de uma função antes mesmo de materializar-se. Neste caso a essência precedeu a existência. O conceito de homem está para Deus como o corta-papel está para o homem.

No existencialismo ateu defendido pelo filósofo, no entanto, o homem constrói sua essência depois de existir e se localizar no mundo. Este é o principio norteador do existencialismo.

"O homem será aquilo que ele se tornar"

A partir do momento que se pensa na existência precedendo a essência, se pensa também no homem enquanto responsável pelo que é e pelo que pode vir a ser. Entende-se que:
1 Somos livres, pois construímos nossa essência.
2 Somos os únicos donos de nosso destino.

A questão é que para Sartre, esta liberdade não é um privilegio, pelo contrário, é uma condenação.

"O homem está condenado a ser livre"

O que o escritor diz aqui? Primeiro o homem é condenado, pois não cria a si próprio; depois é tido livre, pois uma vez lançado ao mundo, se torna somente aquilo que fizer dele mesmo. Como critério para essa compreensão de liberdade, Sartre lista alguns conceitos que fundamentam sua visão de que ela seja um fardo, contrário ao que prega o senso comum do significado da palavra:

A angustia
Já é axiomático que somos livres. Por sermos livres, temos necessidade de escolher. Mais: somos OBRIGADOS a escolher considerando que não escolher também é uma escolha. A angustia surge da sensação de responsabilidade coletiva e individual sobre essas decisões.

"A angustia se explica por uma responsabilidade direta aos outros homens envolvidos pela escolha"

O desamparo
Com desamparo, expressão de Heidegger, Sartre chama de desespero a ausência de um critério de certeza, um código de valores ou ordens que guiaria o homem em sua existência.

"Estamos sós e sem desculpas"
"Não há sinais de certo e errado no mundo"

Primeiro, o homem está sozinho e não há garantias ou valores absolutos para apoiar suas decisões. Depois, é possível ir além: os sinais não existem, pois o homem irá decifra-lo conforme melhor lhe parecer.

Para dar força ao pensamento de que somos obrigados a decidir sozinhos, Sartre menciona uma passagem do romance Os irmãos Karamazov, de Dostoievski, em que o escritor russo escrevera: Se Deus não existisse, tudo seria permitido. Com efeito, é disto que se trata o desamparo: o homem não encontra ao que se agarrar dentro e fora de si.

O desespero
Se eu sou livre, o outro também o é. A minha escolha está ligada a dele. O desespero é a sensação de que apesar de sermos livres, não podemos contar unicamente com nossas escolhas, tendo em vista que o outro também é livre.

O covarde
Neste conceito Sartre é mais combativo. Para ele, não há nada mais covarde do que negar a liberdade escondendo-se atrás de desculpas para não exercê-la pois é difícil, pois é angustiante, pois não há ao que se apoiar, pois desespera. O covarde age de má fé, pois rejeita a ideia de que é livre para poder se agarrar aos pretextos e essências que tornam sua vida mais cômoda, simples.

"Aqueles que encobrem, à guisa de seriedade ou com escusas deterministas, sua total liberdade, eu os chamarei de covardes; e aos que tentarem mostrar que sua existência era necessária, sendo que ela é a própria contingencia da aparição do ser humano sobre a terra, a esses chamarei de asquerosos"

O existencialismo não se trata de uma doutrina pessimista, pelo contrário, ela coloca o destino do homem nele mesmo. Suprimida a ideia de Deus, cabe ao homem determinar os valores e encarar a realidade.

"O que os amedronta não seria, exatamente, o fato dessa doutrina dar possibilidade de escolha ao ser?"
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Edu 30/05/2014

Essencial
Em termos teóricos, é um livro escrito na medida para quem quer uma introdução clara e simples ao existencialismo. Fundamental para qualquer pessoa que queira compreender o tema.

Aborda os temas de uma forma clara e sem rodeios.

Acho importante ressaltar que, para mim, sem dúvida se trata de um ENSAIO.

De toda forma, dei quatro estrelas por achar que, em se tratando de um ensaio, é muito curto. E porque acho que a filosofia Sartreana se apresenta de forma muito mais atraente em seus romances.
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Marcinha 09/03/2014

Bom
Esse livro foi um discurso de Sartre. É um bom livro para começar a entender Sartre. Não é um livro difícil de ler e com passagens bem interessantes.
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