Crônica de Uma Morte Anunciada

Crônica de Uma Morte Anunciada Gabriel García Márquez




Resenhas - Crônica de uma morte anunciada


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Guynaciria 16/05/2018

Livro publicado em 1981, nos apresenta a história que precede a morte do jovem Santiago Nasar.

Foi escrito na forma de uma reconstrução jornalística, como um narrador desconhecido, que tomou para si o encargo de escavar a história 20 anos após o ocorrido, para isso ele conta com a memória da população local, dos participantes ainda vivos e de 330 páginas das mais de 520 do processo judicial.

Santiago foi assassinado a facadas por Pedro e Pablo (irmãos de Ângela), após ser acusado por Ângela Vicário, de te-la desonrado, motivo pelo qual ela foi devolvida a casa de seus pais, na noite de suas núpcias. 

Por se tratar de um crime de honra, os acusados tem uma atenuante perante a população local e mesmo perante a justiça, já que o crime ocorreu em 1950.

Importante ressaltar que os irmãos tentaram a todo custo evitar o crime, já que o simples fato de terem saído a rua com esse intuito já limparia a sua honra diante da comunidade. Assim os irmãos Vicário gritaram aos quatro ventos o que pretendiam fazer, inclusive informaram as autoridades importante e os amigos íntimos da vítima, que nada fizeram pra precaver e evitar o trágico desfecho.

Podemos ressaltar nessa trama o conformismo da comunidade, que estava mais preocupada em ver como o caso terminaria. Assim como a duvida que vai permear todo o livro se de fato Santiago praticou ou não o ato de que fora acusado. 

O mais interessante da obra é a forma como os  sangrentos detalhes do assassinato foram descritos, a autopsia mal realizada. Além é claro das consequências desse ato sobre a vida de cada um dos personagens 20 anos depois. 
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Layla 12/04/2018

Primeira experiência com a literatura de Gabo
Conta a história de uma assassinato motivado por crimes de honra, na qual o narrador contará em forma de cronica o que aconteceu antes e depois do assassinato utilizando sua memória pessoal e os depoimentos das pessoas que de alguma forma participou desse drama, é apresentado na história: uma moça tentando esconder que não é mais virgem, um marido irritado por ter sido enganado, a população que não acreditava que de fato os irmãos da moça fosse matar o que manchou a honra da sua familia, o destino do cadáver, a história do dia do assassinato e o mistério no ar se realmente o "coitado" tirou ou não a virgindade da moça, é uma história embora trágica para a vítima, mas divertida para nós leitores através da sua narrativa simples, cativante e gostosa de ler, qual me ocorreu ser um pouco parecida com as histórias de Jorge Amado, tornando a primeira experiência literária com esse ator célebre, prazerosa.
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Dani 25/03/2018

Crônica de uma morte anunciada.
Lançado em 1981, o livro nos traz a história de um crime bárbaro ocorrido nos anos 50, em um pacata cidade da Colômbia: um homem foi morto a facadas na porta de casa.
Trinta anos depois da tragédia, o nosso narrador decide investigar os motivos que levaram à morte Santiago Nasar, a vítima do brutal do crime.

Tudo teria iniciado no casamento de Ângela Vicario e Boyardo San Roman. Após a cerimônia, a noiva é devolvida à família por não ser mais virgem, fato que, naquela época, dava ensejo à anulação do casamento.

Sem dar maiores detalhes, Ângela aponta como causador da sua desonra, Santiago Nasar, um homem bem-apessoado de descendência árabe, rico, intelectual e bem visto pela sociedade, sendo, inclusive, amigo dos seus irmãos e do próprio noivo.

Os irmãos gêmeos de Ângela, Pablo e Pedro, a fim de preservarem a honra da irmã e da família, decidem matar Santiago Nasar. Do momento que tomam essa decisão até que de fato ela ocorra, eles anunciam aos quatro ventos: Santiago Nasar morrerá.

Praticamente todos tomam conhecimento do crime, no entanto, poucas são as tentativas de tentar evitá-lo e aqueles que, de alguma forma, tentaram, não conseguiram. Na verdade, ninguém leva a sério o anúncio dos irmãos.

Gabriel nos traz essas informações já nas primeiras páginas, e por incrível que pareça, ele consegue a façanha de nos manter presos à leitura até o final do livro.
Há informações de que o nosso narrador seria o próprio Gabriel, que teria presenciado o acontecimento verídico desse fato quando morava em uma pequena cidade da Colômbia, na sua juventude.

São muitos os mistérios que envolvem a trama, inclusive há várias teorias e possíveis desdobramentos apontados, a principal pergunta que surge: será que Santiago Nasar realmente desonrou Ângela? Só lendo para descobrir.

O livro realmente se trata de uma morte anunciada, em que Gabriel deixa à mostra, nas entrelinhas, várias críticas a essa sociedade regada à conveniências e hipocrisia.

A vontade que dá ao final é de imediatamente reiniciar a leitura para tentar desvendar os mistérios que o autor deixa no ar. É instigante.
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Evandrojr. 28/02/2018

Crônica envolvente para se iniciar nas grandes obras do mestre Gabriel Garcia Marquez!
Nobel de literatura, o escritor colombiano Gabriel Garcia Marques foi um dos grandes inovadores da literatura do século XX transformando a arte de contar histórias numa linguagem um pouco mais “moderna” e apaixonante. O autor é dono de diversos contos e obras literárias que refletem a cultura latina, e nesta crônica no formato de suspense policialesco, Santiago Nasar é o protagonista, e logo na abertura é informado o seu assassinato num lugarejo provinciano onde todos se conhecem, e mais, logo nas primeiras páginas, o assassino é revelado, e ainda assim você é obrigado a seguir em frente na leitura da obra instigado pelo conservadorismo do povo local e todas as suas peculiaridades. Excelente leitura para se aprofundar na obra de Gabriel Garcia Marques, especialmente Cem Anos de Solidão e Amor nos Tempos do Cólera!
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Higor 20/02/2018

Sobre a aparente simplicidade que cativa
Gabriel García Márquez, assim como toda a sua obra, dispensa apresentação. Um dos seletos laureados ao Nobel que é lembrado e venerado por crítica especializada e leitores, quando a maioria dos escolhidos ou é facilmente esquecido ou contestado por todos. ‘Crônica de uma morte anunciada’ é, então, um livro com titulo autoexplicativo e que qualquer informação a mais pode facilmente ser spoiler, talvez até mesmo a primeira frase, para quem quer embarcar na leitura sem saber de nada.

Dito isso, quero frisar a importância do Gabriel jornalista para a construção e concretização desse livro, visto que ele esteve trabalhando como correspondente internacional em grandes fatos históricos, o que em si contribui para a história tão densa da reconstituição de um crime.

O exemplo não faz jus a dimensão de grandeza e poder do livro, mas eu me senti assistindo a um dos episódios intrigantes de ‘Linha Direta’, que me apavorava nas quintas-feiras e, dependendo da história, meus pais me proibiam de assistir.

Foi angustiante acompanhar os retalhos sendo costurados para formar uma cena única, mesmo que alguns desses pedaços se mostrem, com o tempo, de tamanho ou cor ou até mesmo textura inútil para a composição, com o disse-me-disse das pessoas, e os eu acho, que ao invés de ajudar investigações, fazem justamente o contrário.

A grandiosidade e o deslumbre em beber das palavras de Márquez é justamente o de trazer sentimentos intensos com algo tão simples e que, se você for parar para pensar, até mesmo pessoas comuns, que não são jornalistas e criminalistas ou coisa da área, fazem ao acompanhar crimes na televisão, por exemplo.

Foi com o simples que Gabo me conquistou e me fez ter vontade de ler não o complexo ‘Cem anos de solidão’, mas toda a obra jornalística dele. Mas não importa se livros densos e difíceis de serem lidos, ou com histórias aparentemente simples: que eu me apaixone por ele a cada nova aventura.

Este livro faz parte do projeto 'Lendo Nobel'. Mais em:

site: leiturasedesafios.blogspot.com
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Júnior_Desenho 18/02/2018

Foi anunciada mesmo
Eu fico impressionado como o Gabriel García Márquez consegue pegar qualquer situação e transformar em uma poesia. Desta vez o livro é sobre a morte de um rapaz chamado Santiago Nassar e sua morte foi anunciada desde a sinopse do livro. Um amigo dele que escreve a crônica investigativa desde antes da morte até depois, entrevistando parentes, amigos e moradores da pequena cidade onde a morte aconteceu.
Sempre que leio um livro deste autor tenho a mesma sensação: uma mistura de coisa real com irreal que deixa o leitor impressionado. A simplicidade na fala dos personagens tem um peso grande porque, como num paradoxo, é tão simples que fica complexo, e bonito de mais, de entender. Foi muito bom ler esse livro!
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Nat 25/01/2018

Mais um do Gabo <3
Crônica de Uma Morte Anunciada é um livro que estava parado no meu Kindle, meio lido apenas, não sei porque não finalizei. Então, peguei agora para ler tudo de novo do começo e... ainda bem que fiz isso!

Para quem nunca ouviu falar desse livro, a história fala do último dia de vida de Santiago Nasar. O relato, feito de forma jornalística, traz depoimentos de várias pessoas próximas do morto, de forma que temos a reconstituição do que aconteceu naquele fatídico dia. E, desde o início, entendemos que essa morte foi premeditada e que todo mundo do vilarejo sabia, mas ninguém fez nada para impedir.

O restante das minhas impressões vou falar em vídeo.

site: https://www.youtube.com/c/PilhadeLeituradaNat
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Brenda.Ingryd 22/01/2018

Sem palavras pra descrever o quanto eu me apaixonei por essa obra. Bem detalhista sobre as versões de um crime de cada personagem da cidade. Gabriel é rei. Fazendo o diálogos todos se encaixarem. A história super cativante e acelerada, onde muita coisa esta acontecendo ao mesmo tempo. Não decepciona. Amei demais.
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Ulisses Moreno 11/01/2018

Sobre o autor não há o que falar, Prêmio Nobel de literatura com sua Colômbia fantástica e Cem anos de solidão (fantástico). Crônicas segue uma linha da história fantástica, mas mais fechada que Cem anos, uma vez que a maior parte da história se passa no período de 2 dias.
O livro começa com o anuncio da morte de Santiago Nasar. Simples assim. Ele vai morrer e, ainda, não sabemos a razão ou o modo. Somos então colocados num casamento, o maior da região, uma dia antes da chegada do bispo. Este, maravilhosamente e sarcasticamente, só passa de barco e vai embora sem colocar os pés no chão. Isso, inclusive, é uma das melhores coisas na literatura de Gabo: o modo como ele lida com essas pequenas peripécias da vida. No meio da história ele te dá rasteiras maravilhosas que apenas te deixam sem chão.
A história é bem simples: Nasar vai morrer para defender a honra da irmã dos gêmeos Pedro e Pablo Vicário, que na hora da consumação do casamento se mostrou não sendo virgem. A magia nunca está no “o que” e sim no “como”. Gabo narra a história numa elipse temporal conforme o narrador, amigo de Santiago, reconstrói os fatos do dia fatídico. Fatos esses que voltam desde a chegada no incrível noivo a cidade: Bayardo San Roman. Fluente em latim, exímio nadador e muito rico escolhe Ângela Vicário como noiva. Numa das cenas mais incríveis do livro é narrado como é comprada a casa onde os recém casados morariam, casa escolhida por Ângela, que pertencia ao um viúvo. A casa era incrível, mas guardava as lembranças da falecida na forma de cacarecos que a mesma acumulou em seus anos de vida, para quem fica há uma sensação de dever em proteger as memórias em formas físicas. Após algumas tentativas, devidamente negadas de se vender a casa, a oferta de Bayardo é tão alta que não pode ser negada. Como já disse Oscar Wilde só se resiste a uma tentação se ela não for grande demais. A vergonha da venda foi tão grande que o viúvo veio a falecer pouco tempo depois e o médico da vila disse que a venda foi a razão da morte, afinal “ao ouvir seu coração se ouvia as lágrimas rolando”.
A investigação feita pelo narrador, cheio de dúvidas e incertezas quanto a veracidades dos fatos, incluindo aqui a verdade quanto ao fato que a honra de Ângela foi tirada por Santiago, corre boa parte do livro. Toda a cidade sabia que Nasar morreria após a partida do bispo e este mesmo foi informado pouco antes, pelo seu futuro ex-sogro (ou ex-futuro sogro?). A morte em si só nos é entregue, em toda a podridão, dor e nojo que se pode haver na morte, bem no final do livro. Antes desse momento há a prisão dos gêmeos, seu julgamento, o destino de cada um deles e por fim o final de Santiago.
Gabo nos entrega uma história forte, com personagens maravilhosos, uma trama trabalhada de maneira impecável e um final que não nos deixa esquecer o quão humana é a morte por honra.
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TalesVR 09/01/2018

Me lembrou meu pai
É o primeiro contato que tenho com Gabriel Garcia Marquéz e posso afirmar que é genial, 57 páginas muito bem aproveitadas de uma história tão ''antiga'', me transportei para a vila, me senti em cada personagem e ponto de vista, essa é fácil uma dessas histórias que meu pai as vezes conta sobre a roça lá pelos anos 60/70, talvez por isso tenha gostado tanto.
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Lennon.Lima 23/09/2017

Dinâmico, envolvente, enxuto. Leitura obrigatória de um fôlego só.
“'No dia em que o matariam, Santiago Nasar levantou-se às 5h30m da manhã'. Fatalidade, destino, o absurdo da existência humana. O que explica a tragédia que se abateu sobre o protagonista de Crônica de uma Morte Anunciada? Neste romance curto de construção perfeita, García Márquez monta um quebra-cabeça cujas peças vão se encaixando pouco a pouco, através da superposição das versões de testemunhas que estiveram próximas a Santiago Nasar no último dia de sua vida.”

“Em que e em quem acreditar? Como descartar a parcialidade das versões e 'o espelho quebrado da memória' dos envolvidos.”

Como conseguir prender a atenção do leitor revelando logo de cara que o protagonista morre no final por um crime que não cometeu? Reconstituído as horas antecessoras de sua morte revelando personagens e ambientação cativantes entremeadas por boas surpresas. Isso requer uma escrita ágil e envolvente que consiga fisgar a curiosidade do leitor em poucos parágrafos, pois a falta de conectividade instantânea pode provocar desmotivação em prosseguir com a leitura uma vez ciente das informações cruciais. Uma proposta ousada e por isso arriscada que deve contar com o espírito criador em estado de ebulição e um entusiasmo crescente conforme a espessura que se dá a obra para conferir segurança destemida em pôr em prática tal estrutura narrativa. Felizmente é o caso e o resultado é exitoso. Tenho essa convicção (sobre a intensidade do poder criativo do autor durante a escrita) por estar ciente de que a obra foi uma quebra de um longo hiato do consagrado escritor na sua produção literária. Ele tinha abandonado a profissão para se dedicar a outras atividades e surpreendeu a todos ao anunciar um novo romance. Certamente o acúmulo de anos inativo represando capacidade criadora tão extraordinária desenvolveu uma vontade irreprimível de se expressar artisticamente gerando essa maravilha do campo das letras.

A reconstituição do fatídico dia se dá na forma de uma apuração jornalística na qual colhe-se relatos de personagens que mantinham contato com a vítima. Tais relatos apresentam algumas imprecisões devido aos efeitos do tempo nas lembranças dos entrevistados e necessitam de habilidades dedutivas e comparativas, com a dos outros depoimentos, para uma descrição plausível dos últimos passos do protagonista.

Como mencionado, o sucesso do texto está vinculado a captura da atenção do leitor rapidamente e o estilo adotado da narrativa, sóbrio, sentenças curtas, por vezes coloquial, sem o apelo de grandes digressões, sem o uso de construções de frases complexas e de difícil absorção, é extremamente eficaz quanto a esse objetivo, no meu entender. O estilo também mantém coerência com a premissa de uma elaboração de um texto jornalístico já que tal perfil de texto segue as características mencionadas.

O autor demonstra uma técnica incrível ao aplicar um ritmo célere sem comprometer a profundidade exigida para se gerar envolvimento, empatia, e sem confundir o leitor com as diversas minúcias que traz sobre os tipos abordados e do vilarejo. É quase um organismo vivo que se engrandece instintivamente ao se nutrir do maná certeiro. Cada palavra, informação, detalhe uni-se ao volume consumido com uma espontaneidade assombrosa, como se não houvesse outro caminho a se trilhar, outro texto a se unir, outra lógica a se seguir. Estabelece-se uma trilha formidável composta por uma escrita precisa e saborosa cuja travessia até o seu desfecho é irresistível. Não é de se admirar percorrê-la em uma única leitura.

Outro aspecto que contribui para a leitura viciante é a sensação de constante urgência que elementos do roteiro traz desde o início da narrativa: descobre-se que a morte investigada poderia ser facilmente evitada, pois era pública, quase todos sabiam quando, onde, como e por quem seria executada, mas mesmo assim nada se fez. Passa-se o livro inteiro com a sensação de que bastaria encontrar a pessoa certa no momento certo para se evitar o mal e você passar a torcer por isso, mesmo já ciente do final trágico. Eis a maestria. Apesar de se revelar todos esses detalhes do enredo, isso não prejudica a experiência de leitura, pois é aquela velha história: não importa o final, mas, sim, a jornada. É interessante perceber os tipos de entraves que impedem de se transmitir uma notícia tão vital ao personagem, de como são sutis e plausíveis, e que tornam crível tamanho absurdo.

Apesar de se ter um protagonista não se trata de uma de estória que se prenda e dependa inteiramente de um personagem. Não é a estória que está a serviços dos personagens, mas o inverso. Santiago Nasar poderia ser qualquer pessoa que mesmo assim a crônica seria possível de se realizar sem alteração da proposta, no máximo com algumas variantes. Todos os indivíduos apresentados traz sua parcela de contribuição para se montar um mosaico sobre um microcosmo página após página mais ampliado e familiar.

É uma leitura saborosíssima que encanta pela simplicidade que somente os grandes trabalhos alcançam: de fácil assimilação, mas que gradualmente revela camadas complexas que surpreende o leitor ao se vê plenamente capaz de entendê-las quase sem se dar conta disso. O único defeito é que um lazer de pouquíssimas páginas.


site: https://cartolacultural.wordpress.com/2017/01/10/resenha-cronica-de-uma-morte-anunciada/
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Marvin.Cross 26/08/2017

Fazia tempo que eu tinha esse livro, então me sinto feliz por ter parado de protelar a leitura dele (principalmente pq não tem sequer 200 pgs). Me senti mais envolvido com as primeiras 70, 80 páginas do que com as outras depois destas. Mas gostei dessa primeira experiência com Gabo, embora tenha tido expectativas maiores. Só espero deixar de protelar a leitura de Cem Anos de Solidão, rsrs.
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Zelinha.Rossi 13/08/2017

Só no universo literário de Gabo é possível uma morte que
1) é conhecida por praticamente todos os personagens
2) ninguém leva a sério embora seja anunciada pelos assassinos aos quatro cantos
3) os próprios assassinos tentam a todo custo evitar e serem impedidos por aqueles a quem anunciam
4) ninguém tem coragem de anunciar ao futuro assassinado
5) os únicos que tentam de fato impedir a morte são terrivelmente tapeados pelas ironias do destino
e o assassinato que é anunciado desde a primeira linha da história de fato acontece!
Hilário! Maravilhoso!

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naldho 31/07/2017

Por que deixar para depois o que se pode fazer agora?
O livro mostra como a procrastinação e a suposição de que o outro vai fazer aquilo que deveríamos fazer por compaixão,conhecimento ou mesmo obrigação, pode levar à consequências irreversíveis e até dolorosas. Um ótimo livro,com a escrita fácil e direta de García Márquez.
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Culto e Cultura 22/07/2017

Crônica de uma morte anunciada
Meu primeiro livro de Gabriel García Marquez não poderia ser melhor. Considerado uma ótima obra introdutória aos livros do escritor colombiano ganhador do prêmio Nobel e grande nome do realismo mágico, trata-se de uma obra curta mas marcante. As poucas páginas de uma escrita crua conseguem prender o leitor e não permitem que o livro seja largado antes do fim da estória. Retrata a morte mais anunciada possível do personagem Santiago Nassar, com as circunstâncias e dúvidas que a envolvem, a descrição realista da cena e do dia do crime e as memórias das diversas pessoas que sabiam o que iria acontecer mas na maioria dos casos não fizeram nada para impedir, as quais contribuíram com seus relatos e memórias para construir a narrativa contada por um amigo próximo de Santiago

site: https://www.instagram.com/cultocultura/
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