Crônica de Uma Morte Anunciada

Crônica de Uma Morte Anunciada Gabriel García Márquez




Resenhas - Crônica de uma morte anunciada


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Zelinha.Rossi 13/08/2017

Só no universo literário de Gabo é possível uma morte que
1) é conhecida por praticamente todos os personagens
2) ninguém leva a sério embora seja anunciada pelos assassinos aos quatro cantos
3) os próprios assassinos tentam a todo custo evitar e serem impedidos por aqueles a quem anunciam
4) ninguém tem coragem de anunciar ao futuro assassinado
5) os únicos que tentam de fato impedir a morte são terrivelmente tapeados pelas ironias do destino
e o assassinato que é anunciado desde a primeira linha da história de fato acontece!
Hilário! Maravilhoso!

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naldho 31/07/2017

Por que deixar para depois o que se pode fazer agora?
O livro mostra como a procrastinação e a suposição de que o outro vai fazer aquilo que deveríamos fazer por compaixão,conhecimento ou mesmo obrigação, pode levar à consequências irreversíveis e até dolorosas. Um ótimo livro,com a escrita fácil e direta de García Márquez.
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Culto e Cultura 22/07/2017

Crônica de uma morte anunciada
Meu primeiro livro de Gabriel García Marquez não poderia ser melhor. Considerado uma ótima obra introdutória aos livros do escritor colombiano ganhador do prêmio Nobel e grande nome do realismo mágico, trata-se de uma obra curta mas marcante. As poucas páginas de uma escrita crua conseguem prender o leitor e não permitem que o livro seja largado antes do fim da estória. Retrata a morte mais anunciada possível do personagem Santiago Nassar, com as circunstâncias e dúvidas que a envolvem, a descrição realista da cena e do dia do crime e as memórias das diversas pessoas que sabiam o que iria acontecer mas na maioria dos casos não fizeram nada para impedir, as quais contribuíram com seus relatos e memórias para construir a narrativa contada por um amigo próximo de Santiago

site: https://www.instagram.com/cultocultura/
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Monique 22/07/2017

O Gabo é mesmo mestre em contar histórias e descrever memórias. A estrutura dessa narrativa é tão fantástica que mesmo conhecendo desde o princípio quem morreu, quem matou, como e por que isso aconteceu, fiquei presa até a última linha, querendo descobrir mais sobre o mistério que envolvia essa sociedade tão inerte diante de tal brutalidade. Depois da leitura, descobri que o Gabo se inspirou em um crime real, que aconteceu em Sucre, onde morou no até o inicio da década de 50, o que me fez compreender melhor o teor critico à sociedade colombiana, e seus valores, nessa época. Enfim, vale muito a pena ler e reler...
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Marker 21/07/2017

Ao anunciar a tragédia tão minuciosamente descrita ao longo desse pequeno volume logo em sua primeira linha, Gabo deixa claro o tipo de escritor que foi e segue sendo. Pouco interessado em suspenses simples e mistérios genéricos, neste Crônica ele toma emprestado certo sentimento kafkiano de estranheza e incompreensão das ferramentas dos homens e da lei para contar a história de Santiago Nasar e os motivos, ou sobretudo falta destes, para a sua trágica morte. Se fala sobre tradição e crime, mas é sobretudo uma investigação de ares jornalísticos que investiga as esquinas enevoadas da memória e amontoa diversos pontos de vista em busca de uma verdade que provavelmente não existe. Foda.
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Lucas Furlan - Valeu, Gutenberg! 28/06/2017

A morte de Santiago Nasar
Esse livro é mais uma prova do talento narrativo incomparável de Garcia Márquez. Logo na primeira frase do livro já sabemos que Santiago Nasar foi assassinado, mas o autor esmiúça esse crime com tanta exuberância que é impossível largar o livro.

A obra permite várias leituras: será que os homens são apenas egoístas ou são impotentes frente ao destino?

Leitura obrigatória!

(Leia a resenha completa no blog)

site: www.valeugutenberg.wordpress.com
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Drielly 10/06/2017

"No dia em que o matariam, Santiago Nasar levantou-se às 5h30 da manhã."

Aquele livro que desde a primeira frase você já sabe o desfecho, mas lê até o fim com coração apertado torcendo pro narrador ter se enganado e que o desfecho seja diferente.
Mesmo sabendo o que vai acontecer, não sabemos como nem por que. Fiquei tão envolvida na leitura que vai ser difícil tirar essa história da cabeça por um bom tempo, há muito que não favoritava um livro. A narrativa da morte de Santiago Nasar é muito bem construída e todas as pontas ficam amarradinhas no final do livro.

Leiam, leiam e leiam!


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Braguinha 05/06/2017

Obra menor de GGM
Uma obra menor do autor colombiano. Passa longe da genialidade de “Cem Anos De Solidão”.

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Thiago Fernan 30/05/2017

Esplêndido
Como assim, um livro que já começa contando o fim? Como assim, um livro curto com tantos detalhes de aspectos sociais e personagens profundos? Meu primeiro contato com Gabriel Garcia se revelou surpreendente. A atualidade reserva livros clichês e de escritas rasas, e isso acaba nos fazendo acostumados com literatura "trash". Ao me deparar com esse livro em especial, volto a ser lembrado de como a leitura, a literatura e as grandes obras podem ser fantásticas, bem escritas e servirem de alimento ao intelecto. A riqueza de detalhes em "Crônica de uma morte anunciada" impressiona, ainda mais quando o fim é prenunciado. Engraçado foi ter me visto torcendo para Santiago não ter morrido, mesmo não sabendo muito sobre ele, mesmo conhecendo seu destino. A cena final me fez revirar o estômago!

Esse é daqueles raros livros que, quando terminam, te fazem parar e refletir sobre tudo e sobre nada, com surpresa, com exasperação!
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Lorena Alhadeff 22/05/2017

"A fatalidade nos faz invisíveis..."
Meu primeiro Gabo, valeu a pena!!!
Livro excelente, história muito bem escrita. No início parece um pouco óbvio, pois desde as primeiras paginas sabemos o desfecho do livro. Mas Gabo surpreende com seu talento e nos mostra alguns antigos costumes, comidas, ditados e rotinas do Caribe e locais próximos. Mostra-nos, entre outros fatos, o machismo exacerbado da época, a desvalorização da mulher, além da violência tolerada para resolver questão de "honra". Vamos seguindo as opiniões e observações de seus personagens surreais, divertidos, trágicos e sofridos, passo a passo, até o derradeiro acontecimento envolvendo o a vítima (que não fica claro ser inocente ou não), Santiago Nasar.
Obs: no início deste livro, percebi algumas leves semelhanças de personagens e descrições com o livro Dois Irmãos, Milton Hatoum.?
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Bruna 14/05/2017

Como sempre, escrita maravilhosa e não consegui largar até terminar.
Achei muito genial os maiores mistérios do livro não serem os assassinos e nem o motivo do crime, e sim outros que vamos lendo ao desenrolar da história.
É uma história tão pequena e ainda assim te dá muito pra pensar. A valorização exacerbada da virgindade da mulher, a passividade das pessoas com relação aos crimes e muito mais.
Só tirei uma estrela pela falta de conexão emocional com os personagens (o autor nunca teve a intenção, ainda assim...)
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Firmino 30/04/2017

“nunca Houve morte mais anunciada” (pag.76)

Mataram Santiago Nasar. Esta é a noticia que o leitor recebe logo de cara no inicio do livro. Por que? Como? Por quem? As respostas são obtidas no decorrer do livro de uma forma que fica evidente a capacidade jornalística e o talento de Gabriel Garcia Marques que de uma forma magistral, da voz a um narrador personagem através do qual, expõe os fatos ocorridos recompondo-os “com tantos estilhaços dispersos, o espelho quebrado da memória” (pag 13)

Esta é a principal característica que torna essa obra tão magnífica: a forma que é narrado; a recomposição desses “estilhaços” que vão montando um quebra-cabeça, por via de testemunhos de alguns dos moradores do povoado e do próprio narrador, que, alem de nos revelar o que realmente aconteceu naquela segunda feira terrível nos proporciona um panorama da vida de Santiago Nasar e de seus achegados.

Lopes 02/05/2017minha estante
é muito bonito esse "anúncio".


Firmino 03/05/2017minha estante
sem dúvida, Lopes. Beleza única esse "anúncio"




João de Campo Grande 13/03/2017

Sabe aqueles momentos em que se descobre algo importante (negativo, geralmente) sobre alguma pessoa e depois disso todos que a conheciam dizem que ela tinha algo de esquisito, que nunca os enganou, etc? Pois é a cara deste livro curto, muito bem escrito, bem-humorado e permeado de leve pelo realismo fantástico de Garcia Márquez. Corra para lê-lo!
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Nicolas 13/03/2017

O mártir do corpo
No final do livro, o destino anunciado do assassinado em questão me lembrou muito os destinos dos mártires. Eu tive a impressão que Santiago Nassar sabia que ia morrer. Aceitou o seu destino e o encarou de frente. A diferença entre os mártires que morrem em prol de uma causa e Santiago Nassar é: pelo que Santiago morre? Sendo um sujeito boêmio, talvez, ele morra para celebrar os pecados da carne (mesmo ele não sendo, necessariamente, o culpado do crime).
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