Crônica de Uma Morte Anunciada

Crônica de Uma Morte Anunciada Gabriel García Márquez




Resenhas - Crônica de uma morte anunciada


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Letty 10/01/2020

Envolvente!
Não estava colocando muita expectativa, pois logo na primeira página já foi anunciado a morte de Santiago Nasar (Não é spoiler). Mas Gabo nunca decepciona, a história é muito bem estruturada, envolvente, com detalhes e enredo que prendem a atenção do leitor. O autor detalha muito bem a participação de cada personagem e são detalhes assim que ajudam na compreensão sobre o crime.

Além disso é uma obra que considero atemporal, a morte de Santiago poderia ter sido evitada, mas as pessoas preferiram ser indiferentes, permaneceram neutras diante da situação.

“Mas a maioria das pessoas que teriam podido fazer alguma coisa para impedir o crime e, no entanto, não o fizeram, consolaram-se com o pretexto de que os assuntos de honra são arquivos sagrados a que só têm acesso os donos do drama.”

E isso nos leva a reflexão sobre nossas atitudes no cotidiano, quantas situações que atualmente também poderiam ser evitadas, mas que preferimos permanecer omissos. Enfim, uma leitura rápida, envolvente e que vale muito a pena.


Samuel.Machado 23/12/2019

"Não quero flores no meu enterro", disse-me, sem pensar que eu trataria disso no dia seguinte.
O que esperar de um livro que já nas primeiras linhas entrega ao leitor o que irá acontecer? Foi isso que pensei imediatamente ao começar a ler este maravilhoso livro.

Gabriel Garcia Marquez descreve de forma fantástica os acontecimentos que ocorreram antes durante e depois do assassinato de Santiago Nasar (não é spoiler).

Neste relato incrível vemos a omissão das pessoas diante de um crime claramente anunciado, o arrependimento de algumas pessoas (de outras nem tanto), o sofrimento de uma mãe, a frieza dos assassinos e uma morte que poderia ter sido evitada.

A escrita geniosa de Gabo fez com que eu devorasse o livro. Ele conseguiu com maestria relatar os acontecimentos dessa história (real), através de uma crônica incrível. Aqui vemos a humanidade como ela é: cruel, egoísta, sádica, hipócrita... e é essa a grande sacada da obra.

Foi a minha primeira leitura do Gabriel Garcia Marquez e eu já estou apaixonado. Virou livro favorito da vida, e com certeza será relido diversas vezes.
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Lethycia Dias 09/12/2019

"Nunca houve morte mais anunciada"
"No dia em que o matariam, Santiago Nasar levantou-se às 5h30m da manhã para esperar o navio em que chegava o bispo".
A frase acima é a primeira desse livro tão curto, em que o narrador retorna ao seu local de origem, uma pequena cidade na Colômbia, na tentativa de reconstituir a memória coletiva sobre o assassinato de seu amigo Santiago Nasar, após a acusação de ter "desonrado" uma jovem que havia se casado no dia anterior.
As peculiaridades desse livro são muito famosas. É uma história sobre um assassinato cujos autores e o motivo são informados logo nas primeiras páginas, porque tudo é de conhecimento público, afinal, "nunca houve morte mais acunciada" (pág. 68). O interessante mesmo é entender como se realizou um assassinato que toda a cidade já sabia que aconteceria, sem que ninguém tivesse conseguido impedir ou avisar àquele que morreria.
Também é delicioso conhecer todas as divergências de narrativas sobre o que antecedeu essa morte, pois todas as pessoas consultadas pelo narrador viram ou ouviram alguma coisa, mas os relatos se desencontram. A escrita de Gabriel García Márquez dá conta de todas as coincidências e absurdos dessa história, de forma única.
Foi muito prazeroso e ao mesmo tempo estranho reler esse livro, que eu tinha lido anos atrás, porém em espanhol. Foi impossível deixar de torcer por Santiago Nasar, embora eu soubesse que ele morreria. As últimas páginas são o melhor, cheias de dramaticidade com a tentativa das poucas pessoas que se dispuseram a avisá-lo, em vão, e finalmente com a cena do assassinato em si, que é descrito de forma tão vívida que parece acontecer em câmera lenta na imaginação.
Não é à toa que esse é um dos mais conhecidos livros de Gabriel García Márquez. A edição da editora Record é muito bonita, além de ter uma diagramação bem confortável que faz a gente avançar sem se dar conta do quanto leu.

site: https://www.instagram.com/p/B51IAOfDX9b/
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Nilson Gonçalves 08/11/2019

Chocante
Não gostei. Nao faz meu gênero literário este tipo de Crônica. A sordidez de um crime descrito em suas minúcias pode até prender a atenção ate o fim da leitura, mas definitivamente não me agrada. Claro, muito bem escrito e pra quem gosta do gênero certamente fascinante. Não pra mim.
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Lorena Mireia 22/10/2019

Nesta obra, Gabriel Garcia Márquez narra um evento verídico que ocorreu na época de sua juventude com um amigo muito próximo.
Santiago Nasar era um jovem rico, influente e que levava uma vida boêmia, quando esta foi interrompida brutalmente por uma acusação, sem provas, envolvendo a perda da honra de uma moça recém-casada. Quanto aos autores do crime e o modo como este foi executado, não paira nenhum mistério.
Todavia, ao trazer o caso à tona, décadas posteriores, o que causa indignação e a revolta do leitor é a dimensão da negligência das autoridades, da população e da própria polícia, visto que, tiveram oportunidades para tomar as medidas cabíveis a fim de evitar a tragédia proclamada aos quatro ventos da cidade, e ainda assim não o fizeram.
Uma fatalidade que revela a omissão de uma sociedade hipócrita e ávida para censurar e fazer julgamentos morais, mas que além de se manter em silêncio diante do caos anunciado, ainda corre ardorosamente para presenciá-lo como se fosse um espetáculo muitíssimo aguardado, que evidencia autoridades e polícia desqualificadas, as quais cometem erros grotescos na vã esperança de que assim vão impedir o crime.
Além das reflexões sobre a falha coletiva do povoado, o autor também vai suscitar as incógnitas que permeiam o caso. Será que a vítima foi realmente quem desonrou a moça ou o responsável seria um amante secreto que ela queria proteger a identidade? Teria Santiago Nasar tantos desafetos que ninguém se importaria com a sua morte? O exímio narrador, tão ligeiramente mencionado,teria uma participação mais significativa na trama?
Enfim, tais perguntas, muito provavelmente, permanecerão sem respostas. O fato é que quando algo estarrecedor ocorre, aquele que podendo ajudar e não o faz também é culpado.
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Talita Frezzarim 18/09/2019

Minha estreia com Gabo e já estou apaixonada!
Livro ácido com uma crítica ferrenha à justiça com as próprias mãos, ao conformismo social e à responsabilidade por omissão. Uma obra curta e de leitura envolvente. Vale a pena!
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Rayearthking 01/09/2019

Gabo nos leva para um local familiar e afetivamente rico
Esse local para o qual o autor nos leva é muito familiar e marcado pelo realismo mágico, permitindo ao leitor ser sugado para um mundo de afetos familiares e histórias permeadas por magia. O livro é incrível e só confirma a minha ideia de que Gabriel García Márquez é um dos meus escritores favoritos.
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Jeanne 21/08/2019

García Marquez nunca decepciona. Escrita envolvente, imersiva, personagens de carne, osso, sentimento e latinidade. Fenomenal!
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Ricardo.Costa 06/08/2019

Livro bom!
Minha primeira leitura de Gabriel Garcia Marquez. Livro fácil e acessível de ler. Só fiquei em dúvida quem seria o narrador...
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Cindi 23/07/2019

Uma narrativa provocante por del Gabo...
...
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@mestremi 24/06/2019

Saber não significa fazer
"A fatalidade nos faz invisíveis". Márquez
Acredito que o brilho de Gabriel Gárcia Márquez nessa obra está relacionada a descrição da negligência humana diante do que sabemos. É comum a omissão daquele que sabe o que deve ser feito e não faz. Muito cativante a leitura e a reflexão que a obra desperta em nós é fascinante.
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Érica ( @erica.v.reis ) 08/06/2019

As nuances de uma tragédia anunciada descritas por um escritor genial!
Como um livro em que o desfecho é revelado nas primeiras linhas pode nos prender até o final?
Crônica de uma morte anunciada traz a genialidade de Gabo, nessa narrativa de cunho jornalístico, mas que não perde o lirismo tão peculiar do autor.
No decorrer da história em que achamos já saber de tudo (quem morre e quem mata), o autor nos revela os personagens até então coadjuvantes, mas que podem muito bem ser os protagonistas da tragédia exaustivamente anunciada. Há um mistério maior que precisa ser respondido pelo leitor: afinal, quem NÃO matou Santiago Nasar?

"Mas a maioria dos que puderam fazer alguma coisa para impedir o crime e, apesar de tudo, não o fizeram, consolou-se com invocar o preconceito de que as questões de honra são lugares sagrados aos quais só os donos do drama têm acesso."


Joquebede.Guedes 22/05/2019

Lido em dois dias!
Foi meu primeiro livro do Garcia Marquez, e eu estou muito feliz de ter começado por ele! Nossa, que leitura incrível, como em "a metamorfose" de Kafka, o autor já nas primeiras páginas te traz todo spoiler da história, quem vai morrer, porque vai morrer e quem vai matar, e ainda assim te leva até a última página. Como em "Dom Casmurro" você desconfia se o que relatam sobre Santiago é de fato uma realidade. Gostei da apresentação dos personagens, de como é apresentada a sociedade da época e região e sua maneira de lidar com suas questões, que muitas vezes é hipócrita, condenando determinadas coisas e encobrindo outras até semelhantes. Favoritado e cinco estrelas!
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Ernani.Maciel 18/04/2019

Indelével.
A linguagem do Gabriel - ou Gabo para os íntimos - é, em minha humilde opinião, similar à do Jorge Amado.
A linguagem, não a história, lembrou-me muito a do livro do Amado que se chama A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água.
Adoro este estilo que é peculiar aos latinos.

Quem conhece o Gabriel sabe bem o que vai encontrar quando decide ler um dos seus romances: história bem estruturada, coesa e convincente; enredo atrativo e empolgante; e personagens que nos arrancam gargalhadas por flutuarem entre o realismo e o fantástico.

Neste livro curtinho, Gabriel deixou - como sempre ocorre - sua marca indelével.

Paulatinamente lerei todos os seus livros, este é apenas o terceiro.
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Paulo Silas 07/04/2019

"No dia em que o matariam, Santiago Nasar levantou-se às 5h30 da manhã" - é assim que a narrativa de "Crônica de uma Morte Anunciada" tem início, contando-se, a partir de diferentes perspectivas daqueles que fornecem as lembranças para que a história possa ser construída, as razões que teriam levado ao assassinato de Santiago Nasar. Num tom de relato jornalístico, mas sem deixar de lado a beleza própria da escrita do autor, o livro reconstrói os fatos prévios e posteriores ao crime cerne da história, buscando assim fornecer ao leitor as lembranças dos envolvidos numa tentativa de se estabelecer uma reconstituição dos fatos.

Ao ser questionada sobre uma desonra sofrida, Ângela Vicário aponta para Santiago Nasar como o responsável pela infâmia praticada. Os irmãos Vicário não hesitam em, desde logo, jurar vingança, estabelecendo a sentença de morte de Santiago. Muitos da pequena localidade em que se situam ficam sabendo da jura de morte, de modo que o o ocorrido é inevitável - seja pelo descrédito de alguns para com relação ao cumprimento da promessa de vingança, seja ainda pelo não intenção de envolvimento no problema. Os últimos passos dos irmãos Vicário antes da prática do crime iminente são contados por aqueles que os viram momentos antes e depois do assassinato, assim como os últimos instantes de vida de Santiago Nasar. Amigos, conhecidos e familiares fornecem os fatos, ou melhor, as lembranças que possuem sobre os fatos, para que a narrativa possa ser construída e uma história minimamente linear possa ser contada.

Ao adotar a estrutura narrativa de cunho jornalístico, no sentido de reunir testemunhos diversos para construir a história de um crime, o livro ganha uma feição toda própria: para além do estilo em si, fica sempre aquela dúvida pairando no ar sobre a credibilidade das testemunhas que relatam suas lembranças sobre os episódios que culminaram no fatídico desfecho da vida de Santiago Nasar, afinal, a vítima nada teve a ver com o que deu motivo às juras de vingança dos irmãos Vicário, mas por mais que esse fato possa ser tomado como certo (a inocência de Santiago), os lapsos de memória contados pelas testemunhas que fornecem os elementos para se construir a história não soam inteiramente confiáveis, sendo esse provavelmente o principal motivo que dá toda a beleza de "Crônica de uma Mote Anunciada" - um livro belo e chamativo que demonstra toda a potencialidade de Gabriel García Márquez.
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