Crônica de Uma Morte Anunciada

Crônica de Uma Morte Anunciada Gabriel García Márquez




Resenhas - Crônica de uma morte anunciada


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Mateus 21/02/2010

Com uma narrativa esplêndida, Gabriel Garcia Marquez faz de Crônica de uma Morte Anunciada um dos seus livros mais marcantes e críticos de todos.
Todas as pessoas sabiam que Santiago iria ser assassinado (menos ele próprio), e ninguém teve a coragem de contar a ele. Isso é uma grande crítica ao mundo atual, onde a covardia fala mais alto, e onde todos as pessoas são os assassinos, pois o crime poderia ter sido evitado.
Manuella 01/11/2013minha estante
Estou aqui lendo as resenhas desse livro e eis que te encontro. HAHAH Beijos Mateus. Adoro suas resenhas.


VeraaPacheco 09/12/2014minha estante
Quem desvirginou Angela Vicario?


Marco Maia 03/06/2015minha estante
Boa pergunta Vera, mas acho que na visão do autor esse fato não interessa, ao menos é o que pensei quando acabei de ler.


Barbara.Guedes 03/06/2019minha estante
Segundo GABO este é seu livro favorito, apesar de CEM ANOS ter dado a ele o Nobel.




Aline T.K.M. - @aline_tkm 18/06/2010

Leitura obrigatória!
http://escrevendoloucamente.blogspot.com

Apesar de conhecermos a trágica sentença de Santiago Nasar logo na primeira página de Crônica de uma Morte Anunciada, a narrativa é tão instigante que torna impossível largar o livro antes de chegar ao final. Os acontecimentos são contados com uma velocidade feroz – assemelhando-se a uma produção jornalística – por um narrador que deseja desvendar a história juntando as peças de um quebra-cabeça. Ele colhe depoimentos das pessoas da comunidade e, tal como ocorre em uma investigação, existe a divergência. Muitos se lembravam do dia como uma “manhã radiante”, já outros insistiam no tempo ruim e céu sombrio.

Desde o momento em que Ângela Vicário nos revela o nome de Santiago como sendo aquele que a desvirginara, o narrador carrega a dúvida (e nós, leitores, também) sobre se Santiago seria mesmo o autor do ato ou se, culpando-o, Ângela na verdade encobria o nome de um possível amante. Os infelizes acontecimentos ecoaram por muitos anos na vida de Bayardo San Román e Ângela Vicário, fazendo-se presentes em forma de solidão; mas, também, acabaram por revelar para ambos uma luz no fim do túnel.

O momento em que os gêmeos Vicário matam Santiago Nasar é realmente singular, mas não vou revelá-lo por completo, de chofre, aos possíveis futuros leitores do livro. Assim, atenho-me a destacar o momento em que Pablo Vicário lhe deu uma facada no ventre e “os intestinos completos afloraram como uma explosão”. Alucinado, Santiago Nasar caminha “amparando com as mãos as vísceras penduradas” e, ao ser perguntado sobre o que lhe havia passado, ele apenas responde: “Me mataram (...)”.

É interessante como a obra nos mostra preconceitos e comportamentos demasiado arcaicos (se pensarmos nos dias de hoje) tão cravados na comunidade que acabam sendo normalmente aceitos, inclusive pelos vitimados, levando a que o crime adquira o papel de consequência irremediável e até necessária. Ao haver tanta gente avisada da morte e curiosa quanto aos últimos momentos de Santiago Nasar, é de admirar que ninguém o tenha visto lá pelos finais de seu trajeto para alertá-lo. Em resposta, o autor nos coloca uma frase, mais como uma reflexão, com a qual finalizo este texto: “A fatalidade nos faz invisíveis”.


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http://escrevendoloucamente.blogspot.com
VeraaPacheco 09/12/2014minha estante
Quem desvirginou Angela Vicario?




HENRIQUE BREGONCI 16/04/2011

-
Agora compreendo porque Gabriel Garcia Máquez
ganhou o premio Nobel de Literatura !
Em ''CRÔNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA'' seu
realismo é fantástico. Teve o poder de misturar
e revirar os fatos e ao mesmo tempo parecem
justapostos. Apesar de o nome do livro já
dizer o principal assunto, a cada página lida,
aumenta ainda mais o mistério e o suspense,
que nos deixam literalmente curiosos e interessados.
'coitado de Santiago Nazar, morreu cruelmente
sem saber o motivo, em meio a uma sociedade
preconceituosa que não o ajudou, com exceção de
alguns amigos.'

OBS: Particularmente, penso que faltou um final
mais criativo !
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Arthur 10/01/2010

Excelente texto de Garcia Marquez.

Um conto que nos faz refletir sobre a sociedade em que vivemos, sobre a comunidade na qual estamos inseridos, a rede social de "conhecidos", e principalmente, os que chamamos de amigos. Assim foi a minha leitura do livro.

Uma história onde na primeira página, ou melhor, no título, ele já conta o fim da história: a morte de Santiago Nasar. E o incrível, todos na cidade, sabiam de sua morte, mas ninguém se preocupa em anunciar isso a Santiago, que acaba morrendo surpreso... mesmo a cidade inteira sabendo do fato que estava prestes a ocorrer.

Achei um excelente crítica, que a cada ano que passa se encontra mais atual.
Quanto a produção textual, excelente, prende você do início ao fim, narrativa perfeita em relação a construção dos fatos. 2º livro que li do autor, e pretendo continuar lendo mais obras.
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Alberto 21/03/2010

Surpreendente
Terminei ontem à noite Crônica de uma morte anunciada, e não foi nenhum espanto me sentir sugado no emaranhado texto de Gabriel Garcia Marquez. No começo apenas achei uma história interessante, mas aos poucos o envolvimento com a trama cresce a ponto de o interesse se transformar em fascínio.

Marquez, como poucous, sabe conduzir a trama até o clímax, prender o leitor com a sua simplicidade de ações em mentes perturbadas, sem contar as referências culturais dos povos da América Latina.
Um excelente livro.

VeraaPacheco 09/12/2014minha estante
Quem desvirginou Angela Vicario?




larissa bacanhim 09/08/2009

Daquelas histórias que você nunca esquece.
André 26/11/2015minha estante
Acabei de ler. Também acho vai durar muito tempo na cabeça. Tão bem amarrada, né? E pra mim, foi ainda melhor porque me ttirou a impressão ruim que tive dele (García Marquez ) por causa de 100 anos de solidão, que eu não gostei.




Fendrich 04/03/2011

Crônica da Qualidade Anunciada
Não há o que descobrir: a morte de Santiago Nasar é anunciada já na primeira frase do livro, e não demoramos muito a saber quem são os seus assassinos. Nem por isso, "Crônica de uma morte anunciada", de García Márquez, deixa de manter um elevado nível de suspense na história - gerado principalmente pela maneira como é contada. García Marquez pratica um delicioso exercício literário e se insere como narrador e personagem de uma história que não presenciou, preocupado em destrinchar todas as circunstâncias que levaram a um crime acontecido na vida real, mas contado sem abrir mão da ficção.

Sua narração parece ter passado por um processo industrial de eliminação dos excessos, restando apenas aquilo que é essencial para a compreensão da história. Isso não significa que a obra seja um frio e objetivo relato jornalístico - até porque, é narrado em primeira pessoa. No entanto, a profusão de detalhes é tamanha que parece impossível acreditar que não existe um motivo muito bem definido para cada um deles. É um bombardeio de informações que, fossem totalmente literais, deixariam impressionado o historiador mais detalhista. A impressão que fica é que a história simplesmente caiu nas suas mãos.

Embora García Márquez tenha se escondido atrás do relato da própria história, como bom jornalista, um dos aspectos mais marcantes do livro é justamente o seu próprio estilo. Afinal, foi capaz de reinventar uma história real, contá-la de forma não cronológica, brincar com a ficção e, ainda por cima, manter a atenção para ela mesmo depois de sabermos o que vai acontecer. Poucos escritores teriam tamanha habilidade.
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lfcardoso 28/12/2009

Quebra-cabeça de um assassinato
Depois de uma pausa de seis anos, o escritor Gabriel García Márquez publica em 1981 o livro "Crônica de uma morte anunciada". A novela, narrada em primeira pessoa, reconstitui as horas que antecederam o assassinato de Santiago Nasar pelos irmãos Vicário. Através de sonhos, lembranças e opiniões dos habitantes de uma pequena cidade colombiana, o narrador recria o crime ocorrido.

Com um estilo sóbrio, sem qualquer enfeite desnecessário, García Márquez prende a atenção do leitor e mantém o clima de tensão e suspense, mesmo revelando nas primeiras páginas a identidade da vítima e dos assassinos.

Ângela Vicário, irmã dos criminosos, é devolvida à casa dos pais pelo marido, o excêntrico Bayardo San Román, na noite de núpcias. A moça fora desvirginada antes do casamento por outro homem. Pressionada por um dos irmãos, ela diz que Santiago foi o responsável por sua desonra. A honra perdida só pode ser reparada por meio de sangue.

Os irmãos Pedro e Pablo não querem matar Santiago e contam para todos que encontram a intenção de matar o rapaz. Eles têm a espernça de serem impedidos por alguém. A cidade inteira, com exceção da vítima, fica sabendo do objetivo dos gêmeos Vicário, mas nada de efetivo faz para detê-los. Os habitantes da cidade tornam-se cúmplices passivos. O absurdo marca a sua presença na novela

Durante o decorrer da história, o caráter de inevitável da morte do jovem Nasar é reforçado por sonhos e premonições. Em dado um momento, porém breve, o leitor acredita que a sorte de Santiago pode ser mudada.

As versões apresentadas pelas personagens são divergentes e conflitantes. Talvez um inocente tenha sido morto para poupar a vida do verdadeiro amante de Ângela.

As dúvidas e contradições que cercam a narrativa do livro "Crônica de uma morte anunciada" mostram como a vida dos homens pode ser absurda e terrível.
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Lucas 29/01/2010minha estante
Muito boa a resenha! A idéia dos cúmplices passivos é curiosa, muito bem colocada. Quando fiz a minha resenha desse livro também recorri a idéia do quebra-cabeça, me assustei quando vi seu título, mas não abordei os detalhes da história propriamente, explorei mais a idéia do quebra-cabeça, o qual achei bem inusitada. Acho que acabei colocando o mesmo título que você meu caro.




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Gláucia 20/08/2010

Narrativa primorosa
Mais uma vez Gabo demonstra que às vezes a maneira de contar vale mais que a história em si. Não que esta não seja boa, mas logo no início (e até no título) nos é tirado o elemento surpresa: sabemos que o protagonista morrerá e quem o matará. Ora, então pra que ler?!
Pelo prazer de uma narrativa perfeita e envolvente, à GGM...
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Wanderson 05/01/2019

Sabemos da morte do herói logo no início do livro. Mas nem por isso consegue-se abandonar a história muito bem contada. O autor vai fornecendo informações aos poucos, às gotas. Participamos da narrativa tecendo nossas próprias teorias para o crime. Simpatizamo-nos por humanos imperfeitos. Inventados perfeitamente. E esquecendo que tudo já ocorreu, ainda torcemos pela vida de Santiago.
Érica ( @erica.v.reis ) 08/06/2019minha estante
Adorei sua resenha, Wanderson! Realmente, de uma forma absurda que não sabemos como explicar, nos pegamos torcendo por Santiago. Consequências da escrita genial de Gabo.




Lili 17/03/2015

Crônica de uma morte anunciada
Mais uma vez, a excelente escrita de Gabriel García Márquez.

Livro muito interessante. Apesar de conhecermos o destino de Santiago Nasar desde antes do começo do livro, ainda no título, a narrativa consegue nos envolver e instigar a continuar a leitura até o fim, e a cada página com ânsia maior.

O que achei mais marcante foi a letargia dos conhecidos, amigos e parentes da vítima, que a todo tempo se preocupavam com ele mas achavam outra coisa “mais urgente” para fazer, ou mesmo não tinham coragem (?) de avisá-lo do perigo que estava correndo.

Como nos outros livros que já li do autor, a qualidade da obra é a própria narrativa. Não é uma história com mistérios (o grande mistério de Angela Vicario simplesmente não vem ao caso), com algo a ser solucionado; é uma descrição crua e até um pouco cínica de uma comunidade, com seus habitantes, seus costumes e suas prioridades.
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L F Menezes 01/04/2013

A melhor reportagem de Gabriel Garcia Márquez
Gabriel, que é um jornalista renomado, fez diversas grandes reportagens em sua vida e carreira. Mas, com certeza, essa ficção é a melhor delas.
Crônica de uma Morte Anunciada se trata de um livro genialmente elaborado nos moldes jornalísticos: tem lide (primeiro parágrafo com as informações mais relevantes) baseado nas perguntas "o que", "quando", "onde" e "quem"; estrutura em pirâmide invertida (indo das informações mais importantes para as menos; mesmo que ele tenha deixado o "como", pergunta geralmente encontrada no lide, para o final, parecendo mais uma notícia de rádio); linguagem coloquial, mesmo sendo poética; e com estilo jornalístico como repetição de nomes e cargos, "aspeamentos" nos depoimentos e travessões nos diálogos.
Então o livro é só uma grande notícia? Não. Também é uma excelente história sobre o absurdo da existência humana, a solidão desenvolvida pela ideia de multidão e a tragédia em que pode acabar a vida de um homem.
Outro aspecto interessante é a quantidade de versões para o mesmo fato: algumas se contradizem, logo é difícil saber se algumas coisas realmente aconteceram. Cada leitor escolhe como vai montar o quebra cabeças.
Não é o livro mais interessante de Gabriel Garcia Márquez, mas já mostra a maestria com a caneta desse monstro da literatura. Cenas horripilantes perdem a frieza e chegam a ficar belas com o jeito que ele escreve (não é à toa que a imagem do livro seja uma faca com asas de borboleta). E é uma obra que, mesmo "entregando o ouro" na primeira frase do primeiro parágrafo, prende até a última letra. E não decepciona.
Se bem que Gabriel Garcia Márquez nunca decepciona, não é mesmo?
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rafaelocn 26/06/2009

Chato
O autor conta inicialmente tudo o que vai acontecer, e daí parte para uma sequência de repetição nos fatos, onde ele se prende ao acontecido, através das diferentes visões dos personagens.
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Pablo 07/04/2011

A beleza do livro está na incrível capacidade que Gabriel García Márquez tem de contar a mesma história de vários pontos de vista diferentes.

A cena final, onde a morte anunciada se confirma é o ápice do livro, juntando o desespero da mãe e a "altivez de sempre" de Santiago Nasar.

"- Santiago, filho, que houve com você?
- Me mataram, querida Wene."
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