Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres Stieg Larsson




Resenhas - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres


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Jow 18/05/2012

Superação de Teorias!
Expectativa mais que correspondida. "Os Homens Que Não Amavam as Mulheres" é um livro fantástico, onde superar obstáculos, pessoas, estigmas, e metas é fundamental. Stieg Larsson conseguiu reunir em uma única obra elementos dos mais váriados, para construir a sua trama: Violência Sexual, Abuso Infantil, Preconceitos de Classes, Marchismo, Psicose, Capitalismo, Política, Ética, Sexo, Traumas Juvenis, Amor.

É um livro de rara beleza, muito bem escrito, de fácil assimilação sem usar de artificios pesados, e soluções mirabolantes. É consistente e fiel aos fatos, invoca discussões sociais muito fortes, o preconceito e a marginalização estereótipada de grupos sociais, muito bem representados na personagem Lisbeth Salander. Falando em Lisbeth, ela é ao meu ver, a figura central do livro. Afinal o título é um remetente muito forte a personagem, representante feminina marginalizada por homens de comportamento lascivo. Lisbeth tbm é uma grande representante da juventude atual, complexada com seu corpo anorexo e marcado por tatuagens, de vida fechada e obscura que vive em meio a uma conjuctura virtual, um ser que gosta de aventura, que delimita seus espaços, que faz da droga e do sexo uma fuga para a felicidade. Mesmo com todo esse estigma, Lisbeth Salander evoluiu muito nesse livro, e foi essa evolução o ponto mais marcante do livro pra mim.

Impossivel não falar de Mikael Blomkvist, e sua inteligência apurada. Um sábio reporter, que como tantos é ludubriado mas que consegue dar a volta por cima. É hilário como Larsson, desenvolve a trama sexual de Mikael. Transforma o personagem mais acessivel ao leitor. Gostei do modo de Mikael se comportou ao longo do livro, fazendo descobertas sensatas, racionais, balanceando com dose fortes de emoção. É realmente marcante o embate ético causado pelas descobertas de Mikael, em que ele se vê totalmente rechaçado por seu próprio ego, decidindo o que melhor deve fazer. Larsson mais uma vez está de parabéns por não construir um super-herói.

O mistério em torno do livro é muito bem explorado, deixando o leitor muito curioso. Tem um princípio um pouco monótono, mas que compensa depois de 60 páginas. A construção da Familia Vanger, foi muito bem feita por Larsson, e nos dá uma clara visão de como a obra foi feita com capricho.

Por fim, indíco essa obra por ser um dos melhores livros que eu já li esse ano, que trata de assuntos sociais e de grande repercussão na mídia mundial. Faz grandes críticas ao sistema capitalista e "selvagem" que o mundo se encontra. E como não poderia deixar de ser, é uma trama psicológica de grande força, e que nos desperta a maior curiosidade, que faz com que seja muito dificil para de ler.
Luh Costa 05/10/2010minha estante
O seu entusiasmo me deixou com muita vontade de ler esse livro. Vai pra lista!
Suas resenhas estão ficando cada vez melhores.
xD


Alan Ventura 05/10/2010minha estante
Excelente resenha,a cada livro lido a resenha se torna mais elaborada,quando eu crescer quero ser igual você =) rsrs


†Raimundo† 08/01/2011minha estante
Parabéns sua resenha ficou muito boa!!!!


Bruna 15/04/2011minha estante
Realmente, muito bem escrita a resenha. Mas mesmo sendo um livro muito bem escrito e todos os outros adjetivos que você deu, eu não tenho coragem de ler os outros. Eu sei que violencia sexual existe e que não podemos fechar os olhos pra essas mulheres, mas o livro me deixa mau, acho que pela mente doentia dos psicopatas ou até mesmo pela descrição, mas eu me sentia cinza depois de ler, com um peso na minha mente. Eu descobri o meu limite de leitura, mesmo querendo saber o que acontece com Lisbeth Salander, eu não tenho estomago pra isso.


leo 07/09/2011minha estante
Muitoo bom o livro,recomendo ele...Ë uma histöria q te prende do começo ao fim


Eduardo 24/10/2011minha estante
Fiquei com vontade de lê-lo.


Tuxa 26/05/2012minha estante
Já estava com vontade de ler. Depois dessa resenha estou começando a ler AGORA!


Nathália 17/07/2012minha estante
Não terminei de ler o livro ainda, só parei hoje porque já estou mais de seis horas sem fazer outra coisa! É incrível como a narrativa prende o leitor. Concordo plenamente que até umas 150 páginas, principalmente por causa da abordagem jornalística e política e dos termos técnicos que dificultam a leitura, requer uma força de vontade pra continuar... mas no momento em que os personagens são explorados e o mistério é investigado a fundo, ainda mais quando começam a abordar a temática do nazismo e da Segunda Guerra Mundial, é impossível largar... a não ser quando nosso corpo, fisicamente, exige hehehehe! Leitura mais que recomendada, daqui a pouco darei continuidade a ela!


Fabio 22/07/2012minha estante
Livro muito bom, resenha muito boa.
Parabéns!!


Juliano Souza 06/08/2012minha estante
Otima resenha, bem feita, parebéns. Recomende outros livros alem da Milenium que gostoud e ler


Rafa 07/09/2012minha estante
Gostei muito de sua resenha e me interessei logo quando vi o livro na loja! Queria saber para qual idade você indicaria o livro, se pudesse:) obrigada desde já;)


Petter 14/11/2012minha estante
Eu tenho, mas não ia ler por causa que achei o início mei monótono, mas depois da resenha mudei de ideia.


Li 06/01/2013minha estante
Adorei o livro e a resenha está ótima!!!


Larissa 04/02/2013minha estante
Realmente o livro é maravilhoso, no início achei difícil de ler, mas conforme fui lendo achei o livro ótimo, superou mesmo as expectativas, agora esperando para começar A menina que brincava com fogo!


Larissa 21/03/2013minha estante
Amei a resenha,me cativo bastante.. aumentou mais ainda minha sede de ler este livro:)


Pugas 05/10/2013minha estante
Muito TOP esta série!!! Vale a pena comprar.




Tarsila 05/04/2010

Etapas
O livro pode ser dividido em quatro partes:

1º- Tédio...te faz perder a vontade de viver

2º- Legal...no final da metade do livro é que a história fica muito boa e surpreendente

3º- O final é broxante

4º- É nessa hora que você taca fogo no livro
Italo 13/04/2010minha estante
Gostei da sua resenha,mas nao concordo com que a resenha diz.O começo é meio chato,mas o final foi um desfeixo incrivel e todo livro devia começar em forma de gradaçã,é bem mais excitante!


Ana 22/05/2010minha estante
Tarsila, vc foi boazinha: nem falou dos erros de tradução, da revisão inexistente e das descrições toscas sobre computadores. Se o autor queria uma personagem hacker que soasse verossímil, devia ter pesquisado mais ..


ThaísLR 06/12/2010minha estante
Honestamente, não achei o final nem um pouco surpreendente. Talvez por ter lido Agatha Christie a minha dolescência inteira, para mim o final foi algo como: ah... era exatamente quem eu pensava... que chato... descrições intermináveis e desnecessárias com detalhes que nada acrescentam para o desenrolar da trama, volência gratuita e desenvolvimento psicológico pouco convincente das personagens... O verdadeiro mistério é o por quê do sucesso dessa triologia.


Charlie 19/01/2011minha estante
Sim, concordo com TUDO. Pra quem já leu Agatha, Stieg parece um pedinte. haha


Junior 05/07/2011minha estante
Ana, concordo plenamente com isso: "descrições toscas sobre computadores". Chega a ser até um tanto constrangedor mas não compromete o geral.


Carol 05/10/2011minha estante
eu tb gosto de agatha hahahaha pelo que vc escreveu ja vi que não vo gostar


Kathlyn 07/01/2012minha estante
Adorei sua resenha. Descreve bem como é chato ler esse livro. 522 paginas massantes, que 85% do que é narrado são coisas TOTALMENTE desnecessárias na história, que pela sinopse deveria ser o tal sumiço da Harriet. Enfim.. livro desinteressante.


Silvestre 29/01/2012minha estante
Concordo com o seu tópico. Parei o livro, iniciei outro e só finalizei porque quero assistir aos dois filmes: Sueco e Americano.

Bem, pra mim a trama foi previsível em tantos níveis. Qualquer pessoa que já leu Agatha ou assistiu séries policiais, mata toda as GRANDES revelações que a trama apresenta.

No final, pra mim, foi muito barulho por nada.


Felipe 15/03/2012minha estante
Concordo plenamente!!!


Emanuelle 04/04/2012minha estante
Eu comecei a lê-lo e não consegui terminar. Entediante é pouco.


Elisa 02/05/2012minha estante
Esse livro é perfeito.


Rafael Bach 24/09/2012minha estante
Hehe! Muito Bom!




Lu 22/01/2010

Este é um livro realmente interessante. Pelo menos pra mim, pois se tem a chance de conhecer um pouco da Suécia e como as pessoas vivem lá.

De qualquer forma, as coisas demoram um pouco a esquentar. O protagonista é um pouco chato. E é justamente quando eu estava pra largar o livro que entra a personagem mais interessante: Lisbeth. Estranha, brutal e brilhante, ela ilumina - de uma forma um tanto sinistra, é verdade - a história. É a partir de então de "Os homens que não amavam as mulheres se torna um livro irresistível. O final é surpreendente. Vale muito a pena.
Babi 19/06/2010minha estante
estou lendo e adorandooo, não sei se você sabe, mas saiu filme, a versão sueca, acho que até o ano que vem sai a versão americana. Já falei que adoro filmes baseados em livros né?


Glenda 30/05/2011minha estante
Vale MUITÍSSIMO a pena ler!
Nossa, vc pensa exatamente como eu, Lu, incrível! Também achei o começo muito parado, meio chato. Quando tava começando a ficar com medo pensando ter feito uma mau negócio comprando o livro, eis que aparece Lisbeth Salander. Realmente, o livro se torna irresistível.


Kathlyn 07/01/2012minha estante
A Lisbeth é o que salva o livro, pq ele é parado, monótono (pelo menos até a pagina 323, que foi até onde eu li para vir ler resenhas e decidir se vou até o fim ou se paro) e várias vezes eu perdi o foco da história pq ele não começa o suspense e vai até o fim. É de fato um livro que aborta vários temas importantes (tipo a vida sofrida de Lisbeth), mas essa mistureba toda perdeu o foco da história que DEVERIA ser o tal sumiço da Harriet, já que é isso o que está na sinopse. Eu sinceramente espero que quando eu chegar na pagina 522 eu não me arrependa de ter lido.


Felipe 15/03/2012minha estante
Acredito eu que a parte que vc não gostou assim como eu, é quando ele fala do Wennestron. Achei chato, fora isso, ótima história.




Charlie 03/01/2011

mas bah, que merda...



Séerio, não gostei!!!! Primeiro: a forma como ele narra algumas coisas não me agradou em nada. Meio estranho, fora a parte de economia, que, BAH, PELO AMOR DE DEUS NÉ!
Por que? Me digam pelo amor de Deus por que fizeram tanto marketing com esse livro?
Pelo prólogo, fiquei quase entusiasmada. Mas aí o autor começou a falar daquela flor idiota. Acabou. Tirou TODA a graça. Eu não sei vocês, mas não curto muito encontrar em um livro de romance policial a ORIGEM DE UMA FLOR.
Mas o que vem depoiszzzzzzzzzzzroinc. Pura enrolação, e aposto que só para deixar o livro mais longo o cara demorou tanto pra escrever que logo depois morreu...-brinks
E onde está a lógica do crime? Onde está a resolução com o cérebro dos VERDADEIROS romances policiais.
Não sei o que alguém vê de tão interessante nesse livro. Modinha para adultos, né não?
Lisbeth pode até ser interessante, mas há algumas coisas contraditórias quanto a ela: Se ela não fala/relaciona com ninguém, como conheceu sua amante? É.. hã?
Tem um final perfeitamente tosco, sério, esse final foi tosco demais, muito aleatório, pois o autor ao menos tinha levantado suspeita sobre alguém. Antes do final eu ainda tava gostando, quase. Stieg Larsson quis deixar o livro dele interessante puxando demais para o lado do crime sexual, o que pelo que vi, as pessoas acham interessante por não ser clichê, só que é totalmente apelativo.
Eu tenho até uma teoria: O livro fez sucesso por que o autor morreu. Só uma teoria.
Fãs de Millenium: Não me odeiem, é só meu ponto de vista sobre o livro.Tá, você vão me odiar. Todo mundo me odeia ;D

aaaaah, o livro me fez refletir, sim: como pode as pessoas serem tão sem o que fazer de lerem isso em um dia!! zzzzzzzzzroinc
Renato 04/01/2012minha estante
Sim realmente teve partes, que mais vamos dizer assim "profissional" que eu me perdia, mas no geral dá pra você entender direitinho a leitura.
Ao contrário do que você disse O Final é surpreendente sim, pelo menos pra mim, que tinha horas que achava que tinha sido uma pessoa que tinha "matado" ela e horas achava que tinha sido outra.
O Livro é perfeito!


Kathlyn 07/01/2012minha estante
Amigo.. concordo plenamente. Acho que nem o diabo teria paciência de ler esse livro. kkkkkk


Rafael Bach 24/09/2012minha estante
Os capítulos do livro rastejam a passo de tartaruga, prolixidade a parte, a história é até interessante, porém, o desfecho do mistério não compensa a longa espera. Ser obrigado a saber quantos sanduíches Mikael comia e quantos cigarros fumava a cada 2 minutos não é nem de longe algo agradável, no entanto, é um ótimo remédio para insônia. Ponto positivo para a personagem Lisbeth, sua introdução na história e o modo como a personagem foi desenvolvida, apetecem a curiosidade para seguir adiante rumo aos próximos volumes da triologia, porém, só de imaginar a rotina TÃO EMOCIONANTE de Mikael Blomkvist sendo esmiuçada nos mínimos detalhes novamente, as pálbebras não relutam em recomeçar a descer!


Luiza 14/01/2013minha estante
Você sabe que a história não é um romance policial, certo? Apesar de ter sido erroneamente encaixado assim pela editora brasileira. Talvez as suas expectativas não condiziam com o livro que, ao meu ver, servia de introdução para os outros que viriam a frente (afinal a intenção era que fosse um decálogo).
O livro também servia principalmente como uma forma de eternizar e desabafar os problemas que o próprio Stieg vivenciou em sua vida como repórter investigativo. O Mikael é de certo modo uma versão romantizada dele próprio e a Lisbeth uma menina que ele viu ser estuprada e morta por 3 homens na rua durante sua adolescência, mas que não conseguiu salvar.
Quanto a história da Lisbeth e como ela se relaciona com sua amante é contada nos outros dois livros, que para mim dão todo um novo sentido a história do primeiro.
Por fim, só gostaria de abrir um parênteses:
como as pessoas podem ter tão pouco o que fazer para ler isso em um dia - seria a melhor construção para a sua frase =)
Boa leitura para nós ^^




nath* 09/07/2009

Digamos que o autor é um pouco prolixo. Poderia ter feito um trabalho excelente também em bem menos páginas. Mas achei o livro muito bom.
Quando se descobre realmente qual é a do livro e as coisas começam a acontecer, não dá vontade de largar mais. Você quer saber mais e mais onde a história vai dar. E o resultado é um final surpreendente e excelente.
Mas não consideraria o livro como mistério/policial, para mim, é mais um drama com uma trama muito bem trabalhada e envolvente.
Bruna 19/09/2010minha estante
Concordo plenamente!


Kathlyn 07/01/2012minha estante
Muita enrolação pra pouca coisa. Livro totalmente massante, e quando vc pensa que vai começar a pegar o ritmo, ele começa a falar de algo nada a ver.. Nas 250 primeiras paginas só pensava em desistir, mas sou guerreira e não desisti. Mas que é um livro entediante, ah isso é!




Vitor 15/09/2010

Um novo clássico para o gênero
Esse livro é o que podemos chamar de surpresa bem vinda. Nunca havia lido um livro sueco na vida, e agora tenho em mãos uma obra-prima do gênero policial.

O romance é denso e longo, mas de uma forma diferente do que vemos nos comumentes livros americanos e ingleses. A narrativa é lenta, as coisas acontecem bem devagar, num ritmo bem cadenciado, que caiu como uma luva para o gênero. Isso não quer dizer que haja enrolação!

Não serão encontradas nesse livro, por exemplo, cenas de ação super cinematográficas ou passagens tresloucadas com explosões ou coisa do tipo. Tudo é sutil, e quando há ação essa ação é comedida perfeitamente com o que estamos lendo, sem exageros.

Os personagens são cativantes ao extremo, com destaque óbvio para os protagonistas, bem descritos e respeitados em suas personalidades. Os coadjuvantes também são destaque, pois na maioria são bem trabalhados e não parecem rasos.

Há críticas importantes na obra, seja contra a violência cometida contra as mulheres ou contra a alienação causada pelo jornalisno econômico. Gostei bastante da forma como essas coisas são tratadas.

Não existem pontos negativos óbvios, mas alguns podem não apreciar a narrativa lenta ou no mínimo estranhar (eu estranhei, mas me acostumei e gostei depois). O grande misterio do livro não é ponto principal total, diferente de outras histórias. As complicações profissionais e pessoais dos protagonistas também tem papel importante.

Concluindo: para mim, é um novo clássico do gênero, escrito de forma genial, prendendo bastante o leitor até o fim. Recomendadíssimo.
Nívia 16/02/2011minha estante
Parabéns pela resenha!




Rafa S. 15/02/2010

O livro não é ruim, mas não achei tão bom quanto dizem ser... ( RESENHA COM SPOILERS )
Não quero tirar o mérito do autor, mesmo porque isso seria impossível após tanto sucesso. Mas, com todo o respeito a quem achou o livro excelente, para mim livro de Stieg Larsson foi um pouco decepcionante. O fato é que certas incoerências e escolhas do autor diminuíram em muito meu apreço pela obra. A resenha possui SPOILERS ( trechos importantes da obra ) e, portanto, NÃO deve ser lida por quem não leu o livro e pretende lê-lo.



O primeiro ponto que me chamou a atenção foi a incoerência do autor ao construir a personalidade de Lisbeth Salander. Salander é em vários pontos descrita como uma mulher forte. A hacker chega a lutar, e vencer, fisicamente Martim na parte final do livro. Não obstante isso, Salander, de maneira inexplicável, se deixa abusar pelo seu segundo tutor, e sem oferecer praticamente resistência alguma.



Além disso ela se deixa molestar, salvo me engano, para conseguir um cheque porque precisava do dinheiro. Ora, ela trabalhava numa grande empresa, será que Dragan ( que gostava muito dela ) não a teria ajudado com a questão financeira? Até onde me lembro um dos motivos pelos quais ela se deixa abusar é a necessidade de comprar um notebook. Será que seu chefe rico e que a considerava a melhor funcionária, lhe negaria um notebook? Eu acredito que não. Bem, talvez ela não quisesse pedir a ele o notebook, correto? Eu ainda consideraria a opção de pedir a ele o notebook melhor do que a opção de ser molestada.



Além disso, outros aspectos na Hacker me chamaram a atenção. Veja bem, Salander é descrita como muito inteligente, mas ao ser molestada qual a solução por ela encontrada para oprimir seu molestador? Se deixar ser molestada de novo para filmar o ato. Será que não havia opção mais inteligente a ser tomada? Se ela queria o levantamento da tutela porque não pediu isso ao primeiro tutor que gostava dela? Salander acreditava que o bondoso tutor viveria para sempre ou que seria bom passar a vida toda sendo tutelada? Outro ponto que parece estranho é o fato de uma personagem que ama a liberdade e não gosta de receber ordens, aceitar, sem nada fazer, passar anos sendo tutelada. Salander não é boa em disfarces como mostra o fim do livro? Por que não fingiu ser normal para ter liberdade de poder utilizar como bem quisesse o próprio dinheiro?



Outro ponto que me chamou a atenção na obra é que Mikael após ser alvo de um atirador, janta ou faz um lanche ( não me lembro bem ) na varanda da casa onde estava hospedado. Eu particularmente acredito que nenhum ser humano faria isso, ainda mais um personagem que, segundo o autor, teria tido treinamento militar.



Também não entendi a razão pela qual Martim opta por passear na frente da casa de Mikael e Salander enquanto aquele está em seu porão e esta está nos arquivos. Ele não ia ser avisado pelo guarda dos arquivos quando Salander deixasse o local?



Falando em Martim, ele descobriu o blefe de Mikael e, portanto, sabia que somente ele e Lisbeth sabiam de seus crimes. Me pareceu estranho ele desistir de viver enquanto ainda tinha chance de matá-los e encobrir todo o ocorrido. Na estrada ele levava evidente vantagem contra Salander que estava em uma moto.



Achei também estranha a opção de Harriet em enviar flores a Henrik. Foi uma opção do autor para criar um clima de mistério eu creio, mas, para mim, é algo destituído de lógica, uma vez que o próprio Martim poderia ver as flores e concluir que ela estava viva em algum lugar. Se ela se importava com os sentimentos de Henrik, teria feito algo a respeito usando Anita como intermediária. É o que qualquer ser humano faria na minha opinião.



Além desses fatores ( e posso estar enganado quanto a alguns porque demorei para ler o livro e não tentei memorizar tudo que me desagradou na obra ) certas escolhas do autor me pareceram, no mínimo, lamentáveis.



Primeiramente, o título dá a dica de que o vilão da estória não só é um homem, mas que também não age sozinho. O autor poderia ter usado esse fator criando uma surpresa no leitor e trazendo à baila uma assassina mulher. Isso seria interessante, pois em todo o livro há passagens com dados sobre mulheres sendo vítimas de violência masculina. Não obstante isso, Larsson optou pelo evidente, ou seja, vilão masculino e em multiplicidade.



Um aspecto que também achei desnecessário foi a vida sexual incomum dos personagens. No livro de Larsson todos, ou quase todos, os personagens possuem vida sexual incomum. Isso era realmente necessário? No contexto da obra fica a impressão de que na Suécia quase todas mulheres apanham e que um relacionamento comum entre namorados ou pessoas casadas é algo muito raro.



Por fim, o autor faz a opção de terminar o mistério da obra faltando várias páginas para o livro terminar, obrigando o leitor a acompanhar o desfecho enfadonho da disputa pessoal de Mikael contra Wennerstrom. A meu sentir, a disputa entre Mikael e o financista não daria um bom livro e isso porque não tem nada de interessante. Todos que adquirem a obra o fazem para acompanhar o mistério de Harriet e não para saber se a empresa de Mikael vencerá Wennestrom. Eu concordo que no contexto do livro o autor deveria dar um desfecho a esse ponto, mas será que precisava levar 30 páginas, ou mais, para tratar de um ponto tão secundário? O livro terminando com o desfecho do mistério de Harriet seria uma opção bem mais inteligente e emocionante. Esse foi o primeiro livro que li no qual o clímax da estória ocorre faltando dezenas de páginas para o livro terminar.



Bem, para concluir eu diria que a ideia central do livro é boa, e talvez eu somente tenha criado muitas expectativas em relação à obra, uma vez que li vários elogios à mesma. Contudo, e com respeito a quem gostou do livro, Os homens que não amavam as mulheres é, para mim, uma obra que peca por trazer em seu bojo inúmeras incoerências.

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Agora vou responder ao comentário da Amanda, que será o único comentário ao qual irei responder, uma vez que, ao que parece, minha resenha será tão criticada quanto foi o livro de Larsson por mim.

Bem, obviamente, eu sei que ao criticar um livro aclamado pelo público várias pessoas não irão concordar com o que eu disse, mas eu mantenho minha opinião de que a obra é incoerente em demasia Amanda. Se fosse pouco incoerente, eu não teria me dado o trabalho de escrever uma resenha.

Bem, eu mantenho a opinião de que Salander é a incoerência em pessoa. Eu não acho que é preciso se estar armada para uma mulher se levantar e sair do escritório de um advogado que lhe tocou os seios . Se Salander era apática deveria ser quase sempre assim, e não somente nesses trechos. Aliás, qual a utilidade desses trechos na obra?

Eu concordo que Lisbeth não iria pedir dinheiro a Dragan antes de ir ao tutor, ela é descrita como gênio e não como vidente, mas continuo a achar incoerente a aceitação passiva dela. Erika não pode lhe dar um abraço num trecho do livro, mas o advogado nojento pode lhe tocar os seios?

Salander também é descrita como uma personagem que aparentemente não ficou com muito medo das ameças do advogado não Amanda, porque em nenhum momento ela demonstra muito medo por isso. Se ela realmente tivesse medo, teria mesmo tentado filmar um segundo abuso na casa do advogado? Eu sei que ela passa por um momento de dúvida ao saber que encontro seria na casa, e aí me pergunto como uma personagem inteligente não teria pensado que o advogado queria algo diferente do que poderia fazer num escritório. Será que Salander achou que o advogado queria um clima mais romântico?

Veja bem Amanda, o principal dever de um tutor é adminstrar o patrimônio do tutelado. Ao conceder a tutela o juiz não espera que ali nasça uma relação de quase paternidade, mas sim de supervisão e auxílio. Uma coisa são disposições legais Amanda, outra é a prática, a realidade, e o Juiz conhece a prática. Deixar Salander comandar seu patrimônio é prova de uma confiança enorme e por isso eu não tenho dúvidas de que o primeiro tutor lhe concederia a liberdade se ela assim desejasse. Não precisaria ser de imediato, poderia ser um pedido de liberdade dentro dos próximos anos. Ao invés disso a personagem que ama a liberdade e não gosta de ordens opta por chegar aos 23, 24 anos sendo tutelada? O livro não narra sequer uma elementar tentativa de obter a liberdade e, com todo respeito Amanda, não vejo nada de desrespeitoso em se pedir ao tutor a liberdade na idade dela não.

A opção de se deixar molestada ainda é curiosa para mim. Na melhor das hipóteses o trecho é algo que em nada acrescenta na obra. Lisbeth podia ter se levantado ao ter sido tocada no seios ( ido embora quando o tutor voltou a se sentar, ou lutado, como faria a Salander do fim do livro ) e ter pedido o dinheiro a Dragan. Mas nem isso era necessário. Ela poderia ter cometido um estelionato ainda mais simples do que o descrito no fim do livro, contra alguém que ela sabia não ser boa pessoa. As opções são tão diversas Amanda, que eu continuo a achar que a opção de ser molestada não é algo que uma gênia escolheria.

Bem, como nós sabemos Salander não existe na realidade, é apenas um personagem fictício. Eu só acredito que quem consegue fazer as coisas que ela faz no fim do livro, consegue se sentar na frente de um psicólogo e conversar como gente, apenas isso. Se ela consegue burlar a lei, os bancos, as proteções virtuais, a polícia etc etc etc, eu me pergunto se não conseguiria responder às perguntas simples que um psicólogo faria para saber se ela era, ou não, normal. Como eu disse, Salander é fictícia, e, portanto, pode ser dito que ela simplesmente não queria responder ao psicólogo. Mas então que não seja descrita como alguém que gosta de liberdade e não de ordens, pois não responder ao psicólogo é não buscar a própria independência.

Se você pesquisar um pouco Amanda, vai descobrir que não é preciso ser perfeito para se parecer normal aos olhos de pscicólogos. Salander não teria que fingir demais e nem se esforçar para parecer "normal", bastaria dar um bom dia e conversar como ela, aliás, faz em grande parte do livro. Contudo, quando estava em jogo sua liberdade ela achou mais conveniente não conversar e ganhar um tutor de presente?

Martim ter se matado faz todo sentido quando ele estava de carro e Salander de moto Amanda? Martim é descrito como alguém cruel, eu não acho que pessoas cruéis facilitem as coisas como Martim fez no final do livro não. O que eu quis dizer, e ao que parece não fui claro, é de que ele poderia ter deixado a moto se aproximar, matado Salander e depois voltado para pegar Mikael. As possibilidades são infinitas Amanda, e isso porque estamos falando de personagens fictícios. Eu até achei a luta no porão bem escrita, só achei estranho o personagem cruel e que tanto lutou no porão ter no meio da estrada se matado. Mas enfim, Larsson tinha que gastar dezenas de páginas com Wennerstron no fim do livro e isso impedia que a morte de Martim se estendesse mais ou se desse de um modo mais coerente.

Aliás, Martim escolheu atirar em Mikael correndo mas nunca quis tentar quando Mikael comia sentado na varanda da casa. Curioso esse Martim não? Deve ter sido esse lado curioso dele que o fez passear na frente da casa quando seria avisado da saída de Salander dos arquivos. Aliás, ele também é descrito como inteligente não é? Será que atirar com um rifle cuja bala seria analisada pela polícia era o modo mais inteligente de "sumir" com Mikael? Martim não fez sumir dezenas de mulheres sem deixar vestígios por décadas? Mas quando se vê ameaçado escolhe brincar de tiro com um alvo correndo?

Bem Amanda, eu disse que as flores poderiam indicar a Martim que ela estava viva. Em momento algum eu achei, ou disse, que Martim olharia para o mural e pensaria: "puts, agora ferrou, Harriet está viva!" Eu so acho, ou melhor, tenho certeza de que criaria uma possibilidade, e foi isso que eu disse. Na minha opinião, seria mais simples, e muito mais natural, pedir a Anita para contar a Henrik em segredo e pessoalmente que ela estava bem ( isso poderia ter sido feito anos depois, em qualquer lugar seguro. Anita poderia visitar Henrik no exterior, sabendo que Martim estava em outro continente, não poderia Amanda? ). Mas veja bem, a opção de enviar as flores é o ponto marcante do mistério ao início do livro e por isso eu entendo o uso do artifício pelo autor, contudo, isso não me impede de achar que é algo que ninguém faria.

Sobre as pontas soltas, como eu disse, Larsson precisava sim dar um desfecho à questão do financista. Minha dúvida era se ele precisava fazer o leitor sofrer com o fim do livro ou se realmente acha que a disputa com Wennestron era interessante. Tudo que acontece após o desfecho do mistério poderia ter sido resumido em poucas páginas Amanda. O autor, por exemplo, não precisava descrever até o preço dos alimentos que Salander comprou ao cometer o estelionato. Um começo de livro arrastado é compreensível para mim, mas eu mantenho a opinião de que ser prolixo no fim do livro fez cair a qualidade da obra. O clímax no fim é algo que vemos em todas boas estórias, sendo usado até em trailers.

Bem, legal da parte do Larsson escrever o livro para denunciar os maus tratos das mulheres Amanda. Eu só não sei ao certo se isso determinava que ele desse dicas no título do livro e no decorrer dele sobre quem era, ou eram, os vilões. Por exemplo, os dados sobre violência poderiam vir ao final do livro, e todos de uma vez, causando um impacto ainda maior no leitor. Mas isso é só um exemplo, eu nem sei se para as pessoas em geral o título do livro ajudou a saber o sexo do vilão Amanda. Eu só acho que um bom escritor de mistério faz com que este seja o maior possível, e apesar de NÃO TER ACHADO O LIVRO RUIM, várias incoerências me chamaram a atenção.

Eu sei que todos os livros possuem certas incoerências, e não preciso que um livro seja perfeito para que eu o considere um ótimo livro Amanda. Eu nem espero que todos concordem com as incoerências que citei. Somente optei por escrever a resenha, porque o livro, para mim, possui incoerências em EXAGERO. Um pouquinho a gente perdoa né?
+ amanda + 15/02/2010minha estante
Acho que você acabou por analisar demais coisas que são simples.



Lisbeth ganhou de Martin fisicamente ao fim do livro simplesmente porque o pegou desprevinido e estava "armada". Uma ferramenta de combate e um timing decente com tal ferramenta pesa mais que força bruta. Ela não podia recorrer à isso durante os estupros.



Salander É uma criatura apática que provavelmente já foi estuprada e espancada diversas vezes em sua vida como seus diálogos com Mikael sugerem. Isso desenvolveu nela uma indiferença ao estupro - repare, ela não sofre qualquer tipo de pós-trauma, só deseja vingança.



Ela não pediu dinheiro anteriormente à Dragan por um motivo óbvio - quando ela entrou no escritório de seu tutor para pedir dinheiro, ela ainda não sabia que o cara era um tarado. Recorrer a Dragan antes de seu próprio dinheiro ( coisa que o tutor controlava ) era ilógico.



Além do mais, ela não deixou-se molestar apenas para pegar a grana mas também porque seu tutor ameaçara acabar com a vida dela caso ela não se comportasse.



Salander sempre faz uso dos meios que mais podem trazer benefícios a ela. Sim, ela deixou-se molestar uma segunda vez, mas isso trouxe a ela o controle total sobre o seu tutor, algo que Lisbeth não poderia ter obtido simplesmente por uma denúnica - como mencionado, seria a palavra de uma retardada mental contra a palavra de um profissional de currículo impecável.



Nada nos garante que seu primeiro tutor daria-lhe o levantamento da tutela de bom grado. Conceder liberdades é diferente de conceder tudo. E ela não quis pressioná-lo nesse aspecto porque o respeitava.



Lisbeth é boa em disfarces, mas uma coisa é montar um disfarce superficial para um dia ou uma semana e outra completamente diferente é montar um personagem, casca e interior, convincente o suficiente para fazê-la ser aprovada nos diversos testes psicológicos e entrevistas.



Martin ter desistido de viver faz todo o sentido. Ele poderia fugir sim, e sabia que Mikael estava blefando, mas deve ter chegado à conclusão óbvia de que Mikael estava aproveitando o tempo sozinho para informar a polícia. Ele não só iria para a cadeia como teria o peso do completo desmoronamento da empresa sobre suas costas quando o escândalo chegasse à imprensa.



O livro não nos informa se Henrik contou a Martin sobre o fato de que Harriet lhe presenteara com uma flor um dia. Naquela época, ele nem morava em Hedestad. Seria impossível fazer a conexão do nada. Além do mais, Martin havia aceitado a versão que dizia que Harriet fora assassinada por um terceiro e é provável que ele concordasse com Henrik, acreditando que aquilo era apenas uma forma do assassino torturá-lo.



Harriet não tentou formas explícitas de contato indireto justamente por temer que qualquer descuido fizesse com que a informação chegasse à Martin. O livro não comenta o tempo inteiro sobre formas modernas e pouco falhas de investigação, conduzidas pelo menor deslize de seus alvos?



Larsson optou pelo evidente, sim. Mas não se esqueça que um dos objetivos desse livro é servir como denúncia aos inúmeros casos de violência de HOMENS contra MULHERES na Suécia. Optar por uma vilã teria sido original, mas completamente contra a proposta.



Meu caro, o próprio livro deixa claro que uma em cada duas mulheres na Suécia já sofreu / sofre violência de um homem. O fato dele ter passado a impressão de que "na Suécia quase todas as mulheres apanham" foi coerente com dados reais.



Concordo quanto ao clímax, mas isso teria deixado pontas soltas. Incoerência.



Mesmo que o livro apresente uma ou outra incoerência além das que você citou nessa resenha ( que no fim das contas nem são tão incoerentes assim ), isso é normal em qualquer obra.


Raphaella 18/11/2011minha estante
Nossa, Rafa, concordo com você. Não tinha lido sua resenha porque queria ler o livro diante de toda a comoção causada. Mas quando eu acabei, só pude pensar "como tanta gente ama esse livro?".
Também achei o maior absurdo ele ficar na janela, o "tiro ao alvo", o estupro, etc, etc...


Juliana Plu 28/01/2012minha estante
FINALMENTE alguém achou ilógica a porcaria das flores e os 40 mil anos da mulher longe. Nossa, um abraço e um beijo no seu coração. Achei muito absurda e tosca essa parte.

Ter medo de ser descoberta por um ou dois anos tudo bem agora TUDO ISSO que ela teve enquanto já estava mandando sinais? Faça-me o favor. Poderia enviar a porcaria de uma passagem de avião junto com a flor.

E oque irrita mais é que a história inteira se apoiou nisso como O grande mistério. Sendo que não passava de uma babaquice. Se tivesse ficado só na história de verdade seria muito mais interessante.


Felipe 04/02/2014minha estante
Concordo plenamente contigo,nada de mais neste livro.


Lize 19/03/2016minha estante
Apesar de amar essa trilogia e defendê-la com unhas e dentes, tenho que concordar com todos os pontos que você citou.




Loni 01/10/2010

Decepção
Mais uma vez confio demais na crítica da imprensa comum e acabo lendo um livro de qualidade inferior. Não recomendo a edição brasileira (que foi a que li), pois ela foi traduzida a partir da versão francesa, já traduzida do original sueco. Recomendo ler o original ou a primeira tradução, pois a linguagem fica lamentavelmente empobrecida após uma segunda tradução. Fora isso, o enredo é previsível, personagens são inconsistentes, segue ao pé-da-letra a fórmula clássica de bestsellers de apelo de massa e pouco conteúdo. Sensacionalista ao extremo e sem grande coesão, não consegue unir os elementos da mesma forma de Dan Brown, por exemplo. Não me sinto motivado a prosseguir com a série.
Charlie 20/11/2010minha estante
disse TUDO


Kathlyn 07/01/2012minha estante
Também não tenho motivação de continuar lendo a série. Achei um porcaria.


LidoLendo 26/03/2012minha estante
Só vou ler o restante da série pq ganhei o Box de uma pessoa muito querida... mas o livro é uma boa porcaria. Totalmente previsível.


Felipe 04/02/2014minha estante
Pois é, me decepcionei com esse livro tmb, Dan Brown escreve muito melhor que o Stieg.




Márcia 22/12/2009

"Os Homens que não amavam as Mulheres."
O título impressiona, não? Logo de cara nos deparamos com esse livro relativamente grosso, a capa preta misteriosa e um dragão de fogo imponente. Qual a impressão que temos de um livro com uma capa destas? "Esse livro deve ser Foda!" A impressão mais verdadeira possível. Não poderia haver capa melhor.
Com personagens e enredo solídos, Stieg Larsson construi minuciosamente uma das melhores aventuras do mundo real dos últimos tempos.

Já disse muitas vezes e em algumas resenhas que existem autores que "sabem escrever" - aqueles que sabem colocar suas idéias em ordem e elaboram uma boa trama no papel, cujos textos um leitor mais atento percebe que foram medidas as palavras, que as frases foram calculadas para se encaixarem em seus devidos lugares. Enfim, o autor que "sabe escrever" mede as palavras e as ordena no lugar que acha correto no texto. Posso citar como exemplo, Dan Brown.
Já o autor que "tem o dom" consegue fazer as palvras fluirem livremente no papel, sem grandes calculos, sem grandes regras; escrevem livremente. Posso citar como um exemplo desse tipo de autor, em minha opinião, Rosamunde Pilcher.
Stieg Larsson, na minha opinião, tem é os dois. Ele "tem o dom" e "sabe escrever".

No início da minha leitura uma pessoa me disse que o considerava prolixo. Concordo. Porém todas as explicações que Stieg Larsson dá em vários momentos do texto não são de modo algum cansativas. Para os personagens se explicarem algo, ele dá um volta enorme em todos os acontecimentos que rodearam e desencadearam o fato principal. Mas em momento algum, essas voltas foram chatas e enfadonhas. Acho que ai se encaixa o "saber escrever" do autor.
O "dom" está no desenrolar dos mistérios; na trama. Admito que até a página 200 tinha tantas esperanças quanto Mikael de que o mistério do desaparecimento de Harriet fosse ser solucionado. Mas quando novas pistas começam a aparecer, posso apostar que nenhum, absolutamente nenhum leitor, conseguiu se desgrudar do livro. Na primeira e na metade da segunda parte do livro há também a espera do leitor em cima do momento em que Mikael e Lisbeth se encontram, e em como, em nome dos Deuses, Lisbeth começa a ajudá-lo.

Lisbeth Salander foi uma criação à parte nessa trilogia. Uma pesonalidade conturbada, uma mente perturbada mas extremamente inteligente, Lisbeth talvez seja o maior misterio o o maior triunfo da Trilogia Milennium.

Os Homens que não Amavam as Mulheres é um livro inteligente e criativo. Perfeito em todos os sentidos. Minuciosamente construído em todos os detalhes - da vida íntima dos personagens secundarios à resolução do grande mistério do livro. Stieg conseguiu também excelência nos diversos casos paralelos ao misterio central - entrelaçando-os constuiu uma trama cheia de surpresas e expectativas. Uma história que precisa ser lida e apreciada com inteligência.

Anderson F. 23/12/2010minha estante
Confesso que até a página 200 e poucos já tava desanimando, estava meio parado, mas com certeza só se deve julgar um livro depois que terminá-lo.




nandaassis 28/08/2009

Os bons morrem mesmo jovens!
Apaixonante, surpreendente, inovador, marcante. O livro começa meio devagar, mostra personagens pertubados, sem dar muito sentido do papel deles no livro. Depois descobrimos que uma aparente coadjuvante é sem dúvida a personagem principal e a mais impressionante. Livro para se investigar junto, para perder o sono sem conseguir parar de ler. Não vejo a hora de ler o restante da trilogia para descobrir se é tão boa quanto o primeiro, e como dizem...os bons, os melhores morrem jovens.
Thiago 03/09/2009minha estante
Poxa, muito bem dito! Faço minhas as suas palavras.


Cris Paiva 13/09/2009minha estante
Menina, vc sabe escrever resenhas heim!!! Fiquei com agua na boca e morrendo de vontade de ler o livro!


Thiago Leite 29/11/2009minha estante
TO louco pra ler esse livro e sua resenha me deixou com mais vontade ainda!!

Parabéns

Bjus


Silvia 13/10/2012minha estante
Esta trilogia é o máximo.




Fe Sartori 26/01/2010

Lisbeth
O nome desse livro deveria ser Lisbeth Salander.
Perfeita na minha opinião, corajosa, misteriosa, inteligente e com muita sede de justiça;

Não achei o livro cansativo como muita gente disse, e ficava o livro todo "tentando" adivinhar o resultado final (tipo os filmes de suspense que a gente tenta adivinhar o assassino ou o que vai acontecer) mas nem de longe consegui.

É criativo e acredito que mesmo quem o achou parado no começo não conseguiu largar do meio em diante.
É uma pena apenas Stieg Larsson não ter visto o seu sucesso.

Super recomendado





Evelyn Ruani 26/01/2010minha estante
Eu tenho que confessar que fui uma das pessoas que achou o começo desse livro cansativo, pois o autor é muitooo detalhista, mas do meio pra frente fica ótimo e conforme você vai lendo, vc vai começando a entender pq ele explicou tudo e tanto no começo do livro. No segundo livro você também agradece por ele ter detalhado tanto tudo! A história é perfeita, madura, criativa e com certeza é uma pena que ele não possa ter curtido todo o sucesso que é.

Ah, o filme não deixa NADA a desejar. É maravilhoso! Com algumas mudanças, que óbvio sempre tem, mas no todo ficou perfeito com o livro! :)


Rose 29/01/2011minha estante
Realmente, eu tb amei esta trilogia... é uma pena que não teremos mais livros deste autor :(




Silvio 15/08/2010

Cópia ruim do Código Da Vinci
Decepcionante. História previsível, em que o autor imita descaradamente o estilo do Dan Brown para falar da corrupção na Suécia. Então quem já leu o Código da Vinci não vai se impressionar.

Corrupção na Suécia!!!! Meu amigo, para quem é brasileiro, os escândalos aprensentados nesse livro são coisa de amador!
Tainara 15/08/2010minha estante
Procure se informar antes de acusar um autor de plágio. A Trilogia Millennium foi lançada na Suécia antes de O Codigo da Vinci. E hãm, Larsson não escreveu para brasileiros. Escreveu para o mundo todo. Portanto, minimizar o livro dele colocando a corrupção no Brasil como 'algo maior' é totalmente esdrúxulo.


Silvio 15/08/2010minha estante
Tainara, respeito sua opinião, mas a minha continua a mesma. O livro é ruim de doer!!!!


Charlie 20/11/2010minha estante
Tainaram, tu é uma leitora, hum, ham... vai com as outras! :)


AzRomas 02/12/2011minha estante
Na verdade o pessoal baixa o cacete impossibilitando que outra pessoas possam ler o livro e tirar suas proprias conclusoes n existem livro ruins existem pessoas que n sabem apreciar um livro como ele deve ser apreciado e jugar e uma coisa errada, seu ruim pode ser o bom de outro então vamos manerar nos comentários!


Bruno 09/03/2012minha estante
Olá Sílvio, respeito muito a sua opinião, mas não acho que fez muito sentido compará-lo ao livro de Dan Brown, afinal ele não trata de teorias da conspiração e fica claro que apesar do tema (corrupção)ser real, a estória é a mais pura ficção. No demais, gosto é gosto. Abraços!


Nalí 02/04/2012minha estante
Longe de mim menosprezar sua opinião, Silvio, acho palha quem não aceita que alguém possa não gostar de um livro que gostou. Por outro lado, será que você não confundiu o foco do livro? Pelo menos eu interpretei que o livro fala mais de misoginia do que qualquer outra coisa.


Lize 19/03/2016minha estante
HAHAHAHA, sério? De todos os livros com os quais você poderia ter feito uma comparação, O Código da Vinci é o mais inusitado.
Não sei onde você viu semelhança...




Mar 24/01/2010

Como uma boa fã de mistério e livros policiais, fui ler Os Homens Que Não Amavam as Mulheres. Julgando pelo título eu já sabia que o livro de mais de quatrocentas páginas iria tratar de estupro, assassinatos e machismos, mas jamais imaginei que ele teria uma história tão incrível e estranha de uma família tão influente. Realmente, a narrativa enlaça o leitor até o final, apesar de que o livro poderia ter sido simplificado pela metade: existem passados de pessoas que não eram necessários para o entendimento do todo, e o autor fez o favor de mostrá-los do mesmo jeito. Mas tudo bem, a história do nosso jornalista ainda é interessante e me fez pensar. Agora acredito que ainda existam livros tão bons quanto da diva Agatha Christie e do herói eterno Sherlock Holmes - não que OHQNAAM seja tão bom quanto.
Gostei do fato de que o livro também trouxe ilustrações da ilha, da árvore genealógica da Família Vanger e de algumas anotações. Gostei mesmo. Deixa a história mais realista.
Enfim, estou ansiosa para o segundo livro da trilogia. Me apaixonei pela Suécia e pela Lisbeth, oh isso sim. Minha nova heroína e meu mais novo lugar para visitar um dia.
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Vânia 05/09/2009

Do céu ao inferno...
No início vc tem vontade de jogar o livro do outro lado do cômodo, achando q o autor ta dando aquela enrolada básica, isso sem contar o bando de nomes estranhos - q não os americanos os quais vc está acostumada - q vc tem q encarar. Mas eis q o enredo começa a te pegar pelo pé e vc se vê enredada no maior mistério: qm matou Harried Vanger? Vc desconfia de tudo e de todos, e qdo há um atentado contra a vida do protagonista, aí, a coisa esqnta de vez!!!!!

História fantástica e mesmo com tantas pag, acaba deixando o leitor com gostinho de qro mais.

Ainda bem q é uma trilogia e eu estou apenas começando...
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Paty 19/11/2013

Quanto mais você mexe, mas porcaria encontra.
Daniel 27/04/2014minha estante
kkkkk Gostei!




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