Adeus às armas

Adeus às armas Ernest Hemingway




Resenhas - Adeus às armas


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Rafael 08/06/2009

Não concordo com a resenha que foi publicada a respeito deste livro. Hemingway não é pra qualquer um. Se acaso um leitor de Paulo Coelho ou Luís Fernando Veríssimo foi se aventurar por esses campos literários, só vai conseguir dor de cabeça e uma boa dose de sono. Hemingway é literatura de primeira qualidade. É para quem realmente gosta de ler. Pra quem aprecia a boa literatura. Quem sabe o que realmente é bom. O final do livro é um pouco enfadonho, mas é daí? A vida não é assim às vezes?
Ruim é parar de ler Hemingway no ADEUS ÀS ARMAS, porque não é o melhor que ele tem a oferecer. POR QUEM OS SINOS DOBRAM, O VELHO E O MAR são clássicos que merecem ser lidos e relidos sempre.
Nélio 10/01/2018minha estante
Concordo que este não é o melhor dele. O Velho e o Mar ganha, para mim! Mas valeu a leitura, é para quem gosta mesmo de ler.


Elaise G. Lima 17/10/2018minha estante
Concordo. Eu gosto da maneira como ele escreve.




Franco 11/08/2011

O que mais me fascina em Hemingway é como ele consegue ser seco, direto e preciso no que diz, e ainda assim, quando a escrita mais parece um texto não-literário, ele surpreende com parágrafos plenos de um sutil significado e que a gente lê, torna a ler, e depois ainda toma nota, tamanho encantamento. Mesmo que um encantamento melancólico...

Para mim é a obra outra preciosidade de Hemingway que vale cada página.

Todavia reconheço que não é a obra mais indicada para aqueles que, de repente, nunca leram nada dele ou simplesmente estão acostumados com leituras mais, digamos, carismáticas.

Para algumas pessoas Hemingway pode exigir determinação. Mas a recompensa é certa.
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Fabrissa 19/07/2011

Adeus chatice...
Pra falar a verdade, achei bem besta... Na mesma linha, “Por quem os sinos dobram” é bem melhor! Impecavelmente bem escrito, mas me dava vontade de socar a tal Catherine toda hora que ela abria a maldita boca. Ô muié insuportável, pqp!

Na boa, se eu fosse o Henry cagonildo (protagonista) ia preferir comer o Conde Greffi (um velhinho de 94 anos que bebia até e jogava sinuca como ninguém) do que a Catherine nhé nhé nhé.
Fábio Pinho 11/07/2013minha estante
Também achei muito chato. História arrastada que só melhora um puco nas partes da guerra, mas que fora isso me deu um sono danado por ter que aturar tanto diálogo bobo.


TatianaMBC 27/12/2015minha estante
Achei absurdamente machista esse livro, a moça é uma boba, não senti um entrosamento com o casal, abandonei com gosto! Não parece o mesmo escritor de "O velho e o mar", essa sim, história sensacional, que é um dos meus livros favoritos!


tgomame 05/04/2016minha estante
É verdade TatianaMBC, mas acho que os livros de Hemingway trazem essa coisa machista mesmo, percebi isso em várias outras obras. Faz parte.


ricardo 01/10/2017minha estante
nada não




Andre 24/11/2009

Um romance em meio à guerra
Este é o segundo livro que leio do Hemingway. Conheci-o com "O Velho e O Mar" e decidi continuar na leitura de seus livros com este, o qual ouvi boas críticas. Não poderiam essas terem sido ruins, pois o livro é mesmo muito bom.

"Adeus às Armas" conta a história de um tenente que, em meio à Primeira Grande Guerra, se apaixona por uma enfermeira. No começo, ele não gosta tanto dela, mas aos poucos, ela vai conquistando seu coração.

Antes de tudo, o livro não tem como foco a guerra. Não é o objetivo do autor contar a guerra, e sim usá-la como pano de fundo para o romance entre o tenente e a enfermeira. No começo do livro, fala-se mais da guerra do que o romance. Mas a partir do meio, dá-se mais importância ao romance. Não que isso tenha me decepcionado um pouco, mas como é um livro que fala da guerra, eu esperava algo parecido com o realismo de Remarque em "Nada de Novo no Front". Entretanto, fui premiado com um bonito romance, em que duas pessoas apaixonadas tentam viver suas vidas desligadas da guerra.

Hemingway se mostra muito bem nos diálogos. Eles tomam a maior parte do livro, o que ajuda ao leitor a não se cansar da leitura. Suas descrições são rápidas e secas, mas ajudam a visualizar o ambiente em que se passa a cena. A sua linguagem simples e direta também me deixa mais calmo ao ler um livro seu, sem a necessidade de se ter um dicionário ao lado.

As conversas entre o casal são bem interessantes e chegam a ser engraçadas. O relacionamente entre eles é sadio e sem brigas, o que deixa a impressão de algo meio estereotipado, mas não menos bonito. Em algumas partes, dei muita risada nas conversas que os soldados tinham entre si.

Mesmo que não tenha apresentado soldados sem braços, pernas ou olhos, "Adeus às Armas" consegue ser um livro muito bom, em que se mostra que se pode conseguir amar em meio à guerra, mesmo que isso pareça impossível. Hemingway mais uma vez se mostra um escritor muito agradável de se ler. Certamente lerei outras obras dele e espero que elas sejam tão boas de se ler como essa.

Agora fica a vontade de ver o filme.
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Carol Nery 24/03/2018minha estante
Também selecionei esse trecho como uma das quotes essenciais dessa leitura! Minha traução:
No entanto, muitos deles tornam-se mais fortes, justamente no ponto onde foram quebrados. Mas aos que não se deixam quebrar, o mundo os mata. Mata os muito bons, os muito meigos, os muito bravos - indiferentemente. Se vocês não etão em nenhuma dessas categorias, o mundo vai matar vocês, do mesmo modo. Apenas não terá pressa em fazer isso.




Lucas 22/03/2017

Não leia este livro (depois não diga que não avisei)
Se aventurar na obra de Hemingway é sinônimo de se aventurar num mar de emoções subjetivas. Ou seja, cada um reage de uma maneira distinta, ou de várias maneiras, a cada livro do autor.

Me considero um leitor voraz de Ernest, já tendo lido muitos de seus livros, porém nenhum me tocou tanto quanto este bendito "Farewell to arms". Nele, Hemingway mistura parte de sua vida pessoal com a ficção da qual era indubitável gênio.

Adeus às armas é uma história simbólica, forte e que exige do leitor atenção e coração. Não se lê uma obra como esta de mente fria, o doce desta leitura é tê-la aos poucos, como os "Capris" bebidos pelo tenente Henry no decorrer do livro, para assim apreciá-lo mais.

Neste livro, temos a história de Henry, um tenente americano que se junta ao exército italiano na primeira guerra mundial. A guerra, travada no norte italiano - contra os austríacos - é bem detalhada, assim como os locais em que o tenente passa. Durante a guerra, Henry conhece Catherine Barkley, uma enfermeira britânica que mudará sua vida.

Quem lê esta rápida sinopse escrita por mim imagina um velho clichê, daqueles que poderiam ser contados em um livro de John Green, porém Hemingway não ganhou um Prêmio Nobel de Literatura a toa. A tarefa de ler seus livros demanda muita vocação por parte do seu leitor, não é para qualquer um, assim como são as obras dos grandes gênios da literatura mundial. Seus diálogos são encantadores, suas descrições são tão fantásticas que o gosto do conhaque bebido por Henry em Milão quase me toca o sabor durante a leitura. Ora, o simples fato de ser uma obra escrita por tal autor já revela a faceta qualitativa do seu conteúdo. Dispensa enrolações e resenhas. Dispensa explicações, é simplesmente uma tarefa prazerosa e incrível sua leitura.

Porém prepare o psicológico, as emoções, os sentimentos, sua mente. Na guerra, na ficção, na vida real, nem tudo é tão belo.
Paula 30/04/2017minha estante
Acho que você quis dizer um velho clichê que poderia ser escrito em um livro do Nicholas Sparks, ele que faz esses livros sobre romance e guerra clichezões, as temáticas de John Green não tem nada haver hahaha


Lucas 03/12/2017minha estante
HAHAHAH SIM, Paula! Acho que tava tão inebriado na hora de escrever que eu confundi os autores!!!!




Thiago 18/02/2018

..E ninguém consegue acabar com a guerra, porque todos já enlouqueceram. Há pessoas que nunca se dão conta disso..
Henry é um tenente americano que se alista no exército italiano como motorista e responsável pelas ambulâncias de resgate aos soldados aliados da Primeira Grande Guerra Mundial, nos fronts italianos com a Áustria. Henry conhece Catherine, por quem se apaixona e ama perdidamente, e com quem permeia todo o contexto da guerra, das relações e das expectativas de vida.

Hemingway, embora não seja um sentimentalista, é extremamente romântico. Isso é claro quando percebemos na escrita o fio cru da guerra, as atrocidades da carnificina, e como ele trata desses assuntos sem idealismos ou sentimentalismos, mas, na relação entre Henry e Catherine, há ali diálogos maravilhosos de um amor forte, inquebrável e profundo, marcado pela ideia romântica da fusão de dois seres em um, quase cristão. A construção dos diálogos me impressionou. Hemingway tem um jeito todo próprio de por os personagens em diálogos, sejam entre si ou consigo mesmos, em que as falas não são extensas (e cansativas) nem curtas (e simplórias), mas econômicas e muito realistas. Ernest não é um grande frasista, daqueles que impactam com uma bela frase construída, mas abraça com o conjunto.

OBS.: nessa edição da Bertrand Brasil há um grandessíssimo spoiler na orelha do livro, portanto, não leiam. rs. Pode não ser um grande spoiler pra todos, mas pra mim foi bem desnecessário.
Lucas 18/04/2018minha estante
Concordo, o spoiler foi desnecessário, a editora poderia ter um cuidado maior nesse ponto, costumo pular o prefácio pois já tomei outros spoilers em outros livros, mas não esperava de um tão grande assim logo na orelha do livro.




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Sthef 15/08/2017

Clássico.
"Saí para fora e senti-me solitário e vazio"
O amor de Mr. Henry e Miss Barkley é tão puro e amável que faz tudo ao seu redor parecer idiota e sem sentido. Hemingway escreve com clareza e simplicidade sobre um amor nascido em meio a tormenta. De certa forma, me faz pensar que guerras ainda continuam sendo travadas, mas há sempre uma fagulha de esperança.
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Albert 22/08/2015

O amor e a guerra aos olhos de um motorista
Obra maravilhosa do mestre Hemingway que captura a guerra, nesse caso a Primeira Guerra Mundial e a história de um jovem motorista de ambulância no front no qual se apaixona por uma enfermeira. O enredo desenrola em meio a guerra e o dia-dia no front e a enfermeira.

Este livro de narração marcante, leva o leitor praticamente ao front. Impossível não se sensibilizar com o desfecho da história. Um dos melhores livros de Hemingway.
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Wilton 12/10/2013

Narrativa esplêndida. Tradução primorosa de Monteiro Lobato. Às vezes o autor faz o que chamamos hoje de excessivas descrições, mas isso é uma das características de sua época. O livro prendeu-me a atenção do início ao fim. Por isso, dei a ele a nota máxima, 5.
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Ciro 19/09/2015

Perspectiva
A primeira vez que li, entendi o livro como sendo uma bela história.
Hoje, mais de 10 anos após, reli o livro e entendi que sua excelência não está na bela história contada, na menção nostálgica dos sítios em que a história se desenvolve, mas na perspectiva do protagonista, ao lidar com eventos de vida e morte, e com os relacionamentos, dentro das circunstâncias da história.
Hemingway não se esforça para criar um protagonista heroico, mas sim em criar caracterizá-lo como pessoa comum, ainda que dotado de vida prévia (à história) privilegiada, e no impacto que seu alistamento em exército estrangeiro para lutar a 1ª Guerra por exército que não era de seu país Natal causaram em sua vida.
A propósito, a temática do guerreiro expatriado, que luta não por patriotismo, mas por identidade com a terra em que escolheu viver (ou à causa) também é muito bem explorado em "por quem os sinos dobram";
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Juju Pobeda 18/05/2009

Muitooo chatoo !!!
O que eu tenho é de 1 tia minha que ganhou do namorado em 1972... deve ser a 1a edição já que a tradução está em português coloquial tornando a leitura bem cansativa e ainda os dialógos de dar sono do tipo:
_ Òh minha querida, tenho algo a lhe dizer.
_ Òh diga-me.
_ Amo-te
_ Amo-te também, meu adorado.

Uahhh sono, sono e + sono.
Altamente recomendado a quem tem insônia.
Fábio Pinho 11/07/2013minha estante
Concordo plenamente!


ricardo 01/10/2017minha estante
então




Vagner 26/10/2014

Quando a guerra perde espaço para um grande amor
Uma obra mágica. A fluidez de Hemingway sempre sem rodeios me atrai bastante. Excepcional a vivência de um grande e gentil amor em meio à Primeira Guerra Mundial. Todos os cenários, pessoas, acontecimentos e sensações são muito bem descritos. Li esse livro em poucos dias, tamanho interesse que ele desperta. Marcante.
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Karina 13/12/2015

Um romance de encher a alma
Com uma habilidade invejável, Hemingway constrói uma narrativa fluída e repleta de bons e profundos diálogos, contando a romântica história do motorista de ambulância do exército Frederic Henry e da enfermeira Catherine Barkley. Entre idas e vindas, eles procuram sempre manter contato. O destaque fica por conta da excelente construção dos personagens, do bom ritmo e, claro, do final surpreendente. É um livro triste e belo.
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