Do Amor e Outros Demônios

Do Amor e Outros Demônios Gabriel García Márquez




Resenhas - Do Amor e Outros Demônios


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Monique Bonomini 07/07/2019

Ninguém fala de amor e paixão como Gabo!
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Beatriz Almeida 29/01/2009

Garcia Marquez é sempre bom. mais um livro para ser lido e relido. Maravilhoso.
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Thai82 17/03/2009

Impresso
Esse livro ficou impresso em mim como um souvenir de infância, il me rappelle Rapunzel, ou a Bela Adormecida, saidas de santos, rituais de passagem de menina pra mulher, amores proibidos e amores fatais. Devorei-o em dois dias, daqueles em que a gente tem um monte de coisas pra fazer! Não se escreve amor sem falar dos textos amorosos já lidos e com as quais nos identificamos, e se eu fosse escrever sobre esse sentimento, com certeza minha biblioteca amorosa contaria com Do amor e outros demônios.
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Potter 09/11/2012

Sierva: a bela possuída
Mais uma vez Gabriel García Marquéz nos mostra o seu universo maravilhoso e fantástico com personagens ricos e cheios de vivacidade.No decorrer das páginas, o ritmo se intensifica e ganha ares de romance, mesmo que sendo proibido o amor entre os protagonistas.O livro é bacana pois começa pelo desfecho e depois vai se desenrolando até o ápice dessa obra surpreendente que encanta milhares de admiradores até os dias de hoje.
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Ana Paula 23/06/2016

Loucura ou sobriedade
Ao terminar esse livro fiquei muito pensativa... Gostei ou não gostei?
Confesso que metade dele me choca e a outra me encanta.
Natalie 14/12/2016minha estante
Ana Paula, senti algo semelhante quando li Cem Anos de Solidão. Não sabia se tinha gostado ou não. Mas já me decidi. Não gostei. Ainda assim, pretendo dar nova chance ao autor.




Julio.Argibay 27/02/2018

Mestre
Mais uma ótima estória contada por Gabriel Garcia um dos meus escritores preferidos. Aqui ele conta uma estória de um amor proibido, tendo como pano de fundo a vivência num mosteiro e a decadência da aristocracia local numa colônia espanhola na América do Sul. Os personagens estão muito bem desenhados, eles possuem uma personalidade complexa e marcante, não há aquela dificuldade de memorizar os personagens ditos secundarios, todos tem peso e importância. O tema eh arido, possecao, religião, fé, perseguicao, etc. Show de bola.
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Seabra 10/04/2019

A história toca em pontos como abandono familiar, cultura africana, catolicismo, possessão, amor. Tudo isso em um tempo muito distante do nosso, o que nos transporta para outra realidade. Nos trás críticas sobre a sociedade e até que ponto ela pode nos salvar ou nos condenar. É curtinho, vale a pena a leitura, com certeza vai lhe deixar no mínimo intrigado
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Vitória Bergamo 28/12/2018

Demônios precisam de amor!
A genialidade do realismo fantástico do Gabo é surpreendente. A história foi muito bem construída e desenvolvida. Há críticas moralistas e religiosas que nos fazem refletir sobre quem são de fato os demônios e qual seria o papel do amor na desconstrução deles.
Sierva María é uma personagem muito intrigante e complexa e Delaura compõe um universo totalmente distinto dentro da obra...
Leitura mais do que recomendada!

"Nenhum louco é louco para que aceita as razões dele."
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Karol 19/04/2009

Lindo, fantástico, apaixonante...
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Caroline 04/12/2012

Não gostei
É até estranho dizer que não gostou de um livro de um escritor desse porte, mas não gostei. Li duas vezes devido a prova oral do colégio, mas não teve solução. Achei sem pé nem cabeça.
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Kath 09/12/2016

Tão antigo e tão atual.
Um marques mestiço. Uma mulher libertina. Uma filha não amada. Esse livro nos leva às partes mais profundas da subversão humana. Estava eu no sétimo período terminando de ler Drácula quando me questionaram se eu o havia achado, como muitos diziam, assustador. Confessei que o livro não me impressionara em nada, que havia lido outras narrativas muito mais assustadoras e que, no que concebia àquela leitura em particular, nada encontrara de verdadeiramente horripilante. Uma menina, então no oitavo, ouviu minha resposta e recomendou-me este livro assegurando-me ser "verdadeiramente assustador e inquietante" e até mesmo me garantira que me tiraria o sono. Bem, ou eu me tornei surpreendentemente corajosa ou ela é facilmente impressionável. Creio que depois que se lê um livro como O Pianista, você se torna, não diria insensível, mas preparado para o pior do ser humano, ainda que ele sempre insista em surpreendê-lo com uma perversidade ainda mais chocante a cada vez que você acha que ele não é capaz de piorar.
Nas entranhas da escravidão, o filho de um marquês negro que conseguiu fortuna a duro custo, aproveitava uma vida sem preocupações e nenhuma inclinação para coisas úteis quando se apaixona por uma mulher cuja sanidade fora questionada e o pai, para prevenir um escândalo em sua família, manda o filho para ser senhor de uma propriedade distante. Passadas as dores iniciais do amor interrompido, casa-se o marques a escolha do pai, porém, por melhor que fosse sua refinada esposa, prometeu ele não amá-la em nome do seu antigo amor, apenas tardiamente permitiu-se sentir por ela algo para, logo em seguida, perdê-la. Houve para ele, desacreditado, uma chance de reaver seu amor do passado, mas declinou desta ideia e acaba caindo nas graças de uma mulher de origens duvidosas descendente de índios que acaba engravidando, ele é então forçado a contrair matrimônio com ela e a partir daí inicia-se seu inferno. Sete meses mais tarde nasce Sierva María, desde pequena odiada pela mãe e vítima da indiferença do pai, é deixada para viver na senzala no meio dos escravos que a educam à sua maneira, Apenas quando a menina foi mordida por um cão raivoso foi que o pai deu-se, tardiamente, conta de sua presença, recolocando-a dentro de casa e tentando a dura penas tirar os modos animalescos que ela aprendera em meio aos negros.
Sierva María era uma menina rude, sem crenças definidas, encontrava-se em casa no meio daqueles que a criaram, falava suas línguas, seguia seus modos, fizera da mentira sua principal arma e de seus costumes uma veste. Era uma "branca" com sangue mulato. As notícias da mordida do cachorro chegou aos ouvidos do bispo depois que o marquês fez o possível para salvar a filha chamando de curandeiros exóticos à bruxas, foi então persuadido a mandar a menina para um convento na cidade, pois o "mal"que havia nela não era clínico, mas demoníaco. Frustrado e sem conhecimento, o homem cede e entrega a filha às clarissas, onde a menina é levada para uma espécie de cárcere e amarrada à cama. Um jovem padre (36 anos) é designado para uma sessão de exorcismos nela, inicialmente ao avaliar a garota ele conclui que ela não está possuída, mas assustada, compreende a negligência de seus pais e as raízes de sua criação, ao contrário da maioria das pessoas cegas e estúpidas da cidade ele insiste que a garota não tem nenhum tipo de mal, mas não é ouvido pelo bispo que insiste que a menina está usando de artifícios malignos para convencê-lo. Conforme ele vai se aproximando de Sierva María seus sentimentos se modificam (mano, eu achei isso meio pedófilo, a guria tinha 12 anos!) e, pasmem, eles ficam juntos, mas a relação é descoberta pelo bispo quando ele pega o padre se flagelando e a partir daí o destino dos dois estava selado.
O livro é um retrato do poder de uma sociedade alienada, dominada pelo fanatismo religioso e coagida pelo medo da igreja católica.
- Não há muita diferença em relação - feitiçarias dos negros - disse. - É pior ainda, porque os negros não vão além de sacrificar galos, ao passo que o Santo Ofício se compraz em esquartejar inocentes no potro ou assá-los vivos num espetáculo público (...) E se perdeu numa enumeração erudita de antigos autos-de-fé contra doentes mentais executados como energúmenos hereges, - Acho que matá-la seria mais cristão do que enterrá-la viva - concluiu. (página 48 ebook)
O médico, de nome Abrenúcio, fala com o marquês sobre a internação de Sierva no convento, sabendo ele que ela estava em um lugar chamado pavimento das mortas vivas (ou algo assim, não lembro). não tinha dúvidas de que os exorcismos a matariam e nesse ponto trazemos a tona um período delicado da fé cristã em que a igreja dona do poder executava coisas horríveis na sociedade instaurando o constante medo de um Deus que não pregou nada além de amor e compaixão. Vemos homens "da fé" dominados pela ganância, mentira, soberba e total falta do conhecimento verdadeiro da fé que deveriam viver, não é muito diferente da nossa sociedade, não concordam? Pela lei, depois de toda mostra da interferência religiosa na história, o estado deveria ser laico, mas é isso que estamos presenciando atualmente? E, acreditem, não é desmerecendo a fé protestante (há igrejas e igrejas), mas mesmo a despeito de toda mancha no passado da igreja católica - corrompida por homens fracos de fé e conhecimento - não pensem que a "bancada evangélica" vai fazer algo bom por esse país, Marco Feliciano e Bolsolixo estão aí como prova do quão frágil é a distorção de "fé e bons costumes". Silenciosamente, o Brasil está entrando novamente na ditadura civil e religiosa que logo sobrepujará toda e qualquer forma de pensamento racional que possa existir. E me assusta ver que grande parte de uma massa como essa, do livro, compactua com isso acreditando que isso é bom.
O bispo não era homem de visões celestiais, nem de milagres e flagelações. Seu reino era deste mundo. (página 50 ebook)
Temos um monte de pessoas estúpidas, acuadas, sem qualquer expectativa ou chance, presas a um destino do qual não acreditam conseguir escapar. Vitimadas pelo ódio, o preconceito, a intolerância e sufocados com as próprias verdades distorcidas nas quais acreditam. Apesar de o livro se passar em uma época antiga, se encaixa com uma quase perfeição à atualidade. O livro não é assustador, vemos a face humana em sua miséria mais comum, é quase como um alerta para procurarmos usar o conhecimento para o bem comum e, antes de mais nada, a buscar esse conhecimento, o conhecimento que nos livra dos grilhões que nos cegam,
— Mesmo que não estivesse possuída por nenhum demônio — disse —,esta pobre criança tem aqui o ambiente mais propício para ficar possuída. (página 54 ebook)
Quantos hoje não permanecem possuídos pela ignorância? Esse é provavelmente o demônio maior que atrai todos os outros, como o demônio do preconceito, do ódio, da intolerância. Temos uma nação estúpida que acredita naquilo que querem que ela acredite, e acabamos convencidos que estamos possuídos por demônios que outros têm de arrancar de nós quando o poder de exorcizá-los está dentro de nós mesmos. Eu conheço e acredito que muitos de vocês conhecem, muitas Siervas marías por aí, vitimadas pelo abandono, a ignorância completa e vivendo à margem não da sociedade, mas do poder do conhecimento que as trasnformaria em pessoas capazes de lutar e encontrar objetivos pelos quais viver.

Outros destaques:
Sim, Delaura havia estudado a fundo as atas, e achava que eram mais úteis para conhecer a mentalidade da abadessa que o estado de Sierva María. (página 60)
Atravessamos o mar oceano para impor a lei de Cristo, e o conseguimos nas missas, nas procissões, nas festas dos patronos, mas não nas almas. (página 67)
— Se o senhor conhece as fraquezas destes reinos, há de saber que as leis só são cumpridas durante uns três dias — disse. (página 79)
Disse que o amor era um sentimento contra a natureza, que condenava dois desconhecidos a uma dependência mesquinha e malsã, tanto mais efêmera quanto mais intensa. (página 94)
— Sempre acreditei que ele (Deus) leva em conta mais o amor do que a fé. (página 94)
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tatiana 07/11/2009

Me revoltei com o final desse livro.
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Gláucia 20/08/2010

Amor é sempre amor
Mesmo que seja entre um padre e uma jovem possuída pelo demônio.
GGM conseguiu transformar numa bela e exótica história de amor um fato sensacionalista ao qual deu cobertura jornalística na época, dando vida e individualidade às ossadas encontradas.
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Lili 02/04/2019

Do Amor e Outros Demônios
Livro lindo e triste. O título é perfeito, ele fala sobre o amor e outros demônios da vida. A escrita de Gabo é tão maravilhosa, que nos sentimos dentro do livro, acompanhando a decadência, a sujeira, a tristeza e até os cheiros dos lugares tão opressivos que o livro descreve. Um livro em que nada deu muito certo, e em que se acaba por perceber que se as coisas tivessem acontecido de outra maneira, provavelmente também não teria dado certo (sim, é esse o nível do otimismo... rs).

Recomendo, SEMPRE pela escrita de Gabo. Ele transforma tudo em poesia.
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Laura 19/09/2012

Cada vez mais merecedor para mim de seu Nobel. Embora seu estilo não seja o meu, sua escrita é bem instigante e os personagens crus e muito vivos. Ótimo para respirar um pouco de ficções e romances.
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