A Cor Púrpura

A Cor Púrpura
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Resenhas - A Cor Púrpura


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Torpor Niilista 18/07/2016

Uma tocante história sobre amor, fé, racismo e machismo... A cor púrpura, de Alice Walker...
2016 está sendo um ano de leituras interessantes, mas estou me permitindo revisitar livros que há muito tinha lido e que senti necessidade de trazer minhas impressões para o blog... A cor púrpura foi a última dessas obras...

Escrito por Alice Walker, e recentemente publicado numa linda edição pela Editora Record, esse ganhador do Prêmio Pulitzer de 1983 foi escrito um ano antes e traz em suas páginas a história da personagem Celie, que desde muito cedo aprendeu que o mundo pode ser bem hostil quando se nasce mulher, pobre e negra numa região ao sul dos Estados Unidos, num período de segregação racial...

Desde nova, Celie sofreu abusos por parte de seu pai e acabou tendo filhos desses abusos. Sua mãe acaba morrendo de desgosto por ver sua filha sendo mãe tão nova, mas logo seus filhos são apartados da jovem, e seus paradeiros são desconhecidos... Logo ela se vê forçada a casar com um viúvo, que já tem filhos e mais velho que ela, sendo separada da companhia de sua irmã Nettie. Sua vida se torna um pesadelo regado a surras e maus-tratos, mas Shug Avery aparece para minimizar a dor diária que Celie é submetida... Com a chegada dessa misteriosa mulher, as coisas parecem melhorar um pouco. Ainda assim, ela é constantemente torturada pelo destino, e passa a ditar cartas para Deus, numa tentativa de amenizar seus sofrimentos...

leia mais em

site: http://torporniilista.blogspot.com.br/2016/07/uma-tocante-historia-sobre-amor-fe.html
Antonio 18/07/2016minha estante
Vi o filme no cinema, e confesso que não tenho coragem de assistir novamente.


Torpor Niilista 20/07/2016minha estante
Sério? Tão forte assim? Ainda não vi o filme, mas a obra foi lida pela segunda vez...




Raniere 04/07/2016

A COR PÚRPURA EXPÕE O MACHISMO E O RACISMO PRESENTES ATÉ HOJE EM NOSSA SOCIEDADE
Em nossa sociedade, o machismo e racismo são problemas que, infelizmente, ainda não resolvemos. Os direitos da mulher negra são constantemente negados por uma grande parcela da população. Em A Cor Púrpura, de Alice Walker, onde a história se passa no sul dos Estados Unidos, no período entre 1900 e 1940, vemos muitas semelhanças entre tais problemas naquela época e atualmente.



A Cor Púrpura é um romance epistolar, ou seja, a história é contada a partir de cartas. Porém, um romance epistolar pode ser desenvolvido através de anotações em diários, recortes de jornais, etc. Entre alguns exemplos de romances epistolares, estão Drácula, de Bram Stoker e Carrie, a Estranha de Stephen King. As cartas em A Cor Púrpura são escritas, principalmente, pela protagonista Celie, e quase sempre são endereçadas a Deus. A linguagem utilizada nas cartas de Celie é diferenciada, não usando a norma culta. A escrita nelas é bastante simplória e repleta de erros gramaticais e regionalismos, se aproximando bastante da fala utilizada na região agrária dos Estados Unidos.

“É melhor você nunca contar pra ninguém, só pra Deus. Isso mataria sua mamãe”.

A história tem como pano de fundo o machismo, patriarcado e o racismo no sul dos Estados Unidos. Celie é uma mulher que, após ser abusada sexualmente pelo pai e engravidar de dois filhos dele (os quais são dados para outra pessoa), é obrigada a se casar com um homem igualmente agressor. Ambos os agressores de Celie não são chamados pelo nome na carta da protagonista; o pai é chamado apenas de “pai”, e o marido de Celie é chamado de “Sinhô ____” em suas cartas, apesar de, em certa parte do livro, seu nome (Albert) ser citado por Shug Avery. Ao se casar com Sinhô, Celie, ainda jovem, é obrigada a cuidar dos filhos do marido (que não a respeitam) e da casa, além de sofrer constantes agressões físicas. Então Celie conhece Shug Avery (a qual o Sinhô sempre foi apaixonado) e, através dessa amizade, Shug ajuda Celie a se libertar de Sinhô e da opressão que ela vive. Através de Shug Avery, Celie passa também a conhecer o amor, sentimento antes constantemente negado à personagem.



Outra questão abordada no livro é o racismo contra a mulher negra. Ele é abordado, principalmente, coma personagem Sofia, que protagoniza uma das (muitas) cenas fortes do livro, quando a esposa do prefeito estranha ela andar de carro, elogia os dentes brancos dos seus filhos e a chama pra limpar sua casa. Quando Sofia nega, ela é agredida, presa e escravizada pela mulher do prefeito, onde não tem direito nem de ver seus filhos.



A exploração dos povos africanos, feita pelo homem branco, o desrespeito pela cultura e origem africana e o genocídio na áfrica também é retratado através dos relatos da irmã de Celie, Nettie, que foi como missionária, levar educação para a África. Nettie, ao conhecer o povo africano e reconhecer suas origens, acaba ficando dividida, pois vê que está levando a educação do homem branco para a terra dos africanos negros, que, por conta disso, não a reconhece como parte do povo deles. O modo como os brancos chegam extraindo todos os recursos dos povos africanos e derrubando casas para construir estradas e o sofrimento dos africanos tem grande destaque no livro.

A Cor Púrpura ganhou o Prêmio Pulitzer de 1983 e deu origem ao filme homônimo dirigido por Steven Spilberg, lançado em 1985, com Whoopi Goldberg no papel de Celie, Danny Glover no papel de Sinhô Albert e Oprah Winfrey no papel de Sofia. O filme foi indicado a 11 Oscars, mas não foi premiado com nenhum. A indiferença na premiação gerou controvérsias, pois muitos consideravam A Cor Púrpura o melhor filme daquele ano. A desigualdade racial foi bastante discutida, inclusive, na última premiação do Oscar (veja AQUI). No dia 01 de dezembro de 2005, A Cor Púrpura ganhou uma adaptação musical na Broadway, em Nova York. O show foi produzido por Scott Sanders, Quincy Jones, Harvey Weinstein e Oprah Winfrey, que também era uma investidora, e foi exibido até o dia 24 de fevereiro de 2008.



O machismo e racismo ainda fazem parte da nossa realidade. Segundo o IPEA, o Brasil registrou, entre 2009 e 2011, 16,9 mil feminicídios (veja os dados AQUI). Esse número indica uma taxa de 5,8 casos para cada grupo de 100 mil mulheres. Aproximadamente 40% dos feminicídios no mundo são cometidos por parceiros íntimos. Uma pesquisa do Senado estima que 13,5 milhões de mulheres já sofreram algum tipo de agressão (veja os dados AQUI). Esta estimativa equivale a 19% da população feminina com 16 anos ou mais. Em 2014, foram registrados no Brasil pelo menos 47 mil casos de estupro. Porém, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública acredita que podem ter ocorrido entre 136 mil e 476 mil casos (baixe o anuário AQUI). Quanto ao racismo, o Pragmatismo Político fez uma análise e um levantamento de dados, mostrando o racismo no Brasil em números, no texto “Não existe racismo no Brasil”. Vocês podem conferi-lo AQUI.

site: www.encontrosliterarios.com.br
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Talita. 16/06/2016

Um livro carregado de informação, emoção e paixão.
A cor púrpura narra a sofrida trajetória de Celie, desde os seus 14 anos à vida adulta. Abusada pelo pai, negligenciada pela mãe, encontra único conforto no amor reciproco por sua irmã. Celie tenta encarar a vida escrevendo para quem é capaz de entender suas amarguras, Deus. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Celie é tão apaixonante que não consigo não sentir saudades dela, do seu jeito errado de escrever, da sua bondade. Muitas vezes senti que se parasse de ler, estaria traindo sua confiança por me revelar coisas tão íntimas. Os temas abordados não são fáceis, mas são tratados da maneira mais clara e sútil possível. Um deles? Homossexualidade!

"Eu lavei o corpo dela, pareceu queu tava rezando. Minhas mãos tremiam e minha voz ficava presa." ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

O empoderamento também é tratado de maneira fascinante, fisgando o leitor aos poucos, mostrando que mesmo numa época distante, as mulheres ja buscavam sua liberdade.

"Toda minha vida eu tive que brigar. Tive que brigar com meu pai, com meus irmão, com meus primo e meus tio. Uma criança mulher num tá sigura numa família de homem."

Racismo e busca por igualdade de gênero são sem dúvida temas marcantes do livro, onde ao invés de te fazer derramar lágrimas (e surgirão as involuntárias) te deixa mesmo com vontade de debater sobre.

Uma estória extremamente palpável e longe de ser apenas ficção. Uma história de superação, coragem e luta.

Nota: 5/5 + 💜

site: https://www.instagram.com/pormaislivros/
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Barbara Filippini 13/06/2016

A Cor Púrpura
Resenha completa no blog! --->>> http://wp.me/p3dh2o-Fi vem conferir!
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Ronaldo 23/05/2016

O livro é narrado de forma epistolar. Em sua vida desalentadora, Cellie tem como única válvula de escape as cartas que escreve para Deus. Nelas, em sua escrita rudimentar, cheia de erros de ortografia, muitas vezes com frases desconexas, Cellie discorre sobre sua vida sofrida, tendo de se submeter aos abusos físicos e psicológicos de um padrasto e saindo das mãos dele para se casar com um homem que não a trata nem um pouco melhor. Os personagens são de uma riqueza impressionante. Uma delas é Sofia, a mulher que não se deixa dominar pelo marido, Harpo, o que para ele é visto como uma aberração a ponto do rapaz não saber como lidar com essa situação. Afinal, cresceu vendo as mulheres como criaturas subservientes, a começar por Cellie, sua madrasta. Esta chega a se sujeitar à extrema humilhação que é a de cuidar da amante do marido, que se recupera de uma enfermidade. Porém, o que não se poderia esperar eram os frutos que a relação entre as mulheres lhe traria. A amizade entre elas não tarda a acontecer. Shug lhe apresenta um mundo novo e ensina a Cellie que ela tem todo o direito de ser amada, de ser tratada com respeito e carinho. Nessa fase do livro, as cartas de Cellie passam a ser dirigidas à sua irmã, Nellie, que é missionária na África. E temos também acesso as cartas que Nellie envia, relatando sua vida no outro continente. Apesar da seriedade dos temas .abordados, Cellie tem um humor ingênuo, o que diminui o impacto de sua narrativa sobre a dura realidade dos negros no Sul dos Estados Unidos, mas não mascara a crueldade com que estes eram tratados pelos brancos. Mas, além disso, A Cor Púrpura é um livro de uma profunda humanidade, a jornada de autoconhecimento de uma mulher que narra de um modo singelo seu desabrochar.

Resenha completa no blog:

http://porquelivronuncaenguica.blogspot.com.br/2016/05/a-cor-purpura-alice-walker.html
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De Cara Nas Letras 01/05/2016

A Cor Púrpura
A Cor Purpura é um romance epistola publicado originalmente em 1982, pela autora Alice Walker. Em 1983 o livro foi consagrado com o prêmio pulitzer de literatura e em 1985 foi adaptado para o cinema nas mãos do diretor Steven Spielperg.

Na trama vamos nos deparar com o sul dos Estados Unido, por volta do inicio e meio do séc. XX. As cartas são escritas por Celie, uma negra pobre que sofre abusos do padrasto sob o mesmo teto em que vive sua mãe e irmã. Por conta desses abusos, ela engravida, mas em nenhum momento tem suas crianças no colo. Sua história só piora quando ela perde a mãe e é obrigada a casar com um viúvo rude e perverso que tem por intuito fazer com que Celie ajude na criação de seus filhos. O que parecia um pesadelo muda quando ela conhece Shug Avery, uma cantora que leva uma vida mundana realizando shows em bares (comportamento tido como inaceitável). Será essa mulher que ajudará Celie a não mais esperar o chamado de Deus, e sim ser protagonista de sua história e correr atrás do tempo perdido, mesmo com as feridas sofridas.

Este é um livro com um ritmo de leitura rápido pela construção total em cartas, porém, a leitura se torna densa quando são abordados os temas mais pesados de forma forte, sem amenização alguma, e é já nas primeiras páginas do livro que a autora faz um alerta, como se dissesse te prepara, que eu não estou para brincadeira e depois desse primeiro contato é sofrimento seguido por mais sofrimento.

Os temas são estupro, violência domestica, racismo, desigualdade de gênero e a submissão da mulher perante o homem, fortes na época em questão.

Os personagens são apresentados na perspectiva da Celie, que nos narra com os seus traços de pouca alfabetização com uma escrita fortemente influenciada pela linguagem oral, por isso exige uma atenção maior para não confundir quando ela está narrando e coloca uma fala de outro personagem.

O foco principal do livro são nas mulheres, o que é bem nítido. Mulheres fortes, que querem muito mais do que cuidar da casa, fazer o que o marido pede e viver isoladas do mundo. Ao contrário, querem liberdade, sair, conhecer o mundo, ter independência e seu amor correspondido na mesma medida que se doam, sendo ele convertido em compreensão e aceitação da mulher com instinto livre e autônomo.

A religião é um assunto que não agrada a muitos, cada um tem seu modo de vê-la e segue (ou não) a que bem deseja. Alice Walker abordou esse assunto de uma forma que abriu meus olhos e me fez rever meus conceitos sobre Deus em uma das cartas que Celie escreve para a sua irmã, fazendo do livro um dos meus favoritos. Ela me fez enxergar o quão bobo estava sendo em julgar Deus com base no homem, sendo que são coisas distintas em sua plenitude. Nenhum homem é Deus.

Mais do que tudo, A Cor Purpura é um livro que grita somos livres com sede de liberdade para ir e voltar. Walker mostra seus personagens caindo, sofrendo e se erguendo, dando uma verdadeira volta por cima e perdoando toda a maldade que um dia passou, ou se arrependendo do mal que um dia fez. Por isso o livro é mais do que recomendado a todos.

site: http://decaranasletras.blogspot.com.br/2016/04/resenha-152-cor-purpura-alice-walker.html
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Marcos 15/04/2016

Celie é uma jovem negra que mora nos Estados Unidos e escreve cartas para Deus. Seu "pai", que na verdade era seu padastro, a proibiu de contar toda a violência sexual que ela sofre para outras pessoas, podendo apenas conversar com Ele. Estamos em um período indefinido da história, acreditando-se, por elementos da narrativa, que no início do século XX. O preconceito contra negros era enorme no país, até hoje ainda o é, e ser uma mulher, negra e semianalfabeta tinha o mesmo valor que nada. Por isso, Celie tem sua visão de mundo e sua perspectiva das coisas minimizada. Com o pai teve dois filhos que foram assassinados logo após o nascimento. Essa é a sua história.

Porém a vida de nossa protagonista muda quando ela é obrigada a se casar com Albert, viúvo pai de quatro filhos, que a trata como empregada e a espanca na frente de todos eles. É nesse contexto que Celie conhecerá Shug Avery, famosa cantora de quem ela é fã. Shug é amante de Albert, mas, ao conhecer Celie, começa a se aproximar da jovem e descobrir o seu passado. É nesse momento que Celie começa a se dessamarrar dos laços de sofrimento e culpa e passa a enxergar o mundo com outros olhos.

A Cor Púrpura é um romance epistolar de Alice Walker, que está na lista dos 1001 Livros para Ler Antes de Morrer. Toda a narrativa é contada com cartas que Celie escreve para Deus, onde conta a sua vida e o que acontece no seu dia a dia, e entre ela e sua irmã Nettie, que fugiu de casa e encontrou abrigo com um casal que acaba levando-a para a África.

Confesso que antes de começar a ler esse livro, imaginava que a história seria algo entre O Sol é Para Todos e 12 Anos de Escravidão, por sempre se referirem ao livro como uma forte história sobre racismo nos Estados Unidos. De fato ele assim o é; todos os protagonistas são negros e a questão racial é fortemente debatida o tempo todo na narrativa. Porém, ao meu ver, o que se sobressaltou foi a questão feminista presente no livro.

Celie é uma protagonista incrível. Ela não é forte, não se enquadra na mulher que vai atrás de seus sonhos, mas sim uma mulher que se descobre, que se transforma e que passa a ver o mundo com outros olhos. Shug é uma coadjuvante muito importante nesse aspecto. Ao mesmo tempo que conseguimos visualizar todo o sofrimento pelo qual ela passa, como estamos sabendo de tudo sob a sua ótica, vamos assistindo a uma vida ser desenrolada na nossa frente, como uma teia que se desemaranha e, incrivelmente, assim se torna mais forte.

O uso do ponto de vista da protagonista na maior parte da narrativa foi uma estratégia interessante usada pela autora. Vale destacar que, como Celie é semianalfabeta e aprendeu a escrever com as breves aulas de sua irmã, todas as cartas que ela escreve tem as palavras grafadas no modo como ela usa, ou seja, com os erros que lhes são pertinentes. Não sei se foi impressão minha mas, à medida que Celie evolui, sinto que sua escrita evolui junto, como se a autora usasse desse recurso para mostrar o crescimento da protagonista.

A Cor Púrpura é um livo incrível, forte e que consegue passar a mensagem que traz de forma inteligente e eficaz. Para se ler de mente e coração abertos e se aproximar cada vez mais da história.

site: http://www.capaetitulo.com.br/2016/04/resenha-cor-purpura-de-alice-walker.html
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Prof. Angélica 15/04/2016

A cor do amor
Celie, neste livro, conta sua história escrevendo cartas para Deus até que sua dor é tão grande que o destinatário de suas mensagens passa a ser sua irmã Nettie. Vítima de abusos e violências esta jovem negra retrata a vida segregada de sua comunidade, no sul dos Estados Unidos no período de 1900 a 1940. Ela narra como fala e isso transforma a narrativa em uma autêntica conversa com a personagem: sábia, sensível, humana, consequência de uma vida em que o sofrimento e a dor enriqueceram sua alma já predestinada a ser especial. Lindo! Triste, mas reconfortante. Nettie, Shug, Albert, Sofia, personagens que a auxiliam em seu crescimento pessoal e que também se transformam e fortalecem-se diante da dor e do amor. "Eles comemoram sua independência e nós comemoramos um ao outro" - diz a protagonista em 4 de julho. As conversas na varanda sobre Deus, sobre o amor e sobre a vida mostram como é possível falar de coisas tão profundas de uma maneira tão simples que até uma criança é capaz de entender. Segundo Celie, Deus não é um homem branco e velho, ele é uma coisa que já nasce com você e que você encontra mesmo sem procurar. Maravilhoso! Este livro é um encontro com pessoas com quem vale a pena estar.
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Lê Vieira 14/04/2016

Este não é mais um livro sobre racismo. Este é o livro que apresenta de forma simples, envolvente e emocionante a história de Celie, uma mulher que sofreu desde a infância e aprendeu a se comportar como um ser inferior, como uma negra feia, inútil e que deveria apenas servir.

Durante a narrativa conhecemos os sentimentos e pensamentos da protagonista através de suas cartas para Deus. Encontramos erros ortográficos e uma fala nada culta, afinal, estamos falando de uma protagonista que não teve a oportunidade de ser uma "dama da sociedade".

"É melhor você nunca contar pra ninguém, só pra Deus. Isso mataria sua mãe."

Celie, uma mulher repleta de dores, recordações tristes e perdas, mas que continua seguindo sua vida da forma como aprendeu que deveria ser. Sempre sendo vítima, mesmo sem reconhecer tal condição. Foi vítima ao ser abusada pelo pai, ao ser entregue a um homem que não conhecia, ao ser espancada, ao ser maltratada e discriminada. Uma Celie que não conhece sua força, mas que continua forte e viva.

"Ele riu. Quem você pensa que é? ele falou. Você num pode amaldiçoar ninguém. Olhe pra você. Você é preta, é pobre, é feia. Você é mulher. Vá pro diabo, ele falou, você num é nada."

O leitor se vê preso aos dramas da protagonista e à sua ingenuidade, um ser tão complexo e ao mesmo tempo tão simples que fica difícil descrever. Uma mulher que sofre, mas que quer ajudar na medida do possível e que anseia por ser amada.

A autora criou com maestria os personagens desta história. Por mais que o foco seja a frágil e forte Celie, também é possível conhecer profundamente outros membros importantes desta história. Mulheres mais fortes e realistas, outras mais sonhadoras, homens machistas e outros mais apaixonados. Todos compondo uma história maravilhosa que proporciona ótimos momentos de leitura.

Esteja pronto para ler uma obra rica e complexa, que permite ao leitor a mais profunda reflexão e as diversas comparações com a atualidade. Afinal, ainda existe preconceito, discriminação, machismo e desigualdades.

site: http://www.confraria-cultural.com/2016/03/a-cor-purpura.html
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Simeia Silva 13/04/2016

Maravilhoso
Celie mora com a mãe, seu "pai" e com suas irmãs mais novas, em uma casa simples no Sul dos Estados Unidos. Pobre, negra e analfabeta, Celie sofre com a inferioridade que todas as mulheres negras passam, seja pela sociedade e principalmente por seu marido.

Celie sofre muito com o seu padastro, é brutalmente estuprada por ele debaixo dos olhos da mãe, e é quando sua mãe morre que a coisa fica pior, porque ficam todas aos cuidados do padastro nefasto. E para que sua irmã menor não fosse estuprada também, ela se entregava para ele no lugar dela sempre que ele queria.

Um dia chega na casa deles um viúvo e pai de quatro filhos, o Albert. Ele estaria interessado na irmã mais nova de Celie, queria casar-se com ela, mas o padastro de Celie que tinha segundas intenções com a pequena e que também queria se ver livre de Celie pelas coisas que tinha feito com ela, a ofereceu no lugar. Albert demorou a se decidir, mas por fim, mesmo a achando feia demais e lhe dirigindo insultos, viu nela a oportunidade de ter uma mulher para cuidar dos seus filhos e lhe servir. Isso mesmo, o servir, porque o que Celie passa nas mãos desse crápula, é de cortar o coração. Ele a violenta sem pudor, física e moralmente.

As coisas só começam a mudar na vida de Celie com a chegada de Shug Avery, uma cantora de bar e amante de Albert. Que mesmo tendo uma rusga com Celie quando se conhecem, com o tempo se tornam amigas e Shug uma mulher vivida, do mundo, começa a mostrar para Celie como se impor perante a sociedade e principalmente perante o seu marido. A ter amor por si mesma e ser dona do seu destino.





A história da uma reviravolta maravilhosa, Celie se mostra mais forte do que eu imaginava e uma nova história de amor entra no caminho de Celie. E esse encontro me deixou de queixo caído, pois é um assunto que nessa época era abominável. Tacada de mestre da autora.

O livro é narrado por Celie através de cartas que ela escreve a Deus e com o passar do tempo, com cartas que ela escreve a sua irmã que se tornou missionária na Africa.

Amei a leitura, é emocionante, te faz ter raiva, te faz gritar com Celie pra tomar uma atitude, te faz querer pegá-la no colo para ninar, enfim, te deixa com vários conflitos internos e bem cativada por Celie e depois por Shug que foi um anjo na vida dela. Um anjo meio doido, mas foi, hahaha.

O que achei maravilhoso também, é que lendo o livro, você encontra vários aspectos que a sociedade ainda luta nos dias de hoje. A história se passa no início do século XX e a autora faz uma crítica enorme a relação entre homens e mulheres, essa busca pela igualdade, pelo respeito, em uma sociedade que escancaradamente da mais poder e voz ao sexo masculino. E também tem a crítica as diferenças de tratamentos as pessoas de classes sociais diferentes ou menos abastadas por assim dizer, e de etnias diferentes. A busca pela igualdade, seja ela qual for, está bem presente nesse livro e quando paramos para pensar bem, vemos que a visão da autora nada mais é, do que o retrato do nosso presente, do que ainda vivemos hoje, e do que se não mudar será ainda o retrato do nosso futuro amanhã. Agora é correr e assistir ao filme que é muito aclamado.


As páginas são amareladas, as letras em tamanho maravilhoso para leitura. Não encontrei erro nenhum de ortografia, marca registrada da Record, adoro isso. E essa capa está linda, condiz e muito com a história e onde Celie morava. A cor rosa e a fonte do título curti muito também. Bela edição de comemoração desse clássico moderno e contagiante.

Enfim, nem preciso falar que indico a leitura né? Então bora ler e se deliciar.


site: www.sentaaileitor.com.br
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amands 10/04/2016

Um livro que todos deviam ler pelo menos uma vez na vida
"Logo a gente começou a conversar sobre fazer amor. Shug na verdade num fala fazer amor. Ela fala uma coisa indecente. Ela fala fuder." Pág. 134

A cor púrpura com certeza está no topo da lista de livros que TODO MUNDO deveria ler pelo menos uma vez na vida. Esta foi a segunda vez que o li, e mesmo assim esta obra de arte não deixou de me surpreender - até porque eu percebi coisas que eu não havia notado na minha primeira leitura.

Este livro conta a dura história de Celie, uma mulher negra que aos 14 anos era estuprada pelo pai, com quem acabou tendo dois filhos que sumiram, e que logo foi obrigada a casar-se com um homem muitos anos mais velho, e que já possuía muitos filhos, e simplesmente a via como uma empregada.

Passado entre as duas Grandes Guerras Mundiais, no Sul dos Estados Unidos, o livro mostra a dura realidade do machismo e racismo enfrentado na época. Separada de sua irmã mais nova, Nettie, Celie narra sua história através de cartas que dirige à Deus e, depois, à irmã. Sua vida consistia em ser espancada pelo marido enquanto cozinhava e cuidava de seus enteados ingratos, até que Shug Avery, uma cantora e ex-amante de Albert, chega à cidade quase morrendo e eles a acolhem, e tudo começa a mudar.

"De todo jeito, eu falei, o Deus pra quem eu rezo e pra quem eu escrevo é homem. E age igualzinho aos outro homem queu conheço. Trapaceiro, isquecido e ordinário." Pág. 227

Este é o tipo de livro que você consegue ler em uma sentada se tiver tempo sobrando. Em primeira pessoa, ele é escrito do mesmo jeito que uma pessoa sem escolaridade fala oralmente - cheio de erros gramaticais e vícios linguísticos - o que torna a leitura muito fluída e mais real, te trazendo mais perto da personagem. É uma história extremamente triste, que terão partes de dar ódio, mas impressiona o quanto é verdadeiro e como milhares de pessoas já passaram, e provavelmente ainda passam, por experiências assim.

A história de Celie não deixa de ser uma história de superação e afirmação da mulher negra na sociedade. Nela há personagens femininas extremamente fortes como Shug Avery, Sofia e a própria Celie, apesar de no começo ela não achar isso, que lutam contra a soberania masculina que permeia a sociedade e época em que elas vivem.

Um livro que aborda temas que infelizmente continuam muito atuais, como racismo e machismo, mas, por um lado bom, trata também da temática gay, e não em uma visão tão preconceituosa da época.

Vencedor do Prêmio Pulitzer, a história foi adaptada para o cinema por Steven Spelbeirg em 1985, estrelando Whoopie Goldberg e Oprah Winfrey, sendo indicado a 10 Oscar - e não sei como não venceu nenhum, porque certamente merecia vários.

"Deus ama todos esses sentimento. Eles são uma das melhores coisa que Deus fez. E quando você sabe que Deus ama eles, você gosta inda mais. Você aí pode relaxar, e acompanhar tudo o que tá acontecendo, e louvar a Deus gostando do que você gosta." Pág. 231


site: http://escritoseestorias.blogspot.com.br/2016/04/resenha-140-cor-purpura.html
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Leitora Viciada 06/04/2016

Resenha para o blog Leitora Viciada
Originalmente publicado em 1982, A Cor Púrpura (The Color Purple), obra-prima de Alice Walker, ganhou o Pulitzer e o American Book Award. Relançado em 2016, pela Editora José Olympio (do Grupo Editorial Record) em uma nova edição revisada, com novo e lindo formato. A décima edição do livro no Brasil recebeu nova imagem de capa, páginas são levemente amareladas (papel off-white), fonte tradicional e diagramação simples, orelhas informativas e revisão cuidadosa. Pela linguagem particular creio que o romance tenha sido complexo para os editores; as equipes de tradução, revisão e diagramação realizaram um trabalho primoroso.
Considerado um dos melhores títulos da literatura contemporânea para alguns críticos, enquanto que para outros especialistas sua importância é maior: um dos melhores de toda a história da literatura. Particularmente, uma das mais marcantes obras que já li. É poderosa, inquietante, reflexiva e genuína. Tão franca, crua e verdadeira e com personagens tão sinceras e estruturadas que a história se torna viva e crível ao ponto de me fazer pensar por diversos momentos se não seria verídica. E é, de certa forma, visto que mostra a dureza da vida de mulheres negras americanas no início do século XX. Com dramaticidade e exploração extraordinária de personagens marcantes, Alice Walker nos apresenta uma ideia do sofrimento e malefícios causados pelo machismo, ignorância e racismo. Não parece ficção e esse é o ponto mais chocante da leitura, imaginar como situações semelhantes às que Celie, Nettie, Shug Avery, Sofia, Tampinha, Corrine, Olivia e Tashi sofrem ou presenciam eram corriqueiras e continuam a ocorrer em nossa sociedade em pleno século XXI.
A Cor Púrpura foi inspiração para Steven Spielberg compor uma obra cinematográfica homônima em 1985, com Whoopi Goldberg, Margaret Avery, Oprah Winfrey e Danny Glover no elenco. Foi indicado a onze Ocars em 1986, mas não ganhou nenhum. Goldberg ganhou por Melhor Atriz os prêmios Golden Globe Awards 1986 e National Board of Review 1986; esta premiação também escolheu A Cor Púrpura como Melhor Filme.
Em 2016, A Cor Púrpura ganhou adaptação na Broadway com Cynthia Erivo, Jennifer Hudson, Danielle Brooks e Isaiah Johnson.

Para ler toda a resenha acesse o Leitora Viciada.
Faço isso para me proteger de plágios, pois lá o texto não pode ser copiado devido a proteção no script. Obrigada pela compreensão.

site: http://www.leitoraviciada.com/2016/04/a-cor-purpura.html
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Babi 04/04/2016

Um livro para ser abraçado
Foi automático abraçar o livro da Alice Walker logo após ter lido suas últimas palavras. Eu fiquei tão envolvida e tão absorta na escrita que senti como se os personagens fizessem parte da minha família, então acabou sendo uma reação espontânea. Como se a Celie fosse a minha irmã e, depois de muitos anos afastadas e ciente de todas as dificuldades que ela passou, eu finalmente a tivesse reencontrado e dado aquele abraço apertado, substituindo as palavras de alívio "Acabou. Agora tudo vai ficar bem".

Celie é uma jovem negra, nascida de uma família humilde e em uma cidade, do sul dos EUA, segregada pelo preconceito. Desde menina teve que conviver com diversas formas de preconceito - por ser negra, por ser mulher, por ser uma mulher negra - de violência e abusos sexuais. Aos quatorze anos seu próprio pai começou a molestá-la e dessa relação, que eu nem tenho palavras para descrever tamanho a minha repulsa, nasceram duas crianças. Primeiro foi uma menina, depois um menino. Mas ambos foram levados de seus braços pelo seu pai. Celie aguentava tudo de cabeça baixa, dotada de uma personalidade submissa, a jovem nunca pensou em enfrentar o homem que frequentemente a estuprava, muito menos em pedir ajuda.

Essa personalidade da protagonista muitas vezes me deu vontade de enfiar as mãos pelas páginas para, como qualquer irmã faria hoje em dia, dar-lhe um belo de um puxão de orelha e umas sacudidelas. O espírito combativo da Celie só começa a aparecer quando ela repara que seu pai estava prestando cada vez mais atenção na sua irmã mais nova, a Nettie. Mas ainda, sim, é um espírito tímido e ingênuo que é apagado rapidamente com a chegada do Sinhô_.

"Ele bate em mim como bate nas criança. Só que nas crianças ele nunca bate muito forte. ele fala, Celie, pega o cinto. As crianças ficam lá fora olhando pelas frestas. Tudo o queu posso fazer é num gritar. Eu fico que nem tábua. Eu falo pra mim mesma, Celie, você é uma árvore. É por isso queu sei que as árvores têm medo dos homem." (p. 37)

Mas o quê? Esse é o nome do personagem, um simples _ ? Sim, é. Pelo menos na visão da Celie, que durante boa parte do livro desconhece o nome de muitos homens da história, incluindo do seu próprio pai que simplesmente chama de "o Pai", o que coloca em destaque o machismo da época em que a mulher não tinha direito de questionar nem o primeiro nome dos homens com quem convivia. A Cor Púrpura é narrado em primeira pessoa pela protagonista por meio de cartas que ela escreve para Deus. Como trata-se de uma mulher que não teve direito à educação, o leitor vai estranhar o texto repleto de erros de concordância e ortografia. Mas ao mesmo tempo ficará fascinado com a veracidade que a história toda ganha com a linguagem e a estrutura da narrativa.



Sinhô_ aparece para pedir a mão de Nettie em casamento. A princípio, Celie fica aliviada com possibilidade de tirar Nettie dos olhos de cobiça de seu pai, porém o patriarca de sua família nega o pedido do Sinhô_ e diz que se ele precisa de uma mulher, ele pode levar a Celie. Assim, a jovem acaba casando com um homem de quem não sabe nada, apenas que tem três filhos para criar e que é apaixonado por uma cantora chamada Shug Avery. A vida de casada acaba sendo o mesmo jogo, só mudando alguns jogadores, já que agora ao invés de ser violentada e castigada pelo seu próprio pai Celie sofre nas mãos de um completo desconhecido.

"E você como vai, querida irmã? Os anos vieram e se foram sem uma palavra sua. Só o céu acima das nossas cabeças é o que temos em comum. Eu olho muitas vezes para ele como se, de alguma maneira, refletida na sua imensidão, um dia eu me encontrarei olhando nos seus olhos. Os seus queridos, grandes, límpidos e lindos olhos." (p. 223)

A protagonista, então, começa a viver uma vida baseada na inércia e na submissão o que fica cada vez mais evidenciado quando o filho mais velho do Sinhô_ casa com a indomável Sofia, a personagem que se tornou a minha favorita. Sofia é uma mulher que não pensa duas vezes antes de comprar uma briga (não só com armas verbais como também com punhos) com quem quer que seja para se defender e fazer apenas aquilo que gosta e acha direito. É Sofia quem começa a abrir os olhos da protagonista e fazê-la entender que só porque ela é mulher não precisa fazer tudo o que os homens desejam.

No entanto, entender é uma coisa, começar a agir diferente é outra. Na faculdade, o que mais escutei durante as aulas de comportamento do consumidor foi: a coisa mais difícil de mudar em uma pessoa é o hábito. E habituada a ser enxergada como um nada, alguém sem valor, Celie terá uma longa trajetória a percorrer para finalmente conquistar o direito de ser reconhecida como alguém. Pasmem, que quem vai ajudá-la durante todo esse processo de mudança comportamental será a amante de seu marido, Shug Avery, que passa a morar com eles depois de ter graves problemas de saúde. Shug também será a responsável por despertar sentimentos e a sexualidade da personagem. Além de mulher e negra, Celie também se descobre homossexual.

"Eu num sei nada sobre isso. Sinhô_ trepa encima de mim, faz o serviço dele, dez minuto depois a gente tá dormindo. A única vez queu sinto uma coisa atiçando lá embaixo é quando eu penso na Shug. Mas é como correr até o fim de uma estrada e voltar sozinha, num dá em nada." (p. 84)

Apesar dos temas abordados na obra e da estrutura do texto terem me agradado muito, o que mais gostei na história de Walker foi que os personagens são humanos. O crescimento da Celie ao longo de toda história é muito evidente, porém não é só ela que muda ao longo da narrativa. Todos os personagens crescem à sua maneira e mesmo cometendo as mais diversas atrocidades eles acabam, de alguma forma, conquistando redenção aos olhos do leitor.

"Se ao menos eu tivesse compreendido então o que eu sei agora! ele falou. Mas como poderia? Existem tantas coisas que nós não compreendemos. E tanta infelicidade acontece por causa disso." (p. 225)


site: http://www.ummetroemeiodelivros.com
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Luiza 28/03/2016

A Cor Púrpura
Lembro-me de ter visto esse filme quando era mais nova (uns 17 ano, talvez), e, como não podia deixar de ser diferente, fiquei tão doida por este livro que o comprei uma semana antes de um exemplar chegar como livro de ação.

Achei interessante que este livro veio com outros dois livros que, de uma maneira ou de outra, abordam a questão da mulher dentro da sociedade.

Célie, a protagonista desta obra, é uma criança negra que vive no Sul dos Estados Unidos, em algum ponto entre 1900 e 1940. Pobre, analfabeta, estuprada pelo padrasto e forçada a se casar com um viúvo que é pai de quatro filhos que enxergava a esposa como uma empregada e que não se cansava de lhe agredir física e moralmente.

Ainda assim, Célie escreve para Deus, e é por meio destas cartas que ficamos conhecendo sua vida, a vida dos que estão a sua volta, os acontecimentos pelos quais ela passa e todas as pequenas, mansas, mas muito significativas reviravoltas em seu caminho. Lá pelas tantas, e junto com Célie, passamos a ler as cartas de Nettie, irmã mais nova da protagonista, que se tornou missionária da Africa após ir embora da casa do marido de Celie.

Apesar de a vida de Celie ser bem triste e sofrida, a história dela não é feita apenas de lágrimas. Celie tem uma maneira bem particular de ver a vida, se contentando com a alegria nas pequenas coisas e suportando as que ela não pode mudar. Ao mesmo tampo, ela não é nem um pouco fraca, e acho que foram poucos os personagens que chegaram a dizer isso para ela. Célie é resiliente, e isso a faz forte. E é quando a força de Celie vem a tona que sua vida muda mais efetivamente e ela passa a viver uma fase de descobertas sobre si e sobre a vida.

Gostei bastante da leitura. A Editora José Olympio está, cada vez mais, se tornando uma das minhas editoras favoritas. :3

site: http://www.oslivrosdebela.com/2016/03/a-cor-purpura-alice-walker.html
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Carla Reverbel 26/03/2016

No início, a frustração...
Eu assisti ao filme várias vezes antes de ler o livro. Inicialmente, o estilo de narrativa escolhido pela autora me aborreceu um pouco. Depois, o estilo da narrativa escolhida pela autora para as cartas da irmã da protagonista me aborreceram um pouco. Em suma, a narração não me conquistou de início, ao contrário do tema, da abordagem do tema, do desenrolar da história, os quais eu gostei bastante desde o princípio. Mas, ao final do livro eu estava chorando feito uma desgraçada. A minha nota é 5 por que é um daqueles livros cuja sinopse é tão forte, pungente e emocionante que superam todos os obstáculos. P.S.: a adaptação do Spielberg é primorosa, genial, maravilhosa, tão boa quanto o livro.
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