Medéia

Medéia Eurípides




Resenhas - Medéia


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Vic 29/04/2021

Uma peça trágica.
Acompanhamos a história de Jasão e Medeia. É a história de uma mulher traída e sua vingança terrível. (Terrível mesmo gente) Foi uma das peças mais famosas de Eurípides.
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Suelen 15/04/2021

Medéia
Não sou acostumada a ler peças, mas Medéia conseguiu me prender do início ao fim.

Até que ponto o ser humano pode chegar por vingança? Medéia chegou a extremos que me deixaram chocada, ainda mais que aparentemente ela saiu impune dos crimes cometidos.
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idkvixo 12/04/2021

Amei???
"Tens a ciência e, afinal, se a natureza fez-nos a nós, mulheres, de todo incapazes para as boas ações, não há, para a maldade, artífices mais competentes do que nós!"

Eu to sem palavras. Teatro grego realmente é composto de tragédias que chocam muito e te fazem sentir junto com os personagens. Sempre tive curiosidade para saber mais sobre como os gregos antigos escreviam sobre mulheres e me surpreendi ao ler sobre Medeia. Gostei bastante, muito bom.
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Steph Mostav 23/03/2021

O mais trágico dos poetas trágicos
"Viver é ter desgostos e eles não nos faltam"

Ao lado de Lady Macbeth, Medeia é talvez uma das personagens femininas mais interessantes do teatro. Apesar de começar a narrativa numa posição de injustiça, sendo abandonada pelo marido em troca de um matrimônio mais vantajoso, Medeia não se submete às decisões dos personagens masculinos. Isto é uma característica já estabelecida na trajetória da personagem até então, que traiu e abandonou o lar paterno para acompanhar o marido. Medeia não só representa o papel de mulher oprimida pela sociedade patriarcal, como também de estrangeira, "bárbara", indesejada. Além da crítica à tradição e gosto por embates retóricos, a obra de Eurípides também denuncia a misoginia e a xenofobia. Além disso, não é o ciúme o que motiva Medeia a seguir o caminho da vingança, mas sua honra. Desde o início ela preocupa-se com a própria reputação neste território estrangeiro que quer abandoná-la à própria sorte. A ela não interessa a felicidade do marido acima de sua própria e o conflito entre eles, não apenas emocional, também é cultural: Jasão representa o pragmatismo e a racionalidade que os gregos atribuem a si mesmos enquanto Medeia tem contato com a sacralidade mágica que ela usa como arma. Porém, ironicamente, ela também é a rainha do discurso, pois engana a todos para cumprir seus planos. São muitas as saídas convenientes para Medeia, como a intervenção de Egeu que oferece a ela um lugar no qual se abrigar após o exílio e o uso do deus ex machina no final e me pareceu desnecessário tantas soluções oportunas quando a mulher já era tão habilidosa e inteligente por si mesma. Talvez por isso o fim de Medeia seja muito melhor que o de outros protagonistas trágicos em comparação. Contudo, os sacrifícios que ela faz em nome da vingança e da honra a destroem por dentro no melhor monólogo da peça e nos fazem questionar se ela terminou assim tão bem, perdendo tantos durante a jornada.
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Jean Bernard 03/03/2021

Uma tragédia nada heróica
Medeia foi minha primeira leitura de uma tragédia grega. Confesso que tinha medo, e depois de lida ainda não me sinto seguro. A história é impactante. A leitura maravilhosa, mas densa e difícil. Nada que prejudique a compreensão, mas muito se perde nos termos rebuscados. Acredito que a melhor coisa é ler direto uma primeira vez, para depois fazer uma releitura mais analítica.
Recomendo fortemente para aqueles que querem entrar no mundo do teatro grego. Força. Vale muito.
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Samia 05/01/2021

Que divórcio mais bafo esse?!!
O Jasão é aquele cara que troca a esposa por uma moça mais jovem, mais rica e filha do rei e, ainda, diz que fez isso pela família.

A Medeia é a ex mulher que fica uma fera, com razão, mas que pra se vingar dele acaba perdendo totalmente a noção.

O texto é incrível, trágico, bem construído, cheio de nuances e tranquilo de ler. Não é à toa que até hoje é lido e encenado.

A edição da Zahar é cheia de notas bem feitas e tem uma introdução que nos localiza bem na história.

O livro é pra quem gosta de drama, de mulheres intensas e poderosas, que gosta de vilões dúbios e quer perder o medo de ler teatro grego. Muito rapidinho de ler.
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underlou 31/12/2020

Gosto da potência de Medeia como personagem. Sua raiva e desalento são mostradas por Eurípides de tal forma que a nós leitores não resta senão sentir compaixão por ela, enquanto esperamos por um desfecho hediondo nem um pouco previsível.
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Natasha 24/11/2020

A peça em si é interessante, por mais que necessário um conhecimento prévio da história de Medéia. Eu gostei bastante. Agora, sobre a edição ela é bem completa, eu diria. Basicamente tem toda uma explicação do conceito teatro e tragédia, sendo essa parte maior que a peça em si.

"Todo homem ama mais a si próprio do que ao seu próximo (egoísmo legítimo em alguns, interessado em outros)."
"A justiça, com efeito, pouco esclarece os mortais em seus julgamentos, antes de terem podido ler claramente no pensamento de seus semelhantes, eles o condenam à primeira vista, sem haverem sofrido por parte daqueles a menor ofensa."
"De todos os seres que respiram e que pensam, nós outras, as mulheres, somos as mais miseráveis. Precisamos primeiro comprar muito caro um marido, para depois termos nele um senhor absoluto de nossa pessoa, flagelo ainda pior que o primeiro."
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Flayra 08/11/2020

Amor e ódio são mais próximos do que se imagina
Minha primeira tragédia, inclusive a favorita, todo rancor e ódio carregados por medéia devido as situações que eram impostas a ela e consequentemente eram obrigadas a serem engolidas a fizeram explodir como uma supernova para ações que poderiam sim consternar a própria contato que machucasse a jasão bem mais, a mesma estaria disposta a fazer qualquer coisa, todo sentimento de vingança mostram nada mais que a essência do "amor" e como facilmente pode ser transformado em raiva, angústia, antes tudo que um indivíduo pode desejar e logo em seguida uma armadilha que pode tirar a base do certo e errado. Pude perceber que a leitura é deveras mais leve que héracles, dependendo do gosto pode ser um ponto positivo ou negativo, farei ao máximo mais e mais pessoas lerem, pois discussões sobre a obra não faltam.
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Silas 21/10/2020

Até então dos grandes clássicos gregos, eu só tinha lido Édipo Rei. Eu tinha gostado, mas nada que chamasse muito a minha atenção. Pois Eurípedes mudou esse quadro: Medeia com sua sede por justiça, sua dor e isolamento deu um linguagem universal a peça.

Carpeaux meio que confimou minhas impressões no postacio, Eurípedes se diferenciou dos seus contemporaneos Sófocles e Esquilo, justamente por discutir os conflitos do indivíduo, suas pulsões, enquanto que os outros focavam na coletividade. Além disso, há uma inclinação na peça semelhante ao que vimos no movimento modernista no século passado: havia uma tentativa de criar algo novo, de causar estranheza no público e uma mãe matar seus filhos para atingir seu marido sordido e ainda contar com o apoio divino com certeza causou essa estranheza e perplexidade.
Quanto a tradução apenas elogios, o Trajano fez um trabalho fenomenal. Traduzir um texto em grego antigo e trazer a simetria e sonoridade pensando pelo autor é um trabalho Herculano que ele fez bem feito.
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júlia 08/10/2020

medeia deserved better
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Djulia Azevedo 14/09/2020

Medeia
Obra muito bem montada por Eurípides. Tem cenas belíssimas. Quanto as cenas trágicas, não são tão brutais como em ?Héracles?, o que me fez gostar mais de Medeia. A tradução e os textos de apoio são ótimos!
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OgaiT 31/07/2020

Diferentemente das demais tragédias, Medeia foge aos padrões de sua época, pois as tragédias gregas seguiam fidedignamente os mitos, tais quais eram contados, no entanto, isso não acontece nessa peça. Originalmente, Medeia não mata os filhos.
Otto Maria Carpeax afirma que essa mudança no mito, ocorre para que o autor inclua a psicologia humana, com intuito de diluir as relações familiares, sociais, pois, de acordo com o crítico, Eurípedes era fatídico, pessimista (tragikotatos).
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