O Símbolo Perdido

O Símbolo Perdido Dan Brown




Resenhas - O Símbolo Perdido


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Jim do Pango 21/09/2010

Me rendo ao sr. Dan Brown
Considero que algumas das melhores e mais produtivas atividades que alguém pode tomar parte são: (i) rever velhos conceitos; (ii) repensar antigos dogmas; (iii) questionar aparentes verdades; (iv) indignar-se frente às próprias convicções, ao usual, ao conhecido e ao aceitável; ou (v) simplesmente perguntar: “porquê”?

Claro que nem sempre essa tarefa é fácil, gratificante ou mesmo exitosa. Se fosse fácil assim encontrar todas as respostas, arrisco dizer que o próprio Sócrates teria esgotado todo o assunto que diz respeito à Filosofia.

Digressões à parte, ler O Símbolo Perdido me fez perceber que havia um Dan Brown diferente daquele autor de O Código Da Vinci que eu estimava conhecer.

Confesso que esse mega sucesso que o gindou do dia para a noite à posição de grande escritor me infundiu alguma desconfiança. Seria ele um oportunista, um escritor de segunda classe beneficiado pela força da mídia e pela polêmica inerente à sua obra?

Dan Brown foi ao mesmo tempo celebrado e severamente criticado e eu fiquei muito tempo com essa impressão. Por fim, quando li o Código Da Vinci lembro de ter gostado bastante do estilo do autor e, notadamente, dos temas abordados.

Dessa vez, iniciei a leitura de O Símbolo Perdido atraído pelo tema central e esperando encontrar muitas referências a outros assuntos interessantes. Nada mais que isso.

A surpresa foi que me vi mais uma vez preso, página a página, ao suspense da narrativa, aos capítulos curtos de Dan Brown, que sempre se interrompem no limiar de alguma revelação importante para o enredo e dão lugar a um outro cenário onde se passa outro fragmento imprescindível para a compreensão da estória sempre intrigante, que, por sua vez, é desvelada com extremo vagar. Pequenas doses de perplexidade, administradas lentamente quase não me deixaram largar o livro até que tudo ficasse esclarecido.

Em dado momento, lá pelo meio do livro, o autor se digna a dar explicações sobre as origens e principalmente acerca da motivação do vilão da estória e se sai muito mal na tarefa. Isso foi péssimo. Apenas corroborou a primeira impressão de que esse é mais um daqueles romances encomendado por um editor sedento de lucros e que por isso, e também pela inépcia do autor, agora eu era obrigado a aceitar uma explicação daquele gênero.

Por algum motivo o referido excerto não estava em harmonia com o resto do livro e, avançando novamente na leitura as peças voltam a se encaixar. A narrativa mais uma vez começa a me absorver e quando que já estava quase esquecendo aquele verdadeiro “furo” sobre a origem e a motivação do vilão (afinal, aquilo não era motivo para alguém fazer o que aquele sujeito estava fazendo), eis que me deparo com a explicação da explicação.

Ou seja, aquilo não foi falta de imaginação e sim um recurso, pois agora sim e da forma mais surpreendente possível finalmente fico sabendo quem verdadeiramente é aquele vilão tatuado e sinistro e porque exatamente ele resolveu transformar a vida do conhecido herói Robert Langdon em um inferno particular, naquela noite em Washington D.C.

Por outro lado, como é sabido, a obra trata da Maçonaria e de seus mistérios. Assim, durante toda a leitura o leitor acaba se questionando se no final haverá algo de concreto a dizer sobre os cobiçados Antigos Mistérios da Maçonaria. Para a minha grande surpresa, a revelação final sobre esse segredos é maravilhosa. A mensagem circunscrita nessa revelação é belíssima.

Por todas essas razões é que me rendi ao camarada Dan Brown. Esse senhor é seguramente um grande escritor e merece a projeção que alcançou. É um novo Umberto Eco? Não, claro que não. Penso que essa nem mesmo é a proposta dele. Eco é um intelectual e seus romances não possuem paralelos.

Dan Brown, por seu turno, possui a grande qualidade de escrever estórias que induzem ao questionamento e à pesquisa. Conforme já dito, um grande escritor.

Não há nada como reconsiderar e, assim, permitir-se novas definições.
Lu 05/07/2010minha estante
Acho que esta é uma das resenhas mais bem escritas que eu já tive o prazer de ler. Parabéns.


Terto 13/07/2010minha estante
Excelente resenha traz o verdadeiro prazer que o livro proporciona.


Victor 27/02/2011minha estante
Tudo que você disse é verdade. Dan Brown nos induz a pesquisar sobre o assunto do livro e a ficar se perguntando se os fatos ali expostos são de verdade. Mas ele é um homem muito inteligente. Escrever seus livros não é um tarefa fácil. Exige muita pesquisa e estudo. E muito tempo de dedicação. O crédito que ele tem é totalmente merecido.
Sim, a sua resenha foi muito boa. Tá de parabéns :)


Isabella 31/03/2011minha estante
Eu concordo que os textos são bem escritos, que a pesquisa feita é rica. O que questiono Dan Brown é o estilo, pois "O Código da Vinci" é fantástico em todos os aspectos. Os outros são mais do mesmo!!! Muda a cidade, a mocinha, o crime e o criminoso, porém o roteiro é muito parecido um do outro...


Cleverson 12/05/2011minha estante
Parabéns pela resenha, eu mergulhei em uma aventura quando li O Simbolo Perdido, e concerteza daqui a algum tempo eu vou voltar a reler.


Rebeca 13/05/2011minha estante
"Me rendo ao sr. Dan Brown" haha a mesma coisa que pensei depois de acabar Anjos e Demônios. Quanto a "mesmice" que algumas pessoas veem em Dan Brown, pode ser explicada se pararmos pra pensar por que as pessoas que amam Agatha Christie a amam? É a receita de sempre com novos ingredientes!


Cristiane Bruno 28/10/2013minha estante
Engraçado, vi-me diante desse dilema há muito pouco... relutei muito em assumir que estava me tornando refém de um autor best-seller. Hoje, rendida, acho que Dan Brown aprendeu uma fórmula de agradar vários níveis de intelectualidade diferentes e , por isso, tornou se um vendedor de bestseller. Seria muito ingenuidade minha, porém, dizer que, diferentemente da maioria dos outros, ele não teve essa intenção, claro, mas essa, gosto de crer, não foi a razão primordial.


Fe queroz 29/05/2015minha estante
a resenha ficou fantástica e sim é exatamente desta forma que acontece,esse foi o melhor livro que li de Dan Brown, o enredo é fantástico e lhe leva a crer que as coisas são de uma forma ,quando na verdade são de outra. O livro é de fato fantástico.




Ramiro Catelan 23/10/2010

Um suplício inimaginável
Tinha prometido a mim mesmo que não iria ler esse livro. Por quê? Porque eu já sabia qual seria o resultado. Mas, teimoso como sou, desperdicei meu dinheiro e adquiri um exemplar. Errei, contudo. Imaginava que o livro ia ser ruim. Só que ele não é ruim - é PÉSSIMO.

Depois de Fortaleza Digital, o primeiro livro do autor, o que se deu foi uma sequência de roteiros idênticos e pré-programados: leu um, leu todos, como dizem por aí. E isso é uma das piores coisas que um escritor pode fazer. A repetição. A extrapolação da paciência do leitor. Uma sensação horrenda de deja vu, que eu, agora definitivamente, não pretendo experimentar de novo.

Acontece que, com O Símbolo Perdido, Dan Brown quebrou as barreiras do ridículo. Além da sensação de que já se leu a mesma coisa outras quatro vezes, ele consegue irritar o leitor BEM MAIS do que nos livros anteriores. É uma ladainha sem tamanho, com direito a monólogos patéticos e pseudo-filosóficos, distorções científicas e um puxa-saquismo explícito da Maçonaria. Vamos combinar: quem aqui confia nos "fatos" que Dan Brown expõe em seus livros? Querem saber o que são esses "fatos"? Oportunismo barato, mentiras sensacionalistas, invenções sem pé nem cabeça!

As últimas 50 páginas do livro são o ápice... o ápice da irritação, do asco. Foi uma tortura chegar até o fim! Além de os personagens serem inverossímeis e caricaturais, desta vez a trama consegue triplicar o nível de babaquice "religiosa-filosófica-científica", ao ponto de fazer querer largar o livro na metade. E só não o fiz porque paguei caro no livro e não iria jogar meu dinheiro fora. E porque queria ver se, afinal, eu estava errado ao supor que não gostaria. Não estava!

Isto pode parecer mais um desabafo do que uma resenha, mas que seja! Cansei dessa literatura de baixa qualidade que recebe grande destaque na mídia, enquanto tantos bons autores - incluindo brasileiros - continuam no anonimato. Se fosse para recomendar algum livro dele, ISOLADAMENTE, eu diria para ir direto ao Ponto de Impacto. Mas sem ler absolutamente nenhum outro, porque não vale a pena: Dan Brown é um autor "cíclico" (no sentido da repetição) e, pelo visto, não vai deixar de ser.

http://abstraindoarealidade.wordpress.com/2010/07/25/resenha-o-simbolo-perdido/
Tatiana T 21/01/2010minha estante
Ramiro, eu ainda não li este livro, vou ler nos próximos dias, mas gostaria de "comentar o seu comentário"... o cara é um escritor, ele não disse em nenhum momento que o que ele escreve é a mais pura verdade.... são estórias. Ele inventa tudo isso. TODO ESCRITOR INVENTA, mesmo que usando alguns fatos reais. "ALGUNS" fatos reais...



É a mesma coisa com o Paulo Coelho. Ele escreve o que ele acha, não as verdades do mundo... e é sacrificado por meio mundo por causa do que escreve.



Infeliz de que acha que é tudo verdade.... são estórias para momentos de lazer.



É isso, só queria comentar.



Obrigada.


Pandora 28/08/2010minha estante
Você me fez desanimar (ainda mais) para começar a ler esse livro rsrs Está aqui comigo faz tempo e acho que vou devolver ao dono sem nem tentar ler =P


redomingos 08/09/2010minha estante
Ramiro infelizmente eu não li sua resenha antes de começar a leitura,se não eu nem teria começado. Eu concordo com tudo que vc desse. Eu nunca tinha lido Dan Brown e com certeza não vou voltar a ler. O Livro irrita. Eu sinto que leio a mesma coisa uma dez vezes. Mas agora que comecei vou até o fim. Ainda bem que eu paguei só R$12,00 pelo livro.


Sandra de Oliveira 23/10/2010minha estante
concordo com você Ramiro, acabei de ler e tenho a impressão de "mais do mesmo". Infelizmente. É o mais fraco, pelo menos da "trilogia" Langdon.


Rodrigo 22/11/2010minha estante
Olá Ramiro,

Tive a mesma impressão ao ler esse livro. Dan Brown exagerou em muitos aspectos nessa estória, e isso transformou uma trama que poderia ser muito mais rica numa grande chatice de quase 500 páginas. Eu sinceramente esperava algo melhor, mas nem o final me foi surpreendente. E tem gente que ainda espera ansiosamente pelo filme... bem, gosto é gosto. Pessoalmente acho que se contentar com filmes advindos de enlatados de propaganda americana é meio triste. Triste, é a única definição que encontro para esse último livro de Dan Brown...


rlprofile 21/12/2010minha estante
Concordo com a resenha, livro chato e desnecessário. Irritante e de teor decadente.




Tata 20/06/2010

Dan Brown sabe desenvolver um thriller, isso não é segredo pra ninguém.

O problema é que todos os livros dele parecem ser a mesma coisa. Personagem principal leva uma vida legal até ser praticamente tragado pra dentro de uma trama diabólica. Personagem principal é perseguido por policiais/FBI/CIA/FUCKING ALIENS, mas consegue escapar. Personagem principal encontra mulher elegante e atraente. Mulher elegante e atraente ajuda personagem principal a desvendar os mistérios, fugir das pessoas que os estão perseguindo e matar o maníaco assassino culpado por tudo.

De verdade, vc leu um, vc leu todos.
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Márcio 29/12/2009minha estante
Muito boa a resenha, vc só esqueceu de falar que aquela pessoa que persegue o protagonista naverdade está tentando ajudá-lo e que aquele cara que parece de confiança é na verdade um dos vilões.




Tarcísio 20/07/2010

Quando uma pessoa vai ao cinema assistir a um filme do 007 ou Missão Impossível já sabe (ou pelo menos deveria saber) que vai encontrar uma série de situações que desafiam a lógica e que só são possíveis em Hollywood. Não adianta sair do cinema reclamando que o filme tem muita mentira.

O mesmo acontece com os leitores de Dan Brown. Desde "Anjos e Demônios" e "O Código da Vinci", passando por "Fortaleza Digital" e "Ponto de Impacto", o autor usa e abusa de sua criatividade criando situações e acontecimentos inverossímeis, totalmente desconectados do mundo real. Isso não é um defeito, é apenas uma característica do autor, um estilo. Cabe a cada um gostar ou não.

"O Símbolo Perdido" é Dan Brown no melhor estilo Dan Brown. Houve um intervalo muito grande depois do lançamento de "O Código da Vinci" (sim, "Anjos e Demônios" foi escrito antes), tempo suficiente para o autor exercitar seu talento e fazer suas pesquisas, criando uma história cheia de detalhes, minúcias e pormenores. O tema central gira em torno de mistérios da Maçonaria, com o herói Robert Langdon usando seus conhecimentos em simbologia para ajudar importantes maçons e a CIA a evitar mortes e revelações bombásticas.

Brown sabe como poucos prender o leitor ao livro. Capítulos curtos, sempre finalizados de forma a despertar a curiosidade. O leitor que gosta deste estilo vai se envolvendo e não encontra "brecha" para interromper a leitura.

O livro é bom, apesar de um certo surto exagerado de imaginação do autor. O fim é meio decepcionante, o tão propalado mistério sobre o qual a história toda se refere acaba se mostrando algo simples e trivial. De qualquer forma é garantia de bons momentos de diversão e leitura agradável.
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Zé Pedro 01/12/2009

Creio que Dan Brown desta vez errou 'a fórmula'. Depois do “Código DaVinci” e “Anjos e demônios”, em que o leitor ficava preso à história desde o início até o arremate final, quando todos os mistérios eram desvendados, neste “O símbolo perdido”, a estapafúrdia estória não emplaca em nenhum momento. O vilão é caricato e o 'mistério' que envolve a sua personalidade secreta é tão mal formulado que, até eu, que sou sempre o último a descobrir, desta vez já imaginava de quem era aquela personalidade exótica e doentia autodenominada Mal'akh...
O final é tedioso, já que não há mais mistérios a serem desvendados, só o tal segredo maçon, chega a dar sono, vontade de pular algumas página a alcançar o ‘The End’ de um livro que não me pareceu ficar nem à sombra do “Código DaVinci” e “Anjos e Demônios”.
Creio que Dan Brown tem que se reciclar e mudar um pouco o estilo porque, parece, esta fórmula está esgotada.
Rafael Moss 08/12/2009minha estante
É por aí mesmo.



Não é atoa que esse livro caiu rapidinho do primeiro lugar no NYTimes.



Quando o hype passar, esse livro vai despencar em tudo quanto é lista, assim como algumas pessoas irão notar a ruindade dele.



Achei sua nota alta até.


Lena 10/12/2009minha estante
Concordo... Depois de 4 livros com vilões surpreendentes, vem o tal do Mal'akh... decepcionante :/


Cássia 09/10/2011minha estante
De fato, é um livro muito previsível. Quem tem costume de ler livros de suspense saca logo qual é a identidade de Mal'akh.




Luciano Altoé 17/06/2010

Um ritmo ágil, mas repleto de furos na história.
Fast food. Acredito que assim possa ser resumido este livro de Dan Brown. Assim como essas comidas rápidas, este livro passa ligeiro, é gostoso de ler, mas jamais será eleito o prato preferido de alguém.

Nesta obra, acompanhamos mais uma aventura do simbologista Robert Langdon, que se envolverá (novamente) em uma trama repleta de símbolos escondidos, que, caso revelados, mudarão os rumos da humanidade.

Dan Brown elege, desta vez, a capital americana como cenário para sua trama e os mistérios da francomaçonaria como motriz dos personagens principais. Nesse trajeto, portanto, somos levados à lugares escondidos de Washington, investigando os segredos por trás de toda a arquitetura americana; a qual foi inspirada em rituais maçônicos (haja vista que seus fundadores eram irmãos de maçonaria) e no anseio de liberdade que movia todos os participantes do projeto de independência e unificação dos estados americanos.

Evidentemente, como este é um livro de “teoria da conspiração”, a parte do “anseio de liberdade” é posta de lado, dando lugar principalmente à forma mística de criação da capital americana. O que não deixa de ser uma pena, pois a história americana foi um marco inigualável na luta pelos direitos humanos e no delinear do constitucionalismo, ou seja, o estudo da Constituição como norma máxima de um Estado.

Mas esse é um livro fast food. Essas questões demandam um aprofundamento de discussões sérias e densas, as quais não tem espaço nas quase 500 páginas da obra (como se não houvesse tempo para elas).

O tempo, aliás, é fator essencial na obra e na forma de leitura do livro. A ação toda se desenrola em aproximadamente 12 horas da vida de Robert Langdon, então, não há tempo a perder com discussões “menos importantes” como as mencionadas anteriormente.

Eu não li “O Símbolo Perdido”, eu o devorei. Fato inédito para mim, pois sempre adorei degustar um livro com calma; sempre leio algumas poucas páginas por dia. Assim, posso assimilar toda a leitura, a narrativa, pensar nas atitudes dos personagens, enfim, viver a aventura com intensidade e de maneira plena. Contudo, simplesmente não consegui parar de ler o este livro de Dan Brown, especialmente a partir da página 250, aproximadamente, quando a coisa toda engrena de forma definitiva.

Lendo o parágrafo acima, você, leitor, pode imaginar: “Nossa, então esse livro é ótimo!!!”. Não é bem assim.

Este é um livro de símbolos e códigos. Quando terminei a leitura, analisei tudo o que tinha vivido antes e tirei várias conclusões.

A primeira delas é que, sendo um livro de códigos, somente eles interessavam durante a leitura. Li quase 300 páginas em um dia (coisa que nunca havia feito antes na vida), simplesmente para saber o segredo dos símbolos. Então, até descobrir tudo o que eles escondiam, eu lia desesperadamente, sem atenção, quase sem prazer de ler, eu somente tinha que descobrir o significado. Entretanto, quando a verdade é revelada e alguns segredos da narrativa são iluminados (alguns bem decepcionantes, por sinal), o objetivo do livro se esvai. O que sobra são quase 50 páginas para serem lidas, as quais eu também devorei, mas por outro motivo... o livro já acabara e eu ainda estava com ele na mão, precisava terminá-lo, então li desesperadamente, sem atenção, quase sem prazer de ler. Tinha, apenas, que encerrar aquelas páginas para poder pegar uma próxima obra.

Não deveria ser assim. Um bom livro é aquele que você lê com vontade, mas sente um aperto no coração ao ver que o fim se aproxima; deseja encerrar a leitura, mas gostaria que tivesse mais algumas páginas para gozar aquele sentimento um pouco mais.

A segunda conclusão é que “O Símbolo Perdido” é SOMENTE um livro sobre códigos e símbolos, não sobre personagens. Este é o seu principal ponto negativo. O autor, em momento algum, preocupa-se em desenvolver os personagens da trama ou criar um vínculo afetivo entre eles e o leitor.

Dan Brown, por sinal, da mesma forma que é ótimo para criar coincidências em sua obra é terrível em desenvolver personagens, pois todos, sem qualquer exceção, são absolutamente desinteressantes; incluindo o próprio Robert Langdon, o qual, em teoria, deveria representar a mente humana, racionalizando toda a mística que envolve o cotidiano dos homens. Ele deveria ser a ciência em meio aos bárbaros, com todos os questionamentos, dúvidas e medos que envolvem o caminhar pelo desconhecido. Todavia, suas dúvidas soam tão artificiais, mecânicas, que não conseguimos nos envolver, nos identificar com aquele que seria a representação do nosso cérebro.

Também pudera, na tentativa de criar empatia entre Langdon e o leitor, Brown limita-se apenas a narrar a história que originou sua claustrofobia e a mostrar, vez por outra, o ridículo relógio do Mickey. É pouco, muito pouco para desenvolver sentimento de afeição para com o público.

Tão ruim quanto ou pior é o desenvolvimento dos irmãos Solomon, que na obra tem papel essencial. Para demonstrar que eles são pessoas boas e honestas o autor, em um arroubo de criatividade, resume toda a natureza desses indivíduos, a pessoas com “olhos cinzentos”. Uma pergunta: Que diabos significa ter, a pessoa, olhos cinzentos? Bem, ao menos para o autor, isso significa: “esse cara é bacana, nele você pode confiar”.

O problema maior de não saber desenvolver os personagens é que você não consegue dar a mínima para o futuro deles. Morram, vivam, sofram... pouco importa. Eles não são nada para você, então, o que venha a acontecer também será totalmente irrelevante.

Esse é um erro crasso em um livro que discute o futuro da humanidade. Para que os símbolos tenham relevância, para que você sinta os efeitos drásticos da sua elucidação, você precisa se preocupar com os indivíduos imediatamente atingidos pelos efeitos dos mesmos, os personagens. Se eles são irrelevantes, os símbolos também perdem sua força.

Por último, não posso deixar de mencionar uma artimanha ridícula do autor. O livro é narrado em 3ª pessoa onisciente, portanto, o narrador (e o leitor) conhece os personagens em seu interior. Porém, em certo momento da história, o narrador conta todo o passado de um dos personagens principais da obra de maneira enganosa; o narrador mente para o leitor (o que é ilógico, pois os dois deveriam funcionar como um só), contando de maneira errada o passado deste personagem com o único objetivo de criar (não há palavra melhor que defina o que Dan Brown fez neste ponto do livro) uma reviravolta ridícula no final. Qualquer escritor que se preze tem de inventar formas de tornar a história verossímil, acredito que mentir não é a melhor forma de se fazer isto.

Como disse no início, este é um livro fast food. Seu tema são os símbolos e os segredos que os envolvem, é esta a mola impulsionadora da história. Os personagens são irrelevantes. É uma pena Dan Brown não ter percebido que, no final das contas, o importante são os indivíduos e os efeitos que os segredos desvendados podem fazer em suas vidas. Sem os personagens, o livro fica estéril, sem vida. Ao término da leitura essa é a sensação; o livro é rápido e os códigos são interessantes, porém, são totalmente sem sentido, pois não é possível conectar-se a quem realmente deveria ser a parte principal da obra, as pessoas.
Bia 22/06/2010minha estante
Incrível, tudo que eu sentia e não sabia expressar vc disse! Ótima resenha! Livro fast-food, é isso aí!




Daniel 26/12/2009

Interessante... mas não o melhor!
Dan Brown despontou nos últimos anos como o escritor responsável pelo aumento do hábito da leitura entre os jovens... e com razão... o código, anjos e demonônios e ponto de impacto realmente prendem a atençao do leitor de cabo a rabo... mas infelizmente não encontrei com tanta intensidade essa sensação neste último livro... tem mistério, tem perseguição, tem um monte de coisas que os outros tb tinham, mas não chega a empolgar, e o próprio autor assume esta possíbilidade ao dizer que se sentiu pressionado ao escrevê-lo... e (minha opinião) o final ficou meio "Paulo Coelho"... hehehe...
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Becky Cunha 29/12/2009minha estante
tenho medo de ler esse livro. depois de ler "Código da Vinci", eu pirei para ler "Anjos e Demônios", o que despertou minha atenção para outros livros do autor. E eu detestei os outros. E prestando mais atenção, as narrativas são idênticas, e isso me dá nos nervos.


Aline Costa 11/01/2010minha estante
Concordo com você, eu gostei tanto dos outros livros que ele escreveu que acabei criando altas expectativas em relação a esse livro e me decepcionei.




Alan 21/11/2009

Lixo recheado de misticismo barato - SPOILER!
(Spoiler!) Em cada uma das milhares de páginas deste thriller, Dan Brown repete o mesmo mantra: "mais valem duas mãos orando que duzentas mil trabalhando; o delírio momentâneo de um lunático trancado em jejum dentro de uma alcova tem muito mais valor que décadas de trabalho sério de milhares de cientistas espalhados por todo o mundo". Uma vez que se trata de um trabalho de ficção, em nome do entretenimento o leitor aceita de bom grado a lorota, esperando ser recompensado por um desfecho surpreendente. Pura decepção: o tal tesouro escondido pelos antigos, “capaz de mudar o mundo”, é apenas uma bíblia! E o tal símbolo perdido é deus; ou melhor, a noção de que existe uma divindade dentro de cada um de nós; "uma verdade tão poderosa, que os autores da bíblia tiveram de esconder de modo cifrado dentro do texto". Putz, e eu perdi um dia inteiro lendo esse lixo?! Seria demais cobrar um pouco de imaginação de um autor aclamado por criar tramas envolventes? Não perca seu tempo.

( Adendo feito em 21/11/2009, aos histéricos que reclamam por eu ter "contado o final" do livro: como eu mesmo insinuo na minha resenha, a conclusão tola já pode ser antecipada desde a primeira página e não muda em nada o clima da história. Em 1º/11/2009, quase dois meses depois desta minha resenha, o articulista Marcelo Gleiser fez uma bastante parecida no caderno dominical Mais! da Folha de São Paulo - inclusive também "contando o final" - e nenhum leitor reclamou. Será que nível dos leitores da Folha é tão mais alto que o dos visitantes do Skoob? Leia "Dan Brown aproveita a fixação popular com a pseudociência" em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0111200904.htm )
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Marlon Teske 26/08/2010

O Encanto Perdido
Dan Brown é uma máquina de fazer dinheiro para as editoras desde que O Código da Vinci foi criticado pela Igreja Católica se tornando assim uma febre em todo o mundo. De lá pra cá, todos os seus livros emplacaram como os mais vendidos, seguindo a fórmula de Códigos Secretos, mistérios e organizações governamentais, heróis inteligentes e mocinhas sedutoras. O Símbolo Perdido é outro destes livros.

No novo romance do personagem Robert Langdon, Brown mostra novamente que em time que está ganhando não se mexe. Porém, ao meu ver, quem está perdendo com isto somos nós. O estilo dele que sem dúvida é um grande escritor - se tornou cansativo logo no seu quarto livro lançado, algo breve demais se considerarmos outros autores regulares que repetem suas fórmulas mágicas por dezenas de anos.

Apesar disto, devorei as quase quinhentas páginas em pouquíssimo tempo motivado pela colcha de mistérios que o impulsiona: a presença marcante da Francomaçonaria em praticamente todas as grandes áreas de influência deste mundo, envolvendo figuras históricas famosas dos EUA e monumentos que a maioria dos norte-americanos conhece desde o pré-colegial.

A história por detrás do vilão marombeiro esquisitão da vez também é interessante, especialmente próximo ao fim do livro. Porém, nas derradeiras últimas páginas, quando o "símbolo perdido" é revelado, Mal'ak (eu lia Ma'luco) fica com um jeito tão imbecil que temos vontade até de sentir pena do pobre infeliz (mas não consegui, admito).

Vale a pena ler, claro. Porém, se tiverem lido algum livro do autor recentemente, recomendo esperar mais um pouco, ler alguma outra coisa para limpar a mente da fórmula Brown e só depois voltar para a vida pacata não-tão-tranquila-assim de um professor de Harward envolvido em altas confusões conspiratórias em Washington.

Lido em Agosto/2010
May Immortal 13/04/2013minha estante
Hahaha... esse "altas confusões" soou como narrador do Sessão da Tarde (propositalmente, acredito rs)


May Immortal 13/04/2013minha estante
Hahaha... esse "altas confusões" soou como narrador do Sessão da Tarde (propositalmente, acredito rs)


Jeyyy 10/07/2015minha estante
Eu lia ''malaca''




Lena 10/12/2009

Talvez tenha sido por causa desse tempo todo de espera por um livro do Dan Brown, e por ser fã de carteirinha do autor, eu tenha superestimado o livro antes de lê-lo... Resultado: Acabei de me decepcionando. Não é um livro à altura de Anjos e Demônios ou O Código da Vinci; possui bem menos ação, a história um pouco mais arrastada e o final com muita falação e sem grandes cartadas. A trama em si até que é boa, mas não achei Washington e a maçonaria assuntos tão interessantes quanto os Iluminatti ou O Priorado de Sião em Roma e Paris. Resultado final: avaliei em 3, e recomendo o livro apenas como um bom entretenimento para aqueles sem grandes expectativas para o livro, e que não estão acostumados com obras melhores do autor.
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E. Dantas 30/12/2009

Whatafoque, this is Dan Brown, man!
Não há o que dizer...ou lê-se ou odeia-se.

A mesma fórmula, o mesmo corre-corre, a mesma escrita viciante, a mesma mesmice. Graças a Deus!

Beijos e inté!

PS: Na minha cabeça, Langdon continua sendo Pierce Brosnan.
Lu 18/07/2010minha estante
Pelo menos, o Pierce Brosnan não ia precisar de aplique.




Ander 02/10/2010

Bom.(ponto final)
Esperei tanto por esse livro.
Sou fã de Dan e me surpreendi com esse livro... só que me surpreendi de uma maneira ruim :/
Poxa é bom o livro,só bom!
Ele ainda conseguiu passar a perna em mim :P UAUHSUHAS... e isso que fez tornar o livro bom =)'
Só que ele escreveu detalhes demais,que realmente não eram tão necessários assim...E o FINAL foi o que me matou :/
Enfim,mesmo achando esse livro o mais fraco de todos os outros.Nunca vou deixar de ser fã de Dan,e que venha mais livros :D'
Alan Ventura 22/10/2010minha estante
Das aventuras de Robert Langdon,essa é a mais fraca.




Heitordealmeida 22/10/2012

Mais do mesmo
"Se você já leu um livro do Dan Brown já leu todos."

E essa frase resume todo o livro. Apesar de ter partes interessantes que contam a história de Washington, da maçonaria e etc e tal, qualquer um que tenha lido "Anjos e Demônios" e\ou "Código DaVinci" já entende o livro logo nos primeiros capítulos.

A trama é a mesma. Segredo perdido, seguido de morte\sequestro de alguém pseudo-importante e amigo do Langdon + ele ser obrigado a descobrir o mistério + mocinha\par romantico esperta. Some-se isso a um vilão estereotipado que é absurdamente IGUAL ao de "Código DaVinci", você tem então a história desse livro.

Robert Langdon continua igual. Apesar dos fatos ocorridos nos livros anteriores serem citados e causarem uma leve influência no personagem, você vê que ele não evoluiu nem uma grana no decorrer das histórias.

O que dizer do vilão então? A diferença entre ele e o Albino do Código é a origem. Origem essa que, se antes do meio do livro você não sacou qual é, então você só pode ter lido sem prestar atenção.

Não tive surpresas com esse livro. Ou melhor, não tive surpresas BOAS. A meu ver, Dan Brown encontrou sua "Formula Hollywoodiana" de ganhar dinheiro e se prendeu a ela. O livro não inova em momento algum. Sério.

Como disse antes, o trabalho de pesquisa dele ficou bom, mas a maneira como ele usou foi... lamentável. Se você gosta dos outros livros dele, pode ler esse tranquilamente, já que é tão igual que você não vai nem notar a diferença. Mas se você prefere algo diferente, essa é sua chance de deixar de ler quase 500 páginas de mesmice.
Talita 31/10/2012minha estante
Não terminei o livro ainda, mas concordo. Desde as primeiras paginas dá para perceber que o livro segue a mesma linha de Anjos e Demonios, principalmente se tratando da narrativa.


Heitordealmeida 31/10/2012minha estante
Pois é, Talita.
Os livros são muito iguais. Não mudam quase nada. São os mesmos personagens com outros nomes.

Mas acho que a maior decepção é a origem do vilão. Era pra ser uma revelação bombástica, mas falhou de um jeito bem miserável. Nos capítulos finais eu li bem rápido porque já até sabia o que ia acontecer.
Dizem que o Fortaleza Digital é diferente. Ainda não vi. Quando minha indignação passar, quem sabe?


Gorenko 25/11/2012minha estante
É o primeiro livro dele que leio, e pelo visto o ultimo.


Heitordealmeida 25/11/2012minha estante
Kaique, se você tiver saco, dê uma olhada nos outros, nem que seja para confirmar o que eu falei. Acho todos meio repetitivos e previsíveis, mas o trabalho de "pesquisa histórica" pelo menos é interessante


Gorenko 25/11/2012minha estante
Eu ainda pretendo dar uma chance para Fortaleza Digital, mas de resto, talvez mais para frente, não agora. Alias, muito boa sua resenha. o/


Heitordealmeida 25/11/2012minha estante
Eu só falei de todo meu sentimento de revolta ao ler o mesmo livro 3 vezes. Mas obrigado.




Mateus 28/06/2010

Dan Brown já é meu escritor preferido há muito tempo. Li todos os seus livros, e cada um era uma surpresa. Claro que ele segue uma linha comum em todos os livros (códigos, segredos, perseguições, inúmeras mortes, casal apaixonado, um beijo, final feliz), fazendo com que todos tivessem o mesmo estilo, mas as informações que ele dava, o grande número de conhecimento que passava, era incrível. Ao acabar de ler seus livros, ficava um bom tempo fissurado pelo assunto que eles tratavam, e era difícil me interessar por outra coisa. Quando foi lançado O Símbolo Perdido, não perdi tempo e quis logo ler, pois um livro desse grande escritor não podia ser perdido. Mas ele não foi tão bom quanto eu pensava.

Em O Símbolo Perdido, Dan Brown foge um pouco de sua linha narrativa. Os personagens principais são um casal, mas eles não estão apaixonados. Não há tantas mortes como nos outros livros. Nada de Robert Langdon ser perseguido por umas cinco pessoas diferentes. E talvez, por fugir dessa linha, é que o livro não ficou tão bom.

Como disse antes, quando acabava de ler os livros de Dan Brown, ficava semanas e mais semanas pesquisando sobre o assunto. Mas com O Símbolo Perdido isso não aconteceu. Os maçons me interessaram, mas não tanto a chegar a esse ponto. Quando estava acabando de ler o livro, vi o monte de páginas que havia lido e pensei: "Nossa, li tantas páginas mas parece que não li quase nada!". Robert Langdon não vai a tantas lugares como nos outros livros, e nem mostra sua grande inteligência. Uma coisa que me irritou e muito foi seu ceticismo. Um homem que andou pela França em busca do Santo Graal, o possível corpo de Maria Madalena, e uma bomba dentro do Vaticano, porque não poderia acreditar em um Grande Segredo maçom? Esse foi o grande erro de Dan Brown.

Grandes pontos negativos povoam o livro, mas não pensem que ele é ruim. É realmente um livro excelente, cheio de informações e curiosidades de Washington e a maçonaria. Tem o mesmo estilo de todos os livros de Dan Brown, Robert Langdon tentanto desvendar um mistério para salvar um antigo amigo, sendo perseguido por um lunático assassino. Essa fórmula, por mais que já esteja se tornando repetitiva, não me cansou. Mas se o compararmos aos outros livros do autor, ele não é o melhor. Sem sombra de dúvida, Anjos e Demônios, Ponto de Impacto e O Código da Vince são bem melhores do que ele.
Douglas 16/04/2010minha estante
Muito boa a resenha,bem colocada, bem interessante.Logo devo ler esse livro...


Claudinei 16/04/2010minha estante
Bem colocado seu ponto de vista, o livro em comparação aos anteriores realmente não tem o mesmo ritimo, não que este seja de todo parado, mas a história se passa totalmente em Washigton, e me surpreendi pelo fato de apenas uma cidade conter tantos segredos e mistérios quanto os outros livros em que se viaja o mundo.


Italo 24/07/2010minha estante
Bom,eu li Anjos e demonios,codigo da vinci e Fortaleza digital...
quando cheguei no ultimo percebi que todos sâo historias clichês.




Márcia 25/04/2010

Mais furado que queijo suiço.
Gosto muito dos livros de Dan Brown, gosto do estilo do cara, embora seja claro para todos os leitores, que o estilo é repetitivo, chegando até a se tornar um padrão nos livros.
Pois bem, acho que O Símbolo Perdido foi uma das minhas piores decepções literárias.
Dan Brown fez uma mistureba danada de várias culturas e crenças antigas, novas e até mesmo do futuro (?). Uma mistura que deu muito errado. Esse foi o único título de Dan Brown que não me prendeu. Em nenhum dos vários e vários dias que levei para ler, o livro conseguiu me sugar para dentro de suas páginas.
Robert Langdon é o grande chamariz do livro. É o grande golpe de marketing - se me for permitido dizer. Porém, mesmo com o herói já consagrado de Anjos e Demônios e O Codigo Da Vinci, O Simbolo Perdido é um fracasso. Robert se apresenta aqui tão apatico e por vezes, chato, que em minha opinião, seria até melhor se o autor tivesse poupado seu melhor personagem para outro livro. Todas as caracteristicas do brilhante professor e especialista em simbologia de Harvard foram completamente perdidas. As descobertas que causaram reviravoltas em suas aventuras precedentes, fruto de epifanias incriveis, nos momentos mais tensos da narrativa, simplesmente desapareceram. Era so mais um personagem. E não dos melhores. Até mesmo o relógio de Michey Mouse foi deixado para trás, apenas citado muito vagamente umas 2 vezes durante toda a trama.
Sinceramente, achei o vilão muito mais interessante que nosso Langdon.
O Vilão é outro ponto de interrogação, aliás. O QUE!? Que final foi aquele? Admito, era completamente previsivel, mas eu (anta!) não previ. Mesmo assim, se o livro tivesse acabado ali, ganharia mais uma estrelinha. Porem, infelizmente, ele continua, e depois de terminada a "aventura" o livro se arrasta e se arrasta por mais de 30 páginas só enchendo xouriça.
Sinto muito, mas tenho que falar também do fracasso que para mim foi a "companheira" de Langdon. Katherine Solomon serviu para que? Ela podia ter morrido e não faria diferença alguma, acreditem. As outras duas mulheres que ajudaram Langdon nos outros livros, pelo menos AJUDARAM, era necessárias na trama, eram ativas. Traziam sempre informações necessárias a Langdon de acordo com as profissões que exerciam e que, invariavelmente, construiam uma ponte para uma das epifanias do professor.
Outro ponto negativo do livro, para mim, são as informações que Dan Brown passa. Passei os olhos por elas mecanicamente. Washington, em minha opinião, esta longe de ter um decimo do fascinio que a Cidade do Vaticano e a cidade de Paris exercem. Os "Antigos Misterios" dos maçons são massantes (perdoem o trocadilho tosco). Os antigos segredos da Igreja Católica, os códigos que os grandes mestres da arte esconderam em suas obras são infinitamente mais interessantes que um louco tentando tatuar o alto do cucuruto com uma palavra antiga que o transformaria em um Deus.
Não me entendam mal, sem preconceitos com a Francomaçonaria e a capital do EUA, mas essa historia passou longe de ser bem escrita. As informações são chatas e depois de passar por mais de 400 páginas de pura enrolação, Dan Brown ainda nos faz cair em uma verdadeira aula de religião!


Fa3io 26/04/2010minha estante
Concordo com alguns pontos, e discordo em outros, mas acho interessante o final por haver uma leve evolução do personagem que é bem imperceptivel, poucas pessoas se notam. Muito boa sua crítica.


Agulha3al 27/04/2010minha estante
sua critica foi perfeita!!!


Carol Moreira 14/04/2011minha estante
Concordo que Katherine é desprezível, discordo de todo o resto da resenha, com a ressalva de que o final realmente era previsível ( adivinhei alguns capítulos antes) e as 30 páginas finais também são desprezíveis. Porém o resto do livro em minha opinião é maravilhoso, ou seja uma boa história com pontos exdrúxulos.


Márcia 14/04/2011minha estante
Bem, os tais pontos exdrúxulos que você aponta são o final, a personagem feminina principal e mais 30 páginas de agonia com o que você já tinha previsto.

Me admira você ainda sobrar livros pra achar bom.


Carol Moreira 16/04/2011minha estante
HAHAHAHAHAHH acho que é porque eu sempre me interessei sobre os maçons e tal entao as partes em que sao descritos os rituais e contadas as histórias são bem legais! AHAHAHAH adoro seus coments!




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