Silicone XXI

Silicone XXI Alfredo Sirkis




Resenhas - Silicone XXI


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Sci Fi Brasil 23/04/2013

Cyberpunk que não é cyberpunk
Li uma vez uma entravista do Sirkis garantindo que "Silicone XXI" não era um livro de ficção científica e nem tinha sido feito com essa ideia. Ele repetia e martelava: "é um romance policial, a ambientação fica em segundo lugar".

Engraçado é que, mesmo assim, ele acabou se firmando como um dos livros com ambientação cyberpunk mais famosos no mercado nacional. Apesar de bombardeado pela crítica, ele tem alguns pontos positivos.

"Silicone XXI" é um emaranhado de clichês óbvios, o que lhe rendeu resenhas muito ruins na época do lançamento. O problema é que, ao meu ver, os críticos não entenderam que o livro era uma grande piada. O uso de clichês, como o próprio Sirkis já falou, tinha como objetivo brincar com o gênero policial. Eram propositais, uma paródia dos livros lançados até então

E quem lê Silicone XXI CIENTE de que se trata de uma paródia tem MUITO mais chances de gostar do livro. Os personagens são engraçados, as situações brincam com vários filmes e livros do gênero. Longe de ser fantástico, o livro de Alfredo Sirkis ainda é engraçado, interessante e deveria ser mais lido pelos fãs do gênero no Brasil. Uma pena ele ter caído no completo ostracismo.
comentários(0)comente



eme 25/03/2021

Surpreendente e atemporal!
Esse livro foi escrito em 1985 e é um romance policial futurista BRASILEIRO que se passa em 2019.

Rapaz, simplesmente genial. Primeiro porque é completamente atemporal e porque não temos um personagem protagonista fixo. O protagonismo é inteiramente da problemática do enredo: O Inspetor José Balduíno dando tudo de si para prender o criminoso maluco que pretende exterminar todo tipo de minoria social com seus ideais fascistas, genocidas e patriarcais. Familiar, não é?

O contraste na cabeça do autor de que em 2019 estaríamos vivendo num Brasil de altíssima tecnologia, ciência muitíssimo avançada, justiça, naves e robôs e ainda assim involuntariamente colocar um vilão que muito se assemelhe a uma versão caricata e mais violenta do presidente atual é incrível. Ainda mais quando esse vilão consegue apoio popular com um discurso assassino preocupante por causa de seu tom carismático, populista, incisivo e superficialmente "do contra". A população é convencida a torcer contra si mesma e a imprensa contribui com um jornalismo que mais atrapalha que ajuda.

A construção da narrativa é delirante e você não consegue largar, a escrita de Alfredo Sirkis é muito fluida, atrativa e improvável, o que só potencializou a construção do enredo. TUDO se encaixa. Recomendo muito a leitura, parece ter pouco reconhecimento e é um tapa na cara de quem (sobre)vive no BraZil enfermo e decaído do (des) governo de Bolsonaro.

Minhas ressalvas são apenas a linguagem transfóbica da época, o gatilho de estupro e os adjetivos e termos explicitamente racistas direcionados ao Inspetor Balduíno dentro da história e na escrita.
Claudio.Santana 18/07/2021minha estante
E quem conheceu Sirkis sabe que o Balduíno era ele mesmo...


eme 12/09/2021minha estante
que interessante! não sabia disso




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