A Mulher do Viajante no Tempo

A Mulher do Viajante no Tempo Audrey Niffenegger




Resenhas - A Mulher do Viajante no Tempo


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Fran Kotipelto 23/04/2011

Pink Floyd - Wish You Were Here

Quando leio um livro, ou qualquer coisa que de certa forma me ensine uma lição proveitosa, meus pensamentos são irremediavelmente remetidos para uma casinha branca da cidade de Ouro Preto, onde havia uma dupla de mestres sem diploma dessa magnífica arte que chamamos de "VIDA".Longe de qualquer saudosismo eu costumo sempre atribuir tudo que tenho de bom a esses dois sábios.

Uma dessas duas pessoas a senhora Morte levou ainda em minha infância, a outra muito mais reservada mas nem por isso menos importante,a senhora Morte recrutou em minha adolescência. E como todos os sábios não vivem em silêncio, ou sem dizer nada de reflexivo que possamos um dia ainda que demore séculos compreender,essas duas pessoas,meus pais,meus mentores e acima de tudo meus heróis, também me disseram frases que até hoje ecoam em minha mente nos momentos que mais preciso ouví-las, e após ler "A Mulher do Viajante no Tempo" e fechar o livro chorando desesperadamente, uma dessas frases proferidas por meu querido pai me veio à mente: "Amor tem quatro letras, mas não existem letras suficientes em todo o universo que possam explicá-lo, amor não se entende,mas entenda que você precisa amar, amor não se explica, amor é sentimento,então apenas sinta, acredite,apenas acredite..."

Lembrar do meu pai após ler o livro me fez correr atrás dos meus álbuns de infância, e para mim, ver aquelas fotos em que ele e minha mãe estão tão sorridentes juntos, fizeram-me recordar das noites em que eu ainda muito jovem via meu pai chorando em silêncio vendo essas mesmas fotos, e era possível respirar o mesmo ar de amor e saudade em que ele estava imerso, numa solidão atemporal...

Em "A Mulher do Viajante no Tempo" Henry sofre de um distúrbio genético raro. De tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele se vê viajando no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.

Eu passei anos em devaneios sobre o amor, para somente através deste livro entender aquilo que meu pai havia me dito, e Audrey Niffenegger conseguiu ilustrar de maneira divina que a palavra amor pode ser banalizada hoje em dia, mas a sua essência continua intacta, o sentimento ainda é real, é possivel vivê-lo, é possível sentí-lo, e ninguém pode impedir que ele aconteça, não são as pessoas, nem as palavras, não são os desencontros, desilusões e muito menos o tempo,porque o amor é sem dúvida nenhuma atemporal.
Erika Rayane 23/04/2011minha estante
Nossa,você me fez chorar, ainda colocou a música preferida do papai como título da resenha. Ele ouvia essa canção toda noite, e chorava lembrando da mamãe,do jeito que você descreveu. Ah guria,você é genial. Parabéns. Te amo.


Alan Ventura 23/04/2011minha estante
O livro que mais me fez chorar até hoje,e sua resenha ficou maravilhosa, muito sentimental, e duvido que alguém consiga ouvir Wish You Were Here enquanto lê esta resenha, e não chorar!


Jow 23/04/2011minha estante
Jamais vi tamanha dedicação, paixão e empenho numa resenha! Parabéns Fran, conheço pouquíssimas pessoas que possuam a coragem de se entregar tão fortemente em palavras.
Palavras mais que dignas para uma obra mais que inesquecível!


Luh Costa 25/04/2011minha estante
Eu fico ausente por um tempo (sem net) e me deparo com mais uma de suas magnificas resenhas. Cada vez melhor hein querida?
Essa senhora Morte sempre nos pregando peças.
Me emocionei com sua resenha.
O livro está na lista das próximas aquisições. Viu o filme?


Samy 27/04/2011minha estante
lindo.... nem preciso falar né?
já sei q vou precisar reservar uma caixinha de lenços qdo for ler.... :)


Roseli Camargo 29/04/2011minha estante
Por isso eu amo livros, eles nos sacodem, mexem como nosso sentimento. Eu o li e para mim foi um livro com uma história legal e só e no entanto para outras pessoas torna-se uma marco por ir de encontro à realidade vivida e às lembranças delas. Quando lemos algo que nos toca e é escrito em uma resenha como esta quem a lê passa ver o que foi escrito de uma outra forma.


Fabinho 27/05/2011minha estante
Aqui estou!
Muito emocionante tudo que vc escreveu, e ainda compartilhar algo tão particular como do seu pai e lembrar da sua mãe.
Esse é realmente o verdadeiro "Amor", que simplesmente vai além dessa vida e ultrapassa todas as barreiras! É nesse Amor que eu acredito que nem mesmo a "morte" pode separar...
Enfim, coloquei hj no meu facebook um post mencionando essa parte que me tocou profundamente assim como tudo que escreveu...
segue:

Escrito por Fran Kotipelto:
Após ler "A Mulher do Viajante no Tempo" e fechar o livro chorando desesperadamente, uma dessas frases proferidas por meu pai me veio à mente: "Amor tem 4 letras, mas ñ existem letras suficientes em todo o universo que possam explicá-lo, amor ñ se entende, mas entenda que você precisa amar, amor ñ se explica, amor é sentimento, então apenas sinta, acredite, apenas acredite." #Amei

Obrigado por compartilhar algo tão singelo, lindo, especial... Mtas coisas boas pra ti sempre! Paz!


hpsoares 05/06/2011minha estante
Sua resenha me fez derramar algumas lágrimas, uma das resenhas mais perfeitas que li. O amor sempre me soou confuso, com essa resenha ele me pareceu mais claro e bonito, imagino como será após ler o livro.
Parabéns por essa resenha, é maravilhosa!
E essa música é absolutamente perfeita!
Super beijinhos


Jayane 20/06/2011minha estante
Quase chorando aqui,eu vir só o filme apesar de não tem entendido direito o final eu amei,e to loca para lé o livro.
PS:está 1 pessoa que não gostou da sua resenha não tem sentimentos.


Fernanda 16/08/2011minha estante
Chorei ao terminar o livro e tenho que dizer que chorei novamente ao ler sua resenha...
Belas palavras para descrever um belíssimo livro.


Felipe Lamerck 26/09/2011minha estante
Uma resenha muito bonita, palavras perfeitas para descrever uma situação e um livro perfeito.

Ps: Alan consegui ler a resenha ouvindo Floyd e não chorar , hehe ^^


Ju 06/11/2011minha estante
Resenha maravilhosa, que me trouxe lágrimas aos olhos, com certeza está na lista das minhas futuras aquisições.


Geovani 10/12/2011minha estante
Não pude conter as lágrimas! O que é o amor...


Ana Lúcia 21/01/2012minha estante
Lindas palavras!


Danika 07/03/2012minha estante
Belas palavras, Fran. Um lindo texto.


Filipi Lopes 21/04/2012minha estante
É impossivel não chorar no fim deste livro. Incrível!


Patricia 28/04/2012minha estante
Nossa Fran, parece que eu já te conheço. Você transmite uma transparência corajosa no teu texto. Eu li e re-li este livro e sempre choro muito no final e me emocionei com o teu depoimento.
Porque não usas este teu talento e escreve a história dos teus pais, aposto que será um sucesso.


Renata Céli 04/01/2013minha estante
Resenha linda, parabéns! Esse livro realmente conta uma história de amor verdadeira, mostra o que é o amor. =)


Renata CCS 16/04/2013minha estante
Que bela resenha! Instigante!


Jéssica Katyany 23/02/2014minha estante
Primeira resenha que comento aqui no skoob. Ficou linda.


Ana 27/03/2014minha estante
Resenha lindíssima, só me deu mais e mais vontade de ler o livro! :)


anacasimiroadv 14/02/2015minha estante
Também me emocionei muito ao ler a sua resenha. Que lindo! Vou ler esse livro com certeza.




Carol 22/01/2017

"Mas não tenho escolha, ele vem e eu estou aqui."
"Damos risadas e mais risadas. Nada jamais pode ser triste, não se pode perder ninguém, ninguém pode morrer nem estar longe: estamos aqui e agora, e nada pode estragar nossa perfeição nem roubar a alegria deste momento perfeito."

A Mulher do Viajante no Tempo é um livro que explora a viagem no tempo de uma maneira totalmente incomum e extasiante, e ainda que essas viagens por si só já sejam um bom enredo, a história de amor dos personagens principais é o que torna o livro ainda mais especial no que tange a peculiaridade que é ter um grande amor viajante no tempo.
Clare Abshire conhece Henry DeTamble em uma clareira próxima à casa dela. Ele aparece à ela adulto, totalmente nu e anunciando-se como um viajante no tempo, Clare em seus tenros seis anos se mostra desconfiada e só vai acreditar nele quando momentos depois o mesmo desaparece bem diante dos olhos dela. Henry presenteia Clare com uma relação de datas nas quais ele irá visitá-la e é assim que marca o início do desenrolar da história dos dois, onde ela até os seus dezoito anos tem contato com um Henry do futuro por intermédio das viagens dele e apenas aos vinte o conhecerá de fato no presente dele sem que o mesmo esteja em alguma viagem.
Nos aspectos de desenvolvimento do livro, eu adorei o fato da autora nos apresentar a percepção dos dois personagens principais. Há a narração de Clare e de Henry do início ao fim do livro, e outro aspecto que muito me agradou foram as datas e as idades que ambos tinham em cada uma dessas datas, o que facilita bastante o entendimento já que o livro não é linear.
Sobre meus sentimentos com a leitura, posso afirmar que vivi esse livro. Me surpreendi, fiquei feliz, sofri, me revoltei, chorei com os personagens e digo que se você não está preparado para grandes emoções não deve lê-lo. É um livro sobre a realidade do amor ainda que por meio fantástico da viagem no tempo, mesmo com todos os clichês não é um livro feito para agradar o leitor em todos os momentos, mas para mostrar os aspectos reais, às vezes desagradáveis, dos personagens. Outros aspectos bastante marcantes são as citações de música e literatura, o Henry por ser bibliotecário vive citando trechos de livros, de poemas e eu ficava extasiada quando ele abordava principalmente filosofia que é algo que muito me atrai.
É um livro muito bem escrito, daqueles que afloram os mais diversos sentimentos conforme prosseguimos a leitura e garanto que ele deixa marcas (só você dirá se boas ou ruins), aprendizado e edificação. Recomendo e sem dúvidas entrou para os meus favoritos.
Tamara 22/01/2017minha estante
Chato demais, rs.


Carol 22/01/2017minha estante
Cada um tem uma percepção diferente de um livro, eu particularmente gostei muito.


Tamara 23/01/2017minha estante
Sim, eu falei que é chato mas na minha opinião. Eu fui com muita vontade a ele, devido aos elogios, mas acho que meu problema é com a viagem no tempo. Hora ele estava aqui, hora lá e isso me deixava maluca.


Carol 23/01/2017minha estante
Eu entendo, acho que gostei mais porque tinha assistido o filme antes de ler, já tinha criado uma afeição pelos personagens e tal. Mas compreendo que as viagens podem tornar o livro chato para alguns leitores, como foi no seu caso.


Tamara 23/01/2017minha estante
Bom saber que tem filme. Vou procurar para assistir, talvez fique até mais claro, assistindo.


Paulo 24/01/2017minha estante
Ótima resenha Carol, muito bem escrita. O livro aparenta ser muito bom, com certeza vale ser ludo.


Carol 24/01/2017minha estante
Obrigada Paulo!!! Eu gostei bastante, vale muito a pena ser lido, recomendo fortemente.


Letícia 31/01/2017minha estante
Adorei tua resenha, amiga! O livro é tudo isso mesmo!!! Foi uma ótima surpresa pra mim


Carol 31/01/2017minha estante
Que bom que você gostou amiga! Fico muito feliz ^_^ acho que ia ficar sad se não tivesses gostado hahah




Hester 21/10/2015

Achei o livro terrivelmente chato.
Alessandra 21/10/2015minha estante
Tb achei muito chato..... nem terminei! rs


Hester 22/10/2015minha estante
Céus Alessandra, pensei que estivesse sozinha nesta. Quando vi as resenhas que as pessoas fizeram, dando 5 estrelas, fui com tudo no livro. Depois achei taaaoo chato, Achei que o problema era comigo, :-))


Alessandra 22/10/2015minha estante
kkkkk.......isso acontece muito comigo também! =D


Tamara 16/06/2016minha estante
Ufa, alguém que achou o mesmo que eu.


Eliel Urbinatti 12/10/2016minha estante
Não gostei também. Abandonei sem arrependimento.


Renata.Lima 11/01/2017minha estante
Pensei que era só eu! Estou lendo ainda, mas não estou gostando. Tô achando muito chato. E vi tanta gente falando bem e dando 5 estrelas q pensei q o problema era comigo.


Juliany 23/01/2017minha estante
OBRIGADA!! já estava me sentindo anormal hahaha custei a terminar esse livro e quando consegui dei graças a Deus que acabou.


Polly 06/12/2017minha estante
Ainda bem que não sou a única. Não sei como consegui chegar ao final.




Cris Paiva 05/07/2017

Comprei esse livro há um tempo atrás, quando todo mundo só falava nessa história, mas fiquei com medo de ler e de não gostar. Então ele passou uns bons anos tomando chá de cadeira na minha estante, esperando o meu receio diminuir. E até que não me decepcionei.

Henry é um bibliotecário e viajante do tempo. Ele não tem uma máquina e nem nada parecido, ele simplesmente desaparece do nada, deixando todas as roupas para trás e vai alguns anos para a frente no tempo, ou para trás. Ele faz isso desde que era criança e nunca conseguiu descorbrir o porque.
Um dia, nessas viagens, Clare conhece o Henry no campo perto da casa dela. Ela tem 6 anos e ele mais de trinta. Foi a primeira vez que ela o viu, mas ele já estava casado com ela há muito tempo...
Pode paracer confuso, mas a história vai seguir a linha do tempo da Clare, desde que ela conheceu o Henry aos 6 anos, até o dia em que ele a conheceu oficialmente, na biblioteca onde ele trabalha, quando ele tinha 28 anos de idade e ela 20, a partir dai os dois se apaixonam, se casam e tentam construir uma vida juntos.
Minhas partes preferidas eram quando o Henry aparecia no passado ou no futuro para dar ajudinha para ele mesmo; como no dia do casamento, em que o Henry de 30 anos desapareceu e a Clare se casou com um versão mais grisalha do mesmo homem.

A história do livro é meio cíclica, você tem de prestar bastante atenção no que acontece no começo, porque a história vai se repetir no final, quando o Henry começar a ter a mesma idade que tinha no início da história. Tem um monte de pistas por lá, então provavelmente você vai se pegar relendo o livro assim que terminar a leitura.

Tem também um filme do livro, chamado “Te amarei para sempre”, que funciona como um resumão meio sem graça do livro.
Monica 05/07/2017minha estante
E ele ainda é bibliotecário. Como não curtir?


Cris Paiva 05/07/2017minha estante
Comprei só por causa disso! Kkkkk


Cris Paiva 05/07/2017minha estante
Esqueci de comentar que ele corre pelado no meio das estantes!


Monica 05/07/2017minha estante
sério? sempre quis fazer isso kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... brincadeirinha


Cris Paiva 05/07/2017minha estante
Quem nunca quis fazer algo indecente no meio das estantes, não é?


VanessaMB 30/07/2017minha estante
Ótima resenha!
Só faltou de dizer que a história de amor deles é linda. E isso vem de alguém que não é romântica e nada melosa.
Comprei esse livro há 7 anos, comecei e desisti. Resolvi reler há uma semana e fui totalmente conquistada!
O filme? Não faz juz nenhum.




Renata CCS 04/02/2014

“Por si só, o tempo não é nada. A idade de nada é nada. A eternidade não existe.” (Explicação da Eternidade - José Luís Peixoto)

De forma resumida, o livro é a história do casal Henry e Clare. Henry é o tal viajante: ele tem um distúrbio genético que o faz viajar no tempo. Sem mais nem menos, ele desparece e surge completamente nu em outros momentos da sua linha do tempo. Clare é a mulher do título, e passa toda sua infância e adolescência recebendo suas visitas, sempre o vendo com idades diferentes, até que ele a conhece, de fato, aos 28 anos, quando ela tem 20. Parece complicado, eu sei, e acho que foi exatamente isso que me atraiu no livro: o poder de transformar uma história bastante complexa em algo palpável e facilmente reconhecível. Em momento nenhum as viagens ficam confusas para quem lê, pois tudo é muito bem elaborado. E nesse quesito, bizarrices temporais, o livro é ótimo e a autora não se perde: o que ela consegue fazer é contar a história de forma que as diversas lacunas vão sendo preenchidas conforme o personagem principal vai viajando pelo tempo.

O livro é uma espécie de diário de pensamentos dos personagens principais, onde Clare e Henry narram os acontecimentos, e é esta estrutura da narrativa que destacaria como um ponto forte: ao invés de escolher um único narrador, a história intercala os pontos de vista de Clare e Henry, em primeira pessoa, dando humanidade aos personagens com a oportunidade de contar sua própria história, sob seus respectivos pontos de vista.

O que faz essa história de amor banal ganhar ares atrativos é a brincadeira que Audrey Niffenegger faz com o tempo. Considero o maior mérito do livro não ter caído em lugares comuns de histórias sobre viagens temporais: não há discussões intermináveis sobre mudar o passado e reescrever o futuro ou universos paralelos que se modificam e se cruzam. É simplesmente a história simples de um casal – casamento, filhos, dinheiro, amigos, felicidade – contada de uma forma diferente, de uma maneira que eu nunca imaginaria.

A constante espera de Clare por Henry é encantadora, e Henry encontra nela seu porto seguro, seu motivo para voltar das viagens que não consegue evitar. A superação das dificuldades encontradas no relacionamento, a ausência e a saudade são tratadas com muita sensibilidade, inteligência e bom humor pela autora.

Apesar de toda a ficção, do impossível, é disto que o livro trata no fim das contas: do amor, da espera, da distância e da saudade, principalmente de quem fica. Uma leitura dinâmica, rápida, prazerosa, e que convida o leitor a refletir sobre o que está escrito. Uma história de amor incondicional que nos mostra não um final feliz, mas uma vida feliz.
Arsenio Meira 04/02/2014minha estante
Essa epígrafe, Renata! É a seta sem alvo... Belíssima.

E depois a resenha, direta, calorosa, com o destaque deste parágrafo que me fisgo literalmente:

"O que faz essa história de amor banal ganhar ares atrativos é a brincadeira que Audrey Niffenegger faz com o tempo. Considero o maior mérito do livro não ter caído em lugares comuns de histórias sobre viagens temporais: não há discussões intermináveis sobre mudar o passado e reescrever o futuro ou universos paralelos que se modificam e se cruzam. É simplesmente a história simples de um casal ? casamento, filhos, dinheiro, amigos, felicidade ? contada de uma forma diferente, de uma maneira que eu nunca imaginaria."

O título é belo, e aqui parece-me que a viagem é tratada num sentido de corrosão, desgaste e consumição inevitável diante da vida.

Com isso tudo, resistir quem há-de?
Bela resenha!
Abraços
Arsenio


Renata CCS 07/02/2014minha estante
Arsenio,
Realmente vc está certo: a história é sensível e intensa não pelas viagens em si, mas pelo que os personagens constroem. É belo acompanhar o quanto um sentimento verdadeiro é atemporal.
abraços!


Helder 17/02/2014minha estante
Também gosto muito deste livro. As idas e vindas no tempo conseguem realmente tirar tudo o que podia ser somente mais uma banal estorinha de amor! Algo que o filme não conseguiu fazer.


Nanci 21/03/2014minha estante
Adorei, Renata. Uma história de amor incondicional entre homem e mulher, sem cair no lugar-comum? Vou ler, com certeza.

Obrigada!


Renata CCS 28/03/2014minha estante
Obrigada a todos pelos gentis comentários!
Recomendo para quem busca uma leitura leve, romântica e diferente.




patita 23/08/2011

Minha nossa...
Que livro chato! Fui seca pra ler depois de tantas resenhas maravilhosas mas que decepção... A mesma lenga-lenga interminável
Hester 21/10/2015minha estante
Ah! Patita vc me deixou super feliz. Assim como vc fui com muita sede ao pote, e nao goste do livro. Como todos amaram, me senti pior que um peixe fora d'água. Achei suuuper chato o livro.


Renata.Lima 11/01/2017minha estante
Estou lendo ainda, mas estou achando um saco. Muito chato até agora. Uma ida e vinda no tempo q fico perdida. E volta no tempo só pra falar besteiras, ensinar a ele mesmo no passado a roubar e por aí vai. Não tem um motivo forte q o leve a voltar ou ir para o futuro. Sem nexo.


patita 03/02/2017minha estante
Eu também me sentia assim Hester!?


patita 03/02/2017minha estante
Boa sorte com ele Renata. Depois nós diga se conseguiu terminar.




spoiler visualizar
TainAires 17/03/2019minha estante
Ainda não terminei o livro e nem sabia que era tão grande pois leio no kindle, mas a relação deles quando a Clare é adolescente eu odiei, da vontade de vomitar até. Eu entendo que se passa nos anos 80 ne, quando era mais aceitável um homem muito mais velho com uma mulher muito mais nova, mesmo assim é nojento.


Krous 18/03/2019minha estante
Sim, me incomodou bastante. Eu vi o filme antes de ler o livro e lá eles conseguiram fazer melhor.


Flávia Pasqualin 22/03/2019minha estante
Concordo em gênero, número e grau. Esse livro tem tanta, mas taaaanta coisa errada que eu fiquei pasma com o fato de quase ninguém ter notado. Tudo bem que ele se tornaria marido dela no futuro, mas eu achei de extremo mau gosto um homem de 40 anos ficar de papinho com uma criança, romantizaram a pedofilia. Sem contar que os personagens são insuportáveis.




Marcela 09/05/2013

A história de um amor que (realmente) é capaz de superar todas as barreiras.
Há poucos livros em que os personagens são tão bem descritos e suas histórias tão detalhadas como em “A Mulher do Viajante no Tempo”. É, realmente, uma viagem que o leitor faz, não no tempo, como Henry, mas no espaço. Viajamos para o dentro da essência de Henry DeTamble e Clare Abshire, como em raros casos literários. Os personagens são tão cheios de defeitos e manias, tão humanos, que fazem da história quase um caso real.

Para os desavisados, a história pode parecer um tanto complexa de ser entendida, já que não segue uma ordem cronológica convencional, como a maioria dos romances. ‘The Time Traveler’s Wife’ segue sua própria linha não situada no espaço amostral de tempo que conhecemos. O passado e o futuro se confundem com o presente, já que acompanhamos de perto os sobressaltos de Henry ao longo de sua vida nada convencional. Se estiver realmente interessado em conferir o resultado dessa doce, quente e encorpada mistura de ficção científica e romance, esteja avisado de que será preciso se acostumar com a ideia da não continuidade tradicional.

O passado de Clare é composto pelo futuro de Henry (ela o conheceu aos 6 anos, quando ele terá 40). E o presente de ambos têm lapsos frequentes de encontros com “Henry’s” de outros tempos, que não o seu. Aos poucos, vamos tendo dimensão do amor entre o bibliotecário e a artista e do quanto este sentimento influenciou a vida dos dois ao longo do tempo. A questão fundamental aqui é o quanto o tempo pode moldar as emoções que nos dominam. E podemos notar que, como o próprio Henry diz no final, “O tempo não é nada”. Quando se há amor real, é ele quem irá vencer as batalhas que enfrentamos no dia-a-dia. E o amor de Clare e Henry é muito mais nítido e palpável que em muitos casos verídicos, hoje em dia.

Um caso curioso acerca da “condição genética” descrita por Audrey Niffenegger é que, em suas viagens, Henry não pode levar consigo nenhum bem material, como roupas, dinheiro ou documentos. E é por isso que ele sempre acaba se metendo em situações embaraçosas e complicadas e acaba recorrendo a táticas ilícitas como roubo e invasão de propriedade, fazendo com que o herói não seja exatamente um “santo”, irremediável bonzinho e incorruptível.

Dividido em três partes, o livro enfatiza bem, em cada uma delas, marcos importante para delimitar bem a postura do casal sendo casal, ou mesmo em seus comportamentos individuais.
– A 1ª parte, “O Homem Fora do Tempo”, vai nos apresentando costumes, gostos, medos e anseios de Clare e Henry. Inteiramo-nos sobre o caráter das viagens realizadas por ele e seu comportamento resultante das mesmas – como ele “se vira” para sobreviver durante o tempo em que está fora do seu tempo.
– A 2ª parte, “Uma Gota de Sangue Numa Tigela de Leite”, acompanha a vida de casados de Henry e Clare, e explica várias questões deixadas em aberto na 1ª parte – o porquê de Henry, durante a infância e adolescência de Clare (durante suas visitas, frutos das viagens no tempo), muitas vezes aparentar estar tão cansado ou aborrecido.
– A 3ª parte, “Um Tratado Sobre a Saudade” é, de longe, a parte mais emocionante de todas (parte na qual não posso me prolongar, para não liberar spoilers, por se tratar da última divisão dessa história envolvente).

Por fim, só tenho a acrescentar uma coisa: o livro é caro, sim (comprei-o há dois anos – em 2011, quando o li pela primeira vez – e, na época, desembolsei R$ 50,00), mas vale muito a pena cada centavo e cada segundo gasto para sua leitura.
Marcela 23/08/2013minha estante
Obrigada, Camila! Poxa, o preço do sebo foi ótimo mesmo... Há uns dois meses, eu vi uma versão de bolso na livraria por esse preço, mas eu não gosto muito de versões de bolso. Prefiro os tradicionais. Não me arrependo nem um pouquinho de ter pago caro nele.




Fabi 15/02/2017

REQUER MUITA ATENÇÃO DURANTE A LEITURA
''"O tempo é precioso, mas é gratuito. Você não pode possui-lo, você pode usa-lo. Você pode gasta-lo. Mas você não pode mantê-lo. Uma vez que você o perdeu nunca poderá recuperá-lo.''

Há alguns anos, comecei ler este livro. Mas como naquela época não tava com muita paciência, desisti dele.
Neste ano, resolvi dar uma nova chance a esta leitura. E devo admitir que valeu sim a pena. No começo achei meio lento e tal, mas depois quando eu consegui me envolver na história, a história do casal me comoveu.
A mulher do viajante no tempo aborda a história de Henry, que possui uma doença genética, que o faz viajar no tempo. Henry é casado com Clare.
No livro, saberemos como ele conheceu Clare, que tinha apenas 6 anos de idade, e ele já era adulto.
Uma hora Henry está em 1994, outra em 2001 e assim por diante...
Confesso que no começo, isso me deixou muita confusa, este é um livro que requer muita atenção, recomendo lê-lo sem muitas interrupções.
Henry e Clare passarão por muitas provas e dificuldades em seu relacionamento. Uma delas será Clare gerar uma criança em seu ventre.
É linda as passagens em que Henry no futuro, se comunica com a sua filha Alba. Uma das partes mais fofas de se ler.
O personagem que por mim, não teria neste livro é o amigo de Henry e Clare, chamado Gomez. Este cara é um cretino total, falso, que queria só ter Clare para si, mesmo ela não o amando.
O filme Te amarei para sempre foi baseado neste livro. O ator Eric Bana é quem encarna o personagem Henry. Ps: Eu acho este ator lindãoooooo demais, um colírio para os olhos no filme kkkkkkkkk
Só que como sempre, o livro é mais emocionante, o final mesmo é bem diferente do filme.
Porém, os dois são dignos de te levar as lágrimas!
A história de amor de Henry & Clare retrata fielmente que o amor transpõe as barreiras do tempo S2
No geral, recomendo o livro, gostei, mas não releria de novo, prefiro o filme, que tem mais leveza quanto à história retratada.
PPS: Leiam o livro antes de ver o filme, se não ficarão confusos à beça.

''Sonhos são diferentes da vida real, mas são importantes também.''

''Há apenas uma página para escrever. Vou enchê-la com palavras de apenas uma sílaba. Eu amo. Eu amei. Eu amarei.''

''Nosso amor foi o fio no labirinto, a rede embaixo de quem caminha na corda bamba, a única coisa verdadeira e confiável nessa minha vida estranha.''

''''Tenho a sensação de que cada minuto de espera é um ano, uma eternidade. Cada minuto é lento e transparente como vidro. A cada minuto que passa, vejo uma fila de infinitos minutos, à espera.''

S2 =)
Edméia 08/05/2017minha estante
*Será ... mais ou menos como o "Outlander - A Viajante do Tempo " ?!


Fabi 18/07/2017minha estante
é tipo parecido sim Edméia =)




Ju Neves 21/02/2011

"Te amo, sempre. O tempo não é nada."
Na minha lista das “5 melhores sensações do mundo” está “terminar de ler um livro e descobrir que ele é o seu novo preferido.” E foi o que senti quando fechei esse livro às 5 da manhã e uma dor de cabeça por ter chorado a noite inteira. A última vez que eu tinha chorado assim foi com Marley & Eu, e eu não sou muito sensível! Mas não pensem que é porque tem um final feliz ou triste. É porque ele tem um final real, apesar do enredo ser uma ficção. É revoltante, e nos faz pensar que existem coisas que estão fora do nosso alcance. Não podemos fazer nada a não ser sentar e esperar.

A primeira vez que ouvi falar de A Mulher do Viajante no Tempo pensei logo que seria um livro extremamente confuso e eu, com a magnitude da minha lerdeza, ficaria mais perdida que cego em tiroteio... ou Henry no tempo, haha. Mas foi o contrário. Audrey levou o livro com facilidade e leveza, deixando clara toda sua teoria de viagem no tempo, que nos deixa revoltados às vezes ao ver que Henry não pode alterar nada em seu passado, apenas assistir as coisas se repetirem em sua frente. Algumas terríveis que ele não pode impedir.

Mas ainda assim não foi isso o que me deixou maravilhada, e sim o controle que Audrey tem sobre sua história, chegavam certas partes em que eu pensava “ah, mas e aquele acontecimento de 1960 e poucos? Ela se esqueceu de explicar.” Mas ela esperando o momento certo para as revelações. Sendo assim, descobrimos que o fato que dá final ao livro, na verdade acontece no começo dele, só que não sabemos ainda. Tanto foi que eu jurei que ficariam algumas lacunas no livro, mas TUDO foi se encaixando como se fosse um quebra cabeça.

Aconselho a ficarem atentos aos detalhes e acontecimentos que podem parecer aleatórios, esse é um livro bem detalhista, tem que prestar bem atenção nas idades deles, e nas datas. Achei isso bem tranqüilo, mas algumas pessoas acharam ruim no começo, mas se adaptaram.

Este não é um mero livro de romance em que o casal tem que enfrentar suas dificuldades. Ele nos faz pensar em como perdemos nosso tempo com tanta besteira, quando devíamos estar aproveitando cada minuto e cada segundo. Num piscar de olhos tudo pode sumir. A vida é curta demais para deixar os momentos ruins prevalecerem. Infelizmente o tempo não é nosso amigo. Henry e Clare foram prova disso.

O filme “Te Amarei para Sempre” tirou MUITOS detalhes importantes, e personagens que eu amava no livro. Como Nell, Etta, Kimy e Ben. Alterou bruscamente a aparência de outros, como Gomez e Clare (A Rachel é linda, mas é muito diferente do que o Henry descreveu). O final também ficou um pouco distorcido, mas também foi muito emocionante, não tanto quanto o livro, mais ainda assim... Fechei o livro fazendo as contas na minha cabeça de quando teria tempo para reler!

Mais resenhas em:
http://www.booksjournal.org/
CafécomBaunilha 12/04/2011minha estante
amei sua resenha!


CamiBrito 23/07/2011minha estante
Eu me senti assim também com relação esse livro. É uma pedra preciosa que sempre indico, é apaixonante, e cheio de surpresas.
E sua resenha ficou muito boa.
Parabéns.




Anderson 10/02/2013

Ah, o que falar sobre este livro? Como expressar em palavras tudo o que eu senti lendo essa magnifica obra da Audrey Niffenegger?

''A mulher do viajante no tempo'' nos conta a história de amor entre Henry e Clare. Mas não pense que é uma história de amor qualquer, onde menino conhece menina e pronto, o amor está no ar e eles vivem felizes para sempre. Nesta história, como o próprio nome já diz, Clare é a mulher de um viajante no tempo, e Henry, é claro, é o viajante. A teoria é simples; Uma hora Henry esta lá, no presente, bem juntinho de Clare e do nada ele some e se vê no passado, em 1984, com 32 anos de idade. E Clare, fica lá, no presente, esperando até que o amor de sua vida retorne para seus braços.


"Clare: É difícil ser quem fica para trás. Espero Henry, sem saber dele, me perguntando se está bem. É difícil ser quem fica." - Pg 09

"Henry: Odeio estar aonde ela não pode estar, quando não está. No entanto, vivo partindo, e ela não pode vir atrás." Pg 11


Será mesmo que o tempo e a distância são como barreiras contra o amor? Aliás, será mesmo que existem barreiras contra o amor, se este sentimento for verdadeiro? Nesse livro, Audrey Niffenegger nos mostra que não. Nem tempo nem distância são capazes de derrubar duas pessoas quando elas se amam. Porém, as dificuldades estão sempre aí, para mostrar o que as pessoas são capazes de fazer quando amam alguém.
Mas o livro não nos mostra só sobre a força do amor e sobre o poder que o tempo tem contra - ou a favor - dele. Apesar de o enredo ser uma ficção, a autora nos mostra uma realidade, principalmente sobre tudo que estamos sujeitos a perder pelo fato de ficarmos parados, de braços cruzados, esperando o tempo passar. E isso meu amigo, é uma baita lição de vida em forma de romance.

"Clare: Nada jamais pode ser triste, não se pode perder ninguém, ninguém pode morrer nem estar longe: Estamos aqui e agora, e nada pode estragar nossa perfeição nem roubar a alegria desde momento perfeito."


Depois de tudo o que eu escrevi aí em cima, acho que não precisa dizer que o livro é, em vários aspectos, perfeito. A escrita da autora é deliciosa e ela soube levar muito bem a história. Antes de começar a ler, pensei que a leitura seria confusa por causa da constante mudança de tempo, porém a autora trabalhou muito bem com isso, deixando tudo muito fácil de ser compreendido. É preciso apenas prestar atenção nas datas dos acontecimentos e na idade dos personagens. Enfim, o livro é mais do que recomendado. Se não tiver interesse por ele, faça como eu e leia o primeiro capítulo, garanto que as palavras da autora vão te cativar desde o primeiro parágrafo, e quando você se der conta, vai estar passando noites viajando no tempo com Henry ou sentado com Clare, esperando seu marido voltar de onde quer que ele tenha ido.
Nalice 23/03/2013minha estante
Ótima resenha!
Se ainda não tivesse lido o livro, com certeza ficaria morrendo de vontade de lê-lo, rs.
Livro muito bom mesmo, Andy, concordo contigo.
Eu ia tentar resenhar, mas você já falou tudo. haha, acho que só vou pôr um link pra sua resenha. ^^


Anderson 02/04/2013minha estante
Nossa, obrigado mesmo. Que bom que gostou da resenha. É meio difícil resenhar um livro que muda nossa vida. Quase sempre tenho dificuldade pra resenhar livros assim. rs
O livro é realmente perfeito, já estou até pensando em rele-lo.




Ruh Dias 10/10/2017

Sugestão de leitura
Audrey Niffenegger começou sua carreira escrevendo HQs. Depois, partiu para estórias de ficção envolvendo mistérios e fantasmas. Ela alcançou popularidade com o livro "A Mulher do Viajante no Tempo", publicado em 2003. Atualmente, ela é professora de Escrita Criativa na Universidade de Columbia.


"A Mulher do Viajante no Tempo" é narrado pelo ponto-de-vista de duas personagens: Henry deTamble, o viajante do tempo, e Clare, sua esposa. Quando Henry narra, ele dá maiores explicações de como funcionam as viagens no tempo, enquanto Clare traz a perspectiva de quem vive esperando o marido retornar destas insólitas viagens.

Henry tem uma doença genética que permite que ele viaje pelo tempo. É um gene extra no seu DNA, ainda não identificado. Suas viagens no tempo costumam acontecer quando ele está nervoso, estressado ou triste, e ele não tem nenhum controle para onde ou quando irá viajar. De forma geral, ele retorna para o passado, revivendo momentos-chave de sua vida. O livro começa com uma visita de Henry à Clare, quando esta ainda tinha seis anos de idade. Ele deixa escapar que será o futuro marido dela e lhe dá de presente um caderno com as datas que irá aparecer em sua vida, para ela esperá-lo.

"— Conheci Clare pela primeira vez em outubro de 1991. Ela me conheceu pela primeira vez em setembro de 1977; Clare tinha 6 anos, eu tinha os 38 que ainda vou fazer. Ela me conhece a vida inteira. Em 1991, acabo de conhecer Clare. Aliás, você devia perguntar isso tudo a Clare. Ela te conta." ("A Mulher do Viajante no Tempo", de Audrey Niffenegger)

Enquanto não conhece Clare, Henry é a perfeita encarnação do anti-herói: usa drogas, é alcoólatra, promíscuo, viciado em sexo e extremamente egoísta, mas tem um espírito amoroso, leal e bondoso. Para manter-se vivo, ele precisa roubar, invadir propriedades, fugir de policiais, etc, já que não pode ter um emprego normal. Ele tem uma namorada, Ingrid, que acaba cometendo suicídio por causa do estilo de vida de Henry. Ele não fala com o pai desde a morte da mãe em um acidente de carro. Quando ele, finalmente, conhece Clare, Clare já o conhece desde criança. Como ela sempre conversou com o Henry do futuro, mais velho e mais maduro, ela tem dificuldades de aceitar o Henry do presente.

"— Bom, pense. Você vai para o futuro, faz alguma coisa e volta ao presente. Aí, o que você fez é parte do seu passado. Então, provavelmente também é inevitável." ("A Mulher do Viajante no Tempo", de Audrey Niffenegger)

Clare, desde o começo, sabe que terá uma vida conjugal muito difícil. Henry some de repente, por causa das viagens no tempo, e aparece de volta igualmente de repente. Porém, ele pode aparecer ferido, espancado, nu, esfomeado ou triste, dependendo de qual ponto do tempo ele foi parar. Clare parece a Penélope, do mito da Odisséia de Homero, que vive para esperar o marido e lamentar. Por isso, Clare é uma personagem muito chata. Não gostei dos trechos narrados por ela, além de ela ser linear no enredo, sem nenhum tipo de evolução. Para preencher o vazio que Henry deixa, Clare cisma em engravidar dele, o que gera seis abortos espontâneos agressivos e totalmente desnecessários.

O que manteve minha leitura foi Henry. Ele lida com todas as questões morais e éticas envolvendo suas viagens no tempo de forma leve e descompromissada, ao mesmo tempo que traz as devidas explicações aos leitores. Ele é carismático e envolvente e, por isso, entendemos porque Clare insiste em permanecer ao lado dele, mesmo depois de tudo o que eles passam.

Para compreender o livro, é imprescindível prestar atenção às notas que iniciam cada capítulo. Nelas, Niffenegger diz em qual ano se passa aquele trecho e quantos anos Henry e Clare têm. Assim, o leitor consegue se situar em qual ponto da estória eles estão, uma vez que há muitas idas e vindas ao passado e ao futuro.

Foi uma leitura que me prendeu do começo ao fim. Henry diz, no início da estória, que nunca conseguiu viajar para o futuro além dos seus 43 anos de idade. Ele não sabe se é porque encontraram a cura para sua doença ou se é porque ele morreu. Este mistério permeia todo o eenredo, e Niffenegger conseguiu manter bem o clima de suspense. Também foi uma leitura que me emocionou muito e que me deixou com a cabeça presa na estória, pensando e repensando sobre as viagens de Henry. Recomendo bastante este livro!

site: http://perplexidadesilencio.blogspot.com.br/2017/10/sugestao-de-leitura-mulher-do-viajante.html
Aline 10/10/2017minha estante
Resenha maravilhosa! Me convenceu!


Ruh Dias 11/10/2017minha estante
Obrigada, Aline




Polly 06/12/2017

Confuso e melancólico, mas não de um jeito bom (#027)
Sabe aquelas raras ocasiões em que a adaptação para as telinhas é melhor do que o próprio livro? Pois é, esse é o caso do A Mulher do Viajante do Tempo. A adaptação, não sei por que, saiu no Brasil com o nome de Te Amarei para Sempre. Assisti ao filme há muito tempo e lembro que gostei muito. Recentemente descobri que ele é a adaptação de um livro e logo corri desesperada para lê-lo. A decepção foi grande. A história, como romance, não fluiu tanto quanto como roteiro de filme. Quase não há emoção. É melancólico (principalmente a parte final), mas não emocionante.

O livro conta a história de um casal, a Clare e o Henry. Os dois se apaixonam em circunstâncias completamente incomuns. É que Henry tem uma anomalia genética que o faz viajar no tempo. Henry viaja para passado e futuro, visitando ou revisitando momentos importantes que viveu ou que irá viver. Clare conhece a versão futura de Henry quando ainda é uma criança. Sua infância e adolescência serão marcadas pela presença constante de Henry.

Já o Henry conhecerá Clare, no presente, apenas quando ele tiver 28 anos e ela 20. Clare saberá quase tudo sobre ele (o romance deles será bem confuso). Mas, Henry ainda não é aquele que será no futuro. Clare terá que ter paciência para que o inconsequente Henry do seu presente se torne o homem de suas memórias.

~ A partir daqui pode ter spoiler ~

Bem, é isso. O livro é uma confusão. Vai e volta no tempo, contando o drama do casal. Tem horas que simplesmente não se entende o que acontece, sobretudo no começo. A história é contada tanto da perspectiva do Henry como da de Clare. Se não fosse o início de cada trecho dizendo quem é que está falando, tudo pareceria a mesma voz. Não existe diferença entre discurso de Henry e o de Clare. Tudo bem, eles são almas gêmeas, mas eles não são a mesma pessoa, não é? Não sei se é uma falha da tradução, mas tudo parece ser contado da perspectiva da mesma pessoa. Só lendo o texto original para saber...

O livro é imenso para a pouca história que conta e talvez, as quatrocentas e poucas páginas poderiam ser resumidas em menos de duzentas. Por vezes, em vez de ter a sensação de estar viajando no tempo junto com o Henry, eu sentia estar presa no tempo desses dois. Ficava chato.

Outra coisa que achei superesquisita é que, mesmo nunca fazendo nada em suas visitas à Clare adolescente, o Henry passa a sentir desejo pela garota. Sim, ela será sua esposa no futuro, mas, na ocasião, ela tem 13, 14 anos; e ele tem 30, 40. Não é ser moralista, mas convenhamos, ela tem apenas 13, 14 anos... É, no mínimo, estranho.

Outra coisa que fiquei inconformada foi como o Henry conseguiu nascer. Vai ter um momento que Henry e Clare tentarão ter filhos. Ela consegue engravidar, mas acaba abortando todas as crianças, porque simplesmente todos os descendentes de Henry terão o mesmo problema genético e viajarão no tempo mesmo dentro do ventre da própria mãe. Depois de inúmeros abortos (que é de um sofrimento de dá dó), um médico descobre como fazer os bebês ficarem durante toda a gestação dentro da barriga de Clare. Ela faz um tratamento imunológico. Até aí tudo bem, mas fiquei pensando: como o Henry nasceu? Por que o Henry não viajou no tempo dentro da barriga da mãe dele? Ele adquiriu uma doença quando criança que mudou os seus genes? Isso me incomodou. Ficou sem explicação.

Enfim, A Mulher do Viajante no Tempo não foi meu pior livro, mas também não está na lista dos melhores. A premissa da história é ótima e promete ser envolvente, mas seu desenvolvimento deixa a desejar. Além das falhas mal explicadas. Se recomendo a leitura? Deixo por sua conta em risco! Já vi gente que morre de amores pelo livro. Quem sabe você não seja uma delas.

site: https://madrugadaliterarialerevida.blogspot.com.br/2017/12/a-mulher-do-viajante-no-tempo-audrey.html
Krous 20/12/2017minha estante
Embora não esteja achando o livro chato nem que tem mais páginas do que história concordo com você quanto os pensamentos do Henry sobre uma Clare adolescente. Aquilo não é legal. E a relação de dependência deles... aff! Um só precisa do outro e mais ninguém. E senti que eles se acham melhores e mais superiores a todo mundo. Sempre que alguém os aconselha sobre a relação - que não era pra dar certo - eles falam de destino ou acham que como o Henry viajou no tempo quando a Clare era adolescente, isso é sinal de amor. Daria 5 estrelas fácil para o livro, mas tem umas coisas que estão me fazendo mudar de ideia sobre a avaliação


Polly 04/01/2018minha estante
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Renata Céli 04/01/2013

História de Amor
Esse livro me encantou muito. Impossível não se apaixonar pelo casal Henry e Clare.

Como todos já devem ter visto na sinopse, o livro conta a história de Henry, um viajante no tempo. Isso ocorre, porque ele tem um problema genético que o faz se transportar no tempo - passado e futuro - quando passa por momentos estressantes. Nesse vai e vem, ele conhece Clare e eles vivem uma linda história de amor.

Um ponto que achei muito legal no livro foi o fato de mostrar a vida desse casal desde os tempos de criança até a fase adulta. A gente acaba ficando íntimo dos personagens e criando um vínculo com eles.

Voltando à questão da viagem no tempo, como Henry possui esse "problema", a vida deles deveria ser bastante instável, afinal, um relacionamento com uma pessoa assim, que some e aparece em diversas épocas, deveria ter um mínimo de oscilação e incerteza. E o mais interessante é o paradoxo que existe aí. A vida deles deveria ser instável, mas não é. O amor deles é tão lindo, tão verdadeiro, tão real, que faz com que a vida deles seja estável e permanente. Eles se amam, confiam um no outro e sabem que o amor deles é eterno. Eles têm certeza disso e essa certeza reduz a instabilidade de suas vidas, eles estarão juntos para sempre, não importa como. Pode haver momentos estressantes, em que ocorre a dúvida: Onde Henry está dessa vez? Será que está seguro? Mas isso não faz de suas vidas algo instável. Isso só faz aumentar o amor entre eles e a estabilidade desse amor. A viagem no tempo acaba sendo algo normal em muitos momentos, eles convivem com isso, aprendem a lidar. Ou seja, isso é algo constante no dia a dia e eles não deixam que isso seja um empecilho em suas vidas, isso não pode atrapalhá-los. Aconteça o que acontecer, o amor deles resiste a qualquer coisa, qualquer tempo, qualquer ausência, qualquer presença, qualquer dúvida. Essa é uma verdadeira história de amor...
Renata CCS 09/10/2013minha estante
Uma de minhas mais novas aquisições. Boa resenha!




Márcia 10/07/2011

Brincar com o tempo nunca foi tão possível

Só há uma coisa a dizer sobre esse livro: você nunca, jamais, leu algo igual. Eu pelo menos nunca li nada nem sumariamente parecido. “A Mulher do Viajante no Tempo” vai além de qualquer romance ou aventura.

No início me pareceu bastante confuso. Não sou muito adepta à livros que especificam muitas datas, sempre me perco, não gosto de prestar atenção a esses detalhes. Mas o que fica evidenciado logo de cara é o estilo peculiar da autora. Desde as primeiras páginas ela cria um labirinto de datas maravilhoso de se percorrer. Você pode se confundir sim, mas é uma confusão incrivelmente interessante e desafiadora.

A Audrey Niffenegger escreve sobre o tempo e toda a sua complexidade; ela vai, volta e vai mais longe ainda na história dos seus personagens, num zigzag que sobrenaturalmente cria formas sem problemas na leitura. A narrativa é suave e despretensiosa, o que dá mais charme ainda à história. Tudo faz sentido, absolutamente tudo tem importância nesse livro; até mesmo o detalhe mais ínfimo, uns são mais importantes que os outros, mas todos fazem diferença. São os detalhes que compõem esse romance tão original.

Essa é a maior história de amor que leio desde “P.S. Eu te Amo”. Deliciosa. E os personagens tem a maior fatia do bolo porque são o que os livros tem de melhor. Uma história pode ser original, bem fundada, coerente e bem escrita, mas se ela não for bem vivida (pelos personagens) morrerá, porque o leitor também não poderá bem vivê-las.

Henry é um daqueles personagens inesquecíveis. Não somente por ser um viajante no tempo (meu primeiro), mas por sua própria personalidade. Não dá para descrevê-lo, mas apenas digo que ele é aquele tipo de cara que faz seu coração disparar quando fala. Não necessariamente bonito, não rico de forma alguma, mas inteligente, charmoso e incrivelmente misterioso (sem o papinho de “escondo minhas presas e bebo suco de mortais”). Não. Henry tem aquele mistério humano que todos carregamos, mas que nele vibra a cada expiração. Desse jeito nem parece que falo apenas de um personagem de tinta e papel, mas espero mesmo que em algum lugar por ai exista um Henry amando uma Clare.

Drogas, sexo e Rock’n Roll também fazem parte dessa trama. Henry é punk, e quando jovem, inconseqüente e mulherengo ferrenho, bebia e se drogava. Mas ele era apenas um jovem que, mais frequentemente do que gostaria, dava uma guinada para frente ou para trás no seu tempo, sem qualquer controle da situação. Num piscar de olhos ele poderia estar de volta à cena em que perdeu sua mãe, quando ainda pequeno, ou poderia estar de volta ao lugar onde conheceu sua futura mulher. Tudo na vida dele era passageiro e diáfano, até que Clare aparece onde deveria, em seu presente.

Clare é outra personagem maravilhosa; surpreendentemente forte, é o alicerce da história, mas realmente não é a estrela. Não somente ela, como os personagens secundários também fazem toda a diferença. Ingrid é um caso à parte, mesmo com tão pouca participação.

O interessante é que a autora soube manejar os fatos do enredo a fim de que tudo fizesse sentido. E, mexendo com o tempo, isso é um grande feito. O fato de Henry sempre viajar para o tempo nu é uma grande sacada. O futuro ser nebuloso evita precauções que tirariam o gostinho do livro e faz com que as ocasiões dessas viagens sejam extremamente valorizadas tanto por personagem quanto por leitor.

A história toma rumos angustiantes para o leitor tão afeiçoado aos personagens. Eu fiquei louca pelo final e quando cheguei lá, ensandecida e aos prantos, decidi que essa foi a história mais romântica que já li na vida.
Vale a pena cada volta no tempo.


Manoela 19/07/2011minha estante
ótima resenha, márcia! nem cheguei ao fim do livro e sinto que você traduziu tudo que eu penso sobre ele. nenhum spoiler mas cheia de descrições que fazem a gente ficar com ainda mais vontade de ler, de não querer largar o livro, ou senão, recomeçar ele a todo momento (: e ah, sim, os personagens são o melhor da história. poucas vezes vi alguns tão reais ou apaixonados (ou seria apaixonantes? xD) quanto Henry e Clare.




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