Os Três Mosqueteiros

Os Três Mosqueteiros Alexandre Dumas




Resenhas - Os Três Mosqueteiros


269 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Nath 04/02/2020

Os Mosqueteiros que me desculpem, mas esse livro só deu MILADY
"Ora, vamos, que loucura me exaltar dessa forma", disse Milady consigo mesma, mergulhando no espelho que reflete em seus olhos um olhar de fogo, por meio do qual parece interrogar a si própria. "A violência não resolve nada, a violência é uma prova de fraqueza. Em primeiro lugar, nunca triunfei assim. Talvez, se usasse a minha força contra mulheres, eu tivesse a sorte de contestá-las mais fracas que eu e, por conseguinte, vencê-las. Mas é contra homens que luto, e para eles não passo de uma mulher. Lutemos como mulher então, a minha força reside na minha fraqueza!"

Este foi o meu segundo livro do INCRÍVEL Alexandre Dumas (o meu primeiro foi o favoritaço O Conde de Monte Cristo), mas essa também foi mais uma experiência SENSACIONAL dentro dos mais variados sentidos que a literatura poderia me proporcionar na vida. E agora eu posso dizer sem sombra de dúvidas que o Dumas tornou- se um dos meus autores favoritos da vida. E disparado o meu autor francês favorito!

Como todos bem sabem, o Dumas foi um autor que escrevia unicamente em formato de folhetim e este foi mais um publicado em sua fase mais prolixa no ano de 1844.

Os Três Mosqueteiros é hoje considerado um dos maiores romances dentro do gênero "romance de capa e espada" e um dos mais adaptados por diversas outras mídias como: filmes, peças de teatro, desenhos animados e até outras sequências não autorizadas por outros autores que se apossaram “indevidamente” da história original do Dumas.

O nome de dArtagnan tornou-se hoje sinônimo de coragem e perseverança; e os três mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis tornaram-se também um dos maiores sinônimos de amizade, coragem e lealdade.

O romance na verdade é uma grande ficção histórica e uma aventura adulta, usando como pano de fundo uma suntuosa intriga política na Paris do reinado do rei Luís XIII, cujo enredo girou em torno do cerco a La Rochelle (1627-28), e teve como personagens principais o próprio Rei Luís XIII, a rainha Ana da Áustria, o cardeal Richelieu, o amante da rainha o Duque de Buckingham e os nossos quatro amigos mosqueteiros, juntamente com os seus implacáveis vilões; como a maquiavélica vilã Milady de Winter.

E meu Deus, que personagem IN-CRÍ-VEL!!! A Milady mostrou-se uma daquelas vilãs magistrais que a gente odeia amar ou ama odiar, TANTO FAZ, porque quando a mulher finalmente entrou em cima ela apagou todos os outros personagens e reduziu os Mosqueteiros á segundo plano na estória. Tanto que, bem na reta final, quando o Dumas deixou os Mosqueteiros de lado e focou somente na estória da Milady, o ritmo frenético ganhou ares muito mais dinâmicos e eu me vi devorando as páginas até o derradeiro final da nossa amada vilã... E, ah! Que ninguém se engane com a bela aparência meiga e sedutora de Milady, pois até o fim ela mostrou-se uma perfeita femme fatale e uma incrível observadora de extrema inteligente, manipulando friamente os homens e as mulheres e deixando atrás de si um rastro de sangue por onde passava. Nas palavras do próprio Dumas:

"Milady era como um general, que considera conjuntamente vitória e derrota, preparando- se, conforme o andamento da batalha, para marchar adiante ou bater em retirada." (Os Três Mosqueteiros, P.641)

Verdade seja dita, apesar da forte presença "vilãnesca" da Milady, eu senti falta de mais representatividade feminina na estória. Eram tantos os homens poderosos, destemidos e com fortes laços leais uns com os outros que eu me perguntava: "E as mulheres?" Quando não eram mocinhas puras e ingênuas como a namoradinha do dArtagnan, eram mulheres submissas aos padrões impostos pela sociedade da época, como a rainha Ana da Áustria. E a Milady quando apareceu quebrando todo o estereotipo feminino da época, igualou-se, inclusive, aos poderosos homens da estória.

Eu definitivamente não entendi o motivo dessas milhares de adaptações cinematográficas dos Mosqueteiros nunca ter representado a Milady com toda a força que ela apresenta na estória original; e deixando para focar somente na amizade, coragem e lealdade dos rapazes Os Mosqueteiros . Mas, talvez, a resposta esteja justamente aí na pergunta...

Como já dizia a nossa maravilhosa Virgínia Woolf em seu questionador/incrível livro Um Teto Todo Seu:

"Seria mil vezes uma pena se as mulheres escrevessem como os homens, ou vivessem como eles, ou se parecessem com eles, pois se dois sexos é bastante inadequado, considerando a vastidão e a variedade do mundo, como faríamos com apenas um?" (Virgínia Woolf, Um Teto todo Seu)
Cristian 04/02/2020minha estante
Excelente resenha!


Nath 04/02/2020minha estante
Muito obrigada, Cristian! :)


Erika 09/02/2020minha estante
De todas as coisas incríveis desse livro, Milady é a maior! Resenha incrível a sua!


Nath 10/02/2020minha estante
Obrigada, Érika! Realmente, a Milady foi a parte mais instigante de toda a estória! Merecia ser protagonista muito mais q os próprios Mosqueteiros ahahah :D


Gaby 22/06/2020minha estante
Resenha incrível!


Nath 22/06/2020minha estante
Obrigada, Gaby!




Aécio de Paula 25/03/2021

Os Três Mosqueteiros - Alexandre Dumas
Ótimo livro. Dumas é um escritor talentoso e suas obras são maravilhosas. Esse livro nos ensina o verdadeiro valor da amizade. Os jovens aventureiros d’Artagnan, Athos, Porthos e Aramis se ajudam e são irmãos da espada e do dever. Belo romance de 672 páginas. Se não me engano, tem o romance condensado, mas recomendo ler esse na íntegra.
Bárbara 25/03/2021minha estante
Pretende ler O Conde de Monte Cristo também?


Aécio de Paula 25/03/2021minha estante
Sim, mas o próximo será a continuação dos mosqueteiros, que se chama Vinte anos depois. Se vc ainda não leu algo de Dumas, recomendo


Bárbara 26/03/2021minha estante
Olha, não sabia que tinha continuação. Vou começar por Conde, se agradar, continuo a me aventurar por sua escrita. (:


Celso 29/03/2021minha estante
Depois de "20 anos depois" vem a terceira parte "O Visconde de Bragelonne" que encerra a trilogia. 20 anos depois é bem legal.


Aécio de Paula 30/03/2021minha estante
Quero muito ler a trilogia, Celso. vai dar certo, espero.




Murillo.Campanha 30/07/2018

TRES MOSQUETEIROS
TODO A GRAÇA DA TRAMA ESTA NA IMPERFEIÇÃO DE CADA UM.OS MOSQUETEIROS BEBERRÕES E EGOÍSTAS VICIADOS EM JOGOS É UM ROMANCE RECHEADO DE AVENTURAS E EMOÇÕES
COM CERTEZA ESSA LEITURA ESTA ENTRE AS MINHAS FAVORITAS DO ANO
INDICO PARA TODOS QUE GOSTÃO DE CLASSICOS

site: WWW.SKOOB.COM.BR
Maria.Fernanda 04/09/2018minha estante
obrigada Murillo!


Roberta.Onofre 05/09/2018minha estante
Esse livro se tornou um dos meus "favoritos", além de ser bem escrito é uma ficção histórica e podemos conhecer uma parte da história da França e personagens reais, como: Rei Luís XIII, Ana da Áustria, Richelieu e tantos outros. É claro que o livro é uma ficção e Dumas tinha a liberdade de romantizar os fatos, mesmo assim isso não muda o fato de que se passa em um momento real da história.
Indico o livro para quem gosta de aventuras e histórias de cavalaria???


Maria.Fernanda 05/09/2018minha estante
Valeu Roberta!!




Andressa 05/02/2013

Leitura rica
Ler e reler as aventuras dos Três Mosqueteiros para mim é um grande prazer, pois nunca me canso. É o tipo de leitura mto bem elaborada, daquelas que te levam até o mundo dos personagens e te coloca lá, lado a lado de cada um deles. É possível se identificar com um ou outro, torcer, sentir raiva e não se dar conta das horas passando. Qdo vc vê, já ganhou 5 horas de leitura sem se cansar. Indico sem sombra de dúvidas a todos. Excelente!
Gleyse 15/02/2013minha estante
Concordo plenamente com vc. Essa é uma leitura q tbm recomendo muito aos amantes de uma boa historia.


Soloh 06/04/2013minha estante
Faço das suas, as minhas palavras.


André 13/09/2015minha estante
Eu li essa semana e já baixei as continuações, são vários volumes, o ultimo deles é bem conhecido O homem da máscara de ferro.




Danilo 03/02/2015

Ler Os Três Mosqueteiros é, definitivamente, algo que deveria estar na lista de "coisas para se fazer antes de morrer" de todas as pessoas.

Os romances que ocorrem no livro são absurdamente belos, indo de relações gananciosas até fins trágicos, gerando sentimentos de vingança e até mesmo guerras!

A interligação dos acontecimentos é feita de forma extremamente perspicaz, nos surpreendendo quando já críamos que o desfecho estava certo.

E os personagens, então?! Eles foram tão bem construídos, que Dumas chega ao ponto de te fazer sentir raiva dos mocinhos e empatia pelos vilões, tamanha é a complexidade do caráter de cada um. É impossível não se envolver pessoalmente com cada personagem, e mais impossível ainda não escolher entre os Três Mosqueteiros e d'Artagnan, qual dos quatro mais reflete nossa própria personalidade (confesso logo que, desde o início, as descrições sobre Athos já me fizeram querer ser como ele quando eu crescer. hahaha).

O enredo é tão variado e amplo, que te oferece uma riqueza de acontecimentos que poucos autores conseguem criar situações de interdependência entre esses causos, fazendo com que a história tenha coesão quando vista holisticamente.

Por fim, e de igual importância para o enriquecimento da obra, tanto quanto os outros tópicos que já comentei, vem a escrita de Alexandre Dumas! Quanta beleza na escrita, é como um belo poema posto em prosa, galanteios inflamados de paixão, demonstrações de ódio transbordando malignidade, desejos de vingança expressos de um modo sanguinário, a amizade descrita como um laço de confiança inquebrantável, mesmo quando submetida às mais árduas provas de fogo. Simplesmente magnífico!

E falando em amizade, finalizo este texto com a máxima dessa obra, conhecida até mesmo por aqueles que ainda não a leram, e que, por incrível que pareça, só é dita uma única vez no livro, no momento em que o início da amizade sem desconfiança dos nossos quatro protagonistas, Athos, Porthos, Aramis e d'Artangnan, é selada.

Todos por um e um por todos!
Danniele 06/02/2015minha estante
Que resenha linda! Deu mais vontade ainda de lê-lo!


Danilo 06/02/2015minha estante
Valeu Dandan!!! XD
Esse livro é extremamente lindo, poético e romântico, leia mesmo, entrou fácil para os meus "melhores de sempre". kkkkkkkkkkkkk...


Thalia.Ramos 22/07/2016minha estante
resenha é resumo ?




Serena Bin 20/08/2020

ÉPICO DO COMEÇO AO PENÚLTIMO CAPÍTULO

Alexandre Dumas criou uma história épica onde eu literalmente via as cenas passando na minha mente. Para quem gosta de histórias com lutas, intrigas e aquele toque de aventura vai se apaixonar pelo engenhoso D'Artagnan, pelo misterioro Athos, pelo fanfarrão Phortos e pelo ranzinza Aramis.
A presença de figuras e eventos históricos reais tornam o livro ainda mais rico. Dumas garante uma sequência de cenas e acontecimentos eletrizantes até o penúltimo capítulo, onde eu não acreditei no final que foi dado a toda àqueles personagens que acompanhei por tantas páginas.
Dei 3 estrelas porque a história pedia um desfecho a altura, mas acabou não tendo.
Mas, indico muito. É uma aventura e tanto.
Ruas 12/09/2020minha estante
Eu li a mesma edição, mas acabei me arrependendo, pois ela é muito resumida, fiquei com a sensação de que muitas partes essência e desenrolar de aventuras ficaram de fora.


Serena Bin 16/11/2020minha estante
Tive a mesma sensação, mas serviu para conhecer a história.


Ruas 20/11/2020minha estante
Verdade, deu para conhecer e se ambientar na historia.




Helora.Venturelle 15/08/2016

Fascinante
Simplesmente maravilhoso. No inicio da leitura cheguei a duvidar que corresponderia à fama que tem, mas pelo contrário, em minha opinião a ultrapassa. Esperando ansiosamente pela continuação "20 anos depois" à ser publicada pela Zahar.
Ticiana.Oliveira 24/08/2016minha estante
Gostou mesmo do final? Me decepcionou um pouco.


Helora.Venturelle 24/08/2016minha estante
Me decepcionei um pouco com o final do Aramis e com uma das mortes... mas mesmo assim foi um livro que me impressionou. Além disso, tem mais dois livros, que serão relançados a partir do ano que vem, o que me anima por pensar que os finais ainda podem mudar. No geral, você gostou?


Ticiana.Oliveira 24/08/2016minha estante
No geral eu adorei. Existem momentos, especialmente no meio do livro que foi bem cansativa a leitura, a história parecia não andar. Mas foi chegando o fim do livro e a história começou a prender mais a atenção. Livro excelente.




Raquel 23/01/2017

Um clássico nada difícil de ler
Muita aventura, muitos mistérios, um toque de humor devidamente aplicado no decorrer do livro. Pra quem quer começar a ler clássicos e não sabe por onde começar, tá aí uma ótima escolha pois a linguagem não é tão rebuscada e difícil, sem falar que é um prato cheio pra quem gosta de uma boa aventura.
Key 23/01/2017minha estante
Tô com ele aqui,pretendo ler esse ano.


Raquel 23/01/2017minha estante
Leia o quanto antes pq vale muito à pena. Fazia tempo que eu não lia clássicos e depois desse pretendo adquirir vários. Virou um dos meus favoritos.


Key 23/01/2017minha estante
Eu sempre tento ler,pelo menos 1ou 2 no ano. Ele vai ser um dos que lerei.




Erika 02/02/2020

Os quatro mosqueteiros
- A vida é um rosário de pequenas misérias que o filósofo desfia, rindo. Sejam filósofos como eu, cavalheiros, ponham-se à mesa e bebamos. Nada faz o futuro parecer tão cor-de-rosa como vislumbrá-lo através de um copo de chambertin. (Athos, o sábio)

Eu nunca assisti a nenhuma adaptação para o cinema, nem sequer sabia o nome dos mosqueteiros. Sempre ouvi falar, mas nunca me interessei pela história. E caramba, quanto tempo perdi!

Se trata de um romance histórico, publicado em forma de folhetim durante o ano de 1844. Ambientado no reinado de Luís XIII, na França, temos as aventuras dos mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis, e do membro da guarda D?Artagnan, contra vilões maravilhosos como o cardeal Richelieu e a incrível Milady.

No enredo temos de tudo: aventuras, romances, traições, humor na medida certa, mistérios, reviravoltas, e uma tristezinha no final. Por mais receio que o leitor possa sentir pelo número elevado de páginas, é rapidinho de se devorar! Temos muitos diálogos, o que faz a leitura fluir que é uma beleza, mas sem tornar a história banal.

Os personagens são muito carismáticos, mesmo a pior das vilãs, Milady, que disparado se tornou minha malvadona preferida. Outro que ganhou meu coração e me fez dar boas risadas foi Planchet, o criado de D?Artagnan. Achei muito bonito a ligação afetiva entre os mosqueteiros, assim como o amor à patria e a fidelidade ao rei que eles demonstram sentir.

Li a versão digital da Zahar, contendo notas explicativas muito enriquecedoras no que diz respeito aos fatos históricos passados no período em que se passa a trama. Traz também ilustrações muito bonitas. O e-book está disponível para assinantes do Amazon Prime (olha eu fazendo publi de graça rs), o que me valeu um bom dindin economizado. Mas confesso que quero ter a edição física. É um livro que vale a pena ter, todo bonitão na estante, para reler muitas vezes na vida!

Obrigada, Nath, que postou o início desta sua leitura aqui no Skoob. Falou tão bem de outro livro do Dumas, O Conde de Monte Cristo, e me instigou a conhecer o autor. Os Três Mosqueteiros estava no finzinho da minha lista. E foi direto para os meu preferidos da vida. É um livro perfeito. E é tão bom sentir isso por um livro.
Nath 02/02/2020minha estante
Ahh, amei! *-* Dumas é maravilhoso mesmo!! Para mim ele é um autor completo! E apesar d?eu ter amado Os Mosqueteiros/Milady, O Conde de MT é a obra prima dele (não tem como não favoritar!) O próximo do Dumas q eu lerei será A Rainha Margot (outro livro incrível do Dumas) E eu tive q pausar a minha leitura dos Mosqueteiros bem na reta final por conta de trabalho.. Mas já retomei! UHUU! rs Ansiosa para o desfecho!


Erika 02/02/2020minha estante
Nath, valeu mesmo pela indicação! Estou ansiosa pela sua resenha! E sim, vou tirar uns encalhadinhos da fila e já vou engatar O Conde!


Nath 03/02/2020minha estante
^^ Fico feliz q vc gostou! Eu estou agora bem nos últimos momentos da reta final e esse final tá incrível. Estou até lendo um pouco mais devagar para economizar e não acabar logo kkkkk Saudades desde já da nossa Milady! Kkk E leia mesmo O Conde, foi a minha melhor leitura do ano passado




Volnei 23/05/2017

Os três mosqueteiros
Esta é uma história que se passa na França do século XVII no reinado de Luis XIII e conta as aventuras de um jovem que sonha em entrar para um grupo de elite que serve ao rei como guarda pessoal. Um grupo denominado Mosqueteiros e onde três homens se destacam como os melhores e mais eficientes soldados. Este nosso jovem de nome D'Artagnan faz amizade com os três e assim enfrentarão juntos as mais variadas aventuras

site: http://toninhofotografopedagogo.blogspot.com.br
Andrade 23/05/2017minha estante
Gostei, talves leia esse ano ainda.


Volnei 31/10/2017minha estante
É um ótimo livro mas bom mesmo é O Conde de Monte Cristo. Ambos são maravilhosos




Lipe 31/08/2019

Projeto: 6/12 Calhamaços em 2019
Eu sou Groot 04/10/2019minha estante
Seu Loko kk


Lipe 04/10/2019minha estante
Rsrs! Tem que ter coragem....




Lucas 20/02/2016

Alexandre Dumas: escritor ou arquiteto?
Um livro genial, formidavelmente bem escrito e amarrado. Nenhum indivíduo pode se autodenominar fã de aventura sem ter lido este clássico de Alexandre Dumas. Em suas quase 700 páginas, a história corre frenética e cinematograficamente; há a sensação de que sempre algo importante esteja ocorrendo, seja uma missão, uma espionagem, um mistério ou um encantamento passional.
Fui apresentado oficialmente a Alexandre Dumas na leitura de “O Conde Monte Cristo”, outro livro fabuloso do autor francês. Não faz sentido algum comparar uma obra com a outra, mas é relevante destacar que “Os Três Mosqueteiros” é um livro menos profundo e abrangente, sem deixar de possuir um grande “arcabouço” literário. Há nele mais ação, com mais frequência, mas com menos filosofia e reflexões, que são aspectos que enriquecem profundamente a obra “O Conde de Monte Cristo”. De todo modo, ambos são espetaculares em seus propósitos, o de entreter, que era o objetivo fundamental de Dumas ao produzir uma história. Finalizando essa pequena discussão, o autor, de acordo com a magnífica edição comentada e ilustrada da editora Zahar, pessoalmente gostava mais de “Os Três Mosqueteiros”, o que explica em parte a sua tendência histórica em se afastar um pouco da literatura “chique e requintada” propriamente dita da época, mas sempre produzindo obras que entretinham, sem se ater necessariamente a nenhum paradigma literário ou corrente de pensamento social ou filosófica.
É muito desafiador tentar reproduzir em palavras a genialidade da obra. Ela reside no contexto, nas entrelinhas, nas situações inusitadas, no humor sempre muito presente, e, principalmente, nos valores morais de honra, amizade, companheirismo e sacrifício, tão bem expostos na amizade entre os 4 protagonistas. Dumas (com seus eventuais “parceiros literários”) foi muito feliz ao escrever uma história que mescla todos estes aspectos a um leve, mas presente, tom soturno, sombrio, já que os vilões são de uma astúcia ímpar. No entanto, os mosqueteiros são personagens únicos, com personalidades distintas e facilmente distinguíveis, desde as primeiras dezenas de páginas (esse fato é um mérito da narrativa, concisa, clara e nem um pouco cansativa). D'Artagnan é um dos maiores personagens literários da história, com alguns defeitos, mas extremamente virtuoso, leal e amigo; um jovem cheio de disposição a fazer o bem, cumprindo com hombridade aquilo que se propõe a fazer. Seus três amigos são igualmente leais, e partilham do mesmo senso de justiça. Além disso, eles são introduzidos à história de uma forma muito natural e inteligente, aos poucos, sem descrições simétricas e individuais de cada um.
Diante de tantas singularidades, não é exagero imaginar que Dumas não foi apenas um escritor famoso; acima de tudo, o francês foi um (ótimo) arquiteto, que usava pena, tinta e papel para construir obras de arte, maravilhosamente proporcionais ao fascínio arquitetônico despertado pelo atual Museu do Louvre, por exemplo. Por isso, o livro é um deleite histórico, recheado de ação, humor e aventura, fazendo com que ele seja um dos maiores clássicos literários que o o mundo já produziu.
Em resumo, “Os Três Mosqueteiros” não pode ser visto unicamente como um clássico de aventura, assim como Dumas pode ser encarado como um “arquiteto literário”, que elabora um livro da mesma forma que um artista trabalha em uma escultura. Recomenda-se, a partir da definição de que “Os Três Mosqueteiros” é uma obra de arte, que o leitor tenha ao menos um conhecimento raso da história da França e da Grã-Bretanha no início do século XVII, sobretudo no que diz respeito ao rei Luís XIII, à rainha Ana de Aústria, ao cardeal de Richelieu, ao duque de Buckingham, entre outras personalidades, que realmente existiram e que são fundamentais à história contada. Esta compreensão básica permite que o livro não seja apenas lido ou “devorado”, mas antes de tudo, admirado, em função de sua fascinante e rica singularidade literária. Um segundo e último conselho reside no fato de que o livro “abraça” o leitor. Ao fim da leitura, será difícil o leitor não imaginar como seria fantástico cavalgar com d´Artagnan, compartilhar um vinho com Athos, jogar dados com Porthos ou debater questões religiosas com Aramis. Mas ao voltar à realidade, o leitor guardará o livro para sempre, relendo-o inteiramente várias vezes ou alguma de suas passagens para manter vivo este desejo utópico.
Enza Cerqueira 09/03/2016minha estante
Amei a resenha. Não vejo a hora de ler este!


Lucas 09/03/2016minha estante
Nobre Enza :) Livro formidável. A veia "aventuresca" de Dumas se faz muito presente. :D




Lucas 07/07/2010

Com muitas intrigas, romances e personagens memoráveis mas pouca emoção
Sem dúvida um clássico do romantismo, não nega sua origem. A obra é de um estilo que lembra Camilo Castelo Branco, sim, talvez exagerado como ele.
Duelos? Bom, talvez ocorram umas três vezes no livro; romance, aventuras amorosas são fartas; intrigas, uma grande trama é o centro da obra, extremamente rica em detalhes, une os núcleos do romance; quanto a emoção... a obra tem um rítmo, no geral, lento, pautado em outras estórias paralelas contadas pelos próprios personagens, mas realmente, o livro melhora no seu final, não se torna emocionante, mas desperta uma maior curiosidade quanto ao desfecho.
Realmente, milady Winter é o centro do livro, mulher cruel mas inteligente e sedutora. O cardeal é outra figura extremamente hábil e astuta. Ambos roubam a cena dos três mosqueteiros e d´Artagnan, os quais, diga-se, são muito bem descritos no livro. A grande surpresa ficou com d´Artagnan, o típico herói romântico, mas revela um lado vingativo inesperado.
Quem busca o filme no livro, adianto, não encontrará muita coisa. A versão do diretor Stephen Herek é pautada em um enfoque muito diferente, mas creio que valorize a obra de Dumas.
O público que almeja uma leitura de emoção e aventura ficará desiludido, quem busca romance e intrigas irá se deleitar com a trama e a construção dos personagens de Dumas.
Math 05/08/2011minha estante
Sobre a emoção, creio que estás enganado. Primeiro logicamente, como se pode ter romances e intrigas sem emoção? E como se pode progredir com a leitura se mesmo com romances e intrigas não se tem emoção. Acho que a emoção esteve presente do início ao fim do livro, desde quando d'Artagnan conhece os mosqueteiros, passando pelas artimanhas de Milady até o desfecho da trama. Sobre os duelos, bem, tem razão, são poucos.


Helder 17/04/2012minha estante
Concordo totalmente com vc. Quase não há emoção nesse livro. Somente no final, quando se foca em Milady. Devia ter lido sua resenha antes de ler o livro.Talvez tivesse esperado menos e gostado mais.




Pefico 20/08/2011

D'Artagnan esquentadinho
Os Três Mosqueteiros

Diziam que Dumas era o cara e, incrivelmente, eu nunca tinha lido nada dele. Então fui conferir, começando por uma edição dos Três Mosqueteiros da época em que a Madonna era virgem que achei aqui em casa.

Os Três Mosqueteiros conta a trajetória de D’Artagnan, um moleque recém-saído de sua terra natal para buscar a carreira de mosqueteiro na cidade grande depois de conseguir uma carta de recomendação. Como o rapaz é esquentadinho pra caramba, já começa o livro tomando uma coça, o que eu achei muito legal porque ele é um moleque muito chato. Pra vocês terem noção, antes da página cinquenta ele já tinha marcado duelo com mais três caras. Ao longo do livro ele se apaixona perdidamente umas três vezes (num espaço de poucos meses).

Confesso que os Três Mosqueteiros não foi a melhor estória que já li, mas consigo entender (dentro de certo contexto histórico) como fez tanto sucesso e perdurou por gerações. Gosto da ambientação e achei curioso o pouco valor que a vida humana tinha na época, se os homens duelavam até a morte por qualquer besteira. No entanto, não pretendo ler nada mais do Dumas tão cedo. Achei o estilo dele muito enrolado e a estória seria muito mais legal com umas duzentas páginas a menos.
Helder 17/04/2012minha estante
A melhor resenha que li deste livro. Parabens pelo seu poder de sintese "antes da página cinquenta ele já tinha marcado duelo com mais três caras. Ao longo do livro ele se apaixona perdidamente umas três vezes (num espaço de poucos meses)"
Fica dificil levar esse livro a sério!


Yuri 29/07/2017minha estante
A resenha que definiu a minha experiência ao ler esse livro. Nunca uma obra me proporcionou um sentimento tão intenso de preguiça quanto esse, a ponto de querer interromper a leitura, coisa que raramente faço. Não digo que não tenho vontade de ler nada do Alexandre Dumas, porque ainda tenho curiosidade por O Conde de Monte Cristo acompanhado de um certo receio, porque se em Os Três Mosqueteiros ele é prolixo, imagine em um camalhaço de mais de mil páginas! E realmente, D'Artagnan não passa de um moleque mimado, presunçoso, irritante, fútil e ingênuo.




Zoroark 15/09/2016

nada de mais
antes de escrever vou dizer que o livro que li foi outro, mas não achei ele.

um rapaz bom com a espada queria fazer parte do grupo dos mosqueteiros, inicialmente queria falar com o chefe, mas não consegui, ele acabou lutando ao lado dos mosqueteiros e dividiu seu dinheiro com eles, já considerando-se um mosqueteiro.No castelo ocorre um crime, uma mulher rouba joias e mata uma criada e consegue fugir, o novo mosqueteiro estava apaixonado por essa mulher e foi em uma missão ao lado dela, mas se ele não descobrir logo a verdade abará sendo morto por ela.

não tenho o que dizer, eu só simplesmente não me interessei pela história.
Prof. Angélica Zanin 18/09/2016minha estante
Que pena!




269 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |