Musashi

Musashi Eiji Yoshikawa




Resenhas - Musashi


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wolv_logan_x 31/03/2011

Musashi - Um Feito Literário
Foram as 922 páginas mais prazerosas que já li até hoje. Poucos são os autores que conseguem segurar um leitor numa obra tão extensa como esta sem perderem o foco e começarem a enrolar, e isto é algo do qual não podemos acusar Eiji Yoshikawa.

Pra começar, seu estilo é muito simples, suas descrições de cenários são muito econômicas e objetivas, e ainda encontram espaço para metáforas inspiradas e poéticas, sem fazer usar de um vocabulário rebuscado e tomar um espaço desnecessário da história em si.

Outro elemento que se destaca na obra são os diálogos. Todos têm uma fluidez que torna a leitura agradável, pois os personagens, mesmo aqueles que falam de uma maneira mais "formal", conversam como pessoas normais, e não como "personagens de um livro". Neste ponto a tradutora Leiko Gotoda merece méritos pela excelente adaptação do texto para o nosso idioma.

Mas é claro que a história não teria essa capacidade de conduzir o leitor com tanta eficácia se não existissem personagens cativantes e marcantes, e Musashi está cheio deles, a começar pelo protagonista, de personalidade forte, impulsiva, que esconde por trás de sua agressividade e imprevisibilidade uma sabedoria conquistada ao longo de uma dura e longa jornada que temos o prazer de acompanhar desde o início.

Otsu, eternamente apaixonada por Musashi, também conquista nossa simpatia por não ser apenas uma mocinha chorosa, que fica lamentando o tempo todo (embora ela tenha sua parcela de lamentações e choros ao longo da história), e suas aventuras ao lado de Joutaro funcionam como subtramas divertidas.

Além deles, temos o monge Takuan, que é um dos personagens mais engraçados e carismáticos da saga de Musashi, cujas poucas aparições sempre rendem ótimos momentos de sabedoria regados com muito humor. E não podemos esquecer dos tragicômicos Matahachi e Osugi.

Com uma seleção variada e muito bem trabalhada de personagens, uma trama que flui com segurança e jamais se torna maçante, ótimas seqüências de luta, várias lições de filosofia oriental e história do Japão, Musashi é uma obra-prima que merece a adoração que conquistou desde sua publicação. Nada menos do que o merecido para o nascimento de uma lenda.
Iza 17/09/2013minha estante
Este livro é simplesmente maravilhoso... e angustiante ao mesmo tempo! A cada "quase encontro" entre a Otsu e o Musashi eu perdia um pedacinho da alma. Que sofrimento!! Mas a angustia e a ansiedade são sempre transformadas em poesia na narrativa primorosa do autor. Um dom do Eiji Yoshikawa.
Mesmo o Musashi sendo um personagem adorável, meu preferido sempre foi o Kojiro... Mas são muitos os personagens apaixonantes dessa história. Até mesmo a senhora Osugi consegue cativar com sua obsessão, que seria trágica se não fosse um tempero divertido na trama.
Contando os dois volumes são quase duas mil páginas de emoção constante.




Pappa 12/11/2009

Clássico imperdível
Os dois volumes de Eiji Yoshikawa contam parte da história de Miyamoto Musashi, o mais habilidoso samurai de todos os tempos. A história começa no povoado natal de Musashi, e viaja através do Japão dos samurais e ninjas, trazendo muito da cultura e folclore japoneses. Na sua busca por iluminação e desenvolvimento, toda sorte de pessoas cruza seu caminho, de órfãos a senhores de castelos. Os embates são épicos, tensos, é quase como se fossemos espectadores.

Em poucas palavras: o melhor livro que já li. A história é contagiante, da primeira linha ao último ponto. É recheada de ação, mas com pitadas de sabedoria e introspecção, ótimos desenvolvimentos de personagens e tramas, vilões que não são elementarmente maus e mocinhos que não são elementarmente bons, muito convincente e robusta neste sentido.

A única coisa que posso contestar é o final: é muito repentino, poderia ter se alongado um pouco mais para contar o que houve após tudo. Mas de certa forma talvez seja a tristeza de ver chegar ao fim esta obra prima que me faça ter esta impressão, e no fim esta forma de finalizar deixando algumas pontas pendentes também dá algo em que os leitores pensarem.
Iza 17/09/2013minha estante
Só agora lendo sua resenha é que descobri pq fiquei deprimida com o final de Musashi... estava me despedindo dos personagens pelos quais tinha me apaixonado.




Fábio!? 20/01/2010

Tento ler Musashi todos os anos. Desde que comprei já o reli algumas vezes e nunca me canso. Mesmo sendo grande como é, a única coisa que me faz lembrar que o livro tem quase 900 páginas é a dor no pulso por passar horas segurando o livro.
Musashi é um romance pra quem gosta de cultura japonesa; para quem gosta de história; para quem gosta de samurais; e para quem gosta de livros que não vão esquecer pelo resto da vida.
Rosana 09/08/2013minha estante
Fico com seu comentario final livros que não vão esquecer pelo resta da vida




Mi Hummel 01/01/2013

O guerreiro e sua a sombra: a morte.
" (...) Um tigre é sempre um tigre, um animal inferior ao homem." p. 123

" (...) Todas as suas ações, até agora, demonstram temeridade, uma falsa coragem que deriva da ignorância... Não são os atos de um ser humano, nada tem a ver com a verdadeira força de um bushi. O homem, verdadeiro bravo, teme o que tem de ser temido, poupa e resguarda a vida - esta pérola preciosa - e procura morrer por uma causa digna." p. 123

Impossível passar despercibo obra tão bem feita. Para mim, comparável a " Cavalo de Tróia" de J. J. Benítez. Foram 922 páginas não devoradas, mas apreciadas...Quando não, degustadas.

A tradução está sublime, preservando a bela narrativa de Eiji Yoshikawa que torna tudo ao redor do enredo mais mágico. As personagens, são complexas e é muito interessante acompanhar a evolução não só da personagem título com das demais. Cada personagem traz em si uma promessa de aventura ou fio narrativo. Chocando-se umas às outras em torno desse rounin que se torna Takezo em busca do caminho da Espada.

Não é uma história de violência. Mas sim, o contrário, de um homem em constante luta com o seu pior inimigo: sua sombra. Para ele, Musashi, não há inimigo mais temível, ainda mesmo quando emboscado por mais de 20 homens do clã Yoshioka. Eis o que o bushi diz à Sasaki Kojiro quando se dirige, incólome, aos braços dos inimigos:

" - (...) Ainda assim, insiste em ir sozinho? Ou seus assistentes tomaram outra estrada?
- Comigo, tenho só um companheiro que vem andando ao meu lado.
- Como é? Onde está ele?
Musashi apontou a própria sombra e disse:
- Aqui.
O luar cintilou nos dentes brancos expondo um sorriso." P. 871.

A narrativa do autor, de forma delicada e bela, confirma que não basta apenas morrer, mas viver dignamente. Um verdadeiro guerreiro é aquele que aprecia as pequenas coisas da vida - o farfalhar da folha ao vento, a neve que cobre as peônias e aquele que é capaz de sentir vibrar a alma ao ouvir uma bela melodia. Lição inesquecível da bela Yoshino-Dayu, cortesã que retém Musashi em um casebre na zona Alegre.

Logo, acompanhar Musashi é encetar com ele o caminho do aperfeiçamento. Aprendendo a cada passo lições inigualáveis. E, confirmo, 922 páginas são poucas diante do progressivo caminhar do guerreiro andarilho.

Para mim, foi uma leitura muito apreciada. Em parte porque já estou um pouco acostumada com o estilo. Na minha infância, entre as revistinhas da Turma da Mônica, já se podia ver os mangás do primeiro rounin que conheci: Lobo Solitário (não que seja uma leitura recomendável para crianças. Em absoluto! Mas, tudo o que me caía nas mãos eu lia. Duvido que meu pai soubesse que eu afanava os mangás que ele comprava para ler.) A apreciação pela cultura nipônica estimulada pelo meu pai, que horas à fio, punha-se a assistir filmes de samaruais ( e ele o faz até hoje) e lá estava eu, acompanhando. Portanto, tudo para mim soou bastante natural, como se estivesse com o meu pai assistindo um de seus inúmeros adorados filmes.

No entanto, longe de ser uma leitura difícil, porque não o é. Se houver um leitor pouco afeito às nomenclaturas e tudo o mais, logo se acostumará. E, o trabalho de Leiko Gotoda, com notas explicativas, ajuda e muito no entrosamento do leitor com o universo samuraico.

Nada em Musashi deixa a desejar. Amores de deixar qualquer autor ultraromântico em estado de graça (afinal, a frágil e chorona Otsu se regozija em amar um amante que já deixou claro que seu caminho é a espada e a pobre Akemi, flor despetalada, que desperta nos homens desejos violentos e que também rende-se ao charme de Musashi.) além de uma boa dose de comicidade e leveza com o pequeno Touja-san, Matahachi-san e a obaba Osugi (uma das melhores personagens para mim! Ela interpreta tudo ao contrário, mas é firme como uma rocha!)

Portanto, é uma leitura que vale. Vale 922 páginas.
E valerá mais 900.
Que venha o volume II da saga.
Guilherme 03/08/2018minha estante
ótima visão!!!




Sete 25/04/2021

Impressionante
Livro de leitura super fluída, que te prende e estimula a continuar lendo até saber os desfechos de cada personagem. Vale reasaltar que apesar do protagonista título do livro ter sua atenção, o autor não deixa os demais de lado, cada personagem é muito bem retratado e possui a devida atenção. Acrescentando a isso temos várias informações históricas e culturais de um Japão medieval com eventos e personalidades de personagens reais.
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Yuririn 10/09/2020

O inicio do livro foi demorado para mim. Confesso que comecei a pegar mais o ritmo da metade pra frente porque nessa fase voce ja consegue ter uma visao mais ampla da situação e tem muito mais ação e conflitos. O final dele traz um gancho para o próximo livro de uma maneira que me deixou com vontade de ler só para saber o que ia acontecer. Então, quando terminei, não acreditei que o autor tinha acabado o livro 1 em um momento tão crucial! Sério!
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Michelle 02/09/2013

Uma surpresa boa
Descobri esse livro por um acaso em uma promoção, enquanto garimpava o site de uma livraria. Um livro de proporções nada modestas, um preço bem acessível e uma sinopse bastante interessante foram suficientes para me fazer comprá-lo, apesar de não conhecer nada sobre o autor ou literatura japonesa em geral. Bem, posso dizer que foi uma das melhores compras aleatórias que eu já fiz!

Partindo para a história em si, o livro, baseado na vida de um famoso samurai, trata da vida do jovem Takezo, que na primeira cena acorda, junto a seu amigo Matahachi, em meio a cadáveres no campo da batalha de Sekigahara, da qual participou, sendo derrotada a facção apoiada por ele. Takezo retorna à sua aldeia natal, mas torna-se fugitivo. A partir de então, e influenciado por outros personagens, Takezo, que ao longo de sua jornada muda o nome para Musashi, viaja pelo Japão em busca de aperfeiçoamento na arte da esgrima. Ao longo da história, somos apresentados a personagens cativantes, dos quais pouco a pouco as histórias vão se entrelaçando até todos estarem em maior ou menor grau relacionados.

O livro, que tem cenas violentíssimas (que, inclusive, me fizeram lembrar dos animes que assistia na infância) possui um contraponto romântico: a bela Otsu, ex noiva de Matahachi, que por amor a Musashi , também percorre o país em busca de seu amado. O fato de uma mulher percorrer o país atrás do homem que ama, poderia indignar leitores modernos em outra circunstância. Mas por se tratar de outra cultura e uma outra época, esse sentimento não existe, pelo contrário, a personagem torna-se digna de admiração por sua força de caráter.

Uma característica riquíssima do livro são as cenas em que Musashi compara o manejo da espada com o trabalho de outros tipos de artistas, aprimorando seu aprendizado com esse tipo de observação. Essas comparações e descrições detalhadas (a maneira que a flor foi cortada, indicando o grau de perícia daquele que a cortou, só para citar um exemplo) dão uma beleza imensa ao livro, tornando cada página prazerosa.

Não sei como a história termina, o Volume 2 ainda me espera. Mas independentemente do desfecho, a qualidade deste livro já está mais do que garantida para mim! :)
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Paty 31/03/2021

Ele causou algumas discussões entre o povo aqui em casa
Olha, tem uma porção beeeeem grande de coisas que eu gostei nesse livro, de verdade, mas não sei se agora eu vou lembrar delas porque ainda estou sob efeito de nervosismo pós passei-no-semestre-graças-a-Deus. Eu faço questão de começar falando da tradutora.

"Ah, mas ela não é a única que traduz do japonês pro português". Sim, eu sei, e não é isso que vou discutir, quero apenas parabenizá-la pelo magnífico trabalho pois não ser a única não torna o trabalho mais fácil, e preciso dizer que o trabalho da Leiko foi magistral. Obrigada por existir, Leiko, e ter traduzido esse livro para nós, sua tradução ficou sublime.

Agora, vamos para o livro em si. Eu poderia soltar uma ininterrupta ladainha sobre os aspectos formais do texto e blablabla mas não vou fazer isso (a muito custo, porque acostumei tanto na universidade a fazer isso nas análises... isso acabou se tornando um vício contra o qual tento lutar asokpsoakopskpaks). Mas, preciso dizer que toda a construção textual foi muito boa mesmo... eu senti uma certa progressão textual às vezes, mas nada que alguém vá pensar "que droga". A poesia aqui também é maravilhosa. É o tipo de livro que eu SENTI o que o cara estava descrevendo, sabe? Paisagens, por exemplo: eu simplesmente conseguia imergir na descrição da coisa, o ribeirinho que ele descrevia, da mesma forma que eu conseguia ver as ruas enlameadas, os bambuzais e enfim; ele coloca de uma forma tão poética até as coisas mais simples, tipo "ah, o Musashi comeu um bolinho de arroz lá", e não de um jeito que ficasse chato, mas de um jeito que eu pensava "pô, deve tá mó bom esse bolinho aí, queria um também". Isso foi muito legal pra mim.

Agora, sobre os personagens: a verdade é que eu gosto muito da Otsu, ela é uma personagem com muita presença mesmo, ela é uma personagem forte e gosto muito disso, porque ela suporta uma coisas que a galera no geral não ia suportar não (não vou falar porque acho que seria spoiler). Mas não consigo deixar de pensar que ela é bem otária de ficar correndo atrás do Musashi (foi essa a parte que causou mais dissenções aqui entre nós... todos aqui já leram os livros dele, menos eu hehehe). Ela é incrível, mas o que falta de amor próprio nessa mulher é deprimente num ponto que dá vontade de pegar na mão dela e mandar ela se tratar. Eu não entendo como um ser humano em plena consciência se daria ao trabalho de quase morrer por um cara que, por mais que diga que ama, não demonstra nada disso. Do Joutaro não tenho o que falar, ele verdadeiramente ama a Otsu, não de jeito romântico, mas ele tem imenso carinho por ela de um jeito que o protagonista dessa história aparentemente nunca vai ter (esperemos o segundo volume para ver o que tem a nos dizer). Só não gostei quando ele matou o cachorro, isso foi maldade, mas ele é um mulequinho meio burro às vezes, então... Agora, o Musashi... mano. Tá, assim, gosto muito dele, mas do jeito que você encontra um personagem meio imbecil do qual você não consegue desgostar... Porque eu gosto super dele, ele é um ótimo personagem, mas ele é bem otário também. E egoísta. E mentiroso (não é sempre). E mala. MAS é um cara legal do jeito dele. Mas as coisas que ele faz quando diz respeito à Otsu me deixa virada no jiraya, não faz o sentido nenhum. Mas continuo na torcida para que ele consiga seguir nesse caminho da espada que ele escolheu... eu só queria que a Otsu acordasse pra vida ou sei lá, coitada, muito burrinha, nossa...

Mas enfim, é isso, o livro é muito bom e não é porque os personagens são um bando de bocós que vou desgostar da história, muito pelo contrário, isso até torna a história melhor pra mim. Lê aí, mó bom. (resenha confusa de novo, mas quem ler, perdoa eu, sou universitária com apenas uns três neurônios realmente funcionais, os outros se aposentaram).
Carol 01/04/2021minha estante
Se quiser podemos continuar nossa discussão por aqui kkkkk ;3
O Musashi ama a Otsu............do jeito guerreiro-muito-ocupado-tentando-alcançar-a-iluminação-superior-e-por-isso-não-posso-me-distrair dele...... Mas ama sim... ^ ^


Paty 01/04/2021minha estante
Em casa a gente conversa _


Carol 01/04/2021minha estante
...........Rude.... :3




spoiler visualizar
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Gabi C. 13/01/2011

Musashi, o sociopata
Olha, esse livro não foi bem o que eu esperava. Pela própria sinopse eu tava esperando um livro, no mínimo, épico. Mas ó, não passou nem pertinho do que eu definiria como um romance épico.
Pra começar o Musashi é héroi desde quando? O homem é só mais um sociopata nesse mundo de meu Deus! Não vi motivo pra admirar essa criatura e muito menos torcer por ele.

Apesar do Musashi (eca!), o livro tem uma leitura fluida e simples e com personagens secundários que te fazem chegar ao final. Akemi, Matahachi, Osugi, Jouta-san... são alguns dos personagens que até estão me tentando a pegar o segundo volume apesar da minha evidente ojeriza, nojo, raiva (exageros à parte.. hehe) dedicadas ao Musashi.

Um outro bônus é a própria história do Japão Feudal que me era totalmente desconhecida. O autor apresenta os fatos de um jeito que não cansa e até te prendem à história, já que ele sempre envolve o "povão" nessas elucidações (o que é um diferencial por não mostrar só a nobreza).

Se vale a pena dedicar seu tempo pra ler as pouco mais de 900 páginas desse livro? Bom.. eu não me arrependo de ter lido, mas EU certamente não o definiria como uma leitura indispensável.
Marcos 10/01/2012minha estante
Pra quem gosta de Edward... de fato deve detestar o Musashi... rsss

Meninas que estão acostumadas a ler livros que romantizam excessivamente a figura masculina, querem personagens masculinos idealizados em livros... que são principes perfeitos, que largam tudo pra ficar com o amor.

Mas infelizmente a vida nao é assim e homens idealizados nao existem (desculpe estragar sua fantasia).

Musashi fez a sua escolha e preferiu seguir o seu caminho a sua filosofia de vida, priorizou o aprendizado ao amor.

É só por isso que vc detesta ele Gabi, vc queria que ele largasse tudo pra ficar com a Otsu... queria que ele se comportasse como um protagonista de historinhas romanticas melosas feitas para adolescentes.

Mas Musashi é um livro adulto e realista. Portanto nao me espanta que vc nao tenha gostado.



Gabi C. 10/01/2012minha estante
Hahahaha! Certo, Marcos. Depois tu me manda esse artigo que tu fez, por favor? Não, pq pra tirar tantas conclusões sobre minha pessoa por causa de um livro que eu gostei, vc deve ter feito um estudo muito aprofundado e com um embasamente bem sólido, né? kkkkk Ou será que esse discurso q tu fez é baseado numa opinião geral, q já tá manjada de tanto q as pessoas pregam sem ter ao menos se dado ao trabalho de tecer uma opinião própria? Não é pq eu gosto de romance adolescente que eu vá levar a vida com essa visão cor de rosa q o livro passa. Vc já parou pra pensar q talvez as pessoas gostem de ler simplesmente pra relaxar? Como vc não parece ter muita experiência nesse tipo de leitura, deixa eu te esclarecer q é exatamente a isso q ela se propõe.

Ah, deixa eu te dizer outra coisa: tentar diminuir os outros não vai te fazer mais inteligente, apenas denota arrogância. Isso aqui é uma comunidade de leitores e, como pessoa madura e realista que diz ser, vc deve saber q as pessoas sempre terão opiniões diferentes. Portanto, pra facilitar o convício, é sempre bom respeitar os outros msm q não se goste do que leem e msm se ela não gostou de um personagem favorito seu. Achei melhor te avisar logo pra q tu não passe por essa vergonha novamente. Um abraço!


André Luís 25/05/2012minha estante
Que viagem! Eu adoraria, no mínimo, saber a razão de ser de tamanha ojeriza ao personagem Musashi! Se foi pelo fato dele não se constituir um romântico no modelo europeu-estados unidense, estamos diante do cúmulo da visão limitada! Dizer que Musashi é um sóciopata, atesta completo desconhecimento sobre o modo nipônico de ver o mundo. Dentro daquilo que os japoneses reverenciam ele é sim um sujeito exemplar: auto-controlado (ao ponto de não abrir mão de seu caminho pelos amores de uma mulher), disciplinado (buscando sempre a melhora na sua técnica e na sua espiritualidade), implacável (não tendo menor escrúpulo em matar se o NECESSÁRIO é matar)... Colocar um "eca" ao lado do nome do personagem que retrata todo o ideal de uma cultura milenar é de uma infantilidade torpe que anula qualquer outra coisa que tenha no comentário...


raphael 09/10/2012minha estante
O motivo dela não ter gostado de Musashi está no primeiro comentário dela "a própria história do Japão Feudal que me era totalmente desconhecida". Ela não conhece os modos e costumes dos sujeitos que viveram naquela época, tanto é que chama Musashi de sociopata. De forma alguma isto é um problema, até porque ela pareceu interessada no assunto e, me parece, logo irá entender melhor as motivações do personagem. Yoshikawa apresenta um Musashi duro, austero, um estereótipo da honra nipônica do período, quase um samurai dos sonhos, alguém que desconheça os pormenores culturais irá estranhar, não há dúvida. Recomendo que ela estude a história do Japão, que é fascinante, o que irá proporcionar maior entendimento e prazer na leitura. Mas ler Crepúsculo é sacanagem :p




Charles Lindberg 29/01/2021

Obra-prima absoluta do gênero, e um épico acessível
Bookstagram: @teachernoctowl

Não é à toa que este é um dos meus romances favoritos (e eu nem li até o fim ainda). Tão logo retomei a leitura, me peguei prisioneiro das páginas, lendo até 50 ou 70 por dia (o que é muito pra mim).

A narrativa de Yoshikawa é tremendamente leve e casual; dificilmente haveria um épico dessas proporções que fosse igualmente acessível. A experiência da leitura por si só é empolgante, e, no Livro 4, os temas filosóficos são um pouco reduzidos e a ação escala exponencialmente, com Musashi metido em duelos e situações de morte certa tais que você se pega perguntando "Como diabos isto ainda é só A METADE da história??"

Pretendo concluir a saga no ano que vem. Definitivamente um dos melhores livros que já li. Recomendo pra qualquer um e todos, mesmo que não sejam fãs de histórias de samurai e cultura japonesa. Estas são 900 páginas que recompensam seu tempo investido a cada minuto.

Nota: 5/5 katanas
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Wanderlei 15/04/2009

Acabei lendo esse livro por acaso e pelas suas belas críticas, deixo agora minha avaliação que com certeza é ótimo. Apesar do tamanho pouco animador, quem acaba lendo logo se vê envolvido pela profundidade tanto dos personagens quanto da história e ainda pelas lições que extraímos das situações narradas, muitas vezes até sem notar. A Cultura Japonesa é fabulosamente escrita pelas palavras do autor e para quem gosta de romance é um prato cheio, e mesmo para os que não apreciam tanto tal gênero, o livro trata por recompensar com uma fabulosa aventura no Japão feudal. Em todo o livro os fatos estão todos muito bem interligados, prendendo a atenção do leitor, que não consegue parar de ler. Nunca pensei que pudesse aprender tanto e ainda por cima, conhecer mais sobre os bushi e o Japão Feudal!

"Quem não conheceu a escuridão, jamais reconhecerá a verdadeira Luz."

"Quando não puder mais ser enganado pelos outros homens, terá finalmente compreendido a sabedoria da estratégia."

"Voce esta na origem de todas as suas ações! Todos os seus atos são realizações pessoais! E como pode uma pessoa incapaz de pensar em si ser capaz de fazer algo pelos outros"

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Luhhh ^___^ 15/04/2009minha estante
Eu já ouvi falar muito bem desse livro =]

Eu gosto muito de romance, então acho que vou gostar e a história do Japão já é interessante por si.

Muito bom!!!





"Quem não conheceu a escuridão, jamais reconhecerá a verdadeira Luz."



Pura verdade!





Carla D 01/12/2010

Quase mil páginas, que são tão deliciosas de ler que passam rapidamente, a ponto de eu me lançar imediatamente ao volume 2, também de quase mil páginas. Neste primeiro volume, conhecemos apenas metade da história de vida de Miyamoto Musashi, mas o mais legal é que não é apenas o caminho de Musashi que seguimos, mas os dos vários personagens coadjuvantes, que se cruzam de maneiras intrigantes por toda a cruzada. Joutaro, discípulo de Musashi, na inocência infantil às vezes parece mais sensato que seu mestre. Otsu, descrita sempre como bela e frágil, que devota um amor incondicional ao protagonista, e que, graças a esse amor, se transforma numa guerreira quando necessário. Akemi, uma menina esperta e corajosa, que vemos crescer e passar por maus bocados, fazendo-me sofrer junto com ela. O monge Takuan com sua sabedoria além da nossa compreensão e os atrapalhados vingadores Matahachi e sua mãe Osugi, entre outros. É incrível como é fácil se apegar a esses personagens, mesmo aparecendo esporadicamente, mas com ações muitas vezes decisivas para as supresas que a história frequentemente nos apronta. Impossível ser fã de Musashi e ao mesmo tempo não adorar Joutaro, Otsu e até mesmo Akemi, a jovem que parece ser a rival pelo amor do samurai.

Não vou escrever mais porque preciso correr para o volume 2!

http://bastetazazis.blogspot.com/2010/12/musashi.html
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Ludmila 07/01/2010

Um grande clássico, definitivamente, e leitura obrigatória para qualquer um que queira entender um pouco da cultura Japonesa. O Japão visto pelos olhos dos próprios japoneses, desmistificou muita coisa para mim.

É claro que um leitor ocidental vai ficar perdido em boa parte da narrativa história, por simples falta de conhecimento. E faz falta uma descrição mais detalhada dos rituais e costume cotidianos. Correndo o risco de ser linchada, "Xogum", de James Clavell, se sai melhor nessa parte, pelo simples fato de se tratar do olhar ocidental sobre a cultura do Japão, e por isso perder mais tempo esmiuçando pequenos rituais cotidianos que para eles são desinteressantes (mas isso não justifica a total falta de zelo histórico e cultural de Clavell ao retratar alguns personagens).

É um livro muito rápido de se ler, a linguagem é simples e direta, e a excelente tradução atual de Leiko Gotoda, direto do japonês, inclui diversas notas de rodapé que ajudam a compreender as passagens mais indecifráveis.

Uma história "capa e espada" com reviravoltas inverossímeis, mas bem humorada e repleta de passagens belíssimas de filosofia e zen oriental. Em boa parte do texto, me senti assistindo a um anime, e me peguei até mesmo imaginando a expressão que determinado personagem teria no desenho. Nada surpreendente, se considerarmos que "Musashi" é o grande clássico japonês, que mais influencia sua cultura, e que definitivamente fundou as bases de boa parte dos personagens caricatos dos mangás.

No todo, um livro surpreendente por sua leveza e bom-humor. Não é o melhor livro que já li, mas vale o tempo gasto com as mais de 1800 páginas de seus dois volumes.
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Marcos 09/03/2010minha estante
3 estrelas para um livro tão bom ? Sua média de avaliação é 3,7, significa que ele ficou abaixo da média, embora você tenha elogiado. Achei incoerente sua avaliação.


Marcos 09/03/2010minha estante
3 estrelas para um livro tão bom ? Sua média de avaliação é 3,7, significa que ele ficou abaixo da média, embora você tenha elogiado. Achei incoerente sua avaliação.




Marcelo.Castro 01/05/2020

Clássico japonês
Inegavelmente uma obra clássica da literatura japonesa que lança as bases para tudo que consumimos atualmente em termos de samurais, lutas de espadas e artes marciais, seja em livros, filmes, séries, HQs, etc. Não é uma leitura fácil, não tanto pela compreensão mas certamente pela extensão e ritmo. Momentos mais lentos da narrativa podem desanimar, mas como toda obra de extensão épica é recompensador acompanhar a evolução dos personagens e ver o desenrolar da trama rumo ao seu desfecho.
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