No Mar

No Mar Toine Heijmans




Resenhas - No Mar


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Jeniffer 29/08/2020

Leitura rapida, fluida, com prosa leve e momentos de tensão eletrizantes.
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isab 09/08/2020

repleto de metáforas bem construídas, que comparam os desafios em terra firme aos desafios da vida ao mar, o livro nos guia por uma história que tem ação, reflexão e, como cereja do bolo, um suspense psicológico.
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Ellen - @anotacoesliterarias 22/07/2020

Angustiante
No mar conta a história de Donald que insatisfeito com a sua vida tira um trimestre sabático para realizar o sonho de velejar. Três meses em alto mar, só ele e seus pensamentos.

"Um barco pode zarpar, mas no fim tem que retornar a um porto. O mundo é assim. Os únicos barcos que permanecem no mar são os que naufragaram."

Mas, a última travessia da viagem de volta para casa, que vai da Dinamarca a Holanda ele quer fazer na companhia da sua filha Maria de 7 anos. No início a esposa se opõe, mas depois acaba cedendo, afinal ele só quer fazer um programa de pai e filha e compartilhar com ela sua paixão pelo mar e são só 48 horas, o que pode dá errado?

No início da travessia acompanhamos seus pensamentos e devaneio em relação sua vida profissional e pessoal. E toda insatisfação com sua existência.

Quando chega o momento de encontrar a filha, Donald está animado e cheio de expectativas e a chegada da Maria põe fim a sua solidão e trás alegria. Ele assume o papel de pai capitão e ensina pra filha tudo sobre a vida marítima, diário de bordo, mapas. E, tudo ia bem, até Maria desaparecer numa noite de tempestade.

"Grito por ajuda, ainda que não tenha ninguém para escutar. Grito para ouvir a mim mesmo."

Donald entra em pânico e o leitor também, não tem como não se envolver com a sua busca, a leitura se torna angustiante diante da indecisão do protagonista, de pedir ajuda ou fazer a busca sozinha, as mensagens da esposa chegando e ele sem saber o que responder. Que aflição. Só fui respirar aliviada quando virei a última página do livro.

No mar é um livro curto, que dá pra ler em um dia. Tem uma narrativa que vai das águas tranquilas a ondas turbulentas e um narrador não confiável, durante a leitura questionei algumas das suas atitudes, mas logo em seguida tudo parecia possível. Foi uma leitura angustiante, mas que me trouxe algumas reflexões e que no final não deixa de ser uma metáfora sobre a vida, quem num momento de insatisfação já não quis ir para bem longe ou no meu caso, diante de um problema tem dificuldade de pedir ajuda e acha que pode resolver tudo sozinho.

"cada milha que eu velejava me levava para mais perto do mundo do qual eu fugira."

Edição linda da finada Cosac Naify, os capítulos vão se alternando como se fosse as ondas do mar, alguns de iniciam no fim da página, outros no meio e no topo da página.


Livro 5/10 do projeto #1livroacada7dias
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Lo 30/05/2020

Nada menos que emocionante
Passei o livro inteiro com o coração disparado, sentindo o desespero do personagem, porque não li a sinopse e achei que se tratava de uma história real kkkkkkk
Cheio de surpresas! Vale a leitura!
Patsy 30/05/2020minha estante
Gostei muito quando eu li :)




Sérgio 08/03/2020

Reviravolta Emocionante
O livro inicia com uma narração de um pai que se lança ao mar por um período sabático de alguns meses e, nos últimos dias de sua viagem de volta para casa, é acompanhado por sua filha pequena. A história vai se desenvolvendo com uma análise conjunta das relações homem-mar e pai-filha com um enredo que, de início, se desenvolve em um ritmo lento; e, com o avançar das páginas, se torna mais apressado. A história é envolvente, traz o leitor para dentro da história com uma narração fácil e comovente. O final do livro é recheado de surpresas e que torna a leitura ainda mais recompensadora.
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Georgeton Leal 10/07/2019

Esperava mais
A trama possui um ótimo pano de fundo (paternidade e viagem pelo mar foi uma excelente junção), no entanto, a narrativa parece perder o ritmo em várias partes, o que não é compensado nem mesmo com a leve prosa de Heijman. Ao longo do livro tentei sentir empatia pelo protagonista, mas confesso que não consegui me ater a quase nenhum de seus sentimentos, ainda que os mesmos fossem razoavelmente críveis.
Creio que o autor poderia ter explorado um pouco mais a temática apresentada, uma vez que o texto passa uma visão um tanto rasa do ponto de vista do narrador em primeira pessoa (confesso que esperava mais densidade psicológica da parte de Donald). O final abrupto também deixou a desejar, dando a impressão de que faltou algo no último capítulo. Ainda assim, esse é um bom livro para ser apreciado sem muitas pretensões.
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Thiago.Cestari 23/04/2019

Impressionante. Até a metade estava pensando: se continuar nessa levada, essa leitura não vai passar de uma coisa bem banal. E então acontece o primeiro bum. Você é pego de surpresa. E aí surge outro. E outro mais. Não queria mais soltar o livro até que terminasse. Ele tem um dos fins mais deslumbrantes e poéticos que já vi até agora.
Gustavo.Martins 03/11/2019minha estante
SPOILER !!! Qual foi a sua interpretação do final? Achei simplesmente sem graça e gostaria muito de saber se teve algo mais profundo que nao fui capaz de captar... Teve algo alem dele ser doido imaginando que estava com a filha no barco? Me senti trapasseado pelo autor...


Thiago.Cestari 25/12/2019minha estante
"gostaria muito de saber se teve algo mais profundo que nao fui capaz de captar".

Sim, teve.




Cláudio Dantas 21/07/2018

A frase "Não sei o que pensar, só sentir" se encaixa perfeitamente no meu estado de espírito após terminar a leitura desse livro. Uma história tão simples que me causou muito impacto apenas pela forma com que foi contada. Esse é aquele tipo de livro que te faz formular trocentas teorias sobre o que pode ter acontecido, mas nenhuma delas é totalmente conclusiva.

O cenário por si só, onde a história se passa, já é angustiante: o mar. E o autor ainda consegue torná-lo mais sufocante e assustador. Tudo isso por causa da estrutura narrativa que ele escolheu para escrevê-lo. Só lendo para saber do que estou falando. E que final arrepiante. Literalmente arrepiante. E sinceramente não sei o que pensar...

Uma leitura que na minha cabeça tinha tudo pra ser despretensiosa mexeu comigo de uma forma que eu não esperava. Recomendadíssimo.
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Fred Ribeiro 12/07/2018

Viagem e leitura combinam muito!
Leitura leve e de fácil interpretação, conta a história da viagem de pai e filha, onde seus medos e emoções tomam conta do ser. Só lendo para entender. Final surpreendente! Vale a pena!
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Roberta 02/06/2018

"No mar" de Toine Heijmans é um romance que me envolveu bastante principalmente por causa da forma que é narrado. Consegui ler em 1 dia, mas acredito que isso foi consequência do quanto fui absorvida pelo livro do que pelo pequeno número de páginas. No início da história nos identificamos facilmente com os pensamentos e sentimentos de Donald sobre o trabalho, a família e sua grande paixão (no caso, o mar). Ele é um apaixonado por velejar, em licença sabática decide viajar com a filha de sete anos à bordo do Ishmael (referência ao narrador do Moby Dick), saindo da Dinamarca e chegando à Holanda através do Mar do Norte.
Essa viagem inicialmente significa sua liberdade, deixar o trabalho e ir para um lugar maravilhoso, de felicidade, encantador. "Deixei que minha vida sumisse de vista. Primeiro o escritório. Principalmente o escritório,[...]" A medida que a viagem prossegue, percebemos que o mar se parece um pouco com o mundo real, com suas exigências: diário de bordo está à mão? o celular está com bateria? Donald é um navegador seguro, mas sente que precisa provar que é um bom pai, que pode ter uma viajem maravilhosa com sua filha e realizar esse seu sonho.

No entanto, descobrimos que, na verdade, o mar faz com que ele encontre com suas próprias falhas, fraquezas de caráter, imperfeições de pai e marido, de forma arrebatadora, e faz com que Donald os enfrente para conseguir retornar da viagem.

site: @take.an.unexpected.read
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Compre pela capa 07/01/2018

A SINGULARIDADE DO LIVRO "NO MAR", DE TOINE HEIJMANS
"No Mar" é um livro para se ler em algumas horas, como aconteceu comigo. Ele te impede de respirar antes de terminar a leitura.

Quase que literalmente.

A angústia sentida lendo ao livro é indescritível, mas mesmo assim, merece ser lido, com toda certeza.

ENREDO

A história nos conta sobre um homem na casa dos 40 anos, que se sentindo fracassado na empresa em que trabalha, resolve realizar seu sonho de velejar sozinho.

Ele diz a mulher que recebeu da empresa 3 meses sabáticos, para viajar e recolocar-se no lugar, pois sentia-se desvalorizado, em meio a colegas jovens que recebiam promoções que deveriam ser dele.

Partindo por 3 meses em seu veleiro Ishmael - homenagem ao personagem principal do clássico Moby Dick - nosso protagonista passa por inúmeros lugares diferentes e têm a oportunidade de conhecer muitas pessoas novas, mas prefere a solidão de seu veleiro, no mar.

"Se não fizer como combinado, eles arrastam meu barco para dentro. De volta às pessoas e suas coisas. Um barco pode zarpar, mas no fim tem que retornar a um porto. O mundo é assim. Os únicos barcos que permanecem no mar são os que naufragaram".

O enredo alterna entre presente e passado. No presente, podemos perceber que são as últimas 48 horas dessa viagem, em que a filha de sete anos do protagonista embarca com ele nessa aventura. Só os dois, pai e filha velejando da Dinamarca para a Holanda, onde ambos residem junto com a mãe e esposa, Hagar.

Desejando passar um tempo a sós com Maria, a filha de longas tranças loiras, ótima nadadora e muito inteligente, e sentindo a necessidade de ensiná-la a vida no mar longe das mesmices da terra firme, Donald, nosso protagonista, encontra uma forma para convencer sua mulher Hagar a concordar com essa "loucura", afinal, nunca havia velejado antes...

OPINIÃO

Mas porque então o livro te tira o fôlego e lhe proíbe de abandoná-lo antes de chegar ao fim? Por que no meio da viagem dos dois, a criança desaparece misteriosamente durante a noite.

Donald então, que seguia metodicamente passos para velejar corretamente, se vê numa situação inacreditável e aterrorizante: a perda de sua filha, que provavelmente caiu no mar.

A leitura se torna então, desesperadora, pois nos colocamos no lugar do pai que corre contra o tempo para tentar salvar a vida de sua filha de sete anos. Imaginamos o pior e depois o melhor, nos desesperamos e depois nos tranquilizamos, a leitura parece o balanço de um barco no mar.

Um detalhe interessante é que Donald foi inspirado em Donald Crowhust, um velejador inexperiente que acabou ficando louco depois de passar oito meses sozinhos no mar e morrendo, durante uma competição.

"Quando você não consegue mais raciocinar com clareza, o mar te arrasta com ele".

O que Donald mais queria era que essa viagem o mudasse, como marido, como pai, e como homem. E de um modo totalmente inesperado, isso aconteceu, a viagem o mudou completamente.

site: comprepelacapa.wixsite.com/home
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Sil 14/11/2017

ENTROU PRA LISTA DE MELHORES DE 2017
Olá,
Nessa história temos um homem que ama o mar e ama velejar. Logo no início do livro, você já fica sabendo que ele pegou três meses sabáticos no trabalho, para poder fazer um trajeto no mar com seu veleiro. Sim, ele vai ficar três meses no mar velejando.
Com o desenrolar da narrativa, você descobre que a filha dele embarcou no veleiro no trajeto final da viagem, faltando dois dias para chegar no destino, onde eles irão encontrar com sua esposa. Essa última parte da viagem terá apenas dois dias de duração, e o nosso velejador conta como se preparou para essa etapa, pois estará á bordo com ele, uma criança de 7 anos, e o cuidado e a atenção precisam ser redobrados.
Durante a leitura, você vai receber lições sobre velejar e sobre o mar. Vai ouvir histórias de velejadores. E as histórias são muitas: velejadores que cometem pequenos erros e acabam encarando ondas tão gigantes que engolem o veleiro. Histórias sobre homens que ficam tanto tempo velejando que se esquecem, que ficam desidratados, que acabam não voltando.
Aos poucos você percebe que existe algo errado com esse homem. As coisas que ele faz, não tem tanta coerência com o que ele diz ser o correto a fazer. Você percebe que ele não é confiável. Você percebe que os pensamentos dele são confusos, e para piorar o quadro, algo ruim acontece, mas você não tem exatamente certeza do que é. E de repente, você se pega julgando esse cara o tempo todo, tudo o que ele faz parece estúpido aos seus olhos, e você próprio quer assumir o controle do veleiro para resolver tudo.
A narrativa vai alternando entre as memórias do velejador no passado, e as ações dele no presente. Esse é um livro muito curto, que te deixa em contradição, com medo e com muita raiva. Porém, é um dos melhores livros que li esse ano. A narrativa do autor é bastante fluída, e as histórias inseridas dentro do livro são muito interessantes que te deixam grudado no livro.

Abraços.

site: www.revelandosentimentos.com.br
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Valério 15/09/2017

Diferente
Livro diferente. O título não poderia ser mais explicativo. 98% se passa no mar. Donald é um funcionário desgostoso com seu trabalho que resolve velejar por 3 meses nos mares do norte europeu. Um livro que me deixou bem tenso no meio. E perdido no final, de várias formas. Daqueles livros que terminam no papel, mas continuam na sua cabeça. Você tem que terminar a história..
Como gosto de livros diferentes... Acho que valeu a pena
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