No Mar

No Mar Toine Heijmans




Resenhas - No Mar


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Lo 30/05/2020

Nada menos que emocionante
Passei o livro inteiro com o coração disparado, sentindo o desespero do personagem, porque não li a sinopse e achei que se tratava de uma história real kkkkkkk
Cheio de surpresas! Vale a leitura!
Patsy 30/05/2020minha estante
Gostei muito quando eu li :)




04/12/2016

Adorei o livro No Mar.
Comecei a ler e me parecia mais um livro de aventura.
Conforme o narrador foi descrevendo a sua vida a gente começa a ficar em dúvida se ele está buscando aventura ou se é simplesmente uma fuga de tudo.
"Nas primeiras horas no mar a gente pensa no outro lado , mas quando o outro lado está à vista, você já não quer mais chegar lá".
Acho que considerar No Mar como um livro de aventura é a mesma coisa que entender Crime e Castigo como um simples livro policial.
O que me pegou nesse livro foi a forma sensível e poética com que ele mostra a premente necessidade de todo homem de se valorizar como marido e como pai. A gente navega primeiramente por águas tranquilas, depois vem as tormentas internas e externas.
Interessante a diagramação da Cosac. Os textos começam em diferentes alturas em cada página dando um sentido de ondas ou marés. Bem legal.
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Caio Lima (Rede de Intrigas) 16/09/2016

Toine Heijmans – No Mar
Uma das questões que eu mais destaco aqui (e que não permeiam o mundo literário) é a nossa tão querida rotina. Claro que a manifestação de algumas rotinas faz muito bem, principalmente quando aliado a isso está o hábito da leitura. Algumas são excelentes para o desenvolvimento e boa manutenção tanto do corpo quanto da alma. Mas a rotina a qual me refiro é aquele conjunto de ações que são indiferentes por serem completamente inúteis ou aquelas ações que praticamos por livre e espontânea pressão, nos sendo extremamente desagradáveis, e que o tempo faz o favor de transformar em algo corriqueiro.

Um dos grandes males do século é que para sobreviver necessitamos cada vez mais de cair na rotina e isso nos apaga. Ronald é um cara apagado pela rotina. Aos quarenta anos, é um funcionário de carreira exemplar, tem uma bela esposa e uma linda filha. Existe a insatisfação por ver funcionários mais novos conseguirem promoções, mesmo quando não se dedicam tanto quanto ele e sendo bem mais jovens e inexperientes. Assim ele se desgarra do trabalho, passa mais tempo em casa cuidando da filha e se dedicando à tarefa nada fácil de ser um bom pai. Mas mesmo assim nada adianta, sua decisão tardia abriu espaço para que a rotina o apagasse e criasse uma mente sempre insatisfeita, mas conformada.

“Se não fizer como combinado, eles arrastam meu barco para dentro. De volta às pessoas e suas coisas. Um barco pode zarpar, mas no fim tem que retornar a um porto. O mundo é assim. Os únicos barcos que permanecem no mar são os que naufragaram.”

Ao receber uma licença de três meses da empresa, Ronald opta por realizar um de seus maiores sonhos: velejar, sozinho, por toda Europa enquanto sua licença durasse. É uma tentativa de se reencontrar, pois os sonhos e desejos continuam ali apesar da rotina nos engolir. Sua esposa vê como uma última tentativa de resgate.

Nesse processo de resgate interior, Ronald percebe que seu mundo gira em torno da família. Seu objetivo é cumprir sua viagem e reencontrar sua esposa e filha. Ele as queria junto dele. Ele queria levar sua filha e ensina-la a velejar, ensina-la os segredos do mar.

É aí que, para mim, o livro se monta. A questão de redescobrir sua identidade, esquecer os problemas por três meses e estar sozinho, completamente livre, navegando meio que transformaram todas as suas ausências numa prisão, junto à exaustão física e mental causadas naturalmente por uma viagem dessas. Ele se obriga a novas rotinas, fazendo registros e observações das condições do mar e da embarcação de hora em hora e outras múltiplas tarefas que o prendam. Isso faz com que ele acredite que esse “caos controlado” é a volta de sua vitalidade. Mas basta um erro causado por um cochilo não programado para que ele, já completamente instável, veja sua rotina quebrada e há o extremo de sua insanidade.

Ronald é um retrato de como nossos hábitos e ações levam a uma rotina doentia e não consegue se emancipar disso de jeito maneira. Qualquer fato que atenue seus desejos de se libertar dessa vida cíclica, acaba desestabilizando-o brutalmente. Mesmo quando a própria psique o sabota e seu corpo o obriga, a quebra da rotina se torna uma transgressão mortal, suplantando preocupações primárias como sua saúde ou satisfação. Ronald é um escravo do próprio modo de vida que escolheu. É triste ler sobre alguém com quarenta anos sendo subjugado dessa forma. Eu tenho pena dos Ronalds que conheço. Eu tento não me tornar um Ronald.

site: rededeintrigas.wordpress.com
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jota 07/05/2017

O pai da pequena sereia...
No Mar começa bem, como um livro de aventuras: há várias menções a Moby Dick, de Herman Melville e o próprio barco do navegador se chama Ishmael. Toine Heijmans, autor holandês, também faz referências à história de Ariel, a pequena sereia, um conhecido conto do dinamarquês H. C. Andersen. O livro parece conter dados autobiográficos romanceados (conforme li no Estadão) e também se reporta a uma história real (o desaparecimento de um navegador britânico chamado Donald). Aventura, suspense ou fantasia, no entanto, não vão ser exatamente a tônica deste romance.

Donald, o navegador, sua filha de sete anos, Maria, e a esposa Hagar (esta sempre em terra firme, com os pés no chão) na verdade são os personagens de uma narrativa sobre paternidade e tudo mais que este conceito pode envolver. Então, a partir de certo momento (próximo da metade do livro, penso), o que parecia uma aventura no mar e suas alegrias - e vários perigos também - , cede lugar a uma história desenvolvida basicamente num plano psicológico, reforçado quando a menina desaparece no barco. Desaparece mesmo?

A parti daí e igualmente por conta da sinopse, que contém spoilers (quarentão em crise pessoal; narrador nada confiável), você mais ou menos imagina ou consegue adivinhar o que pode ou vai suceder de fato nas páginas seguintes, até o final. No Mar então perde um tanto do interesse do leitor que, confesso, em pouquíssimos momentos foi grande no meu caso. A vantagem é que este é um livro curto, mas que pode chamar mais nossa atenção por seu projeto gráfico (afinal é um livro da finada Cosac Naify) do que propriamente pela narrativa que traz.

Holandês por holandês, melhor ler O Jantar, de Herman Koch, que também trata de pais e filhos.

Lido entre 28/04 e 03/05/2017.
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Ellen - @anotacoesliterarias 22/07/2020

Angustiante
No mar conta a história de Donald que insatisfeito com a sua vida tira um trimestre sabático para realizar o sonho de velejar. Três meses em alto mar, só ele e seus pensamentos.

"Um barco pode zarpar, mas no fim tem que retornar a um porto. O mundo é assim. Os únicos barcos que permanecem no mar são os que naufragaram."

Mas, a última travessia da viagem de volta para casa, que vai da Dinamarca a Holanda ele quer fazer na companhia da sua filha Maria de 7 anos. No início a esposa se opõe, mas depois acaba cedendo, afinal ele só quer fazer um programa de pai e filha e compartilhar com ela sua paixão pelo mar e são só 48 horas, o que pode dá errado?

No início da travessia acompanhamos seus pensamentos e devaneio em relação sua vida profissional e pessoal. E toda insatisfação com sua existência.

Quando chega o momento de encontrar a filha, Donald está animado e cheio de expectativas e a chegada da Maria põe fim a sua solidão e trás alegria. Ele assume o papel de pai capitão e ensina pra filha tudo sobre a vida marítima, diário de bordo, mapas. E, tudo ia bem, até Maria desaparecer numa noite de tempestade.

"Grito por ajuda, ainda que não tenha ninguém para escutar. Grito para ouvir a mim mesmo."

Donald entra em pânico e o leitor também, não tem como não se envolver com a sua busca, a leitura se torna angustiante diante da indecisão do protagonista, de pedir ajuda ou fazer a busca sozinha, as mensagens da esposa chegando e ele sem saber o que responder. Que aflição. Só fui respirar aliviada quando virei a última página do livro.

No mar é um livro curto, que dá pra ler em um dia. Tem uma narrativa que vai das águas tranquilas a ondas turbulentas e um narrador não confiável, durante a leitura questionei algumas das suas atitudes, mas logo em seguida tudo parecia possível. Foi uma leitura angustiante, mas que me trouxe algumas reflexões e que no final não deixa de ser uma metáfora sobre a vida, quem num momento de insatisfação já não quis ir para bem longe ou no meu caso, diante de um problema tem dificuldade de pedir ajuda e acha que pode resolver tudo sozinho.

"cada milha que eu velejava me levava para mais perto do mundo do qual eu fugira."

Edição linda da finada Cosac Naify, os capítulos vão se alternando como se fosse as ondas do mar, alguns de iniciam no fim da página, outros no meio e no topo da página.


Livro 5/10 do projeto #1livroacada7dias
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Na Calzado 18/11/2015

Um narrador nada confiável leva o leitor em uma viagem introspectiva e cheia de imprevistos.
Aos poucos vamos conhecendo melhor Donald e muito da sua história e personalidade é falado nas entrelinhas.
A história é narrada como se fosse pensamentos aleatórios do Donald. Ele reflete sobre as experiências dele com o veleiro, sobre a relação com a família, sobre expectativas em geral e sobre o por que ele resolveu fazer essa viagem.
Esse fluxo inconstante ajuda a levar o leitor para dentro do veleiro junto com Donald. Durante a leitura é como se a gente sentisse também o movimento das ondas e as instabilidades do tempo em alto mar.

Apesar de ser curtinho esse livro é muito intenso. O personagem é muito bem construido e aos poucos vamos entendo onde a história vai acabar.

Gostei bastante e recomendo a leitura!

(Caso você queira ler mais a respeito, confira a resenha completa no blog)


site: https://literateca.wordpress.com/2015/11/18/sente-a-maresia-no-mar-toine-heijmans/#comments
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Cláudio Dantas 21/07/2018

A frase "Não sei o que pensar, só sentir" se encaixa perfeitamente no meu estado de espírito após terminar a leitura desse livro. Uma história tão simples que me causou muito impacto apenas pela forma com que foi contada. Esse é aquele tipo de livro que te faz formular trocentas teorias sobre o que pode ter acontecido, mas nenhuma delas é totalmente conclusiva.

O cenário por si só, onde a história se passa, já é angustiante: o mar. E o autor ainda consegue torná-lo mais sufocante e assustador. Tudo isso por causa da estrutura narrativa que ele escolheu para escrevê-lo. Só lendo para saber do que estou falando. E que final arrepiante. Literalmente arrepiante. E sinceramente não sei o que pensar...

Uma leitura que na minha cabeça tinha tudo pra ser despretensiosa mexeu comigo de uma forma que eu não esperava. Recomendadíssimo.
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spoiler visualizar
Gleidson 14/10/2016minha estante
Vc descreveu exatamente o que eu senti quando li.


Dani.Peghim 14/10/2016minha estante
Olá Gleidson! Que ótimo, pois após terminar fiquei meio sem entender direito o que havia sentido, bom saber que não fui a única que senti isso! =)




isabela 09/08/2020

repleto de metáforas bem construídas, que comparam os desafios em terra firme aos desafios da vida ao mar, o livro nos guia por uma história que tem ação, reflexão e, como cereja do bolo, um suspense psicológico.
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ElisaCazorla 09/12/2016

Balanço do mar em cada página
Por que comprei este livro? Porque parecia interessante, autor desconhecido, boas críticas e editora prestes a fechar as portas. Não podia esperar muito. Não queria arriscar um possível esgotamento da edição. As chances de outra editora manter um autor desconhecido no mercado são mínimas. Comprei e li logo depois para saber se fiz uma boa compra. Fiz!
O que mais me chamou a atenção é a maneira como as páginas do livro tentam 'imitar' o balanço do mar. Em cada página o parágrafo se inicia num lugar diferente. Ora alto, quase no limite da folha; ora bem baixo, quase no rodapé, em outros momentos simula uma calmaria e os parágrafos começam no meio da folha por algumas páginas. Lemos e sentimos o balanço do mar junto com o protagonista-narrador.
Um livro simples mas intenso ao mesmo tempo. Acho que deveria ter mais umas 200 páginas. Saio do livro querendo um pouco mais. E depois?? E agora?
Diferente do que geralmente leio. Ambiente diferente. Narrador diferente. Seguimos com o protagonista como se estivéssemos dentro de sua mente. Como se fôssemos os seus pensamentos.
O mistério sobre o sumiço da filha não é o mais importante (para mim, pelo menos não foi) pois durante a leitura o narrador dá pistas sobre o que pode estar acontecendo. O melhor do livro é a leveza e a intensidade da narrativa. Foi uma ótima leitura!
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Thiago.Cestari 23/04/2019

Impressionante. Até a metade estava pensando: se continuar nessa levada, essa leitura não vai passar de uma coisa bem banal. E então acontece o primeiro bum. Você é pego de surpresa. E aí surge outro. E outro mais. Não queria mais soltar o livro até que terminasse. Ele tem um dos fins mais deslumbrantes e poéticos que já vi até agora.
Gustavo.Martins 03/11/2019minha estante
SPOILER !!! Qual foi a sua interpretação do final? Achei simplesmente sem graça e gostaria muito de saber se teve algo mais profundo que nao fui capaz de captar... Teve algo alem dele ser doido imaginando que estava com a filha no barco? Me senti trapasseado pelo autor...


Thiago.Cestari 25/12/2019minha estante
"gostaria muito de saber se teve algo mais profundo que nao fui capaz de captar".

Sim, teve.




Compre pela capa 07/01/2018

A SINGULARIDADE DO LIVRO "NO MAR", DE TOINE HEIJMANS
"No Mar" é um livro para se ler em algumas horas, como aconteceu comigo. Ele te impede de respirar antes de terminar a leitura.

Quase que literalmente.

A angústia sentida lendo ao livro é indescritível, mas mesmo assim, merece ser lido, com toda certeza.

ENREDO

A história nos conta sobre um homem na casa dos 40 anos, que se sentindo fracassado na empresa em que trabalha, resolve realizar seu sonho de velejar sozinho.

Ele diz a mulher que recebeu da empresa 3 meses sabáticos, para viajar e recolocar-se no lugar, pois sentia-se desvalorizado, em meio a colegas jovens que recebiam promoções que deveriam ser dele.

Partindo por 3 meses em seu veleiro Ishmael - homenagem ao personagem principal do clássico Moby Dick - nosso protagonista passa por inúmeros lugares diferentes e têm a oportunidade de conhecer muitas pessoas novas, mas prefere a solidão de seu veleiro, no mar.

"Se não fizer como combinado, eles arrastam meu barco para dentro. De volta às pessoas e suas coisas. Um barco pode zarpar, mas no fim tem que retornar a um porto. O mundo é assim. Os únicos barcos que permanecem no mar são os que naufragaram".

O enredo alterna entre presente e passado. No presente, podemos perceber que são as últimas 48 horas dessa viagem, em que a filha de sete anos do protagonista embarca com ele nessa aventura. Só os dois, pai e filha velejando da Dinamarca para a Holanda, onde ambos residem junto com a mãe e esposa, Hagar.

Desejando passar um tempo a sós com Maria, a filha de longas tranças loiras, ótima nadadora e muito inteligente, e sentindo a necessidade de ensiná-la a vida no mar longe das mesmices da terra firme, Donald, nosso protagonista, encontra uma forma para convencer sua mulher Hagar a concordar com essa "loucura", afinal, nunca havia velejado antes...

OPINIÃO

Mas porque então o livro te tira o fôlego e lhe proíbe de abandoná-lo antes de chegar ao fim? Por que no meio da viagem dos dois, a criança desaparece misteriosamente durante a noite.

Donald então, que seguia metodicamente passos para velejar corretamente, se vê numa situação inacreditável e aterrorizante: a perda de sua filha, que provavelmente caiu no mar.

A leitura se torna então, desesperadora, pois nos colocamos no lugar do pai que corre contra o tempo para tentar salvar a vida de sua filha de sete anos. Imaginamos o pior e depois o melhor, nos desesperamos e depois nos tranquilizamos, a leitura parece o balanço de um barco no mar.

Um detalhe interessante é que Donald foi inspirado em Donald Crowhust, um velejador inexperiente que acabou ficando louco depois de passar oito meses sozinhos no mar e morrendo, durante uma competição.

"Quando você não consegue mais raciocinar com clareza, o mar te arrasta com ele".

O que Donald mais queria era que essa viagem o mudasse, como marido, como pai, e como homem. E de um modo totalmente inesperado, isso aconteceu, a viagem o mudou completamente.

site: comprepelacapa.wixsite.com/home
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Jeniffer 29/08/2020

Leitura rapida, fluida, com prosa leve e momentos de tensão eletrizantes.
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Hildeberto 31/12/2016

Último livro de 2016!!!

"No Mar", de Toine Heijmans conta em primeira pessoa a história de Donald em primeira. Holandês de meia idade, casado e pai de uma filha de sete anos (Maria), decide tirar três meses sabáticos para navegar sozinho pelo Atlântico e o Mar do Norte. No último percurso de sua jornada, encontra-se com sua filha para com ela navegar de volta a Holanda.

O pano de fundo é esta viagem solitária pelo mar. Mas, para mim, trata-se também de uma narrativa sobre confusão psicológica, alguém tentando se encontrar, uma pessoa que se sente por várias vezes abalado pelo quotidiano, pela vida. Alguém que tenta desesperadamente se reencontrar após ter se perdido na rotina do trabalho e nos desafios da paternidade.

Mas o problema em tentar se encontrar é que no caminho nós podemos nos perder. E é disso que também trata o livro: o que nós faz querer voltar e enfrentar os desafios do dia a dia. Se não fosse isso, algo ou alguém, será que voltaríamos ao lar ou apenas iríamos em frente, sem fim determinado?

Enfim, trata-se de um livro introspectivo, psicológico. Uma reflexão pertinente a todos.

Sobre a edição, devo destacar o cuidado da Cosac Naify (toda vez que menciono essa editora, fico triste ao lembrar da sua falência) em editar cada capítulo com alturas diferentes. Alguns possuem mais linhas, outros menos, dando o efeito do vai-e-vem das ondas do mar.
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PuddingPop 19/02/2017

Agonia
“Quero mostrar a ela que existe um outro mundo, com outras regras. Quero ensinar a ela como é viver no mar. ”
É muito difícil falar sobre este livro sem soltar spoilers, pois é um livro curto, mas muito intenso, sendo que o mote da obra, sua essência, é o que descobrimos no final.
Mas vamos lá. Primeiro temos que ter em mente que a relação do homem com o mar e a navegação é muito diferente em relação aos povos nórdicos e dos países baixos do que no restante do mundo, no caso, o autor da obra é holandês e o seu personagem também é holandês, a Holanda foi uma potencia marítima na época das grandes navegações, juntamente com Portugal e Espanha.
Tenho comigo que o personagem principal da obra é um anti-herói. Muitos irão discordar, mas na minha concepção ele é um anti-herói na essência, precisa de muita coragem para fazer o que ele fez...
Ele quer se livrar da angústia que o trabalho lhe traz, então ele se lança ao mar numa empreitada de três meses pelo Mar do Norte, o perigoso e traiçoeiro Mar do Norte. Ele é casado e tem uma filha. Ele quer ensinar a filha tudo que sabe sobre navegação e o mar. Ele pretende levar a filha junto na última perna do trajeto. Ele tem um sonho, mas a angústia continua perseguindo ele no mar...
É um livro angustiante, você termina de ler e perde o norte, você fica mareado, você fica com uma dor no coração procurando um porto seguro...
Mas não deixe de ler, embarque nessa emoção, se jogue nesse mar, enfrente essas ondas, siga as luzes do seu farol, alguém pode estar a sua espera no ancoradouro...
“A escolha foi minha. Eu queria aventura. Quando lemos aventuras, são histórias de heróis. O homem contra a água. O homem contra a montanha. O homem contra o mundo selvagem, contra a natureza. Mas agora que eu vim parar numa aventura, ela não tem nada de romântica. Faz um frio de rachar. ”


site: https://www.instagram.com/puddingpop69/
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