REDENÇÃO

REDENÇÃO M. A.Costa




Resenhas - REDENÇÃO


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ysa @canalheyysa 17/07/2015

E houve a Guerra. Depois, a paz.
A história do conto se passa antes, cronologicamente, da história do livro principal, Redenção.

"E houve a Guerra.

E houve sangue.

E houve morte.

Depois, a paz."

Nesse livro, que terá duas partes, o autor nos conta como o mundo chegou a ter a paz que nós conhecemos no livro um Legionella. A forma como isso é contado ao leitor foi o que fez desse conto o meu novo bebê: estamos assistindo a uma aula de Política Internacional com o professor Angelo Costaverde na Universidade de Harvard, em Princeton. O ano é 2523 e o assunto da aula é como a humanidade chegou a ter a paz que eles conhecem.

Desconstruindo tudo que poderíamos pensar, Costaverde nos fala que essa paz foi conquistada por meio de um homem que teve a coragem e audácia de dar um basta na maldade. Seu nome? Aamir Singh. Nas páginas que se seguem, lemos um relato detalhado de como Aamir Singh unificou todos os países com sua Guerra Cibernética, campanha essa que tirou em menos de um mês todos os sistemas governamentais das mãos dos poderosos.
Logo mais a frente podemos ver o relato de Heydar, um jovem garoto de 12 anos que conseguiu registrar sua fuga e a de sua família durante a Guerra Cibernética e a tomada de poder por parte de Aamir Singh. É esse relato que deixa o leitor um pouco confuso.

Por meio das palavras de Heydar, vemos como Aamir matou centenas de pessoas por meio de seus soldados-robôs RD-1s, em nome da paz. Ver o relato desesperado do garoto, que teve que se tornar o homem da família para sua mãe e seus dois irmãos, deixa o leitor no dilema de : quem é o certo da história?

"Eles, os invasores, divulgam na TV que são um "Exercito da Paz". Que vieram nos libertar de ditadores. Mas nosso governo não nos tratava mal. Nada faltava e vivíamos em paz até eles chegarem. Só vi morte nas mãos deles."

No final do conto podemos ler uma mensagem que Aamir emitiu durante uma coletiva de imprensa. Segundo ele, por respeitar a vida mais que qualquer outra coisa, tomou a atitude de interromper golpes militaristas da cúpula governista do Irã e que logo estaria devolvendo ao mundo o controle das coisas.

A frase que marcar o fim do conto nos deixa com uma ansiedade enorme pela sua continuação:

"Cada um é responsável, dentro de suas possibilidades,em fazer o bem nesta vida. Eu farei a minha parte." - Singh

site: heyysa.wordpress.com
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SAMUEL 17/07/2015

A ideia é boa
Cheguei a esta obra após ler em um site de notícias o autor ser anunciado como o "Asimov brasileiro". Confesso que isso foi o suficiente para ficar com um pé atrás; primeiro, porque acho esse tipo de comparação desnecessária, e na maioria das vezes, pretensiosa; segundo, acho Isaac Asimov um grande autor, e gosto de suas temáticas, por isso quis conferir, por mim mesmo, o que haveria levado o autor a obter a alcunha de "Asimov Brasileiro".

Redenção é um conto com uma temática futurista deveras interessante que, apesar de não ser 100% original, é pertinente e instigante, algo que ainda rende e vai continuar a render boas histórias; contudo, o autor derrapa em sua execução. Temos, aqui, duas narrações no texto, a primeira pelo Dr. Ângelo Costaverde, um brasileiro que leciona na Universidade de Harvard. A segunda narração vem das gravações feitas por um menino de 12 anos, Heydar, enquanto fugia com sua família de um ataque bélico invencível. Aí, encontramos vários problemas. Quanto à narração do professor, a linguagem é, na medida do possível, apropriada, ainda que o uso excessivo de travessões para marcar a continuidade da fala seja incômoda. Contudo, quando entramos na narração de Heydar, começam os tropeços; a linguagem não é a correspondente a um garoto de 12 anos, principalmente se levarmos em consideração que se trata da transcrição de gravações feitas por ele enquanto fugia, em uma situação de guerra; em muitos momentos Heydar se expressa como quem escreve um romance, e não como um menino desesperado que está em uma situação de perigo extremo.

O enredo também tem alguns furos, como o garoto conseguir gravar suas memórias mesmo depois de preso. Se não podemos considerar um furo, é ao menos algo que não foi muito bem explicado; assim como um empresário conseguir contruir um exercito de milhares de robôs soldados, ao mesmo tempo em que somos informados que o inimigo monitora todas as forças bélicas por um sofisticado sistema de vigilância por satélites.

Como se trata de uma publicação independente, entendo que a revisão não seja um primor, mas a falta do uso de vírgulas é algo que incomoda bastante, além da mistura de tempos verbais em alguns trechos, até mesmo no mesmo parágrafo.

Ao final da leitura, ficou uma sensação de uma história com grande potencial, que infelizmente não foi explorado da melhor forma.
M.A.Costa 17/07/2015minha estante
Prezado Samuel
obrigado pela sua análise elegante. Críticas construtivas como a sua são sempre bem vindas pois espero conseguir me aperfeiçoar continuamente. Aproveito para convidá-lo a conhecer o outro conto que da mesma saga. Chama-se: 'Metrovinos: A Origem':

http://www.amazon.com.br/Redenção-Metrovinos-Origem-M-A-Costa-ebook/dp/B00XTGGRKY/ref=pd_cp_351_0

Grande abraço
o autor


SAMUEL 18/07/2015minha estante
Obrigado, M.A Costa
Vou conferir o outro conto.
Abraço




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