O Vilarejo

O Vilarejo Raphael Montes




Resenhas - O Vilarejo


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Mycaela 06/02/2020

Raphael Montes não decepciona
"O Vilarejo" contém sete contos, cada qual com sua história diretamente relacionada a um dos sete pecados capitais (Luxúria, gula, ganância, preguiça, ira, inveja e soberba), que por sua vez são ligados cada a um demônio que desperta o pecado já existente dentro de cada personagem. Todos ambientados no mesmo pequeno vilarejo, alguns em diferentes épocas e alguns na mesma, de forma que em algum momento cada história se cruza, seja com uma simples menção de personagem ou em um acontecimento que acaba tendo grande importância em mais de uma história.


Raphael Montes, já prende o leitor de cara com uma narrativa moldurada, criando no prefácio e posfácio uma história misteriosa, dizendo não ser o autor mas apenas o tradutor e narrando como os contos chegaram até ele. 


A escrita é impecável, e como já era de se esperar, o suspense e a tensão macabra por trás de cada trágica história prende o leitor do início ao seu inesperado e surpreendente fim. E a pitada fantasiosa por trás do conjunto deixa para o leitor uma abertura para inúmeras interpretações e comparações com a realidade.


Uma coisa que me incomodou um pouco foi a ordem em que os contos foram organizados. Uma vez não estão postos em ordem cronológica, fazendo com que haja contos onde vemos uma personagem já idosa, e logo em seguida vemos outro com a mesma ainda jovem. No entanto Raphael usa essa "desordem" para dar mais credibilidade à narrativa moldurada, justificando no prefácio que como tradutor tomou a liberdade de ordenar as histórias como lhe pareceu ideal, de forma que não precisam ser necessariamente lidas na ordem.


No fim, depois de muita indecisão concluí que "Leviathan: As irmãs Vália, Velma e Vonda"  é meu conto favorito, pela forma como ele se conecta com uma harmonia quase perfeita com prefácio e posfácio, fazendo a fantasiosa história em segundo plano parecer realista.

"Vonda sorri satisfeita sempre que ouve alguém no vilarejo comentar a carta (...). A cada instante tem mais certeza do que o texto diz: realmente, ela é uma excelente escritora."
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Victtor.Martinez 04/03/2020

Um verdadeiro banho de sangue
Como é de costume nos livros de Raphael Montes, O Vilarejo choca o leitor ao apresentar contos interligados e verídicos. Bom, isso é que o autor diz!

Ocorre que no prefácio do livro, Montes explica que os cadernos ilustrados de uma senhora chegaram a ele de modo inusitado. Acontece que um dos donos do sebo Baratos da Ribeiro, no Rio de Janeiro, comprou a coleção de livros de Elfrida Pimminstoffer, falecida aos 102 anos.

Em meio aos clássicos e as enciclopédias, encontrava-se cadernos antigos escritos à mão, em uma língua estrangeira e com ilustrações. Ao entrar em contato com Ana, neta de Elfrida, o dono do sebo escutou “não quero os cadernos de volta” e ameaçou queimar os livros caso ele devolvesse.

Com isso, Maurício encontrou a desculpa perfeita para entrar em contato com o amigo, Raphael Montes, perguntando se ele tinha interesse em analisar os escritos e claro, o autor aceitou. Ao buscar a origem, o autor percebeu que a narrativa era escrita em sumério e dividida em sete contos.

Verdadeira ou não, a história aí em cima instiga a curiosidade do leitor, que lê os contos em busca de compreender se o que é contado ali realmente aconteceu, ou se faz parte da imaginação de uma senhora senil. O fato aqui é que Montes assina o livro como “tradutor”, não como autor, enriquecendo ainda mais o relato sobre o surgimento do livro.

Os contos

Ainda que se passe em um vilarejo, o livro não é claustrofóbico. Apesar de curtos, os contos fazem com que o leitor caminhe pelas casas do local, conhecendo a intimidade das famílias.

Cada conto é responsável por invocar um pecado capital nos seres humanos, sendo assim, os sete reinos do inferno estão presentes: Asmodeus (luxúria), Belzebu (gula), Mammon (ganância), Belphegor (preguiça), Satã (ira), Leviathan (inveja) e Lúcifer (soberba).

Ilustrações

A arte do livro fica por conta do ilustrador Marcelo Damm. A perfeição do trabalho dele da vida aos contos, tornando a experiência do leitor com o enredo muito mais rica. Os traços sombrios e os monstros que ele retrata impressionam muito mais que os textos.

Curto e impactante

Com menos de 100 páginas, o Vilarejo usa como artifício o sobrenatural, justificando a barbárie da história com demônios. Ainda assim, o que o livro deixa claro é a maldade que habita o próprio ser humano, expondo o pecado e as trevas que já estão lá.

site: https://www.instagram.com/vcdisselivros.oficial/?hl=pt-br


Adriana.Santos 24/03/2020

Eu não sei o que dizer, só sei sentir!
Que livro pesado meus caros. Eu sabia que era terror, mas não sabia que iria me deixar tão assustada com as diversas situações da narrativa.

Só leiam!


Gabinas 02/04/2020

Assustador
Primeiro livro do autor que leio e adorei o viés de terror e psicológico. Leitura leve e fluída que te prende do início ao fim.


@books_beatriz 29/03/2020

Bom demais.
Tive pesadelos com esses contos. Taí um autor que se compara a Stephen King. Assustador. Menos o último pecado,ficou vago.
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guicepeda 25/08/2015

O livro certo, no formato errado.
O novo livro de Raphael Montes surpreende na ousadia e no roteiro assustador, mas peca no desenvolvimento da narrativa que poderia ter sido melhor explorada no formato de “romance”, assim como o autor fez em “Dias Perfeitos”.

O prefácio do novo livro de Raphael Montes me fez passa-lo para o topo da lista de leituras, e assim como André Vianco disse na contra capa, é um livro para ler numa sentada só.

Logo nas primeiras páginas do livro, Montes nos leva para uma aventura que conta como ele teve acesso às histórias que foram mostradas no livro, desde o primeiro contato com o manuscrito, o processo de tradução, a identificação da fonte e a transformação de um caderno antigo, em um projeto ilustrado chamado “O vilarejo”.

Como diz o título, o livro é dividido em 7 contos que se passam no vilarejo, e vão se entrelaçando aos poucos, de maneira inusitada, até chegar ao grand finale que é surpreendente. O livro tem cerca de 90 páginas (contando com as ilustrações), e confesso que não consegui me identificar/ficar imerso em metade dos contos, ou seja, das 7 histórias, apenas 3 me agradaram. Não que “O Vilarejo” seja um livro ruim, mas estava esperando outra coisa e por pouco, acabou não superando minhas expectativas.

Os contos de terror/suspense são bem construídos, mas acredito que se o autor tivesse transformado os 7 contos em uma história de terror com uma pegada mais cinematográfica, o livro ficaria mais fluido e colocaria o leitor no meio do vilarejo.

O projeto é audacioso, quebra os padrões do que as editoras vem publicando por ai, principalmente por trazer um texto que foi criado a partir da tradução de uma série de contos antigos, escritos em cimério (uma linha antiga pertencente ao ramo botno-úgrico).

Recomendo o livro para os fãs de terror, e também para aqueles que buscam histórias assustadoras, no melhor estilo dos irmãos Grimm.

Confira a resenha completa no Burn Book.

site: http://www.burnbook.com.br/resenha-o-vilarejo-de-raphael-montes/
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David 27/03/2020

O livro digital está disponível gratuitamente na quarentena
Leitura fluida e prazerosa para quem curte terror e mistério. São contos que se passam num mesmo vilarejo e se interligam de maneira bem interessante e surpreendente. Os contos podem ser lidos em ordem aleatória, mas recomendo deixar o último por último.
Boa leitura!
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vi 29/03/2020

Assombroso
A narrativa nos apresenta uma história terrível e assustadora, e ao mesma tempo extramamente cativante; que não nós deixa largar do começo ao fim.
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Cássia 27/03/2020

São sete contos que se relacionam com os sete pecados capitais. A partir daí acompanhamos sete histórias em um vilarejo isolado, devastado pela fome e pelo frio, que pouco a pouco os moradores vai sendo dizimados.
O prefácio dá uma ideia geral do que esperar do livro. Raramente sinto medo em livros de terror, porém algumas cenas me causam angústia, esse livro foi um deles. Muitas mortes, muito sangue. Mas medo não. Lido em uma noite. Nota 3.
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Rafaela 28/03/2020

Perfeito, um livro curto mas muito bem escrito
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:C i n t h i a: 03/04/2020

Muito bom.
Um terrorzinho gostoso de ler.
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LisboaPB 28/03/2020

Uau. Deu calafrios no final kkk. É ilustrado e rápido de ler. Vale a pena.
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@resenhandodark 07/02/2020

@resenhandodark
O livro ele é curto, 109 páginas, além disso à escrita do autor é super leve então você devora; Porém eu indico para quem tem estômago forte, pois à história pode trazer algumas cenas pesadas.

Sinopse: “Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome.”

O livro gira em torno dos sete pecados( ganância, inveja, luxúria, gula, soberba, ira e preguiça), com 7 histórias curtas que se interligam, podendo ser lido ou não na ordem.Ele escreve de forma incrivelmente viciante, e sempre nos apresentando um lado mais selvagem dos humanos, para ter aquilo que deseja.

Além disso, o livro possui uma ilustração a cada capítulo, deixando uma experiência mais sinistra durante a leitura, se você é um amante de terror que ama bastante sangue e crueldade, este é uma ótima recomendação para conhecer à escrita do autor.
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Gramatura Alta 15/11/2015

Decepção
Composto por 7 contos bem curtos, além de um prefácio e um posfácio, a obra de Raphael Montes é vendida através da opinião, impressa na capa e contracapa, de alguns autores conhecidos, como Fernanda Torres e André Vianco. Sempre suspeito desse tipo de incentivo para a leitura, uma vez que as frases usadas são retiradas do contexto e, muitas vezes, são ditas com base em pedidos ou amizades. Infelizmente, acertei e a obra não faz jus ao que é dito.

Fica claro, conforme se lê, que o objetivo é tentar surpreender o leitor com uma revelação ou uma reviravolta no fim de cada conto. A surpresa existe, mas sem muito impacto, uma vez que ela não é fundamentada em ações coerentes. Como em O Negro Caolho, onde uma personagem muda completamente de atitude e personalidade apenas para produzir um desfecho bizarro e cheio de violência. No conto final é dada uma explicação para todas as atitudes dos personagens, mas de forma forçada.



Existe uma ligação tênue entre os contos, além do fato de que se passam no mesmo vilarejo e com personagens que são citados diversas vezes. Essa ligação é tão sem interesse, que, da mesma forma que a surpresa, não empolga. Para tentar ser mais claro, basta o leitor imaginar um personagem com atitudes normais, que no meio do conto, ou no seu desfecho, são alteradas sem apresentar pistas ou explicações, com o intuito de tornar o fim inesperado.

"Vonda treme de medo. Ela não está morto. Ela corre para casa com uma imensa vontade de chorar. Sua mente procura uma solução. Não há solução. Ele a viu, sabe que ela é a responsável por tudo aquilo. Ela será presa. Odiada pela família. Repugnada pelo vilarejo. Por que sempre fazia tudo errado?"

Quando se pretende surpreender o leitor, como, por exemplo, no filme O Sexto Sentido, é necessário construir uma linha de acontecimentos corriqueiros e que combinam de forma lógica, sem o leitor, ou expectador, perceber. Ele só percebe o que realmente está acontecendo quando, no fim, é apresentado à solução do problema. Então, tudo o que leu, ou viu, ganha uma nova dimensão e ele se vê diante da incredulidade de que deixou passar tantas pistas.

Essa seria a intenção de O VILAREJO, somado a uma dose de terror, mas o que encontrei foi apenas personagens com atitudes grotescas que agem sem motivação e cujas ações são justificadas pela presença de uma entidade que também não explica nenhum objetivo.



No início do livro, existe a frase: “O caráter do homem é o seu demônio.”, e acredito que esse era o objetivo principal do autor. Mas não foi isso que consegui encontrar nas páginas seguintes, porque a explicação dada para o caráter dos personagens não reside neles próprios, mas na interferência dessa entidade. Inclusive, é dito que os contos podem ser lidos em qualquer ordem, mas não é correto. Se partir do último, terá revelado acontecimentos que são interrompidos no primeiro, além de conhecer a tal entidade que influencia os moradores do vilarejo.

Um outro descuido narrativo, é o fato dos contos serem traduções de cartas de um personagem desconhecido. Entretanto, muitos dos eventos narrados acontecem sem testemunhas, ou sem que os personagens que os vivem contem para alguém o que fizeram, tornando-se impossível conhecer as ações. Uma narrativa em terceira pessoa teria sido mais coerente.



De qualquer forma, a edição está muito caprichada. As páginas são de papel mais grosso e áspero, com pinturas de jatos de sangue em alguns cantos. Existem desenhos em todos os contos, todos muito bem feitos e bonitos, mas em estilo cartoon. Isso acaba não combinando com as histórias. Um traço mais realista teria mais sentido e ajudaria na atmosfera pesada das ações violentas dos personagens.

"Mobuto puxa os garfos de quatro dentes, deixando um rastro de sangue que escorre de seus pés. Arremete os garfos contra a sra. Helga. Ela é igual aos outros, ela também é culpada pelo sequestro de suas filhas. Rejubila-se em fúria enquanto desfere os garfos contra os olhos da mulher. Arranca-os."

A leitura é rápida e, embora tenha decepcionado na criatividade e construção dos contos, consegui ler sem qualquer dificuldade. Para quem não gosta do gênero terror, pode ler sem problema. Não existe nenhum susto, apenas muitas mortes com um toque de sadismo e gore. Como aqueles filmes onde não existe preocupação com a lógica do que acontece, apenas em como será a morte de cada personagem.

site: http://gettub.blogspot.com.br/2015/11/o-vilarejo.html


Michelle 28/03/2020

Inquietante.
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