A Serva do Império

A Serva do Império Raymond E. Feist




Resenhas - A Serva do Império


11 encontrados | exibindo 1 a 11


Bruna 07/07/2020

Sinceramente uma continuação maravilhosa! Cheia de reviravoltas e cenas emocionantes! Mara continuou me surpreendendo a cada capítulo, sendo forte e contando com a inteligência e elegância e sua honra ela nos mostra até onde pode chegar! simplesmente incrível!
Ansiosa para enfim ler a conclusão!
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Patricia Paiva 17/10/2015

Após terminar a saga do Mago, mais do que nunca fiquei louca para dar continuidade na Saga do Império.
Munida do conhecimento que não tinha ao ler o primeiro, admito que li esse segundo volume com um gostinho todo especial. Pois é claro que eu já sabia o que iria acontecer em relação à guerra, mas muitas outras coisas não são mostradas na outra saga, o que estava me enlouquecendo. E esse livro sem dúvidas foi cobrindo todas as lacunas e muito mais do que eu poderia esperar. Infelizmente não tem como eu me aprofundar nas partes da narrativas em que as duas sagas se cruzam, porque seria spoilers descarados para quem ainda não leu a primeira saga. Mas aviso, se você leu e conhece os personagens e eventos da Saga O Mago, você mal conseguirá conter a empolgação durante esse livro.

No último, vimos como Mara deu um verdadeiro check-mate nos Minwanabi, ou assim ela pensava. Mas com a morte do pai, Desio assume o manto de Senhor dos Minwanabi e jura se vingar dos Acoma. E não satisfeito com uma rixa de sangue, ele jura para o deus vermelho que no final só uma das famílias ficará viva. Então basicamente, ou ele mata os Acoma ou ele e todos os seus parentes terão de se matar. E para ajudá-lo, Tasaio, o homem responsável pela emboscada que matou o pai e irmão de Mara, voltou do Midkemia para também participar dos planos de acabar com os Acoma.

Enquanto isso Mara, além de se preocupar com todos os esquemas do Grande Jogo, precisa também buscar formas de manter ascendente a fortuna dos Acoma. E logo no início uma de suas jogadas irá mudar a sua vida de uma forma que ela não poderia imaginar. Ela resolver comprar escravos bárbaros, ou seja, prisioneiros de Midkemia. E dentre eles está Kevin, um filho de nobre com um humor ácido que não se curva para as tradições dos tsuranis. E como a própria sinopse já diz, Mara e Kevin acabam se apaixonando. Porém por mais que ela seja uma Senhora, existem algumas barreiras que ela não pode quebrar, tradições milenares dos tsuranis. Um escravo sempre será um escravo, e não há nada que ela possa fazer para mudar isso. Então nesse livro temos um aspecto que não foi explorado no primeiro, que é o romance e como Mara irá agir agora que está apaixonada. Será que ela conseguirá jogar imparcialmente agora? Será ela capaz de colocar os planos para sua casa acima do seu amor por Kevin?

Seus inimigos estão agora se juntando, se reorganizando e tramando. Mara mais uma vez terá de surpreender a todos nesse Grande Jogo se quiser manter sua vida e a do seu filho, além do nome dos Acoma. Os desafio são cada vez maiores e difíceis, mas além dos seus aliados de sempre, agora Mara poderá contar com a força e amor de Kevin, que também irá fazer qualquer coisa necessária

E entre intrigas, armações e batalhas, com a narrativa sempre envolvente, nós mais uma vez somos levados pelos costumes dos tsuranis, pela sua política extremamente elaborada e pelo seu Grande Jogo. Mais uma vez foi uma satisfação ler um livro com uma personagem feminina tão marcante e inteligente. Nesse segundo livro não temos somente a narração sob o ponto de vista da Mara, nós também temos de outros personagens que acompanham a protagonista, como o Kevin, e o mais empolgante, dos antagonistas também. Porém essas narrativas dos antagonistas sempre são um pouco limitadas, sabemos que estão armando alguma coisa, mas nem sempre é nos dada uma visão completa do plano, o que nos deixa tendo vários ataques cardíacos, com vontade de entrar no livro e avisar a Mara.

Por sinal, ataques cardíacos é o que mais ocorre durante esse livro gigante de 768 páginas. A passagem dos anos ocorre de forma rápida, então vários se passam ao longo desse volume, abrangendo mais de um volume da saga do Mago. E o final sem dúvidas te deixa mais uma vez desesperado para saber mais sobre o destino de Mara. Sem dúvidas essa saga é um clássico da literatura fantástica, e de leitura obrigatória para os fãs do gênero. Em diversos aspectos, a Saga do Império chega a ser até mais rica e envolvente do que a Saga do Mago, pelo menos ao meu ver. E esse segundo volume está ainda mais fascinante do que o primeiro.

Não se assustem com o tamanho, pois a leitura é tão fluida que você irá acabar rapidamente e ainda ficará desejando que fosse ainda maior. Dei 5 estrelas e favoritei sem qualquer dúvida. Mal posso esperar pelo lançamento do último livro e fico na torcida para que a Saída de Emergência traduza os demais livros desse universo tão fascinante.

site: http://ciadoleitor.blogspot.com.br
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Raniere 21/02/2016

CONHEÇA AS SUTILEZAS E A VIOLÊNCIA DO PODER TSURANI EM “A SERVA DO IMPÉRIO”
Misturando fantasia com ficção científica, Raymond E. Feist, que esteve no Rio de Janeiro durante a Bienal do Livro de 2015, criou um universo fantástico bem complexo que começou na Saga do Mago, onde o leitor pôde acompanhar a violenta Guerra do Portal, quando o povo de Tsuranuanni invadiu, através de um portal mágico, o mundo de Midkemia, para que pudessem extrair metais e escravizar os midkemianos. Então, em Filha do Império (resenha AQUI), primeiro livro da Saga do Império, foi apresentada Mara dos Acoma, jovem de Tsurannuani que, minutos antes de fazer seus votos à deusa Lashima, foi retirada do Templo por soldados Acoma em estado deplorável (depois descobrindo que eles eram os últimos soldados) após o assassinato de seu pai e seu irmão. Mara precisava gerir sua família, o exército que herdara e tinha a missão impossível de evitar a derrocada dos Acoma. Já em A Serva do Império. . . Melhor eu trocar de parágrafo, pois não tem como falar nada desse livro sem soltar spoiler do seu antecessor.

Caso você não tenha lido A Filha do Império, ler as próximas linhas é por sua conta e risco!

Após Mara derrotar o maior inimigo dos Acoma, o Senhor Jingu dos Minwanabi, em sua própria casa, durante o aniversário do Senhor da Guerra Almecho, e de forçar uma paz com o Senhor Tecuma dos Anasati, com duas manobras brilhantes, Mara enfrenta seu maior desafio: derrotar Desio, o filho do Senhor Jingu, que jurou ao Deus Vermelho da Morte Turakamu, em sua sede de vingança, matar até o último membro dos Acoma ou ver sua casa ser consumida pela morte. E Desio tem o apoio de Tasaio, um dos mais brilhantes generais e estrategistas do Império e ninguém menos que a pessoa que arquitetou a morte de seu pai e irmão.

Devo dizer que a Saga do Império está sendo, até agora, a minha favorita no Universo criado por Raymond E. Feist. Ele nos apresenta aos tsurani, uma sociedade tão distorcida, que escraviza os derrotados em batalha por acharem que eles perderam sua honra e sua alma, que não vêem problema em matar no seu Jogo do Conselho, e tão sexista, que não aceita que uma mulher faça qualquer coisa relacionada à política, que o leitor pensa “Eu to lendo sobre meu próprio mundo?”; na Saga do Império, Raymond E. Feist e Janny Wurts inovaram completamente um estilo onde, normalmente, o herói é sempre másculo, valente e precisa salvar a princesa em perigo (vimos isso até mesmo na Saga do Mago, principalmente no livro Espinho de Prata). Mara não apenas entra na política e faz sua casa voltar a ser uma das mais importantes do Império, como desafia todos os conceitos deturpados de Tsurannuani. Além de tudo isso, as sutilezas do jogo de poder tsurani, mostradas mais detalhadamente na Saga do Império, são comparáveis ao clássico de Mario Puzo, O Poderoso Chefão. É como se tudo fosse uma grande máfia, onde os clãs são as Famílias com algum tipo de parceria, e onde matar faz “parte do negócio”.

Outro fato importante é que Mara compra escravos de Midkemia e acaba se apaixonado por um desses escravos: Kevin de Zur. A relação que ela tem com Kevin não será bem vista na sociedade onde vive, pois, para os tsuranis, escravos não tem honra e nem alma. Porém, ao passo que Kevin fala de seu mundo e seus costumes para Mara, esta começa a questionar sua própria cultura. Kevin também fica dividido: ele quer viver com Mara, a mulher que ama completamente, porém, também deseja libertar seus companheiros midkemianos e não abrirá, nunca, mão de sua liberdade por ninguém. E, por mais que Mara também deseje libertá-lo, isso não é permitido em hipótese alguma pelos tsuranis.
Os acontecimentos narrados em A Serva do Império ocorrem durante os livros Mestre, Espinho de Prata e As Trevas de Sethanon, e o leitor pode acompanhar, de outro ponto de vista, acontecimentos memoráveis, como Pug, assumindo sua personalidade do Mago Negro Milamber, causa uma carnificina durante os Jogos do Império, a queda do Senhor da Guerra, a ascensão total do Imperador de Tsuranni e a batalha de Midkemia e Tsuranni contra o Inimigo, que visa destruir as duas terras.

A Serva do Império é, sem dúvidas, o melhor livro não apenas da Saga do Império, mas de todo o universo fantástico criado por Raymond E. Feist, até agora. E o que faz desse livro o melhor não são apenas as batalhas (que são muitas), a sutileza e violência da política e do Jogo do Conselho, as reviravoltas ou o enredo, que é maravilhoso. Criei um carinho especial por A Serva do Império por causa da paixão com que a história é contada; de como o leitor pode visualizar os sentimentos dos personagens, como se fosse algo sólido. Ao ler este livro, o leitor não é um mero espectador, e sim parte dos acontecimentos narrados no livro.

site: http://www.encontrosliterarios.com.br
Mara Celi 04/04/2016minha estante
Oi. você sabe me dizer sobre a continuação desse saga e qual é o livro 3?




Kari 22/10/2015

A Serva do Império é o segundo volume da Saga do Império - o primeiro volume: A Filha do Império.


Mara conseguiu se destacar diante o conselho e traçar meios de manter as coisas em ordem por um tempo; porém sabe que toda a paz que se conseguiu pode estar prestes a ruir e Mara tem total ciência disso. Neste novo volume Mara se vê envolvida por alguém que sua anciã não aprova.


Desio tornou-se Senhor dos Minwanabi e jura vingança contra os Acoma. Apenas uma das famílias, segundo ele sairá viva e pode contar com a ajuda de Tasaio que foi quem armou para o pai e irmão de Mara.


Uma das formas que Mara encontra de manter as coisas em ordem é comprando escravos bárbaros e com isso conhece Kevin, um escravo bárbaro prisioneiro de Midkemia e filho de um nobre; a relação de ambos não é apenas rejeitada pela anciã, mas por toda a tradição dos Tsuranis. Um desejo proibido; uma paixão avassaladora que promete mexer e muito com Mara e tudo que a cerca. Já que ambos possuem visões e tradições diferentes; Mara consegue ver as coisas por um novo ângulo o que a faz tomar suas decisões de forma diferenciada. Porém as tradições existem desde sempre e o romance está fadado à tragédia desde que se inicia. Afinal de contas, independente de ser Senhora ela tem que cumprir com as tradições que lhe são impostas!


Como será que Mara irá levar todo esse peso de Senhora dos Acoma e de um romance proibido? Será possível manter a cabeça no lugar e proteger seu povo, a si mesma e manter seu romance por debaixo dos panos?


As coisas vão esquentar, pois seus inimigos estão na espreita e Mara precisa continuar sagaz como sempre; há muito em jogo, porém sente que pode contar não apenas com os conselhos de Nacoya, Arakasi, Lujan e Keyoke; mas também com seu amor Kevin para manter todos a salvo, incluindo ela mesma e seu filho!


A Serva do Império traz uma história recheada de intrigas como no primeiro volume, mas vemos uma Mara transformada, mais madura e apta a lidar com todo o caos e ameaça de guerra iminente que a cerca; além de nos mostrar uma Mara apaixonada e determinada a ter tudo que lhe é seu por direito ou desejo!


O livro é narrado em terceira pessoa como no primeiro e nesse volume não só temos os jogos políticos, mas batalhas e muita adrenalina correndo solta. Nesse tipo de história é impossível não sofrer, pois nos apegamos a diversos personagens e nos sentimos sensíveis com suas trajetórias que muitas vezes não são como gostaríamos. Sofro com sagas assim; mas me vejo completamente empolgada e apaixonada a cada página virada! E o gostinho de quero mais que fica é indescritível!
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Fabian Rodrigo 15/07/2020

Ótima leitura, ótima continuação. A história possui vários elementos que tornam a leitura prazerosa e envolvente. Cultura rica, tradições fortes mas que vão adaptando ao entrar em contato com outras culturas. Um forte senso de honra que muitas vezes nos faz questionar qual o limite de se fazer algo em nome da honra. Muitos momentos de combate, demonstrações de valentia, muitas discussões politicas, tramas, traições. Um livro que agradaria muitos que não se intimidassem com a quantidade de páginas.
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Naty 31/07/2020

De tirar o fôlego e fazer suar de nervoso
"A Serva do Império" é uma continuação fenomenal e cumpre muito bem o seu papel de apresentar um livro melhor e mais grandioso que seu antecessor. Com várias tramas, revelações e viradas repentinas de enredo (tudo isso completamento envolvido com política, é claro) o segundo livro da série conseguiu me fazer suar de nervoso e me deixar muito apreensiva pela sombra de tragédia pairando constantemente sobre a Mara e demais personagens. Adorei todas os novos personagens e pontos de vistas que trouxeram pro livro. Minha única crítica foi pela astúcia da Mara que, para mim, diminuiu um pouco e surgiu apenas em momentos muito oportunos, tirando um pouco da credibilidade.
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Gabriel 19/06/2016

Segundo round
A Serva do Império é o segundo volume da Saga do Império, que foi escrita entre 1987 e 1992 por Raymond E. Feist, autor da tetralogia Mago, em parceria com Janny Wurts. É um livro bem maior que o seu antecessor, A Filha do Império, tendo mais de setecentas páginas. Mas não se engane! Esse não é mais grandioso apenas no tamanho. Após terminar a segunda parte da história de Mara, a senhora dos Acoma, admito que fiquei com certo receio e também ansiedade para saber se o último capítulo da série conseguirá ser tão bom quanto os seus dois primeiros.

A história inicia-se alguns dias após o final do primeiro livro, apresentando ao leitor algumas consequências das decisões finais do primeiro volume da saga. Para quem leu A Filha do Império, não há mistério: os Minwanabi, grandes inimigos dos Acoma, querem vingança devido ao que Mara fez dentro da casa de seus próprios opositores. Liderados agora por Desio, filho de Jingu, o vilão da primeira parte da trilogia, e com o apoio de outras mentes estratégicas, como Tasaio, os antigos rivais da Casa da Senhora Mara irão tentar aniquilar a linhagem da nossa protagonista a todo custo.

É interessante perceber que o que ocorre com Desio é semelhante à situação de Mara no início da saga: ambos os personagens perdem subitamente seus pais e são jogados ainda jovens no campo da política, sem terem tanto domínio sobre a área, embora um deles no final das contas acabe não passando por tantos mal bocados quanto o segundo. Mas Mara parece ser bem mais inteligente que o seu novo arquirrival.

Embora novamente comece como uma história de vingança pessoal, onde dessa vez os lados se invertem, à medida que os acontecimentos vão passando, é possível perceber que a trama começa a tomar novos ares, que há muito mais do que uma revanche dos Minwanabi para ser abordada durante o volume. No final, temos todo um império envolvido na questão, sobrando até mesmo para o Imperador. Há tramas e subtramas para serem desenvolvidas e concluídas até o grande ápice.

Enquanto em A Filha do Império quase todos os capítulos são focados em Mara, em A Serva do Império a história é um pouco diferente: temos trechos no qual vemos Desio e Tasaio planejando o assassinato de algumas pessoas ligadas a Senhora Mara a sangue frio, o que é muito interessante, pois à medida que vemos esses planos serem executados exatamente como os personagens queriam... ai! Embora algumas mortes nesse livro tenham sido um pouco previsíveis para mim, admito que duas em especial me deixaram surpreendido. Pelo rumo das coisas, esperava algumas resoluções que, com a saída de alguns personagens, tiveram de ser descartadas, o que me deixou ainda mais interessado no livro.

Se há algum problema em A Serva do Império, acredito que seja o Kevin de Zun. Não que este seja irritante ou pouco cativante, mas logo nas primeiras páginas da obra o narrador nos dá certas características sobre o personagem em relação a sua posição no grupo de escravos midkenianos, e quando vemos o rapaz estabelecendo sua ligação com Mara, parece-me que a sua atenção aos seus amigos começa a ficar meio de lado. Se Kevin fosse apresentado apenas como um dos escravos, e não como líder, eu até entenderia sua atitude, mas pelo para mim suas decisões acabam sendo um tanto quanto estranhas. Mesmo assim, é um personagem que acaba sendo muito importante para a nossa protagonista.

No final, A Serva do Império é o melhor livro que li do Raymond E. Feist até agora. Este consegue cumprir praticamente tudo que se espera de uma continuação: ser melhor, mais grandioso e cativante que o seu antecessor. Ao mesmo tempo, a obra começa a preparar o terreno para o último capítulo da saga, que estou no aguardo pela publicação aqui no Brasil. Resta, portanto, saber que fim terá a história de Mara e do que será a linhagem dos Acoma.
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Marina Garcia ( 03/02/2017

A Serva do Império (A Saga do Império #02) por Raymond E. Feist & Janny Wurst (Blog Um Reino Muito Distante)
Atualmente, se você me perguntasse: Qual personagem você gostaria de ser? Eu diria sem titubear: Mara, a Senhora dos Acoma.

" - Se pudesse, não salvaria seu irmão e seu pai?
Mara balançou a cabeça.
- Não mais. O mais triste de tudo é saber disso, meu querido. Pois se alterasse meu sofrido passado, nunca teria Ayaki ou o amor que partilho com você. - Por trás dos olhos dela havia outras constatações sombrias: nunca teria governado e, dessa forma, nunca teria conhecido o viciante fascínio que encontrara no poder do Grande Jogo."

Pois então meus caros leitores, após o decorrer de um longo tempo, cerca de um ano, retornei a A Saga do Império. Após a chega do terceiro e último livro da saga, A Senhora do Império, tratei de dar um basta para a minha sucessiva onda de livros com menos de 500 páginas e mergulhei de encontro as mais de 700 páginas do livro A Serva do Império. Tal como o primeiro (você pode ler a resenha aqui) foi uma excelente escolha, mais uma vez. Ei, para você que não leu o primeiro livro, não esquenta que aqui não vai ter spoiler, pode acompanhar a resenha do segundo tranquilamente, meu objetivo é fazer com que você leia esses livros, afinal de contas, na minha humilde opinião, eles são muito bons!

Na Era Girlpower, considero Mara uma das rainhas! Afinal, ela mostra que algumas mocinhas não precisam ser necessariamente guerreiras de espadas e chutando bundas de forma masculina, para representarem a força feminina. Mara dos Acoma tem alma de governante, é uma estrategista de mão cheia, que tenta a todo custo restaurar a honra de sua família e levar seu nome a patamares da política jamais alcançados pelo homens de sua Casa. Mas, para isso ela precisa proteger sua família e enfrentar inimigos políticos sedentos por sangue, que estão dispostos se vingarem a qualquer custo.

Por diversas vezes ela precisou colocar suas vontades de lado, pôs-se em situações degradantes, para enfim chegar onde a encontramos no início do segundo livro. Não se engane, a jornada da protagonista é longa, principalmente agora no momento em que começa a ser posta para rever as tradições de seu povo, semelhante em parte com a cultura asiática e indiana, e suas próprias convicções. Tudo isso através da atraente figura de um escravo do reino estrangeiro Midkemia, Kevin. E nós que pensávamos sobre a falta de romance do primeiro livro, rá! Mas, não pense que esse romance pode fazer com que o livro decaía alguns patamares no seu conceito, ele está lá para agregar a história, somos levado a discutir os conceitos de honra e justiça, encarar um realidade que pouco conhecíamos das tradições tsunari, tais como a pobreza e escravidão. Isso através dos olhos de alguém, que como nós, é um estrangeiro em uma terra estranha. Ah, antes que me esqueça, o romance é algumas facadas a mais no coração do leitor rsrs...

" - Desejamos a presença de Keyoke entre nós porque o amamos.
A expressão crítica do Sacerdote deu lugar a um sorriso de espanto, mas apaziguador.
- Minha Senhora respondeu bem e sabiamente. O amor por si só, é capaz de cura, não a honra, nem a necessidade, nem o dever. Hantukama responderá o chamado apenas pelo amor e oferecerá ao seu guerreiro a força para viver."

Como eu disse, o romance não é tudo, somos levados a conhecer mais de perto a corte dos Tsunari que está passando por uma forte desestabilização em seu poder, em decorrência das diversas intrigas familiares e traições. Iniciando assim, uma série de conflitos sangrentos, pondo em risco diversas famílias, inclusive as que estão no poder.

Enfim, temos de tudo aqui em A Serva do Império, foram 745 páginas de muitos jogos de poder, política, religião, conflitos, ação, romance, honra, justiça, vingança, um toque de magia e muito mais. Torci, vibrei, esperneei, meus olhos suaram, enfim... Recomendo esse livro de olhos fechados para muitas pessoas. Você que é fã de fantasia precisa ler esse livro, ele foi feito para nos agradar. Se você quiser ser introduzido nesse universo, tem curiosidade de saber o que tanto atraía os leitores de fantasia, também precisa dar uma conferida. Bom, esse livro está entre os meus favoritos!

site: http://umreinomuitodistante.blogspot.com.br/2016/09/a-serva-do-imperio-saga-do-imperio-02.html
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cotonho72 10/03/2017

Excelente!!!
Mara, a Senhora dos Alcoma, sobreviveu e derrotou o maior inimigo da sua família, o Senhor Jingu dos Minwanabi, em sua própria casa, durante o aniversário do Senhor da Guerra Almecho e diante de todas as grandes e pequenas famílias do Império, de quebra conseguiu uma paz forçada com o Senhor Tecuma dos Anasati, uma estratégia incrível e ousada. Desio, filho do Senhor Jingu dos Minwanabi, fez um juramento ao deus vermelho, que mataria até o último membro da família dos Alcoma, mas se fracassar sua família será aniquilada, um caminho arriscado e sem volta.
Desio conta com a ajuda de seu primo Tasaio, um dos maiores generais do Império e estrategista incrível, responsável pela a morte do pai e irmão de Mara, Senhora dos Alcoma, um aliado astuto e fundamental para os Minwanabi, juntos arquitetam um plano a fim de acabar com os Alcoma.
Apesar da grande virada Mara ainda precisa ficar atenta com o grande jogo de poder, para manter os Alcoma em ascensão precisa aumentar a sua fortuna e aumentar e fortalecer o seu exército, para isso resolve comprar escravos bárbaros, prisioneiros de Midkemia. Dentre esses escravos se encontra Kevin, filho de um Nobre, que não se curva aos costumes Tsuranis e que acaba se apaixonando por Mara, mas essa relação não é aceita nas tradições do seu povo. Mara corresponde aos sentimentos de Kevin e conforme essa relação proibida avança, ela começa entender mais os costumes de Midkemia, muitos deles iluminam sua mente, mas outros fazem com que Mara questione os costumes do seu mundo.
Agora além de buscar meios para proteger seu povo, Mara dos Alcoma precisa lidar discretamente com um romance proibido, mas esse amor avassalador faz com que ela descubra o que realmente é ser mulher e como é ser amada, coisa que não aconteceu no seu desastroso casamento.
Mais uma vez os autores Raymond E. Feist e Janny Wurts, conseguiram criar uma trama incrível , com muitas intrigas, batalhas e um romance inesperado, os novos personagens inseridos na trama só enriquem a história, e apesar do livro ter muitas páginas e em certos momentos ser detalhista a leitura flui muito bem.
Mara continua surpreendendo, mesmo com os erros que acaba cometendo mostra-se forte e sempre prepara para mexer corretamente essas peças desse jogo de xadrez, no qual um pequeno erro pode ser fatal, um livro indispensável para os fãs de literatura fantástica.

site: http://devoradordeletras.blogspot.com.br
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Adrian 19/05/2020

Melhor Livro da Saga.
ESSE LIVRO FEZ COM QUE EU FICASSE VARIAS NOITES ACORDADO, COM SUAS QUASE 800 PAGINAS, ME FEZ VIAJAR SOBRE UNIVERSO INCRÍVEL DE REYMOND E JANNY, A EVOLUÇÃO DE MARA QUE ACONTECE DESDE DO PRIMEIRO LIVRO PARA SE TORNAR ESSA MULHER FODA, OS AUTORES FAZEM COM QUE NÓS O LEITOR SE APAIXONE PELA PROTAGONISTA, É TODOS OS SEUS CRIADOS
INCRÍVEL.
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