Mary Poppins

Mary Poppins P. L. Travers




Resenhas - Mary Poppins


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Larissa Guedes de Souza 11/03/2019

“Mary Poppins” é um clássico da Literatura infantil, além de também ter o clássico filme da Disney, mas eu ainda não tinha lido, ou visto o filme. Eu só sabia mesmo que era sobre uma babá mágica que voava com seu guarda-chuva. Sim, me julguem! Decidi criar vergonha na cara e finalmente ler o livro. E amei!

Mary Poppins é uma babá encantadora e as crianças a adoram, mas não por ela fazer todas as suas vontades. Pelo contrário, Mary Poppins é firme na disciplina, um pouco narcisista e adora se admirar nos espelhos, além de dar altos foras e patadas, tanto nas crianças, quanto nos seus patrões. E ela é maravilhosa justamente por isso! Você se acaba de rir com a personalidade dela e com as situações em que as crianças vão falar com ela sobre as mágicas e aventuras incríveis que viveram e Mary Poppins se faz de doida, dizendo que não sabe do que elas estão falando!

O livro é super leve, rápido e divertido de ler, pois é bem dinâmico e cheio de aventuras. Não é a toa que virou um clássico. E é repleta de pequenos ensinamentos e frases que já guardei na minha coleção de citações preferidas.

"Mas será que vocês não sabem que cada um de nós tem a sua própria Terra das Fadas?”

O livro fez tanto sucesso, que deu origem a toda uma série de histórias da babá mágica Mary Poppins. Após ler este primeiro livro, assisti também o filme antigo da Disney e gostei, apesar da Mary Poppins cinematográfica ser diferente da literária e do enredo também um pouco diferente. A Mary Poppins do filme é uma versão mais adocicada que a do livro, mas não deixa de ter o seu charme. Certos personagens tiveram uma proporção maior no filme que no livro também, mas nada que estrague a história original. As duas Marys são ótimas, mas ainda prefiro a Mary Poppins ousada e um tanto quanto ranzinza do livro.

site: https://bibliomaniacas.blogspot.com.br/
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Andressa 12/12/2018

Mary Poppins
Já havia assistido ao filme antigo, mas fazia muuuito tempo, então não lembrava de muitas coisas. Demorei para me achar no livro, a leituras foi um pouco lenta e truncada em alguns momentos. Só depois que me falaram que a autora fez as histórias separadamente (como pequenas crônicas) é que tudo fez mais sentido, e o livro começou a fluir.
Algumas histórias não me agradaram tanto, já outras deixaram eu coração bem quentinho hahah
E ver aquelas crianças, aos poucos, aprendendo a viver foi bem legal, no final das contas o livro me agradou.

site: youtube.com/bauliterario
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Vitor Gomes 08/12/2018

Ler esse livro é uma delícia. A linguagem da autora é bastante peculiar e envolvente, e acompanhar as aventuras extraordinárias de Mary Poppins é viajar de novo para a infância. Super recomendo para crianças e pessoas de qualquer idade que desejam uma leitura leve e divertida. Não é sem razão que este se tornou um dos clássicos infantojuvenis da literatura.
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Ricardo 16/09/2018

P L Travers para a minha vida
Não leia a biografia da autora para seus filhos ou alunos! É bastante depressiva. Mas a história trágica da vida dela pariu um romance solar, mitológico, virtuoso. Não se trata de um livro infanto-juvenil ou infantil. Leia a palestra sobre (não) escrever para crianças ao final do romance. Tampouco é um livro adulto. É um livro para leitores em geral que apreciam boas estórias. Mary Poppins é a babá avoada que chega para cuidar de 4 crianças inglesas trazida pelo vento Leste. Ranzinza, com uma família e amigos pouco usuais ela traz encanto para uma família bastante normal. "Mas será que vocês não sabem que cada um de nós tem a sua própria terra das fadas?"
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Julia.Martins 07/09/2018

Nostalgia pura
Mary Poppins é o clássico da infância. O filme de 1964 tendo Julie Andrews como protagonista é igualmente mágico e sensível. Foi maravilhoso poder relembrar do tio que não consegue parar de rir e acaba subindo no teto da casa - cena igualmente icônica no filme. A mistura entre realidade e ficção nos faz voltar no tempo e querer ser criança de novo e conhecer a babá narcisista trazida pelo vento Leste e levada pelo vento Oeste.
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Julia.Martins 07/09/2018

Nostalgia pura
Mary Poppins é o clássico da infância. O filme de 1964 tendo Julie Andrews como protagonista é igualmente mágico e sensível. Foi maravilhoso poder relembrar do tio que não consegue parar de rir e acaba subindo no teto da casa - cena igualmente icônica no filme. A mistura entre realidade e ficção nos faz voltar no tempo e querer ser criança de novo e conhecer a babá narcisista trazida pelo vento Leste e levada pelo vento Oeste.
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Mikaela 15/08/2018

Um livro tão mágico quanto a protagonista
Se você conhece Mary Poppins do famoso filme da Disney, já fica esperando que o livro traga a doçura da Julie Andrews em suas páginas, não é? Então, não é bem assim. A Mary Poppins do livro consegue ser ainda mais fabulosa porque ela é a rainha das patadas! Nada comum para uma história infantojuvenil! Mas não tem como não se sentir criança lendo as aventuras dessa babá maravilhosa.

Se você não conhece muito bem a história do filme ou quer saber mais do livro, Mary Poppins é uma babá misteriosa que aparece na casa da família Banks para cuidar de quatro crianças travessas. Ela aparece de forma misteriosa, soprada pelo vento, o que desperta o espanto dos pequenos. Apesar da severidade dela, as crianças criam um apego incondicional àquela figura quase mítica.

Cada capítulo é uma aventura isolada, quase como episódios de um seriado sem tanta continuidade. Há o capítulo em que Mary e o Rapaz dos Fósforos entram nas pinturas, outro em que o zoológico abre à noite para uma exibição de pessoas em jaulas, outro em que uma estrela aparece no meio de uma loja durante as compras de Natal, dentre vários. Essa falta de continuidade entre os capítulos torna a leitura mais demorada.

Mary Poppins é ríspida, vaidosa e muito raramente demonstra algum afeto pelas crianças. Apesar disso, sua naturalidade em meio aos fenômenos mágicos e o respeito pelas figuras estranhas que eles encontram ao longo da história, mostra que o seu coração é bom e por isso ela é valorizada por todos ali.

As crianças são desenvolvidas nas suas qualidades e defeitos, mostrando-as de forma natural e ingênua, como deviam ser os pequenos da época. A autora traça um perfil curto, porém assertivo, do Sr. e Sra. Banks também. A narrativa não se demora em detalhar os personagens, mas fornece um panorama muito bom de quem eles são em poucas palavras.
Apesar de que a autora, P.L.Travers, tenha dito que o livro não é para crianças, quem vai curtir a obra é quem valoriza história infantojuvenis, imaginativas, em que tudo é possível. Sem a racionalidade dos livros adultos. A narrativa não é boba, ela é muito bem escrita, irônica na medida certa e cuidadosa em não explicar demais sobre a personagem central.

Isso mostra que, antes de ser uma obra que encanta a criança que existe em nós, Mary Poppins é um livro com uma pegada literária e que teve pesquisa de referências para construir uma mitologia em volta da sua protagonista.

A edição Clássicos Zahar é impecável, com gravuras originais maravilhosas, capa dura, diagramação adequada para ler, tudo muito lindo. Definitivamente, um livro para não ser ignorado.

Curiosidade 1: O filme vai ganhar uma continuação com Emily Blunt no papel de Mary Poppins.
Curiosidade 2: P.L.Travers simplesmente odiou a adaptação da Disney e afirmou que Julie Andrews não tinha nada a ver com a personagem que ela tinha idealizado. Ela relutou durante anos em vender os direitos da obra para Walt Disney e não foi convidada para a pré-estreia do longa.
Curiosidade 3: Essa briga inspirou o filme Walt nos Bastidores de Mary Poppins, com Tom Hanks e Emma Thompson.


site: http://www.leituranossa.com.br/2018/08/resenha-mary-poppins-pltravers.html#.W3TXiuhKjIU
Andy 31/12/2018minha estante
Só pra dizer, a respeito da segunda curiosidade, que a autora foi, sim, convidada para a pré-estreia. E embora não quisesse ir (por escolha própria), acabou aparecendo por lá. Não posou junto com o Disney e Julie Andrews, não curtiu o que viu, mas estava lá pra ver o que fizeram com a personagem dela.




Pandora 13/05/2018

"Mary Poppins" é MARAVILHOSA! Não é nada boazinha, tem uma personalidade forte, é disciplinadora, tem vida própria independente das crianças.

Mary Poppins trabalha para a família Banks, mas não é nada subserviente. É mulher e é independente. Trabalha com crianças e é vaidosa, orgulhosa, cheia de si e com todo direito a ser, está totalmente distante do modelo da "Professora Helena", se irrita, não da moleza para as crianças, respeita a inteligência infantil.

Mary tem mistério em torno de si, como se ela soubesse um pouco mais sobre a realidade e o que há além dela. A Pamela Lyndon Travers construiu uma personagem que está me encantando.

site: https://www.instagram.com/p/Bitr-ZCnAtG/?taken-by=pandoraelf
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Tamires 07/05/2018

Mary Poppins, de P. L. Travers
Curiosamente (ou não) resolvi finalmente ler Mary Poppins, de P. L. Travers, justamente no dia em que coloquei meu exemplar raro da editora Cosac Naify nos Correios, pois o vendi na minha loja de usados na Amazon. Por sorte, ou por algum vento do leste, o e-book da edição comentada da editora Zahar estava em promoção no mesmo dia na Amazon.

Como muitas pessoas, eu conhecia apenas a versão Disney da história e sou apaixonada por ela. Vendo um ou outro comentário pela internet, soube que o livro era bastante diferente do modelo açucarado vendido por Walt Disney e, confesso, isso foi atrasando a minha leitura. Tive medo de perder o encanto que tinha pela babá, de não conseguir mais ter uma visão bonita e pueril da história, embora geralmente aconteça de os livros serem melhores que os filmes. Eu não poderia estar mais enganada em relação ao texto de P. L. Travers.

Mary Poppins, o livro, é realmente bastante diferente de Mary Poppins, o filme da Disney. E é só isso: diferente. Nem melhor, nem pior. Os dois são igualmente bons.

Ao contrário do filme, o livro não é uma história totalmente linear. Temos Mary Poppins chegando à residência dos Banks para cuidar das crianças (quatro no total, incluindo dois bebês) e aquele jeitão de babá meio rígida, mas cuidadosa e disponível e quando necessário. No entanto, os doze capítulos de Mary Poppins funcionam muito bem quando lidos separadamente, como doze contos fechados, tendo apenas a mesma ambientação. Você vai passar por momentos em que desejará ler todos os contos de uma só vez, mas também vai querer ler aos poucos, com medo do momento em que Mary Poppins precisará partir (e isso nem é spoiler: é de conhecimento geral que a babá não fica eternamente na casa das crianças, pois elas não serão crianças para sempre).

De todos os capítulos/contos, os que eu mais reli até agora foram Dias de folga (queria ter um pouquinho do poder de negociação dessa babá!), Gás do riso (quem assistiu ao filme sabe um pouco do que eu estou falando) e A história de John e Barbara. Tudo em Mary Poppins funciona muito bem e desperta algo adormecido lá no fundinho da nossa alma. No meu caso, essas três histórias são responsáveis por eu, ocasionalmente, abrir o livro no meu Kindle.

A edição da Zahar é um primor e não deve em nada a da Cosac Naify em questão de conteúdo. A edição é comentada, com apresentação primorosa do tradutor Joca Reiners Terron e ilustrada originalmente por Mary Shepard. Integra o volume, ainda, um texto de P. L. Travers sobre não escrever para crianças. Dentre outras coisas, ela fala sobre rótulos. Os sentimentos não são categorizados como “indicados para as idades de 5 a 7 anos” ou “de 9 a 12 anos”. Ela não escrevia para crianças, mas as crianças tinham e têm o poder de se apropriarem de qualquer livro que lhe tocarem o coração. Mary Poppins não é mesmo para crianças. É para todas as idades.


“Tudo era tão surpreendente que eles não conseguiam encontrar nada para dizer. Mas ambos sabiam que algo maravilhoso acontecera no Número Dezessete da Cherry Tree Lane.”

site: http://www.tamiresdecarvalho.com/resenha-mary-poppins-de-p-l-travers/
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Cris 21/02/2018

Mary Poppins é uma rabugenta totalmente necessária na vida dos Banks ...
(...) No fim, ela fez o que disse que faria. Ficou até que o vento mudasse.

'Mary Poppins' da australiana P.L. Travers foi escrito em 1934 e mesmo com o passar dos anos continua sendo referência quando o assunto é literatura infanto-juvenil. A trama basicamente é bem simples, os Banks estão à procura de uma nova babá para seus quatro filhos, Jane, Michael e os gêmeos John e Bárbara e eis que surge, misteriosamente, através de uma lufada de vento Mary Poppins.
Tão rápido quanto o vento, Poppins torna-se babá dos filhos da família Banks e apresenta aos pequeninos um universo mágico no qual atravessar pinturas, inflar de tanto dar risada e conversar com animais é algo meramente corriqueiro e bobo.

(...)Tudo era tão surpreendente que eles não conseguiam encontrar nada para dizer. Mas ambos sabiam que algo estranho e maravilhoso acontecera no Número Dezessete da Cherry Tree Lane.

Acho pouco provável alguma pessoa não conhecer a história de Mary Poppins, seja pelo o livro seja pela adaptação feita pelos estúdios Walt Disney em meados dos anos 60. Mas, o que dizer sobre a existência de Poppins? Somente que ela foi trazida e levada por um simples vento; um do lado leste, outro do oeste, nada mais que isso! De resto sabemos que a lendária "babá" é extremamente rabugenta embora seja muito importante para as crianças. A cada capítulo somos inseridos a um mundo fantástico e totalmente lúdico, as divisões mais parecem independentes pois a todo momento conhecemos novos personagens e vivemos novas aventuras ao lado da babá e das crianças.

(...) Naquela noite, muito depois de a Bezerra Vermelha ter adormecido, a Vaca Vermelha se ergueu abruptamente e começou a dançar. Ela dançou loucamente de um jeito muito lindo e num ritmo perfeito, embora não tivesse nenhuma música para acompanhar. Às vezes era uma polca, outras uma dança montanhesa da Escócia e de vez em quando uma dança que inventou da própria cabeça. E entre estas danças, ela fazia mesuras e arcos arrebatadores e sua cabeça batia contra os dentes-de-leão.

A história é narrada em terceira pessoa e pouco detalha a vida da família Banks, apenas sabemos que o pai trabalha demais e a mãe vive para os eventos sociais, com isso temos crianças ao Deus dará sedentas por carinho e atenção. Todo esse vazio é preenchido pela altiva Mary Poppins que mesmo não gostando de ser contrariada, acaba realizando todos os caprichos dos pequenos. Tudo isso foi levado em consideração assim que finalizei a leitura, tive para mim que a babá embora seja por vezes mal-educada e sincera até demais, teve uma relevância significante na vida dos Banks. Contudo, assumo que esperava um pouco mais no quesito construção e finalização do enredo, até chego a pensar que o livro em si é supervalorizado, no entanto, vale ressaltar o ano de publicação da obra, escrever tão magicamente na década de 30 já é algo para se orgulhar não é mesmo? Então, bora ler 'Mary Poppins' única e exclusivamente a fim de viajar e se divertir, deixe o olhar crítico para depois e apenas infle de tanto rir igual ao tio de Poppins. Acho que está faltando justamente isso, que nós adultos, deixemos de analisar tudo! Quem sabe assim algum vento nos traga uma certa bruxinha... ops, babá para animar nosso dia a dia tão cheio de responsabilidades e chatices rs!

(...) Mas será que vocês não sabem - ela disse passivamente - que cada um de nós tem a sua própria Terra das Fadas?
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Karina 13/02/2018

MARY POPPINS - P.L. TRAVERS | Por Karina Rodrigues (colunista Blog Coisas de Mineira) - Na íntegra em www.coisasdemineira.com
É muito provável que em algum momento de sua vida você tenha tido contato com a história de Mary Poppins. Mais provável ainda que tenha sido através do filme Disney lançado em 1964. Mas você sabia que ele é na verdade uma adaptação literária da série de livros homônima da australiana P.L. Travers? Se não sabia, não tem mais desculpas para não saber. No final do ano passado a editora Zahar lançou uma edição comentada lindíssima de Mary Poppins, contendo ilustrações originais, uma entrevista com a autora e um prefácio contando um pouco sobre sua jornada de vida.


Na história acompanhamos a vida da família Banks, uma família comum e sem muito luxo, moradora da Rua das Cerejeiras número 17. Composta pelo atarefado banqueiro Sr. Banks, a ocupada mãe Sra. Banks, os filhos Jane, Michael e os gêmeos, e os três empregados da casa, após a demissão de mais uma babá eles se veem em uma situação complicada: precisam encontrar uma nova funcionária com urgência. Eis então que o vento muda e com ele surge a babá Mary Poppins na porta da casa desta família. Rígida, séria, compreensiva e preocupada com a aparência, ela irá conseguir o cargo, cuidar das crianças, impor disciplina e mudar a vida dos Banks.


" - Mary Poppins - ele gritou -, você nunca vai nos abandonar, vai?

- Vou ficar até os ventos mudarem - ela disse brevemente, apagou sua vela e se deitou na cama."


A história é um clássico! Se você nunca tentou dizer um supercalifragilisticexpialidocious na vida, não sabe o que está perdendo. Mas a surpresa maior é descobrir que, por trás da série de livros "infantis" de sucesso, existe uma tão interessante mulher: a autora P.L. Travers, nascida na Austrália e que mais tarde se mudou para Londres, o que justifica sua "postura britânica". Helen Groff (sim, seu nome verdadeiro) ainda criança viu sua família definhar com o vício de bebida de seu pai, o banqueiro Travers Groff, e o desespero de sua mãe com a situação, ocasionando até mesmo tentativas de suicídio que a própria garota evitou. Descobrimos então que Mary Poppins tem muito mais a ver com a vida da autora do que ela admite, e isso dá um tom muito especial à história.


A Disney tentou durante 20 anos comprar os direitos da personagem até que Travers enfim aceitasse. Muito disso se deu pela sua aversão a animações e músicas (que eu particularmente adoro!) vinculadas à sua história. A produção do filme sob sua supervisão foi uma tarefa árdua para a equipe americana, e no dia da estreia a autora foi vista aos prantos ao final do filme. Especula-se sobre o motivo do choro ser as mudanças feitas por Walt Disney em sua história, ou que pode ser devido a ter se emocionado com a redenção do pai da família Banks, o que lembrou seu próprio pai. Esta situação é abordada nesta edição da Zahar, e aconselho também a quem se interessar assistir o filme de 2014 "Walt nos bastidores de Mary Poppins" (Saving Mr. Banks) que está disponível na Netflix e aborda toda essa relutância de Travers na produção do filme.


Mas então vocês devem estar se perguntando: o filme é tão diferente assim do livro? É sim. Apesar da base da história ser a mesma, sua abordagem é bem diferente. Enquanto a Mary Poppins do filme é doce, canta, sorri e utiliza a imaginação para ocultar as dificuldades da vida dos garotos, a babá do livro é mais implacável, séria e competente. Apesar de demostrar preocupação e amor pelos garotos, ela é mais seca e objetiva, exige mais suas condições de trabalho... é um pouco menos mágica (apesar de também ser carregada pelo vento e trazer coisas enormes em uma bolsa pequena de tapete). Eu não vou explicar muito o porquê da diferença mas digo a vocês que é bem interessante, então aconselho muito que leiam o livro e assistam o filme na Netflix. Vale muito a pena! P.L. Traves escreveu ao todo 8 livros sobre a babá que surge com a mudança do tempo e vai embora quando este vira novamente.


Outra mudança importante entre livro/filme foi a respeito da Sra Banks, a mãe dos garotos. No livro ela é uma dona de casa muito ocupada com a administração da casa e por isso necessita de uma babá. Mas Walt Disney não achou uma boa justificativa e colocou a personagem no filme como uma sufragista (membro do grupo feminino que lutou pelo direito de voto para as mulheres). Essa característica dividiu opiniões pois, ao mesmo tempo em que foi inserida uma luta importante e uma referência de peso a Emmeline Pankhurst (membro de grande destaque na revolução sufragista) em sua música de apresentação no começo do filme, a personagem acabou ficando caricata e um pouco superficial, retratando uma elite que talvez não estivesse tão assim por dentro do que estava ocorrendo enquanto mulheres estavam sofrendo nas ruas com essa mesma luta (a quem se interessar, assistam "As Sufragistas" na Netflix com a maravilhosa Meryl Streep no papel de Emmeline).



"As filhas de nossas filhas nos adorarão
e cantarão agradecidas
'Muito bem, Irmã Sufragista!'"

Trecho da música cantada pela Sra Banks



Enfim, é isso. Tentei passar para vocês um pouco do universo de Mary Poppins do qual sou grande fã. Sua complexidade e mistura entre real e imaginário são encantadoras e aconselho muito que façam parte disso. E tem mais, como não querer incluir essa edição tão linda, e em capa dura, na estante? Será lançado em 2019 um novo filme Disney de Mary Poppins, uma continuação com a atriz Emily Blunt no papel principal. Vamos então aguardar como será a nova história e imaginar o que Travers pensaria disso... ?
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Coisas de Mineira 09/02/2018

É muito provável que em algum momento de sua vida você tenha tido contato com a história de Mary Poppins. Mais provável ainda que tenha sido através do filme Disney lançado em 1964. Mas você sabia que ele é na verdade uma adaptação literária da série de livros homônima da australiana P.L. Travers? Se não sabia, não tem mais desculpas para não saber. No final do ano passado a editora Zahar lançou uma edição comentada lindíssima de Mary Poppins, contendo ilustrações originais, uma entrevista com a autora e um prefácio contando um pouco sobre sua jornada de vida.

Na história acompanhamos a vida da família Banks, uma família comum e sem muito luxo, moradora da Rua das Cerejeiras número 17. Composta pelo atarefado banqueiro Sr. Banks, a ocupada mãe Sra. Banks, os filhos Jane, Michael e os gêmeos, e os três empregados da casa, após a demissão de mais uma babá eles se veem em uma situação complicada: precisam encontrar uma nova funcionária com urgência. Eis então que o vento muda e com ele surge a babá Mary Poppins na porta da casa desta família. Rígida, séria, compreensiva e preocupada com a aparência, ela irá conseguir o cargo, cuidar das crianças, impor disciplina e mudar a vida dos Banks.

" - Mary Poppins - ele gritou -, você nunca vai nos abandonar, vai?
- Vou ficar até os ventos mudarem - ela disse brevemente, apagou sua vela e se deitou na cama."

A história é um clássico! Se você nunca tentou dizer um supercalifragilisticexpialidocious na vida, não sabe o que está perdendo. Mas a surpresa maior é descobrir que, por trás da série de livros "infantis" de sucesso, existe uma tão interessante mulher: a autora P.L. Travers, nascida na Austrália e que mais tarde se mudou para Londres, o que justifica sua "postura britânica". Helen Groff (sim, seu nome verdadeiro) ainda criança viu sua família definhar com o vício de bebida de seu pai, o banqueiro Travers Groff, e o desespero de sua mãe com a situação, ocasionando até mesmo tentativas de suicídio que a própria garota evitou. Descobrimos então que Mary Poppins tem muito mais a ver com a vida da autora do que ela admite, e isso dá um tom muito especial à história.

A Disney tentou durante 20 anos comprar os direitos da personagem até que Travers enfim aceitasse. Muito disso se deu pela sua aversão a animações e músicas (que eu particularmente adoro!) vinculadas à sua história. A produção do filme sob sua supervisão foi uma tarefa árdua para a equipe americana, e no dia da estreia a autora foi vista aos prantos ao final do filme. Especula-se sobre o motivo do choro ser as mudanças feitas por Walt Disney em sua história, ou que pode ser devido a ter se emocionado com a redenção do pai da família Banks, o que lembrou seu próprio pai. Esta situação é abordada nesta edição da Zahar, e aconselho também a quem se interessar assistir o filme de 2014 "Walt nos bastidores de Mary Poppins" (Saving Mr. Banks) que está disponível na Netflix e aborda toda essa relutância de Travers na produção do filme.

Mas então vocês devem estar se perguntando: o filme é tão diferente assim do livro? É sim. Apesar da base da história ser a mesma, sua abordagem é bem diferente. Enquanto a Mary Poppins do filme é doce, canta, sorri e utiliza a imaginação para ocultar as dificuldades da vida dos garotos, a babá do livro é mais implacável, séria e competente. Apesar de demostrar preocupação e amor pelos garotos, ela é mais seca e objetiva, exige mais suas condições de trabalho... é um pouco menos mágica (apesar de também ser carregada pelo vento e trazer coisas enormes em uma bolsa pequena de tapete). Eu não vou explicar muito o porquê da diferença mas digo a vocês que é bem interessante, então aconselho muito que leiam o livro e assistam o filme na Netflix. Vale muito a pena! P.L. Traves escreveu ao todo 8 livros sobre a babá que surge com a mudança do tempo e vai embora quando este vira novamente.

Outra mudança importante entre livro/filme foi a respeito da Sra Banks, a mãe dos garotos. No livro ela é uma dona de casa muito ocupada com a administração da casa e por isso necessita de uma babá. Mas Walt Disney não achou uma boa justificativa e colocou a personagem no filme como uma sufragista (membro do grupo feminino que lutou pelo direito de voto para as mulheres). Essa característica dividiu opiniões pois, ao mesmo tempo em que foi inserida uma luta importante e uma referência de peso a Emmeline Pankhurst (membro de grande destaque na revolução sufragista) em sua música de apresentação no começo do filme, a personagem acabou ficando caricata e um pouco superficial, retratando uma elite que talvez não estivesse tão assim por dentro do que estava ocorrendo enquanto mulheres estavam sofrendo nas ruas com essa mesma luta (a quem se interessar, assistam "As Sufragistas" na Netflix com a maravilhosa Meryl Streep no papel de Emmeline).

"As filhas de nossas filhas nos adorarão
e cantarão agradecidas
'Muito bem, Irmã Sufragista!'"
Trecho da música cantada pela Sra Banks

Enfim, é isso. Tentei passar para vocês um pouco do universo de Mary Poppins do qual sou grande fã. Sua complexidade e mistura entre real e imaginário são encantadoras e aconselho muito que façam parte disso. E tem mais, como não querer incluir essa edição tão linda, e em capa dura, na estante? Será lançado em 2019 um novo filme Disney de Mary Poppins, uma continuação com a atriz Emily Blunt no papel principal. Vamos então aguardar como será a nova história e imaginar o que Travers pensaria disso... 😁

Por: Karina Rodrigues
Site: http://www.coisasdemineira.com/2018/02/resenha-mary-poppins-pl-travers-edicao.html
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Blog MDL 04/02/2018

Creio não ter sido a única criança dos anos 90 que cresceu cantando sobre como uma colher de açúcar ajuda o remédio a descer melhor, que devemos alimentar os pássaros e que quase engoliu a língua tentando falar Supercalifragilisticexpialidocious (pareço legal, mas até hoje não sei falar isso). Pois bem, que Julie Andrews encantou a todos nós sendo a severa, porém, amável babá, disso todos nós sabemos. Mas eis minha grata surpresa ao, depois de mais velho, rever esse filme com cheirinho de infância e descobrir que ele era uma adaptação literária! E melhor ainda, que ele seria lançado também pela minha editora "fave" da vida (muito tiete de seu Jorge Zahar, sim, senhor)!

Então, lá fui eu, com meu pequeno Marcel interior, crendo que mais uma vez mergulharíamos naquela meiga história infantil para nos maravilharmos novamente com a doce aura. No entanto, não foi bem assim que aconteceu... Não é que a história tenha um viés completamente averso a sua adaptação, mas aquela Mary Poppins firme - e ao mesmo tempo que carinhosa -, que nos foi apresentada por Julie Andrews, estava longe de ser a verdadeira faceta da aba mais famosa da literatura.

Deveras vaidosa, a um nível quase arrogante, bem irritadiça e com uma resposta seca na ponta da língua, essa Mary Poppins - apesar de ter sim apreço pelos pequenos, não me pareceu muito disposta a adoçar um remédio amargo. Apesar da mudança brusca na personalidade da amada personagem ter me causado uma estranheza inicial, devo admitir que essa nova nuance da babá me divertiu bastante. Vê-la tão orgulhosa de sua própria imagem e trocando farpas com as crianças deu um ar muito mais real e até cômico a personagem.

A verdade é que mesmo esse aspecto mais "negativo" da personagem literária não a faz perder sua identidade. Afinal de contas, ela continua a ser a babá que acredita no bom comportamento. Além disso, as crianças a adoram, pois sabem que ela nunca as deixará, nem será uma pessoa negligente, como seus pais são desde que eles possam se lembra. É bem clara a relação de troca das quatro crianças e de sua cuidadora: as crianças se sentem felizes com ela, pois além de Poppins trazer a aura maternal que eles tanto precisam, os permitem viver situações incríveis.

E como se tudo isso não bastasse, a sua mágica transborda das páginas e alcança o leitor com cenas dignas de deixar até mesmo Lewis Carrol interessado... Afinal, quem poderia afirmar que existe uma babá que flutua, entra em pinturas, conversa com animas e bebês, cata estrelas do céu e faz vacas dançarem? Dá vontade, né Alice?

Por fim, não são apenas de coisas nonsense e doses de humor ácido que sobrevivem os leitores de Mary Poppins. Por trás de todo o ar lúdico e criativo, a autora quis satirizar a metodologia educacional que a classe média inglesa impunha a seus filhos, bem como abordar tópicos como o fim da inocência, responsabilidades e que, acima de tudo, crianças não são meros adornos domésticos como alguns pais da época tratavam. Em suma, é uma obra divertida e leve, mas que pode concentrar uma bela dose de ensinamentos aqueles que estiverem dispostos a mergulhar fundo nas entrelinhas do texto de P. L. Travers.

site: http://www.mundodoslivros.com/2018/02/resenha-especial-mary-poppins-por-p-l.html
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Jéssica 15/01/2018

MARY POPPINS - P.L TRAVERS | JESSE LIRA
Mary Poppins é o primeiro livro de uma série de 8 escrita pela britânica/australiana P. L. Travers.

Link da resenha no Youtube:https://www.youtube.com/watch?v=C_lJ9U1fKw8

Título: Mary Poppins
Autor: P. L. Travers
Editora: ZAHAR

Link mencionado: https://goo.gl/3zeRpD

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