Halo

Halo John Shirley




Resenhas - Halo: Broken Circle


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eriksonsr 12/07/2018

Como um fã de ficção ciêntfica e de jogos de tiro (FPS), umas das coisas que mais gosto no Halo, além do gameplay e da ação, é a ótima história do jogo. Nesse livro (se você não conhece ou nunca jogou os jogos da franquia Halo, pule fora, provavelmente não é leitura pra você) vamos conhecer melhor a aliança do Covenant, como esta aliança se formou e as inúmeras batalhas batalhas entres as raças dos San Shyuum (profetas) e os Sangheili (elites) antes delas se juntarem e formarem o Covenant.

Um dos pontos mais fortes do livro (e ele tem vários pontos fortes) para mim é como o autor conseguiu passar bem as profundas diferenças entre as duas principais raças da aliança, os Sangheili com seu lado mais belicioso, orgulhoso e sua honradez e os San Shyumm mais religiosos e ciêntificos e como este lado mais ciêntifico os permitiu estudar os artefatos dos Forerunners e os usar de forma bélica para sobrepujar outras raças e como o lado orgulhoso dos Elites sempre deixou muito deles incomodado com o pacto com os Profetas.

Outro ponto forte do livro é como o autor consegue te prender na história, tinha algum tempinho que não pegava um livro que me fizesse querer chegar logo ao fim pra ver qual vai ser o desfecho...

E agora, finalizada a leitura bate aquela vontade de ir jogar Halo...
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FrankCastle 22/06/2017

LEGO Effect
Halo: Broken Circle foge do formato de trilogias e da onipresença de Master Chief / UNSC para nos mostrar o conflito entre duas raças, a aliança que deu origem ao Covenant, intrigas políticas e elos perdidos durante milênios.

INTRODUÇÃO:
Minha história com a franquia Halo, começa em Janeiro de 2006, quando comprei a versão de PC de Halo: Combat Evolved. Antes disso, me recordo de ter visto algo deste jogo ou de sua sequência, Halo 2, no saudoso G4 Brasil. Após a instalação do jogo, achei o visual dos inimigos um tanto caricato, em compensação o protagonista, Master Chief, remetia aquele visual de cyborg que tanto gosto.

Porém, por questões técnicas e de má programação, o jogo era excessivamente pesado para o meu PC que não rodava bem (depois de adquirir os direitos do jogo, a Microsoft deixou de lado o projeto para PC, que acabou sendo um port e dedicou-se ao console Xbox). O jogo ficou encostado por um ano, até que um amigo ficou curioso para ver como era e, ao instalar novamente, descobrimos o modo multiplayer…

Além de rodar perfeitamente, tal modo de jogo se mostrou extremamente divertido. Passado mais algum tempo, um outro amigo emprestou uma placa de vídeo e pude desfrutar da campanha com gráficos e desempenho melhores, ao consultar o manual do jogo, em português (sim, antes os jogos viam com manuais impressos) gostei muito da ambientação e da história…

Depois de ler uma HQ e assistir a vários curta-metragens animados e live-action, me deparei com Halo: Broken Circle. Confesso que cheguei nesse livro mais por falta de opção: infelizmente, temos apenas 4 romances lançados no Brasil e não consta aquele que tenho mais interesse: The Fall of Reach.

Fiquei com receio de que Halo: Broken Circle fosse apenas um livro genérico, mas depois de já ter comprado o ebook numa promoção, olhei melhor e vi quem era o autor: John Shirley! Importante nome da literatura cyberpunk, presente no início do movimento, figurando ao lado de nomes como William Gibson e Bruce Sterling. Também escreveu Bioshock: Rapture. A partir disso, fiquei mais empolgado para ler.

Desde a leitura do manual de Halo: Combat Evolved e da jogatina dos jogos da série, reparei no aspecto religioso dos Prophets e como isso poderia, talvez, ser alguma metáfora para representar o exército americano como a UNSC e terroristas do Oriente Médio como o Covenant. Achei que estava viajando muito.

Entretanto, mais recentemente, com um conhecimento um pouco maior de inglês, comecei a notar certos detalhes que, supostamente, fazem um paralelo com relatos bíblicos, abrindo margem para referências bem interessantes: Flood [Dilúvio], Ark [Arca… de Noé]. Sempre mantive para mim esses pensamentos, mas comecei a pesquisar e vi que existem discussões a respeito.

RESENHA:
Halo: Broken Circle tem sua história diretamente ligada aos aspectos religiosos. Somos apresentados a duas raças: Sangheili e San’Shyuum. Nos jogos, essas raças são conhecidas como Elites e Prophets, respectivamente. Seria a pronúncia na língua dos humanos, em inglês. Como o livro traz o ponto de vista dessas raças, traz essas nomenclaturas diferentes. Apesar de ser algo bem difícil de se habituar (li o livro inteiro sem padronizar uma fonética para elas), acho interessante. Minha dica é tentar uma pronúncia baseada no inglês, por exemplo: “sã-reili” para “Sangueili”.

Ambas raças idolatram os Forerunners e todas as construções e relíquias que deixaram. Eles acreditam que os precursores partiram numa Grande Jornada, através de sete Anéis (Halos). Sangheili e San’Shyuum foram inimigos durante muito tempo, até que surgiu uma Aliança, formando o que conhecemos como Covenant. Muitos Sangheili se recusam, alegando que não seria uma aliança, mas sim uma submissão aos San’Shyuum. Com isso, temos uma vertente rebelde liderada por Ussa ‘Xellus.

Mesmo dentre os San’Shyuum, houve também uma cisão entre Estoicos e Reformistas. Os primeiros acreditavam que deveriam ficar em sua terra natal, Janjur Qom. Os outros partiram em direção às estrelas, utilizando uma nave Forerunner (Dreadnought), levando consigo uma parte do planeta, formando High Charity. Os Reformistas saíram em busca de relíquias Forerunner que indicassem o caminho para a Grande Jornada, esperavam juntar-se aos seus deuses.

E quanto aos humanos? Esqueça-os! São, no máximo, citados. Master Chief é referenciado brevemente como “O Demônio”. De memória, acredito que Halo: Broken Circle explore os bastidores do que foi mostrado em Halo 2 e Halo 3: ODST. Considero o segundo jogo da franquia possui o melhor enredo dentre todos, por mostrar um personagem muito mais carismático e profundo: O Árbitro, da raça Sangheili ou Elite.

Seguindo o tom de Halo 2, este livro traz o ponto de vista de raças que costumamos enfrentar nos jogos, algo que nos remete a dobradinha de filmes Cartas de Iwo Jima e A Conquista da Honra, ambos dirigidos por Clint Eastwood. Existem duas linhas temporais distantes que dividem o livro em duas partes. Não vou revelar detalhes, mas existem muitas tramas políticas, traições e dissidências. E Broken Circle, o que seria? Também não falarei sobre, mas posso adiantar que é o ponto de convergência da trama, quem jogou Halo sabe que as relíquias e construções Forerunner que dão liga à história.

Dentro dos capítulos, de forma semelhante ao que ocorre nas HQs, somos apresentados à: A Era da Reconciliação (850 AEC), A Era da Recuperação (2552 EC), A Era da Reclamação (2553 EC) e até mesmo Uma Era Ainda Não Nomeada (2553 EC), como se fosse uma brincadeira com a própria linguagem e narrativa do livro. Observação: o que tem de diferentes significados atribuídos a estas siglas internet afora, não é brincadeira! Vou considerar aqui “EC” como “Era Comum”, o “A” seria “Antes”.

Temos algumas peculiaridades, como o problema genético enfrentado pelos San’Shyuum, que me fez lembrar do filme francês Rios Vermelhos, por conta da Endogamia [casamento entre pessoas da mesma família]. Algo que acaba resultando em soluções polêmicas, como a Eugenia retratada pelo Rol dos Celibatos. Tal fato explica a fragilidade dos seus corpos e a necessidade do uso de cadeiras e cintos antigravitacionais. Isso também traz uma boa especulação sobre a colonização espacial, como a gravidade reduzida ou ausente pode contribuir negativamente para nossa constituição física.

Os Sangheili também possuem características interessantes, como cada um deles possuir dois corações (algo que é retratado tanto de forma física, em cenas violentas, quanto de forma poética). O que não dizer do equivalente a “bater palmas”, que fazem com as mandíbulas? Também gostei muito de um elemento cultural deles, que é a floatfight: uma espécie de “Cúpula do Trovão” em gravidade zero (imagine poças de sangue… no ar!).

Gostaria também de contar uma experiência interessante que tive durante a leitura, o que chamo de “LEGO Effect” (ou “Efeito LEGO”). Basicamente, consiste no seguinte: fazer a leitura de um livro depois de já ter assistido alguma adaptação para o Cinema. Isso ocorreu pela primeira vez com Blade Runner (Ridley Scott) e Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas? (Philip K. Dick). Chamo de “LEGO Effect” porque peguei elementos visuais conhecidos e “construí” com eles uma cena totalmente diferente. Aliás, esse lance de LEGO, de certa forma, tem uma certa relação com a história… ;-)

Neste caso, sei que o livro é uma adaptação do jogo, mas a ideia é a mesma: em diversos momentos são citados objetos, armas e raças existentes nos jogos, o que tornou os momentos de ação extremamente empolgantes. Por falar em ação, o livro traz uma dose de tensão e violência sem precedentes. As descrições dos combates e tortura são bem explícitos, esteja avisado! Aliás, nestes trechos você irá reconhecer as raças dos jogos mesmo que não se lembre dos nomes, basta prestar atenção na cor do sangue!

Em suma, Halo: Broken Circle traz uma ótima história que, provavelmente, agradará fãs do jogo e tem grande potencial para cair no gosto de leitores de ficção científica. Também dá ensejo para a produção de um novo jogo com o mesmo espírito de Halo 2, mas dando um passo a mais: desapegando e descartando Master Chief e a UNSC, para que possamos controlar e conhecer melhor outros personagens e raças. Falta apenas coragem por parte da Microsoft que, desde Halo 4, fez com que a história da franquia, dentro dos jogos, perdesse o rumo.

Sobre a edição brasileiro para Kindle, está muito boa, apesar de alguns (poucos) erros em algumas partes, basicamente, duas palavras grudadas aparecendo. Nada que impeça a leitura.


"Após uma furiosa batalha, o planeta Colheita foi submetido a um bombardeio de plasma e vitrificado, não antes que muitos humanos pudessem escapar".


Quanto à tradução, existe um problema complicado de se contornar: o que traduzir e o que manter? No exemplo acima, “Colheita” seria a colônia “Harvest”. Em outra passagem, “Alcance” seria “Reach”. Acho que poderiam manter estes nomes em inglês até mesmo para facilitar as referências presentes dos games, inclusive em seus títulos (Halo Reach). Mas falando da tradução do livro, de maneira geral, não tenho do que reclamar, pelo contrário: só tenho a agradecer por disponibilizarem esta obra por aqui. Que venham mais e, quem sabe, The Fall of Reach!

site: https://medium.com/@7seconds_/lego-effect-94db514bca62
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Orlando 27/06/2016

O LIVRO É: “HALO – BROKEN CIRCLE” DE JOHN SHIRLEY
15 de novembro de 2001 marcou a estreia do game Halo: Combat Evolved, desde então a franquia vem arregimentando uma legião de fãs cada vez maior ao redor do mundo. O primeiro game, lançado para o X-Box Original (primeiro console de jogos eletrônicos da Microsoft), foi um grande sucesso ao mostrar o super-soldado da classe Spartan conhecido como Master Chief travando uma guerra frenética contra o poderoso conglomerado de raças alienígenas auto-denominado Covenant (O Pacto).

“Parece que ainda há muita tolice por aqui. Mas, por outro lado, encontramos tolos em todas as espécies e em todos os mundos”

Já em sua quinta sequência, mais uma boa quantidade de games spin-offs, Halo também tem um vastíssimo universo expandido, similar até ao da franquia Star Wars. Além dos games há HQs, curtas-metragens, séries em live-action, séries animadas e livros, muitos livros.

Por aqui algumas dessas obras já ganharam destaque como a Trilogia dos Forerunners. De autoria do premiado escritor Greg Bear, a trilogia mostra os últimos ciclos do poderoso império da raça Forerunners que, ao serem extintos massivamente contra a praga chamada Flood (O Dilúvio), deixaram para trás grade parte de suas tecnologias e artefatos, posteriormente transformados em objetos de adoração e culto por parte de outras raças espalhadas pela galáxia milênios após o desaparecimento dos Forerunners.

Nesse riquíssimo contexto entra em cena mais um livro para elucidar pontos cegos na história doCovenant, o conglomerado multirracial teocrático e militarizado que viaja pelo universo em busca das relíquias perdidas dos Forerunners. Além das relíquias, o Covenant também foi ao longo de milênios arregimentando novas raças em adoração ao legado dos Forerunners de forma sistemática na mega-cidade espacial sagrada que vaga pelo cosmos chamada deHigh Charity.

Sob o comando dos Profetas (raça dos San ‘Shyuum), tendo os Elites (raça dos Sangheili) como sua ponta de lança em batalhas por onde passava (as demais raças serão detalhadas mais adiante), o Covenant foi conquistando e convertendo tudo e todas para sua visão fanática de idolatria, quem dela discordava era tratado como herege, seu mundo destruído enquanto High Chartiy vagava pelo universo procurando os anéis gigantescos conhecidos como Halos, a mais sagrada das relíquias dos Forerunners, e a mais mortal também.

Sempre ocupando lugar de destaque nas narrativas da franquia Halo, o Covenant é rico em detalhes, não só por sua inerente complexidade de conglomerado multirracial, mas sobretudo pelos grandes conflitos internos tanto de ordem ideológica quanto de ordem hierárquica. Dentro da cadeia de comando do pacto entre suas diversas raças há aquelas que sobrepujaram e há aquelas que foram sobrepujadas. Os Profetas e os Elites travaram uma antiga guerra e o pacto nasceu como fruto desse conflito e dele para outros pontos da galáxia.

Os profetas são a mente e a alma do Covenant, os Elites são seus braços e pernas. Entre essas duas raças há uma profunda relação de remorso, rivalidades e ressentimentos, mesmo que os Elites tenham de agir com subserviência aos Profetas, não são poucos os que desejam algo mais do que os séculos de submissão ao pacto. Essa rivalidade contida por séculos de um tratado quase unilateral em favor dos Profetas é o estopim de um novo conflito no cerne de High Chartiy e pode colocar o pacto em pedaços espalhados por todo universo…

O Circulo se quebrou…
Halo: Broken Circle (H:BC) é um livro que eu particularmente acredito que foi feito pensando completamente no fã de Halo. É uma obra rica que narra muitíssimo bem as facetas ocultas do Covenant que por vezes o jogador dos games não podia ver na ocasião da jogatina, já que o foco narrativo dos games Halo sempre foi o do lado dos humanos na guerra interplanetária. Lançado em novembro de 2014 nos EUA, o livro chegou aqui no ano seguinte para ser lançado pela Rocco para a XVII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro e chegou às livrarias pelo selo de entretenimento Fábrica231.

Mesmo nas ocasiões em que as Cut-Scenes entravam em ação para enriquecer o processo narrativo dos games focando nas ações do Covenant, eles nunca foram o centro do desenvolvimento da história de Halo, por vezes chegaram a ser apenas o “exército de aliens a se abater com tiros”, o que, convenhamos, é muito comum em jogos no estilo FPS. E nessas ocasiões você percebe como é rico e importante o recurso de um Universo Expandido que pode suprir lacunas aqui e ali de uma franquia tão vasta.

O escritor John Shirley fez bonito em H:BC ao criar dois pares de focos narrativos em momentos distintos da origem do Covenant e narrou fatos, situações que cimentaram as bases do pacto que percorreu milênios até cruzar o caminho de nossa raça.

O primeiro bloco narrativo de H:BC foca na disputa entre a raça dos Profetas e dos Elites, guerra que, ao atingir um ponto crítico para os Elites acaba por originar o Pacto entre as duas raças que, diga-se, são extremamente opostas em termos físicos: os Elites são fortes, resistentes e belicosos enquanto os Profetas são devotos, estudiosos, cientificistas e fisicamente bem debilitados em decorrência de sua longa permanência em gravidades baixas, daí advindo o uso de suas poltronas flutuantes para locomoção; artefatos tão característicos da espécie.

Mas então como uma raça guerreira pode ser sobrepujada por uma raça mais frágil? Simples, os Profetas foram os primeiros a ter contado e a fazer uso da tecnologia Forerunners ainda em seu mundo natal, sobretudo a utilização da poderosa nave de guerra batizada de Dreadnought que ficou por milênios soterrada no planeta Janjur Qom, o planeta dos Profetas.Gigantesca e poderosíssima, a nave foi decisiva para o domínio dos Profetas sobre os Elites e claro, do domínio dos Profetas sobre as demais raças que posteriormente vieram a integrar o pacto.

Durante esse período histórico do Covenant, Shirley detalha as duas raças em suas culturas, comportamentos e particulariza mais o modo como cada uma encara os extintos Forerunners e suas relíquias. Os Profetas fazem amplo uso da tecnologia deixada para trás enquanto os Elites eram mais reverentes e tratavam os artefatosForerunners com profunda admiração, acreditando que o uso indevido delas era uma heresia; outro fato que deu ampla vantagem aos Profetas no combate.

No cerne desse período histórico, cerca de 850 anos antes do início da chamada Era Comum (era que começa quando o Covenant encontra com os humanos), a narrativa de Shirley se constrói em dois focos paralelos abordando dois protagonistas, um de cada lado das raças que iniciaram o pacto. Mken ‘Scre’ah’ben é o protagonista do pólo dos profetas e está incumbido de encontrar relíquias perdidas pelo cosmos. Mken é um historiador e profundo admirador dos Forerunners.

Do lado dos Elites Ussa ‘Xellus é um comandante Sangheili extremamente tático e competente e que nutre profundo desprezo pelos San ‘Shyuum. O primeiro encontro desses dois personagens é o ponta-pé inicial da história que Shirley constrói para enriquecer um período pouco detalhado da mitologia de Halo. Anos depois Mken alcança o posto de Profeta da Convicção Interior, Ussa se torna um líder rebelde amotinado entre seu povo ao se recusar ao papel humilhante de aceitar o Pacto após a longa guerra entre as duas raças. O caminho dos dois se cruzaria novamente de muitas maneiras.

Mken ficou envolvido nos jogos de poder político dentro das fileiras do Covenant e do Alto Conselho, dotado de grande consciência, o profeta questionou seus líderes, seus princípios e condutas no comando das ações do Covenant. Ussa e seus refugiados partiram de Sanghelios em busca de um novo lar, já que os de sua espécie contra o Pacto eram tratados como traidores da herança dos Forerunners.

Ussa assume o posto de kaidon dos rebeldes, (algo similar a um governador provinciano) e acaba se isolando em um antigo mundo defensivo dos Forerunners há muito esquecido e oculto das rotas espaciais comuns às duas espécies; a este mundo os exilados Sangheili dão o nome de Refúgio. Mas dentro de suas próprias fileiras o comandante Sangheili também era ameaçado por aqueles que almejam o poder e o status de comandar o Refúgio que é uma imensa relíquia por si só.

Não tardou para que mais uma vez Mken e Ussa tivessem de travar combates de ordem ideológica sobre seus papéis no complexo jogo de poder entre suas raças e suas visões de vida, cultura e liderança. O mundo defensivo Forerunner foi sitiado pelo Covenant e coube ao guardião Enduring Bias a decisão final sobre o destino de todos os Sangheili sob o comando de Ussa.

A ruptura do pacto, nos destroços e o encontro com a humanidade
O segundo bloco narrativo proposto por Shirley dá um enorme salto temporal na cronologia da franquia e atinge o período conhecido como Era Comum, quando o “calendário” de Halo se uniformiza a partir do primeiro contato entre nossa raça e o Covenant no ano de 2525.

Novamente dentro desse segundo bloco narrativo, Shirley divide sua história entre dois personagens, novamente um de cada raça. Zo Resken, Profeta da Claridade é descendente de Mken e, como seu antigo ancestral de quem estudou os relatos históricos, também questiona os métodos e posições dentro das divisões internas do Covenant. Zo é um profundo admirador e amigo dos Sangheili que ocupam posto de destaque entre a guarda de elite dos Profetas e no próprio conselho do Covenant.

Do outro foco narrativo temos Bal’Tol ‘Xellus, obviamente descendente de Ussa ‘Xellus. Bal’Tol comando a colônia que se construiu a partir dos fragmentos do mundo defensivo Forerunner há milênios atrás; as muitas partes da crosta do planeta artificial serviram de abrigo para que os “ussanianos” pudessem viver em paz sem o peso da subordinação de sua espécie ao Pacto feito por seus ancestrais milênios atrás.

Esse segundo bloco narrativo tem como engrenagem motora a conspiração interna do conselho dos Profetas para reduzir drasticamente a importância dos Elites no Covenant, pondo no lugar desses últimos os arrogantes, ferozes e selvagens Jiralhanae (chamados pelos humanos de Brutus). Situado exatamente após o primeiro game Halo e simultaneamente ao segundo, a narrativa que envolve Zo Resken revela os “bastidores” de um dos acontecimentos mais emblemáticos da franquia que é a ruptura entre os Profetas e os Elites pelo ponto de vista dos próprios membros do Covenant (nos games temos apenas a perspectiva mais geral e com mais foco dos humanos).

Enquanto os “ussanianos” estão a todo custo tentando salvar sua colônia dos inúmeros colapsos decorrentes da tecnologia obsoleta, escassez de alimentos e uma doença sanguínea decorrente da baixa variação genética, as raças habitantes de High Charity estão mergulhados numa guerra civil que fragmentou o Covenant exatamente no ápice da guerra contra os humanos. A traição do Alto Conselho contra os Elites fragilizou a organização das frentes de combate e Zo Resken aproveita as brechas e oportunidades e parte em busca dos fragmentos do antigo mundo defensivo Forerunner que seu antepassado viu se despedaçar há muitos séculos.

Mais uma vez os caminhos do Covenant se cruzam com as histórias pessoais de um Sangheili e um San ‘Shyuum e Shirley constrói seu segundo bloco narrativo, assim como o primeiro, na constante tenção do destino do coletivo visto pelos olhos do indivíduo. Um dos grandes pontos positivos da obra é justamente trazer aspectos mais “humanos” para as raças alienígenas presentas na franquia Halo. Humanos no sentido de comportamentos que podemos compreender e traçar paralelos, revelando que nas fileiras do Covenant, ganância, perfídia e manobras políticas foram alguns dos fatores que fragilizaram o poderoso Pacto tanto quanto os combates bélicos.

Em H:BC o autor faz um excelente trabalho de “humanização” das duas espécies, dando-lhes espaço para suas ânsias, motivações e perspectivas sobre os Forerunners, seus próprios aliados, culturas, mundos e do futuro do Covenant. Talvez o leitor não–iniciado no universo de Halo pouco se interesse pela obra ou sequer consiga criar empatia com as situações ali expostas, Shirley quase nunca detalha muitos aspectos visuais dos personagens no decorrer de sua trama de forma pormenorizada, deixando a cargo dos visuais dos mesmo nos games predominarem na mente do leitor.

Quem não conhece um Profeta, um Elite ou qualquer das outras raças da franquia muito provavelmente achará que falta algo ali nas descrições que aprofundariam as “imagens” que criamos na hora da leitura. H:BC é, ao menos a meu ver, o um das obras do UE de Halo mais focada no fã do que as outras que li, mas independente disso é uma obra de fôlego, qualidade e ótima estrutura narrativa.

Inventivo e ótimo narrador, Shirley cumpre a contento a missão de explorar a história do Covenant pela ótica de suas duas raças fundadores em um bloco e no seguinte mostra os desdobramentos de ações internas da hierarquia do pacto em seus jogos de poder. Ao dialogar sua obra de universo expandido com acontecimentos diretamente dentro dos games, o autor enriquece tanto sua obra quanto o universo principal de Halo. Para o fã de Halo, assim como eu, é uma excelente leitura. Para os não iniciados, acho que pode soa estranho em alguns pontos como citei acima.

Ao expor em sua obra as fissuras no Covenant, o autor também enriqueceu bastante a importância tanto dos Profetas quanto dos Elites, dando aos dois povos contornos bem nítidos de defeitos e qualidades, bem como personalidades e aspectos culturais e sociais particularizados, tornando assim ambos os grupos mais complexos e elaborados do que na narrativa dos games que, em sua quase totalidade, mostra as espécies do Covenant de maneira unilateral pela perspectiva dos humanos.

Halo: as espécies do Covenant
É difícil falar de Halo e não se deter um pouco que seja nas muitas raças que compõe o Covenant, cada uma delas com suas próprias armas, funções e aspectos culturais próprios. Obviamente nem todas tem tanto destaque quanto outras; é comum que os Sangheili, San’Shyuum e os Jiralhanae ocupem mais espaço narrativo que os demais, já que a trama da ruptura interna do pacto tem essas três raças como foco.

As raças do Covenant foram incorporadas em diferentes momentos e de diferentes formas: por doutrinação, por revelação ou por imposição e conquista. Os Profetas ocupam a maior posição hierarquíca dentro do pacto, seguidos pelos Elites e depois em ordem de interesse vem os Brutos, cuja cobiça pela posição de prestígio do Elites acaba por gerar uma guerra interna dentro do Covenant (fato explorado no game Halo 2).

o San’Shyuum (Prophets): Uma raça extremamente intelectual e cientificista, os Profetas deixaram seu planeta natal a bordo da poderosa espaçonave Forerunner chamada Dreadnought cujo poder de fogo foi decisivo para o domínio de outras raças que cruzaram o caminho dos Profetas ao longo de sua jornada em busca do caminho sagrado dos Forerunners. A raça dos San’Shyuum tem diferenças físicas entre os que ficaram em seu mundo e os que partiram; fisicamente os Profetas do Covenant são mais fracos e sua constituição física tem baixíssima tolerância gravitacional, advindo daí o uso de suas poltronas flutuantes. Os San’Shyuum de Janjur Qom são comumente chamados de Estoicos e os do Covenant de Reformistas. Os Profetas são os fundadores do Covenant, fato possível, sobretudo, após a guerra contra a raça dos Sangheili, a primeira raça a aderir ao Pacto.

o Sangheili (Elits): Raça com aspecto reptiliano e com a característica marcante de suas quatro mandíbulas, os Sangheili são conhecidos por sua resistência física, disciplina militarizada e grande apreço pelo combate. Seu planeta também possuía muitas relíquias Forerunners, mas os Elites não as utilizavam de forma prática e funcional, tratando tais artefatos mais como objetos de reverência e adoração religiosa. Justamente essa adoração cega pelas relíquias que custou aos Sangheili a derrota contra os Profetas cuja capacidade científica já fazia amplo uso da tecnologia Forerunner.

o Lekgolo (Hunters): Raça de aspecto similar a de grandes vermes (tamanho aproximado ao de uma cobra de médio porte), os Lekgolo tem uma mente coletiva e são capazes de se unir em um conglomerado que forma os Hunters propriamente ditos, esses por sua vez são chamados de Mgalekgolo. Protegidos por uma poderosa couraça equipada com escudos e canhão de energia os Mgalekgolo são extremamente resistentes e violentos . Na organização do Covenant os Lekgolo são força bruta direcionada pelos Profetas e não ocupam postos nas cadeias de comando. Foram a terceira raça incorporada ao pacto e também uma das mais difíceis dada a habilidade da espécie em criar conglomerados de combate e estratégia. Seu planeta de origem é o gigante gasoso chamado Te, sendo que os vermes foram encontrados nos anéis do planeta, não em sua superfície diretamente.

o Yanme’e (Drones): De forma insetoides, os Drones tem uma sociedade de colmeia e castas similar a das abelhas terrestres e outros insetos de organização similar (formigas, por exemplo), todos são sujeitos aos desejos e ordens da Rainha Matriarca da Colmeia, estas, por sua vez, foram doutrinadas pelo Covenant ainda em seu mundo natal Palamok. A maioria dos Drones vistos nos games Halo são de voadores em quase todas as suas variantes (Unmutuals, Minor, Major, Ultra, Leader), extremamente ágeis e com miras precisas, são ótimos em combate de longa distância, fato permitido justamente por sua mobilidade aérea. Nenhuma Rainha dos Yanme’e foi mostrada em nenhum game Halo até o momento (não que eu saiba, claro).

Kig-Yar (Jackals e Skirmishers): Conhecidos por serem traiçoeiros e pela excelente pontaria, os Kig-Yar são uma raça dedicada à pirataria desde sua remota origem em seu planeta Chi’ot. Com a aliança das três variantes da espécie, conseguiram desenvolver a tecnologia para o voo espacial e foram encontrados pelo Covenant na lua Eayn. Há dois subgrupos distintos de Kig-Yar nas fileiras do pacto que os seres humanos chamam de Chacais e Escaramuçadores. Além de servir como atiradores de elite os Kig-Yar são também tropa de choque, lutadores defensivos, escuteiros e batedores devido aos seus excelentes sentidos da visão, olfato e audição.

o Unggoy (Grunts): Pequenos e de fidelidade extrema aos princípios do Covenant, os Grunts são do planetaBalaho e respiram gás metano; estão sempre na linha de frente das batalhas em grande número ao lado dos Elites e Chacais, ofereceram pouca resistência na ocasião de sua dominação.

o Jiralhanae (Brutes): Os últimos a integrar o pacto, os Brutos foram uma grande raça guerreira em seu mundo, Doisac, o que os levou a uma redução drástica de sua população, o que acabou possibilitando sua derrota perante as tropas do Covenant, mais numerosos e tecnologicamente superiores. De tecnologia atrasada e com grandes inclinações para a busca de significados simbólicos e teológicos, os Brutos aderiram os cultos e filosofias do pacto em relação aos extintos Forerunners. Selvagens, violentos e belicosos, os Jiralhanae são uma raça de aspecto similar ao de grandes símios e pouco ou quase nada se relacionam com as demais raças de High Charity, nutrem profundo desprezo pelos Elites por conta de sua posição na hierarquia do pacto. Hábeis em combate físico, sua arma favorita é o poderoso Martelo Gravitacional.

O AUTOR
John Shirley é autor de vários romances e vencedor do prêmio Bram Stoker com Black Butterflies e Living Shadows. De seus trabalhos para TV e cinema, os destaques são para o filme O corvo, do qual foi corroteirista, e a adaptação de Ligeia, de Edgar Allan Poe, para a TV.



site: http://www.pontozero.net.br/?p=9291
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Jordana Martins(Jô) 01/10/2015

Nomes quase que impronunciáveis marcam o livro.
O jogo é bem extenso com diversas espécies espalhadas pelo universo e diversos planetas explorados por tais espécies, inclusive a humana. O livro dá a oportunidade principalmente para quem joga, de conhecer um pouco mais sobre a origem da Guerra Humano-Covenant. O livro é dividido em duas partes.
Na primeira parte temos como personagens centrais o Alto Lorde San’Shyuum das Relíquias Sagradas Mken ‘Scre’ah’ben e o Sangheili Ussa ‘Xellus um líder kaidon da resistência. Cada um de espécie alienígena diferente. O primeiro encontro das tropas de ambos não foi dos mais amistosos, vendo que Mken é um Prophet (”profeta”) e Ussa é um “renegado”, que não faz parte da aliança feita entre seu povo Sangheili (Elites) e os San’Shyuum(Prophets). Ussa acha uma humilhação o seu povo ter se rendido, mesmo que os pertencentes ao Covenant não admitam.
“Atrás deles estavam dois guardas de honra, a quem os San’Shyuum se referiam como as “Elites Sangheili”... Em contra partida,as Elites geralmente se referiam aos San’Shyuum como “Profetas”...”
A trama principal só tem envolvida essas duas espécies. Tanto Mken,quanto Ussa,tem seus propósitos. A maior semelhança de ambos é que tanto um como o outro é uma pedra no sapato de alguns membros do Covenant, pelo menos da parte dos soberbos San’Shyuum. Mken admira Ussa, por sua força e sabedoria de liderança. Ambos têm seus inimigos infiltrados em seus próprios clãs. Mken vive rodeado de outros profetas que simplesmente acham que fazer da sua existência um inferno a melhor coisa possível. Ussa tenta sempre manter a ordem de seu clã num novo mundo, o que digamos não é lá uma tarefa muito fácil.
- É possível identificar este Sangheili? Há alguma informação sobre ele?
- Sangheili identificado como Ussa ‘Xellus. Designado como Importante Comandante de Campo, relativamente jovem.”
Digamos que os ditos “Profetas” são um povinho bem soberbo. Acham-se tão superiores que em suas reuniões não oferecem acentos aos seus colegas Sangheilis para que não se considerem iguais. Uma curiosidade sobre os “superiores Profetas” é que eles só se locomovem sentados em suas cadeiras antigravitacionais. Mken é o único que se atreve a abandonar seu trono particular e se locomover como a ralé. Depois nós humanos somos inércias.
“- A gravidade é maior do que a que estamos acostumados- grunhiu o capitão Vervum, direcionando sua cadeira para flutuar ao lado de Mken. – Estou surpreso por ter se dado ao trabalho de deixar sua cadeira para trás.”
Anos mais tarde, logo após o estabelecimento do Pacto durante a Idade da Reconciliação, três San'Shyuum Ministros da Submissão Gentil e Reconciliação Relativa e Mken que agora é o Profeta de Convicção Interior(outra curiosidade,normalmente eles são chamados pelos cargos e não pelos nomes próprios.) se reúnem com os comissários Viyo 'Griot e Loro'Onkiyo. Os cinco discutem sobre uma rebelião Sangheili em curso que está agora a ser liderada por Ussa 'Xellus. Enquanto isso Ussa procura um refugio para o seu povo anti-Covenant e numa de suas visitas a uma mina ele encontra ‘Creck ou ‘Crecka, que apesar de sua pequena participação na trama acabou por mostrar a Ussa ao mundo defensivo Forerunner inexplorado, onde Ussa junto de seu clã passa a habitar este mundo criado pelas supostas divindades Forerunners.
“O mundo artificial era banhado em metal, como o túmulo de ‘Crecka, ou pelo menos é o que parecia, a julgar por seu exterior esférico todo metalizado. Do que o mundo era realmente composto, o que os Forerunners tinham forjado, isso continuava um mistério.”
Na segunda parte já se passaram mais de um milênio desde os fatos recorrentes da primeira parte e há uma mudança de personagens. Na segunda parte já temos a guerra contra a humanidade a todo vapor. Os novos personagens são Zo Resken o Profeta da Claridade (nada contra os cargos, mas o que diabos faz um profeta da claridade? Deixo esta dúvida para os demais profetas com seus cargos de nomes estranhos), compila com a história da Aliança entre as inúmeras raças alienígenas. E na colônia Ussaniana temos Bal’Tol o atual líder kaidon.
“O Covenant. Uma aliança militar teocrática feita por diferentes raças alienígenas que cegamente adoravam os antigos Forerunners,seres de tecnologia avançada que lutaram contra os Floods,parasitas que ameaçavam destruir toda a Via Láctea,há cerca de cem mil anos.”
Zo é fascinado sobre história antiga e os escritos de seu antepassado, o Profeta da Convicção Interior. Ele é incomum entre os San'Shyuum em suas boas relações com um número alto de Sangheili, incluindo Torg 'Gransamee e G'torik' Klemmee. Zo Resken é nomeado o Profeta da Verdade assistente (praticamente um subalterno) e fica sabendo da conspiração entre Verdade e vários outros altos-Profetas incluindo o Profeta da Devoção Soberba(O que será que ele faz?) -para lançar o Sangheili fora da Aliança. A história segue então Zo e seus aliados Sangheili como eles experimentam os eventos que cercam, a Batalha de Instalação 05 e a queda de High Charity.
Pesquisei bastante sobre o jogo e seus personagens. O livro é como uma bíblia para o jogo, digamos que Gênesis. O que vemos é que toda a história se dá por conta de uma religião e de suas supostas divindades, que não passam de criaturas extremamente inteligentes que foram capazes de desenvolver tecnologias extremamente eficazes e incríveis. De um lado temos os que acreditam que quem mexa nessas tecnologias são hereges, de outro temos os que acreditam que tais tecnologias devem sim ser usadas, pois foram deixadas por essas divindades com tais propósitos de ajudar na vida das outras espécies.
Todas as diversas batalhas no decorrer do livro são somente por conta de que determinados seres não concordam com essa religião e de acreditarem na Grande Jornada (espécie de viagem sobrenatural, tipo morrer e ir para o paraíso viver ao lado de Deus, no caso deles os Forerunners). Assemelham-se as Cruzadas. Invadir outras terras e impor determinada religião. Os personagens de ambas as partes do livro possuem seus questionamentos e dúvidas. Tive bastante dificuldade em alguns aspectos como imaginar exatamente as estruturas descritas no livro. Pecou pela falta de detalhes, tornando o livro bem mais apreciado a quem joga Halo. Um leigo no jogo como eu tem que dar umas pesquisadas para poder ter melhor ideia, tanto das características dos personagens, como das instalações.
Outro fato é sobre a linguagem articulada usada pelos San’Shyuum me deixou bem incomodada e muitas vezes me senti até meio pacóvia. Essa raça usa de diversos movimentos das mãos para simbolizar diferentes frases, mas não temos a descrição de como é feito tais movimentos ou se isso é relevante na trama. Se for relevante deveriam ter descrito melhor para que pudéssemos imaginar tais movimentos.
“- Talvez esses questionadores entre os Sangheili não considerem isso como uma questão religiosa, mas cultural – sugeriu Gujo’n suavemente, fazendo um gesto elaborado que significava eu não o contradigo.”
Não é uma leitura dinâmica e muito menos proveitosa para um leigo no jogo (vou sempre insistir nisso), mas com certeza para os amantes do jogo que se interesse por se aprofundar na história é um excelente exemplar. Ele se tornou mais interessante para mim pelo contexto histórico, pelas comparações a nossa sociedade. O que o poder e a religião juntos de uns sem noção são capazes de fazer para interferir em todos os seres. Cometer genocídios pela religião é uma coisa bem conhecida pela humanidade. Talvez até apreciada.
“Uma união fanática e ditadora, que enxerga os seres humanos como hereges, uma ofensa aos antigos deuses. E que inicia um verdadeiro genocídio contra a nossa espécie.”
“Esta é a história de sua origem.”
Observei uns pequenos, quase imperceptíveis erros na escrita e também na concordância, mas nada que remeta desespero. A capa é muito, mais muito bela, como desenhos em alto relevo e brilhosos. Com certeza é um belo exemplar para se ter em sua estante e a história vai te fazer querer jogar ou no mínimo pesquisar sobre o universo de Halo.
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