Honoráveis Bandidos

Honoráveis Bandidos Doria...


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Resenhas - Honoráveis Bandidos


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claudioschamis 01/12/2009

Como diria algum desses personagens da televisão: "Sinistro". Só que é muito mais que apenas sinistro . Esse adjetivo é muito pouco. Chega a ser light, bem light. Se você gosta de emoções fortes, você vai encontrar. Prepare seu estômago. O que Palmério nos conta vai além do que você poderia imaginar. O burco não é mais embaixo. Não existe buraco sem que exista fundo. Não existe luz. Não existe túnel. É estarrecedor. Se você gosta de política recomendo que leia. Se você não gosta de política recomendo (também) que leia. Considere um livro de história. Sombria é claro, mas é história. A nossa história. Que bem ou mal muitos ajudaram a construir dando poder a quem não devia. Claro que muitas das vezes esse dar o poder não passou por nós. Foi conseguido por outros caminhos, outros métodos totalmente pouco heterodoxos. É impressionante que conforme você vai lendo mais enojado você fica. Mas dá para sobreviver. Você se depara com o impensável. Com o indigesto. Você acaba se perguntando quem é que irá sobrar ou te soçobrar. Foi um trabalho de grande pesquisa e que te entrega o retrato fiél do que ou de quem é o poder. De como ele é manipulado e tratado. Palmério não poupa nomes. E depois de virada a última página, você terá a resposta do porque o pessoal do clã dos Sarney repudiaram o livro e o seu lançamento. O segredo para quem como eu estiver elogiando o livro e incentivando a sua leitura é não ter em sua casa ou apartamento nenhuma porta blindex à mostra (e lendo o livro vocês saberão o porquê). No banheiro até pode. Até recomendo a leitura antes de 2010 e quem sabe este livro não te ajuda nas próximas eleições.
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Érika dos Anjos 02/12/2009minha estante
Ai, Claudio! Vc me deixou ainda mais curiosa em relação a este livro. Já estava me coçando para comprá-lo, agora ainda mais. Adoro livros sobre política e esse além de ter me deixado com água na boca me deixou com a faca nos dentes, se é que vc me entende. Realmente acho que, para muitos, irá ajudar ler esse livro antes de 2010... afinal, há certas coisas que irão precisar serem ditas antes da próxima eleição! Bjss PS.: Agora quero saber que história é essa do blindex...




Andre Amaral 08/09/2010

Em termos de informações de bastidores é muito bom, embora nada que surpreenda quem sabe o câncer que esse sujeito é para o nosso país.

Agora, é muito mau escrito, o autor não consegue manter uma linha de raciocínio, seja cronológica, por evento ou por personagem. Parece que saiu escrevendo e não revisou nada. Mesmo o tom do livro está mais pra um folhetim de Centro Acadêmico que para um trabalho jornalístico.

É uma pena, pois dava pra fazer algo melhor com a matéria-prima, mas sabendo disso, vale uma leitura.
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Jefferson Fernando 28/02/2010

Sou maranhense e considero fundamental a leitura desse livros primeiramente para os eleitores do nosso estado, pois devem saber mais sobre o que já conhecemos faz tempo, mesmo não querendo admitir: o poder dessa família ao qual nós estamos infelizmente sujeitos; esse livro também é recomendado, no nível do nosso país, a todos aqueles que querem ter uma visão crítica de nossa política, pois da mesma forma que uma família exerce poder político num estado sob tantas formas, muitos caciques de outros partidos - inclusive o próprio Sarney - querem exercer poder sobre nós através de uma mídia parcial e ataques violentos que estão longe da verdadeira democracia. Enfim, a leitura desse livro só me vem confirmar que só a verdadeira educação e nossas escolhas ao longo da vida é que nos fará verdadeiramente livres de todas essas más influências do qual somos bombardeados a todo o momento.
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Rodolfo 06/04/2010

A velha raposa
Todos aqueles que se interessam por uma quantidade mínima de notícias sobre política devem ler este livro.

O sub título desta obra "Um retrato do Brasil na era Sarney" leva estanpada na capa a cara dele, a velha raposa da política brasileira ou podemos chamá-lo de um dos últimos coronéis "old school" feudais em atividade no Brasil, no Maranhão mais especificamente.

Este autor fez uma biografia, obviamente não autorizada, do atual presidente do senado, o cidadão que fez pupílos e história utilizando táticas das melhores escolas da máfia mundial e viu seus feitos ameaçados por denúncias baseadas em escuta telefonica, falhas de conduta dentro do clã cometidas por seus rebentos, Fernando e Rosena ameaçando a hegemonia do clã Sarney.

O bombástico 2 de fevereiro de 2009 fez José Sarney, Sir Ney em algumas versões, colocar todas as cartas em jogo, aliás, cartas é o que não falta no capítulo da Rainha de verde - menção ao gosto da filha pela jogatina, Sarney coçou a cabeça, mais uma vez provocando alvoroço no cenário político brasileiro, dancinhas comemorativas em salas secretas, abuso de cotas aéreas dos parlamentares e imposição de censura a um dos maiores jornais do país, o Estadão.

É um desafio e tanto escrever um livro sobre escândalos políticos diante de tantos que surgem diariamente, possivelmente Paulmério Dória sabia disso e mesmo assim seguiu em frente com uma narrativa despojada de palavras rebuscadas e enfadonhos discursos políticos mas usando o bom humor e seriedade.

Após a leitura deste livro garanto que boa parte das notícias políticas serão velhas conhecidas dos leitores. Todos os nomes dos envolvidos nos 50 anos de vida pública "imaculada" do presidente da câmara estão no índice remissivo, logo após um retrato cronológico do Brasil durante os 50 anos de vida de nosso personagem.

Aspirantes em malandragem política, aprendam com este homem!
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Paulo 29/09/2013

O jornalista paraense Palmério Dória apresenta, conforme o título propõe, uma interessante visão pelas entranhas do sistema político do país e mais do que isto, nos trás a história de como José Ribamar Ferreira de Araújo Costa tornou-se José Sarney – praticamente dono do estado do Maranhão, ex-presidente da República, eleito cinco vezes senador (três vezes pelo Amapá), dono de três emissoras e dezenas de retransmissoras de televisão, seis emissoras de rádio e do jornal O Estado do Maranhão.

Tráfico de influência, negócios duvidosos, estratagemas políticos, emprego de parentes e apoio a ditadura. Talvez seria este um conto interessante, fosse ele ficcional. A medida que falamos de fatos que aconteceram e ainda acontecem às custas da ignorância e do dinheiro do povo, é na verdade, repugnante.

Não entendam mal, o livro é excelente, mas o que ele conta é que é o problema. É o retrato de como um político conseguiu transformar o Maranhão no quintal de casa estendendo seus tentáculos em negócios que abrangem energia, terras e comunicações e como seus colegas fazem o mesmo com outras regiões do país.

Pelo livro desfilam nomes como Michel Temer, Edison Lobão, Agaciel Maia e Fernando Collor. Uma radiografia mostrando os bastidores do poder, e que este serve ao interesse de poucos ao contrário do que sonharíamos ser verdade. Repugnante e obrigatório. Editora Geração Editorial, 208 páginas.

site: http://sequelacoletiva.wordpress.com/2011/01/07/livro-honoraveis-bandidos-um-retrato-do-brasil-na-era-sarney/
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J.C.S.Rabelo 12/05/2017

Apesar de parecer tudo muito interessante, achei problemas no livro, exatamente pelo fato de ter sido "jornalístico" demais. O autor é jornalista e escreveu tudo coletando reportagens de diversos veículos de notícias. MAS SÓ. Senti falta de coisas mais concretas: o livro não tem referências. É meio "by Google", sabe? E eu não confio em tudo o que jornalista diz, simples assim. Nem tudo o que se publica é verdadeiro, então sendo esse livro fruto de uma coleção de reportagens....Tem sua parcela de suspeita! Não que eu seja contra as acusações dele, mas não é sensato acreditar em tudo o que se vê por aí, só porque a coisa está do lado do "bem".

Honoráveis Bandidos promete, promete, promete...Mas não entrega tudo o que prometeu. Achei que fosse ser mais bombástico e revelador, mas só fala aquilo que a gente já vê nos jornais.
Gustavo 14/07/2017minha estante
Concordo plenamente...só a falta de referências já me deixou com um pé atrás em tudo o que ele comenta. Além disso, percebi que puxava a sardinha muito pra um lado ideológico, o que faz duvidar de tudo o que ele colocou.




Marcel 01/02/2012

2 ângulos....
Divido minha resenha em dois pontos: 1)Opinião sobre o enredo e 2)Sobre o texto em si.

1) É um tapa na cara do leitor, apesar de que é tudo que já foi divulgado nas midias, mas como temos a memória muito curta para a politica, o autor Palmério Dório facilitou o acesso às falcatruas exercidas pela "famiglia Sarney". Lendo o livro fiquei com muita dor na consciência pensando "o que eu fiz até agora?" - "meus braços estão cruzados" - "como reclamar?"... Sim temos o poder do voto mas não sabemos usa-lo e os governantes ainda dificultam restringido a massa à educação. E é por isso que "os Sarneys" estão aí, fazendo maracutaias com o seu dinheiro, sim com o seu, nosso suado dinheiro e ficamos quietinhos sem fazer nada.

2) Literalmente eu achei o livro fraco, parece que o Palmério Dória estava com pressa para acabar, pula de uma parte para outra, deixa o leitor com algumas dúvidas, muito nome que surge do nada... enfim, a forma como foi escrita não me agradou.

Mas o negócio é o seguinte, se você que saber o que acontece com seu dinheiro e deseja ser um cidadão mais envolvido e participante, LEIA!!!

Se você deseja somente ler, pensando que odeia politica e não tem outro livro, leia também... quem sabe mude sua visão e tente melhorar nossa politica tão "estrupiada"...
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Fatima Fleury 19/04/2010

Excelente.
Impressiona como essa família (ou quadrilha, como foi dito e concordo) age impunemente há tantos anos. É de arrepiar, chocante. Mas, infelizmente, não é ficção.
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Maria R. 22/02/2010

impressionante
Essa quadrilha, digo, família, é muito pior do que se possa imaginar.
Realmente, sinistro!!
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BARBA 01/03/2013

Honoráveis Bandidos
Primeiramente é uma mescla de biografia e critica Politica com muita opinião do autor, que descreve uma percentagem do jogo de influencias e político que a Família Sarney teve/tem.

No meio o livro acaba e começa uma cronologia em tópicos de todos os acontecimentos no Brasil com influencia dos "Sarneys".

Leitura muito importante para quem quer entrar no mundo político deste país e se atualizar.
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Dinoélia 03/04/2011

Humor!
Bom, para início de conversa o livro não traz taaanta novidade assim, pois pra quem acompanha o lixo que é a política brasileira vai se lembrar de já ter visto em alguns noticiários sobre as tramoias citadas no livro...mas claro também que existem informações interessantes, por exemplo, a anedota sobre a "urna do Zé" e a origem do nome José Sarney, que na verdade se chamava José Ribamar Ferreira de Araújo Costa. O livro ainda nos apresenta um pouco da personalidade dita "raivosa" de Roseana Sarney e o quanto ela se esbaldava nos cassinos mundo afora. Mas a parte mais bizarra do livro fica para o seu protagonista...o cara coleciona anjinhos barrocos e de acordo com o autor retirou o portão de ferro fundido do cemitério de Alcântara para decorar sua casa, uma mansão que mais parece um museu sem falar no seu desejo de erguer seu próprio mausoléu no Covento das Mercês, é bem sem noção mesmo. No mais o autor fez questão de mostrar para os leitores que o poder no Maranhão está mesmo na mão dessa família, é até difícil identificar quem é pior, se é pai, filha, filho, genro, irmã, neto. O livro serviu para que eu desacredite que a política brasileira ainda tenha jeito, pois ele denúncia não só o a família Sarney, mas outros personagens tbm da nossa política, me fez vê o quanto somos enganados. Em relação a escrita concordo que é um pouco solta o que acaba atrapalhando, mas Palmério Dória está de parabéns pela coragem de colocar a cara à frente dessa sujeira toda.
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Letoca 01/04/2011

Figuras como José Sarney parecem mesmo uma piada pronta: já construiu mausoléu pra si mesmo, e cheio de pretensão "decorou-o"com um ""poema"" de sua autoria: "Maranhão / Minha terra / Minha paixão". Mas se você olhar mais a fundo a história de Sir Ney vai concluir, no final das contas, que melhor seria se ele fosse realmente apenas uma piada. O livro retrata com coragem e bom humor a trajetória daquele que é um de nossos mais influentes políticos, você e eu querendo ou não!
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João Moreno 06/02/2017

Sobre o Círculo que se Fecha e uma Realidade que não bate

Segundo o Wikipédia, Ouroboros é um “conceito” representado graficamente por uma “serpente ou dragão mordendo a própria cauda”, advinda do grego antigo. Paro por aqui: uso a representação simbólica do Ouroboros para rascunhar alguns pequenos trechos da vida de José Ribamar Ferreira de Araújo Costa.

Ao falar sobre “aquele que devora sua própria cauda” de maneira infinita, até os fim dos tempos, falamos também da figura do político brasileiro – caricato por natureza, ideologicamente voltado para ganhos e lucros pessoais, com espectros políticos inexistentes e conluios como principais regras - aqui falamos também de José Sarney, o Velho Coronel, segundo Palmério Dória - Jornalista - um Honorável Bandido (dos muitos).
Com o livro de Dória descobrimos uma outra realidade – ou a mesma de sempre, dessa vez apenas escrachada:

“A decisão do ministro Fernando Gonçalves, do mesmo TSE, entrou para a história. Fernando Gonçalves sustou o processo, po conta própria, por falta de custas para extração de fotocópias”.

E se no Brasil, obras é sinônimo de aditamentos de contratos e superfaturamento/ fraude e negociação de licitação - privatização é divergente à processos idôneos e eficazes, com valores de venda versus valores de custo não sustentáveis.

E o protagonismo político continua: nomes de vinte ou quinze anos – atores em si mesmos, personas envolvidas em escândalos (no plural, de muitos) - continuam e continuarão sendo personagens principais nesse cenário rentável que é o ato de fazer política:

“O Parlamaneto brasileiro é um dos mais caros do mundo. No momento em que Sarney chegava ao cinquentenário de sua carreira politica, a folha do pessoal custava dois bilhões de 200 milhões de reais por ano – 80 % do orçamento da Casa”.

(Também sobre o escândalo envolvendo atos secretos em 2009, farra das passagens áreas, recebimento indevido de auxílio moradia mesmo com residência fixa em Brasília, etc, etc.)

E entrando nos deméritos do “ mau uso de concessões de Rádio e TV por grandes conglomerados para arrecadação de votos e o não pagamento de tributos”:

“Nem é exagero debitar na conta da dupla de coronéis a programação idiota e fabricante de idiotas que temos neste país, dado nível de “políticos” que ganharam concessões – disposto à imoralidade de trocar rádio e tevê por apoio a mais um ano de Sarney. São todos do mesmo saco, os grandes responsáveis pela “máquina de fazer doido”, o jornalismo emasculado e engomadinho , a picaretagem em nome de Cristo, a cafetinagem do filho de Deus - “esta televisão”, escreveu João Antônio, “que vai transformando ignorantes em idiotas”

E ao falar de Sarney, o “Zé da Urna”, relembremo-nos da figura do Ouroboros: círculo eterno, que se fecha, se completa. Assim foi e é a vida desse Velho Cacique - que manda e desmanda - e “vem determinando, o que fazer ou não fazer nesta terra de nome Brasil”.

site: literatureseweb.wordpress.com
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Marcela 12/09/2013

O livro pode ser bem maçante. Ainda mais pra uma pessoa, um tanto, utópica como eu. Amo minha cidade, São Luís, e meu estado, Maranhão. Doí muito ler,e ter conhecimento de tanta coisa que causou e causa tanta infelicidade ao nosso povo. No prefácio a gente encontra "honoráveis bandidos" é um expressão de Karl Marx para designar essas figuras, como Sarney, Roseana e sua corja, que,“Conseguem sentar nas cadeiras mais insuspeitas, dignas das pessoas mais honradas. Emprestam seus nomes a ruas, escolas, edifícios públicos, rodovias e até cidades. São aqueles que de tanto triunfar na ignomínia, inculpa de levar gente honesta a ter vergonha de ser honesta”.
Mais sinistro que isso é lê esse livro e ouvir "Imagine" de Jonh Lenonn. Sinistro mesmo, mas aconteceu. Utópico! Parece, até, soar infeliz.
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taislq 09/08/2010

boa leitura péssima conclusão
O livro conta a estória política do Brasil na era Sarney, na real não é uma estórinha de vida contada e sim trechos das grandes sacadas corruptas do governo Sarney e todo seu poder no Maranhão e nordeste do País. A revolta a cada página lida me fez dar pulos de raiva. Mas é a pura realidade e nos faz pensar sobre o que queremos do nosso país no futuro, ou será que existe um futuro sem corrupção? O livro me fez pensar sobre a política de um jeito diferente. Ao final faz um resumão dos principais acontecimento desde dos anos 60 até os dias atuais com as principais noticias de cada ano. Uma aula de história do Brasil.
O que não me agradou foi a maneira como contaram os episódios, achei soltos sem começo, meio e fim, porém acho que essa era a idéia do livro.
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